segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Ihara comemora 60 anos de inovação na Agrishow 2025



A Ihara, com 60 anos de história, celebrará suas bodas de diamante em 2025 com sua participação na Agrishow, que acontecerá em Ribeirão Preto, de 28 de abril a 2 de maio. Parceira do projeto Soja Brasil, a empresa apresentará seu portfólio de soluções inovadoras para o agronegócio, com ênfase no manejo de insetos, doenças e plantas daninhas, áreas em que se destaca pela expertise acumulada ao longo dos anos.

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Além da Agrishow, a Ihara também marcará presença em outros eventos de grande relevância no setor agrícola, como o Show Rural Coopavel e a Tecnoshow COMIGO. Em cada uma dessas feiras, a empresa levará soluções tecnológicas avançadas, incluindo inseticidas, fungicidas e herbicidas, desenvolvidos para atender às crescentes demandas do mercado agrícola.

A Agrishow 2025 promete consolidar-se como um dos maiores pontos estratégicos para o agronegócio, reunindo as principais inovações e tendências do setor. A participação reforça seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade, apresentando soluções que visam aumentar a produtividade e promover práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis.

O estande da Ihara estará localizado dentro do espaço da Coopercitrus, na localização E 3A, e promete ser um ponto de encontro fundamental para produtores, técnicos e especialistas do setor. Nesse ambiente, será possível conhecer de perto as inovações que a Ihara traz para o mercado, além de discutir as necessidades do setor e como as soluções da empresa podem contribuir para a evolução do setor.



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BNDES aprova R$ 29,7 bi no Plano Safra 2024/25 e reforça presença na Agrishow



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) participa da 30º edição da Agrishow 2025, a principal feira de tecnologia do agronegócio na América Latina, em Ribeirão Preto (SP). O BNDES reitera que é um dos principais apoiadores do setor agropecuário no Brasil. Apenas no Plano Safra 2024/25, o banco já aprovou R$ 29,7 bilhões em crédito e atendeu a solicitações de mais de 125 mil operações por meio de operações indiretas, realizadas pela rede de agentes financeiros credenciados.

Esse modelo de operação permite uma distribuição descentralizada de recursos por todo o país, chegando a 93% dos municípios brasileiros, facilitando o desenvolvimento e a execução da política pública de apoio ao setor.

“Em dois anos, já superamos a aprovação de crédito para o setor agropecuário de todo o governo anterior. Sob a orientação do presidente Lula, em 2024 , o BNDES aprovou para o setor R$ 53,2 bilhões, um recorde histórico. Além disso, temos fomentado o agronegócio de ponta, que respeita as regras ambientais e que investe em inovação tecnológica”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

A previsão dos organizadores é de que a edição de 2025 da Agrishow atraia 195 mil visitantes, em seus 520 mil metros quadrados disponíveis, fazendo da feira um dos maiores eventos do setor no mundo. Em 2024, de acordo com a organização da feira, foram iniciados R$ 13,6 bilhões em negócios.

O BNDES é um dos patrocinadores da feira e estará com equipes no local, participando de agendas com clientes e parceiros, reforçando o papel do Banco como promotor de investimentos para os diversos setores representados na feira.

BNDES mantém linhas próprias de crédito

De acordo com a instituição, um dos principais operadores dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF), o BNDES também oferece ao setor linhas de crédito próprias, perenes e não equalizáveis junto ao Tesouro. O banco destaca o BNDES Crédito Rural, voltado a projetos de investimento, aquisição isolada de máquinas, custeio e apoio a cooperativas, cujas aprovações já alcançaram mais de R$ 29 bilhões para cerca de 45 mil operações, desde a sua criação em 2020.

O banco informa que, deste montante, mais de R$ 12 bilhões foram aprovados por meio da linha com custo financeiro em dólares americanos, do produto BNDES Crédito Rural. Nesta linha, o exportador tem um hedge natural nos seus recebíveis em dólar, e as taxas de juros são mais competitivas.

Lançada na Agrishow de 2023, o objetivo do serviço é ampliar e diversificar alternativas de crédito a custos mais competitivos para o setor do agronegócio, intensivamente exportador.



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Massa de ar polar, associada a uma frente fria, faz termômetros caírem para 14°C



A passagem de uma frente fria faz as temperaturas máximas não passarem dos 20ºC na cidade de São Paulo. Na parte da noite, volta a esfriar e as mínimas vão marcar 15ºC. A madrugada e manhã seguem mais geladas, com mínimas previstas de 14ºC. Confira os detalhes do tempo em cada região do Brasil, conforme a Climatempo.

