quinta-feira, março 12, 2026

Autor: Redação

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Etanol é exceção e lidera alta entre os combustíveis em 2025


etanol
Foto: Agência Brasil

Os preços de combustíveis entram em 2026 em alta, puxada pela entrada em vigor das novas alíquotas do ICMS. Apenas com o impacto do imposto, o litro da gasolina terá acréscimo de R$ 0,10 este mês, com o ICMS passando de R$ 1,47 para R$ 1,57. Em 2025, os preços ficaram praticamente estáveis. A exceção foi o etanol, que liderou o aumento de preços do setor no ano passado, com alta de quase 5%.

A alíquota de ICMS do diesel e do biodiesel subiu de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro, acréscimo de R$ 0,05 por litro e aumento de 4,4%. Já o gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, terá a alíquota elevada de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo, equivalente a um reajuste de 5,7% e alta de R$ 1,05 por botijão (de 13 kg), informa a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes.

De acordo com a Petrobras, o ICMS corresponde a cerca de 23,7% da composição do preço da gasolina; 18,4% no caso do diesel; e 16,4% no Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

Alta expressiva do etanol em 2025

O etanol foi o maior vilão da inflação dos combustíveis no ano passado, mostra levantamento da ValeCard, empresa especializada em meios de pagamento, soluções de mobilidade e benefícios corporativos. O biocombustível acumulou alta de 4,92% no ano, passando a custar, em média, R$ 4,56 o litro.

Já o preço médio do litro da gasolina em 2025 subiu 0,52%, para R$ 6,37 e do diesel S-10 registrou ligeira queda, de 0,88%, caindo a R$ 6,30, mostrou a ValeCard.

Preços em dezembro do ano passado

Em dezembro, o preço médio do etanol aumentou em 22 Estados, ainda segundo a ValeCard, considerando transações realizadas entre 1º e 28 de dezembro em mais de 25 mil postos credenciados em todo o País.

“Os dados de dezembro mostram um mercado de combustíveis mais estável, com reajustes pontuais e variações contidas na maior parte do País. O etanol foi o combustível que concentrou a maior pressão de alta no mês, enquanto gasolina e diesel apresentaram movimentos mais moderados, refletindo um cenário de menor volatilidade no fechamento do ano”, afirmou o diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, Marcelo Braga.

Segundo o executivo, a elevação do preço do etanol em dezembro está diretamente relacionada à dinâmica sazonal do setor sucroenergético.

“Com o encerramento da safra de cana-de-açúcar e a entrada no período de entressafra, a oferta do biocombustível fica mais restrita justamente em um momento de maior demanda, impulsionado pelas férias e pelo aumento das viagens de fim de ano. Essa combinação pressionou os preços nas bombas e explica a alta mais acentuada do etanol em comparação com outros combustíveis”, acrescentou Braga.

Balanço do ano

Em levantamento realizado pela Agência Nacional Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o preço médio do litro da gasolina passou de R$ 6,14, em dezembro de 2024, para R$ 6,22 na semana de 21 a 27 de dezembro de 2025, alta de 1,3%. Segundo a Fecombustíveis, a alta não refletiu as duas reduções de preço feitas pela Petrobras ao longo do ano, em 3 de junho e em 21 de outubro.

No acumulado do ano passado, a Petrobras reduziu o preço da gasolina em R$ 0,31 por litro ou 10,3%. Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,36 por litro pela estatal. Já o diesel passou de R$ 6,11, em dezembro de 2024, para R$ 6,08, no mesmo período de 2025, uma queda de 0,5%, segundo a ANP.

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Chuvas favorecem o desenvolvimento das lavouras de soja no RS


plantação de soja
Foto: Divulgação/Emater-RS

A semeadura de soja no Rio Grande do Sul alcançou 93% da área projetada para a safra 2025/2026. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última terça-feira (30). Segundo a entidade, o ritmo de plantio desacelerou nas últimas semanas em razão das chuvas volumosas e dos curtos intervalos de tempo seco, que não permitiram a adequada redução da umidade do solo para a operação das semeadoras.

