segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Interior de SP ‘volta a respirar’ com chuvas de até 90 mm; saiba onde também chove



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja em todo o Brasil indica boas condições para o término da colheita da oleaginosa, com tempo favorável para as operações nas principais regiões produtoras. Além de chuvas, a umidade também está adequada para a cultura do milho, especialmente para aqueles que adotaram a rotação de cultivos, beneficiando a soja e o milho.

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Chuvas a caminho

As chuvas serão bem distribuídas ao longo desta semana, com destaque para o estado de São Paulo, que deve registrar entre 80 a 90 mm de precipitação. Este volume de chuva será fundamental para aliviar o quadro de déficit hídrico, especialmente no interior do estado, que enfrentava condições secas nas últimas semanas. No Paraná e em Mato Grosso do Sul, as chuvas devem oscilar entre 50 a 80 mm, favorecendo também a cultura do milho.

O tempo no RS

No Rio Grande do Sul, o tempo deve permanecer mais firme, com poucas chuvas, enquanto o norte de Minas Gerais e a Bahia terão um clima mais estável e seco.

Chuvas Centro-Oeste e Matopiba?

A região Centro-Oeste, por sua vez, terá chuvas mais localizadas no sul de Goiás, com volumes entre 30 a 50 mm, ajudando a mitigar o período mais quente e seco enfrentado pelos produtores goianos. O tempo deve ser mais firme em grande parte de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas com algumas chuvas intermitentes.

Já no Matopiba, a previsão aponta para boas chuvas no sul do Piauí e no norte da Bahia, regiões que podem acumular até 50 mm em até 5 dias. No entanto, o tempo mais quente e seco deve prevalecer nas demais áreas da Bahia, com menos precipitações no estado.

Norte

No Norte do Brasil, os produtores podem esperar boas chuvas, com destaque para Rondônia, Roraima e o estado do Pará, onde as precipitações devem atingir entre 50 a 60 mm ao longo de 5 dias. Essa chuva vai contribuir para o desenvolvimento das lavouras e manter a umidade do solo adequada para as culturas em crescimento.

Última semana de abril

A tendência para o final de abril e início de maio é que não ocorram grandes mudanças, com exceção da intensificação das chuvas no norte de Minas Gerais, que pode ter mais precipitação, embora sem grandes volumes para a Bahia.

Já no Centro-Oeste, a previsão é de mais 50 mm de chuva em 5 dias, com condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de milho e soja. No norte da Amazônia, Rondônia, Roraima e Pará também podem esperar chuvas adicionais.



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Boi gordo tem dia de queda, mas mercado deve mudar; veja cotações



O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando tentativas de compra em patamares mais baixos, movimento observado em estados como São Paulo, Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, isso é consequência da estratégia das indústrias, que elevaram de forma agressiva seus preços na compra de gado durante a última terça-feira (15), conseguiram avançar suas escalas e no restante da semana passaram a pressionar preços.

“Já esta quinta-feira foi pautada por inexpressivo fluxo de negócios. É importante mencionar que o escoamento da carne durante o feriado prolongado ocupa um papel relevante para a formação de tendência no curto prazo”, assinalou.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 330,25 – ontem: R$ 331,83
  • Goiás: R$ 326,25 – na quarta: R$ 320,36
  • Minas Gerais: R$ 325,29 – anteriormente: R$ 324,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,32 – ontem: R$ 319,77 
  • Mato Grosso: R$ 329,26 – na quarta: R$ 329,73

Mercado atacadista

O mercado atacadista registra alguma elevação de preços da carne bovina no decorrer da quinta-feira.

Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, vislumbrando a perspectiva de bom consumo no decorrer do feriado prolongado. As exportações seguem em ótimo nível ao longo da atual temporada.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 20,00 por quilo, o traseiro segue a R$ 26,00 e a ponta de agulha agora é cotada a R$ 18,50 por quilo, alta de R$ 0,50.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,01%, sendo negociado a R$ 5,8069 para venda e a R$ 5,8049 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7964 e a máxima de R$ 5,8884. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,06%.



