segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Controle biológico na tomaticultura: solução sustentável



“A presença de pragas e doenças nas lavouras de tomate reduz a produtividade”



“A presença de pragas e doenças nas lavouras de tomate reduz a produtividade"
“A presença de pragas e doenças nas lavouras de tomate reduz a produtividade” – Foto: Agrolink

A tomaticultura brasileira, com uma safra de 4,7 milhões de toneladas em 2024, enfrenta desafios com pragas como a lagarta traça-do-tomateiro, a mosca-branca e a requeima, que prejudicam a produtividade e a qualidade dos tomates. Para combater essas ameaças, o controle biológico surge como uma alternativa eficaz e sustentável.

“O avanço tecnológico possibilita que a produção de tomates atenda a diversos mercados, incluindo consumo in natura, processamento industrial e exportação. No entanto, essa cultura é altamente suscetível a pragas e doenças, o que exige controle eficaz para garantir a produtividade e a qualidade do cultivo”, comenta Renato Brandão, mestre em agronomia pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e gerente nacional de vendas da BRQ Brasilquímica.

Produtos como o Bacillus thuringiensis para a traça-do-tomateiro, Beauveria bassiana contra a mosca-branca e Trichoderma spp. para a requeima oferecem soluções menos agressivas ao meio ambiente, reduzindo o uso de agroquímicos e preservando os inimigos naturais das pragas.

“A presença de pragas e doenças nas lavouras de tomate reduz a produtividade, gera frutos deformados ou inviáveis para o mercado e aumenta os custos com defensivos e manejo. Por isso, é essencial adotar práticas de controle eficientes e sustentáveis”, completa.

O uso desses biológicos garante uma produção mais sustentável, com boa produtividade e alta qualidade dos tomates, beneficiando tanto os agricultores quanto o meio ambiente. “Com manejo adequado e o controle biológico, os agricultores obtêm produção mais sustentável, boa produtividade e alta qualidade dos tomates. Ao reduzir a dependência de químicos, não apenas preservam o meio ambiente, mas também favorecem a saúde dos trabalhadores rurais e dos consumidores”, conclui.

 





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Entidades do setor apoiam decreto que fortalece o RenovaBio



As entidades destacam que a nova legislação amplia a segurança jurídica



As entidades destacam que a nova legislação amplia a segurança jurídica
As entidades destacam que a nova legislação amplia a segurança jurídica – Foto: Pixabay

A Bioenergia Brasil, o Instituto Combustível Legal (ICL), o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e a União da Indústria de cana-de-açúcar e Bioenergia (UNICA) manifestaram apoio ao Decreto nº 12.437/2025, publicado na última quinta-feira (17/04). O texto fortalece o RenovaBio ao implementar medidas mais rigorosas contra fraudes e garantir a integridade do programa nacional de descarbonização.

De acordo com elas, entre as principais mudanças, o decreto prevê penalidades severas para distribuidoras que não cumprirem suas metas de descarbonização, além da criação de listas públicas com nomes de empresas irregulares. Também reforça o papel fiscalizador da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ampliando a capacidade de controle e transparência no setor.

Nesse contexto, as entidades destacam que a nova legislação amplia a segurança jurídica, valoriza os agentes que atuam de forma regular e proporciona maior previsibilidade ao mercado de biocombustíveis no Brasil. Sendo assim, a medida é vista como essencial para fortalecer a credibilidade do RenovaBio e garantir a competitividade do setor frente às crescentes exigências ambientais.

Por fim, os representantes do setor reafirmaram o compromisso com o avanço das políticas públicas de descarbonização e com o desenvolvimento sustentável da matriz energética nacional, considerando o decreto como um passo importante para a consolidação do Brasil como líder na produção de energia limpa. Isso é visto como um avanço para o setor.

 





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Projeto do túnel Santos-Guarujá será apresentado a investidores europeus


O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, inicia na próxima segunda-feira (21) uma viagem por países da Europa para apresentar a investidores estrangeiros detalhes do projeto do primeiro túnel imerso do país, que ligará as cidades de Santos e Guarujá, no litoral paulista. A informação parte da Agência Gov.