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Atualmente, a maior parte das lavouras está em fase vegetativa, representando cerca de 93% da área cultivada, enquanto os cultivos mais precoces já iniciam o florescimento, correspondendo a 7%. As áreas implantadas no início do período apresentam elevado vigor vegetativo, favorecido pela combinação de boa disponibilidade hídrica, temperaturas elevadas e níveis satisfatórios de radiação solar.

De acordo com a Emater, as melhores condições de desenvolvimento são observadas em áreas com solos bem estruturados, maior teor de matéria orgânica e adequada cobertura vegetal, fatores que contribuem para a infiltração e o armazenamento de água no perfil do solo. Por outro lado, em áreas com solos mais compactados ou menor cobertura, foram registrados episódios de erosão laminar e em sulcos, especialmente em lavouras ainda em fase de emergência.

Em semeaduras realizadas sob condições menos favoráveis de umidade, sobretudo após períodos de déficit hídrico seguidos por chuvas intensas, houve registros de desuniformidade de emergência, falhas de estande e necessidade pontual de replantio. No Noroeste do Estado, os acumulados pluviométricos elevados ao longo de dezembro superaram a média histórica, ocasionando danos à infraestrutura rural, como estradas vicinais, além de alagamentos pontuais em áreas ribeirinhas e de relevo mais baixo.

Apesar dos desafios operacionais, a avaliação geral indica que o cenário hídrico tem sido positivo para o desenvolvimento das lavouras, desde que as condições climáticas permitam a continuidade das operações no campo nas próximas semanas.

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USDA define condições de auxílio a produtores dos Estados Unidos


EUA, Estados Unidos
Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou em nota o início da nova fase do Programa de Assistência Agrícola (FBA, na sigla em inglês), pacote do governo norte-americano de ajuda a produtores prejudicados por preços baixos de commodities e disputas comerciais.

Nesta sexta-feira (2), o departamento anunciou as taxas de pagamento por acre para cada commodity elegível. Serão US$ 12 bilhões em auxílio aos agricultores, dos quais US$ 11 bilhões em pagamentos diretos pelo FBA.

“Os agricultores podem contar com esses cálculos de taxas de pagamento ao irem ao banco para planejar o plantio da safra de primavera. Os agricultores que se qualificam para o Programa FBA receberão os pagamentos em suas contas bancárias até 28 de fevereiro de 2026”, disse a secretária de Agricultura do país, Brooke Rollins, na nota.

Os produtos agrícolas elegíveis para auxilio dos produtores pelo FBA são: cevada, canola, grão-de-bico, milho, algodão, linho, lentilha, mostarda, aveia, amendoim, ervilha, arroz, cártamo, gergelim, sorgo, soja, girassol e trigo.

Os pagamentos do FBA serão baseados na área plantada pelos agricultores americanos em 2025, no custo de produção e nos dados do relatório de oferta e demanda do USDA.

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Brasil vai propor à China assumir cota de países que não conseguirem cumpri-la


carne Brasil China
Foto: Pixabay

O Brasil vai propor à China a flexibilização nas cotas de carne bovina isentas de tarifas adicionais no âmbito das medidas de salvaguarda anunciadas na quarta-feira (31), pelo governo chinês.

“As cotas foram estabelecidas de maneira igual para todo mundo (com base no market share de mercado de importação dos últimos três anos). O que vamos tratar com a China é se um país tem uma cota e não conseguir cumprir, o Brasil pode assumir essa cota. Os Estados Unidos, por exemplo, não exportaram à China em 2025”, disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Essas alternativas serão discutidas bilateralmente com a China ao longo de 2026, segundo o ministro. “Afinal, se o nosso preço é competitivo, a carne é de qualidade, isso também ajuda a conter a inflação de alimentos lá. É o que faremos durante o ano com muito diálogo, muita negociação e parceria, porque não é algo que ocorrerá no primeiro mês e, tenho certeza, que não afetará nada os produtores brasileiros”, acrescentou.

