terça-feira, maio 26, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Setor agro reage às medidas de Trump e alerta para riscos globais



Associação vê tarifas dos EUA como ameaça à segurança alimentar




Foto: Pixabay

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) divulgou nota oficial manifestando preocupação com as tarifas adicionais impostas pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil e a outros países. Segundo a entidade, a medida anunciada pelo presidente Donald Trump representa um risco à estabilidade do comércio global e à segurança alimentar de bilhões de pessoas.

De acordo com a nota da ABAG, as tarifas, que começam com alíquota mínima de 10% sobre os produtos brasileiros destinados ao mercado americano, violam as regras multilaterais da Organização Mundial do Comércio (OMC) e tendem a alimentar pressões inflacionárias, além de provocar desaceleração econômica não só nos EUA, mas em diversas regiões do mundo.

“Apenas com cadeias globais facilitadas, canais de comércio desimpedidos e com a flexibilidade necessária é possível garantir o adequado suprimento de alimentos a preços justos”, destaca o comunicado. A associação também lembra que o agronegócio brasileiro é peça-chave na oferta de alimentos com qualidade, segurança e sustentabilidade, abastecendo tanto o Brasil quanto mercados internacionais.

Segundo a ABAG, o setor agrícola nacional estará preparado para enfrentar os desafios impostos pelas tarifas e buscará novas oportunidades no cenário global. A entidade defende a diversificação de mercados e a abertura de novas rotas comerciais como prioridades para o governo brasileiro.

A nota ainda ressalta a importância de uma estratégia diplomática firme por parte do Executivo federal. “Evitar imediatismos e preservar os interesses de longo prazo do país são fundamentais neste momento”, afirma a ABAG, que também vê com bons olhos o avanço do Projeto de Lei 2.088/2023, em tramitação no Congresso Nacional, por oferecer respaldo legal para possíveis medidas de resposta contra ações consideradas abusivas por parte de governos estrangeiros.

Por fim, a associação reforça o papel do agronegócio como base sólida da economia brasileira e agente essencial para garantir segurança alimentar, desenvolvimento sustentável, geração de empregos e avanço tecnológico no país.





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Tarifas de Trump colocam mercado da soja em alerta; preços recuam no Brasil



O mercado global de soja foi abalado nesta semana pelo acirramento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. A crise começou após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar um pacote de tarifas abrangente, atingindo diferentes parceiros comerciais e sendo especialmente duro com os chineses.

Segundo informações fornecidas pela consultoria Safras & Mercado, em resposta, a China anunciou nesta sexta-feira (4) a imposição de uma tarifa adicional de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA, incluindo a soja.

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A medida impacta diretamente o comércio global do grão e já trouxe consequências para os preços tanto no mercado brasileiro quanto na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos.

De acordo com Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, o Brasil pode se beneficiar dessa nova configuração comercial. “Se essas tarifas se mantiverem por mais tempo, o Brasil tende a ganhar espaço no mercado chinês, que hoje é o maior comprador mundial de soja”, afirma.

Rafael Silveira, também analista da Safras & Mercado, avalia que os embarques dos EUA devem sofrer forte queda no segundo semestre. “A China deverá intensificar suas compras no Brasil, principalmente com o avanço da colheita por aqui”, projeta.

Apesar dessa perspectiva positiva para os produtores brasileiros no médio prazo, o impacto imediato das medidas foi negativo. “A política externa de Trump é baixista para todo o complexo soja”, observa o analista Gabriel Viana. “Essas tarifas atingem quase todos os países, e isso pressiona os preços das commodities negociadas nas bolsas norte-americanas”, completa.

Ritmo da colheita de soja no Brasil

A colheita no Brasil já está praticamente encerrada, e a Argentina dá início à sua safra. Segundo os analistas, a demanda global deve, portanto, se deslocar para a América do Sul nos próximos meses.

Enquanto isso, os preços recuaram nos principais mercados do país. O contrato futuro de soja com vencimento em maio caiu 2,44% na semana, cotado a US$ 9,98 por bushel em Chicago, abaixo da marca simbólica de US$ 10.

