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O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando inexpressivo fluxo de negociações, com diversas indústrias ausentes da compra de gado.
De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, a expectativa ainda é pelo recuo das cotações, considerando o posicionamento um pouco mais confortável das escalas de abate.
“Além disso, precisa ser mencionado que a oferta de animais terminados deve avançar de maneira mais contundente a partir da segunda quinzena de maio, considerando o maior potencial de oferta durante a safra do boi gordo.”
O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes, e o viés é de menor propensão a reajustes durante o restante do mês, considerando um escoamento da carne mais lento no período em questão.
Para Iglesias, a primeira quinzena de maio conta com seus atrativos, considerando as comemorações relacionadas ao Dia das Mães como motivador do consumo de carne bovina.
O quarto traseiro do boi ainda é precificado a R$ 25 por quilo, o dianteiro segue no patamar de R$ 20,50 e a ponta de agulha é cotada a R$ 18,50.
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,6883 para venda e a R$ 5,6863 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6649 e a máxima de R$ 5,7074. Na semana, a desvalorização ficou em 2,04%.
Biodiesel teve influência nos preços
Agrolink
– Leonardo Gottems

O movimento altista foi sustentado por expectativas quanto à possível revisão dos mandatos de mistura de biodiesel nos EUA – Foto: Pixabay
Segundo informações da TF Agroeconômica, o mercado de soja em Chicago (CBOT) encerrou a sessão desta quinta-feira (data não especificada) com comportamento misto, mas com destaque para os contratos do grão em alta. O contrato de maio, referência para a safra brasileira, fechou com valorização de 1,23% (US$ 12,75 cents/bushel), a US$ 1053,00, enquanto o contrato de julho subiu 1,12% (US$ 11,75 cents/bushel), fechando a US$ 1062,00. O óleo de soja foi o principal motor dessa valorização, com expressiva alta de 3,63%, a US$ 49,65 por libra-peso. Já o farelo de soja recuou 0,72%, sendo negociado a US$ 288,70 por tonelada curta.
O movimento altista foi sustentado por expectativas quanto à possível revisão dos mandatos de mistura de biodiesel nos EUA. Há rumores de que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) poderá divulgar novas metas ainda neste mês, elevando o uso obrigatório de biodiesel de soja de 3,35 bilhões para algo entre 4,75 bilhões e 5,5 bilhões de galões nos próximos dois a três anos. A proposta teria partido de empresas do setor de energia e biocombustíveis, sinalizando um cenário de expansão consistente.
Outro fator que contribuiu para o otimismo foi a notícia de que o Japão, quarto maior comprador da soja americana, está considerando ampliar suas importações do grão como parte das negociações tarifárias bilaterais com os Estados Unidos. As tensões comerciais entre EUA e China persistem, com cada vez menos otimismo sobre um possível acordo. Enquanto especulações indicavam uma redução de tarifas de 145% para 50-60%, a China reafirmou a exigência de remoção total dessas taxas e negou a participação de autoridades chinesas em negociações recentes com o governo de Donald Trump, gerando cautela entre os investidores.
Um gavião-real (Harpia harpyja), considerada uma das maiores aves de rapina do mundo e símbolo da biodiversidade brasileira, foi resgatado na última terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio da Secretaria de Meio Ambiente de Barreirinha (Semma).
O animal, que possui uma envergadura que pode chegar até a 2,2 metros, apresentava uma fratura em uma das patas e foi encaminhado para tratamento no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Manaus. A ave foi localizada em 8 de abril nas proximidades da Comunidade Freguesia do Andirá, no município de Barreirinha, no Amazonas.
Segundo o coordenador de Controle Ambiental da Semma, Marcos Antônio Bahía, o gavião-real foi encontrado com lesão já aparente.
“Em Barreirinha, não temos logística para cuidar de um animal desse porte. É uma ave rara e essa foi a primeira ocorrência do tipo registrada na cidade. Felizmente, com o apoio dos profissionais do Ibama, conseguimos garantir a segurança do animal durante o resgate”, conta.


No centro de triagem, a ave passou por avaliação clínica conduzida pela equipe técnica do Ibama. De acordo com a coordenadora da unidade, Natália Lima, além da fratura, o gavião-real chegou apático, magro e com escore corporal baixo. Um espécime saudável tem peso aproximado de 9kg.
Os médicos veterinários que o atenderam avaliam a necessidade de uma cirurgia corretiva, conforme o estado geral do animal.
“Ele está passando por exames detalhados. A decisão sobre uma eventual operação cirúrgica será tomada com base em critérios clínicos e comportamentais, conforme estabelece a Instrução Normativa nº 5/2021 dos Cetas”, explicou André Gonçalves, biólogo, técnico ambiental e servidor do Ibama.
A ave permanecerá sob observação até que seu estado de saúde permita uma possível reabilitação ou encaminhamento para local apropriado.
Os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) são unidades especializadas do Ibama que acolhem animais resgatados, apreendidos ou entregues voluntariamente pela população. A presença desse gavião-real no Cetas reforça a importância da atuação integrada entre os órgãos ambientais para a preservação da fauna silvestre brasileira.
*Sob supervisão de Victor Faverin