O governo chinês anunciou que vai impor cotas específicas por país para importação de carne bovina com a aplicação de uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem a quantidade. A decisão foi comunicada pelo Ministério do Comércio (Mofcom) do país. As medidas entraram em vigor ontem (1º) e serão implementadas por três anos até 31 de dezembro de 2028 e atinge os principais exportadores da carne bovina.

O Brasil, principal fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais em 2026. O volume alcança 1,128 milhão de toneladas em 2027 e 1,154 milhão de toneladas em 2028. A título de comparação, neste ano, no acumulado até novembro, o País já exportou 1,499 milhão de toneladas de carne bovina ao mercado chinês, somando US$ 8,028 bilhões.

Outros grandes players exportadores de carne bovina também terão suas vendas ao mercado chinês limitadas por cotas, que foram estabelecidas de acordo com a participação de cada país nas exportações à China. A maior cota é do Brasil, que responde por 45% da carne bovina importada pela China. A Argentina terá cota de 511 mil toneladas no próximo ano. Uruguai terá cota de 324 mil toneladas sem tarifa adicional em 2026, seguido por Nova Zelândia com 206 mil toneladas, Austrália com 205 mil toneladas e Estados Unidos com 164 mil toneladas.

Na análise do ministro, a cota de 1,106 milhão de toneladas isentas de tarifa adicional permite ao Brasil avançar nas negociações com a China ao longo do ano. “Conseguiremos chegar ao segundo semestre, com tarifas de 12% (alíquotas vigentes de importação). Enquanto isso, podemos discutir com as autoridades chinesas a eventual ampliação da cota do Brasil se outros países não cumprirem os seus volumes”, explicou Fávaro.

O ministro disse, ainda, que o governo não recebeu com surpresa a medida chinesa, já que o tema vinha sendo tratado bilateralmente ao longo do último ano. “Não há nada que foi tratado de forma extemporânea. A relação Brasil-China é uma relação de extrema confiança recíproca e de amizade. Autoridades chinesas anunciaram que iriam preparar um processo de salvaguarda com finalidade de proteger os criadores locais”, relatou o ministro. “A salvaguarda chinesa tem a finalidade de proteger os pecuaristas locais. Compreendemos estratégia e trabalhamos para garantir a continuidade do comércio”, acrescentou.

Na análise de Fávaro, não há “impacto relevante” no mercado em decorrência da medida neste momento. “O Brasil ficou com uma cota em torno de 44%, pouco menor que a performance de 2025 que foi influenciada pelo tarifaço americano, mas dentro da média histórica”, ponderou.

Para Fávaro, o Brasil está preparado para enfrentar sobressaltos comerciais com 29 aberturas de novos mercados para a carne bovina nos últimos anos, como México, Vietnã e Malásia. “O que superar a cota de 1,106 milhão de toneladas vamos remanejar a outros mercados. Estamos confiantes na abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira em março do ano que vem”, apontou.

O ministro refutou a possibilidade de o Brasil acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a salvaguarda chinesa. “O Brasil não irá contra as medidas chinesas. O Brasil tem uma ótima relação com a China e não foi surpreendido. Tudo foi feito dentro do diálogo, da soberania e da estratégia de cada país”, assegurou.

A China é o principal destino da carne bovina brasileira, respondendo por 50% de tudo que foi exportado neste ano. Até novembro, o País já exportou 1,499 milhão de toneladas de carne bovina ao mercado chinês, somando US$ 8,028 bilhões.

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AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorece safra de morango no Rio Grande do Sul



Colheita de morango segue estável nas regiões gaúchas



Foto: Seane Lennon

A produção de morango avança de forma diferenciada nas regiões acompanhadas pela Emater/RS-Ascar, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (1). Em Caxias do Sul, a predominância de dias ensolarados e a elevada amplitude térmica registrada nas últimas duas semanas favoreceram o desenvolvimento das lavouras e a maturação dos frutos. O resultado foi melhora no calibre, na coloração e no sabor da produção.