No mercado físico brasileiro, a desvalorização também foi sentida. Confira os preços da saca de 60 quilos:

  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 133,00 para R$ 131,00
  • Passo Fundo (RS): de R$ 130,00 para R$ 128,00
  • Cascavel (PR): de R$ 126,00 para R$ 124,00
  • Rondonópolis (MT): de R$ 115,00 para R$ 112,00



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de arroz avança globalmente, mas enfrenta desafios



Clima e conflitos afetam arroz na África




Foto: Pixabay

Segundo análise divulgada na edição de março do Global Crop Monitor (GEOGLAM), a semeadura do arroz de dupla safra precoce avança na China, enquanto o plantio do arroz de estação única tem início. Na Ásia Central e do Sul, o transplante das safras Rabi e de verão na Índia está próximo do fim em condições favoráveis. Em Bangladesh, a safra Boro se desenvolve de forma satisfatória, e a semeadura da safra Aus já começou. No Sri Lanka, a colheita das safras da estação Maha está sendo finalizada.

No Sudeste Asiático, a colheita das safras semeadas mais cedo na Indonésia avança com rendimentos positivos, enquanto a semeadura do arroz da estação chuvosa foi concluída. Na Malásia e em Brunei, a colheita do arroz da estação chuvosa continua, mas em Brunei, as condições excessivamente úmidas resultaram em atrasos. No Vietnã, a semeadura da estação seca segue no norte, enquanto a colheita ocorre no sul. Na Tailândia, a safra da estação seca está na fase de enchimento de grãos, e a colheita já começou em algumas regiões. As Filipinas apresentam condições favoráveis no geral, com a colheita da estação seca iniciada. Em Mianmar, a semeadura do arroz da estação seca avança e a colheita das safras mais precoces já começou na região do delta. Um terremoto de grande magnitude atingiu o centro do país em 28 de março, causando danos generalizados e com impactos na agricultura ainda a serem avaliados. No Camboja, a colheita do arroz da estação seca segue em boas condições.

Nas Américas, o Brasil e o Uruguai mantêm a colheita sob boas condições, enquanto na Argentina o processo está em andamento. Nos Estados Unidos, a semeadura começou no sul. Em Cuba, a safra da segunda estação avança do estágio vegetativo para o reprodutivo. No Haiti, a colheita da segunda safra está próxima da conclusão, enquanto em Honduras segue em curso.

Na África Subsaariana, Moçambique apresenta condições mistas devido aos impactos do Ciclone Jude. Na Tanzânia, as condições secas persistem na região costeira do norte. No Mali, o conflito em andamento continua sendo um fator de preocupação para a produção agrícola.





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Projeto libera o FGTS para compra de máquinas agrícolas



Um projeto em análise na Câmara dos Deputados prevê o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para compra de máquinas e implementos agrícolas. O texto altera a Lei do FGTS.

Atualmente, a legislação já permite sacar o FGTS em algumas situações, como na demissão sem justa causa, na concessão da aposentadoria, para quitação de financiamento imobiliário ou em casos de câncer (trabalhador ou dependentes).

O Projeto de Lei 4515/24 tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

“A mudança na lei contribuirá para a subsistência do trabalhador rural e de sua família”, disse o autor da proposta, deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR), ao lembrar que o agronegócio representa hoje quase 27% das ocupações no Brasil.

Para virar lei, a proposta que libera saque do FGTS para compra de máquinas agrícolas tem que ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Sobre o FGTS

Segundo o governo, o FGTS foi criado para proteger o trabalhador que fosse demitido sem justa causa, criando para ele uma reserva financeira. Portanto, esse é um benefício social em prol do trabalhador celetista. O benefício foi instituído pela Lei nº 5.107 de 1966 e conta com mais de 50 anos de história.



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Avocado brasileiro ganha novos mercados internacionais


Maior produtor nacional de avocado – o abacate da variedade Hass -, sendo responsável por mais de 40% da produção brasileira, São Paulo está iniciando a exportação da fruta para Chile e Japão após missões desses países visitarem o estado e validarem os requisitos fitossanitários para a importação.

O Chile é o 2º maior consumidor per capita de avocado no mundo, representando uma ótima oportunidade de negócio para o avocado paulista. “O consumo chileno é altíssimo, com cerca de 8kg por pessoa/ano, e vem subindo. É um país que nos gera altas expectativas. Esse ano será experimental, mas no futuro esperamos importantes ganhos”, destaca Lígia Carvalho, produtora e pioneira no desenvolvimento do abacate Hass no Brasil.