Região Sul

O tempo volta a firmar em boa parte dos três estados da região. Entretanto, diante do avanço da massa de ar polar associada a um sistema de alta pressão, as temperaturas permanecem mais baixas em praticamente todos os três estados, com destaque para a madrugada e manhã bem mais frias.

Em alguns pontos mais frios da Serra do Sudeste e Geral do Rio Grande do Sul, no alto da Serra Catarinense e também nos pontos mais elevados do Paraná, haverá condições favoráveis para formação de geada durante as primeiras horas do dia. Ao longo do dia, o sol predomina entre nebulosidade variável e não chove.

Frente fria influencia a região Sudeste

O avanço da frente fria sobre a costa ainda contribui para a organizar áreas de umidade e consequentemente das instabilidades entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Destaque maior para o alerta de temporais e chuva mais volumosa entre o nordeste de Minas Gerais – que percorre as regiões do Vale do Rio Doce e o Vale do Mucuri – e a metade norte do Espírito Santo.

Nas demais regiões de Minas e do Rio de Janeiro, atenção para chuva forte que pode cair ainda na parte da manhã.

Em São Paulo, o tempo segue firme na maior parte do estado, com predomínio de sol entre nebulosidade variável ao longo do dia. Em virtude da atuação da massa de ar frio, as temperaturas não sobem. O período da manhã também segue mais gelado. A exceção será o norte paulista, onde pode chover de maneira isolada na parte da tarde.

Região Centro-Oeste

As instabilidades devem se concentrar entre o Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal. A circulação de ventos e umidade associados à passagem da frente fria deve favorecer a formação de nuvens carregadas durante o período da tarde, com potencial para episódios de chuva forte localizada, acompanhada por raios e ventos.

No Mato Grosso do Sul, o tempo segue mais aberto e sem condições para chuva significativa, com maior predomínio de sol entre nuvens durante o dia. Excepcionalmente no extremo norte do estado, pode chover de maneira isolada na parte da tarde. Na metade sul, a circulação de ar frio impede a elevação significativa das temperaturas.

Região Nordeste

A chuva segue concentrada entre alguns pontos da costa norte – entre o litoral do Maranhão e do Ceará – e também se espalha por parte do sul da Bahia – em decorrência do deslocamento da frente fria sobre a costa. Nessas áreas, o cenário é de atenção para chuva localmente forte.

Nas demais áreas do interior nordestino, a atuação de um sistema de alta pressão em níveis médios da atmosfera mantém o tempo firme e sem previsão de chuva. O sol predomina entre poucas nuvens durante o dia, favorecendo com que a região apresente as maiores temperaturas do país.

Entre o sudeste do Piauí, norte da Bahia, oeste de Pernambuco, de Alagoas e de Sergipe, alerta de baixa umidade do ar durante as horas mais quentes.

Região Norte

A presença de calor e umidade, seguidas pela formação de uma área de baixa pressão, devem reforçar e espalhar as áreas de instabilidade por praticamente todos os estados. Entre o Amazonas, Acre e Roraima, segue o alerta para temporais ao longo do dia. Nas demais regiões, o tempo segue abafado e pode chover forte no decorrer das horas.



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STF autoriza MT a limitar benefícios fiscais a partir de 2026



O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconsiderou parcialmente sua decisão anterior e restabeleceu os efeitos do artigo 2º da Lei Estadual 12.709/2024 de Mato Grosso, que veda a concessão de benefícios fiscais e terrenos públicos a empresas que participem de acordos como a Moratória da Soja. A nova decisão, no entanto, só terá validade a partir de 1º de janeiro de 2026.

A Moratória da Soja, firmada em 2006 entre tradings, indústrias, ONGs e governo federal, proíbe a compra de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas após julho de 2008, mesmo quando o desmatamento ocorre dentro dos limites estabelecidos pelo Código Florestal, que permite o corte de até 20% da vegetação em propriedades na região amazônica.

A lei de Mato Grosso foi aprovada em 2024 com apoio do setor produtivo, que alega que o acordo vai além das exigências ambientais legais e penaliza propriedades rurais que operam conforme a legislação. O artigo agora restabelecido proíbe especificamente a concessão de benefícios fiscais a empresas que “participem de acordos, tratados ou quaisquer outras formas de compromissos, nacionais ou internacionais, que imponham restrições à expansão da atividade agropecuária em áreas não protegidas por legislação ambiental específica”.

