segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Morre CEO da União Nacional da Bioenergia, aos 76 anos



Faleceu, neste sábado (26), em Araçatuba (SP), Antonio Cesar Salibe, CEO da União Nacional da Bioenergia (Udop), aos 76 anos. Engenheiro agrônomo e empresário, Salibe foi uma das principais lideranças do setor de bioenergia no Brasil, com uma trajetória de mais de cinco décadas dedicada ao fortalecimento da produção de cana-de-açúcar, etanol e energia renovável.

Natural de Limeira (SP), Salibe se formou pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP, e construiu sua trajetória profissional no interior paulista a partir da década de 1980. Reconhecido pela visão estratégica e pelo trabalho incansável, ele contribuiu para o desenvolvimento tecnológico e a organização de produtores em todo o país.

Com espírito inovador e forte capacidade de articulação, Salibe foi responsável pela formação de milhares de profissionais, deixando uma marca permanente no crescimento da bioenergia brasileira. Sua atuação rendeu diversas homenagens ao longo da vida, refletindo o impacto de seu trabalho na sociedade e no setor econômico.

O corpo será velado no Memorial Laluce, em Araçatuba (SP), com cerimônia de cremação ainda a ser definida. Ele deixa esposa, dois filhos, netos, amigos e colegas que acompanharam sua trajetória. A pedido da família, as homenagens podem ser feitas por meio de doações a instituições de caridade.



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CNA debate o impacto das mudanças geopolíticas no agro



O impacto das transformações geopolíticas no agro será o foco do evento “Cenário Geopolítico e a Agricultura Tropical”, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O encontro será realizado no dia 6 de maio, no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo. A imprensa que deseja realizar a cobertura deve se cadastrar neste link.

Programação do evento

Entre os destaques está a participação do economista Daron Acemoglu, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2024 e professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Ele apresentará a palestra magna “Transformações Geopolíticas: Impactos no Futuro das Relações Internacionais”.

A programação conta ainda com autoridades do setor agropecuário, economistas e especialistas em relações internacionais. Também estarão presentes: o presidente da CNA, João Martins; o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Pedro Lupion; e a senadora Tereza Cristina.

Ao longo do dia, os painéis abordarão os efeitos das mudanças nas relações comerciais globais no agro, os novos blocos econômicos e os caminhos para o Brasil manter e ampliar sua posição como potência agroexportadora.

Os debates terão nomes como Marcos Troyjo (ex-Banco dos Brics), Oliver Stuenkel (FGV), Welber Barral (ex-secretário de Comércio Exterior), Alexandre Schwartsman, Elena Landau, Mansueto Almeida e representantes de instituições como Rabobank, Agroconsult e Ministério das Relações Exteriores.

Além disso, também será lançado o Programa Saúde no Campo, do Senar, voltado à promoção da saúde e bem-estar dos produtores e trabalhadores rurais.



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comissão aprova proposta para política de incentivo



A Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui uma política nacional de incentivo ao turismo rural, com os seguintes objetivos:

  • Estimular o desenvolvimento de atividades turísticas de base familiar e comunitária no meio rural;
  • Gerar emprego e renda;
  • Promover o uso sustentável dos recursos naturais;
  • Valorizar o território; e
  • Fortalecer as economias locais

O texto prevê a participação efetiva de povos e comunidades tradicionais no planejamento, na operação, na fiscalização e no desenvolvimento do turismo em seus territórios, com respeito a seus modos de vida, sua cultura e ao meio ambiente. Agricultores familiares e assentados da reforma agrária também serão incentivados a participar.

As diretrizes da política prevista incluem:

  • O desenvolvimento de rotas turísticas regionais e de trilhas de longo curso;
  • A capacitação técnica e a formação continuada de agricultores familiares, gestores públicos, empreendedores e comunidades locais;
  • A melhoria de estradas, trilhas, rotas e demais vias de acesso a atrativos rurais;
  • A valorização da cultura, das tradições e dos saberes populares rurais;
  • A promoção de produtos agropecuários locais e agroindustrializados de base artesanal; e
  • A promoção da igualdade de gênero e da juventude rural.

O poder público organizará o acesso de turistas a áreas naturais públicas ou privadas de interesse turístico.

Projeto reformulado

O texto aprovado foi a versão (substitutivo) elaborada pelo relator, deputado Romero Rodrigues (Pode-PB), para o Projeto de Lei 2475/23, do deputado Samuel Viana (Republicanos-MG).