Outra vantagem é que o Brasil está na contra-safra do avocado chileno, que produz até agosto, enquanto aqui se produz, aproximadamente, de fevereiro até junho e julho.

Apesar do Japão ser o maior importador de avocados da Ásia, o tamanho da exportação para o país é uma incógnita. “A distância, a grande exigência do mercado japonês e a necessidade de envio aéreo trazem incertezas. Por enquanto, vamos aprender a atender esse mercado”, afirma Lígia.

“A abertura de mercados internacionais para os produtos paulistas reforça a qualidade e a competitividade da fruticultura do Estado. São Paulo se destaca não apenas pelo volume, mas pela excelência em atender os mais rigorosos padrões fitossanitários internacionais. Esse avanço representa a atração de novos investimentos para a agricultura paulista em cenário global”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

Em 2024, o estado de São Paulo produziu mais de 223 mil toneladas de abacate, principalmente nas regiões de Ourinhos, Mogi Mirim e São João da Boa Vista, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP.

Consumo do avocado no Brasil

No mercado nacional, a demanda pelo avocado tem crescido, mas o Brasil ainda está distante do consumo mundial. Em média, o brasileiro consome 1,3kg de abacate – tropical e avocado – por ano. Se tratando apenas de avocado, o consumo cai para 300 gramas anuais. “Há um caminho a trilhar que envolve muitos desafios: comunicação, marketing, ensinar sobre o avocado, quais as possibilidades de consumo, e principalmente, não ter ruptura do produto no supermercado, entrando na lista de compras, na rotina dos brasileiros”, finaliza a diretora da fazenda Jaguary.

Abacate ou avocado?

O Avocado é uma variedade surgida na Califórnia, nos Estados Unidos da América, e hoje é cultivado mundialmente por suas características, como a alta concentração de vitaminas, minerais, proteínas e fibras. Apresenta grande versatilidade, podendo ser utilizado para pratos salgados e doces, e popularizado pela culinária mexicana.

Óleo de abacateÓleo de abacate
Foto: Luiz Fernando da Silva/ EPAMIG

O avocado tem forma mais arredondada e é um pouco menor que o abacate, que costuma ter quase o dobro de tamanho. A casca do avocado é enrugada e, ao longo do amadurecimento, se torna roxa, enquanto a do abacate costuma ser verde.

Garantia das exportações

Com a abertura dos mercados do Japão e Chile, a Defesa Agropecuária iniciou, em 2025, os cadastros e acompanhamento do abacate variedade Hass nas propriedades e casas de embalagem que processam o fruto. Atualmente estão cadastradas 05 propriedades e 05 casas de embalagem.

“A exigência vai depender do país e da praga que é restritiva, contudo, jamais é esperado o envio de vegetais ou partes de vegetais com pragas de qualquer esfera, mesmo as que não constam em requisitos fitossanitários”, disse a engenheira agrônoma Cristina Abi Rached Iost, gerente do Programa Estadual de Certificação Fitossanitária e do Programa Estadual de Exportação de Produtos Vegetais.



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Avião de pequeno porte faz pouso forçado em meio a caminhões na BR-101; veja o vídeo



Um vídeo gravado por ocupantes de um carro mostra o momento em que um avião monomotor realizou um pouso forçado na BR-101, em meio a carros e caminhões, no município de Garuva (SC), na manhã deste sábado (5).

Na gravação, o homem e a mulher que estavam dentro do veículo, ficam assustados com a situação; o monomotor se aproxima de uma carreta no momento do pouso e assim que toca o chão, balança de um lado para o outro e, em seguida, consegue ir para o acostamento.

Segundo o portal G1, duas pessoas estavam a bordo – o piloto e o proprietário da aeronave. Apesar do susto, ninguém se feriu.

A polícia informou que aeronave decolou do aeroclube de Garuva com destino a Joinville, mas uma pane no motor obrigou o piloto a fazer um pouso de emergência na estrada.

De acordo com a Arteris Litoral Sul, concessionária responsável pela rodovia, o avião já foi retirado e a pista está liberada para o tráfego de veículos.



