segunda-feira, março 16, 2026

Autor: Redação

News

Disparada do diesel no Brasil acende alerta no campo; veja vídeos de produtores


produtora rural de Goiás relata aumento do preço do diesel
Foto: Canal Rural/reprodução

Produtores rurais de diferentes regiões do Brasil têm relatado preocupação com a alta do preço do diesel, combustível essencial para as operações agrícolas. Vídeos enviados à redação do Canal Rural mostram que o aumento do custo já começa a impactar o planejamento das atividades no campo.

A produtora de grãos Gracielle Faita, de Luziânia (GO), afirma que a recente tensão internacional no Oriente Médio tem refletido diretamente no preço do combustível utilizado nas propriedades.

“Essa guerra entre Estados Unidos e Irã tem afetado muito todo o planejamento do produtor rural aqui no Brasil. O ponto crucial dessa questão é o aumento do óleo diesel”, relata.

Segundo ela, o impacto é imediato no custo da produção. Gracielle afirma que no início de março o combustível foi comprado por R$ 8,19 o litro, valor que já preocupa produtores diante da possibilidade de novos aumentos.

“Qualquer aumento vai impactar nos custos da produção”, afirma a produtora.

Além da alta no preço, agricultores da região também relatam dificuldades de abastecimento, o que aumenta ainda mais a apreensão no campo.

Combustível pesa na produção de cana

A preocupação com o diesel também é compartilhada por produtores de cana-de-açúcar no interior de São Paulo.

Em vídeo, o produtor Rogério Pazeto, da cidade de Peúna, na região de Rio Claro e Piracicaba, afirma que o aumento do combustível ocorre em um momento delicado para o setor.

“Já não basta ver o preço da cana muito abaixo do esperado. Agora temos o problema do combustível, do óleo diesel, que é um dos principais insumos para fazer a safra de cana”, diz.

De acordo com ele, a alta ocorre justamente no período em que os produtores iniciam os preparativos para o plantio da cana de ano e meio.

“Agora estamos na entressafra, que é a época de preparo do solo, da terra para fazer o plantio da cana de ano e meio, que acontece entre março, abril e maio”, explica.

Diesel é essencial para as operações agrícolas

O diesel é um dos principais insumos da atividade agrícola. O combustível é utilizado em tratores, colheitadeiras, caminhões, pulverizadores e em diversas operações mecanizadas no campo.

Por isso, qualquer variação no preço afeta diretamente o custo de produção e pode comprometer a rentabilidade das lavouras.

Diante da alta recente, produtores temem que o aumento do combustível provoque efeitos em cadeia, elevando custos de transporte, preparo do solo, plantio e colheita.

Enquanto aguardam possíveis medidas para aliviar o impacto, agricultores reforçam que a volatilidade do diesel se tornou mais um fator de incerteza para o setor agropecuário brasileiro.

O post Disparada do diesel no Brasil acende alerta no campo; veja vídeos de produtores apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Exportações de café recuam em março, aponta Secex


grãos de café em mãos femininas
Foto: Şahin Yeşilyaprak/Unsplash

As exportações brasileiras de café em grão somaram 1,348 milhão de sacas de 60 quilos em março de 2026, considerando dez dias úteis, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No período, o país registrou média diária de 134.850 sacas embarcadas, com receita total de US$ 533,372 milhões e média diária de US$ 55,337 milhões. O preço médio da saca ficou em US$ 410,34.

Na comparação com março de 2025, os embarques apresentam queda no volume e na receita, apesar da valorização do café no mercado internacional.

A receita média diária obtida com as exportações é 26,7% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Já o volume médio diário embarcado recua 29,9% na mesma base de comparação.

Por outro lado, o preço médio por saca registra alta de 4,4%, indicando valorização do produto mesmo diante da redução do ritmo dos embarques.

