segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Pilar financeiro e novos modelos de negócio da BASF Soluções para Agricultura avançam com anúncio de novo líder


Para continuar avançando no foco no cliente, sofisticar modelos de negócios e ofertas de alternativas para financiamento da produção agrícola brasileira, a BASF Soluções para Agricultura anuncia a chegada do seu novo Head de Operações de Negócios. O executivo Eduardo Gradiz Filho é economista formado pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), com pós-graduação em Finanças pelo Insper, MBA pelo IESE Business School e graduação em Gestão Geral pela Harvard Business School.

Após 12 anos como executivo em multinacionais, Gradiz co-fundou uma plataforma de marketplace de agritech e de uma holding de investimentos focada em bens de consumo de movimento rápido (FMCG) e agronegócio, além de ter passagem pelo setor de private equity, em que aprofundou suas habilidades estratégicas e de investimento. 

Na BASF, ele liderará as áreas de controladoria, finanças, operações estruturadas, barter e processos internos. “Quero trazer a cultura empreendedora cada vez mais para dentro da BASF e, assim, fomentar a ambição de uma organização mais ágil, flexível e orientada ao produtor, fortalecendo a BASF como a plataforma de soluções mais completa do mercado”, afirma o novo líder.

As modalidades de financiamento como os diversos tipos de barter, o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e o Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro) vêm crescendo cada vez mais no mercado, e a BASF tem seguido essa tendência. Em 2024, de todo o montante das vendas realizadas no Brasil, 43% dos negócios fechados pela BASF foram através dessas alternativas. 

“Temos uma área de operações de negócio com uma base muito sólida e agora, queremos avançar com o nível de sofisticação que o mercado exige. Estamos muito felizes com a vinda do Eduardo, em um momento muito importante e estratégico, onde sua experiência em trading, operações financeiras, novos modelos de negócio, liderança e empreendedorismo irá contribuir para nós e para nossos clientes e parceiros”, afirma Marcelo Batistela, vice-presidente da BASF Soluções para Agricultura no Brasil.

Mudanças no Mato Grosso

A chegada de Eduardo Gradiz Filho faz parte do movimento de José Roberto Louzado Junior, que assumiu a Diretoria de Vendas do Mato Grosso. Junior desempenhou várias funções na BASF nos últimos 18 anos, passando por commodities, vendas, marketing e por último, liderando a área de Operações de Negócio, e levará este conhecimento para a área de vendas nesta geografia importante do agronegócio brasileiro. 





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Moratória da soja é tema de debate no Senado



A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado promoveu nesta quarta-feira (23) uma audiência pública para discutir os impactos da moratória da soja e a suspensão da Lei 12.709, de 2024, de Mato Grosso, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A norma estadual proíbe que sejam oferecidos incentivos fiscais a empresas que assumam compromissos privados de restringir a atividade agropecuária em áreas não protegidas pela legislação ambiental. A lei veda a redução de tributos para empresas que façam concessões a exigências que reduzam sua produtividade dos produtores mato-grossenses.  

Segundo o senador Wellington Fagundes (PL-MT), que solicitou a audiência, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7.774), que tramita no STF, questiona a validade da lei sancionada pelo governo de Mato Grosso. A medida impacta diretamente empresas signatárias da moratória da soja, acordo voluntário firmado em 2006 entre tradings (empresas que compram de produtores e exportam) e organizações da sociedade civil. O compromisso veta a aquisição de soja produzida em áreas da Amazônia desmatadas após julho de 2008.

“A norma estabelece critérios para a concessão de incentivos fiscais e doação de terrenos públicos a empresas do setor agroindustrial, proibindo o benefício àquelas que aderirem a compromissos que limitam a expansão agropecuária em áreas não protegidas por legislação ambiental”, explicou Wellington.

De acordo com o senador, partidos políticos autores da ADI sustentam que a lei fere princípios constitucionais como a livre iniciativa e a proteção ao meio ambiente, ao penalizar empresas que adotam práticas sustentáveis. O STF aceitou o pedido de forma liminar em dezembro de 2024, com decisão do ministro Flávio Dino, que entendeu haver uso de critérios tributários como forma de sanção indireta, o que poderia configurar desvio de finalidade.

O presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), André Dobashi, criticou o acordo da moratória, afirmando que ele foi firmado sem a participação dos produtores.

“Esse acordo, senhores, vale lembrar que não foi votado por essa Casa de Leis, não foi debatido no Congresso Nacional e tampouco nasceu do diálogo com os verdadeiros protagonistas que somos nós, os produtores rurais brasileiros”, afirmou Dobashi.

“A moratória, como ela está hoje, ignora a legalidade vigente, penaliza nós, produtores que cumprimos integralmente o Código Florestal brasileiro […] e acaba criando uma legislação paralela acima da Constituição”, completou.

Discussão

A audiência foi marcada por momentos de debate direto entre os participantes, especialmente entre o senador Jayme Campos (União-MT) e o presidente-executivo da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), André Meloni Nassar. O parlamentar questionou a ausência de sugestões objetivas por parte da indústria.

“Qual a sugestão sua? Até agora não vi nada”, questionou.

Nassar respondeu que a Abiove defende mudanças na moratória da soja e a busca por uma saída conciliatória. “O mercado internacional não quer comprar soja plantada em área desmatada no bioma Amazônia. Não quer.”, disse.

O senador replicou, criticando a posição da indústria e os efeitos práticos da moratória sobre os produtores.

“Quer dizer que não quer comprar a nossa? Não, quer comprar, só não quer comprar aquela soja plantada em área desmatada. Vamos resolver isso. Mas como que você vai plantar se você não tem área desmatada? […] Lá atrás, com o advento dos incentivos fiscais que saíram da Sudam, pelo fato de estarmos na Amazônia brasileira, tudo aquilo foi aplicado como Amazônia para que pudéssemos receber os incentivos “, afirmou Jayme Campos.

Nassar, ressaltou a necessidade de conciliação entre os diferentes setores envolvidos, argumentando que a polarização atual entre produtores, indústria e organizações civis precisa ser superada.

“A discussão no STF é a oportunidade para se resolver. E a resolução não está em acabar a moratória e nem manter do jeito que está. Algo diferente tem que ser feito”, defendeu Nassar. “A Abiove já trouxe propostas no passado de como oportunizar melhorias. Infelizmente, as propostas não foram bem recebidas e a gente chegou na situação que a gente está.”

Mais críticas

O diretor-executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Morais Rosa, afirmou que a moratória representa uma violação à soberania nacional e à liberdade econômica dos produtores.

“A moratória, do ponto de vista dos produtores de soja e milho, é uma afronta à soberania brasileira e à livre iniciativa […]. O impacto financeiro calculado da receita que seria gerada com a produção de soja e milho […] é de R$ 20 bilhões”, afirmou, referindo-se ao potencial de produção que estaria sendo bloqueado.

Lucas Beber, presidente da Aprosoja-MT, reforçou as críticas à moratória e à interferência de normas privadas sobre a legislação ambiental brasileira.

“A proposta que nós temos […] é a aplicação da nossa lei, da legalidade, da vigência da lei mais restritiva do mundo que é o nosso Código Florestal […]. Quem desmatou mesmo que legalmente após 2008 […] não tem como vender, porque as empresas signatárias da moratória correspondem a mais de 94% do mercado comprador de soja aqui do nosso país”, disse.

Parlamentares estaduais e federais do Mato Grosso também manifestaram apoio à lei estadual e à revisão dos critérios adotados pela moratória. O presidente da assembleia legislativa do estado, deputado Max Russi (PSB-MT), destacou o envolvimento do Legislativo estadual na elaboração da norma.

“A Assembleia Legislativa de Mato Grosso fez a sua parte, aprovou uma lei não com intuito de prejudicar ninguém, mas com intuito de mostrar a importância do nosso produtor, de fazer uma lei talvez da reciprocidade. Se você quer prejudicar o nosso produtor, nada mais justo que a gente não dê benefícios e outros privilégios que o estado de Mato Grosso, através da sua legislação tributária, fornece”, declarou Russi.

