sexta-feira, maio 22, 2026

Autor: Redação

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setor sucroalcooleiro entre oportunidades e desafios


O setor sucroalcooleiro no Brasil em 2025 enfrenta desafios e oportunidades. A produção de açúcar deve cair 4,7%, impactada por condições climáticas adversas, enquanto o consumo global segue em alta. A produção de etanol de milho deve crescer 22%, compensando a queda na produção de etanol de cana.

A indústria sucroenergética registrou recordes em 2024, mas ainda lida com os efeitos da seca e das queimadas. O açúcar deve manter preços elevados, impulsionado pela demanda de mercados emergentes e estoques reduzidos. Já o etanol pode se beneficiar da ampliação da mistura na gasolina e da valorização do dólar.

Além disso, há um litígio judicial envolvendo indenizações ao setor, o que pode impactar financeiramente algumas empresas. Apesar dos desafios, o Brasil segue como protagonista no mercado global de açúcar e bioenergia.

O mercado global de açúcar em 2025 apresenta um cenário de forte volatilidade, impulsionado por fatores macroeconômicos e de disponibilidade. A inflação global deve cair para 3,5%, favorecendo economias avançadas, enquanto países como Brasil, Índia e China enfrentam desafios.

O Brasil, maior fornecedor mundial, deve consolidar sua liderança nas exportações, com preços sustentados por estoques reduzidos e demanda crescente de mercados emergentes como Paquistão e Indonésia. A valorização do real pode limitar novas vendas, mas tensões comerciais entre potências globais podem abrir oportunidades para o setor.

Protagonista incontestável

Com uma demanda robusta e desafios climáticos, o Brasil segue como um protagonista incontestável na produção e exportação de açúcar. O mercado global da commodity impacta diretamente a economia brasileira, especialmente na região Centro-Sul, onde a produção é mais intensa.

Em 2025, o Brasil deve consolidar sua liderança nas exportações, impulsionado por preços elevados e demanda crescente de países emergentes, como os já citados Paquistão e Indonésia.

A valorização do dólar pode favorecer as exportações, tornando o açúcar brasileiro mais competitivo no mercado internacional. Além disso, tensões comerciais entre grandes potências, como Estados Unidos e China, podem abrir novas oportunidades para o setor sucroalcooleiro brasileiro.

No mercado interno, os preços devem se manter em patamares favoráveis, com uma possível arbitragem entre os mercados doméstico e externo. Apesar da instabilidade macroeconômica, a economia brasileira deve continuar crescendo, absorvendo parte da oferta destinada ao mercado interno.

Desafios ao setor sucroalcooleiro

O setor sucroalcooleiro no Brasil enfrenta desafios significativos em 2025, mas também oportunidades estratégicas. Aqui estão alguns dos principais desafios:

  • Insegurança jurídica: o governo tenta reverter uma decisão judicial que reconheceu indenizações ao setor, o que pode impactar financeiramente algumas empresas.
  • Oscilações de preços: a volatilidade no mercado global de açúcar e etanol afeta a rentabilidade do setor.
  • Condições climáticas adversas: a seca e queimadas em 2024 impactaram a produtividade da cana-de-açúcar, gerando preocupações para a safra 2025/2026.
  • Desafios tecnológicos: a adoção de inteligência artificial no agronegócio enfrenta barreiras regulatórias e culturais, dificultando a modernização do setor.
  • Reestruturação financeira: empresas como a Raízen estão passando por ajustes para reduzir custos e melhorar a eficiência, mas isso pode levar anos para gerar retorno aos acionistas.

Apesar desses desafios, o Brasil segue como líder global na produção de açúcar e bioenergia, com oportunidades de crescimento no mercado externo e na transição energética.

Oportunidades em 2025

O setor sucroalcooleiro no Brasil tem grandes oportunidades em 2025, apesar dos desafios. Algumas das principais perspectivas incluem:

  • Expansão das exportações: o Brasil deve consolidar sua liderança global no comércio de açúcar, impulsionado pela demanda de mercados emergentes e estoques reduzidos.
  • Valorização do etanol: a expectativa de aumento da mistura de etanol na gasolina pode fortalecer o mercado interno e impulsionar investimentos.
  • Investimentos em tecnologia: a modernização da colheita e do transporte, incluindo a locação de veículos pesados, pode reduzir custos e aumentar a eficiência.
  • Câmbio favorável: a valorização do dólar pode beneficiar as exportações brasileiras, tornando o açúcar e o etanol mais competitivos no mercado internacional.
  • Oportunidades comerciais: tensões comerciais entre grandes potências, como Estados Unidos e China, podem abrir novas possibilidades para o Brasil.

