domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Começa hoje a 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente



Com o objetivo de debater com a população políticas públicas ambientais e de enfrentamento às mudanças climáticas, começa hoje, em Brasília, a 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente. O espaço de diálogo social é retomado após quase 12 anos da última edição em 2013.

Com o tema Emergência Climática e o Desafio da Transformação Ecológica, a conferência foi organizada em cinco eixos: Mitigação; Adaptação e Preparação para Desastres; Justiça Climática; Transformação Ecológica; e Governança e Educação Ambiental.

Até o dia 9 de maio, grupos organizados em cada eixo debaterão as propostas resultantes dos encontros preliminares. As etapas que antecederam a conferência tiveram a participação de 2.570 municípios, em 439 conferências municipais, 179 intermunicipais e 287 conferências livres.

Ao todo, 100 propostas serão usadas como base para políticas públicas como a atualização da Política Nacional sobre Mudança do Clima e a construção do Plano Clima.

Na quarta-feira (7), a programação terá continuidade com uma aula magna que antecederá a abertura da apresentação do caderno de propostas a serem debatidas nos grupos.

Na quinta-feira (8) ocorrerão as plenárias por eixo temático no período da manhã e, pela tarde, inicia a plenária geral. A apresentação da priorização das propostas e o encerramento da conferência sobre o meio ambiente serão na sexta-feira (9), pela manhã.

Confira os grupos que debaterão as propostas nos cinco eixos:

Mitigação

  • Agricultura Sustentável e Sistemas Agro#orestais
  • Recuperação e Reflorestamento
  • Gestão Ambiental e Combate ao Desmatamento
  • Resíduos, Emissões e Descarbonização
  • Energia, Infraestrutura e Economia Sustentável
  • Tecnologia, Inovação e Bioeconomia
  • Mobilidade, Saneamento e Gestão Hídrica

Adaptação e preparação para desastres

  • Planejamento Urbano e Infraestrutura
  • Planos de Contingência e Gestão de Riscos
  • Fundo Orçamentário e Financiamento Climático
  • Monitoramento de Riscos e Mapeamento
  • Engajamento Comunitário e Defesa Civil
  • Recuperação e Reflorestamento
  • Tecnologia e Capacitação
  • Drenagem Urbana e Áreas Verdes
  • Gestão Hídrica e Legislação

Justiça climática

  • Agricultura Familiar e Saneamento Básico
  • Saúde Pública e Participação Popular
  • Atores Sociais e Comunidades Tradicionais
  • Direitos Territoriais e Regularização Fundiária
  • Economia Solidária e Populações Vulnerabilizadas
  • Contrapartidas, Compensação Socioambiental
  • Responsabilidade Ambiental
  • Saúde, Educação e Segurança Alimentar
  • Participação Social e Direitos Humanos
  • Povos Tradicionais e Indígenas

Transformação ecológica

  • Agroecologia e Agricultura Familiar
  • Transição agroecológica
  • Gestão de Resíduos e Economia Circular
  • Infraestrutura Sustentável
  • Legislação e Políticas Climáticas
  • Mobilidade e Planejamento Urbano
  • Recursos Naturais
  • Tecnologia e Inovação
  • Transição Energética

Governança e educação ambiental

  • Educação Ambiental Formal
  • Políticas Públicas, Formação Profissional e Governança Ambiental
  • Educação Ambiental Comunitária, Saberes Tradicionais e Práticas Sustentáveis
  • Estrutura Governamental e Institucional
  • Financiamento e Fundos Ambientais
  • Fiscalização e Monitoramento Ambiental
  • Animais Silvestres e Domésticos
  • Participação Social e Transparência
  • Planejamento e Políticas Públicas
  • Legislação e Políticas Climáticas
  • Economia Verde e Produção Sustentável
  • Governança Ambiental Descentralizada e Políticas Climáticas
  • Resíduos Sólidos
  • Preservação Ambiental e Recuperação
  • Tecnologia, Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento
  • Saberes Tradicionais, Comunidades Locais e Vulneráveis



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AgroNewsPolítica & Agro

Transporte de soja e milho segue aquecido na Bahia


O transporte de grãos na Bahia apresentou variação entre estabilidade e alta em abril, segundo o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O relatório aponta aumento no fluxo logístico da região Nordeste, conhecida como Sealba, impulsionado pela maior comercialização do milho. No Extremo Oeste, que integra o Matopiba, o movimento se manteve estável com o escoamento da soja para os portos.

