terça-feira, maio 26, 2026

Autor: Redação

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Paraná reafirma protagonismo na produção de mel no Brasil



Com iniciativas que unem inovação, sustentabilidade e empreendedorismo rural, o Paraná (PR) reafirma seu protagonismo na produção de mel no país.

De acordo com o IBGE, o estado é o segundo maior produtor nacional, com um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 161 milhões em 2023.

Foram cerca de 10 mil toneladas de mel produzidas no ano passado, reforçando a posição do Paraná como referência no setor apícola brasileiro.

Os números de exportação também impressionam. Apenas no primeiro semestre de 2024, o volume exportado cresceu 113%, levando o mel paranaense a 23 países.

Esse desempenho evidencia o reconhecimento internacional da qualidade do produto originado nas terras paranaenses.

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Produção sustentável e apoio técnico

Para a consultora do Sebrae/PR, Maria Isabel Guimarães, o principal desafio agora é ampliar a produção de forma sustentável.

“A demanda internacional é crescente, principalmente de países exigentes como Alemanha e Estados Unidos. Isso impõe ao produtor o compromisso com padrões de excelência e respeito ambiental”, destaca.

Durante visita oficial à sede do Sebrae/PR, em Curitiba, o presidente da entidade, Décio Lima, conheceu de perto o projeto ‘Jardins de Mel’ — uma iniciativa que combina preservação ambiental e educação sobre as abelhas nativas sem ferrão.

As colmeias, instaladas na área externa do prédio do Sebrae/PR, são feitas de madeira e adaptadas para que as abelhas possam se desenvolver e produzir mel de forma natural e sustentável.

Ao observar a estrutura, Lima destacou o modelo como referência para uma economia mais robusta, com qualidade e sustentabilidade em todas as etapas do processo.

“O povo paranaense possui o perfil empreendedor de quem tem paixão pelo que constrói. Os produtores de mel fazem uma diferença extraordinária, porque trabalham dentro de um modelo de economia sustentável, que gera riqueza sem agredir o meio ambiente. As iniciativas daqui mostram, com clareza, que é possível estabelecer marcos regulatórios com esses conceitos, buscando sustentabilidade com inclusão”, afirmou Lima.

No Paraná, a produção de mel se tornou exemplo de atividade produtiva que une preservação ambiental, geração de renda e inclusão produtiva para pequenos empreendedores rurais.

Mel com identidade e origem garantida

Outro ponto de destaque é o reconhecimento do mel paranaense por meio da certificação de Indicação Geográfica (IG), que assegura a identidade e a qualidade do produto conforme sua origem.

Atualmente, três tipos de mel do Paraná já possuem essa certificação: o mel de Ortigueira, o mel do Oeste do Paraná e o mel de melato da Bracatinga do Planalto Sul do Brasil.

Outros dois — o mel de Prudentópolis e o mel de Capanema — têm pedidos de IG protocolados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

A certificação garante ao consumidor que o produto vem de uma região específica e apresenta características únicas do território. Isso agrega valor ao mel, fortalece a identidade do produtor rural e estimula o desenvolvimento regional por meio do turismo e da valorização cultural.

A estratégia do Sebrae de incentivar esse tipo de qualificação demonstra que o futuro do agronegócio está cada vez mais ligado à diferenciação de produtos, à rastreabilidade e à responsabilidade ambiental — fatores que fortalecem o posicionamento do Paraná no cenário nacional e internacional da apicultura.



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AgroNewsPolítica & Agro

Déficit hídrico limita recuperação das pastagens


A recuperação das pastagens no Rio Grande do Sul segue comprometida, apesar das chuvas registradas nas últimas semanas. É o que aponta o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar. Segundo o boletim, as forragens cultivadas e os campos nativos ainda apresentam limitações no desenvolvimento, em razão do déficit hídrico acumulado nos meses anteriores.