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pesquisa identifica 6 espécies tolerantes às mudanças climáticas



Estudo do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) identificou espécies de árvores na Grande São Paulo com maior capacidade de resistência aos efeitos das mudanças climáticas.

A pesquisa analisou folhas de 29 espécies nativas em fragmentos urbanos e periurbanos da Mata Atlântica, revelando seis espécies potencialmente tolerantes.

De acordo com os pesquisadores, essas espécies poderão ser consideradas para a arborização urbana no futuro, desde que atendam a outros critérios, como resistência a patógenos e pragas, além de características de crescimento da copa e das raízes.

Árvores tolerantes às mudanças climáticas

Os autores da pesquisa identificaram, até o momento, essas seis espécies como as mais tolerantes :

  • Cupania vernalisCamboatá ou Camboatã
  • Croton floribundusCapixingui ou Tapixingui
  • Eugenia cerasifloraGuamirim
  • Eugenia excelsaPessegueiro-bravo
  • Guapira oppositaMaria-mole
  • Myrcia tijucensisGuamirim-ferro

A pesquisadora do Instituto de Pesquisas Ambientais Marisa Domingos, que supervisionou o estudo, ressalta a importância dos resultados para a gestão ambiental das cidades. “Compreender quais espécies são mais resistentes aos estressores ambientais é fundamental para o planejamento urbano e a conservação da biodiversidade em regiões metropolitanas.”

O grupo de pesquisa do IPA está começando um novo projeto que visa aprimorar o protocolo de métodos, incluindo novos biomarcadores para classificar o nível de tolerância de árvores nativas da floresta atlântica ao estresse urbano.

Segundo Marisa, o estudo também ampliará o número de espécies analisadas, incluindo aquelas utilizadas em projetos de restauração florestal, e realizará experimentos em câmaras de crescimento para avaliar a resistência das árvores à deposição de poluentes e a eventos climáticos extremos.

Os pesquisadores do IPA ressaltam que o estudo proporciona três principais contribuições:

  • Orientação para ações de reflorestamento: os dados auxiliam na escolha das espécies mais adequadas para a recuperação de áreas urbanas, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar e a mitigação do efeito das ilhas de calor.
  • Preservação da biodiversidade: a identificação de espécies resistentes auxilia na conservação da biodiversidade local, garantindo a manutenção dos serviços ecossistêmicos essenciais para o bem-estar da população.
  • Apoio à formulação de políticas públicas: as informações geradas podem embasar estratégias de adaptação às mudanças climáticas e conservação ambiental.

O coordenador do Instituto de Pesquisas Ambientais, Marco Aurélio Nalon, destaca a importância desse tipo de estudo no enfrentamento das mudanças climáticas. “Investir em pesquisa científica e inovação é essencial para desenvolver soluções sustentáveis e eficazes que garantam a resiliência das cidades e a conservação da biodiversidade”, finaliza.



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AgroNewsPolítica & Agro

Feriado de Páscoa e Tiradentes será marcado por chuvas e frente fria, alerta Inmet



Minas, Espírito Santo e Bahia terão chuvas intensas no feriadão




Foto: Freepik

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o feriadão de Páscoa e Tiradentes será marcado por chuvas intensas em diversas regiões do Brasil. A previsão do tempo aponta que os maiores acumulados devem atingir estados como Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia. Uma frente fria em deslocamento pelo oceano também deve provocar instabilidades na Região Sul.

As chuvas começam nesta quinta-feira (17), com forte intensidade em áreas do Vale do Rio Doce e Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, além do litoral norte do Espírito Santo. Segundo o Inmet, essas regiões podem registrar até 100 mm de precipitação até sexta-feira (18), com risco de alagamentos e transtornos pontuais. O alerta se estende ao sul da Bahia.

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Já no centro-sul de Mato Grosso do Sul e em parte do Paraná e São Paulo, as instabilidades ganham força, com previsão de chuvas significativas e rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h. A tendência é que as chuvas mais volumosas ocorram entre sexta-feira (18) e sábado (19), especialmente no oeste e centro-norte paulista. No litoral de São Paulo, a precipitação tende a persistir de forma mais moderada no sábado, enquanto o interior do estado deve apresentar céu com poucas nuvens já na segunda-feira (21).

