Segundo o instituto, o impulso veio do aumento da demanda para completar cargas nos portos brasileiros e das novas estimativas da Conab indicando redução no estoque de passagem frente ao projetado no relatório anterior.
Esse cenário reforçou o movimento de valorização dos prêmios de exportação no Brasil e elevou os preços internos, conforme explicam pesquisadores do Cepea.
A revisão da Conab para os embarques brasileiros da safra 2024/25 apresentaram um novo recorde de 106,97 milhões de toneladas, alta de 0,3% em relação ao relatório anterior. Segundo dados da Secex, até 5 de dezembro, os embarques já atingiam 98,88% desse volume.
O acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, em negociação há quase três décadas, entra esta semana em sua fase mais crítica, com a votação final prevista entre os países europeus e a assinatura marcada para 20 de dezembro, mas com resistência de países como a França aumentando a incerteza sobre o futuro do pacto.
O acordo, se consolidado, estabelece uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com mercado potencial de 722 milhões de pessoas e US$ 22 trilhões em PIB combinados. França pede adiamento e salvaguardas para agricultura.
Em comunicado divulgado no doming (14), o governo francês pediu oficialmente que a votação seja adiada para além dos prazos de dezembro, argumentando que as proteções exigidas pelos agricultores europeus ainda não estão completas e que os controles sobre importações de alimentos precisam ser mais robustos.
Segundo Paris, as “medidas legítimas” de defesa do setor agrícola europeu, como cláusulas de salvaguarda e mecanismos que garantam controles sanitários e ambientais equivalentes, ainda não foram implementadas de forma eficaz, impedindo a França de dar seu apoio definitivo ao acordo.
Essa posição amplia uma divisão dentro da UE entre países que defendem o tratado como uma chance de impulsionar o comércio global e diversificar mercados, e aqueles que temem impactos negativos sobre produtores domésticos, especialmente nos setores de carne bovina e aves.
Votação crucial e possível assinatura
A presidência rotativa da UE, exercida atualmente pela Dinamarca, reafirmou que a votação ocorrerá ainda esta semana, com a expectativa de que os países aprovarem o tratado e permitir que von der Leyen viaje à América do Sul para a assinatura.
De acordo com informações do portal “Tua Saúde”, revisadas pela nutricionista Tatiana Zanin, o pêssego tem elevado teor de fibras e água, característica que “ajuda a prolongar a saciedade e diminuir a fome ao longo do dia”, sendo apontado como uma opção adequada para dietas voltadas à perda de peso. O conteúdo nutricional do fruto inclui betacaroteno, vitamina C e ácido clorogênico, compostos antioxidantes associados à prevenção de doenças como diabetes, câncer, infarto e aterosclerose.
O material destaca que o pêssego possui baixo índice glicêmico e pouca quantidade de carboidratos, fatores que contribuem para maior controle da fome e menor ingestão calórica. Segundo a análise, o consumo favorece ainda o funcionamento do intestino por conta das fibras, como a pectina, que auxiliam na formação do bolo fecal e na prevenção da prisão de ventre. Essas fibras também servem de substrato para bactérias benéficas, fortalecendo a flora intestinal e reduzindo o risco de condições como síndrome do intestino irritável, colite ulcerativa e doença de Crohn.
O conteúdo aponta que os antioxidantes presentes no fruto ajudam a combater radicais livres e a prevenir alguns tipos de câncer, como de pele, mama, pulmão e cólon. Em relação ao controle da diabetes, o portal afirma que o pêssego contribui para o equilíbrio da glicemia devido ao baixo índice glicêmico e à presença de antioxidantes que protegem as células do pâncreas.
Outro benefício detalhado é a redução do colesterol LDL, resultado da ação das fibras que diminuem a absorção de gorduras. Os compostos antioxidantes, como antocianinas e flavonoides, também auxiliam na proteção contra a oxidação das células de gordura. O pêssego contém ainda potássio, que colabora para eliminar o excesso de sódio do organismo e ajuda no controle da pressão arterial, além de antioxidantes que favorecem a elasticidade dos vasos sanguíneos.