“A umidade do solo ainda é insuficiente para garantir o pleno desenvolvimento das forrageiras”, afirma a Emater. Em algumas regiões, o rebrote das pastagens foi estimulado pelas chuvas recentes e pelas temperaturas mais amenas, mas o avanço das plantas para a fase reprodutiva tem reduzido seu valor nutritivo.

Na regional de Bagé, a recuperação do campo nativo tem sido observada, embora as plantas já comecem a perder qualidade. Em Erechim, os técnicos registram forragens mais fibrosas, o que reduz o aproveitamento pelos animais. Em Frederico Westphalen, os produtores recorreram ao uso de ureia e dejetos de suínos para estimular o crescimento das pastagens e já planejam a produção de silagem para o inverno.

Na regional de Caxias do Sul, a irregularidade das chuvas e o déficit hídrico impactaram negativamente a produtividade das lavouras e o rebrote das forragens. Em Passo Fundo, a escassez de chuvas tem atrasado o plantio e a germinação das espécies de inverno, o que acende o alerta para o prolongamento do chamado “vazio forrageiro”.

Já em Pelotas, os agricultores avançam com a colheita de silagem e o plantio das pastagens de inverno, mesmo com a baixa umidade do solo e o custo elevado dos insumos. A possibilidade de escassez de forragem no fim do outono preocupa. Na região de Porto Alegre, a combinação de calor e umidade adequada no solo favorece o desempenho das pastagens, inclusive em áreas mais arenosas e de maior altitude.

Em Santa Maria, a alternância entre sol e chuva contribuiu para o rebrote dos pastos, mas o campo nativo já mostra sinais de fibrosidade. As pastagens de verão estão em fim de ciclo. Em Santa Rosa, o crescimento das forrageiras foi estimulado pelas chuvas, com preparativos para o cultivo de inverno. Na regional de Soledade, a melhora das pastagens perenes e anuais de verão garantiu maior estabilidade na oferta de alimento para os rebanhos.





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Associações discutem detalhes para pavimentação de 86 km da Estrada da Linha Branca


Os detalhes para a pavimentação de 86 km da Estrada da Linha Branca, foram discutidos na manhã desta segunda-feira (7), entre associações de produtores do Oeste da Bahia, em Correntina (BA).

Realizada na Fazenda Branca, a reunião foi entre as diretorias da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e o presidente da Associação de Produtores Linha Branca/Cambará, Robson Catellan, que reforçou a parceria estratégica entre as associações e o Governo do Estado.

O projeto tem como objetivo modernizar a estrada, crucial para o escoamento da produção agrícola da região do Rosário (distrito de Correntina), que abrange aproximadamente 130 mil hectares de área produtiva.

De acordo com a Aiba, a pavimentação garantirá maior mobilidade e segurança no tráfego de pessoas e mercadorias, especialmente durante o período chuvoso, quando a circulação costuma ser prejudicada.

reunião pavimentação, estrada da linha branca, Oeste da Bahiareunião pavimentação, estrada da linha branca, Oeste da Bahia
Foto: Divulgação/ Aiba

Benefícios

Além de fortalecer a economia regional, a obra de pavimentação da Estrada da Linha Branca, também trará benefícios diretos à população local, ao melhorar o acesso a serviços essenciais, como saúde, educação e segurança.

A melhoria das condições de transporte facilitará a chegada de profissionais e recursos para atender às comunidades, especialmente em períodos de dificuldades climáticas, quando as vias atuais são muitas vezes intransitáveis.

A iniciativa destaca o papel fundamental das associações do agro na articulação e execução de obras que impulsionam o desenvolvimento econômico, social e a melhoria da qualidade de vida na Bahia.

A união entre o setor produtivo e o poder público é vista como um passo decisivo para atrair investimentos, gerar empregos, fortalecer a infraestrutura e garantir melhores condições de vida à população de toda a região Oeste do estado.

“Esta obra, fruto da parceria entre as associações e o governo da Bahia, é de extrema importância para a região. Ela vai facilitar a mobilidade, o escoamento da produção agrícola e impulsionar investimentos, além de melhorar o acesso a serviços essenciais, gerando novas oportunidades de emprego e desenvolvimento para todo o estado”, ressaltou Moisés Schmidt, presidente da Aiba.

Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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AgroNewsPolítica & Agro

Café lidera exportações do agro mineiro



Além do café, o setor de carnes também apresentou desempenho positivo




Foto: Pixabay

Minas Gerais manteve o café como principal produto de exportação do agronegócio em março, segundo dados do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados na segunda-feira (31). A commodity representou 72% da receita do setor, com valor próximo a US$ 1 bilhão.

De acordo com o levantamento, houve crescimento de 70% na receita obtida com o café em relação ao mesmo mês do ano anterior. O volume exportado alcançou 2,9 milhões de sacas, número 4% superior ao registrado em janeiro de 2024.

Além do café, o setor de carnes também apresentou desempenho positivo. O segmento — que engloba suínos, bovinos e frangos — registrou aumento de 4,5% na receita, totalizando US$ 113,2 milhões. O crescimento foi puxado pelas vendas de carne de frango e de carne suína. As exportações de carne bovina, por outro lado, apresentaram retração.

Segundo a Conab, essa queda é atribuída à diminuição nas compras da China, principal destino da carne bovina brasileira.





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instabilidades causam chuvas fortes em quatro das cinco regiões do país


Após um fim de semana de muita chuva na região Sudeste, principalmente no estado do Rio de Janeiro, uma área de baixa pressão pode causar novos temporais, desta vez, no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A passagem de uma frente pelo litoral da Bahia, e a presença da Zona de Convergência Intertropical espalha nuvens carregadas e também provocam fortes pancadas de chuva em diversas áreas.

O ar frio de origem polar, que derrubou os termômetros no centro-sul do Brasil, se afasta cada vez mais do país e as temperaturas sobem nesta terça-feira (8). Veja os detalhes da previsão do tempo na sua região:

Chuvas no Sul

Alerta para temporais no leste e norte do Rio Grande do Sul e na Grande Porto Alegre. A chuva mais forte acontece na madrugada e pela manhã. Todo estado de Santa Catarina também fica em alerta para temporais nesta terça-feira.

Atenção para pancadas de chuva moderada a forte intensidade no centro-oeste e sul do Rio Grande do Sul e em todo o estado do Paraná. Há risco de chuva forte nesta terça-feira em Curitiba, Florianópolis e em Porto Alegre.

Região Sudeste

Atenção fica por conta das pancadas de chuva moderadas a fortes no oeste de São Paulo e na divisa de São Paulo com o Paraná. No restante da região haverá predomínio do sol.

Região Centro-Oeste

Atenção para temporais na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia e no extremo norte de Mato Grosso, na divisa com o Pará. Nas demais áreas de Mato Grosso, no extremo sul de Goiás e em Mato Grosso do Sul, o alerta é para pancadas de chuva moderadas a fortes.

Mapa do tempo no Brasil ClimatempoMapa do tempo no Brasil Climatempo
Mapa mostra as regiões sujeitas a temporais nesta terça-feira (8) Foto: divulgação/ Climatempo

Região Nordeste

Alerta para temporais no litoral sul da Bahia e na região litorânea do Maranhão, próximo ao Pará. No interior do Maranhão, no norte do Piauí e do Ceará e no sul da Bahia, divisa com Minas Gerais, esta terça-feira é de atenção para pancadas de chuva moderada a forte.

Região Norte

Quase todos os estados passam esta terça-feira em atenção para pancadas de chuva moderadas a fortes.



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Mapa recebe ministro da Agricultura do Peru e discute comércio



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu na última segunda-feira (7) com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, Ángel Manero Campos. O encontro, realizado na sede do Ministério da Agricultura (Mapa) em Brasília,teve como objetivo a ampliação das relações de comércio entre os dois países.