Na praça de Irecê, os fretes permaneceram estáveis no atendimento ao transporte da mamona. Em Luís Eduardo Magalhães, o fluxo de soja continuou direcionado aos portos, equilibrado pela oferta de transportadores e garantido pelos fretes de retorno com fertilizantes. O transporte interno de milho também se manteve aquecido, reflexo da alta no preço do grão. “A frustração da safra no Centro-Norte da Bahia impulsionou a demanda por milho para atender pecuaristas e granjeiros”, informa o boletim.

Em Paripiranga, os fretes subiram para todos os destinos pesquisados. Segundo a Conab, a valorização do milho estimulou os produtores a comercializarem o estoque da safra passada, armazenado em silos bolsa. “A expectativa é que todo o milho estocado seja vendido, já que os produtores precisam dos recursos para custear o plantio da safra 2024/25”, destaca o relatório. A dificuldade de acesso ao crédito agrícola também pressiona os produtores a usarem capital próprio.

No mercado externo, os dados do Portal Comex Stat mostram queda de 4,9% nas exportações do complexo soja, milho e algodão em março, na comparação com fevereiro. A redução foi puxada pelas quedas no algodão e no milho, em meio à finalização dos estoques da safra passada, enquanto os preços da soja permaneceram estáveis.

A exportação de soja somou 493,3 mil toneladas em março, alta de 1,9% sobre fevereiro e de 13,4% em relação ao mesmo mês de 2024. “A valorização do dólar e a supersafra explicam o bom desempenho das exportações de soja”, informou o boletim. Cerca de 94% do volume exportado foi escoado pelo porto de Salvador e 6% pelo porto de São Luís.

Para o milho, o volume exportado foi de apenas 7 toneladas, todas pelo porto de São Luís. Já o algodão somou 34,4 mil toneladas exportadas, queda de 24% em relação a fevereiro e de 15% na comparação anual. Segundo a Conab, “a redução indica a diminuição dos estoques e a antecipação das vendas diante da alta do dólar”. Do total exportado de algodão, 78% saíram pelo porto de Santos, 18% pelo porto de Salvador e 4% por outros terminais.





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Início da safra da cana-de-açúcar movimenta o mercado do etanol



O mês de abril marcou oficialmente o início da colheita da safra 2025/26 de cana na região Centro-Sul. Assim o mercado do etanol hidratado foi aquecido por movimentações mais fortes nos negócios. É o que dizem os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Os levantamentos do Cepea indicam que houve um crescimento de 23,6% no volume de etanol hidratado comercializado pelas usinas entre o mês de março e abril no estado de São Paulo. 

Por outro lado, os preços ficaram na média de R$ 2,7253/litro nas semanas cheias do mês de abril. O valor representa um recuo de 2,12% em comparação com o mês anterior. Agora, considerando o etanol anidro, a média foi de R$ 3,1163/litro, queda de 2,33% no mesmo comparativo, ainda segundo dados do Centro de Estudos.

Falando agora sobre outro derivado da cana, o açúcar cristal branco apresentou variações positivas no mês de abril no mercado spot paulista, de acordo com o Cepea. Mesmo com o início oficial da safra em abril, a oferta não foi suficiente para exercer pressão baixista sobre os preços

Assim, a média do indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal, cor Icumsa, de 130 a 180, no mercado spot de São Paulo, foi de R$ 142,35/saca de 50 kg no mês de abril. Esse valor representa uma alta de 1,91% com relação ao mês anterior. 

*Sob supervisão de Thiago Dantas 



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Estimada em 55,7 milhões de sacas, produção de café tem leve recuperação em 2025



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou hoje (6) que a produção de café deve apresentar um crescimento de 2,7% na safra 2025 frente ao volume colhido na temporada passada, sendo estimada em 55,7 milhões de sacas.

“Mesmo em ano de bienalidade negativa, caso o volume estimado se confirme ao final do ciclo, este será o maior já registrado para um ano de baixa, superando em 1,1% a colheita registrada em 2023”, destacou a Conab.

O órgão também informa que a área total destinada à cafeicultura deverá registrar um aumento de 0,8%, chegando a 2,25 milhões de hectares. A área em produção deve registrar uma queda de 1,4%, estimada em 1,86 milhão de hectares, enquanto a área em formação tende a apresentar um incremento de 12,3%, movimento esperado para anos de bienalidade negativa. Os dados constam no 2º Levantamento da Safra de Café 2025 da Conab.

