segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Ministros da Agricultura da Índia e do Irã querem ampliar o comércio com o Brasil


O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, se reuniu nesta quarta-feira (16), com os ministros da Agricultura e Bem-Estar da Índia, Shivraj Singh Chauhan, e Agricultura do Irã, Gholamreza Nouri Ghezeljeh. Os encontros tiveram como objetivo estreitar as relações de comércio e intensificar a cooperação em pesquisa e tecnologia agropecuária entre o Brasil e os dois países.

As reuniões aconteceram de forma separada e paralelamente à programação do Grupo de Trabalho de Agricultura (AWG) dos Brics, coordenado pelo Mapa, que ocorre até esta quinta-feira (17).

Índia

Durante o encontro, Fávaro destacou a importância da aproximação entre Brasil e Índia, reforçando a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o fortalecimento das relações internacionais. “Uma boa relação comercial deve ser recíproca — comprar e vender”, afirmou o ministro. Ele também citou o pleito da Índia para a abertura do mercado brasileiro à romã indiana, tema já em análise pelo Mapa.

Contrapartida para efetivação do comércio entre os países

O ministro solicitou agilidade por parte da Índia na análise para abertura do mercado do feijão guandu brasileiro, além de manifestar interesse em exportar outros produtos como erva-mate, noz-pecã e ampliar as vendas de carne de aves ao mercado indiano.

Fávaro também ressaltou a ligação histórica entre os países no que se refere à genética bovina. “Cerca de 80% do rebanho bovino brasileiro é formado por zebuínos, originários da Índia. Com o trabalho da Embrapa, alcançamos avanços significativos no melhoramento genético dessa raça. É uma alegria poder, hoje, devolver à Índia uma genética ainda mais evoluída, fruto dessa cooperação que tanto nos orgulha”, pontuou.

Durante a reunião, a delegação indiana manifestou interesse em promover intercâmbios entre técnicos dos dois países, com o envio de representantes ao Brasil para conhecer práticas agropecuárias locais, além de convidar especialistas brasileiros para visitas técnicas à Índia.

Irã

Entre os principais temas discutidos, está a criação de um comitê agrícola consultivo bilateral, iniciativa que tem o objetivo de agilizar as pautas de interesse comum e promover o intercâmbio técnico entre os dois países.

“Nosso objetivo principal é estreitar os laços de amizade e os laços comerciais. A criação de um comitê consultivo agrícola vai permitir que sejamos mais céleres e eficientes nas pautas de interesse mútuo”, afirmou Fávaro.

Reunião no Mapa com representantes do Irã Reunião no Mapa com representantes do Irã
Delegação do Ministério da Agricultura do Irã em Brasília Foto: divulgação/ Mapa

Durante o encontro, o Brasil reforçou seu interesse em ampliar as exportações de frutas, pescados e carne de aves, além de tratar da ampliação do comércio de fertilizantes, especialmente ureia. O ministro iraniano demonstrou disposição em aprofundar o diálogo técnico e científico com o Brasil e ressaltou o respeito do povo iraniano pelo Brasil.

“Acredito que Deus gosta do povo brasileiro, abençoa muito a terra brasileira, e podemos aproveitar isso para ampliar nossas relações. Queremos estabelecer uma rota direta do Irã para o Brasil e vice-versa, facilitar o comércio, fortalecer a cooperação em áreas como meio ambiente, vacinação de rebanhos e exportação de peixes”, afirmou Gholamreza Nouri Ghezeljeh.

Comércio, sistema sanitário e importação de caviar

O ministro Carlos Fávaro ressaltou que o Brasil é um dos poucos países do mundo que não registra casos de gripe aviária ou doença de Newcastle em criações comerciais ou de subsistência, o que comprova a solidez e a eficiência do sistema sanitário brasileiro.

O Irã, por sua vez, demonstrou interesse em revisar os protocolos sanitários vigentes, com foco na abertura de novos mercados, especialmente no comércio de carne de aves, pescados e derivados.

Em relação ao caviar, produto tradicional do país persa, o Brasil já cumpriu três das cinco etapas técnicas necessárias para a habilitação da importação. A expectativa é de que, com o avanço das tratativas, esse processo possa ser finalizado em breve.

Irã propõe implantar empresa de navegação no Brasil

O ministro iraniano destacou o interesse de seu país em instalar uma empresa de navegação iraniana no Brasil, o que pode facilitar a logística entre os dois países e impulsionar as trocas comerciais.