Em Gramado, a sanidade dos morangueiros permanece sob controle na atual safra. Houve registros pontuais de doenças fúngicas e pragas em períodos de maior instabilidade climática, com ocorrência de mofo-cinzento em cultivos localizados nas bancadas laterais das estufas. A intensificação do fluxo turístico no período natalino sustentou os preços, que variam entre R$ 20,00 e R$ 35,00 por quilo para frutos in natura e entre R$ 10,00 e R$ 15,00 por quilo para o produto congelado.

Na região de Pelotas, a demanda pela fruta aumentou em função das festas de fim de ano. Mesmo com a redução do calibre, os preços permanecem estáveis. As cultivares tradicionais se aproximam do encerramento do ciclo produtivo, enquanto as variedades de dias neutros seguem em plena produção.

Em Erechim, a colheita ocorre dentro da normalidade, com produção considerada regular e preços em torno de R$ 25,00 por quilo. Já na região de Santa Maria, as cultivares de dias neutros estão em fase produtiva, enquanto as de dia curto se aproximam do fim do ciclo. Em Agudo, os valores apresentam ampla variação conforme o ponto de comercialização, chegando a oscilar entre R$ 30,00 e R$ 50,00 por quilo nas vendas realizadas às margens da BR-287.





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Abrafrigo: Salvaguardas da China ameaçam exportações de carne bovina do Brasil


Contêineres em um porto para ilustrar que exportações na Bahia tiveram queda em julho
Foto: Pexels

A decisão da China de aplicar salvaguardas às importações de carne bovina acende um alerta para o desempenho das exportações brasileiras a partir de 2026. A avaliação é da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

Em nota, a entidade afirma que a medida representa um risco imediato tanto para as vendas externas quanto para o equilíbrio da cadeia produtiva da pecuária no Brasil. A preocupação envolve impactos comerciais, produtivos e econômicos.

A decisão foi publicada pelo Ministério do Comércio da China na última quarta-feira (31) e prevê a imposição de cotas às importações de carne bovina pelos próximos três anos, entre 2026 e 2028.

Limite de exportação e impacto financeiro

Para 2026, o Brasil terá uma cota de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina destinadas ao mercado chinês. O volume autorizado terá crescimento próximo de 2% nos dois anos seguintes.

As exportações que ultrapassarem o limite estabelecido estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 55%. Segundo a Abrafrigo, esse nível de taxação tende a inviabilizar os embarques fora da cota.

A entidade estima que o impacto financeiro da medida pode chegar a uma perda de até US$ 3 bilhões em receita já em 2026. O número ganha relevância diante da expectativa de que o setor encerre 2025 com exportações superiores a US$ 18 bilhões.

Dependência do mercado chinês

A China é hoje o principal destino da carne bovina brasileira. Em 2025, o país asiático deve responder por mais de 1,6 milhão de toneladas embarcadas, o equivalente a 55% das exportações de carne bovina in natura.

A receita com vendas ao mercado chinês deve alcançar cerca de US$ 9 bilhões neste ano. Esse avanço consolida a China como o maior comprador do produto brasileiro, tanto em volume quanto em faturamento.

Segundo a Abrafrigo, essa elevada concentração aumenta a sensibilidade do setor a mudanças na política comercial chinesa.

Reflexos sobre a cadeia produtiva

A associação destaca que a adoção das salvaguardas ocorre em um momento delicado da pecuária nacional. O setor atravessa uma fase de menor oferta de animais e de transição do ciclo pecuário.

Para a entidade, a limitação das exportações pode desestimular investimentos do produtor rural e comprometer decisões de aumento da produção. Os efeitos, segundo a avaliação, tendem a se espalhar por toda a cadeia, com impacto sobre renda, emprego e investimentos no campo.

Diante do cenário, a Abrafrigo defende uma atuação diplomática coordenada do governo brasileiro. O objetivo seria ampliar o acesso a novos mercados e reduzir a dependência das vendas para a China, mitigando os efeitos das salvaguardas sobre o setor.