O roteiro começa por Portugal e passa pela Holanda e Dinamarca, onde há empresas de construção com expertise em obras similares à que será realizada para a construção do túnel brasileiro.

O empreendimento faz parte de uma parceria entre os governos federal e estadual, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos. A abertura das propostas está prevista para o dia 1º de agosto, e serão necessários investimentos de aproximadamente R$ 6 bilhões.

“É a maior obra do Novo PAC, resolve uma demanda antiga da região e traz dignidade à população, ajudando na mobilidade urbana, gerando empregos e renda, além de fortalecer o Porto de Santos, o maior porto público da América Latina”, avalia o ministro. Segundo o edital, as obras deverão ser concluídas até 2030.

Em Portugal, na segunda-feira, está prevista uma reunião com a empresa Mota-Engil, que possui parceria com a chinesa CCCC (China Communications Construction Company), uma das maiores construtoras do mundo, detentora de 32,4% de participação na companhia portuguesa.

A CCCC foi responsável pela construção dos túneis submarinos da Baía de Dalian, de Shenzhen-Zhongshan e de Hong Kong–Zhuhai–Macau, um dos projetos subaquáticos mais complexos do mundo.

Na terça e quarta-feira (22 e 23), em Amsterdã, Costa Filho terá reuniões com as holandesas Ballast Nedam e TEC Tunnel. A Ballast Nedam possui experiência na construção de túneis imersos, como o que cruza o movimentado canal Nieuwe Waterweg, em Roterdã, e o do Iraque, em fase de conclusão.

A TEC Tunnel é líder global em projetos e engenharia de túneis e tem fornecido soluções de projeto e construção para empreendimentos inovadores, como a ligação Øresund entre a Dinamarca e a Suécia, a ligação Busan-Geoje na Coreia do Sul, a conexão de 32 quilômetros entre Hong Kong, Zhuhai e Macau, na China, e a ligação Fehmarnbelt, de 20 quilômetros, entre a Dinamarca e a Alemanha.

Túnel em construção sob o mar

Na quinta-feira (24), a comitiva ministerial fará visita ao túnel de Fehmarnbelt, um túnel rodoviário e ferroviário de 18,1 quilômetros de extensão que está em construção sob o Mar Báltico, entre a ilha alemã de Fehmarn e a ilha dinamarquesa de Lolland, destinado à travessia do Fehmarnbelt como parte da chamada “linha do voo dos pássaros” — uma ligação direta por ferrovia e estrada entre as regiões metropolitanas de Copenhague e Hamburgo.

Após a conclusão desta obra, sem precedentes em sua dimensão como túnel imerso, a ligação fixa do Fehmarnbelt poderá se tornar o mais longo e profundo túnel combinado de estrada e ferrovia do mundo.

Segundo os planejadores, o tempo atual de travessia do Fehmarnbelt, que é de 45 minutos por balsa, será reduzido para cerca de dez minutos de tempo puro de viagem, graças à passagem subterrânea e independente das condições climáticas.

Túnel Santos-Guarujá

projeto túnel santos guarujáprojeto túnel santos guarujá
Perspectiva do projeto, em desenho do Ministério de Portos e Aeroportos

Previsto há quase 100 anos para tornar as cidades de Santos e Guarujá mais próximas — hoje o deslocamento por estrada dura quase uma hora, sendo a outra opção a travessia por balsa —, o túnel terá 1,5 quilômetro de extensão (sendo 870 metros imersos) e contará com três faixas de rolamento por sentido, incluindo uma exclusiva para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de acessos dedicados a pedestres e ciclistas.

Atualmente, 28 mil pessoas cruzam diariamente as duas margens utilizando barcos de pequeno porte e balsas. A travessia por balsas é considerada a maior do mundo em número de veículos transportados, com uma média diária de 14 mil veículos.