A passagem de um sistema frontal pelo oceano deve impactar o tempo no Sul do país. O centro-norte do Rio Grande do Sul será o primeiro a sentir os efeitos da nova frente fria a partir desta sexta-feira (18), com previsão de avanço sobre o oeste de Santa Catarina e Paraná durante o final de semana. O Inmet destaca que, embora as chuvas previstas sejam de intensidade moderada, são consideradas importantes para reabastecer a umidade do solo, que esteve abaixo da média durante o verão.

Além disso, uma massa de ar frio deve derrubar as temperaturas em parte da Região Sul entre sábado (19) e segunda-feira (21), favorecendo a formação de geadas fracas em áreas mais elevadas.





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Abiec avalia que impacto das tarifas sobre exportações de carne bovina será limitado



Apesar do novo cenário tarifário imposto pelos Estados Unidos, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) acredita que os impactos para o Brasil tendem a ser limitados. Em entrevista ao Canal Rural, o presidente da entidade, Roberto Perosa, afirmou que o país segue como um dos principais fornecedores globais e mantém uma posição estratégica diante da disputa comercial entre EUA e China.

Atualmente, os Estados Unidos representam cerca de 13% das exportações brasileiras de carne bovina, atrás apenas da China, que responde por 42% do total. Para Perosa, o Brasil está em uma situação neutra, sem grandes impactos.

Ele lembra que os Estados Unidos elevaram de forma considerável as importações de carne do Brasil. Isso se explica devido ao ciclo pecuário mais baixo dos últimos 75 anos que os americanos enfrentam.

“Falando o português claro, o que está faltando nos Estados Unidos é carne! E quem tem isso para oferecer é o Brasil. Por isso, nós vamos aumentar as exportações para os EUA e manter também as exportações para China”, avaliou o presidente da ABIEC.

Perguntado se o tarifaço do presidente Donald Trump pode mudar o mercado interno, Perosa foi enfático, informando que a quantidade de carne destinada ao mercado interno é de 70%. “O que o país exporta são cortes que não são consumidos pelos brasileiros, ou pouco consumidos. Nós exportamos a parte dianteira do boi, os miúdos para composição da indústria internacional”, afirmou.

Perosa também disse que a indústria da carne bovina mantém cautela e espera as próximas medidas do governo americano.

“Eu costumo dizer que o brasileiro não vive sem o arroz e feijão, e o americano não vive sem hambúrguer! E para fazer o hambúrguer, há necessidade da carne local e precisa da carne magra produzida pelo Brasil”, pontuou.

Perosa também tratou da inspeção que auditores norte-americanos farão nos frigoríficos brasileiros em maio que, na visão dele, é uma etapa técnica e rotineira.

Assista à entrevista completa com Roberto Perosa, presidente da Abiec em nosso canal do Youtube.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fórum de Sustentabilidade da 18a ExpoFrísia debate nova legislação europeia que afeta produtores brasileiros


A programação da 18a ExpoFrísia, que acontece entre 24 e 26 de abril, vai contar com o Fórum de Sustentabilidade, espaço de debate e apresentação de novidades para uma produção agropecuária que promova o equilíbrio entre o meio ambiente, a sociedade e a economia. Entre os principais assuntos está a nova legislação na Europa, que envolve diretamente os produtores do Brasil. O Fórum acontecerá na manhã de 24, primeiro dia da feira, a partir das 9h30. Promovida pela Cooperativa Frísia, a ExpoFrísia acontece em Carambeí (PR), com a entrada e o estacionamento gratuitos.

O gerente de Sustentabilidade e Assistência Técnica da Frísia, Francis Bavoso, explica que o Fórum de Sustentabilidade será dividido em três temáticas focadas em estratégias e certificações de boas práticas no mercado do agronegócio. “Os temas são gestão de pessoas para processos na propriedade voltados às boas práticas agrícolas, a certificação RTRS e a nova certificação europeia, já que os produtores precisam se adequar para atendê-la”, conta. 