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Cotas da China reduzem espaço para carne bovina brasileira em 2026, diz analista


carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

A adoção de cotas pela China para as importações de carne bovina torna o cenário de exportações do Brasil menos favorável em 2026. A avaliação é de Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado.

Segundo ele, os embarques brasileiros devem cair em relação a 2025. Ao mesmo tempo, o país deve sair de um cenário de menor oferta interna para uma disponibilidade maior de carne no mercado doméstico.

Como funcionam as cotas chinesas

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Exportadoras de Carnes (Abiec), a China estabeleceu uma cota crescente para os próximos três anos. No primeiro ano, o limite é de 1,106 milhão de toneladas.

Os volumes dentro da cota pagam tarifa de 12%. Já as cargas que excederem esse limite enfrentam sobretaxa de 55%, o que eleva a tarifa total para 67% fora da cota.

Mesmo com a medida, o Brasil segue como o principal fornecedor da China. Do total previsto de 2,7 milhões de toneladas em 2026, o país ainda detém a maior fatia. Para Iglesias, porém, a decisão abre um precedente preocupante, diante da forte dependência brasileira do mercado chinês.

Impactos para outros exportadores de carne bovina

A avaliação da Safras indica que as cotas impostas à Nova Zelândia, de 206 mil toneladas, foram menos restritivas. Já Argentina e Uruguai receberam limites de 511 mil toneladas e 324 mil toneladas, respectivamente, o que pode até estimular a recomposição dos rebanhos nesses países.

Para Estados Unidos e Austrália, as cotas de 164 mil toneladas e 205 mil toneladas são consideradas mais proibitivas. No caso norte-americano, o impacto tende a ser menor, já que o país deve priorizar o consumo interno em 2026, em meio à redução do rebanho.

Segundo Iglesias, a imposição das cotas deve alterar de forma relevante a dinâmica do comércio global de carne bovina. Quando os embarques superarem os volumes permitidos, países como Brasil, Austrália e Estados Unidos enfrentarão a tarifa adicional de 55%.

As medidas terão validade de três anos. A cota total deve crescer gradualmente, alcançando 2,8 milhões de toneladas em 2028.

Produção, exportações e oferta interna em 2026

Com as restrições da China, a Safras revisou o cenário inicialmente projetado para o Brasil em 2026. Antes, a expectativa era de crescimento da produção e das exportações, com queda da oferta interna.

Agora, a consultoria estima produção de 10,984 milhões de toneladas de carne bovina em equivalente carcaça em 2026. Com isso, o volume fica 3,58% abaixo do recorde previsto para 2025, de 11,392 milhões de toneladas.

As exportações brasileiras devem somar 4,577 milhões de toneladas em equivalente carcaça, queda de 8,62% frente às 5,009 milhões de toneladas projetadas para 2025.

Já a oferta interna, por outro lado, deve alcançar 6,453 milhões de toneladas em 2026, aumento de 0,51% em relação às 6,420 milhões de toneladas previstas para 2025.

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Soja e milho: o que esperar da safra 2025/26 no Brasil


soja e milho
Fotos: Pixabay

As projeções para a safra 2025/26 indicam um cenário de maior protagonismo do Brasil nos mercados globais de soja e milho. As estimativas iniciais apontam produção elevada, com impactos diretos sobre preços, exportações e formação de estoques.

Pesquisadores do Cepea avaliam que, apesar de fatores externos e climáticos, o país tende a manter posição central no abastecimento mundial dos grãos ao longo de 2026.

Soja: Brasil ganha espaço no comércio internacional

A safra brasileira de soja 2025/26 caminha para um novo recorde de produção, enquanto a oferta global deve encolher. A redução está concentrada, principalmente, nos Estados Unidos e na Argentina. Esse descompasso entre oferta e demanda reforça o papel do Brasil no mercado internacional.

Segundo pesquisadores do Cepea, o país pode responder por cerca de 60% do fornecimento mundial de soja. Esse cenário sustenta expectativas de melhora nos preços externos e nas negociações de embarques pelos portos brasileiros no primeiro semestre de 2026.