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Filhote de onça-pintada resgatado em cativeiro será reabilitado em santuário de felinos


Após muito tempo de agonia, Goliás, uma onça-pintada com aproximadamente 9 meses de idade, que foi resgatado em Santo Antônio do Içá (AM) sendo mantido na casa de uma família, acaba de ganhar um novo lar: um santuário da espécie situado em Corumbá de Goiás (GO). Administrado pelo Instituto NEX No Extinction, o local abriga 27 felinos resgatados, entre onças, suçuaranas e jaguatiricas.

O animal, da espécie Panthera onca, passou pouco mais de dois meses de estada na Rede Cetas, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e chegou ao NEX nesta última semana em ótimas condições de saúde e desenvolvimento.

Durante o período de acolhimento e reabilitação nas unidades Cetas de Manaus (AM) e Brasília (DF), ele pôde recuperar comportamentos e habilidades naturais da espécie, por meio de atividades estimuladoras disponibilizadas em um espaço com estrutura adequada.

A reabilitação da onça-pintada continua

De acordo com o chefe do Cetas-DF, Júlio César Montanha, o Instituto NEX foi escolhido pelo Ibama, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em virtude da ampla experiência com grandes felinos e os bons resultados adquiridos ao longo de 24 anos de atuação.

“Agora, ele passará a receber um tratamento mais completo, aumentando as chances de um dia voltar à natureza do que teria antes, quando estava sendo tratado como um animal doméstico”, explica Júlio. “É gratificante ver uma onça como essa readquirindo seus instintos naturais e entendendo para que veio ao mundo”, afirma Daniela Gianni, responsável pelo Instituto NEX.

O novo lar da onça-pintada

Filhote de onca-pintada resgatado vai para santuário de felinosFilhote de onca-pintada resgatado vai para santuário de felinos
Filhote de onca-pintada resgatado vai para santuário de felinosFoto: Luan Marcel/Ascom-Ibama

Desde que tiveram conhecimento do fato, o Ibama e instituições parceiras adotaram as medidas técnicas e administrativas necessárias para viabilizar a retirada do animal do local, visando à sua segurança e a da população.

De Santo Antônio do Içá (AM), a onça foi levada até o município de Tefé (AM), por transporte fluvial, e posteriormente de avião até Manaus. Na capital amazonense, o filhote foi abrigado no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), sendo avaliado e acompanhado por equipe multidisciplinar de profissionais, tendo passado por exames clínicos e laboratoriais e adequação da dieta.

Semanas depois, seguiu em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para Brasília (DF), onde foi abrigado no Cetas-DF. Lá, Golias passou a ser supervisionado por equipe especializada, por meio de sistema de câmeras instaladas no recinto de aclimatação, 24 horas por dia.

Animal silvestre não é pet

O chefe do Cetas-DF, Júlio Montanha, alerta que animal silvestre de qualquer espécie não pode ser tratado como pet. “Infelizmente, há uma cultura no Brasil, de capturar os animais na natureza para domesticação, que precisa ser modificada drasticamente. Os animais silvestres devem ser respeitados em seu habitat, onde eles têm tudo o que precisam para viver bem e com saúde”, destaca.

O Ibama orienta que, sempre que um animal silvestre for encontrado em situação vulnerável, seja entregue, o quanto antes, às autoridades ambientais, para que ele possa ser acolhido, verificadas suas condições de saúde e, se possível, logo solto na natureza. Se necessário, ele passará por processo de reabilitação para o retorno posterior ao habitat.



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AgroNewsPolítica & Agro

emprego no agronegócio atinge 28 milhões em 2024



Mulheres ampliam participação no mercado de trabalho agro




Foto: Pixabay

O agronegócio brasileiro empregou mais de 28 milhões de pessoas em 2024, representando 26,02% das ocupações no país. De acordo com o Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro, divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), houve um crescimento de 1% em relação a 2023, o que corresponde a aproximadamente 278 mil novos trabalhadores. O número é o maior registrado desde o início da série histórica em 2012, conforme o dados divulgados pela Segundo dados do divulgados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Segundo o levantamento, os agrosserviços registraram a maior alta na criação de empregos, com um acréscimo de 337 mil pessoas, o que representa um crescimento de 3,4% em comparação ao ano anterior. A agroindústria também teve um aumento significativo de 5,2%, com a geração de 231,76 mil novos postos de trabalho. No setor de insumos, o crescimento foi de 3,6%, o que equivale a mais de 10 mil novas contratações.