Informações: Agência Gov



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Biossoluções fortalecem o solo ante extremos climáticos



A saúde do solo vai além da fertilidade



A saúde do solo vai além da fertilidade
A saúde do solo vai além da fertilidade – Foto: Pixabay

As intensas variações climáticas, com longos períodos de seca e episódios de chuvas intensas, têm comprometido a saúde dos solos agrícolas. Esse cenário exige soluções que garantam não apenas a produtividade das lavouras, mas também a preservação dos ecossistemas. A resposta está nas biossoluções, que se consolidam como ferramentas eficazes e sustentáveis para enfrentar os desafios impostos pelo clima.

“Altas temperaturas, longos períodos de estiagem e eventos climáticos extremos estão diretamente ligados à degradação da saúde do solo, trazendo prejuízos significativos para a agricultura. O solo saudável reúne características físicas, químicas e biológicas que permitem o desenvolvimento pleno das plantas e a manutenção da biodiversidade local, possibilitando a alta produtividade agrícola”, diz Samir Filho, coordenador de desenvolvimento de mercado da Acadian Plant Health.

A saúde do solo vai além da fertilidade. Ela envolve características físicas, químicas e biológicas que permitem o desenvolvimento das plantas e a manutenção da biodiversidade. Estrutura adequada, porosidade para infiltração de água, pH equilibrado, presença de matéria orgânica e uma microbiota ativa são fundamentais para manter o solo produtivo e resiliente diante de condições adversas.

Com o aumento da frequência de eventos extremos, como ondas de calor e estiagens prolongadas, o solo sofre degradação, o que afeta diretamente a eficiência dos sistemas produtivos. Nessas condições, o solo perde sua capacidade de retenção hídrica, ciclagem de nutrientes e proteção contra pragas e doenças, resultando em perdas significativas na produção.

Nesse cenário, produtos naturais à base da alga marinha Ascophyllum nodosum têm ganhado destaque. Adaptada a condições ambientais severas, essa alga oferece compostos bioativos que favorecem a regeneração do solo e o fortalecimento das plantas. “Ela enfrenta temperaturas extremas no verão (até 40o C) e no inverno (-20o C). Tais características fizeram com que ela desenvolvesse mecanismos de sobrevivência, produzindo compostos bioativos que lhe confere defesa contra tais condições ambientais extremas. Dessa forma, consegue contribuir para a saúde das plantas e do solo

 





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escoamento da carne pós-feriado determinará preço da arroba


O mercado brasileiro de boi gordo registrou uma semana bastante movimentada em termos de preços e negócios.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, houve um pico de preços na terça-feira (15), diante da necessidade de avanço nas escalas de abate por parte dos frigoríficos.

Isso fez com que os preços registrassem uma forte alta em estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo, o que levou a um bom avanço nas escalas de abate.

Na quarta-feira, porém, os frigoríficos que atuam nesses estados reduziram o ritmo de compras e os preços apresentaram uma forte desvalorização. Para Iglesias, fica a expectativa de qual estratégia será adotada por parte da indústria na volta do feriado prolongado de Páscoa e Tiradentes.

“A continuidade, ou não, do movimento de alta nos preços da arroba observados nessa semana dependerá do escoamento da carne no feriado prolongado. É preciso lembrar que o mercado de boi está muito próximo do período auge de oferta, que tradicionalmente ocorre a partir de maio”, pontua.

De acordo com o analista, em termos de demanda, há informações sendo veiculadas no mercado de que as exportações de carne bovina do Brasil para os Estados Unidos e para a China estão um pouco mais lentas, devido às incertezas com relação às tarifas comerciais.

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 16 de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 335 a arroba, avanço de 1,52% frente ao fechamento da última semana, de R$ 330
  • Goiás (Goiânia): R$ 320,00 a arroba, queda de 1,54% perante os R$ 325,00 registrados na semana passada
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325 a arroba, aumento de 1,56% frente aos R$ 320 praticados no fechamento da semana anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320 a arroba, decréscimo de 1,54% frente aos R$ 325 registrados na última semana
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 330,00 a arroba, aumento de 3,13% frente à semana passada, de R$ 320,00
  • Rondônia (Vilhena): R$ 290 a arroba, valor estável frente à semana anterior

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou preços firmes, mantendo um viés de alta com a projeção de bom escoamento até o final da semana em função do feriado prolongado.