O post Exportações de café recuam em março, aponta Secex apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Diesel mais caro pressiona custos e preço dos alimentos; entenda


alimentos alta inflação
Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

A escalada da guerra no Oriente Médio já provoca reflexos nos mercados internacionais e levanta preocupações sobre os impactos para o agronegócio brasileiro. O avanço do conflito tem pressionado o preço do petróleo, o que pode elevar custos de combustíveis, fertilizantes e logística no país.

Em entrevista ao telejornal Mercado & Companhia, o economista Alberto Ajzental, professor da Fundação Getulio Vargas e da Faculdade Cásper Líbero, explicou que a alta do petróleo já é perceptível desde o início da guerra.

Segundo ele, o barril do Brent está sendo negociado em cerca de US$ 100 nesta segunda-feira (16), ante aproximadamente US$ 70 no começo do conflito, no fim de fevereiro. No início do ano, o petróleo era negociado perto de US$ 61.

Ajzental destacou que a valorização da commodity tende a se espalhar por toda a cadeia de derivados. “Na medida em que sobe o petróleo, todos os derivados acompanham, tanto combustíveis como fertilizantes”, afirmou.

Diesel mais caro pressiona custos

O economista também chamou atenção para a dependência brasileira de importações de diesel. De acordo com ele, cerca de 30% do combustível consumido no país vem do exterior.

Isso ocorre porque o Brasil não é autossuficiente na refinação do petróleo e a produção nacional não cobre toda a demanda. Além disso, parte do petróleo importado tem características específicas necessárias para o processo de refino.

Segundo Ajzental, importadores independentes ajudam a complementar o abastecimento interno. Porém, quando os preços praticados no Brasil ficam abaixo das cotações internacionais, essas empresas deixam de trazer o produto. Nesse caso, pode haver redução da oferta no mercado doméstico.

Impacto indireto na inflação

Embora o diesel tenha peso reduzido no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o economista explicou que o impacto ocorre principalmente de forma indireta.

Ajzental destacou que a gasolina representa mais de 5% da cesta usada para medir a inflação das famílias, enquanto o diesel tem participação de cerca de 0,23%. Ainda assim, o combustível é essencial para o transporte e para a produção agrícola.

“O diesel representa entre 35% e 40% do frete dos alimentos e de 10% a 15% do custo operacional no campo”, disse. Por isso, segundo o economista, o impacto acaba chegando ao consumidor. “Se o diesel sobe, o alimento fica mais caro”, resumiu.

Ele também lembra que alimentos têm grande peso no orçamento das famílias, principalmente das mais pobres.

Efeito na decisão do Copom

A alta das commodities energéticas também entra no radar da política monetária. Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para decidir o rumo da taxa Selic.

Antes da intensificação do conflito, parte do mercado apostava em um corte de 0,5 ponto percentual. Agora, o cenário ficou mais incerto. “Essa crise externa é um choque de oferta”, afirmou Ajzental.

Segundo ele, isso tende a reduzir o espaço para cortes maiores nos juros.

“Provavelmente aquele corte de 0,5 ponto percentual pode diminuir para 0,25 ou até levar à manutenção da Selic por mais tempo”, avaliou.

O post Diesel mais caro pressiona custos e preço dos alimentos; entenda apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Vaca que pare no meio da lactação exige manejo especial, alerta veterinário


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

Uma situação atípica desafiou o produtor Wagner Queiroz, de Inhaúma (MG): uma vaca de seu plantel Girolando pariu sem ter passado pelo período seco, ou seja, enquanto ainda estava em plena produção. Para responder a essa dúvida crítica, o médico veterinário Guilherme Vieira trouxe orientações técnicas.

O manejo correto é a única forma de evitar que a vaca sofra um colapso metabólico e que a produção do tanque seja comprometida. Quando uma vaca pare durante a lactação, o leite que ela já produzia se transforma em colostro. Este alimento é vital para o bezerro, mas um veneno para a indústria de laticínios.