O avanço do emprego no setor foi impulsionado pelo crescimento da participação de trabalhadores com maior qualificação profissional e pela ampliação do número de empregados com e sem carteira assinada. A presença feminina no agronegócio também continua a aumentar, mantendo a tendência observada em levantamentos anteriores.

A expansão da agroindústria elevou a demanda por serviços, impactando diferentes segmentos industriais. Entre os setores que mais contrataram, destacam-se o abate de animais, que registrou um aumento de 7,2% (43.760 pessoas), e a produção de massas e outros alimentos, com um crescimento de 10,4% (40.617 pessoas). O setor de móveis de madeira teve um aumento de 6,6% (32.167 pessoas), enquanto a moagem e a produção de produtos amiláceos cresceram 14,6% (22.588 pessoas).





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Método inovador amplia uso de fungo natural no controle biológico



Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Embrapa Meio Ambiente (SP) desenvolveram um novo método para a produção do fungo Trichoderma asperelloides, importante ferramenta no controle biológico de doenças em culturas agrícolas.

A inovação utiliza farinha de arroz como substrato em um sistema de “biorreator em grânulo”, promovendo uma solução sustentável, eficiente e de baixo custo.

O novo processo gera grânulos secos com conídios (esporos) do fungo, que funcionam como “sementes biológicas”. Armazenados sob refrigeração, esses grânulos mantêm sua viabilidade por mais de 24 meses, o que facilita o uso em larga escala. Ao serem incorporados ao solo, combatem com eficácia o Sclerotinia sclerotiorum, causador do mofo branco em culturas como soja, algodão, feijão e tomate.

Segundo Lucas Guedes, pesquisador da Unesp responsável pela pesquisa, “o método não só amplia a produção de conídios, mas também aumenta a estabilidade do produto, tornando-o mais acessível e eficaz para o agricultor”.

Fontes de nitrogênio melhoram desempenho do fungo

A equipe avaliou cinco fatores no processo de fermentação do Trichoderma com o uso de farinha de arroz. A adição de 0,1% de nitrogênio ao substrato aumentou significativamente a produção de unidades formadoras de colônias (UFCs), medida usada para avaliar a viabilidade do fungo.

Além disso, fontes complexas de nitrogênio, como levedura hidrolisada e licor de milho, superaram fertilizantes tradicionais, como o sulfato de amônio. Também foram testadas embalagens com controle de umidade e oxigênio, que prolongam a vida útil do produto mesmo fora da refrigeração.

Sustentabilidade e economia com subprodutos agroindustriais

Gabriel Mascarin, da Embrapa, destacou o papel da farinha de arroz no projeto. “O uso de subprodutos agrícolas como o arroz quebrado não apenas reduz custos como promove sustentabilidade ao reaproveitar resíduos da agroindústria”.

Já Wagner Bettiol, também da Embrapa, explica que os grânulos funcionam como biorreatores naturais: “Liberam o fungo de forma gradual, sem gerar resíduos no ambiente”.

Alternativa aos fungicidas químicos

O uso de Trichoderma asperelloides é uma alternativa ao uso de fungicidas químicos, que podem gerar resistência dos patógenos e impactos ambientais. A nova formulação é eficaz contra diversos fitopatógenos do solo, como Fusarium, Rhizoctonia, Pythium e até nematoides, conforme o isolado utilizado.

Além disso, amplia as possibilidades de uso em diversas culturas e reduz os custos de produção frente às metodologias atuais baseadas em arroz convencional.

Potencial para o mercado nacional e internacional

A tecnologia desenvolvida tem potencial para impulsionar o uso de bioinsumos no Brasil e no exterior, reforçando a liderança brasileira em inovação agroambiental. A técnica atende às exigências da agricultura moderna por soluções sustentáveis, econômicas e de alto desempenho.

Mais informações sobre produtos com Trichoderma estão disponíveis na plataforma Agrofit, do Ministério da Agricultura (Mapa).