A partir de 2026, a União Europeia vai implementar o Regulamento Europeu sobre Desmatamento (EUDR), que proíbe a importação de produtos provenientes de áreas com qualquer nível de desmatamento identificado até dezembro de 2020, sendo legal ou ilegal. A medida é parte do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento e tem impacto direto sobre produtos brasileiros, como soja, carne bovina, cacau, café, borracha e seus derivados.

“A grande novidade do Fórum é a palestra sobre a nova regulamentação da União Europeia, que pegou muitos produtores de surpresa. Trouxemos um profissional para contextualizar essa nova legislação que era para ser aplicada neste ano, mas foi adiada para 2026”, destaca o gerente da Frísia.

Outras temáticas

A Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) vai apresentar no Fórum de Sustentabilidade o programa de certificações nas propriedades. A Frísia já tem um trabalho consolidado e bem-sucedido com iniciativas que impulsionam o cooperado a obter certificações que garantam atender o mercado com produção de qualidade que se concilia com o meio ambiente. O programa Fazenda Sustentável Frísia incentiva as práticas sustentáveis no meio rural, com os cooperados recebendo orientação com avaliação dos critérios de sustentabilidade, trabalhando com módulos e enquadrando as propriedades em níveis. 

Além disso, o Fórum terá o case de uma produtora que tem uma nova forma de gestão da propriedade agrícola, com foco nas pessoas, processos e recursos. “O evento traz bastante conexão com o que a Frísia já pratica. Acreditamos que a sustentabilidade é o presente e o futuro da cooperativa, e incentivamos muito essas práticas, sendo esse o momento de revisar novas tendências para que a gente mapeie e veja se nosso posicionamento atual está compatível com as tendências do mercado”, conclui Bavoso.

Serviço

Fórum de Sustentabilidade da 18ª ExpoFrísia

Data:      24 de abril (quinta-feira), a partir das 9h30

Local:    Pavilhão de Exposições Frísia

              Anexo ao Parque Histórico de Carambeí

              Avenida dos Pioneiros, 4.050

              Carambeí (PR)

Saiba mais em www.expofrisia.com.br





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Vender ou ‘segurar’ a soja? Especialista aponta qual a melhor decisão neste momento



Diante das incertezas no cenário atual da soja, produtores da commodity enfrentam um dilema: vender agora ou aguardar um momento mais favorável no mercado? A resposta, no entanto, exige cautela e análise de diversos fatores, desde o custo de armazenagem até alternativas como o barter (troca de grãos por insumos).

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Para o consultor Vlamir Brandalizze, engenheiro agrônomo formado pela UFPR e um dos maiores especialistas em mercados agrícolas do Brasil, o momento exige atenção redobrada. “Se o produtor estiver com o caixa em dia, pode ser vantajoso segurar a venda até setembro ou outubro, quando a demanda tende a aumentar. No entanto, é fundamental acompanhar de perto a movimentação dos insumos, que também podem se valorizar”, orienta o especialista, que também atua como analista de commodities e palestrante do setor agro.

Apesar da possibilidade de valorização da soja nos próximos meses, Brandalizze ressalta que não se espera uma alta expressiva. “A expectativa é de aumento entre R$ 4 e R$ 8 por saca no segundo semestre. Isso não é suficiente, por si só, para justificar o custo de armazenar o grão por muito tempo”, alerta.

China, EUA e os reflexos no mercado da soja

Outro fator decisivo no comportamento do mercado é a atuação da China, principal compradora da soja brasileira. Segundo Brandalizze, os negócios com os chineses têm fluido bem desde o início do ano, sustentando prêmios positivos.

No entanto, ele faz um alerta: um eventual acordo comercial entre China e Estados Unidos pode mudar esse panorama. “Se houver um acordo, os chineses podem ser obrigados a comprar mais soja americana, reduzindo a demanda pela brasileira e pressionando os preços”, explica. Isso tornaria o cenário mais competitivo e exigiria rápida adaptação por parte dos produtores brasileiros.

