domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Você sabe o que é veranico?


Imagem de Orlando por Pixabay

Os produtores de soja devem redobrar a atenção diante de um veranico, fenômeno climático caracterizado por períodos anormais de calor e estiagem durante estações tipicamente frias, como o outono e o inverno. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o veranico se caracteriza pela ausência de chuvas e temperaturas elevadas durante quatro a cinco dias consecutivos, podendo se estender por ainda mais tempo.

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”O veranico provoca anomalias de temperatura máxima entre 3°C e 5°C acima da média e, ao contrário de uma onda de calor, que geralmente vem acompanhada de chuvas, o fenômeno se caracteriza pela ausência de precipitação. Sem a umidade necessária, os impactos sobre as plantas e o solo são bastante visíveis, o que afeta as lavouras, comenta Arthur Müller.

Impactos nas lavouras

Nas lavouras de soja, o veranico, também conhecido como ‘verão fora de época’, representa um risco ao desenvolvimento dos trabalhos, especialmente durante as fases críticas de floração e enchimento dos grãos, quando as plantas mais necessitam de umidade no solo. ”A falta de água nesse período reduz o tamanho e o peso dos grãos, comprometendo diretamente a produtividade por hectare”, explica Arthur Müller.

Além da queda na produtividade, o episódio favorece o aparecimento de pragas, como ácaros, e diminui a umidade relativa do ar para níveis abaixo de 30%, o que eleva o risco de incêndios em áreas rurais.

O que os produtores podem fazer durante o veranico?

Para reduzir os impactos do veranico sobre a produção agrícola, há a recomendação de uma série de boas práticas de manejo e planejamento, como:

  • Manter a umidade do solo é essencial para garantir que ele permaneça úmido, especialmente durante as fases críticas de floração e enchimento dos grãos. Quando possível, a irrigação suplementar pode ser uma prática altamente eficaz para evitar a falta de água nas plantas.
  • Optar por cultivares adaptadas à região, com ciclos de maturação variados, ajuda a diversificar os riscos. Essa estratégia aumenta a resistência das lavouras, permitindo que, caso ocorra um veranico, parte da produção se mantenha mais protegida.
  • Realizar um monitoramento constante da umidade do solo é importante para garantir que as plantas não sofram com o estresse hídrico. Em momentos de necessidade, a irrigação suplementar pode ser aplicada para minimizar os impactos negativos, especialmente nas fases mais vulneráveis.
  • Acompanhar frequentemente as previsões meteorológicas permite ajustar o calendário agrícola de forma eficaz. Dessa forma, é possível antecipar eventos climáticos adversos e planejar as atividades agrícolas com maior precisão, adaptando-se às variações climáticas previstas.

Clima ideal e riscos prolongados

A soja se desenvolve de maneira ideal em temperaturas entre 20°C e 30°C. Qualquer variação prolongada fora dessa faixa pode prejudicar o crescimento das plantas e comprometer o rendimento da safra.

Segundo o meteorologista, se o veranico persistir por 30 a 60 dias, já pode ser classificado como seca. E se ultrapassar os 90 a 120 dias, configura-se uma estiagem, o que exige maior atenção por parte dos produtores.

Em meio a fenômenos climáticos como ondas de calor, veranicos, secas e estiagens, a recomendação é clara: o monitoramento constante das condições climáticas, combinado à adoção de práticas agrícolas sustentáveis, é essencial para que os sojicultores minimizem os impactos dessas variações e garantam a saúde de suas lavouras.

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Brasil abre escritório de proteína animal em Pequim para impulsionar exportações



Com foco na ampliação das relações com o principal destino internacional da proteína animal do Brasil, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) inauguram, na próxima quarta-feira (14), um escritório conjunto dos setores produtivos em Pequim (China), instalados com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A nova estrutura também apoiará ações institucionais promovidas pelos projetos setoriais Brazilian Beef, Brazilian Chicken, Brazilian Pork e Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck, mantidos pelas entidades em parceria com a ApexBrasil.