Ao final do encontro, os ministros reafirmaram o desejo de fortalecer os laços diplomáticos, econômicos e culturais, com apoio técnico das equipes de ambos os governos.



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Cooperativa movimenta mais de 4 mil caminhões com grãos no Tocantins



Com intensa movimentação nesta safra 2024/25, os entrepostos de uma cooperativa no Tocantins já recebeu 4.525 caminhões com grãos nas unidades de Paraíso do Tocantins e Dois Irmãos do Tocantins.

No município de Paraíso do Tocantins foram 3.100 caminhões descarregados até a tarde da última terça-feira (15). Já em Dois Irmãos do Tocantins, o número chegou a 1.425.

De acordo com a Frísia Cooperativa Agroindustrial, a movimentação nas duas unidades já supera a registrada no mesmo período da safra passada, o que sinaliza um aumento tanto na produção quanto na eficiência logística nesta temporada.

O Tocantins deve colher cerca de 5,6 milhões de toneladas de soja nesta safra 2024/2025, de acordo com estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A produtividade média prevista para o estado é de aproximadamente 3.300 kg por hectare, resultado que mantém o Tocantins entre os principais produtores do grão no país.

Dentre os produtos cultivados, a soja deve registrar o maior volume já colhido no país. Nesta safra, a Conab prevê uma produção de 167,9 milhões de toneladas, resultado 20,1 milhões de toneladas superior à safra passada.

“Apesar dos desafios logísticos enfrentados neste ano, como a escassez de caminhões e o aumento dos custos com frete, tivemos uma excelente safra no Tocantins. Alcançamos bons volumes e ótimas produtividades nas lavouras, o que reforça a posição do nosso estado como um dos principais produtores de soja do país”, destaca Rossano Fagundes, coordenador operacional da cooperativa.

Os grãos recebidos serão destinados a diferentes regiões do país, conforme as demandas de mercado e os contratos firmados.

De acordo com a cooperativa, a ampliação da capacidade de armazenamento e o planejamento conjunto com os cooperados têm sido fundamentais para o bom andamento da safra.

A expectativa é que, até o encerramento do período de colheita, os números finais consolidem o crescimento da atuação da Frísia no Tocantins e o protagonismo dos cooperados no agronegócio nacional.

Safra 2024/25 no Matopiba

Na Bahia, a estimativa é de uma produção recorde de quase 9 milhões de toneladas de soja. Com a colheita acima dos 94% da área, o estado pode consolidar a maior média de produtividade da história com 68 sacas por hectare, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Por outro lado, a Aprosoja do Piauí, informou que as perdas da soja podem chegar a 25% no atual ciclo. O Piauí sofre com as irregularidades e baixa incidência de chuvas.

Já o Maranhão, se aproxima de 70% de aréa colhida, dados preliminares da Aprosoja do estado, apontam médias parciais que variam entre 58 a 62 sacas por hectare.

Saiba mais detalhes no boletim abaixo, exibido na última segunda-feira (14):


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AgroNewsPolítica & Agro

Arábia Saudita lança empresa de armazenamento de grãos



A SABIL nasce com uma estrutura robusta, assumindo 14 filiais de silos



A SABIL nasce com uma estrutura robusta, assumindo 14 filiais de silos
A SABIL nasce com uma estrutura robusta, assumindo 14 filiais de silos – Foto: Leonardo Gottems

A Arábia Saudita deu um passo decisivo em sua política de segurança alimentar com o lançamento oficial da National Grain Supply Company (SABIL), anunciada no dia 15 de abril em cerimônia realizada no Ministério do Meio Ambiente, Água e Agricultura. A nova empresa será responsável por operar a rede nacional de silos e gerenciar as reservas estratégicas de grãos, sendo o primeiro investimento local totalmente de propriedade da Saudi Agriculture & Livestock Investment Company (SALIC), vinculada ao Fundo de Investimento Público (PIF).

A SABIL nasce com uma estrutura robusta, assumindo 14 filiais de silos distribuídas em diversas regiões do país, das quais quatro estão estrategicamente localizadas em portos: Jeddah, Dammam, Yanbu e Jazan. Essa rede tem capacidade de armazenamento superior a 2,7 milhões de toneladas, consolidando a empresa como peça central na infraestrutura de grãos do país.