Em sua decisão, Dino reconheceu a importância ambiental do acordo, mas ponderou que ele “não tem força vinculante sobre a atuação do poder público, que pode fundamentar sua política de incentivos fiscais, em critérios distintos em relação a um acordo privado, desde que conforme a legislação nacional”.

O ministro enfatizou que “a adesão das empresas à Moratória da Soja é decisão livre, no exercício da iniciativa privada”. Contudo, avaliou ser “razoável que o Estado não seja obrigado a conceder incentivos fiscais ou terrenos públicos a empresas que atuem em desconformidade com a visão de ajustamento aos marcos legais que entraram em vigor após a celebração da Moratória da Soja”. “O poder público, no caso, deve respeitar a iniciativa privada; mas, por outro lado, o poder público não é obrigado a conceder novos benefícios a empresas que resolvam exigir o que a lei não exige”, argumentou Dino.

A decisão atende parcialmente aos pedidos de reconsideração formulados pelo governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), pela Assembleia Legislativa estadual e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em suas manifestações, o governador argumentou que a lei “visa a resguardar a soberania nacional, impedindo que o estado conceda incentivos a empresas cujas práticas comerciais limitem a expansão agropecuária em áreas desprovidas de proteção ambiental específica”.

O debate sobre a Moratória da Soja se intensificou nos últimos meses com a aproximação da implementação da legislação europeia de combate ao desmatamento (EUDR), que exige rastreabilidade de produtos agrícolas a partir de 31 de dezembro de 2020. Empresas como a Cargill têm indicado a manutenção da Moratória da Soja na Amazônia, enquanto adaptam suas políticas em outras regiões para atender aos novos marcos regulatórios internacionais.

Dino alertou que regulações excessivamente restritivas podem ter efeitos negativos. “É fundamental fixar que os desafios ambientais, especialmente na Amazônia, não dependem apenas de repressão, e sim de adequados juízos de ponderação em cada caso concreto”, escreveu. “De nada vale uma regulação ‘dura’ se ela não é cumprida e conduz a uma forte rede sócio-econômica tecida na escuridão da ilegalidade, muitas vezes com expressiva atuação de organizações criminosas”, completou.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7774) foi proposta por PCdoB, PSOL, PV e Rede Sustentabilidade. A Advocacia-Geral da União (AGU) havia se manifestado contra a lei estadual, afirmando que ela “ofende ao direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado” e representa “intervenção do Estado no domínio econômico que beneficia agentes que se mantêm distantes de preocupações de cunho ambiental”.

Em respeito à segurança jurídica, o ministro determinou que a aplicação da lei mato-grossense deve “respeitar os direitos adquiridos e os atos jurídicos perfeitos, bem como o contraditório e a ampla defesa”. Os demais artigos da lei permanecem suspensos pela liminar anterior.

O prazo até 2026 visa dar tempo para que “as partes privadas e os agentes públicos possam dialogar nos termos que considerarem cabíveis”, destacou o ministro. Dino submeteu sua decisão ao referendo do Plenário do STF, sem prejuízo de seu cumprimento imediato.



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VBP da agropecuária deve alcançar R$ 1,51 tri e crescer 11,4% em 2025



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que o Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária no Brasil deve atingir R$ 1,51 trilhão em 2025, representando um crescimento de 11,4% em relação ao valor registrado em 2024. Os dados foram divulgados no comunicado técnico da entidade nesta segunda-feira (28).

O VBP corresponde ao faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, considerando as produções agrícolas e pecuárias, com base na média dos preços reais (IGP-DI) recebidos pelos produtores de todo o país.

Soja tem maior participação

De acordo com a CNA, o faturamento estimado para a agricultura é de R$996,9 bilhões, o que representa alta de 12% em relação ao registrado em 2024. A soja, com participação no VBP agrícola de 36,8%, deve registrar aumento na produção de 13,6% e, à despeito da previsão de queda nos preços (-3,3%), a projeção de alta do VBP da oleaginosa é de 9,8% em 2025.

O milho, segunda cultura com maior participação no VBP agrícola (17%), deve registar aumento na produção (7,8%) e nos preços (22,3%). Com isso, estima-se que o VBP do cereal cresça 31,9%.