Segundo as entidades, o novo escritório será um hub institucional e operacional para as associações na Ásia, oferecendo suporte direto às empresas associadas, promovendo o relacionamento com autoridades locais e apoiando ações comerciais e promocionais em toda a região.

Proteína brasileira

Na avaliação do presidente da ABIEC, Roberto Perosa, a instalação do escritório representa um avanço importante na estrutura de apoio às exportações brasileiras de proteínas animais, especialmente em um cenário de intensificação das relações comerciais e sanitárias com os mercados asiáticos.

“Estabelecer uma estrutura fixa na capital chinesa é uma iniciativa fundamental para garantir mais previsibilidade e agilidade na interlocução com o governo local, especialmente em temas sanitários, regulatórios e comerciais. A presença institucional da ABIEC no país também reforça o suporte às empresas associadas e contribui para uma atuação mais coordenada, próxima e eficaz em toda a região”, afirma Perosa.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a iniciativa representa um marco estratégico para o setor de proteínas animais do Brasil, consolidando uma base institucional no maior mercado de destino das exportações brasileiras do setor.

“A presença física em Pequim reforça o compromisso do Brasil com seus parceiros asiáticos e amplia nossa capacidade de atuação institucional. Estar presente onde as decisões são tomadas é essencial para fortalecer relações, entender e atender demandas locais e promover as credenciais sanitárias e sustentáveis das nossas proteínas. Este é um movimento estratégico para ampliar o protagonismo do Brasil como parceiro confiável da segurança alimentar mundial. A base em Pequim funcionará como uma ponte entre os setores produtivos brasileiros e os mercados asiáticos, favorecendo a construção de parcerias de longo prazo e a resposta a demandas comerciais e sanitárias com mais agilidade e proximidade”, destaca Santin.

Mercado chinês

Principal destino das exportações de carne de frango, a China importou 140,4 mil toneladas apenas no primeiro trimestre de 2025. De carne suína, foram 53,4 mil toneladas no mesmo período.

No caso da carne bovina, as exportações brasileiras para a China totalizaram 284,6 mil toneladas nos três primeiros meses do ano (42,1% do total exportado). Somados, os três setores geraram uma receita de aproximadamente US$ 1,81 bilhão no período.

O escritório funcionará no Prosper Center, na sala 509 do 5° andar, localizado na Guanghua Road, número 5, em Chaoyang, região central de Pequim. A estrutura foi escolhida para facilitar a atuação conjunta das associações e o atendimento às empresas associadas que operam na Ásia.



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Perigo extremo! Frente fria provoca chuva de até 300 mm e ventos de 90 km/h



O tempo será instável em várias regiões do Brasil, com destaque para os estados do Rio Grande do Sul, Bahia e Sergipe. Para se ter uma ideia da gravidade, dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) mostram que a cidade de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador, teve um acumulo de 384 mm de chuva em apenas sete dias – quase o dobro da média mensal, que é de 203 mm. Santo Amaro, também na faixa leste da Bahia, registrou 365,5 mm, frente a uma média de 127 mm.

No Rio Grande do Sul, a passagem de uma frente fria pode causar problemas. Confira a previsão do tempo em todo o Brasil, de acordo com a Climatempo:

Frente fria na região Sul

A quinta-feira terá risco de temporais e ventania no oeste e na região da Campanha Gaúcha, especialmente nas cidades próximas à fronteira com o Uruguai e a Argentina, como Uruguaiana, Quaraí e Candiota.

No sul do estado, a chuva também chega com alerta para temporais. Na faixa centro-leste do Rio Grande do Sul, incluindo a capital Porto Alegre, a chuva ocorre em forma de pancadas, com intensidade moderada a forte.

Já na faixa norte do estado, em Santa Catarina e no Paraná, o sol predomina ao longo do dia, com destaque para as temperaturas elevadas, devido à presença de uma massa de ar quente.

Região Sudeste

No Espírito Santo e no norte do Rio de Janeiro, o vento úmido que sopra do mar para o continente continua favorecendo pancadas isoladas de chuva. Nas demais áreas do Sudeste, o tempo será firme e seco.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, com a presença do sol, a temperatura sobe à tarde, com sensação de calor. Destaque para os baixos índices de umidade relativa do ar, que ficarão abaixo dos 30% no centro e oeste de São Paulo e no oeste de Minas Gerais.

