segunda-feira, maio 18, 2026

Autor: Redação

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Qualidade da mandioca cai após geadas



Temperaturas negativas afetam raízes no campo




Foto: Canva

As lavouras de mandioca do Rio Grande do Sul foram impactadas pelas geadas registradas nos últimos dias, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar. Na região administrativa de Santa Rosa, o frio intenso provocou o encerramento do ciclo vegetativo de plantas que ainda apresentavam folhas, além de reduzir a qualidade das raízes.

De acordo com a Emater, o índice exato de danos ainda será confirmado, mas há preocupação com o endurecimento da casca da raiz em função das baixas temperaturas. A situação também pode comprometer a implantação dos novos cultivos. “Os produtores que não armazenaram ramas devem enfrentar dificuldades, especialmente devido às geadas intensas e às temperaturas que chegaram a níveis inferiores a 0 °C”, informa o boletim.

Na mesma região, o preço da mandioca com casca está em R$ 4,00 por quilo, enquanto a descascada é comercializada entre R$ 7,50 e R$ 9,00 o quilo.

Na região de Soledade, a colheita segue em andamento. No entanto, as geadas e o frio também levantam dúvidas sobre a qualidade das raízes. Os preços praticados nesta safra variam entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por caixa de 22 quilos, valores considerados inferiores aos registrados em períodos anteriores.





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queda na arroba bovina marca início de julho



Concorrência com frango segura preço da carne




Foto: Pixabay

A cotação da arroba bovina apresentou queda de 3,72% nos primeiros dias de julho, sendo negociada a R$ 305,60 (equivalente a US$ 56,11), conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A informação consta no Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (10) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Segundo o Deral, o cenário nacional mostra que os abatedouros vêm operando com escalas de abate suficientemente amplas, o que lhes permite maior poder de barganha na hora de negociar preços com produtores. “Essa condição tem contribuído para segurar as cotações da arroba”, destaca o boletim.

No atacado paranaense, os preços tiveram ligeira elevação entre o fim de junho e a primeira semana de julho. O movimento foi impulsionado pela entrada dos salários na economia, o que costuma estimular o consumo. Conforme a pesquisa de preços do Deral, o dianteiro bovino foi comercializado por R$ 19,07 por quilo, enquanto o traseiro atingiu R$ 25,25 por quilo.

Apesar do leve aumento observado no Paraná, a concorrência com outras proteínas, como carne suína e frango — tradicionalmente mais baratas — continua a pressionar os valores da carne bovina no mercado interno.





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Floração precoce do pêssego preocupa



Pêssego precoce floresce sob risco de geadas




Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar aponta que os produtores de pêssego da região de Caxias do Sul seguem atentos ao clima diante do avanço da floração em cultivares precoces. Nas áreas onde são cultivadas variedades como PS do Cedo, Rubinel e Kampai, já foram realizadas a poda seca e o arqueamento das pernadas em plantas jovens.

Segundo a Emater, essas cultivares, além de outras de ciclo intermediário, iniciaram o processo de floração, o que tem gerado preocupação entre os agricultores. “A possível ocorrência de geadas severas pode provocar perdas, com queima de flores ou frutos em início de desenvolvimento”, alerta o boletim.

As variedades de ciclo médio e tardio, por outro lado, permanecem em estágio de dormência, o que tem sido favorecido pelas baixas temperaturas dos últimos dias. O período sem chuvas e com dias ensolarados contribuiu para o avanço dos tratos culturais. “Foi possível intensificar a poda de frutificação e realizar tratamentos de inverno com calda sulfocálcica”, informa a Emater.

Na região de Pelotas, as condições de frio continuam mantendo as plantas em dormência, o que auxilia no controle de pragas e doenças. Os produtores seguem realizando manejos culturais e preparando os pomares para a próxima safra. Também está em andamento o plantio de cultivares tardias, como a Eldorado, em resposta à demanda de mercado.