Vale a pena armazenar a soja?

O custo de carregamento é outro ponto apontado. Em um contexto de juros elevados, a armazenagem pode pesar no bolso do produtor. “Hoje, a taxa real de juros pode ultrapassar os 20% ao ano. Somando o custo de armazenagem, esse valor pode chegar a 30%. Para quem segura o grão por seis meses, o custo chega a 15%. Ou seja, a soja teria que se valorizar 15% nesse período só para empatar o custo”, explica o consultor.

Diante disso, Brandalizze considera que, para a maioria dos produtores, não vale a pena manter estoques por longos períodos. A alternativa mais viável tem sido o barter — troca da produção por insumos da próxima safra. “Essa estratégia pode garantir uma rentabilidade melhor do que simplesmente segurar a soja esperando por uma alta que pode não compensar”, afirma.

Vai faltar soja até o final do ano?

Circulam boatos sobre uma possível escassez de soja no mercado até o fim de 2025, mas Brandalizze minimiza a preocupação. “Temos uma supersafra estimada em cerca de 170 milhões de toneladas. Desses, aproximadamente 100 milhões já foram negociados. Ainda restam 70 milhões disponíveis. Não vejo risco de desabastecimento”, assegura.

Segundo ele, apenas uma reviravolta nas relações comerciais entre China e Estados Unidos com a China evitando compras nos EUA e mantendo foco total no Brasil, poderia apertar a oferta. “Mas isso, neste momento, parece improvável”, completa.

Conclusão: vender ou segurar?

A decisão de vender agora ou esperar depende da situação financeira de cada produtor. Para quem tem caixa e pode esperar, o segundo semestre tende a ser mais comprador. Porém, o ganho pode ser limitado, e o custo de armazenagem pesa. Para muitos, a melhor alternativa está na negociação estratégica via barter, que pode trazer segurança e rentabilidade para a próxima safra.



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Abiove reduz estimativa da safra de soja, mas exportações atingem recorde



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) reduziu a projeção da safra brasileira de soja para 2025, mas elevou a projeção de exportação da soja em grão. A produção foi ajustada de 170,9 milhões para 169,6 milhões de toneladas, uma queda de 0,8% em relação à previsão de março. Ainda assim, o volume segue como recorde, superando os 154,4 milhões de toneladas colhidos em 2024.

A projeção de embarques foi elevada de 106,1 milhões para 108,5 milhões de toneladas, alta de 2,3%, o que também representa um novo recorde anual, acima dos 98,8 milhões de toneladas de soja exportados em 2024. Segundo a entidade, o aumento reflete uma maior disponibilidade para exportação, com estoques finais mais baixos e esmagamento doméstico em linha com o esperado.

A previsão de estoque final de soja em grão caiu de 9,1 milhões para 5,4 milhões de toneladas (-40,6%), indicando escoamento mais intenso da safra ao longo do ano.

A Abiove manteve a projeção de esmagamento da oleaginosa em 57,5 milhões de toneladas, volume 3% superior ao de 2024. As estimativas de produção de derivados também foram mantidas: 44,1 milhões de toneladas de farelo de soja e 11,4 milhões de toneladas de óleo de soja.

Exportações

A entidade manteve as previsões anteriores: 23,6 milhões de toneladas para o farelo e 1,4 milhão de toneladas para o óleo. As importações de óleo seguem projetadas em 100 mil toneladas, volume que havia sido revisado em março.

O consumo interno de óleo de soja está mantido em 10,1 milhões de toneladas, abaixo dos 10,5 milhões de toneladas estimadas anteriormente, refletindo o impacto do adiamento da elevação da mistura obrigatória de biodiesel (B15), que passaria de 14% para 15% em março.

Com menor consumo interno, o estoque final de óleo permanece estimado em 516 mil toneladas, o maior volume desde 2022, quando o setor encerrou o ano com 520 mil toneladas. Para o farelo, o consumo doméstico continua previsto em 19,5 milhões de toneladas, e o estoque final em 3,579 milhões de toneladas.