Essa iniciativa representa a continuidade da transformação institucional da antiga Organização Geral de Grãos na atual Autoridade Geral de Segurança Alimentar. Enquanto a nova autoridade se concentra na supervisão regulatória e na compra de trigo — tanto local quanto importado —, as operações de logística, armazenamento e fornecimento passam a ser centralizadas pela SABIL, sob gestão da SALIC. A missão é clara: garantir um abastecimento eficiente e seguro, desde os portos até os moinhos e consumidores finais.

O diretor executivo da SABIL, Abdulrahman bin Saud Al Owais, destacou que a empresa buscará excelência operacional e fortalecimento das parcerias em toda a cadeia de suprimentos. Já o CEO do Grupo SALIC, Sulaiman Abdulrahman AlRumaih, reforçou que a infraestrutura da SABIL também estará disponível ao setor privado, ampliando oportunidades logísticas e comerciais. Segundo o USDA, a Arábia Saudita deverá importar 3,2 milhões de toneladas de trigo no ciclo 2025/26, frente a uma produção interna estimada de 1,5 milhão de toneladas.

 





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Controle biológico reduz em 80% o uso de defensivos agrícolas em viveiros de eucalipto


Uma indústria com operação no Sul da Bahia e base florestal de mais de 200 mil hectares, alcançou 80% de redução no uso de defensivos agrícolas no viveiro de mudas de eucalipto com a adoção do controle biológico.

De acordo com a empresa, a estratégia utiliza inimigos naturais, como insetos, fungos e bactérias para combater pragas de forma sustentável, reduzindo a dependência de produtos químicos e preservando o equilíbrio ecológico de suas florestas desde o início de seu cultivo.

Desde 2021, a companhia utiliza agentes microbiológicos, como fungos e bactérias, que atacam as pragas de maneira natural.

Em novembro de 2024, reforçou a estratégia com a introdução de crisopídeos, insetos predadores que se alimentam de pragas como pulgões e ácaros, ajudando a controlar infestações sem necessidade de pesticidas.

“Essa abordagem nos permite proteger as mudas de maneira eficaz, sem comprometer o meio ambiente e com ganhos importantes na produção florestal”, explica Jessica Josefa Sanches, especialista em Sanidade Florestal da Veracel.

O viveiro próprio da empresa, com participação de terceiros, no município de Eunápolis (BA), possui capacidade nominal para produzir até 20 milhões de mudas ao ano.

Controle biológico no campo

Controle biológico reduz em 80% o uso de defensivos agrícolas em viveiros de eucaliptoControle biológico reduz em 80% o uso de defensivos agrícolas em viveiros de eucalipto
Foto: Divulgação

Além do viveiro, o controle biológico também é aplicado nas florestas. Atualmente, 80% das áreas com lagartas desfolhadoras já são tratadas sem defensivos químicos, usando microrganismos como o Bacillus thuringiensis e a liberação de inimigos naturais, como Palmistichus elaeisis e Tetrastichus howardi, que atacam as pragas diretamente.

Na operação de controle, drones já foram utilizados para espalhar esses insetos no campo, no entanto, novas tecnologias estão sendo avaliadas para tornar o processo mais eficiente.

“Lançamos e patenteamos esta inovação em 2021 e agora estamos evoluindo em novas soluções para que os drones liberem os insetos com ainda mais precisão”, explica Jessica.

O tempo de vida dos insetos liberados varia conforme as condições ambientais, como temperatura, umidade e disponibilidade de hospedeiros.

Em média, permanecem ativos de 5 a 20 dias, parasitando pragas e contribuindo para o controle sustentável das plantações.

Redução do impacto ambiental

Além de reduzir o impacto ambiental, o controle biológico também traz vantagens econômicas. A diminuição no uso de defensivos agrícolas reduz custos e torna as florestas mais saudáveis e produtivas.

“É uma solução que une sustentabilidade, eficiência e inovação, reforçando o compromisso com o meio ambiente”, conclui Jessica.

A empresa considera a experiência bem-sucedida com uso de inimigos naturais e reforça que esse tipo de combate de pragas é uma tendência crescente no setor florestal, ajudando a equilibrar produção e responsabilidade ambiental.