Parte do movimento de recuperação está ligada ao acordo comercial entre China e Estados Unidos. O compromisso prevê aumento das compras chinesas de soja norte-americana entre 2026 e 2028. Ainda assim, a avaliação é de que a demanda chinesa pela soja brasileira deve permanecer elevada, garantindo sustentação aos prêmios de exportação.

No mercado interno, a taxa de câmbio segue como variável central na formação de preços. No cenário internacional, o dólar tende a enfrentar pressão após o Federal Reserve reduzir os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano.

Por outro lado, o avanço das cotações pode encontrar limites na maior competitividade da Argentina. O governo argentino reduziu as retenciones sobre o complexo soja, medida que tende a estimular as exportações do país vizinho.

Milho: oferta elevada limita reação de preços no início do ano

O mercado brasileiro de milho inicia 2026 com ampla disponibilidade interna. Estoques de passagem acima dos registrados na temporada anterior e a expectativa de crescimento da primeira safra pesam sobre os preços domésticos, segundo o Cepea.

Na B3, os contratos operam abaixo dos níveis da safra passada. Já no mercado externo, os futuros negociados na CME indicam trajetória de alta ao longo do primeiro semestre, sustentados pelo ritmo forte das exportações dos Estados Unidos e por um quadro global de estoques mais ajustados.

A área cultivada no Brasil deve atingir novo recorde na safra 2025/26, estimada pela Conab em 22,7 milhões de hectares. No entanto, a irregularidade das chuvas e as temperaturas elevadas no Centro-Oeste seguem como pontos de atenção. Esses fatores podem afetar a soja e reduzir a janela ideal de plantio do milho de segunda safra, responsável por cerca de 80% da produção nacional.

A produção total prevista deve ser a segunda maior da história. Ao mesmo tempo, o consumo interno tende a alcançar novo recorde, impulsionado pela expansão do etanol de milho e pela demanda da cadeia de proteínas animais. Esse equilíbrio entre oferta e demanda pode favorecer o crescimento das exportações brasileiras ao longo de 2026.

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Temporais e rajadas de vento de até 50 km/h marcam a sexta-feira em grande parte do Brasil


temporal com raios
Pixabay

A previsão do tempo para esta sexta-feira (02) indica um dia de instabilidade em grande parte do país. De acordo com o Climatempo, a combinação entre frentes frias, cavado meteorológico e o transporte de calor e umidade mantém o alerta para chuvas de moderada a forte intensidade, temporais e rajadas de vento entre 40 e 50 km/h, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

As temperaturas seguem elevadas em diversas áreas. Confira a previsão por região:

Região Sul

Desde a madrugada, a passagem de uma frente fria e o fluxo de calor e umidade influenciam o tempo no Paraná, com chuva fraca a moderada pela manhã e pontos de maior intensidade. Também há registro de chuva fraca no sul e oeste de Santa Catarina, além do litoral norte e da Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

À tarde, as pancadas ganham força no Paraná e no norte e sul catarinense, com chuva moderada a forte e risco de temporais, principalmente no leste e noroeste paranaense. No Rio Grande do Sul, a aproximação de uma nova frente fria favorece pancadas mais intensas, com chance de granizo na metade oeste do estado.

À noite, a chuva se concentra no leste de Santa Catarina e do Paraná, além do nordeste gaúcho. As temperaturas permanecem elevadas, com rajadas de vento entre 40 e 50 km/h no interior de SC e em áreas do norte, nordeste, centro e litoral sul do RS. O mar segue agitado nesses pontos.

Região Sudeste

Há previsão de pancadas de chuva fortes desde as primeiras horas do dia no norte, oeste, interior, sul e Triângulo Mineiro, além do oeste, nordeste, norte e litoral paulista. A passagem de uma frente fria pela costa de São Paulo, associada ao calor e à umidade, mantém o risco de temporais ao longo do dia.

O alerta é maior para São Paulo, metade sul de Minas Gerais, grande parte do Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo. As temperaturas caem levemente em áreas paulistas e no centro-sul mineiro, enquanto seguem elevadas no nordeste e leste de Minas e no Espírito Santo. As rajadas de vento podem chegar a 50 km/h em toda a região.