O portal acrescenta que os flavonoides e antocianinas presentes no fruto atuam na prevenção do envelhecimento precoce ao proteger as células da pele dos radicais livres. Para a saúde ocular, o betacaroteno contribui para evitar catarata e degeneração macular, melhorando a manutenção da visão. O pêssego também fortalece o sistema imunológico por ser rico em vitamina C, flavonoides e antocianinas, ajudando na prevenção de infecções como gripes e resfriados.
Um novo aplicativo, chamado “Meu Imóvel Rural”, será lançado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), evento que acontece em Belém/PA, de 10 a 21 de novembro. A inovação, desenvolvida pelo Governo Federal, através do Ministério de Gestão e Inovações dos Serviços Públicos (MGI), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), está sendo implantada no Rio Grande do Sul como projeto piloto, por meio de parceira com a Emater/RS-Ascar e promete facilitar o acesso de mil famílias, em 40 municípios gaúchos atingidos pelas enchentes de 2024, na regularização fundiária e ambiental utilizando o crédito rural como ferramenta de apoio aos produtores atingidos pela catástrofe do ano passado.
Com o “Meu Imóvel Rural”, a antiga “pastinha” mantida pelos agricultores em suas propriedades — contendo documentos fundamentais para o acesso ao crédito rural, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), entre outros — será substituída pelo recurso digital. Além de garantir a segurança de ter toda a documentação sempre na palma da mão, evitando o risco de extravio, há ainda as “credenciais verificáveis”, que podem ser validadas criptograficamente e possuem os dados e documentos do agricultor e da propriedade, facilitando a atualização das informações.
O presidente em exercício da Emater/RS, Claudinei Baldissera, destaca que o Crédito Rural Assistido é uma das principais ferramentas de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) utilizadas pela Instituição. Segundo ele, a Emater/RS-Ascar, vinculada às secretarias estaduais do Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), vem aperfeiçoando continuamente os assessoramentos prestados aos agricultores gaúchos.
Baldissera observou que o avanço das ferramentas digitais representa um passo importante nessa modernização. “O acesso rápido e seguro aos documentos necessários no formato digital vai facilitar tanto a vida do agricultor quanto do extensionista e dos agentes financeiros envolvidos na contratação do crédito rural”, afirmou.
Ele ressaltou ainda a importância do lançamento do projeto durante a COP 30, que contemplará mil famílias de 40 municípios atingidos pela calamidade de maio de 2024. “Esse projeto piloto servirá como elemento de teste para aprimorar a ferramenta digital, que depois poderá ser utilizada pelos demais estados e agricultores de todo o Brasil”, explicou.
Para Baldissera, o crédito rural é um instrumento essencial para o desenvolvimento econômico, social e ambiental. “É por meio dele que os agricultores têm acesso a recursos financeiros para produzir alimentos, que abastecem o Rio Grande do Sul, o Brasil e chegam todos os dias à mesa da população”, concluiu.
APRESENTAÇÃO DO APLICATIVO
A fim de apresentar nova ferramenta que chega para facilitar a vida de quem produz, uma reunião está sendo realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Venâncio Aires nesta terça-feira (04/02). O encontro reúne agricultores familiares de Doutor Ricardo, Cruzeiro do Sul, Sinimbú, Vale do Sol, além do munícipio que sedia a atividade, extensionistas, o assistente técnico regional de Soledade, Olívio Pedro Faccin, e o gerente regional da Emater/RS-Ascar de Soledade, Rotiere José Busatto Guarienti e o gerente adjunto de Lageado, Carlos Legemann.
O superávit comercial chinês próximo de US$ 1 trilhão não é apenas um número impressionante. Ele é o retrato de um modelo econômico que segue produzindo e exportando em escala global, mesmo em um mundo marcado por alto endividamento de governos e empresas, juros elevados e crescimento fraco. Para muitos países, esse desequilíbrio é visto como ameaça. Para o Brasil, ele representa uma oportunidade estratégica, ainda mal aproveitada.