Rodrigues incluiu no texto dispositivos para garantir maior inclusão social e respeito à diversidade cultural e territorial. O substitutivo passou a prever, por exemplo, a participação efetiva de povos e comunidades tradicionais no planejamento da política. Também incorporou como diretriz a promoção de práticas agroecológicas e de sistemas produtivos resistentes às mudanças climáticas.

Turismo rural e sustentável

O novo texto incluiu ainda o turismo rural sustentável entre as finalidades permanentes do Fundo Geral de Turismo (Fungetur). “A mudança assegura fonte estável de financiamento para empreendimentos do setor, sem criar obrigação de despesa nova nem impacto fiscal imediato”, explicou Romero Rodrigues.

O relator afirmou ainda que o turismo rural contribui para dinamizar economias locais, estimular cadeias produtivas territoriais e ampliar a circulação de renda no campo.

“A atividade impulsiona o consumo de bens e serviços locais, como alimentos, bebidas, artesanato, hospedagem e transporte, ao mesmo tempo em que valoriza manifestações culturais e a biodiversidade. Além disso, oferece alternativas de trabalho para mulheres e jovens e reduz o êxodo rural.”

O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Antes, o texto foi aprovado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita da mandioca avança na região de Uruguaiana



Raízes menores impactam preço da mandioca no Rio Grande do Sul




Foto: Canva

A colheita da mandioca se intensificou em Uruguaiana, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, conforme apontado no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25).

De acordo com o documento, as raízes colhidas apresentam qualidade culinária, com bom cozimento e baixa presença de fibras. No entanto, a produtividade tem oscilado, influenciada pela densidade do plantio. Em áreas com excesso de plantas, as raízes foram menores, ainda que mantivessem qualidade. Esse fator, segundo a Emater, impacta o valor de mercado do produto.

“O mercado tem preferência por raízes de maior calibre, o que torna essas raízes menores menos valorizadas comercialmente, mesmo com boa qualidade para consumo”, informou o boletim.





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Indústrias fora das compras mantêm preços do boi



Cotações do boi ficam firmes em Goiás e Paraná




Foto: Sheila Flores

O mercado do boi gordo iniciou a semana com estabilidade nas cotações em São Paulo. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o ritmo lento de escoamento da carne, aliado às escalas de abate já completas para a próxima semana, levou algumas indústrias a se retirarem das compras no início do dia.

“A comercialização seguiu sem grandes mudanças, com as cotações estáveis para o boi gordo, a vaca e a novilha”, informou a consultoria.

No Noroeste do Paraná, o cenário foi semelhante. As indústrias, com escalas de abate preenchidas para os próximos dez dias, mantiveram os preços inalterados. O ritmo de vendas no atacado também continuou travado, sem pressão sobre os preços.

Em Goiás, as cotações também permaneceram estáveis nas regiões de Goiânia e do Sul do estado. De acordo com a Scot Consultoria, em Goiânia, as escalas de abate cobrem, em média, dez dias. Já no Sul do estado, a oferta garante escalas para aproximadamente sete dias.

A estabilidade observada reflete o equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda, enquanto o setor avalia o comportamento do consumo interno e as possibilidades do mercado externo.





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confira a previsão de hoje



O último sábado de abril traz expectativas de pancadas fortes de chuva para áreas do Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Confira:

Sul

Chuva, que deve ser pouca, apenas no norte e litoral do Paraná, enquanto as demais áreas da Região ficam com tempo mais aberto. As temperaturas seguem amenas em áreas do oeste e sul de Santa Catarina e não há previsão de precipitações no Rio Grande do Sul. As máximas voltam a subir de maneira gradativa no oeste e sul gaúcho.

Sudeste

A chuva continua concentrada no interior e norte de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A baixa pressão de sexta dá origem a uma frente fria que passa em alto mar, mantendo o risco de temporal sobre áreas da Mantiqueira, Vale do Paraíba, sul de Minas, interior e norte fluminense e no centro-sul capixaba.

Centro-Oeste

Pancadas fortes no oeste, noroeste e norte de Mato Grosso do Sul e chuva entre Mato Grosso e Goiás. Cuiabá e Brasília terão um dia abafado, com sol entre nuvens e chance de chuva a qualquer hora do dia. Risco alto para temporais nos dois estados. A condição de chuva diminui, mais a nebulosidade se faz presente no sul do território sul-matogrossense.