Segundo a companhia, o resultado estimado na safra total de café é influenciado pela recuperação de 28,3% nas produtividades médias das lavouras de conilon. A expectativa de produção para esta espécie está estimada em 18,7 milhões de sacas, um novo recorde para a série histórica da Conab.

Ainda de acordo com a Conab, este volume se deve à regularidade climática durante as fases mais críticas das lavouras, que beneficiaram floradas positivas, e a boa quantidade de frutos por rosetas.

No Espírito Santo, maior produtor de conilon do país, é esperada uma produção de 13,1 milhões de sacas, crescimento justificado pelas boas precipitações verificadas no norte do estado, região que corresponde a 69% da área da espécie no país.

BA retorna a segunda posição de maior produtor de café conilon do Brasil

Na Bahia, a Conab também espera uma recuperação na colheita de conilon de 28,2%, estimada em 2,5 milhões de sacas. Neste cenário, o estado baiano recupera a posição de 2º maior produtor da espécie, ultrapassando Rondônia onde a expectativa é de uma colheita de 2,28 milhões de sacas.

Queda no café arábica

Já para o café arábica, espécie mais afetada pela bienalidade, a Conab prevê uma redução de 6,6% na colheita, com previsão de uma safra em torno de 37 milhões de sacas.

Em Minas Gerais, estado com maior área destinada para a produção de arábica, é esperada uma colheita de 25,65 milhões de sacas. De acordo com o levantamento, além do reflexo já esperado pelo ciclo de bienalidade da planta, entre abril e setembro do ano passado foi registrado um longo período seco e as lavouras enfrentaram instabilidade, apresentando menor vigor vegetativo, influenciando na queda de potencial produtivo dos cafezais.

Em São Paulo, a produtividade média também foi impactada pelos efeitos fisiológicos de baixa bienalidade, acompanhados pelas condições climáticas adversas registradas nas regiões produtoras. Com isso é esperada uma queda de 3,8% no desempenho das lavouras.

Por outro lado, a área destinada para a produção cresceu em 5,3%, chegando a 196 mil hectares, o que compensa a perda esperada nas produtividades resultando em um aumento na produção de 1,3%, estimada em 5,5 milhões de sacas.

Mercado

Após o recorde de exportação de café em 2024, quando o Brasil exportou 50,5 milhões de sacas de 60 quilos, os embarques para o exterior apresentaram uma ligeira redução no primeiro trimestre de 2025. No acumulado de janeiro a março de 2025, o Brasil exportou 11,7 milhões de sacas de 60 quilos, o que representa uma baixa de 1% na comparação com igual período do ano anterior, segundo dados consolidados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Essa redução na exportação em volume já era esperada devido à restrição dos estoques internos nos meses iniciais de 2025, influenciados pela limitação da produção nos últimos anos e exportação elevada no ano anterior.

Mesmo com a queda no volume comercializado, o valor com as vendas internacionais apresentou aumento no primeiro trimestre de 2025, movimento favorecido pelo cenário de alta dos preços do café neste início de ano. No acumulado de janeiro a março de 2025, o Brasil exportou US$ 4,1 bilhões, o que representa um aumento de 68,9% na comparação com igual período de 2024.

As cotações do produto no mercado internacional devem continuar pressionadas ao longo do ano, mesmo com a expectativa de aumento na produção mundial pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), visto que os estoques do grão seguem em níveis baixos possibilitando preços em patamares mais altos.



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Após dias de sol, vem temporal por aí! Confira a previsão do tempo



Depois de alguns dias com sol e tempo seco, temporais podem voltar a atingir, nas próximas horas, algumas regiões do Brasil. A informação é da Climatempo. A atuação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai, combinada com o forte fluxo de umidade vindo da faixa norte do país, favorece a ocorrência de chuva em algumas localidades.

Em São Paulo, a terça-feira será de sol ao longo do dia, sem previsão de chuva, e a máxima será de 28 °C. Acompanhe os detalhes da previsão do tempo em cada região do Brasil:

Região Sul

Uma área de baixa pressão no Paraguai, combinada com o fluxo de umidade proveniente do Norte do Brasil, favorece a formação de nuvens carregadas sobre o oeste, Missões e sul do Rio Grande do Sul. As pancadas podem vir com intensidade moderada a forte.