Confira:

Cuidados necessários

O colostro é riquíssimo em anticorpos e proteínas (caseína), o que o torna altamente ácido. Wagner deve retirar essa vaca da linha de ordenha imediatamente. Se esse leite for para o tanque comum, ele pode azedar toda a produção da fazenda, causando um prejuízo financeiro direto. Forneça esse leite exclusivamente para o bezerro.

A vaca está enfrentando o que os especialistas chamam de Balanço Energético Negativo (BEN) extremo. Ela não teve o descanso de sessenta a noventa dias necessário para regenerar o úbere e recompor reservas.

Planejamento da estação de monta

O organismo dessa vaca não parou, o que a torna uma candidata fortíssima a complicações graves nos primeiros dias pós-parto. Parir no meio da lactação é um sinal de falha no planejamento da estação de monta. O descanso do úbere é fundamental para a longevidade da vaca. O foco agora deve ser salvar a saúde da matriz e garantir a cura do umbigo do bezerro.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

O post Vaca que pare no meio da lactação exige manejo especial, alerta veterinário apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Zona de Convergência Intertropical traz chuvas para o Brasil e volumes podem superar 80 mm


gurada-chuva aberto em temporal
Foto: Pixabay

A previsão do tempo indica uma semana marcada por chuvas volumosas em importantes áreas produtoras de soja do Brasil, especialmente no Centro-Norte do país. A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve manter instabilidades e provocar acumulados entre 50 e 70 milímetros em diversas regiões.

As precipitações retornam para o sul de Mato Grosso, Goiás e também Mato Grosso do Sul, ajudando a manter bons níveis de umidade no solo. No entanto, o excesso de chuva pode atrasar algumas operações no campo, principalmente nas áreas onde os produtores ainda realizam atividades ligadas à colheita e à preparação para o plantio da segunda safra.

Apesar dos possíveis atrasos, a chuva é considerada bem-vinda em regiões como Mato Grosso do Sul, onde contribui para a manutenção das condições hídricas das lavouras.

Por outro lado, estados como Paraná, São Paulo e Bahia devem enfrentar uma semana com pouca ou nenhuma chuva. A condição de tempo mais firme favorece o avanço dos trabalhos em campo, permitindo que os produtores aproveitem a janela de clima mais seco.

22 a 26 de março

Entre os dias 22 e 26 de março, a tendência é de redução das chuvas em Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso, com acumulados que não devem ultrapassar 30 a 40 milímetros no período de cinco dias.

Já no Rio Grande do Sul, a chuva volta a ganhar força, enquanto boa parte do Matopiba, região que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, deve registrar volumes entre 70 e 80 milímetros em cinco dias.

Na última semana de março, os modelos indicam tempo mais firme no Sudeste e em grande parte do Matopiba. Ainda assim, a chuva deve persistir no oeste e no norte de Mato Grosso, onde os acumulados podem superar os 100 milímetros em apenas cinco dias.

O post Zona de Convergência Intertropical traz chuvas para o Brasil e volumes podem superar 80 mm apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Nova espécie de orquídea é identificada em unidade de conservação


Orquidea
Foto: Gabriela Cruz-Lustre/divulgação Agência de Minas

Uma nova espécie de orquídea foi identificada no Parque Estadual de Grão Mogol, no norte de Minas Gerais. A planta foi identificada pelos pesquisadores Gabriela Cruz-Lustre e João Batista, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A nova espécie recebeu o nome científico de Habenaria adamantina, em referência aos diamantes que marcaram a história do município de Grão Mogol e também ao brilho delicado de suas pequenas estruturas florais.

A descoberta reforça o papel das unidades de conservação como espaços estratégicos para a produção de conhecimento científico e a preservação da biodiversidade. A descoberta foi destacada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF).