Principais usos do Trichoderma no controle biológico

1. Controle de mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum)

Previne e combate o patógeno que causa perdas severas em culturas como soja, feijão e algodão

2. Controle de outros fitopatógenos do solo

Eficaz contra doenças causadas por FusariumRhizoctoniaSclerotium e Pythium, comuns em diversas culturas agrícolas

3. Proteção de hortaliças e plantas ornamentais

Atua na prevenção de doenças que afetam o tomate, alface, ornamentasis e outras plantas de valor comercial

4. Controle de nematoides

Alguns isolados de Trichoderma são recomendados para reduzir populações de nematoides, organismos que afetam raízes e comprometem o desenvolvimento das plantas.

5. Substituição de fungicidas químicos

Reduz a dependência de produtos químicos, oferecendo uma solução sustentável e ambientalmente responsável.

6. Melhoria do solo agrícola

Promove um ambiente mais saudável no solo, aumentando a resistência natural das plantas a patógenos e melhorando a produtividade.

De acordo com a Embrapa, além de ser uma alternativa sustentável e econômica, o Trichoderma apresenta eficácia comprovada em diversas culturas e contribui para práticas agrícolas mais seguras e ambientalmente corretas.



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Drinques alcoólicos de cafés e desenhos com leite são destaques de torneio em SC



Florainópolis recebe até amanhã (6) competições conhecidas como Coffee in Good Spirits e Latte Art; baristas campeões representarão o Brasil nos campeonatos mundiais, em Genebra, na Suíça. O evento, aberto ao público, também realiza degustações e experiências com cafés especiais gratuitamente.

As competições, realizadas pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), como ação do projeto “Brazil. The Coffee Nation”, revelarão os melhores baristas do país no preparo de drinks com café especial e no desenho com leite vaporizado no café.

No Campeonato Brasileiro de Latte Art, cada competidor deve realizar dois pares de desenhos com leite e café, utilizando diferentes técnicas. O barista apresenta previamente uma foto do desenho que pretende fazer e o seu desempenho será avaliado por juízes técnicos e visuais. Nesta modalidade, não se degusta a bebida, o que vale é a criatividade.

São 8 minutos para apresentar as artes nas xícaras e aquele que tiver o melhor desempenho será eleito campeão brasileiro e representará o país no mundial da categoria, em Genebra, na Suíça, de 26 a 28 de junho de 2025.

Já o Campeonato Brasileiro de Coffee in Good Spirits avalia as habilidades de mixologista dos baristas. Cada competidor tem 10 minutos para apresentar receitas de drinques alcoólicos, quentes e frios, tendo como base o café, que serão avaliados pelo júri.

O campeão será o representante nacional na competição mundial da categoria, que também ocorrerá em Genebra, de 26 a 28 de junho deste ano. O anúncio do vencedor ocorrerá, no domingo, às 15h.

O diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, disse que as competições , que acontecem de forma inédita em Florianópolis conecta profissionais e consumidores do café especial, com destacados baristas de cafeterias e torrefações espalhadas pelo Brasil. Também aproveitamos para enaltecer aos consumidores a diversidade do café especial, com a elaboração de drinques tendo o produto como base e, ainda, na experiência visual do latte art. Essa é uma vivência ímpar e completamente relevante para seguirmos aproximando a população brasileira dos cafés especiais e fomentando o consumo do produto em todo o país, explicou Estrela.

Café brasileiro para o mundo

A iniciativa tem o objetivo de apresentar o Brasil como uma nação dotada dos recursos naturais essenciais para o cultivo dos melhores cafés especiais e que investe ativamente para atingir os mais altos requisitos de qualidade, de forma sustentável e em observância a rígidas normas de direito social e ambiental.

Com vigência até agosto de 2025, uma das prioridades do projeto será investir em ações de qualificação e diversificação, com foco no apoio aos produtores de café canéfora (robusta e conilon) especial do país, nas certificações de qualidade e de sustentabilidade e nos cafés especiais produzidos por mulheres, fomentando a equidade de gênero na cafeicultura brasileira e a capacitação de provadoras profissionais de café.

O projeto atual tem como mercados-alvo: i) África do Sul, Austrália, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos, França, Japão, Malásia, Polônia, Rússia e Taiwan para os cafés crus especiais; e ii) Canadá, Chile, China e Estados Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem.

Os campeonatos ocorrem até domingo, no Oka Floripa Shopping, que fica na rodovia SC-405 4397, em Florianópolis. O horário de abertura do espaço com experiências e degustações de cafés especiais começa às 10h, e as competições ao meio-dia.



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