Região Centro-Oeste

O ar seco predomina, com umidade relativa do ar abaixo dos 30% em Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal. Não há previsão de chuva. O dia será ensolarado e quente, principalmente em Cuiabá.

No norte de Mato Grosso, pancadas isoladas são esperadas, devido à umidade vinda da Região Norte.

Chuva forte no litoral do Nordeste

Há alerta para possíveis alagamentos e deslizamentos no leste da Bahia, especialmente em Salvador, devido ao grande volume de chuva registrado nos últimos dias e à previsão de mais chuva nesta quinta-feira.

A previsão é de chuva moderada do litoral baiano até o litoral de Alagoas, com destaque para a faixa da capital baiana, onde a intensidade da chuva aumenta e o risco de temporais é elevado.

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continuará influenciando o tempo desde o litoral do Maranhão até o litoral de Pernambuco, com previsão de chuva moderada. No litoral do Ceará, a aproximação da ZCIT provoca chuvas fracas.

Região Norte

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) estimula a formação de nuvens carregadas em boa parte da região. Há alerta para temporais no norte do Amazonas, em Roraima e no norte do Amapá.

Nas demais áreas, a chuva também ocorre em forma de pancadas, com destaque para o Amazonas, norte de Rondônia e centro-norte do Pará, onde as precipitações terão intensidade moderada a forte. Nas outras áreas, as pancadas serão mais isoladas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Nova lei do CBios prevê multas milionárias



Entre os principais pontos, destaca-se a aplicação de multas de até R$ 50 milhões



Entre os principais pontos, destaca-se a aplicação de multas de até R$ 50 milhões
Entre os principais pontos, destaca-se a aplicação de multas de até R$ 50 milhões – Foto: Divulgação

Segundo relatório do Itaú BBA, o Ministério de Minas e Energia (MME) deu um passo decisivo para fortalecer a governança do mercado de Créditos de Descarbonização (CBios), ao publicar, em 17 de abril, o decreto que regulamenta a Lei 15.082/2024 — conhecida como a “lei do CBios”. A nova regulamentação obriga o rateio de parte das receitas líquidas obtidas com os CBios aos produtores de cana-de-açúcar, além de endurecer as penalidades para distribuidoras de combustíveis que descumprirem suas metas no programa RenovaBio.

Entre os principais pontos, destaca-se a aplicação de multas de até R$ 50 milhões às usinas que descumprirem o rateio dos CBios com os fornecedores de matéria-prima. Já para distribuidoras inadimplentes, o valor máximo das multas saltou de R$ 50 milhões para R$ 500 milhões. Além disso, o não cumprimento das metas passa a ser considerado crime ambiental, com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) encarregada de encaminhar os nomes das empresas devedoras ao Ministério Público Federal (MPF) e ao IBAMA.

Outro avanço importante é o fortalecimento da atuação da ANP, que ficará responsável por definir os critérios para inclusão de distribuidoras inadimplentes em uma lista que impede sua atuação no mercado. A regularização só ocorrerá com a aposentadoria dos CBios correspondentes à meta não cumprida. O Itaú BBA destaca que esses critérios deverão passar por consulta pública, o que adiciona um passo adicional à implementação plena do decreto.

Por fim, o MME ajuizou no STF uma ação para suspender liminares que atualmente protegem distribuidoras inadimplentes, antecipando uma possível judicialização em massa por parte dessas empresas. A nova legislação também prevê que produtores e importadores que comercializarem combustíveis com empresas listadas como inadimplentes sejam punidos com multas equivalentes às da distribuidora irregular.

 





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Cidades nordestinas que sofrem com a seca recebem máquinas e equipamentos agrícolas


Com o objetivo de apoiar o produtor rural, visando aumentar a produtividade agropecuária e melhorar a qualidade dos produtos do setor, a Superintendência de Agricultura e Pecuária da Bahia (SFA-BA), em parceria com o governo do estado, por meio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Ação Regional (CAR), entregaram máquinas e diversos equipamentos, como retroescavadeiras e carretas-pipa, adquiridos por meio do Convênio nº 942946/2023, firmado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a CAR.