“Mais uma vez é importante mencionar que as exportações seguem em altíssimo nível, em um ano em que o Brasil pode estabelecer um novo recorde de embarques”, ressalta Iglesias.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 26,00 o quilo, estável frente ao fechamento da semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 19,00 o quilo, também sem alterações frente à semana passada.

Exportações de carne bovina

carne bovina - autoembargocarne bovina - autoembargo
Foto: Abiec

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 487,535 milhões em abril (9 dias úteis), com média diária de US$ 54,170 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 98,194 mil toneladas, com média diária de 10,910 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.965,00.

Em relação a abril de 2024, houve alta de 26,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 15,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 9,6% no preço médio.



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Agricultura familiar: base da segurança alimentar



A renda gerada por essa atividade garante a subsistência de milhões de famílias



A renda gerada por essa atividade garante a subsistência de milhões de famílias
A renda gerada por essa atividade garante a subsistência de milhões de famílias – Foto: Divulgação

Segundo o IBGE, a agricultura familiar é responsável por cerca de 70% dos alimentos consumidos no Brasil. Seu papel vai além da produção: ela é essencial para a segurança alimentar, o fortalecimento da economia local e a preservação ambiental. “Optar por alimentos provenientes desse tipo de produção é escolher uma vida mais saudável”, afirma Simone Pereira Soares, CEO de Franquias do Grupo Korin. Muitos desses alimentos são cultivados sem químicos ou agroquímicos, o que garante maior qualidade e segurança ao consumidor.

“Optar por alimentos provenientes desse tipo de produção é escolher uma vida mais saudável. O controle sobre o que é cultivado é muito maior e, na maioria dos casos, os alimentos são produzidos sem adubos químicos e agroquímicos, o que impacta diretamente na qualidade final”, destaca.

A renda gerada por essa atividade garante a subsistência de milhões de famílias, consolidando o elo entre o produtor e a terra, frequentemente passado de geração em geração. Além disso, práticas sustentáveis, como o uso consciente do solo e a preservação dos ecossistemas, tornam a agricultura familiar um modelo viável e necessário para o futuro do planeta.

Exemplo desse incentivo pode ser visto em Niterói (RJ), onde a Loja Korin promove produtos naturais e sustentáveis oriundos da agricultura familiar. Com foco na rastreabilidade e no bem-estar animal, a loja oferece alimentos sem antibióticos ou transgênicos, além de itens orgânicos, veganos e de mercearia natural. A filosofia da empresa segue os princípios da Agricultura Natural, criada por Mokiti Okada, que valoriza a saúde do solo como chave para a saúde humana.

“Nosso objetivo central é promover o bem-estar da sociedade, oferecendo alimentos puros e saborosos. Para isso, é fundamental que todos os elos da cadeia produtiva estejam alinhados. Ao comprar em nossa loja, os consumidores incentivam a produção local e valorizam o trabalho dos agricultores familiares”, enfatiza Simone.

 





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Conheça Pupy, a elefanta argentina que o Brasil acaba de importar


A elefanta africana Pupy, de 36 anos, viveu por mais de três décadas no Ecoparque de Buenos Aires, na Argentina. Com a desativação do local, ela ganhará um novo lar, agora brasileiro.

O animal iniciou viagem na última segunda-feira (14) em direção ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso.

Na operação, intermediada pela unidade de Foz do Iguaçu (PR) da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) e que teve fim nessa última sexta-feira (18), a elefanta foi içada por um guindaste e acomodada em uma grande caixa de transporte sobre um caminhão em um percurso de aproximadamente 2.700 km.

Transporte da elefanta

transporte da elefanta Pupytransporte da elefanta Pupy
Foto: Divulgação Vigiagro

Ao longo das mais de 10 horas em que passou sem sair de uma grande caixa de transporte (imagem acima), ela estudou o ambiente e “tomou o tempo dela”, segundo publicação feita pelo santuário nas redes sociais.