Espécie endêmica

A orquídea é considerada endêmica da região, ou seja, ocorre apenas naquele território e não existe naturalmente em nenhum outro lugar do mundo. Mesmo sendo encontrada em áreas abertas e próximas a trilhas, a espécie permaneceu desconhecida pela ciência até agora.

Com a identificação, o número de espécies do gênero Habenaria registradas no município aumentou de quatro para 12.

Habitat

A planta ocorre em áreas de campo rupestre, ecossistema característico da Serra do Espinhaço e reconhecido como um dos ambientes mais biodiversos e, também mais ameaçados do país. No parque, a espécie cresce em solos arenosos e úmidos, geralmente em áreas ensolaradas e próximas a pequenos cursos d’água.

Até o momento, os pesquisadores identificaram apenas duas populações da espécie, distribuídas em uma área estimada de 16,9 km².

Autorização para pesquisa

Segundo o gerente de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do IEF, Edmar Monteiro Silva, pesquisas científicas em áreas protegidas dependem de autorização prévia dos órgãos gestores, procedimento fundamental para garantir que os estudos sejam realizados de forma responsável.

“A autorização assegura que os trabalhos ocorram sem comprometer os objetivos de conservação das áreas protegidas. Também possibilita que o órgão acompanhe e avalie as atividades, garantindo que estejam alinhadas às normas ambientais e contribuam para a gestão das Unidades de Conservação”, explicou.

Ameaças

Entre as principais ameaças estão o pisoteio acidental de visitantes, a erosão do solo e mudanças na vegetação natural. Apesar disso, a pesquisadora Gabriela Cruz-Lustre destaca que o parque já adota medidas importantes de proteção, como o controle do uso público e a orientação para que visitantes permaneçam nas trilhas e não removam material vegetal.

Importância

A identificação da nova espécie demonstra como áreas protegidas continuam revelando espécies ainda desconhecidas, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre a flora brasileira e para o fortalecimento das estratégias de conservação da natureza.

O post Nova espécie de orquídea é identificada em unidade de conservação apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Soberania alimentar, geopolítica e novas barreiras comerciais ao agro brasileiro


Imagem gerada por Inteligência Artificial para o Canal Rural

O Congresso Nacional promulgará o acordo Mercosul-União Europeia nesta terça-feira (17). A cerimônia é simbólica e representa a última etapa legislativa de internalização do tratado. A sessão conjunta tende a ser prestigiada por autoridades do governo e da oposição.

O Executivo estima que o acordo entrará em vigor em até 60 dias após a promulgação.

Toda a negociação para acelerar a tramitação e aprovar o texto em tempo recorde demonstra como a agenda internacional tem dominado as preocupações da política interna.

Mesmo com essa etapa concluída, porém, os parlamentares devem manter em discussão propostas de adequações regulatórias para garantir acesso a mercados internacionais, especialmente diante de novas exigências ambientais e sanitárias.

Salvaguardas para a produção nacional

Para viabilizar essa articulação célere, parlamentares ligados ao agro negociaram a publicação do Decreto 12.866/2026, divulgado em 4 de março, que regulamenta os procedimentos para investigação e aplicação de salvaguardas bilaterais.

Dessa forma, ampliações de acesso a mercados estrangeiros estarão acompanhadas de mecanismos de proteção à produção nacional.

O instrumento funcionará como uma defesa em caso de desequilíbrios comerciais, quando houver importações excessivas, preservando a competitividade da produção brasileira. Para o setor produtivo, o decreto representa uma garantia mínima de previsibilidade.

Agenda legislativa do agro

Mesmo assim, o setor reconhece que ainda existem obstáculos para a produção nacional e deve manter foco nas articulações dentro do Congresso.

Na última quarta-feira (11), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entregou sua Agenda Legislativa para 2026 à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em sessão solene.

Um dos gargalos evidentes é a infraestrutura logística. Por isso, mudanças estruturais — como o fortalecimento dos modais de transporte, o aprimoramento regulatório e a expansão da armazenagem próxima às regiões produtoras — estão entre as prioridades.