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Clima afeta safra de cana 2024/25, mas país mantém alta produção de açúcar e etanol



A safra de cana-de-açúcar 2024/25 encerra o ciclo com produção estimada em 676,96 milhões de toneladas, o que representa uma retração de 5,1% em comparação ao ciclo anterior, segundo o 4º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (17). Ainda assim, este é o segundo maior volume colhido na série histórica da companhia.

A redução é resultado das condições climáticas adversas registradas ao longo da temporada, especialmente na região Centro-Sul, responsável por 91% da produção nacional. Baixos índices de chuvas, temperaturas elevadas e a ocorrência de queimadas prejudicaram o desenvolvimento dos canaviais e derrubaram a produtividade média para 77.223 quilos por hectare.

Cana: queda no Sudeste e estabilidade no Centro-Oeste

Na principal região produtora do país, o Sudeste, houve uma queda de 6,3% na produção, com 439,6 milhões de toneladas colhidas. A área plantada teve aumento de 7,5% (5,48 milhões de hectares), mas a produtividade caiu 12,8%, ficando em 80.181 quilos por hectare.

Já no Centro-Oeste, a colheita permaneceu praticamente estável, com leve alta de 0,2%, totalizando 145,3 milhões de toneladas. A área cresceu 4%, chegando a 1,85 milhão de hectares, enquanto a produtividade caiu 3,7%, com 78.540 quilos por hectare.
Nordeste e Sul têm queda; Norte avança

No Nordeste, a produção foi estimada em 54,4 milhões de toneladas, queda de 3,7%. A área cresceu 1,6%, mas a restrição hídrica impactou negativamente na produtividade. No Sul, houve retração tanto em área quanto em produtividade, e a safra caiu 13,2%, totalizando 33,6 milhões de toneladas.

O Norte foi a única região com avanço tanto em área quanto em produtividade, com produção de 4 milhões de toneladas — crescimentos de 1,4% e 1,1%, respectivamente.
Açúcar e etanol: produção elevada, apesar da menor colheita.

Mesmo com menor volume de cana colhida, a produção de açúcar alcançou 44,1 milhões de toneladas, queda de 3,4%, mas ainda o segundo maior volume da série histórica. O bom desempenho foi puxado pela demanda aquecida no mercado internacional, o que incentivou a destinação da matéria-prima para o adoçante.

No etanol, a produção total cresceu 4,4%, atingindo 37,2 bilhões de litros. A produção vinda da cana caiu 1,1%, totalizando 29,35 bilhões de litros, mas foi compensada pelo expressivo avanço do etanol de milho, que atingiu 7,84 bilhões de litros — alta de 32,4% em relação à safra anterior.

Exportações: açúcar em alta, etanol em queda

As exportações brasileiras de açúcar mantiveram-se estáveis, com 35,1 milhões de toneladas exportadas. No entanto, a receita caiu 8,2%, somando US$ 16,7 bilhões, devido à redução nos preços internacionais.

Já as exportações de etanol registraram queda de 31%, com 1,75 bilhão de litros embarcados. Apesar disso, o etanol de milho vem ganhando protagonismo no cenário nacional, ajudando a garantir oferta e estabilidade nos preços internos durante a entressafra da cana.



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Apesar do preço alto, demanda por ovos cresce na Semana Santa, diz Cepea



Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que a demanda por ovos tem aumentado de forma gradual nesta Semana Santa; no entanto, as cotações estão praticamente estáveis na maioria das praças acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

Segundo o instituto, os preços já estão em patamares elevados, o que não abre espaço para valorizações mais intensas, conforme explicam pesquisadores do Cepea.

Ontem (16), a caixa com 30 dúzias de ovos brancos foi negociada, na Grande Belo Horizonte, a R$ 209,61. Já o valor do ovo vermelho foi cotado a R$ 233,51, ambos na modalidade CIF (quando o vendedor é responsável por todos os custos até que a mercadoria chegue ao destino acordado). Veja os preços em outras regiões:

  • Praça: modalidade: ovo branco: ovo vermelho
  • Grande SP (SP) CIF R$ 200,90 R$ 228,34
  • Recife (PE) CIF R$ 186,30 R$ 203,27
  • Bastos (SP) FOB R$192,77 R$220,82
  • S. M. Jetibá (ES) FOB R$197,51 R$231,76

FOB: o comprador arca com todos os custos de transporte, seguro e outros

A expectativa de colaboradores do Cepea é que a demanda por ovos siga sustentando as cotações pelo menos até o fim do período religioso. Após esse momento, as altas podem enfraquecer devido ao avanço do mês.