A cana-de-açúcar, terceira principal cultura no subgrupo agrícola (10,7% de participação no VBP), deve registrar redução de 1,1% de sua produção e aumento de 1,5% no seu preço, levando a um aumento mais modesto no seu VBP, de 0,4%.

Outras culturas também devem registrar desempenho positivo em 2025, como é o caso do café arábica e o robusta, com alta estimada no VBP de 52,9% e 84,1%, respectivamente. A variação deve ocorrer devido, principalmente, à valorização dessas commodities.

Já o faturamento estimado para a pecuária é de R$508,5 bilhões, o que representa alta de 10,3% em relação ao registrado em 2024. Dentro desse subgrupo, os destaques de crescimento são para a carne bovina e a produção de ovos.

VBP pecuário

Segundo a CNA, a carne bovina, que representa 48,3% do VBP pecuário, poderá ter um aumento de 16,3%, decorrente da valorização de 19% de seus preços, uma vez que a produção deve se reduzir em 2,3%.

Para a produção de ovos, que representa 5,7% do VBP pecuário, o comunicado técnico informa que haverá um aumento de 22%, também em função da alta de seus preços (17,5%).

A produção de leite (19,6% do VBP pecuário), estima-se alta de 0,8% na produção e 1,0% nos preços, resultando em um aumento de 1,8%. Já a produção de carne de frango (17,5% do VBP pecuário), deve crescer 3,3%, com altas na produção (2%) e nos preços (1,2%).



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STF autoriza parcialmente MT a aplicar Moratória da Soja



O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconsiderou parcialmente sua decisão anterior e restabeleceu os efeitos do artigo 2º da Lei Estadual 12.709/2024 de Mato Grosso, que veda a concessão de benefícios fiscais e terrenos públicos a empresas que participem de acordos como a Moratória da Soja. A nova decisão, no entanto, só terá validade a partir de 1º de janeiro de 2026.

A Moratória da Soja, firmada em 2006 entre tradings, indústrias, ONGs e governo federal, proíbe a compra de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas após julho de 2008, mesmo quando o desmatamento ocorre dentro dos limites estabelecidos pelo Código Florestal, que permite o corte de até 20% da vegetação em propriedades na região amazônica.

A lei de Mato Grosso foi aprovada em 2024 com apoio do setor produtivo, que alega que o acordo vai além das exigências ambientais legais e penaliza propriedades rurais que operam conforme a legislação. O artigo agora restabelecido proíbe especificamente a concessão de benefícios fiscais a empresas que “participem de acordos, tratados ou quaisquer outras formas de compromissos, nacionais ou internacionais, que imponham restrições à expansão da atividade agropecuária em áreas não protegidas por legislação ambiental específica”.

Em sua decisão, Dino reconheceu a importância ambiental do acordo, mas ponderou que ele “não tem força vinculante sobre a atuação do poder público, que pode fundamentar sua política de incentivos fiscais, em critérios distintos em relação a um acordo privado, desde que conforme a legislação nacional”.

O ministro enfatizou que “a adesão das empresas à Moratória da Soja é decisão livre, no exercício da iniciativa privada”. Contudo, avaliou ser “razoável que o Estado não seja obrigado a conceder incentivos fiscais ou terrenos públicos a empresas que atuem em desconformidade com a visão de ajustamento aos marcos legais que entraram em vigor após a celebração da Moratória da Soja”. “O poder público, no caso, deve respeitar a iniciativa privada; mas, por outro lado, o poder público não é obrigado a conceder novos benefícios a empresas que resolvam exigir o que a lei não exige”, argumentou Dino.

A decisão atende parcialmente aos pedidos de reconsideração formulados pelo governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), pela Assembleia Legislativa estadual e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em suas manifestações, o governador argumentou que a lei “visa a resguardar a soberania nacional, impedindo que o estado conceda incentivos a empresas cujas práticas comerciais limitem a expansão agropecuária em áreas desprovidas de proteção ambiental específica”.

O debate sobre a Moratória da Soja se intensificou nos últimos meses com a aproximação da implementação da legislação europeia de combate ao desmatamento (EUDR), que exige rastreabilidade de produtos agrícolas a partir de 31 de dezembro de 2020. Empresas como a Cargill têm indicado a manutenção da Moratória da Soja na Amazônia, enquanto adaptam suas políticas em outras regiões para atender aos novos marcos regulatórios internacionais.