De acordo com publicação das redes sociais do SEB, na manhã deste sábado, Pupy estava no galpão dos elefantes africanos. No local, ela jogou terra no corpo, sinal de que a adaptação está funcionando. A expectativa dos tratadores é de que, nos próximos dias, ela saia de lá e viva em liberdade no santuário, local que conta com uma área de 51 mil metros quadrados e deve marcar uma nova fase na vida de Pupy, com mais espaço, liberdade e bem-estar.

Para viabilizar a importação, o Vigiagro analisou toda a documentação sanitária da espécime, verificou o cumprimento das exigências do certificado veterinário internacional e fiscalizou a entrada dela em território nacional.

O animal chegou ao antigo zoológico do país vizinho em 1993 e, desde então, viveu ao lado da elefanta Kuky, falecida em outubro de 2024. Agora, Pupy será a primeira elefanta africana – cuja expectativa de vida é de até 70 anos – a habitar o santuário brasileiro, que já abriga cinco elefantes de outras espécies.

“Estamos animados para vê-la redescobrir o que significa ser um elefante novamente”, disse Kat Blais, cofundadora e diretora de Bem-Estar do SEB.

As organizações Global Sanctuary for Elephants (GSE) e o Elephant Voices também colaboraram na tarefa de trazer a elefanta ao Brasil, ação que vem sendo planejado “há anos”, segundo nota do SEB.



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Produtores comemoram PL que pode trazer mudanças na classificação do tabaco



O Projeto de Lei 119/2023, em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), foi discutido em audiência pública com mais de 700 fumicultores de 18 municípios do estado na última terça-feira (15).

A intenção foi a de ouvir os produtores de tabaco a respeito da iniciativa que pretende obrigar a agroindústria a fazer a classificação da matéria-prima dentro da propriedade, na hora da aquisição do produto.

Assim, o objetivo é o de mudar a atual metodologia, visto que hoje a comercialização do tabaco segue um sistema de classificação estabelecido pelo Ministério da Agricultura de Pecuária (Mapa), por meio de instrução normativa, que determina o preço pago aos produtores.

No entanto, sindicatos rurais paranaenses reclamam que centralizar a classificação em poucas unidades favorece as empresas compradoras, prejudicando, muitas vezes, os produtores, que ficam distantes do processo de análise da sua produção.

O presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, acredita que o PL, se aprovado, vai fortalecer a atividade dentro da porteira, dando mais autonomia ao fumicultor.

“Esse projeto de lei vai contribuir muito para os nossos produtores de tabaco, pois corrige uma distorção histórica e garante que o fumicultor acompanhe e até conteste a classificação do seu tabaco, colocando-o no centro da cadeia produtiva. Com essa mudança, o produtor vai receber o valor real da qualidade do seu produto, não ficando mais refém da indústria”, considera.

Famílias produtoras de tabaco

O presidente da Alep, Alexandre Curi, também enfatizou a importância da cadeia produtiva do tabaco no Paraná, que representa o sustento de 28 mil famílias do estado. “Nosso objetivo não é politizar. Temos um projeto importante e o nosso compromisso é, antes de aprovar ou não, debater com quem está no dia a dia”, ressaltou.

Atualmente, o Paraná é o terceiro maior produtor de tabaco do Brasil, atrás do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Assim, cerca de 95% da produção brasileira da planta está concentradas nos estados da Região Sul, dividida em 320 mil hectares cultivados.

Além disso, o Brasil é o maior exportador da commodity do mundo, respondendo anualmente por 20% a 30% de todo o comércio global.

Ao final da audiência pública, foi anunciada a criação de uma Comissão Especial para discutir e aprimorar o texto que, de acordo com os parlamentares, visa proteger o elo mais fraco da cadeia, que é o produtor e, ao menos, equilibrar a relação com a indústria do tabaco.