A Abiove também atualizou os dados mensais de processamento. O esmagamento em fevereiro foi de 3,54 milhões de toneladas, alta de 5,2% em relação a janeiro e queda de 2,9% frente a fevereiro de 2024, considerando o ajuste amostral. No acumulado de janeiro e fevereiro, o processamento somou 6,9 milhões de toneladas, retração de 3% ante igual período do ano passado.

Grão, farelo e óleo de soja

As exportações totais devem alcançar 133,5 milhões de toneladas em 2025, avanço de 6,3% sobre o ano anterior. Apesar do crescimento em volume, a Abiove estima queda na receita cambial.

As vendas externas devem gerar US$ 51,57 bilhões em 2025, recuo de 4,4% ante os US$ 53,94 bilhões de 2024 e bem abaixo dos US$ 67,32 bilhões registrados em 2023, devido à desvalorização internacional das commodities.

As importações de soja seguem estimadas em 500 mil toneladas, destinadas principalmente ao abastecimento regional nas Regiões Norte e Nordeste.

Uma nova atualização das projeções está prevista para meados de maio, com base nos números consolidados da colheita e no desempenho das exportações no primeiro quadrimestre.



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Importações chinesas de soja têm menor volume desde 2012, aponta consultoria



As importações chinesas de soja registraram, em março de 2025, o menor volume para o mês desde 2012, segundo dados da consultoria Datagro, com base em informações da Autoridade Aduaneira Chinesa (GACC). Foram adquiridas 3,5 milhões de toneladas do grão, volume 40% menor que o registrado em fevereiro e 37% inferior ao de março de 2024.

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O recuo reflete, em grande parte, as tensões comerciais entre Estados Unidos e China. No início de abril, o governo chinês oficializou a aplicação de tarifas de 125% sobre todos os produtos originários dos EUA, em resposta às medidas protecionistas impostas pelos norte-americanos.

Os Estados Unidos são a segunda principal origem da soja importada pela China. Em 2024, o país asiático adquiriu 22,1 milhões de toneladas da oleaginosa norte-americana, o equivalente a 21% do total importado. Com o aumento das tarifas, o mercado se vê diante de incertezas quanto ao fluxo futuro dessas commodities.

Por sua vez, o Brasil reforça sua posição como principal fornecedor de soja à China desde 2017. Neste ano, 71% da soja comprada pelos chineses teve origem brasileira. Em sentido inverso, a China segue como o maior destino da soja brasileira, absorvendo 73% das exportações nacionais em 2024.

A colheita recorde estimada é de 169,1 milhões de toneladas, e o potencial exportador de até 107 milhões de toneladas devem impulsionar ainda mais os embarques para a China nos próximos meses. A expectativa é de que, somente em abril, as importações chinesas alcancem 8 milhões de toneladas, sendo a maior parte proveniente do Brasil.

Outros fatores benéficos à soja brasileira

Além das tensões comerciais, o calendário agrícola também favorece o Brasil. O plantio da safra 2025/26 nos Estados Unidos ainda não começou, o que limita a disponibilidade do produto norte-americano no mercado internacional. Enquanto isso, a colheita brasileira está em ritmo acelerado, aumentando a oferta sul-americana.

Os embarques de março reforçam essa tendência. O Brasil exportou 14,7 milhões de toneladas de soja no mês, das quais 11,1 milhões foram destinadas à China ,o maior volume da série histórica para março e o segundo maior de todos os tempos, atrás apenas de abril de 2021.



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Ministros da Agricultura da Índia e do Irã querem ampliar o comércio com o Brasil


O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, se reuniu nesta quarta-feira (16), com os ministros da Agricultura e Bem-Estar da Índia, Shivraj Singh Chauhan, e Agricultura do Irã, Gholamreza Nouri Ghezeljeh. Os encontros tiveram como objetivo estreitar as relações de comércio e intensificar a cooperação em pesquisa e tecnologia agropecuária entre o Brasil e os dois países.