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Agricultores entregam 149 tonelada de alimentos no Espírito Santo



PAA distribui alimentos em São Gabriel e São Mateus




Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou nesta semana o acompanhamento das entregas de alimentos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no Espírito Santo. As ações são realizadas em parceria com a Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa do Estado do Espírito Santo (CPC) e envolvem agricultores familiares de São Gabriel da Palha e São Mateus.

Em São Gabriel da Palha, a entrega ocorreu na quarta-feira (9), com a distribuição de aproximadamente 2,7 toneladas de alimentos para instituições socioassistenciais locais. De acordo com a Conab, o projeto prevê a participação de 57 agricultores familiares, que deverão fornecer cerca de 149 toneladas de alimentos ao longo de um a dois anos. A proposta contempla seis unidades recebedoras e deve beneficiar 1.727 pessoas.

A segunda entrega está prevista para esta quinta-feira (10), no município de São Mateus. A operação contará com a participação de 41 produtores, que entregarão 500 quilos de alimentos. O projeto total no município prevê o fornecimento de 604 toneladas para oito unidades recebedoras, com atendimento estimado de 1.100 pessoas durante o período de vigência.

As quantidades previstas para os dois municípios se referem ao volume total programado no âmbito da proposta do PAA, a ser entregue ao longo do tempo de execução do projeto.





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Queda em preços de alimentos no IPCA de junho sucede sequência de 9 meses de altas, diz IBGE



A queda nos preços dos alimentos em junho interrompeu uma sequência de nove meses de aumentos.

O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma alta de 0,17% em maio para um recuo de 0,18% em junho, uma contribuição de -0,04 ponto porcentual para a taxa de 0,24% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do último mês, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, os preços dos alimentos caem devido a um aumento na oferta desses produtos. O custo da alimentação no domicílio caiu 0,43% em junho. As famílias pagaram menos pelo:

  • Ovo de galinha (-6,58%);
  • Arroz (-3,23%;) e
  • Frutas (-2,22%)

Por outro lado, o tomate ficou 3,25% mais caro. Após meses de pressão, o café moído diminuiu o ritmo de alta, com elevação de 0,56% em junho, em meio às expectativas pela safra maior.

“O café vinha num processo de alta, permanece numa variação positiva”, lembrou Gonçalves, ponderando que o aumento na colheita já começa a ser percebido, embora necessite ainda de um tempo até chegar de fato às prateleiras. “O preço no atacado começa a reduzir, e a gente espera um efeito na cadeia de produção chegando ao consumidor final.”

A alimentação fora do domicílio subiu 0,46% em junho: o lanche avançou 0,58%, e a refeição fora de casa subiu 0,41%.



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Cotações do boi gordo: taxação dos EUA mexe com o mercado



O mercado físico do boi gordo vai sofrendo os impactos da imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias sinaliza que, durante o dia, diversos frigoríficos passaram a se ausentar da compra de gado por conta da “turbulência” causada pelo anúncio de taxa de 50% aos produtos brasileiros exportados aos norte-americanos.

“O mercado futuro também apresentou intenso movimento de queda, considerando a relevância dos Estados Unidos, que em 2025 respondem por aproximadamente 15% das exportações brasileiras. Diante do aumento da tarifação o Brasil perde competitividade em relação a Austrália, Argentina e Uruguai, e se não houver mudanças até o final do mês a expectativa é de perda de participação no mercado norte-americano”, disse.

  • São Paulo: R$ 305
  • Goiás: R$ 286,43
  • Minas Gerais: R$ 293,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 309,32
  • Mato Grosso: R$ 311,28

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços mistos. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere por algum espaço para reajustes no decorrer da primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

“Entretanto, vale destacar que a carne de frango ganhou grande competitividade em relação às concorrentes, em especial na comparação com a carne bovina”, pontuou.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 22,50 por quilo, queda de R$ 0,50; o quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,75 por quilo; e a ponta de agulha foi precificada a R$ 18,50 por quilo, alta de R$ 0,25.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,69%, sendo negociado a R$ 5,5407 para venda e a R$ 5,5387 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5250 e a máxima de R$ 5,6215.