Com um cenário global favorável e investimentos estratégicos, o setor pode se fortalecer ainda mais.

Maurício Muruci, de Safras & MercadoMaurício Muruci, de Safras & Mercado

*Maurício Muruci é especialista em açúcar, etanol e biodiesel da Safras & Mercado, com mais de 15 anos de experiência em análises econômicas e consultoria para mercados agrícolas


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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preços seguem firmes frente à baixa oferta



Desde o início de junho, o mercado pecuário como um todo tem se mantido firme. É isso que apontam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o instituto, os reajustes não são intensos, mas frequentes. A oferta é relativamente baixa, e, para preencher as escalas, os frigoríficos precisam ajustar os preços. Pesquisadores explicam que pecuaristas seguem na expectativa de novas altas após o feriado e negociam aos poucos. 

Começa a aumentar as vendas de gado de confinamento, e esses animais, em lotes mais padronizados e com bom acabamento, alcançam valores maiores. O ritmo de embarques está mais acelerado que em maio, o que ajuda a explicar os preços firmes tanto dos animais para abate quanto da carne no atacado nacional. 

O volume exportado por dia aumentou 13% em relação ao mês passado, subindo para a média de 11,7 mil toneladas de carne in natura. Em junho/24, a média diária foi de 9,6 mil toneladas, ou seja, o desempenho dessa parcial do mês está quase 22% maior, conforme dados da Secex analisados pelo Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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preços despencam frente à maior oferta da proteína



Os preços médios da carne de frango vêm caindo com força comparando-se esta parcial de junho com o mês anterior. É isso que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

As cotações das principais concorrentes, as carnes bovina e suína, também têm recuado, mas de forma mais moderada. Como resultado, a proteína avícola vem ganhando competitividade frente às substitutas, aponta o centro de pesquisas.

Segundo pesquisadores, a grande quantidade de carne de frango disponível no mercado interno em junho tem pressionado significativamente os valores dessa proteína.

Este fato se dá diante das restrições às exportações impostas pelos parceiros comerciais do Brasil devido à gripe aviária.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Estoques maiores pressionam preço do cacau



Outro elemento que pesou na retração dos preços foi a recuperação dos estoques



Outro elemento que pesou na retração dos preços foi a tendência de recuperação dos estoques
Outro elemento que pesou na retração dos preços foi a tendência de recuperação dos estoques – Foto: Pixabay

De acordo com informações da StoneX, entre os dias 6 e 13 de junho, os contratos futuros de cacau registraram queda nas bolsas internacionais. O mercado manteve uma postura de cautela em relação à disponibilidade global do produto, considerando a persistência de incertezas sobre os próximos indicadores de oferta e demanda que devem ser divulgados nos próximos meses.

Apesar das preocupações com a escassez em algumas regiões, relatos de chuvas mais favoráveis nos principais países produtores contribuíram para aliviar parte das tensões. Essas precipitações são essenciais para o desenvolvimento das lavouras, podendo melhorar a qualidade e o volume da safra, fatores que impactam diretamente as cotações.

Outro elemento que pesou na retração dos preços foi a tendência de recuperação dos estoques certificados nas bolsas internacionais. Nas últimas semanas, os estoques apresentaram sinais de reposição, o que reduz a pressão de alta sobre os contratos e traz mais segurança para os agentes do mercado.

Diante desse cenário, o mercado segue atento às condições climáticas e aos relatórios de colheita, que serão determinantes para a definição das próximas estratégias de compra e venda. A expectativa é de que o comportamento das chuvas e a evolução dos estoques continuem ditando o rumo dos preços do cacau no curto prazo.

“O movimento de baixa, por sua vez, parece ter sido influenciado por relatos de chuvas mais favoráveis nas principais regiões produtoras, bem como pela tendência de recuperação dos estoques certificados nas bolsas internacionais nas últimas semanas”, conclui.

 





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preços do vivo aumentam e insumos ficam mais baratos



O poder de compra do suinocultor paulista frente aos principais insumos da atividade tem avançado neste mês de julho, fechando a sétima semana consecutiva de altas. É isso que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

De acordo com o centro de pesquisas, o cenário se dá frente às desvalorizações do milho e do farelo de soja, além da alta nos preços do suíno vivo.