Dentre outros pontos, o ministro Fávaro destacou que uma relação comercial equilibrada é baseada em trocas mútuas. Os principais produtos que a delegação peruana se interessou em exportar para o Brasil são a batata, o morango e a framboesa. Da mesma forma, o Brasil tem interesse em avançar na exportação de carne de aves para o país andino.

“Como diz o presidente Lula, ele nos dá a missão de percorrer o mundo abrindo mercados e negociando. Mas, para vender, também é preciso comprar. Estamos apostando muito na ampliação das relações comerciais com o Peru”, disse Fávaro.

Outro ponto de destaque foi a vantagem estratégica proporcionada pelo Porto de Chancay, na costa peruana. A estrutura pode representar uma rota mais ágil para o comércio entre os dois países promovendo maior integração logística e redução dos custos. 

Por fim, o ministro também mencionou a robustez do sistema sanitário brasileiro. Fávaro relembrou que o país é um dos poucos que não apresenta registro de gripe aviária em seus plantéis comerciais.



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Novas variedades de soja combinam alta produtividade e resistência a doenças



A Embrapa e a Fundação Meridional lançaram duas cultivares de soja (BRS 1075IPRO e BRS 774RR) que se destacam por apresentar potencial produtivo elevado e resistência/tolerância às principais doenças, entre outros diferenciais.

As cultivares serão apresentadas no Tecnoshow Comigo 2025, em Rio Verde (GO). Além das cultivares de soja, a Embrapa irá lançar ainda uma variedade de arroz (BRS A503), durante a feira. O evento começou ontem (7) e prossegue até o dia 11.

Sobre a cultivar de soja BRS 1075IPRO

A soja BRS 1075IPRO é uma cultivar transgênica com a tecnologia “Intacta RR2PRO”. Essa característica confere tolerância ao herbicida glifosato, o que facilita o controle de plantas daninhas, e resistência a algumas lagartas que atacam a cultura da soja como a Anticarsia gemmatalis e a Chrysodeixis includens, por exemplo.

Segundo o pesquisador da Embrapa Carlos Lásaro Melo, o material mostrou competitividade, produtividade elevada, com rendimentos acima de 7% quando comparado às cultivares mais usadas nas regiões de indicação. “Ela é uma opção que permite o plantio antecipado da soja, possibilitando a sua inserção no sistema de rotação ou sucessão com outras culturas”, explica Melo.

Outro destaque da BRS 1075IPRO é a elevada sanidade. Nos testes, a cultivar apresentou resistência às principais doenças da soja como cancro da haste, pústula bacteriana, ao vírus da necrose da haste e à podridão radicular de Phytophthora.

A Embrapa também informou que a cultivar é moderadamente resistente à mancha olho-de-rã. A BRS 1075IPRO irá beneficiar os produtores das regiões indicadas de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia.

Sobre a soja BRS 774RR

A soja BRS 774RR é uma cultivar transgênica com resistência ao glifosato, o que confere facilidade no manejo de plantas daninhas. “Ela obteve ganho médio de 4,2% em produtividade em comparação aos demais materiais da região, e com ampla participação na área cultivada com soja”, ressalta Melo.

Também tem como diferencial a possibilidade de permitir ampla janela de semeadura e estabilidade na região de adaptação. “É uma opção de cultivar de soja para quem deseja um plantio antecipado e rentável, em áreas de alta fertilidade, possibilitando a sua inserção no sistema de rotação ou sucessão com outras culturas”, detalha o pesquisador.

Com relação à sanidade, em testes de avaliação, apresentou resistência ao cancro da haste, à podridão parda da haste e à podridão radicular de Phytophthora e ao Nematoide de cisto (Raça 3). A cultivar também se mostrou moderadamente resistente à pústula-bacteriana, mancha olho-de-rã e ao nematoide de galha Meloidogyne javanica.

Segundo Melo, a BRS 774RR destaca-se por apresentar excelente arquitetura de planta e estabilidade de produção na região de adaptação. A nova cultivar irá atender produtores de algumas regiões edafoclimáticas de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Minas Gerais).