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Brasil ainda importa mais arroz do que vende



Expectativa é de que o ritmo das negociações ganhe força nas próximas semanas




Foto: Pixabay

O primeiro semestre de 2025 apresentou mudanças relevantes no fluxo comercial do arroz brasileiro. Enquanto as exportações aumentaram, as importações do grão recuaram. Mesmo assim, o Brasil segue com um saldo negativo na balança do arroz, tendo adquirido volume maior do que embarcou para outros países.

Segundo dados da Secex analisados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), entre janeiro e junho deste ano foram exportadas 613,17 mil toneladas de arroz em equivalente casca, o que representa um avanço de 10,2% na comparação com o mesmo período de 2024. Já as importações recuaram 12,8%, somando 694,5 mil toneladas no acumulado do semestre.

Apesar da queda nas compras externas, o país ainda depende de importações para abastecer o mercado interno. O cenário evidencia a importância de acompanhar as políticas de abastecimento e incentivo à produção nacional, especialmente após os impactos climáticos registrados no sul do país nos últimos meses.

No início de julho, o mercado do arroz em casca no Rio Grande do Sul — principal estado produtor — segue com baixa liquidez. Conforme levantamento do Cepea, os agentes estão cautelosos, aguardando melhores condições de mercado para efetivar negócios. As cotações têm oscilado entre as microrregiões analisadas. Em áreas com maior oferta do produto, os preços recuaram. Por outro lado, em regiões com disponibilidade limitada, houve valorização diante da demanda para reposição de estoques.

O cenário indica que o mercado segue em compasso de espera, com a formação de preços sendo influenciada principalmente pela oferta regional e pelo comportamento do consumo interno. A expectativa é de que o ritmo das negociações ganhe força nas próximas semanas, à medida que o mercado volte a se equilibrar.





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Às vésperas do USDA, veja como ficaram os preços de soja



O mercado de soja no Brasil encerrou esta quinta-feira (10) com preços mais altos. O motivo foi a combinação de dois fatores: a alta do dólar e valorização na bolsa de Chicago. A movimentação nas tradings também foi destaque, especialmente em estados como Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, onde foram registrados negócios ativos, além de operações nos portos.

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“As tradings estiveram mais agressivas, com melhores preços praticados. A indústria ainda está um pouco de lado, o vendedor segue forçando os spreads, e a conta de basis segue alta frente à paridade de exportação”, explicou Rafael Silveira, consultor da Safras & Mercado. Ele destaca que os prêmios pouco mudaram, com pequenos ajustes, mas o efeito cambial foi positivo para as cotações.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 128,00 pra R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 129,00 pra R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 135,00 pra R$ 137,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 129,00 pra R$ 131,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 134,00 pra R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 116,00 pra R$ 119,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 118,00 pra R$ 121,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 117,00 pra R$ 120,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam com alta, impulsionados por recuperação técnica e reposicionamento de carteiras às vésperas da divulgação do relatório do USDA. Após encostar no menor nível em três meses, o mercado reagiu, embora os ganhos tenham sido limitados pelas boas condições climáticas nos Estados Unidos.

A política tarifária de Donald Trump segue no radar. Embora a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros não atinja diretamente grãos, a valorização do dólar tende a impulsionar as exportações brasileiras.

Expectativa do USDA

O USDA deve anunciar leve corte na produção de soja dos EUA em 2025/26, com aumento nos estoques. O relatório será divulgado nesta sexta-feira (11), às 13h.

A expectativa é de uma safra americana em 4,331 bilhões de bushels (ante 4,340 bilhões de junho) e estoques de 304 milhões de bushels para 2025/26. Para 2024/25, os estoques devem subir de 350 para 358 milhões.