Os municípios beneficiados foram: Curaçá, Santa Brígida, Abaré, Chorrochó, Rodelas, Mucururê.

“Considerando a atual situação de seca que afeta essas cidades, a entrega desses bens é fundamental para aliviar o sofrimento da população devido à escassez de água potável e para matar a sede dos animais”, informou o Mapa.

Carretas-pipa municípios da Bahia Carretas-pipa municípios da Bahia
Entrega de carretas-pipa Foto: divulgação/ Mapa

Segundo o ministério, os Convênios celebrados com o governo do estado e prefeituras são importantes no sentido de equipar os municípios, Secretarias Estaduais e Órgãos estaduais.

“Eles proporcionam equipamentos e infraestrutura que apoiam o produtor rural, aumentando a produtividade agropecuária e melhorando a qualidade dos produtos do setor”, comunicou o ministério.

A Divisão de Desenvolvimento Rural (DDR/SFA-BA) é responsável pela análise e aprovação das propostas, além do acompanhamento e fiscalização dos convênios.

A ideia é garantir que as metas estabelecidas sejam cumpridas de acordo com o que está prescrito no Plano de Trabalho, nos respectivos convênios e em outros instrumentos de transferências voluntárias do governo federal.



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Cotações do boi estão em tendência de queda, informa Cepea


Nas últimas duas semanas os preços dos animais para abate (boi e vaca) estão em queda, na maioria das regiões produtoras. É o que aponta os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Nesta semana, segundo o Centro de Pesquisas, o intervalo do boi gordo no estado de São Paulo vai de R$ 310 a R$ 335, com as máximas sendo obtidas por lotes que atendem aos critérios mais elevados dos compradores.

Tabela primeira semana de maio cotação da arroba do boiTabela primeira semana de maio cotação da arroba do boi
Valor por arroba de 15 kg. Os preços divulgados são livres de Funrural Foto: divulgação/ Cepea

De acordo com o Cepea, por causa desta situação, nos últimos dias, os preços e a liquidez no segmento de reposição começaram a perder fôlego, mas de forma discreta até o momento, reforça o órgão.

“De modo geral, essas negociações estão em bom ritmo, com alto percentual de arremate nos leilões, indicando o otimismo de recriadores com a pecuária em curto e médio prazos”, informa os pesquisadores do Cepea.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP). A entidade realiza pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio.



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Urucum de Paranacity conquista selo de Indicação Geográfica por Procedência


O urucum cultivado em Paranacity e Cruzeiro do Sul, no Paraná, conquistou recentemente a primeira Indicação Geográfica (IG) de Procedência (IP) do Brasil para esse tipo de fruto. 

O selo, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reconhece a qualidade única do produto e chancela a marca como “urucum de Paranacity”.

O fruto tem alto teor de bixina – um carotenoide responsável pela coloração avermelhada do fruto -, e um manejo diferenciado, resultado da experiência acumulada por décadas pelos produtores locais.

Enquanto o urucum comum têm cerca de 3% de bixina (o pigmento), o urucum de Paranacity atinge mais de 5%.

O produto é utilizado em indústrias têxteis, cosméticas, farmacológicas, alimentícias e como condimento – nas cozinhas dos lares, segundo o INPI, também é conhecido como “colorau” ou “colorífico” e utilizado para dar cor a variados pratos.

Com o selo de Indicação de Procedência (IP), os produtores ganham visibilidade nacional e até internacional, abrem portas para novos mercados e agregam mais valor ao que já produzem com excelência.

A produção média, que chegou a 1,2 mil quilos por hectare na última safra, tem grande potencial de valorização.

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Plantação de Urucum Plantação de Urucum
Fruto é cultivado há cerca de meio século na região. Fotos: Adriano Oltramari | ASN/PR.

Tradição de décadas no campo

A produção local do fruto data do fim da década de 1970 ao início dos anos 1980.