Nas demais áreas da região Sul, o sol predomina ao longo do dia, sem previsão de chuva. Destaque para as temperaturas elevadas, devido à atuação de um veranico nos três estados da região.

Região Sudeste

O tempo segue firme e seco na maior parte da região. O vento úmido que sopra do mar em direção à costa favorece um pouco de chuva no leste e norte do Espírito Santo e no nordeste de Minas Gerais. As demais áreas, incluindo as capitais, permanecem com tempo firme.

Em São Paulo, as temperaturas sobem um pouco mais devido à atuação da massa de ar seco — ou seja, o veranico também atua sobre o estado. A umidade relativa do ar poderá ficar abaixo dos 30% nos horários mais quentes, especialmente no noroeste paulista e no centro-oeste mineiro.

Região Centro-Oeste

A condição é de pouca chuva no oeste de Mato Grosso do Sul, com pancadas mais concentradas no extremo noroeste e norte de Mato Grosso, favorecidas pelo ar quente e úmido proveniente da Região Norte. O ar seco predomina nas demais áreas, com destaque para o calor. A atuação do veranico favorece uma elevação de até 5 °C nas máximas no oeste e sul de Mato Grosso do Sul.

Já no sul de Mato Grosso, sul de Goiás e centro-norte de Mato Grosso do Sul, as temperaturas também sobem de 3 °C a 5 °C acima da média. Com a presença da massa de ar seco, a umidade relativa do ar ficará abaixo dos 30% no norte de MS, leste de MT, Goiás e no Distrito Federal.

Região Nordeste

Os temporais continuam entre a Bahia e Sergipe, com aumento do volume de chuva novamente em Aracaju. Algumas pancadas fortes também podem ocorrer no litoral e norte do Maranhão. O tempo segue instável em Fortaleza e seco no interior da região.

Região Norte

A chuva volta a ganhar força, com destaque para Amazonas, Pará, Roraima, Amapá e Tocantins, onde há previsão de pancadas de intensidade moderada a forte. Há alerta de temporais no noroeste e norte do AM e no oeste de Roraima. No Acre, em Rondônia e no sul do Tocantins, a chuva diminui.



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Colheita de soja da safra 2024/25 atinge 97,7% da área no Brasil, diz Conab



A colheita da safra 2024/25 de soja atinge 97,7% da área no Brasil, conforme apontou relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) com dados até 3 de maio. Na semana passada os trabalhos atingiam 94,8% da área e, e no mesmo período do ano passado, a colheita estava completa em 94,3% da área. Já a média para o período nos últimos cinco anos é de 96,3%.

Produção de soja por estado

Os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Tocantins atingiram os 100% da colheita. A Bahia e o Piauí estavam com 99% da ceifa concluída. O Rio Grande do Sul colheu 92% e Santa Catarina atingiu 90%. O estado do Maranhão, até o dia 3 de maio, tinha colhido 73% de sua produção.

Relatório da safra

De acordo com a Conab, o acompanhamento da colheita tem o intuito de auxiliar na formulação das políticas agrícolas e de abastecimento, e ainda de subsidiar os produtores rurais em suas tomadas de decisão. A companhia oferece semanalmente informações sobre os percentuais de plantio e colheita das principais culturas anuais do país.

“A disponibilidade de grãos para o abastecimento junto ao mercado depende da sazonalidade dos elementos cultivados, que seguem de acordo com o calendário agrícola de cada região. Além disso, outros fatores são considerados, como a época mais adequada para a execução das operações, as condições climáticas, o ciclo de desenvolvimento das culturas e a oferta de mão-de-obra para o exercício das atividades”, informa o órgão.



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Atenção sojicultores! Períodos de vazio e semeadura da soja estão definidos


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta segunda-feira (5), a Portaria nº 1.271 que estabelece os períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura de soja em nível nacional, referentes à safra 2025/2026.

Segundo o Mapa, as medidas buscam combater a Ferrugem Asiática, considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura da soja, podendo ocorrer em qualquer estádio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde a praga foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção.

O vazio sanitário tem como objetivo reduzir ao máximo possível o inóculo de ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Para isso, durante um período contínuo, de no mínimo 90 dias, não é permitido plantar e nem manter vivas plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento na área determinada. Essa medida fitossanitária é uma das mais importantes para o controle da doença, minimizando os impactos negativos durante a safra seguinte.