O senador Jayme Campos criticou a decisão liminar do STF, alegando que a matéria seria de competência do estado.

“A decisão do Supremo Tribunal Federal, lamentavelmente, está de forma errônea. Primeiro que ela não podia interferir naquilo que é da competência do estado. Até pela Constituição Federal, no artigo 23 e 24, já tem lá regras claras de que o estado pode dispor corretamente com a Federação em determinar a situação dentro da questão ambiental”, afirmou o senador.

Monitoramento

A audiência também contou com a presença do pesquisador Marcos Adami, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que apresentou dados técnicos sobre o monitoramento do desmatamento e a metodologia usada para verificar a conformidade com a moratória.

“O Inpe não tem a prerrogativa para dizer se o desmatamento é legal ou não. Ele apenas faz o mapeamento do desmatamento. E todos os nossos dados são públicos”, explicou Adami.

Conclusão

Ao encerrar a audiência, o senador Wellington Fagundes reafirmou a importância de garantir segurança jurídica aos produtores e defendeu a continuidade do debate no Congresso Nacional. Ele também agradeceu a participação dos convidados e informou que a comissão deverá consolidar as contribuições em um relatório.

“Foi um debate extremamente importante, que mostra a necessidade de buscarmos um caminho de equilíbrio entre produção e preservação, mas com respeito à legalidade e aos direitos do produtor rural brasileiro”, declarou.



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Ministério da Fazenda e senadores buscam saída para dívidas de produtores gaúchos



Com o objetivo de encontrar uma solução para a crise vivida pelos produtores rurais do Rio Grande do Sul, os senadores Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS) participaram, nesta quarta-feira (23), de uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. No ano passado, chuvas castigaram o estado, e neste ano, estiagem atrapalha os agricultores – muitos estão com dificuldade de pagar dívidas.

Os parlamentares defendem a publicação de uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), que poderá permitir a prorrogação, por até quatro anos, das parcelas de custeio rural dos produtores gaúchos.

Os senadores também solicitaram a criação de uma linha especial de crédito no novo Plano Safra 2025/26, voltada à prevenção dos efeitos das intempéries climáticas, com foco em investimentos em irrigação e recuperação do solo.

Protelação das dívidas

Entretanto, a prorrogação não será automática e dependerá da análise individual de cada contrato. O subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais do Ministério da Fazenda, Gilson Alceu Bittencourt, informou que o governo avalia a possibilidade de propor ao CMN um voto que permita a renegociação das operações de crédito rural de custeio com recursos equalizados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), amparadas pelo Pronamp e por demais programas, observando o limite de 8% dos vencimentos no ano de 2025 de cada instituição financeira.

“Hoje, essa regra já é permitida para o Pronaf (custeio e investimento), e para investimentos no Pronamp e para os demais produtores”, afirmou Bittencourt.

Especificamente sobre o Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. (Banrisul), o subsecretário informou que o governo discute a possibilidade de ampliar esse percentual exclusivamente para o ano de 2025, em razão da concentração de suas operações no estado.

Sobre o custeio, Bittencourt explicou que a regra permite renegociação em até três anos. No caso do crédito para investimento, a norma autoriza o adiamento da parcela do ano para até um ano após o prazo final do contrato.

“Em todas as situações, a negociação será avaliada caso a caso, sendo necessário que o produtor comprove perda devido à seca e incapacidade de pagamento da parcela de investimento ou do crédito de custeio”, declarou.

Expectativa

O senador Luis Carlos Heinze destacou que a reunião trouxe certo alívio. “A expectativa é que o CMN analise as propostas nos próximos dias, diante da proximidade do vencimento dos custeios, que começa em 30 de abril”, ressaltou.

Durante a reunião, Heinze também apresentou duas propostas voltadas ao refinanciamento de longo prazo das dívidas rurais. A primeira sugere o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal. A segunda propõe a securitização das dívidas, nos moldes do Projeto de Lei 320/2025, de sua autoria. No entanto, ambas as iniciativas foram rejeitadas pelo governo.