Os municípios são tradicionalmente conhecidos pelo cultivo do urucum e, aliás, são os maiores produtores do Paraná, concentrando 600 hectares de urucuzeiros – originários da região amazônica. 

Em anos de bons preços, o quilo pode atingir R$ 22, e com a IG, a expectativa é de alta ainda maior, além da abertura de possibilidades para exportação direta.

Pioneiro na produção, João Trindade Lopes plantou o primeiro pé de urucum no município em 1981. A família tem 51 alqueires dedicados à produção do fruto, enviada para São Paulo e para alguns estados do Nordeste.

Para o neto do pioneiro, Victor Salvadego Lopes, a IG ajudará a agregar valor ao produto.

“Meu avô conta que ninguém sabia como cultivar quando ele começou. Fez mudas, usou muita mão de obra e, com o passar dos anos, estabeleceu a cultura que se disseminou na região. Com a IG, esperamos atrair novos compradores”, comenta Victor Lopes.

Com a nova conquista, o Paraná soma 17 produtos reconhecidos por Indicação Geográfica. Entre eles, estão o mel de Ortigueira, os queijos de Witmarsum, o morango do Norte Pioneiro e a bala de banana de Antonina.

Além desses 17 reconhecidos, há ainda uma Indicação Geográfica concedida a Santa Catarina, que envolve também municípios do Paraná e do Rio Grande do Sul: o mel de melato da bracatinga do Planalto Sul do Brasil.

A valorização das IGs reforça a importância de preservar tradições regionais e estimular práticas agrícolas sustentáveis, que fortalecem a economia rural e geram oportunidades para milhares de famílias no campo.



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BNDES aprova financiamento de R$ 44,5 mi para expansão do Grupo Terraverde



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 44,5 milhões para o Grupo Terraverde construir novas lojas e modernizar unidades no estado de São Paulo. A meta é atender à crescente demanda por máquinas e equipamentos para os setores agrícolas e de construção, com a conclusão do projeto prevista para o segundo semestre de 2026.

O financiamento, por meio do programa BNDES Finem – Demais Investimentos em Comércio e Serviços, inclui a construção de novas lojas em Piracicaba (SP) e Jaú (SP) e a modernização das lojas de Casa Branca (SP) e Araras (SP).

BNDES Finem

O programa tem como objetivo financiar investimentos em diversos setores da economia, incluindo comércio e serviços. Por meio desse programa, o BNDES apoia projetos que promovem o desenvolvimento econômico e social, contribuindo para a geração de empregos, a modernização de infraestruturas e o fortalecimento de empresas estratégicas para o país.

Com o projeto, o Grupo Terraverde espera fortalecer sua infraestrutura, aumentar a competitividade e criar aproximadamente 50 novos empregos diretos. Além de aumentar a visibilidade de disponibilidade dos produtos e serviços da marca John Deere tanto no segmento agrícola quanto no de construção e pavimentação.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o banco auxilia o agronegócio nacional em diversos aspectos. No Plano Safra 2024/2025, por exemplo, a instituição aprovou R$ 29,7 bilhões em crédito, atendendo a mais de 125 mil operações no período.

“É uma diretriz do governo do presidente Lula fortalecer a agropecuária no país, setor responsável por uma imensa cadeia produtiva. E o BNDES é um operador importante no financiamento para garantir a expansão de negócios, o aumento da produção e a geração de emprego e renda, seja por meio do Plano Safra, seja com instrumentos próprios, como o Finem”, explicou Mercadante.

Grupo Terraverde

Fundado em 1989, o Grupo Terraverde é um conglomerado empresarial com atuação nos segmentos de vendas e locação de máquinas agrícolas, além da comercialização de pneus para transporte agrícola.

A Terraverde Máquinas Agrícolas, maior empresa do Grupo, é responsável pela comercialização e distribuição de máquinas agrícolas, contando com oito filiais no estado de São Paulo. Já a Terraverde Real Estate, cliente da operação com o BNDES, é a holding patrimonial do Grupo, responsável pela gestão dos ativos imobiliários, incluindo a construção das novas lojas e a modernização das unidades existentes.