Por sua vez, o calendário de semeadura, uma medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário, visa à racionalização do número de aplicações de fungicidas e a redução dos riscos de desenvolvimento de resistência da ferrugem asiática da soja às moléculas químicas utilizadas no seu controle. A ação foi implementada pelo Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS).

Confira os períodos de semeadura para a cultura da soja:

CALENDÁRIO SEMEADURA E VAZIO SOJA SAFRA 2025/26CALENDÁRIO SEMEADURA E VAZIO SOJA SAFRA 2025/26
Foto: divulgação/ Mapa

“Todo esse esforço não seria possível com a participação exclusiva do Mapa e contou com o apoio de muitas instituições, principalmente dos órgãos estaduais de defesa sanitária vegetal e instituições de pesquisa”, destacou a diretora do Departamento de Sanidade Vegetal, Edilene Cambraia.



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Expoingá espera ultrapassar R$ 1,1 bi em negócios



Uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil começa esta semana em Maringá, no Paraná. É a 51ª edição da Expoingá. A expectativa da Sociedade Rural de Maringá é atrair mais de 500 mil visitantes ao longo dos 10 dias de programação. Com o slogan “O Agro conecta” a feira espera ultrapassar o volume de negócios gerados e prospectados em 2024, que ficou em R$ 1,1 bilhão, segundo a organização. A Exposição se coloca como um grande ponto de encontro de conexões, evidenciando que o agro vai além da produção: é transformação.

A feira conta com mais de mil expositores e uma ampla programação de eventos técnicos voltados à inovação no agronegócio. Entre os temas em destaque estão digitalização no campo, automação de processos e sustentabilidade. Segundo a SRM, organizadora do evento, a feira deve reunir mais de 5 mil animais em exposição, além de julgamentos e leilões que vão destacar o que há de melhor na genética de bovinos, equinos e ovinos.

Maria Iraclézia de Araújo, presidente da SRM tem a expectativa de que a feira ultrapasse uma margem bem significativa de volume de comercialização e prospecção ao longo do ano. Temos a presença do segmento pecuário extremamente forte; estamos com exposições nacionais da raça Charolês, Texel, o Angus Ultra Black, outras raças de equinos e ovinos que vêm para a feira, com a realização de leilões e julgamentos, além de todos os implementos que aqui estão. Tudo aquilo que está ligado ao setor produtivo está na feira”, disse.

Provas com cavalos são algumas das atrações mais tradicionais e emocionantes da Expoingá. A edição deste ano promete reunir competidores de alto nível e animais de genética superior. Maria Iraclézia destaque que a Região e todo o estado têm o setor de equinos extremamente forte, o que gera provas de competição de alto nível, com tambores, baliza, laço e rodeio. “O Paraná é o segundo maior produtor de equinos do Brasil e a SRM tem uma escola, que gera competidores para provas de todo o país”, conta a presidente.

Entre diversas organizações da iniciativa pública e privada que participam da exposição, o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-PR) vai mostrar a trajetória da Extensão Rural no Estado e sua importância para a produção sustentável de alimentos. Além disso, a conectividade do meio rural com diferentes segmentos da sociedade norteia o trabalho do Instituto durante a feira.

A Expoingá 2025 acontece de 8 a 18 de maio no Parque Internacional de Exposições de Maringá Francisco Feio Ribeiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Pastagens apresentam boa oferta, mas clima afeta regiões


A disponibilidade de massa forrageira nas áreas de campo nativo e nas pastagens cultivadas do Rio Grande do Sul é considerada satisfatória, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar. As pastagens de inverno estão em fases de semeadura, germinação e perfilhamento, momentos indicados para a adubação nitrogenada.

Na região administrativa de Bagé, a área com forrageiras de inverno ainda é restrita. “Há poucos potreiros de aveia e trevo perenizado”, informou o boletim. A falta de chuvas em Alegrete e Manoel Viana interrompeu a semeadura de aveia e azevém.

Em Caxias do Sul, os campos nativos apresentaram bom desenvolvimento, mas estão perdendo qualidade com o fim do ciclo das forrageiras. Na região de Erechim, os produtores realizam sobressemeadura de variedades de inverno, tanto a lanço quanto em linha, conforme a topografia. No entanto, “há dificuldades de germinação e crescimento devido à ausência de chuvas nas áreas já semeadas”, destacou o relatório.