Mais vantagens

Outro diferencial da BRS 774RR é ter a possibilidade de ser utilizada nas áreas de refúgio de lavouras que cultivam as cultivares com tecnologia Intacta IPRO (cultivares com resistência ao glifosato e uma proteína – Cry1Ac – que confere resistência a algumas lagartas), e Intacta2 Xtend (I2X) reúne três proteínas (Cry1A.105 e Cry2Ab2 e Cry1Ac), o que proporciona proteção contra seis espécies de lagartas que incidem na cultura da soja: Helicoverpa armigera, Spodoptera cosmioides, lagarta falsa medideira (Chrysodeixis includens), lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis), lagarta das maças (Chloridea virescens) e broca das axilas (Crocidosema aporema). Além disso, combina tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba.

A recomendação atual de refúgio para a cultura da soja é, no mínimo, 20% da área com tecnologia diferente da Intacta IPRO e da I2X. Essa é uma medida preventiva que consiste no plantio de parte da lavoura com outras opções de soja não-Bt (sem a toxina Bacillus thuringiensis (Bt) – a uma distância máxima de 800 metros de lavouras), explica o pesquisador Daniel Sosa Gomez.

“A adoção da área de refúgio possibilita o acasalamento aleatório de mariposas oriundas das áreas das áreas de refúgio, favorecendo a manutenção de populações suscetíveis e retardando a seleção de populações resistentes”, detalha.

A Embrapa defende ainda que o manejo de pragas nas lavouras siga as mesmas premissas do Manejo Integrado de Pragas (MIP).

“Em 50 anos de atuação, a Embrapa Soja vem entregando anualmente novas cultivares com tetos de produtividade crescentes, além de estabilidade e sanidade para que o produtor brasileiro tenha em mãos as mais avançadas tecnologias embutidas na sua semente”, resumiu Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja (PR).



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Comercialização de soja avança e percentual ultrapassa o ano passado



A comercialização da safra 2024/25 de soja no Brasil alcançou 50,7% da produção estimada, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, com dados coletados até 7 de abril. No mês anterior, esse percentual era de 42,4%.

Além disso, o volume já comercializado da safra atual chega a 87,51 milhões de toneladas, considerando uma estimativa total de 172,45 milhões de toneladas

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Apesar do avanço observado no último mês, o ritmo de vendas segue abaixo da média dos últimos cinco anos para o período, que é de 63,9%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o índice permanece estável, ambos com 50,7%.

Safra de soja 25/26 tem início lento

Para a safra 2025/26, as expectativas são de uma colheita ainda maior, com uma produção estimada de 182,57 milhões de toneladas, um volume que representa um crescimento significativo em relação à safra anterior.

No entanto, apesar da perspectiva de uma colheita robusta, as vendas antecipadas da soja para esse ciclo estão apresentando um ritmo mais lento do que o esperado. Até o momento, apenas 3,7% da produção estimada já foi comercializada, o que equivale a aproximadamente 6,94 milhões de toneladas.

O desempenho de vendas é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando 5,9% da safra seguinte já havia sido vendida, o que indica um ritmo de comercialização mais fraco. Além disso, o índice atual de vendas está bem abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 14,4%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Calor e seca afetou qualidade dos grãos de soja


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3) aponta que o retorno das chuvas no final de março trouxe alívio parcial às lavouras de soja no Rio Grande do Sul. De acordo com o documento, os volumes registrados favoreceram as plantas em fases de florescimento, enchimento de grãos e maturação, contribuindo para a recuperação da umidade dos grãos e da turgidez foliar.

“O avanço das chuvas ajudou as lavouras em estágios mais sensíveis, especialmente aquelas que ainda não haviam atingido a maturação plena”, destaca o boletim técnico. Com a melhora das condições, a colheita avançou de 24% para 39% da área cultivada, embora interrupções temporárias tenham sido registradas em razão do clima.