Além disso, medidas que elevam custos para as exportações brasileiras também representam risco e estão no centro das articulações previstas para este ano.

Nesse contexto, propostas como o PL 4.423/2024, que estabelece normas gerais sobre o comércio exterior de mercadorias, e o PL 508/2024, que consolida a legislação federal sobre comércio exterior, fazem parte da agenda. Entre os principais pontos defendidos estão:

  • defesa da soberania nacional diante de legislações e mecanismos extraterritoriais que prejudiquem o produtor brasileiro;
  • fortalecimento do sistema brasileiro de defesa comercial, com instrumentos mais ágeis, técnicos e alinhados ao padrão internacional;
  • aceleração e ampliação de acordos comerciais que reduzam barreiras e diversifiquem mercados;
  • atuação contra barreiras técnicas, sanitárias e ambientais consideradas indevidas, com base em ciência e transparência;
  • promoção internacional da agricultura tropical, com o objetivo de combater narrativas distorcidas e destacar a sustentabilidade e a competitividade do agro brasileiro.

Implementação do acordo

Com a promulgação formalizada, a atenção agora se volta para a implementação do acordo Mercosul-União Europeia.

O Executivo precisará depositar os instrumentos de ratificação nos organismos multilaterais e notificar a União Europeia.

Em paralelo, apesar de o Congresso ter uma agenda extensa em comércio internacional, o ano eleitoral tende a dificultar o avanço de parte das medidas. A expectativa é que o foco esteja nas aprovações nos próximos três meses, antes de a atenção dos parlamentares se voltar para as bases eleitorais.

Fernanda César, cosultora da BMJ

*Fernanda César é gerente de Análise Política Federal e de Bens de Consumo. Atua desde 2017 na BMJ Consultores Associados. É bacharel em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduada em Direito e Relações Governamentais pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post Soberania alimentar, geopolítica e novas barreiras comerciais ao agro brasileiro apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Saiba como votar no Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26!


Imagem gerada por IA

Está aberta a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26. A premiação reconhece profissionais que fazem a diferença na cadeia produtiva da soja no país, seja no campo ou na pesquisa.

Participar é simples: basta acessar o link da votação, preencher seus dados e escolher um produtor e um pesquisador entre os indicados. Depois de confirmar suas escolhas, o voto já estará contabilizado.

Os candidatos foram selecionados por suas contribuições para o desenvolvimento da sojicultura brasileira, com iniciativas que envolvem tecnologia, inovação, sustentabilidade e aumento da produtividade no campo.

Ainda está em dúvida em quem votar? Conheça os indicados:

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
Professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Leandro Paiola Albrecht desenvolve pesquisas voltadas ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas e inclui práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de estudos sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Essas pesquisas ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno ajudou a consolidar a produção de soja no Norte do Brasil.

A história da fazenda começou com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje, a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que combina tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Com o passar do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje, a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso, investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 vai até o dia 10 de abril. Participe!

O post Saiba como votar no Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26! apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

O prato na mesa: por que a IA não resolve a fome


prato vazio com campo ao fundo
imagem produzida por inteligência artificial

O motor do capitalismo sempre dependeu de um equilíbrio vital: a produção gera riqueza que, via salários, alimenta o consumo. No entanto, a inteligência artificial (IA) rompe essa lógica ao acelerar a produtividade a níveis inéditos, sem a necessidade da contrapartida do trabalho humano.

Para que esse sistema não entre em colapso, a própria eficiência da IA na produção terá que financiar mecanismos automáticos de distribuição de renda. Sem esse ajuste, a roda do capitalismo trava: as máquinas produzirão com perfeição, mas não haverá ninguém com poder de compra do outro lado.