“Agora, a pressão continua por uma solução para essas dívidas acumuladas. É importante que os produtores permaneçam mobilizados”, afirmou o senador.



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Exportações de carne de frango a países árabes se aproximam de US$ 1 bi, mas derivados bovinos recuam



As exportações de carne de frango para os países árabes, no primeiro trimestre do ano, subiram 9,95%. De acordo com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, que acompanha o comércio do Brasil com o bloco, as vendas seguem no mesmo ritmo de crescimento do ano passado, e atingiram os US$ 936,29 milhões.

A Arábia Saudita lidera as compras (total de US$ 256,94 milhões), seguida por Emirados Árabes Unidos (US$ 224,50 milhões) e Iraque (US$ 98,76 milhões).

Segundo a entidade, as vendas nesses mercados a tonelada do frango foi negociada a preços maiores. Na Arábia Saudita, avançou 19,47%, para US$ 2.474,62; nos Emirados Árabes Unidos, 3,44%, para US$ 2.041,84 no Iraque, 2,55%, para US$ 2.189,32 a tonelada, influenciando as vendas totais para cima em relação aos três primeiros meses do ano passado.

Carne de frango em alta

Os volumes mantiveram-se relativamente estáveis, com quedas em alguns mercados compensadas por avanços em outros. No conjunto, os 22 países árabes do Oriente Médio e do norte africano compraram 3,30% mais frango do Brasil, ou 453,59 mil toneladas.

Nos três mercados mais rentáveis, apenas a Arábia Saudita registrou variação positiva, de 1,28%, para 103,83 mil toneladas. Nos Emirados Árabes Unidos, o volume recuou 7,54%, para 109,95 mil toneladas, e, no Iraque, a queda foi de 2,81%, para 45,11 mil toneladas.

Recuo

Já as vendas de derivados bovinos, que alcançaram recorde histórico ano passado, tiveram recuo de 12,02%, para US$ 391,78 milhões. A Argélia, o mercado que mais comprou carne bovina do Brasil na região em 2024, segue com demanda firme. As compras do país no primeiro trimestre subiram 105,79%, para US$ 113,93 milhões. Em seguida vêm Arábia Saudita (US$ 64,58 milhões) e Egito (US$ 54,08 milhões).

No todo da pauta de exportações, da qual compreendendo alimentos e bebidas, as vendas aos árabes registraram recuo de 12,29%, para US$ 4,98 bilhões, queda que pode ter relação com o Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, iniciado mais cedo este ano, em 28 de fevereiro, o que 0ossivelmente reduziu o ritmo dos embarques.

É comum observar antes do Ramadã um movimento de importadores e consumidores de formar estoques. Isso porque, durante o mês sagrado, o costume da maioria das famílias é jejuar durante o dia, comer à noite e sair de casa só para o estritamente necessário, explica Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara Árabe.

O executivo pontua que essa dinâmica é visível, inclusive, nas estatísticas de exportações, com as vendas para os países árabes alcançando o pico cerca de cinco meses antes do Ramadã, recuando durante o mês sagrado e retornando à normalidade logo depois dele.

Por isso acreditamos que os embarques se recuperem nos próximos meses. Teremos, então, condições de avaliar a demanda nos mercados árabes com mais precisão, pontua.



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Brasil e China fazem acordo para exportação de pescados



Brasil e a China assinaram um protocolo que permite a exportação de pescados de origem extrativa para o país asiático. As negociações para a abertura desse mercado vinham sendo conduzidas desde 2016 e eram uma demanda da Câmara Setorial de Pescados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A norma, firmada na terça-feira (22), autoriza o embarque de todos os pescados de origem extrativa que atendam aos requisitos estabelecidos pelas autoridades chinesas.

De acordo com o ministério, a assinatura do protocolo representa ao setor pesqueiro, não apenas o fortalecimento das exportações, mas também uma ampliação das perspectivas de crescimento e diversificação de mercados.