Nordeste

Interior e sertão nordestino com tempo mais aberto, calor e ar mais seco. A chuva aumenta novamente no sul da Bahia, podendo ocorrer com força nas áreas mais próximas ao Espírito Santo e a Minas Gerais. Dia instável com condições de chuva para o norte do Maranhão, Piauí e Ceará, com risco alto de chuva forte e temporais nas capitais.

Norte

O tempo continua bem carregado e com alerta entre o Amapá e o litoral do Pará pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). A combinação de calor e umidade ainda estimula nuvens bem carregadas entre Amazonas, Roraima e o noroeste paraense.



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Como assegurar a qualidade do café



Entre os principais desafios está a maturação desuniforme dos grãos



Entre os principais desafios está a maturação desuniforme dos grãos
Entre os principais desafios está a maturação desuniforme dos grãos – Foto: Sheila Flores

Com a colheita do café se aproximando do fim, o manejo técnico se torna fundamental para assegurar a qualidade dos grãos e preservar o potencial produtivo das lavouras. Segundo Plinio Duarte, agrônomo e coordenador técnico da Nitro, a fase exige atenção redobrada a práticas como o uso de reguladores fisiológicos, controle hídrico e nutrição foliar.

“A maturação desuniforme dos grãos é um dos principais entraves nessa fase final da produção. O uso de produtos à base de etileno tem se mostrado uma solução eficaz para essa questão, mesmo em lavouras onde há grãos em diferentes estágios de desenvolvimento”, comenta Plinio.

Entre os principais desafios está a maturação desuniforme dos grãos. Plinio destaca o uso de etileno como uma solução eficaz, pois o hormônio vegetal acelera a maturação e facilita a colheita em lavouras com grãos em diferentes estágios. Ele também cita estudo da Embrapa que aponta ganhos de produtividade e uniformidade com o uso de fertilizantes polimerizados na dose recomendada.

“Os resultados indicaram que a aplicação de fertilizantes polimerizados na dose de 100% da recomendação entregou maior uniformidade de maturação e incremento na massa de grãos frescos, secos e beneficiados”, comenta Plínio.

O controle hídrico é outro fator crítico. A falta de água afeta a absorção de nutrientes e compromete a formação dos grãos. Já a nutrição foliar surge como aliada ao fornecer nutrientes de forma rápida e eficiente, mesmo em condições climáticas adversas, contribuindo para o enchimento dos frutos e qualidade da bebida.

“Investir em tecnologias fisiológicas e estratégias integradas de manejo é, acima de tudo, uma decisão econômica. O retorno vem na forma de mais rendimento por hectare, melhor preço na comercialização e maior resiliência produtiva para os ciclos seguintes”, conclui Plinio Duarte.

 





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Inovações para milho, soja e citros



Entre os destaques está o inseticida Fiera



Entre os destaques está o inseticida Fiera
Entre os destaques está o inseticida Fiera – Foto: Pixabay

A ítalo-japonesa Sipcam Nichino Brasil participa da 30ª Agrishow, de 28 de abril a 2 de maio, com um portfólio completo de tecnologias voltadas às culturas de soja, milho, feijão, citros e cana-de-açúcar. Presente no pavilhão da Coopercitrus e no balcão de negócios, a empresa leva ao evento inovações e soluções consolidadas para o controle de pragas, doenças e plantas daninhas, além de apresentar sua Plataforma de Bioestimulantes de última geração.

Entre os destaques está o inseticida Fiera, solução inovadora para o manejo da cigarrinha-do-milho. O produto age de forma eficaz sobre a fase ninfa do inseto — considerada crítica por especialistas, por ser quando o vetor adquire e transmite doenças severas — e também interfere em ovos, fecundidade e fertilidade das fêmeas. Fiera também tem se mostrado uma alternativa promissora no controle do psilídeo-dos-citros, vetor do greening, quando associado ao acaricida Fujimite 50 SC.

A empresa apresenta ainda sua Plataforma de Bioestimulantes, formada por Abyss, Blackjak, Nutex Premium e Stilo Verde, com foco na elevação do potencial produtivo desde o plantio até a colheita. Esses bioestimulantes ajudam a reduzir o estresse das plantas frente a condições adversas, ativam mecanismos de defesa e otimizam a absorção de água e nutrientes.