O mercado de soja encerrou a semana com ritmo lento na comercialização. Os preços permaneceram praticamente estáveis na maioria das praças, apesar de alguns ajustes pontuais observados nesta sexta-feira (25).
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o dia foi marcado por pouca variação tanto na Bolsa de Chicago quanto no câmbio. Como resultado, não houve grandes alterações nos preços do grão, nem nos prêmios nos portos.
O spread continua elevado, refletindo a resistência dos produtores em aceitar preços mais baixos, enquanto a indústria segue comprando de forma lenta. Os preços atuais estão acima da paridade quando se considera o custo do frete, o que faz com que a indústria adquira volumes menores, esperando uma possível queda nos valores.
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a sexta-feira com preços mistos. As primeiras posições recuaram levemente, enquanto as demais apresentaram leve alta. As oscilações se mantiveram dentro de uma faixa estreita, com os investidores ajustando posições antes do final de semana e com a virada do mês se aproximando.
A semana teve desempenho positivo, com o contrato julho, o mais negociado, com alta de 2,2%. O cenário de menor aversão ao risco no mercado financeiro, a fraqueza do dólar frente a outras moedas e as expectativas de diálogo entre China e Estados Unidos, que pode suavizar os impactos da guerra comercial, sustentaram os preços.
As atenções continuam voltadas para os fatores macroeconômicos e para o clima nos Estados Unidos. Por ora, o plantio segue bem nas principais regiões produtoras, e o mercado especula sobre o tamanho da possível redução da área plantada no país, segundo maior produtor mundial de soja.
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 3,25 centavos de dólar ou 0,30%, a US$ 10,49 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,59 1/4 por bushel, perda de 2,75 centavos ou 0,25%.
Nos subprodutos, o farelo com vencimento em julho teve alta de US$ 1,80 ou 0,6%, fechando a US$ 298,50 por tonelada. Já o óleo com vencimento em julho encerrou a 49,81 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 0,26 centavo ou 0,51%.
O dólar comercial encerrou a sessão desta sexta-feira com leve baixa de 0,07%, cotado a R$ 5,6883 para venda e a R$ 5,6863 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6649 e a máxima de R$ 5,7074. Na semana, a desvalorização acumulada foi de 2,04%.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta sexta-feira (25) implementar a bandeira tarifária amarela nas contas de energia no mês de maio. Com isso, os consumidores terão custo extra de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Desde dezembro de 2024, a bandeira tarifária permanecia verde, por causa das condições favoráveis de geração de energia no país. Segundo a Agência, a mudança ocorreu devido à redução das chuvas, com a transição do período chuvoso para o período seco do ano.
“Com o fim do período chuvoso, a previsão de geração de energia proveniente de hidrelétrica piorou, o que nos próximos meses poderá demandar maior acionamento de usinas termelétricas, que possuem energia mais cara”, explicou a Aneel.
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
No mercado da soja do Rio Grande do Sul, os produtores ainda esperam o final da colheita para ter uma estimativa melhor do mercado, segundo informações da TF Agroeconômica. “No porto, as indicações para entrega em abril, com pagamento no fim do mês, giram em torno de R$ 135,00(-0,74%). No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00(-0,75%) Cruz Alta – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 134,00(-0,75%) Passo Fundo – Pgto. 23/05 R$ 134,00(-0,75%) Ijuí – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 134,00(-0,75%) Santa Rosa / São Luiz – Pgto. meados de junho. Preços de pedra, em Panambi, caíram para R$ 124,00 a saca, para o produtor”, comenta.
A colheita de soja em Santa Catarina está na reta final, com cerca de 70% da área colhida e resultados superiores às projeções iniciais. Produtores locais destacam que tanto a soja quanto o milho atingiram desempenhos excepcionais, em alguns casos alcançando 100% das melhores expectativas. Hoje, a saca de soja no porto de São Francisco do Sul é cotada a R$ 134,31.
No Paraná o foco começa a se direcionar para o milho. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 134,94(-1,90%). Em Cascavel, o preço foi 134,94(+6,30%). Em Maringá, o preço foi de R$ 124,63(-2,97%) em Ponta Grossa o preço foi a R$ 129,96(+0,04%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$134,31(-0,96%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 132,09”, completa.
O Mato Grosso do Sul colheu 99,1% da área de soja até 18 de abril, totalizando 4,4 milhões de hectares. A produtividade média subiu para 54,4 sacas por hectare, alta de 11,4% em relação à safra anterior, impulsionando a estimativa de produção para 14,7 milhões de toneladas (+18,9%). Ontem, os preços da saca de soja giram em torno de R$ 119,61 em Dourados, Campo Grande e Sidrolândia; R$ 122,90 em Maracaju; e R$ 118,93 em Chapadão do Sul — com quedas de até 6,68%.
No Mato Grosso, os preços registraram queda. “Campo Verde: R$ 111,80(-4,73%), Lucas do Rio Verde: R$ 110,27(-1,39%) Nova Mutum: R$ 110,27(-1,39%). Primavera do Leste: R$ 117,35(-4,73%). Rondonópolis: R$ 117,35(-4,73%). Sorriso: R$ 110,27(-1,39%)”, conclui.