US$ 1 trilhão não é acaso, é poder econômico organizado
A China consolidou sua posição como a grande fábrica do mundo, dominando cadeias industriais, tecnologia e bens de consumo. Mas esse modelo tem um limite físico e social claro: o país não consegue produzir alimentos em volume suficiente para sustentar sua população urbana crescente e sua expansão industrial. E é exatamente aí que o Brasil entra.
A China domina fábricas, o Brasil sustenta o sistema
Hoje, a relação comercial entre Brasil e China é estrutural, não circunstancial. O Brasil fornece soja, milho, carnes, celulose, minério de ferro e energia indireta via alimentos e biomassa — insumos que a China não consegue substituir internamente sem elevar custos ou gerar tensões sociais. Quanto mais a China exporta, mais ela precisa importar comida, ração animal e matérias-primas básicas. O superávit chinês, portanto, só existe porque países como o Brasil sustentam a base material desse sistema.
Sem o Brasil, o superávit chinês não fecha a conta
Em um mundo altamente endividado, essa lógica ganha ainda mais peso. Governos têm pouco espaço fiscal, empresas enfrentam crédito caro e o consumo nos países ricos perde força. Nesse ambiente, a produção de alimentos deixa de ser apenas um negócio e passa a ser um ativo estratégico. Diferente de bens duráveis, comida não pode ser adiada. E poucos países têm as condições naturais, climáticas e produtivas para ampliar oferta como o Brasil.
Em um mundo quebrado, comida manda mais que dinheiro
A grande dúvida que surge é se esse superávit chinês é sustentável. Economistas discutem seus desequilíbrios internos, como consumo doméstico fraco, excesso de capacidade industrial e problemas no setor imobiliário. Mas, do ponto de vista brasileiro, essa discussão é quase secundária. Se o superávit continuar alto, a China seguirá exportando e mantendo forte demanda por alimentos. Se o superávit cair, o governo chinês tende a estimular o consumo interno, o que também significa mais demanda por proteína animal e grãos. Em ambos os cenários, o agro brasileiro continua essencial.
Com superávit alto ou baixo, a China continuará dependente do campo brasileiro O risco real, portanto, não está na China. Está no próprio Brasil. A dependência excessiva de commodities pouco processadas, a falta de agregação de valor, a logística deficiente, o crédito caro e a instabilidade regulatória limitam a capacidade do país de capturar mais renda dessa relação privilegiada. O Brasil vende volume, mas ainda perde margem.
O erro brasileiro é vender muito e ganhar pouco
O superávit chinês de US$ 1 trilhão deveria ser lido como um alerta positivo: o mundo industrializado depende cada vez mais de quem consegue produzir comida, energia e matérias-primas em escala. Nesse cenário global, o Brasil ocupa uma posição rara e difícil de substituir. A diferença entre transformar isso em prosperidade duradoura ou permanecer refém dos ciclos de preços passa por uma escolha clara: continuar apenas como fornecedor bruto ou avançar na agregação de valor, na indústria de alimentos e na estratégia de longo prazo.
O Brasil tem a vantagem estratégica, falta estratégia para usá-la
A China tem um plano. O mundo reage. O Brasil, dono de uma das maiores vantagens estratégicas do século XXI, ainda precisa decidir se quer apenas assistir ou jogar o jogo.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
No morning call desta segunda-feira (15), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o Fed cortou juros em 25 pontos-base, mantendo trajetória gradual de flexibilização, e que a curva americana ficou mais inclinada com queda nas taxas curtas e alta nas longas. Nos EUA, setor de tecnologia caiu e petróleo recuou.
No Brasil, Copom manteve Selic em 15% e Ibovespa fechou a 160 mil pontos, com dólar em R$ 5,41. Na semana, destaque para ata do Copom, IBC-Br, Payroll e CPI americanos.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
O avanço de uma nova frente fria pelo Sul do Brasil deixa o tempo instável nesta segunda-feira (data), com previsão de pancadas de chuva em grande parte da região. A atuação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai reforça as instabilidades e aumenta o risco de temporais, segundo a Climatempo.