No evento, a Sipcam Nichino também destaca o inseticida Takumi, com bons resultados em soja, milho e cana-de-açúcar, além dos fungicidas Fezan Gold e Vitene, registrados para diversas culturas de importância econômica. Criada em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam, fundada em 1946, especialista em agroquímicos pós-patentes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino).

 





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Usinas assumem protagonismo no mercado do milho



Além disso, a logística também se redesenha



Além disso, a logística também se redesenha
Além disso, a logística também se redesenha – Foto: Divulgação

Segundo informações compartilhadas por Gabriel Tarifa, consultor comercial da Agrinvest Commodities, e publicadas no app da empresa em análise assinada por Eduardo Vanin, o mercado de milho brasileiro está passando por uma transformação profunda. O cenário atual aponta que quem ainda não entendeu essa mudança pode acabar pagando mais caro. A alta nos preços não está mais sendo puxada pelas tradicionais tradings de exportação, mas sim pelas usinas, que passaram a dominar as compras com foco na produção de etanol.

Dados recentes chamam atenção: só em Sinop (MT), mais de 300 mil toneladas de milho foram negociadas durante feiras como a Norte Show 2025, com preços variando entre R$ 56 para outubro e R$ 60 para janeiro. Esses valores representam um “replacement” em Barcarena de +133 a +150 cents, contrastando com os atuais +85 cents do mercado FOB de exportação. A diferença escancara o novo protagonismo das usinas, que estão comprando volumes significativos diretamente dos produtores.

Além disso, a logística também se redesenha. A exportação pelos portos do Arco Norte e Santos já representa 80% do total — antes era 60%. Com mais caminhões se deslocando para o Norte, o escoamento para o Sul tem enfrentado dificuldades. As usinas, que antes dependiam de intermediários, agora atuam praticamente como tradings, tomando grandes volumes e moldando o mercado conforme as projeções de produção de etanol.

O milho está tão valorizado no mercado externo (FOB) que há chances de o produto começar a retornar ao mercado interno, gerando arbitragens que podem balançar ainda mais a estrutura de preços. Diante desse novo panorama, investir em inteligência de mercado pode ser decisivo para produtores, consultores e compradores que buscam se antecipar aos movimentos e manter a competitividade.

 





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Roubo de café diretamente do pé tira o sono de produtores mineiros e paulistas



Em fevereiro deste ano, a saca de 60 kg de café arábica alcançou R$ 2.769, maior valor já registrado, segundo o índice Cepea/Esalq.

O grão permanece em alta, atualmente cotado a cerca de R$ 2.500 e, por isso, produtores comemoram o resultado do trabalho duro. No entanto, com a alta sendo refletida nas gôndolas dos supermercados, cresceu o interesse de criminosos que deram continuidade a um delito que parecia extinto: o roubo diretamente do pé.

No vídeo abaixo, é possível notar que escolhem os galhos com a maior quantidade de grãos, cortam na base e levam embora. Casos assim foram registrados nos municípios mineiros de Guaranésia, Ilicínea, Guaxupé, São Pedro da União, Boa Esperança e Carmo do Rio Claro, além de Pedregulho, este em São Paulo.

Com isso, produtores, sindicatos rurais e autoridades policiais têm buscado organizar estratégias para tentar inibir o crime por meio da contratação de seguranças e aumento das rondas noturnas.

O presidente do Centro de Comércio de Café de Minas Gerais, Ricardo Schneider, afirma que não havia mais relatos desse tipo de crime há anos. “Isso já aconteceu antes, mas era era algo que achávamos que não tinha mais espaço. Agora, com a alta do mercado, volta a ser interessante a comercialização desse café roubado. […] temos orientado o produtor para que ele, na medida do possível, tome cuidado com o seu café ainda no pé e que não sacrifique a qualidade colhendo muito antes.”

O produtor e presidente do Sindicato Rural de Boa Esperança, em Minas Gerais, Henrique Pacheco, relata que a situação já havia sido reportada por cafeicultores do município no ano passado.

Segundo ele, a entidade tem se reunido com autoridades policiais e deputados estaduais para pedir que se aumente o número de câmeras de monitoramento nas principais vias rurais e também em estradas federais e estaduais que passam pelos municípios produtores.

Pacheco acredita que o café roubado diretamente do pé são verdes e, provavelmente, passam por secagem nos quintais dos criminosos, gerando grãos pretos e chochos de menor valor, mas que ainda são comercializáveis. Assim, cabem às autoridades policiais o rastreio desses pequenos volumes para a identificação dos autores dos furtos.



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