Região Centro-Oeste

As pancadas de chuva ocorrem com maior intensidade entre a madrugada e a manhã em grande parte de Goiás, no noroeste de Mato Grosso e no sul e oeste de Mato Grosso do Sul. Um cavado meteorológico em níveis médios da atmosfera mantém o tempo instável, principalmente em MS, sul de MT e GO.

Ao longo do dia, as instabilidades se intensificam em toda a região, com chuva forte e risco de temporais em Mato Grosso do Sul, sul e oeste goiano e no leste e sul mato-grossense. O calor segue predominando, com ventos que podem atingir 50 km/h.

Região Nordeste

A chuva ocorre de forma fraca no oeste da Bahia e no interior do Piauí, mas as instabilidades aumentam ainda pela manhã nessas áreas e também na metade sul do Maranhão, com possibilidade de chuva pontualmente mais forte.

À tarde, as pancadas se espalham e ganham intensidade, inclusive no oeste de Pernambuco. No Ceará e no Rio Grande do Norte, a chuva ocorre de forma fraca e isolada. No restante da região, o tempo segue mais firme e quente.

A umidade relativa do ar entra em atenção, com índices abaixo dos 30% no norte da Bahia, oeste de Sergipe, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, interior de Pernambuco, grande parte do Ceará e norte do Piauí. No litoral e leste nordestino, as rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h.

Região Norte

As instabilidades persistem no Amazonas, Acre e sul do Pará, com chuva moderada a forte e risco de temporais, principalmente no oeste amazonense. Na metade norte do Pará, nordeste do Amazonas e em Roraima, a chuva ocorre de forma mais fraca ao longo do dia.

Em Tocantins, Rondônia e no norte do Amapá, as pancadas seguem mais intensas em alguns períodos, mantendo o tempo instável ao longo da sexta-feira.

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AgroNewsPolítica & Agro

Percevejo-marrom ameaça produtividade da soja



Os insetos se alimentam ao perfurar estruturas da planta


Os insetos se alimentam ao perfurar estruturas da planta
Os insetos se alimentam ao perfurar estruturas da planta – Foto: Agrolink

O ataque de percevejos representa um dos principais desafios para a produtividade da soja no Brasil, com potencial de comprometer até 30% da produção quando o controle não é eficiente. Entre as espécies que formam o complexo de percevejos, o percevejo-marrom se destaca como a praga mais agressiva, com ampla presença nas lavouras e elevado impacto econômico, atingindo dezenas de milhões de toneladas do grão a cada safra.

Estimativas da pesquisa agropecuária nacional indicam que os prejuízos causados por percevejos na última safra de soja alcançaram cerca de R$ 12 bilhões. Os insetos se alimentam ao perfurar estruturas da planta, retirando nutrientes essenciais, enfraquecendo vagens e ramos e liberando toxinas que comprometem o desenvolvimento da cultura e a qualidade dos grãos. Falhas no manejo podem resultar em perdas expressivas e penalizações na comercialização. “Estamos falando em mais de 50 milhões de toneladas de soja que sofrem com a presença desse inimigo”, explica Luiz Henrique Marcandalli, head de marketing na Rainbow Agro.

Especialistas apontam que o controle preventivo, iniciado ainda nos estágios iniciais da infestação, é fundamental para reduzir a pressão da praga ao longo do ciclo da cultura. Nesse contexto, o Manejo Integrado de Pragas surge como estratégia central, ao orientar o produtor a adotar monitoramento constante, critérios técnicos de decisão e uso racional de inseticidas.

O avanço tecnológico tem ampliado as opções de controle, com soluções que combinam diferentes mecanismos de ação para maior eficácia e efeito prolongado, inclusive sobre percevejos adultos. “A solução da Rainbow proporciona proteção eficaz à lavoura, minimizando perdas causadas pelos percevejos, como redução de perdas da qualidade dos grãos e penalizações na comercialização”, conclui o head de marketing.

 





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