No ano passado, a China importou, entre todos os tipos de pescados, US$ 17,9 bilhões. “O acordo reforça a posição do Brasil como fornecedor confiável de alimentos no mercado global e consolida a relação estratégica com a China”, diz o Mapa.



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Preço do arroz cai pela 11ª semana consecutiva



Os preços do arroz em casca caíram pela 11ª semana consecutiva, mas em menor intensidade na última, informa o Centro de Pesquisas de Economia Aplicada (Cepea).

Entre 11 e 17 de abril, a média ponderada do estado do Rio Grande do Sul, maior produtor do grão no Brasil, representada pelo Indicador Cepea/Irga-RS (58% de grãos inteiros e pagamento à vista), recuou 0,26%, fechando a R$ 76,04/saca de 50 kg na quinta-feira (17).

As cotações semanais seguem em queda desde início de fevereiro, e a média parcial de abril é a menor desde outubro de 2022.

Outras explicações para queda no arroz

Pesquisadores do Centro de Pesquisa explicam que a Semana Santa, com feriado prolongado, reduziu a liquidez no mercado da casca. Segundo o Cepea, produtores deram maior atenção aos trabalhos de campo, que caminham para a reta final, apesar das chuvas terem prejudicado o avanço da colheita no Sul do país.

“Atacadistas e varejistas não mostraram grande interesse de compra a ponto de impactar a demanda de engenhos, apesar da necessidade de aquisição sinalizada por unidades de beneficiamento”, informa o comunicado da entidade.

Sobre o Cepea

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP).

Suas atividades consistem no desenvolvimento de pesquisas aplicadas, na realização de trabalhos inéditos com teor econômico-administrativo e na divulgação ampla dos resultados.



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Mercado de milho pouco movimentado


No mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul, as indústrias estão com dificuldades de obter ofertas nos preços indicados, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os preços têm variado entre R$ 75,00 e R$ 80,00 por saca para entregas previstas para abril e maio, com as seguintes médias regionais: R$ 75,00 em Santa Rosa, Ijuí e Seberi; R$ 76,00 em Não-Me-Toque; R$ 77,00 em Marau, Gaurama e Montenegro; e R$ 78,00 a R$ 78,50 em Arroio do Meio e Lajeado. No entanto, os vendedores continuam pedindo preços dentro dessa faixa, variando de R$ 75,00 a R$ 80,00 no interior do estado para as entregas no período mencionado. Os preços da pedra se mantiveram em R$ 67,00 por saca em Panambi”, comenta.

O mercado segue estagnado, com preços sem grandes variações em Santa Catarina. “No Planalto Norte, vendedores pedem R$ 82,00 por saca, enquanto compradores oferecem no máximo R$ 79,00, o que dificulta a concretização dos negócios. Em Campos Novos, a situação é ainda mais travada, com pedidas entre R$ 83,00 e R$ 85,00, enquanto as ofertas giram em torno de R$ 79,00 a R$ 80,00 com entrega CIF. Nas regiões da Serra e dos Planaltos, a colheita segue avançando com produtividades acima do esperado”, completa a 

consultoria.

O Paraná tem prioridade na soja, enquanto o mercado do milho segue pouco movimentado. “O mercado de milho no Paraná, assim como em Santa Catarina, segue com pouca movimentação, reflexo do foco dos produtores na reta final da colheita da soja. Os preços apresentaram leve recuo em relação à semana anterior. Nos Campos Gerais, o valor de referência para retirada imediata em março, com pagamento até o fim do mês, segue em torno de R$ 76,00 por saca FOB. Para entregas em abril, com pagamento no início de maio, o preço gira em torno de R$ 80,00 por saca CIF fábrica, faixa também adotada pelos vendedores para negociações com retirada imediata”, indica.

Os preços do milho seguem em queda no Mato Grosso do Sul, com variações entre R$ 69 e R$ 74 no mercado spot e entre R$ 122 e R$ 125 para a segunda safra, pressionados pela proximidade da colheita. Nos portos, as cotações seguem firmes em R$ 138, com expectativa de reação do mercado com a entrada da nova safra a partir da segunda quinzena de abril.