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Mais de 54 mil litros de bebidas são apreendidos no PR



A fiscalização também enfrentou momentos de tensão



A fiscalização também enfrentou momentos de tensão
A fiscalização também enfrentou momentos de tensão – Foto: Divulgação

Auditores fiscais federais agropecuários apreenderam mais de 54 mil litros de vinhos, cachaças e vinagres durante a Operação Sangria III, realizada em Bituruna (PR), conhecida como a “capital do vinho”. Os produtos, avaliados em mais de R$ 1 milhão, apresentavam graves irregularidades sanitárias. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), análises laboratoriais detectaram a presença de carbamato de etila — substância cancerígena — em níveis até cinco vezes acima do permitido.

Coordenada pelo Serviço Regional de Operações Avançadas de Fiscalização (SERFIC/DIPOV) e pela Coordenação de Operações e Pronta Resposta (CORESP/DTEC), com apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil do Paraná, a operação constatou ainda o uso de vinhos vencidos, recipientes reutilizados de produtos sanitizantes, ingredientes não autorizados e completa ausência de controle sanitário no setor de produção de vinagres, que foi interditado.

A fiscalização também enfrentou momentos de tensão. Um dos sócios da empresa, já conhecido por ameaçar fiscais com arma de fogo em 2019, voltou a se exaltar, exigindo a intervenção da polícia para garantir a segurança da equipe. “A fiscalização exercida pelos auditores fiscais federais agropecuários é uma barreira essencial contra fraudes que colocam em risco o consumidor e comprometem a imagem de setores produtivos sérios e regulamentados. Por isso, é urgente garantir a segurança dos profissionais da carreira durante essas operações, que muitas vezes ocorrem em ambientes hostis”, destacou o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo.

 





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Alta no registro de bovinos e equinos reflete avanço da gestão na pecuária



A Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) somou 60.543 registros de bovinos e equinos em 2024, crescimento de 44,2% em relação a 2023, quando 41.978 animais passaram por este processo.

De acordo com a superintendente de Registros da entidade, Silvia Freitas, o aumento histórico se deve à melhoria de perspectivas no mercado de corte e no trabalho de conscientização dos pecuaristas feito pelo setor, especialmente quando o assunto é a necessidade de melhoramento genético e, consequentemente, de registro genealógico.

Ao fazer o procedimento, o criador passa a contar com uma escrituração zootécnica completa e atualizada de seu rebanho, o que inclui detalhes precisos sobre cada animal, como identificação, datas de nascimento, pedigree e outras informações relevantes.

“Sempre defendemos que só aumenta a lucratividade o produtor que consegue mensurar e conhecer os seus animais, que consegue gerir o seu negócio da maneira mais lucrativa possível”, diz Silvia.

Segundo ela, para seguir aumentando os números, a ANC simplificou o processo de registro, deixando-o mais intuitivo, o que leva ao aumento do uso da plataforma e, também, das taxas de registro de novas raças.

Melhorias no manejo

A profissional também detalha que o registro do bovino ou equino na ANC garante um controle rigoroso e eficaz das linhagens genéticas e de reprodução do animal, o que permite monitorar de perto as características de interesse do rebanho e tomar decisões mais precisas sobre futuros acasalamentos.

Assim, posteriormente, o criador informa à Associação os nascimentos resultantes das coberturas previamente comunicadas, cujos registros incluem dados detalhados sobre os animais nascidos, como data, identificação dos pais e peso ao nascer.

Futuro promissor

Outra vantagem da prática é que animais devidamente registrados possuem, geralmente, maior valor de mercado, visto que os compradores confiam mais na procedência e qualidade dos indivíduos com histórico documentado.

Segundo Silvia, as expectativas do setor para os próximos anos são positivas porque os pecuaristas estão buscando conhecimento, apoiado em genética, para aumentar a sua lucratividade.

“Estamos vivendo um momento de ascensão no mercado por conta do ciclo pecuário, mas sabemos que, daqui a pouco, possivelmente enfrentaremos dificuldades novamente, mas a gente sabe que o pecuarista quando está bem organizado poderá ter momentos difíceis que, mesmo assim, estará preparado para atravessar essa fase com a maior lucratividade possível.”



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