O Cepea é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP) e desenvolve pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio.



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AgroNewsPolítica & Agro

FecoAgro/RS alerta para gravidade do endividamento rural


A crise enfrentada pelos produtores rurais do Rio Grande do Sul foi tema de reunião realizada nesta semana no Ministério da Fazenda, em Brasília (DF). A audiência, que estava prevista para contar com a presença do ministro Fernando Haddad — ausente de última hora — foi liderada pelo secretário executivo da pasta, Guilherme Mello, e teve como objetivo discutir alternativas para o endividamento do setor agropecuário gaúcho.

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) esteve representada pelo presidente Paulo Pires, que classificou a situação como uma crise generalizada na economia do Estado. “Essa audiência tinha o objetivo de trazer uma solução para o endividamento dos produtores do Rio Grande do Sul, já que estamos com três anos de frustração de safra: 2022, 2023, e 2025, com as estiagens, e em 2024 com o excesso de chuva. Então, são quatro eventos extremos, entre estiagens e enchentes, muito fortes nos últimos anos, o que provocou um endividamento por parte do produtor. E hoje já não é mais uma crise do produtor. É uma crise gaúcha, da nossa economia, e nós precisamos de um encaminhamento para isso, de uma política pública específica para o Rio Grande do Sul”, ressaltou Pires.

Durante o encontro, convocado pelo senador Luiz Carlos Heinze, representantes políticos e de entidades ligadas ao setor produtivo demonstraram preocupação com os rumos da crise e cobraram providências do Governo Federal. A área técnica do Ministério da Fazenda apresentou diagnóstico parcial da situação, o que, para Pires, já está suficientemente claro. “São 312 municípios com estado de emergência decretado. E o estado de emergência, justamente, é uma necessidade quando se faz uma política pública — o primeiro pedido de um governo, seja ele estadual ou federal, é o reconhecimento de emergência ou de calamidade pública”, enfatizou.

Segundo o dirigente, a sinalização por parte da equipe técnica do governo ainda é incerta, com dificuldades legais apontadas no Manual de Crédito Rural. “Chegou-se a um ponto em que esse produtor não sobrevive, ele não continua com capacidade de plantio, de produção, sem uma política específica que recupere sua renda — até para mudar sua atividade”, declarou. Para Pires, o momento exige uma política de securitização da dívida, a exemplo do que foi feito há 25 anos e que permitiu o salto da produção nacional de grãos de 80 para 320 milhões de toneladas.

O dirigente também citou o impacto direto das mudanças climáticas sobre o campo gaúcho. “Existe, sim, essa ‘espada na cabeça’ do Rio Grande do Sul. Estamos sofrendo devido às mudanças climáticas que ocorrem no mundo, e isso pode estar ocorrendo de forma muito forte aqui no Estado. Vejam essa chuva de granizo que aconteceu Vacaria: uma coisa totalmente anormal”, observou, acrescentando que os técnicos das entidades estão buscando soluções juntamente com os técnicos dos ministérios da Agricultura, Fazenda e Desenvolvimento Agrário.

O presidente da FecoAgro/RS relatou ainda a frustração com a falta de medidas efetivas por parte do Governo Federal. “Confessamos que existe uma certa decepção, principalmente devido à necessidade de uma securitização. A última securitização que existiu na agricultura brasileira — principalmente devido à situação dos bancos — na época mudou totalmente a agricultura brasileira. Foi daquela securitização, que agora completa 25 anos, que o Brasil saiu de uma produção de 80 milhões de toneladas para os 320 milhões atuais”, afirmou. Ele defendeu a criação de programas de crédito e incentivo à mudança de atividade produtiva em regiões mais vulneráveis. “Sem o produtor ter crédito, sem ter programas que incentivem essa mudança, que o habilitem no sentido econômico para essas mudanças, isso não vai acontecer.”

Por fim, Paulo Pires reforçou o apelo por uma resposta urgente. “Nos parece que não há, digamos assim, a percepção da gravidade da situação do setor produtivo no Estado. A crise não é mais só do agricultor. Hoje é uma crise instalada na economia do Rio Grande do Sul, e com certeza muitas empresas, muitas cooperativas, muitos bancos podem ter dificuldades — podem ter problemas como consequência dessa falta de capacidade de pagamento por parte dos nossos produtores, independentemente do tamanho do produtor”, concluiu.