 





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Alívio na guerra comercial anima mercados e dólar cai frente ao real; ouça análise


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o otimismo com possíveis reduções nas tarifas entre EUA e China e a defesa de Jerome Powell no Fed impulsionaram os mercados: Ibovespa subiu 1,53%, enquanto o dólar recuou para R$ 5,71.

No exterior, o dólar avançou frente a outras moedas, e os Treasuries caíram com expectativas de inflação mais branda.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Pancadas de chuva com raios se espalham hoje por todo o país



Tempo instável nas cinco Regiões brasileiras nesta quinta-feira (24). Em determinados estados, como São Paulo, chove forte em todas as áreas, acompanhadas de raios e ventania. Confira a previsão para todo o país:

Sul

Uma área de baixa pressão centralizada sobre o Paraguai – e reforçada pela circulação de ventos em altitude – ganha força sobre a região, e as instabilidades começam a se espalhar entre os três estados ainda no período da manhã. No decorrer do dia, tem alerta para chuva forte e até mesmo eventuais temporais, sobretudo entre o norte gaúcho, interior catarinense e boa parte do Paraná.

Sudeste

Na medida em que a área de alta pressão perde força e se afasta no oceano, uma área de baixa pressão originária do interior do continente ganha força e avança sobre parte do interior de São Paulo, estimulando mais as áreas de instabilidade sobre a região. Risco de chuva forte acompanhada por raios e ventania em todo o território paulista, bem como em partes do Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais.

Centro-Oeste

A área de baixa pressão avança sobre o Mato Grosso do Sul e reforça a condição de chuva forte sobre o estado e também em parte de Mato Grosso e sul de Goiás. O Distrito Federal segue com pancadas de chuva isoladas na parte da tarde.

Nordeste

A circulação de ventos marítimos pode seguir estimulando a ocorrência de chuva isolada em alguns pontos do litoral da Bahia, de Alagoas e de Pernambuco. Entre os litorais do Maranhão, Ceará e Piauí, as pancadas de chuva vêm com raios no período da tarde.

Norte

Condições para pancadas isoladas ainda na parte da manhã no Amazonas e no Amapá. Ao longo do dia, continua esquentando e segue bastante abafado em todos os estados da região. Risco de chuva mais expressiva no Amazonas, em Roraima, no litoral do Pará e em parte do Tocantins.



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Preço do arroz atinge menor média desde 2022 e preocupa produtores no RS



Preço do arroz segue em queda: entenda os fatores que influenciam o mercado




Foto: USDA

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul registra a 11ª semana consecutiva de queda nos preços, de acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Embora a desvalorização tenha sido mais leve nos últimos dias, o movimento de baixa se mantém constante desde o início de fevereiro.

Entre os dias 11 e 17 de abril, o Indicador CEPEA/IRGA-RS – que considera grãos com 58% inteiros e pagamento à vista – teve leve recuo de 0,26%, fechando a R$ 76,04 por saca de 50 kg na última quinta-feira (17). A média parcial de abril já é a mais baixa registrada desde outubro de 2022, sinalizando preocupação no setor produtivo.

A queda nas cotações reflete, entre outros fatores, a redução na liquidez observada durante a Semana Santa, devido ao feriado prolongado. Segundo os pesquisadores do Cepea, durante esse período, os produtores priorizaram os trabalhos de campo, que estão em fase final, apesar de algumas interrupções causadas por chuvas nas regiões produtoras do Sul do país.

Outro ponto relevante é a postura cautelosa dos compradores. Atacadistas e varejistas não demonstraram grande apetite de compra, o que freou a demanda por parte dos engenhos. Ainda que algumas unidades de beneficiamento indiquem necessidade de reposição de estoque, esse movimento não foi suficiente para alterar o ritmo de queda dos preços.

Com o avanço da colheita e a persistência da baixa demanda, o setor acompanha com atenção os próximos desdobramentos do mercado. A expectativa é de que, com a conclusão da safra, novos ajustes possam ocorrer tanto na oferta quanto nos preços praticados.





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