Em nível mundial, os estoques finais de 2024/25 devem passar de 124,2 para 124,3 milhões de toneladas, com estimativa de 125,5 milhões para 2025/26. A safra do Brasil deve subir de 169 para 169,4 milhões de toneladas, e a da Argentina de 49 para 49,2 milhões.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto subiram 3,50 centavos (0,34%), a US$ 10,12 1/2 por bushel. A posição novembro avançou 6,50 centavos (0,64%), a US$ 10,13 3/4. No farelo, o contrato de agosto subiu US$ 2,00 (0,74%), a US$ 271,40. No óleo, alta de 0,20 centavo (0,37%), a 53,49 centavos de dólar.

Tarifas de Trump

Segundo Gabriel Viana, analista da Safras & Mercado, o maior impacto da tarifa de Trump é indireto, via câmbio. “Como o Brasil não exporta grão, farelo ou óleo de soja para os EUA, os efeitos são secundários, mas o dólar mais alto influencia os prêmios e melhora a competitividade externa.”

No mercado de óleo, um fator adicional é a tarifa sobre o sebo bovino, que deve reduzir drasticamente as exportações brasileiras e aumentar a oferta interna. Isso tende a derrubar os preços do sebo e pressionar o óleo de soja, já que ambos têm ligação na produção de biodiesel.

Dólar

O dólar comercial subiu 0,69%, cotado a R$ 5,5407 para venda e R$ 5,5387 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,5250 e R$ 5,6215.



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Campanha que atribui leite a doenças gastroentestinais é repudiada pelo setor



Cinco entidades do setor de laticínios, incluindo a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), repudiaram a mais recente campanha publicitária da empresa chilena NotCo, especializada em bebidas vegetais.

Nas peças, a empresa associa a ingestão de leite de vaca a doenças gastroentestinais. Para ilustrar a propaganda, a companhia faz uso de adultos vestindo fantasias de animais mamíferos, remetendo aos icônicos comerciais da Parmalat na década de 1990 que traziam crianças tomando leite.

“O leite é um alimento de origem animal rico em vitaminas, cálcio e de alto valor biológico. É uma fonte de proteína de custo acessível a milhares de famílias brasileiras, integrando a dieta de diferentes faixas etárias e classes sociais”, diz a nota.

Conforme as entidades, a produção da bebida envolve mais de 1 milhão de produtores no país, responsáveis por um rebanho de 15,6 milhões de vacas que rendem 35 bilhões de litros ao ano, gerando renda em todas as regiões do Brasil. “Alimento de alto valor nutricional, o leite é recomendado pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde como alternativa indispensável para uma dieta saudável e devido desenvolvimento humano.”

Para as entidades, a campanha veiculada pela empresa NotCo e assinada pela agência David representa um desserviço ao associar o leite a doenças gastrointestinais de forma generalista, sem embasamento científico e compromisso com a verdade.

“As peças se apropriam de símbolos da memória afetiva do povo brasileiro na tentativa de desacreditar o produto leite sem compromisso com a sociedade, tampouco com a saúde pública. Valendo-se de uma linguagem totalmente inapropriada e jocosa, a NotCO incita medo e desinformação”, continua a nota.

A posição do setor lácteo foi referendada na última sexta-feira (4) pelo Conselho Nacional Autorregulamentação Publicitária (Conar), que recomendou a retirada das peças de circulação.

Com isso, as entidades exigiram a imediata interrupção da distribuição do conteúdo por parte das plataformas de serviços digitais, obedecendo a orientação de coibição de fake news.

“Também se demanda providências frente aos danos sofridos pelo setor produtivo. Entende-se que o ataque atinge não apenas à empresa diretamente associada à campanha Mamíferos, mas a todos os consumidores, produtores e empresas que trabalham com leite no país”, conclui o texto.

Além da Abraleite, a nota é assinada pela Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos), Associação Brasileira das Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios (G-100), Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (ABIQ) e Associação Brasileira de Leite Longa Vida (ABLV).

Até a publicação desta reportagem, a campanha da NotCo continuava no ar no YouTube.



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