Você quer entender como usar o clima a seu favor?Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
Sul
A previsão é de chuva moderada a forte, com possibilidade de temporais para o Rio Grande do Sul, na metade oeste de Santa Catarina e do Paraná, além do norte paranaense. Em áreas do oeste e do interior gaúcho, os volumes de chuva podem ser elevados. Já na metade leste de Santa Catarina e do Paraná, a chuva ocorre de forma mais fraca. No sul do Rio Grande do Sul, as temperaturas entram em declínio em relação aos últimos dias, enquanto o calor ainda predomina na maior parte de Santa Catarina, no restante do território gaúcho e em boa parte do Paraná.
Sudeste
No Sudeste, o tempo segue instável desde as primeiras horas do dia. Há previsão de pancadas de chuva na metade sul e no oeste de São Paulo, no noroeste e no leste de Minas Gerais. Ao longo da manhã, as instabilidades avançam sobre o restante do estado paulista, Minas Gerais e também o Rio de Janeiro, ganhando força durante a tarde. No sul e no interior do Espírito Santo, também chove, com possibilidade de temporais em boa parte da região. No norte capixaba e no noroeste mineiro, o tempo permanece mais firme.
Centro-Oeste
Enquanto no Centro-Oeste, a área de baixa pressão sobre o Paraguai mantém o tempo instável, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde há risco de temporais. As pancadas de chuva se intensificam ao longo do dia também em Mato Grosso e em Goiás, com chuva moderada a forte no noroeste e sudeste mato-grossense, em grande parte de Goiás e em Mato Grosso do Sul. À noite, a chuva perde força em várias áreas, mas o tempo segue instável no estado sul-mato-grossense. O calor continua predominando na região.
Nordeste
Já no Nordeste, o tempo fica mais firme na maior parte dos estados. Ainda assim, há previsão de chuva moderada a forte em áreas do Maranhão, do oeste e do interior do Piauí e do oeste da Bahia. Na faixa litorânea da Bahia e no litoral norte da região, entre Maranhão, Piauí e Ceará, a chuva ocorre de forma mais fraca. O calor segue intenso, com baixos índices de umidade relativa do ar em áreas do Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e no norte da Bahia.
Norte
E no Norte do país, as pancadas de chuva continuam atingindo o Amazonas, o oeste e o sul do Pará, o norte de Rondônia e grande parte do Amapá, com chuva de moderada a forte intensidade e risco de temporais pontuais. Em Acre, Tocantins e no sul de Roraima, a chuva ocorre de forma mais moderada, enquanto no interior, leste e nordeste do Pará as precipitações são mais fracas. As temperaturas seguem elevadas, mantendo a sensação de tempo abafado.
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“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira” – Foto: USDA
O avanço do etanol de milho no Brasil vem impulsionando investimentos industriais voltados à bioenergia, em um cenário de crescimento consistente da produção e ampliação da demanda por insumos biotecnológicos. A expansão do setor reforça a necessidade de maior capacidade produtiva para sustentar ganhos de eficiência e acompanhar a evolução do mercado nacional de biocombustíveis.
Nesse contexto, a unidade industrial de Araucária, no Paraná, passou por um processo de ampliação que resultou na duplicação da capacidade de produção de leveduras e na triplicação da oferta de enzimas destinadas à bioenergia. As biossoluções produzidas no local são aplicadas principalmente no etanol de milho e foram desenvolvidas para garantir alta performance, resistência a contaminações e estabilidade durante a fermentação. Embora representem pequena parcela dos custos operacionais, esses insumos são considerados estratégicos e podem elevar a produção de etanol em até 12%.