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oferta restrita impulsiona preços e aumenta competição



O mercado pecuário brasileiro vive um momento de valorização, impulsionado por uma oferta restrita de animais para abate e uma forte demanda internacional que impacta diretamente a disponibilidade doméstica. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP apontam que essa combinação de fatores é a principal responsável pela alta nos preços do boi gordo no campo e da carne bovina em diversos elos da cadeia, tanto no atacado nacional quanto no mercado externo.

A escassez de animais para abate, intensificada pela pujante demanda de países importadores, tem resultado em um volume de carne bovina ofertado ao consumidor brasileiro aquém do esperado. Esse cenário, conforme o Cepea, desencadeou uma sequência de aumentos nos preços da carne com osso e dos cortes comercializados no atacado da Grande São Paulo desde a última semana de março.

Competição aumenta no mercado interno

O movimento de alta nos preços da carne de boi tem gerado um efeito colateral: a perda de competitividade frente a outras proteínas animais. Levantamentos do Cepea indicam que a carne suína, o frango e até mesmo a tilápia se tornam alternativas mais atrativas para o consumidor diante do encarecimento da carne bovina. Essa dinâmica acirra a disputa por espaço no prato do brasileiro e exige atenção dos pecuaristas e frigoríficos para estratégias de mercado.

Exportações em ritmo acelerado

No cenário internacional, o Brasil demonstra um desempenho robusto nas exportações de carne bovina in natura. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, revelam que o país embarcou, até a segunda semana de abril, uma média diária de 10,9 mil toneladas do produto. Esse volume representa um expressivo aumento de 15,6% em comparação com a média diária registrada em abril de 2024, evidenciando a forte demanda externa pela carne bovina brasileira.

Desafios para o mercado do boi

O atual cenário do mercado pecuário brasileiro, marcado pela valorização e pela intensa movimentação no comércio internacional, exige um acompanhamento atento por parte dos agentes do setor. A restrição da oferta interna, combinada com a pressão da demanda externa, impõe desafios para a manutenção da competitividade da carne bovina no mercado doméstico. A capacidade do setor em equilibrar essas forças e em buscar alternativas para otimizar a produção e a oferta será crucial para definir os rumos do mercado nos próximos meses.



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Programa amplia acesso a máquinas e promove assistência a agricultores



O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) divulgou que o Programa Mais Alimentos alcançou mais de 580 mil operações entre janeiro de 2023 e março de 2025. O Programa oferece aos agricultores e agricultoras familiares linhas de crédito diferenciadas, assistência técnica com foco em práticas de produção sustentável de alimentos e uso adequado de máquinas e implementos.

Além disso, o Mais Alimento promove a articulação de parcerias com instituições públicas de desenvolvimento industrial e inovação, investimento em programas de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e atração de investimentos externos para fortalecer o parque industrial brasileiro de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas e agroindustriais. No total foram investidos R$ 23,9 bilhões nesse período.

Casados há 44 anos e moradores do Assentamento Pirituba II, em Itapeva/SP, Luiz Carlos Bueno de Morais e Maria Aparecida de Godoy Morais fazem uso do Mais Alimentos há cerca de dois anos. São produtores de milho, soja, trigo e hortifruti em geral. Com o recurso de R$ 270 mil o casal investiu na compra de um trator, uma carreta e um pulverizador, com o intuito de impulsionar a produção de alimentos.

“O Programa facilitou demais a vida aqui, porque comprar no boleto não é bom. Agora dá para planejar e calcariar a minha terra”, disse Carlos. Ele revela ainda que, antes da aquisição de seu maquinário, precisava terceirizar o serviço e pagar por hora pelo preparo da terra. Carlos e Maria agora pretendem acessar outro recurso para construir um barracão para guardar os implementos.

Produção em alta

Entre 2022 e 2024, houve um aumento de 11% no número de agricultores familiares com acesso a máquinas impulsionado pelo Programa Mais Alimentos. Atualmente, 43% das propriedades rurais contam com algum tipo de maquinário ou equipamento.