Já o avanço nos valores do vivo, por sua vez, está atrelado ao aquecimento na demanda, como geralmente verificado nas primeiras semanas do mês. 

Segundo pesquisadores, as temperaturas mais amenas, associadas às festividades sazonais, reforçam o aumento na procura pela proteína suína. Além disso, a oferta interna  também está mais enxuta.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Frente fria vai trazer chuva, geada ampla e neve, diz Inmet; saiba quando e onde



Na próxima segunda feira (23) uma frente fria deve atuar sobre áreas do Sul do Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), esse sistema deve provocar chuvas em áreas entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul e faixa sul de São Paulo.

Localmente, não são descartadas chuvas fortes nessas áreas, especialmente entre o norte do Rio Grande do Sul e do Paraná.

Além das chuvas, o sistema deve derrubar as temperaturas na região Sul e áreas de Mato Grosso do Sul já pela manhã da segunda. Segundo o Inmet, no decorrer do dia, a queda de temperatura deve atingir áreas de São Paulo, sul do Rio de Janeiro, sudoeste de Mato Grosso e até áreas do sul de Rondônia e do Acre, evidenciando mais um episódio de friagem (quarta do ano).

O frio intenso e a condição para chuva mantêm a expectativa de ocorrência de neve, mesmo que localizada, nas áreas das serras gaúcha e catarinense, na noite de segunda.

O frio se intensificará na terça-feira (24). Na madrugada e início da manhã desse dia, o Inmet prevê que haverá condições para geada ampla nos três estados do Sul, geada com intensidade variando de moderada a forte na serra gaúcha, áreas de Santa Catarina e sul do Paraná. A geada também chega ao sul de Mato Grosso do Sul e ao sudoeste e sul de São Paulo.

A condição de geada deve permanecer na quarta-feira (25) nessas mesmas áreas. A queda de temperatura deverá ser sentida na faixa sul de Goiás; Triângulo, Zona da Mata e sul de Minas Gerais; e em todo o Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo.

A partir desse dia, apesar do frio e da condição de geada fraca a moderada no Sul, a massa fria começa a perder força gradativamente.

Em função da antecedência e das diferenças entre os modelos numéricos de previsão, o Inmet recomenda acompanhar as atualizações da previsão e dos avisos meteorológicos do instituto.



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Inverno no RS terá geadas, frio intenso e… mais chuva! Veja previsão



O inverno de 2025 no Rio Grande do Sul será marcado por geadas, nevoeiros, frio intenso e chuvas regulares. A previsão é de uma estação típica, sem influência de El Niño ou La Niña, com avanço de frentes frias e massas de ar polar que devem provocar queda nas temperaturas em várias regiões do estado. Há também possibilidade de neve em pontos isolados.

A estação começa às 23h42 desta sexta-feira (20) e se estende até às 15h19 do dia 22 de setembro.

Segundo Flávio Varone, meteorologista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), o período deve seguir dentro da normalidade climática para o estado.

Segundo Varone, não há previsão de atuação de fenômenos globais como El Niño ou La Niña entre julho e setembro. “A tendência é de um segundo semestre dentro da normalidade, um inverno típico do Rio Grande do Sul”, afirma.

Chuva favorece culturas e reservatórios

O modelo regional do Simagro aponta que julho terá chuvas próximas da média histórica em todo o estado. Essa condição deve beneficiar as culturas de inverno, como trigo, canola, aveia e cevada.

Para agosto, a previsão indica volumes de chuva acima da média em grande parte do território gaúcho, o que pode contribuir para a recuperação dos reservatórios na Fronteira Oeste e na Campanha, áreas afetadas pela estiagem do verão. Já na faixa Norte, a expectativa é de chuvas ligeiramente abaixo da média, sem impacto expressivo.

Em setembro, os volumes de chuva tendem a diminuir. “A gente espera precipitações abaixo da normalidade para praticamente todo o estado”, destaca o meteorologista.

Frio mais intenso na metade Oeste

As temperaturas médias de julho e agosto devem ficar abaixo da média em regiões como Fronteira Oeste, Missões e parte da Campanha. Já no Litoral gaúcho, os termômetros devem registrar valores mais próximos da normalidade, com possibilidade de ligeiro aquecimento em alguns pontos.