É nesse momento de transição que o olhar se volta para aquilo que a tecnologia não consegue automatizar: a biologia humana. E é exatamente nesse ponto que a discussão deixa de ser tecnológica e passa a ser econômica — e, no fundo, profundamente humana.

Existe uma característica do capitalismo que a tecnologia simplesmente não consegue contornar. Robôs não consomem calorias, algoritmos não sentem fome e máquinas não se sentam à mesa. O ser humano, trabalhe ele ou não, continue ele operando máquinas ou apenas vivendo em um mundo automatizado, demandará alimento todos os dias.

A comida é a única mercadoria de demanda absoluta e permanente.

Nesse novo paradigma, o Brasil ocupa uma posição de privilégio estratégico inigualável. Como um dos maiores produtores de alimentos do mundo, o país detém o ativo que pode se tornar o último baluarte do consumo real.

Se a riqueza gerada pela IA e pela automação acabar concentrada nas mãos de poucos, a criação de mecanismos como a Renda Básica Universal deixa de ser uma escolha ideológica e passa a ser uma necessidade de mercado. Sem renda nas mãos das massas, o estoque de alimentos apodrece nos portos.

A distribuição dessa riqueza tecnológica para a base da pirâmide é o que garantirá que o fluxo de escoamento da produção agropecuária brasileira continue ativo. É a renda, vinculada ou não ao emprego formal, que permitirá que o cidadão continue exercendo sua função biológica de consumidor.

O futuro pode ser digital, mas a sobrevivência continua sendo analógica, e rural.

Para o Brasil, o desafio é entender que a força do campo não é apenas uma vantagem econômica. É a garantia de que, mesmo em um mundo dominado por circuitos e algoritmos, a vida, e o mercado que a sustenta, continuará pulsando através do que plantamos e colhemos.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post O prato na mesa: por que a IA não resolve a fome apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Defasagem do diesel é de 60% mesmo após reajuste da Petrobras


diesel combustivel - icms
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Apesar da alta de 11,6% do preço do diesel anunciada pela Petrobras na última sexta-feira (13), a defasagem em relação ao mercado internacional continua alta. O preço do combustível ainda está 60% mais barato aqui em relação ao exterior.

No caso da gasolina, a defasagem é de 50%, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), refletindo o preço do petróleo acima de US$ 100 o barril.

Para se equiparar ao preço de paridade de importação (PPI) a estatal precisaria aumentar o preço do diesel em R$ 2,18 o litro, e a gasolina em R$ 1,26 o litro.

Na última sexta-feira, ao explicar o mecanismo de subvenção do governo que permitiu à Petrobras elevar os preços, a presidente da companhia, Magda Chambriard, descartou aumento imediato da gasolina, depois de um ajuste de R$ 0,38 por litro do diesel nas refinarias.

A ação do governo vai ajudar a estatal e outros agentes do mercado a compensar o imposto de exportação de petróleo e do diesel, implantados pelo governo para garantir o abastecimento interno.

Pelo sistema adotado de subvenção, Magda estimou o impacto de apenas R$ 0,06 por litro para as distribuidoras, já que a renúncia fiscal do governo com PIS/Cofins adotado pela Medida Provisória 1.340 é de R$ 0,32 por litro.

Sem a subvenção do governo, da ordem de R$ 0,32 por litro de diesel, o aumento da Petrobras seria de R$ 0,70, valor que vai receber integralmente.

Já a Acelen, braço do grupo Mubadala, aumentou quatro vezes o diesel e três vezes a gasolina apenas neste mês na Refinaria de Mataripe, na Bahia, devido à alta volatilidade do preço do petróleo.

Na última quarta-feira (11), a empresa aumentou o diesel em R$ 0,81 o litro e a gasolina em R$ 0,44 o litro. Com isso, a defasagem do preço do diesel produzido lá em relação ao mercado internacional é de 15%, e a da gasolina é de 14%.

O post Defasagem do diesel é de 60% mesmo após reajuste da Petrobras apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link