Dino alertou que regulações excessivamente restritivas podem ter efeitos negativos. “É fundamental fixar que os desafios ambientais, especialmente na Amazônia, não dependem apenas de repressão, e sim de adequados juízos de ponderação em cada caso concreto”, escreveu. “De nada vale uma regulação ‘dura’ se ela não é cumprida e conduz a uma forte rede sócio-econômica tecida na escuridão da ilegalidade, muitas vezes com expressiva atuação de organizações criminosas”, completou.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7774) foi proposta por PCdoB, PSOL, PV e Rede Sustentabilidade. A Advocacia-Geral da União (AGU) havia se manifestado contra a lei estadual, afirmando que ela “ofende ao direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado” e representa “intervenção do Estado no domínio econômico que beneficia agentes que se mantêm distantes de preocupações de cunho ambiental”.

Em respeito à segurança jurídica, o ministro determinou que a aplicação da lei mato-grossense deve “respeitar os direitos adquiridos e os atos jurídicos perfeitos, bem como o contraditório e a ampla defesa”. Os demais artigos da lei permanecem suspensos pela liminar anterior.

O prazo até 2026 visa dar tempo para que “as partes privadas e os agentes públicos possam dialogar nos termos que considerarem cabíveis”, destacou o ministro. Dino submeteu sua decisão ao referendo do Plenário do STF, sem prejuízo de seu cumprimento imediato.



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AgroNewsPolítica & Agro

o que esperar para abril, maio e junho?


O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) apresentou na última sexta-feira (25), o prognóstico agroclimático para os meses de abril, maio e junho/2025. A análise aponta para a concentração de déficits hídricos em diversas áreas agrícolas do Brasil durante o mês de abril de 2025. O estudo, divulgado com o objetivo de fornecer informações para os cultivos anuais, simulou o balanço hídrico considerando uma Capacidade de Água Disponível no solo (CAD) de 100 mm, representativa das raízes de culturas como soja, milho e algodão, além de pastagens.

Segundo o INMET, “os maiores déficits hídricos previstos para abril/2025 concentram-se no norte do Estado de Roraima, parte central da Região Nordeste, norte de Minas Gerais, oeste do Mato Grosso do Sul e sudoeste do Mato Grosso”. O instituto adverte que “valores inferiores a 30% indicam que os cultivos em fases sensíveis, como germinação, florescimento e início do enchimento de grãos, podem ter a produtividade comprometida, especialmente se essa condição for mantida por 30 dias”.

O INMET destaca a situação em Roraima, onde “o armazenamento em Abril/2025 foi estimado abaixo de 10%, justamente em áreas onde está se consolidando o polo agrícola do estado, especialmente soja, milho e arroz“.

Para o mês de maio de 2025, a previsão do INMET é de uma “tendência de ampliação das áreas com escassez hídrica para os cultivos agrícolas”. Na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o instituto estima que “a previsão de défict hídrico e baixo armazenamento de água no solo, tornam as condições favoráveis para colheita do milho de primeira safra”.

Contudo, o INMET alerta que “a previsão de déficit hidríco para maio/2025 no MATOPIBA pode prejudicar o cultivo do milho segunda safra, que estarão em fase de floração, quando a planta apresenta maior demanda hídrica”. Sob essas condições de baixo armazenamento hídrico no solo, “especialmente abaixo de 40%”, o instituto sugere que “a alternativa de mitigação seria adotar onde aplicável estratégias de irrigação durante o mês de maio, afim de garantir a manutenção do potencial produtivo”.

Para junho de 2025, o INMET prevê que “à medida que o outono se aproxima do fim, o volume de chuva normalmente diminui na parte central do Brasil, o que contribuirá para a ampliação das áreas com deficiência hídrica no solo”. O instituto associa diretamente essa escassez de chuvas aos “baixos percentuais de armazenamento de água no solo”.

Em contraste, o INMET aponta que “no extremo norte do país, na faixa litorânea da Região Nordeste, bem como em grande parte da Região Sul, estão previstos excedentes hídricos, com níveis satisfatórios de armazenamento de água no solo”.





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AgroNewsPolítica & Agro

o que esperar para abril, maio e junho?