A chuva voltou a aparecer em algumas regiões produtoras de soja do Brasil, o que trouxe alívio para áreas que já enfrentavam sinais de déficit hídrico. Segundo informações fornecidas pelo meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a precipitação recente sobre o estado de São Paulo tem melhorado as condições principalmente no interior, favorecendo a manutenção da umidade para as lavouras já semeadas e em desenvolvimento.
Nos próximos cinco dias, a previsão indica bons volumes de chuva no Centro-Oeste e em parte do Sudeste e Norte do país. Os acumulados devem variar entre 50 e 70 milímetros, o que será fundamental para manter a umidade do solo e garantir o bom andamento da rotação de cultivos.
No entanto, o cenário segue crítico em áreas do norte de Minas Gerais e no estado da Bahia, onde a ausência de chuva persiste. A Bahia deve receber chuva apenas na porção sul do estado nos próximos dias, o que mantém em alerta os produtores do restante do território baiano.
No Sul do Brasil, os maiores volume se concentram no Paraná. Já a Região Sudeste deve registrar precipitação mais expressiva no norte de Minas Gerais, colaborando para uma leve recuperação da umidade.
Para a primeira semana de maio, entre os dias 1º e 5, o centro-sul do país deve passar por um período mais seco, com a chegada de uma massa de ar frio. Ainda assim, o risco de geada se limita às áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Enquanto isso, a chuva começa a avançar pela Bahia, mas de forma muito irregular. O interior do Nordeste segue com baixa expectativa de chuva volumosa, o que significa que o déficit hídrico deve continuar. Por outro lado, estados como Rondônia, Mato Grosso e Pará seguem com bons volumes de precipitação, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.
A tendência é que a chuva só comece a diminuir na porção norte do país a partir de junho, marcando uma mudança gradual no regime hídrico da região.

O time do Soja Brasil chegou ao Mato Grosso do Sul e, em sua passagem pelo município de Douradina, no sudoeste do estado, encontrou uma solução inovadora para combater os efeitos das mudanças climáticas: a irrigação subterrânea. Em resposta às adversidades, que englobam longos períodos de seca e prejudicam a produção agrícola, os produtores locais têm adotado essa tecnologia como uma estratégia para garantir a produtividade das lavouras.
Em uma área caracterizada pela instabilidade climática, com variações cada vez mais intensas, a seca prolongada se tornou um grande desafio. Períodos de estiagem que antes duravam cerca de 10 dias agora podem se estender por até 80 dias consecutivos, trazendo prejuízos significativos às lavouras. Para enfrentar esse cenário, uma alternativa tecnológica tem ganhado espaço: a irrigação subterrânea.
A técnica utiliza tubos com pequenos emissores enterrados entre 20 e 25 centímetros de profundidade, com espaçamento ajustado conforme o tipo de solo. A água é aplicada diretamente nas raízes, de forma lenta e precisa, maximizando o aproveitamento e reduzindo as perdas. O sistema também permite a fertirrigação, com liberação simultânea de nutrientes ao longo do ciclo da cultura.
Mesmo exigindo um investimento inicial mais elevado, os benefícios compensam: em períodos críticos de estiagem, a adoção da irrigação subterrânea pode evitar perdas de até 90% na produção. A operação com baixa pressão reduz o consumo de energia, mas o sistema requer equipamentos mais sofisticados, filtros eficientes e manutenção frequente. Em média, cada hectare conta com cerca de 10 mil metros de tubulação instalada.
Antes de sua implementação, é essencial realizar estudos técnicos para avaliar o solo e as necessidades hídricas das plantas. A profundidade, o espaçamento dos tubos e o controle da pressão precisam ser cuidadosamente planejados. Além disso, é necessário seguir a legislação, que exige outorga para uso da água e licenciamento ambiental. Com os devidos cuidados, o sistema pode operar de forma eficiente por mais de 20 anos.

A missão brasileira ao continente europeu para discutir o acordo entre Mercosul e União Europeia desembarcou nesta sexta-feira (25) em Varsóvia, capital da Polônia.
O país foi o primeiro da Europa a se opor publicamente à união comercial entre os blocos, questionamento que, posteriormente, foi intensificado pela França.
Contudo, o embaixador do Brasil na Polônia, Haroldo Macedo Ribeiro, destacou que em todos os contatos que manteve com autoridades polonesas, ficou claro que a contrariedade ao acordo não se refere a dúvidas sobre o padrão de qualidade dos produtos agropecuários brasileiros.
“Ao contrário disso, há muito interesse e confiança no que o Brasil produz e exporta para a Polônia. As razões têm outra natureza. Não são razões a respeito da qualidade de produção e nem de eventuais problemas de natureza ambiental. Não há esse tipo de questionamento por parte da Polônia”, assegurou.
De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os principais produtos que o país exportou para a Polônia em 2024 são os seguintes:
A programação da missão, capitaneada pelo Itamaraty e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) segue em Varsóvia até este sábado (26) e segue para Bruxelas, na Bélgica, na segunda e terça (28 e 29).