As reuniões aconteceram de forma separada e paralelamente à programação do Grupo de Trabalho de Agricultura (AWG) dos Brics, coordenado pelo Mapa, que ocorre até esta quinta-feira (17).

Índia

Durante o encontro, Fávaro destacou a importância da aproximação entre Brasil e Índia, reforçando a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o fortalecimento das relações internacionais. “Uma boa relação comercial deve ser recíproca — comprar e vender”, afirmou o ministro. Ele também citou o pleito da Índia para a abertura do mercado brasileiro à romã indiana, tema já em análise pelo Mapa.

Contrapartida para efetivação do comércio entre os países

O ministro solicitou agilidade por parte da Índia na análise para abertura do mercado do feijão guandu brasileiro, além de manifestar interesse em exportar outros produtos como erva-mate, noz-pecã e ampliar as vendas de carne de aves ao mercado indiano.

Fávaro também ressaltou a ligação histórica entre os países no que se refere à genética bovina. “Cerca de 80% do rebanho bovino brasileiro é formado por zebuínos, originários da Índia. Com o trabalho da Embrapa, alcançamos avanços significativos no melhoramento genético dessa raça. É uma alegria poder, hoje, devolver à Índia uma genética ainda mais evoluída, fruto dessa cooperação que tanto nos orgulha”, pontuou.

Durante a reunião, a delegação indiana manifestou interesse em promover intercâmbios entre técnicos dos dois países, com o envio de representantes ao Brasil para conhecer práticas agropecuárias locais, além de convidar especialistas brasileiros para visitas técnicas à Índia.

Irã

Entre os principais temas discutidos, está a criação de um comitê agrícola consultivo bilateral, iniciativa que tem o objetivo de agilizar as pautas de interesse comum e promover o intercâmbio técnico entre os dois países.

“Nosso objetivo principal é estreitar os laços de amizade e os laços comerciais. A criação de um comitê consultivo agrícola vai permitir que sejamos mais céleres e eficientes nas pautas de interesse mútuo”, afirmou Fávaro.

Reunião no Mapa com representantes do Irã Reunião no Mapa com representantes do Irã
Delegação do Ministério da Agricultura do Irã em Brasília Foto: divulgação/ Mapa

Durante o encontro, o Brasil reforçou seu interesse em ampliar as exportações de frutas, pescados e carne de aves, além de tratar da ampliação do comércio de fertilizantes, especialmente ureia. O ministro iraniano demonstrou disposição em aprofundar o diálogo técnico e científico com o Brasil e ressaltou o respeito do povo iraniano pelo Brasil.

“Acredito que Deus gosta do povo brasileiro, abençoa muito a terra brasileira, e podemos aproveitar isso para ampliar nossas relações. Queremos estabelecer uma rota direta do Irã para o Brasil e vice-versa, facilitar o comércio, fortalecer a cooperação em áreas como meio ambiente, vacinação de rebanhos e exportação de peixes”, afirmou Gholamreza Nouri Ghezeljeh.

Comércio, sistema sanitário e importação de caviar

O ministro Carlos Fávaro ressaltou que o Brasil é um dos poucos países do mundo que não registra casos de gripe aviária ou doença de Newcastle em criações comerciais ou de subsistência, o que comprova a solidez e a eficiência do sistema sanitário brasileiro.

O Irã, por sua vez, demonstrou interesse em revisar os protocolos sanitários vigentes, com foco na abertura de novos mercados, especialmente no comércio de carne de aves, pescados e derivados.

Em relação ao caviar, produto tradicional do país persa, o Brasil já cumpriu três das cinco etapas técnicas necessárias para a habilitação da importação. A expectativa é de que, com o avanço das tratativas, esse processo possa ser finalizado em breve.

Irã propõe implantar empresa de navegação no Brasil

O ministro iraniano destacou o interesse de seu país em instalar uma empresa de navegação iraniana no Brasil, o que pode facilitar a logística entre os dois países e impulsionar as trocas comerciais.

Ao final do encontro, os ministros reafirmaram o desejo de fortalecer os laços diplomáticos, econômicos e culturais, com apoio técnico das equipes de ambos os governos.



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