“O programa vai além do acesso ao crédito. Ele estimula a inovação, amplia a oferta de máquinas, sobretudo de pequeno porte, e fortalece a indústria nacional, especialmente as fábricas regionais. Com isso, geramos emprego, movimentamos a economia local e ampliamos a capacidade produtiva no campo de forma sustentável e inclusiva”, disse o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA, Vanderley Ziger.



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AgroNewsPolítica & Agro

inovação e tecnologia na Agrishow 2025


A 30ª edição da Agrishow, Feira Internacional de Tecnologia Agrícola, que será realizada entre os dias 28 de abril e 2 de maio, em Ribeirão Preto (SP), terá como tema “O Futuro do Agro de A a Z”, trazendo inovação, tecnologia e experiências aos visitantes.

O Essere Group, cuja essência é o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e sustentáveis para a produção agrícola, confirma sua participação no evento com a Bionat Soluções Biológicas, a Kimberlit Agrociências e a Loyder Brasil. Juntas, elas apresentarão aos visitantes os benefícios das soluções de manejo desenvolvidos pelo grupo, destacando tecnologias que aumentam a produtividade e preservam o meio ambiente. 

A Bionat Soluções Biológicas apresentará o SPRINTER, único produto no Brasil com a bactéria Pantoea agglomerans cepa ESALQ 33.1, resultado de duas décadas de intensa pesquisa na ESALQ-USP. Com tripla ação, o SPRINTER atua na promoção de crescimento; no aumento da tolerância a estresses abióticos; e na solubilização de nutrientes. O SPRINTER potencializa a nutrição e o desenvolvimento das culturas quando aplicado no plantio. Sua eficácia reside na capacidade da Pantoea agglomerans ESALQ 33.1 de se multiplicar rapidamente e colonizar a superfície radicular e internamente nas plantas (colonização endofítica). Essa colonização intensiva é crucial para o sucesso do produto, pois permite que a bactéria produza altos níveis de ácidos orgânicos, fosfatases, fitases e auxinas. “Trabalhar com tecnologia e inovação em processos e em obtenção de cepas exclusivas para novos produtos faz parte do DNA da Bionat”, afirma Álefe Borges, gestor de produtos da empresa.

A Kimberlit Agrociências, especialista no desenvolvimento e comercialização de produtos nos segmentos de Fisioativadores, Nutrição Especializada e Tecnologia de Aplicação, com foco no aumento da produtividade das lavouras, apresentará aos visitantes a tecnologia do CROPPER STIMULLUS, produto do segmento de fisioativadores que contém nutrientes e substâncias húmicas e biofisiológicas capazes de induzir e aumentar a atividade do metabolismo bioquímico das plantas, promovendo o desenvolvimento vegetativo com maior eficiência na absorção de nutrientes pelas culturas.

Pedro Couto, gestor de produtos Kimberlit, afirma que a inovação e a tecnologia são fundamentais para o trabalho da empresa, e este evento representa uma excelente chance de mostrar ao público soluções criativas e eficazes. “O CROPPER STIMULLUS vem trazendo benefícios que ajudam as lavouras a expressar o máximo potencial produtivo, sendo observado a campo melhor engalhamento/perfilhamento das culturas, maior formação de novas brotações, maior formação de estruturas vegetativa e reprodutivas e melhor equilíbrio fisiológico”. Ele complementa que “a escolha do manejo com fertilizantes foliares eficazes, optando por tecnologia com fontes de alta eficiência, é essencial para garantir nutrição rápida e sustentável, resultando em melhor qualidade e maior produtividade das culturas”.

A Loyder Brasil, referência em tecnologia e inovação, levará ao evento o fertilizante inteligente KIMCOAT NPK® composto por macro e micronutrientes, que combinam três tecnologias exclusivas: FertiUp® aumenta a eficiência dos nutrientes, RizoUltra® promove o desenvolvimento do sistema radicular e PhysioActive® impulsiona um melhor metabolismo das plantas resultando em maior tolerância aos estresses do ambiente. Além disso, a Loyder disponibiliza aos seus clientes ferramentas inovadoras como o LABOR 4.0, um laboratório certificado de análise de solo e folha sem custos para os clientes, e o SADE- Smart Agronomic Decision, um aplicativo que utiliza algoritmos para interpretar análises de solo e fornece recomendações assertivas. “Estamos muito animados para continuar ao lado do produtor, ajudando-o na sua nobre missão de alimentar o mundo”, afirma Danilo Storti, Gestor de Portfólio da Loyder Brasil.

 





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