O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) apresentou na última sexta-feira (25), o prognóstico agroclimático para os meses de abril, maio e junho/2025. A análise aponta para a concentração de déficits hídricos em diversas áreas agrícolas do Brasil durante o mês de abril de 2025. O estudo, divulgado com o objetivo de fornecer informações para os cultivos anuais, simulou o balanço hídrico considerando uma Capacidade de Água Disponível no solo (CAD) de 100 mm, representativa das raízes de culturas como soja, milho e algodão, além de pastagens.

Segundo o INMET, “os maiores déficits hídricos previstos para abril/2025 concentram-se no norte do Estado de Roraima, parte central da Região Nordeste, norte de Minas Gerais, oeste do Mato Grosso do Sul e sudoeste do Mato Grosso”. O instituto adverte que “valores inferiores a 30% indicam que os cultivos em fases sensíveis, como germinação, florescimento e início do enchimento de grãos, podem ter a produtividade comprometida, especialmente se essa condição for mantida por 30 dias”.

O INMET destaca a situação em Roraima, onde “o armazenamento em Abril/2025 foi estimado abaixo de 10%, justamente em áreas onde está se consolidando o polo agrícola do estado, especialmente soja, milho e arroz“.

Para o mês de maio de 2025, a previsão do INMET é de uma “tendência de ampliação das áreas com escassez hídrica para os cultivos agrícolas”. Na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o instituto estima que “a previsão de défict hídrico e baixo armazenamento de água no solo, tornam as condições favoráveis para colheita do milho de primeira safra”.

Contudo, o INMET alerta que “a previsão de déficit hidríco para maio/2025 no MATOPIBA pode prejudicar o cultivo do milho segunda safra, que estarão em fase de floração, quando a planta apresenta maior demanda hídrica”. Sob essas condições de baixo armazenamento hídrico no solo, “especialmente abaixo de 40%”, o instituto sugere que “a alternativa de mitigação seria adotar onde aplicável estratégias de irrigação durante o mês de maio, afim de garantir a manutenção do potencial produtivo”.

Para junho de 2025, o INMET prevê que “à medida que o outono se aproxima do fim, o volume de chuva normalmente diminui na parte central do Brasil, o que contribuirá para a ampliação das áreas com deficiência hídrica no solo”. O instituto associa diretamente essa escassez de chuvas aos “baixos percentuais de armazenamento de água no solo”.

Em contraste, o INMET aponta que “no extremo norte do país, na faixa litorânea da Região Nordeste, bem como em grande parte da Região Sul, estão previstos excedentes hídricos, com níveis satisfatórios de armazenamento de água no solo”.





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Fertilizantes funcionais combatem principal fator de perdas no campo



A perda de produtividade por estresse climático tem introduzido no Brasil e no mundo a era dos fertilizantes funcionais. A intenção é aumentar a resistência das plantas e assim minimizar ou reduzir os efeitos nocivos, como os provocados por altas temperaturas ou pelo frio excessivo. Na prática, o objetivo é aumentar a tolerância para melhorar a resistência e preservar a produtividade, principalmente em condições adversas de desenvolvimento das lavouras. No enfrentamento do problema surgem inúmeras soluções de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação), entre as quais, tratamentos preventivos à base de selênio e xisto, por exemplo, possibilitando que as plantas mantenham um maior armazenamento de água, deixando a lavoura mais resistente em períodos e ambientes adversos.

Estudos revelam que nos últimos 20 anos os estresses climáticos foram responsáveis por quase 40% das perdas de produtividade no Brasil. E que entre os fatores que impactam na performance da agricultura moderna, o estresse climático é a variável de maior importância, que supera inclusive as frustrações provocadas por pragas, doenças, plantas daninhas e deficiências nutricionais. A afirmação é do engenheiro agrônomo Mário Cunha, que trabalha com os chamados fertilizantes funcionais. No mundo, continua o especialista, que atua como diretor de PD&I na Unity Agro, a seca sozinha causa mais perdas anuais na produtividade das culturas do que todos os patógenos combinados.

A avaliação do agrônomo é compartilhada pelo doutor e professor da Universidade Estadual do Piauí Fabrício Custódio de Moura Gonçalves. Em artigo publicado em janeiro de 2023 (Campo&Negócios), o engenheiro agrônomo e biólogo destaca que o estresse é uma reação adversa às condições ambientais desfavoráveis ao pleno crescimento e desenvolvimento das plantas, resultando em perdas de produtividade. Segundo ele, nessas situações os danos causados às células são responsáveis por perdas de até 65% do potencial produtivo das culturas. De acordo com o pesquisador, na soja os estudos com selênio revelam que ele melhora o metabolismo, podendo aumentar a concentração de clorofila, combater radicais livres, ativar enzimas, entre outros. “Além de fortalecer a planta para as condições de estresse climático, também promove esses outros benefícios, fazendo com que a absorção de outros nutrientes melhore e contribua para uma boa safra.”