“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira, com impactos diretos sobre inovação e autonomia industrial. A expansão da nossa unidade em Araucária reflete essa evolução do mercado e garante que estejamos preparados para atender as usinas com eficiência, segurança de fornecimento e soluções desenvolvidas para as condições locais”, afirma Diego Camloffski, líder da operação industrial da Novonesis no Paraná.
A ampliação ocorre em meio a projeções positivas para o setor, que indicam volumes entre 16 bilhões e 18,7 bilhões de litros de etanol de milho nos próximos anos, ampliando sua participação na matriz nacional. Além do papel estratégico para a bioenergia, a operação em Araucária mantém relevância econômica regional, com cerca de 380 colaboradores e presença recorrente entre os maiores contribuintes de ICMS do município, reforçando seu impacto na geração de emprego e renda locais.
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“Os nematoides são patógenos altamente persistentes” – Foto: Canva
O algodão brasileiro enfrenta desafios crescentes abaixo da superfície do solo, especialmente nas áreas do Cerrado. A combinação entre nematoides e doenças de solo tem ampliado perdas produtivas e reforçado a necessidade de manejo contínuo e integrado ao longo das safras. Esses agentes são altamente persistentes, sobrevivem por longos períodos no solo e causam danos silenciosos às plantas, muitas vezes percebidos apenas quando a produtividade já foi comprometida.
“Os nematoides são patógenos altamente persistentes que podem sobreviver no solo por anos, mesmo sem a presença da cultura, e causam danos silenciosos – porém severos, ao algodoeiro”, afirma Jakeline Pinheiro Silva, gerente regional de marketing da Biotrop.
Entre os principais nematoides associados à cultura estão os de galhas, reniforme e de lesões, que reduzem o vigor das plantas, comprometem o sistema radicular e favorecem infecções secundárias. Doenças como a podridão-de-carvão, o tombamento causado por Rhizoctonia e, em situações específicas, o mofo branco, também representam riscos importantes, sobretudo em condições de estresse térmico e hídrico.
Jakeline Silva alerta que o controle desses patógenos é especialmente desafiador devido à alta capacidade de sobrevivência no solo, sustentada por estruturas de resistência, à ampla gama de hospedeiros, que inclui culturas como soja, milho e feijão, dificultando a rotação, e ao caráter silencioso da infecção, que se instala no início do ciclo e só manifesta sintomas quando os danos já estão avançados.
“Nematoides e doenças de solo são desafios crescentes para a cadeia do algodão. Com diagnóstico precoce, estratégias integradas e manejo contínuo, é possível reduzir seus impactos e preservar a produtividade e a longevidade das áreas agrícolas”, assinala Jakeline Silva.
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Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades – Foto: Pixabay
O varejo alimentar brasileiro passa por uma mudança estrutural, com avanço expressivo de redes regionais sobre o faturamento dos supermercados, segundo informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe). Hoje, quase 70% das vendas do setor já estão concentradas nesses grupos, reduzindo o peso das grandes multinacionais na definição do futuro da cesta básica, especialmente em produtos como arroz, feijão, óleo e café. Esse movimento aproxima as decisões comerciais da realidade do consumidor e do produtor local, criando um ambiente mais sensível às características regionais de consumo.
Dados do ranking do setor mostram que redes com capital e gestão locais vêm puxando essa virada, ganhando espaço em diferentes regiões do país e alcançando posições de destaque nacional. A presença forte no Norte, Nordeste, Sudeste e Sul indica um redesenho do poder de negociação no varejo, com maior valorização de fornecedores capazes de atender demandas específicas de cada mercado.
Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades. A atuação junto a redes regionais favorece a construção de marcas associadas à identidade local, com ajustes em tipo de grão, peneira, embalagem e narrativa de origem. Esses grupos tendem a ser mais receptivos a relações diretas, regularidade de oferta e produtos alinhados ao hábito alimentar de cada território. O instituto também avalia que, no comércio internacional, o acesso ao mercado comum europeu segue enfrentando barreiras, com resistência liderada pela França, o que tem impacto direto sobre as perspectivas de exportação do setor.