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AgroNewsPolítica & Agro

AGU emite parecer favorável à liberação de drones no CE


A Advocacia Geral da União (AGU) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à manutenção, no Ceará, da Lei Estadual 19.135/24, que permite o uso de drones para o trato de lavouras no Estado. Para a AGU, além de uma evolução tecnológica no trabalho nas lavouras, o uso de drones pode melhorar a precisão da aplicação de defensivos agrícolas e diminuir significativamente o impacto ambiental e a exposição humana a essas substâncias.

De acordo com pareceres do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) citados no documento, a pulverização via drone reduz em até 97% a exposição do aplicador a agrotóxicos em comparação à aplicação costal – considerada de alto nível de exposição. Além de permitir controle mais rigoroso da área tratada e menor deriva dos produtos químicos. E ainda contribuir para a descarbonização da agricultura brasileira – já que tais equipamentos utilizam motores elétricos.

A AGU reforça que a legislação estadual  mantém a proibição da pulverização por aeronaves tripuladas e só autoriza o uso de drones quando atendidas exigências como altura máxima de dois metros da copa da cultura, velocidade do vento inferior a 10 km/h e distância mínima de 30 metros de áreas sensíveis – critérios que vão além das exigências federais. O órgão de assessoramento jurídico da União frisa ainda que a norma cearense não só respeita o pacto federativo como representa um avanço na proteção ambiental, ao incorporar tecnologias mais seguras e eficazes.

AÇÃO

O parecer havia sido solicitado pelo ministro Luiz Fux, relator no STF da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7794/25, movida pelo  Partido Socialismo e Liberdade (Psol) contra a norma estadual sancionada em dezembro passado e que permitiu o uso dos equipamentos remotos. A Lei 19.135/24 havia sido aprovada no final do ano flexibilizando a vedação que existe desde 2019 para a pulverização aérea no Estado. A nova regra foi apoiada inclusive pelo governador Elmano de Freitas (PT), que havia sido um dos autores da proibição de seis anos atrás.

Em sua ação, o Psol alega, entre outras coisas, que a norma cearense que agora permitiu o uso de drones agrícolas no Estado é inconstitucional. Isso porque violaria a competência privativa da União para legislar sobre navegação aérea.

Ironicamente, o mesmo argumento que figurou em situação oposta (e foi derrubado em 2023 pela corte), quando a Confederação Nacional da Agropecuária (CNA) moveu no STF a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6137 – justamente CONTRA a Lei de 2019 que proibiu a aviação agrícola no Ceará.

Outro argumento do Partido seria a de violação aos direitos constitucionais ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, à saúde e à vida digna, bem como aos princípios da precaução, da prevenção e da vedação ao retrocesso ambiental. Neste caso porque, em tese, pulverização aérea havia sido proibida em 2019 por ser considerada perigosa.

O que é rebatido pela AGU pelo fato da nova legislação representar, na verdade, adaptação a avanços tecnológicos mais recentes. Promovendo assim maior precisão na aplicação de agrotóxicos, reduzindo desperdícios e impactos ambientais, além de minimizar a exposição humana a substâncias tóxicas.    

Além da Advocacia Geral da União, os Ministérios da Agricultura, do Meio Ambiente e da Saúde, bem como a Assembleia Legislativa do Ceará e o próprio Executivo estadual também foram citados para se manifestar. Enquanto o Sindag e outras entidades ligadas à agricultura devem pedir para entrar no processo como amicus curiae (terceiro interessado, cujo conhecimento ou relação com o debate pode contribuir com a discussão).





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Índice Geral de Preços no Brasil e dados econômicos da Europa: comece o dia bem informado


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a valorização global do dólar após o Fed sinalizar cautela sobre cortes de juros. A moeda subiu a R$ 5,74, maior nível em duas semanas.

No Brasil, a produção industrial surpreendeu positivamente, mas o Ibovespa recuou 0,09%. A Selic subiu para 14,75%, com tom hawkish do BC. Hoje, atenção a dados na Alemanha, Reino Unido, EUA e aos índices IGP-DI e IPP no Brasil.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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