Estudo publicado pelo Journal of Soil Science and Plant Nutrition (jan/2023) aponta que o selênio gerou maior estímulo ao crescimento da planta e à massa seca das raízes. No artigo ‘O selênio aumenta os pigmentos fotossintéticos, a biossíntese de flavonoides, a nodulação e o crescimento de plantas de soja’ os autores defendem que a aplicação aumentou a eficiência na fixação biológica do nitrogênio. Os pesquisadores, brasileiros da Unesp (Universidade Estadual Paulista), afirmam que o estudo apresenta novos e fundamentais insights que podem ser úteis para aumentar a tolerância da cultura ao estresse abiótico, que influencia elementos como água e temperatura.

Sobre o clima adverso, o meteorologista do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) há 30 anos, Luiz Renato Lazinski, lembra que as instabilidades fazem parte de ciclos constantes da natureza. Ele explica que a mudança do ambiente natural da terra amplifica os efeitos tanto da temperatura quanto da precipitação. Este ano, por exemplo, disse que estamos saindo de um La Niña fraca para um clima neutro, de neutralidade climática, o que deve ser bom para Centro-Oeste e Matopiba, mas não tão bom para a Região Sul do país. “Da amplitude térmica aos excessos de frio, calor e precipitação, a agricultura precisa cada vez mais atuar preventivamente para mitigar ou reduzir os efeitos colaterais da variável clima”, sentencia.

“Da amplitude térmica aos excessos de frio, calor e precipitação, a agricultura precisa cada vez mais atuar preventivamente para mitigar ou reduzir os efeitos colaterais da variável clima”

Luiz Renato Lazinski, INMET

O agrônomo Leori Hermann, CEO da Unity Agro e especialista em Solos e Nutrição de Plantas, diz que pesquisas e validações de campo confirmam que lavouras bem nutridas são menos impactadas pelos danos causados por altas temperaturas e pelo frio excessivo. Hermann destaca que pesquisas realizadas na última safra apontam que campos de soja adubados com produtos à base de selênio reduziram as perdas provocadas pelo estresse hídrico em 21% no estado do Tocantins e 11% no estado de Goiás, região do Cerrado brasileiro.



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Seminários impulsionam a apicultura no Centro-Norte da Bahia com inovação e tecnologia



Nos dias 29 e 30 de abril, o Sebrae em Jacobina realiza o Circuito de Apicultura com seminários nos municípios de Miguel Calmon e Capela do Alto Alegre, Centro-Norte da Bahia.

As capacitações buscam aproximar e possibilitar a troca de conhecimento entre apicultores e meliponicultores da região, além de apresentar novas práticas e tecnologias.

O seminário em Miguel Calmon ocorre hoje, 29 de abril, das 9h às 16h, no Centro de Capacitação Regional do Senar.

Entre as palestras destacadas estão “Apicultura em Agroflorestas: Consórcios Sustentáveis, Pastagens e Fontes de Renda na Flora Apícola” e “O Método da Alta Produção de Mel: Melhoramento Genético com Abelhas Fecundadas”. O evento é gratuito e com vagas limitadas.

Já em Capela do Alto Alegre, o seminário será no dia 30 de abril, a partir das 9h, na Comunidade de Lagoa das Flores.

A programação inclui as mesmas palestras apresentadas em Miguel Calmon, com os mesmos especialistas.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

O evento tem o apoio do Senar, da Prefeitura Municipal e da Associação Calmonense de Apicultura. Gratuito e com vagas limitadas

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones: Sebrae em Jacobina, (74) 3621-4342, ou Sebrae em Senhor do Bonfim, (74) 3541-3046.

Serviço:

Miguel Calmon

Circuito de Apicultura em Miguel Calmon
Data: 29 de abril de 2025, a partir das 9h
Local: Centro de Capacitação Regional do Senar
Quanto: Gratuito

Circuito de Apicultura em Capela do Alto Alegre
Data: 30 de abril de 2025, a partir das 9h
Local: Povoado Lagoa das Flores
Quanto: Gratuito



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