Em Frederico Westphalen, produtores enfrentam escassez de sementes de cereais de inverno, destinadas tanto ao pastejo quanto à produção de silagem. Na região de Ijuí, nos municípios de Derrubadas e Tenente Portela, o volume de chuvas foi suficiente para manter a umidade no solo. “As forrageiras anuais de inverno estão com crescimento adequado, o que já permite o início do pastejo”, observou a Emater.

No Passo Fundo, inicia-se o período de redução do crescimento natural das espécies forrageiras do campo nativo. “Os campos entram em fase de repouso e, em breve, os bovinos serão transferidos para as pastagens cultivadas”, informou o boletim.

Na região de Pelotas, as pastagens anuais de verão já foram encerradas na maioria das propriedades, enquanto as perenes ainda permitem o pastoreio. Em Porto Alegre, está em andamento a implantação das pastagens anuais de inverno, principalmente em áreas antes ocupadas por lavouras de verão.

Na região de Santa Rosa, a deficiência hídrica, mesmo que temporária, causa estresse fisiológico nas plantas jovens, reduzindo a taxa de expansão foliar, a fotossíntese e o desenvolvimento vegetativo. Já em Soledade, as pastagens perenes continuam oferecendo forragem, embora com crescimento limitado.





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Alagoas intensifica combate à ‘Sigatoka Negra’ que ameaça bananais no estado



A produção de banana em Alagoas enfrenta um desafio crescente: a disseminação da Sigatoka Negra.

Essa doença fúngica compromete as folhas da bananeira, reduz a produtividade e ameaça a sustentabilidade da agricultura familiar no estado.

Para conter esse avanço, o Sebrae Alagoas promoveu uma capacitação destinada a consultores e Agentes Locais de Inovação (ALI Rural), garantindo que esses profissionais possam multiplicar conhecimento e ajudar os produtores no controle da doença.

Treinamento em campo fortalece estratégias de manejo

A capacitação ocorreu em dois momentos distintos. No primeiro dia, em Maceió, os participantes receberam palestras sobre sintomas, impacto econômico e medidas de controle, conduzidas por especialistas da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), do Instituto Federal de Alagoas (Ifal – Campus Maragogi) e do Sistema Faeal/Senar.

Em seguida, no segundo dia, os profissionais participaram de uma visita técnica a uma propriedade em Porto Calvo.

O treinamento prático proporcionou uma visão clara dos impactos da Sigatoka Negra.

Os técnicos observaram duas situações distintas: uma área onde o manejo integrado de pragas foi corretamente aplicado e gerou bons resultados no controle da doença; e outra onde nenhuma intervenção ocorreu, revelando os danos causados pela falta de manejo adequado.

Riscos para a produção e impacto na agricultura familiar

A bananicultura tem grande relevância econômica em Alagoas, sobretudo para pequenos produtores ligados à agricultura familiar.

Entretanto, a Sigatoka Negra ameaça a continuidade dessa atividade, exigindo medidas urgentes de contenção.

A Adeal já confirmou a presença da doença em 18 municípios, mas esse número pode ser maior, pois muitas áreas ainda precisam ser avaliadas.

“Esses profissionais estão na linha de frente do atendimento ao agricultor. Ao atualizá-los sobre a Sigatoka Negra no cultivo da banana, ampliamos a rede de vigilância e controle da doença em Alagoas, evitando uma crise ainda maior no setor”, destacou Humberto Sant’Anna, analista de Competitividade Setorial do Sebrae Alagoas.

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Soluções e cuidados para o produtor

A ‘Sigatoka Negra’ compromete a fotossíntese da planta, afeta a qualidade dos frutos e, se não for controlada, pode inviabilizar a colheita. 

Além da capacitação teórica e prática, os especialistas destacaram a necessidade de ações contínuas para combater a Sigatoka Negra.

O uso de produtos químicos autorizados, o monitoramento semanal das plantações e o descarte correto de folhas infectadas são estratégias essenciais para evitar a propagação da doença.

Com iniciativas como essa, o Sebrae Alagoas mantém sua rede técnica atualizada, fortalecendo o atendimento no campo e promovendo soluções adequadas à realidade dos produtores.

Dessa forma, agricultores ganham suporte para lidar com desafios como a Sigatoka Negra, assegurando a continuidade e o crescimento sustentável da produção de banana no estado.



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