Em setembro, o frio deve predominar. A tendência é de temperaturas abaixo da média em todo o estado, com destaque para a metade Oeste e Campanha. Regiões do Leste, tradicionalmente mais amenas, devem ter temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média histórica.

A previsão do Simagro reforça a importância de monitoramento constante para as atividades agropecuárias durante a estação, especialmente diante do risco de geadas e variações térmicas que podem impactar o desenvolvimento das lavouras de inverno.



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Previsão do tempo indica mais chuva volumosa no RS hoje; veja áreas



O tempo continua instável na região Sul, com previsão de tempestades (chuva volumosa e trovoadas) no litoral sul do Rio Grande do Sul, e também na Campanha, vale e serra do estado.

Segundo a Climatempo, nas demais áreas gaúchas, a chuva chega em forma de pancadas moderadas a fortes. No litoral do estado, as rajadas de vento podem variar entre 51 e 70 km/h.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu alertas para condições de atenção em diversas áreas do estado. Nas região de Palmares e Cidreira, o infomativo indica condição de atenção para chuva persistente e raios, com risco moderado de alagamentos.

Também há alerta para as mesmas condições na região de Camaquã, Don Feliciano e São Lourenço do Sul. Também há alertas para Encruzilhada do Sul, Pelotas e Rio Grande.

Em Santa Catarina e no Paraná, a frente fria associa-se ao sistema e intensifica as chuvas, com alerta para temporais na faixa central e no sudeste catarinense.

Impactos da chuva no Rio Grande do Sul

  • Confira abaixo as informações sobre as consequências das fortes chuvas enfrentadas no Rio Grande do Sul, de acordo com o boletim mais atual sobre a situação, divulgado às 9h07 desta sexta-feira:

    Municípios afetados: 98

  • Pessoas em abrigos: 2005
  • Pessoas desalojadas: 4011
  • Pessoas desaparecidas: 1
  • Óbitos confirmados: 3
  • Pessoas resgatadas*: 552
  • Animais resgatados*: 125
  • Município com decreto de estado de calamidade pública: 1
    Jaguari
  • Municípios com decreto de situação de emergência: 8
    Dona Francisca
    Cerro Branco
    Agudo
    Nova Palma
    Cruzeiro do Sul
    Passa Sete
    São Sebastião do Caí
    Cacequi

*Apenas pessoas e animais resgatados pelas forças de segurança do estado.

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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil terá 2ª maior safra de milho da história


A safra de milho do Brasil para 2024-25 deverá ser a segunda maior da história do país, com projeção de 127 milhões de toneladas, segundo estudo de Joana Colussi, Gary Schnitkey e Nick Paulson, do Departamento de Economia Agrícola e do Consumidor da Universidade de Illinois. O volume supera o registrado no ano passado e as estimativas anteriores, impulsionado pelas chuvas favoráveis em abril e maio, que beneficiaram as principais regiões produtoras da segunda safra, responsável por 78% da colheita total. 

A previsão mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que a produção total, somando as três safras, deve alcançar 126,87 milhões de toneladas — 10% a mais que na temporada passada. Consultorias privadas, porém, apontam uma produção ainda maior, podendo chegar a 137,16 milhões de toneladas. O aumento não é reflexo de uma expansão expressiva da área cultivada, que subiu apenas 1,5%, mas sim do rendimento recorde estimado em 5,96 toneladas (99,4 sacas) por hectare, favorecido pela boa saúde das lavouras de milho safrinha no Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

O milho de segunda safra, ou safrinha, mantém sua relevância como motor da produção nacional, com expectativa de alta de 11% na colheita, atingindo 99,79 milhões de toneladas.. Já a primeira safra, concentrada no Sul, recuou nos últimos anos devido à maior atratividade da soja no verão. A terceira safra, que representa parcela menor da produção, deverá ter ligeira queda, mas ainda mostra potencial de crescimento para atender à demanda no Norte e Nordeste.

Apesar da colheita robusta, as exportações de milho brasileiro devem cair cerca de 9% em 2025, impactadas pelo consumo crescente do setor de proteína animal e pelo avanço de novas usinas de etanol de milho, especialmente no Centro-Oeste. “A produção total de milho do Brasil, em suas três safras anuais, está a caminho de atingir o segundo maior volume da história do país, superando as expectativas iniciais”, conclui o estudo.

 





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