A antecipação do ciclo fenológico, provocada pelas temperaturas elevadas e pelo déficit hídrico de março, resultou em redução do potencial produtivo e no aumento da incidência de grãos esverdeados. “Muitas plantas não completaram seu ciclo antes da senescência, o que comprometeu a qualidade de parte da produção”, informa a Emater.

A dessecação das lavouras foi adotada em diversas áreas para uniformizar o ponto de colheita. A prática foi considerada necessária diante da desuniformidade de desenvolvimento, intensificada por replantios e brotações surgidas após as chuvas de fevereiro. O documento aponta que o rendimento médio no estado é estimado em 2.240 kg/ha, com ampla variação entre as regiões. Em alguns casos, foram colhidas mais de 5 mil kg/ha, enquanto em outros, produtores não colheram o suficiente para justificar a continuidade da operação.

As regiões Central e Oeste concentram as lavouras mais impactadas, enquanto o Quadrante Nordeste apresenta produtividade mais próxima do esperado inicialmente. A variação de resultados, mesmo dentro de uma mesma área, é atribuída à irregularidade das chuvas e às diferenças no ciclo das cultivares utilizadas.

Do ponto de vista fitossanitário, a umidade elevada, aliada a temperaturas mais amenas e à formação de orvalho, criou condições favoráveis ao surgimento da ferrugem asiática. “Os produtores estão intensificando o uso de Fungicidas de alta eficácia para controlar a doença, especialmente nas lavouras com maior potencial produtivo”, relata a Emater.

Na comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos apresentou leve recuo de 0,17%, passando de R$ 127,60 para R$ 127,38, segundo levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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Manejo ecológico em propriedade rural será tema de seminário no IEA; veja como participar



O Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, realizará nesta quarta-feira (9), às 14h, mais um seminário do seu Ciclo de Estudos em 2025. A palestra “Manejo ecológico da propriedade agrícola” será apresentada por Afonso Peche Filho, pesquisador científico do Instituto Agronômico (IAC-Apta), e abordará a requalificação ambiental de propriedades agrícolas que exigem uma abordagem sistêmica, integrando produtividade com conservação.

O manejo ecológico é um conjunto de práticas e técnicas que visam a utilização sustentável dos recursos naturais, buscando o equilíbrio entre a produção e a conservação ambiental. Ele se baseia na compreensão dos processos ecológicos e na aplicação de conhecimentos científicos e tradicionais para promover a saúde dos ecossistemas e a biodiversidade.

A adoção do manejo é fundamental para garantir a sustentabilidade dos sistemas produtivos e a conservação do meio ambiente.

Benefícios do manejo ecológico:

  • Conservação da biodiversidade e dos recursos naturais
  • Produção de alimentos saudáveis e seguros
  • Redução da poluição e dos impactos ambientais
  • Melhora da qualidade de vida das comunidades locais
  • Promoção do desenvolvimento sustentável

Sobre o palestrante

Afonso é agrônomo, Mestre em Engenharia de Água e Solo pela Unicamp, e Doutor em Ciências Ambientais pela Unesp. Pesquisador Científico do Instituto Agronômico (IAC-Apta), tem experiência em Engenharia de Biossistemas, com ênfase em mecanização agrícola conservacionista e gestão ambiental de bacias hidrográficas.

O seminário é coordenado pela pesquisadora do IEA Terezinha Franca, que atua em políticas agrícolas relacionadas a crédito rural, opções de financiamento agrícola, sistemas de garantia de renda, desenvolvimento rural, agricultura familiar, agroecologia e sistemas agrossilvipastoris e ILPF.

Haverá certificado de participação, para aqueles que desejarem, a partir do preenchimento de formulário online no horário do evento.

Ciclo de Seminários Estudos IEA

O Ciclo de Seminários Estudos IEA convida especialistas de outras instituições para abordar tópicos relativos à socioeconomia agrícola. Essa iniciativa visa facilitar a troca de conhecimentos, promover debates e disseminar informações, oferecendo uma plataforma de discussões para diversos públicos interessados.

O evento será transmitido de forma online pelo canal da SAA/SP no YouTube.



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