segunda-feira, março 16, 2026

Autor: Redação

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Compatibilidade é chave no uso de biológicos e fertilizantes



Apesar dos avanços, a associação exige atenção técnica


Apesar dos avanços, a associação exige atenção técnica
Apesar dos avanços, a associação exige atenção técnica – Foto: Pixabay

A utilização de produtos biológicos em conjunto com fertilizantes tem ganhado espaço no manejo agrícola brasileiro e se consolidado como uma estratégia para elevar a produtividade e a eficiência no campo. A prática reflete a evolução tecnológica do setor, que passou a integrar insumos químicos e microrganismos benéficos na mesma operação, buscando sistemas mais sustentáveis e rentáveis.

Apesar dos avanços, a associação exige atenção técnica. A mistura inadequada no tanque de pulverização pode comprometer a viabilidade dos microrganismos e anular os benefícios do produto biológico. Segundo o gerente de Produtos da Fortgreen, João Vidotto, fatores como pH e salinidade da calda são determinantes para a sobrevivência dos microrganismos, e a falta de compatibilidade pode gerar perdas diretas ao produtor.

“Muitas vezes o produtor mistura um fertilizante químico com um produto biológico sem saber se há compatibilidade. Fatores como a salinidade excessiva ou o pH da calda podem matar o microrganismo vivo, o que chamamos de incompatibilidade biológica”, alerta Vidotto.

Mesmo com os riscos, os ganhos agronômicos do uso associado são relevantes. O coordenador de Desenvolvimento de Mercado da F1rst Agbiotech, Victor Afonso, destaca que alguns biológicos ampliam a disponibilidade de nutrientes, estimulam o sistema radicular e favorecem a absorção dos fertilizantes, resultando em lavouras mais uniformes e equilibradas, especialmente em ambientes menos favoráveis.

Para reduzir falhas, a indústria tem investido em fertilizantes desenvolvidos para atuar em conjunto com a biologia, buscando um efeito aditivo ou sinérgico. “Muitas vezes o produtor mistura um fertilizante químico com um produto biológico sem saber se há compatibilidade. Fatores como a salinidade excessiva ou o pH da calda podem matar o microrganismo vivo, o que chamamos de incompatibilidade biológica”, alerta Vidotto.

 





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Mudas sadias e automação elevam produtividade da cana



“O futuro da cana-de-açúcar está na saúde vegetal e na automação”


“O futuro da cana-de-açúcar está na saúde vegetal e na automação"
“O futuro da cana-de-açúcar está na saúde vegetal e na automação” – Foto: Canva

A adoção de mudas sadias e de automação vem se consolidando como um dos principais caminhos para elevar a produtividade e a rentabilidade dos canaviais no Brasil. Esse foi o destaque apresentado pela diretora de Marketing da MultiCropsPlus, Conny Maria de Wit, durante o 8º Seminário UDOP de Inovações, realizado em Araçatuba, ao abordar os gargalos históricos da renovação de áreas no setor sucroenergético e as alternativas tecnológicas já disponíveis no mercado.

Segundo Conny, o uso de cana de rebrota ou de mudas envelhecidas segue sendo um dos grandes entraves da produção, pois essas plantas acumulam doenças e pragas ao longo dos ciclos, comprometendo o potencial produtivo e gerando perdas econômicas relevantes. A executiva resume o problema de forma direta ao afirmar que plantar cana velha significa investir em um futuro doentio, com menor vigor, menor longevidade do canavial e custos crescentes de manejo.

Como alternativa, a MultiCropsPlus aposta na produção de mudas via tecnologia de meristema, livres de patógenos e capazes de quebrar o ciclo de doenças no campo. Esse sistema é integrado a um processo altamente automatizado, que vai da biofábrica até o plantio. A empresa utiliza máquinas automatizadas equipadas com robôs, capazes de plantar até oito hectares por turno, reduzindo a dependência de mão de obra, aumentando a precisão do plantio e trazendo maior previsibilidade operacional às usinas.

“O futuro da cana-de-açúcar está na saúde vegetal e na automação. A MultiCropsPlus está pronta para apoiar usinas que desejam colher acima da média. Mais detalhes no artigo em anexo”, conclui.

 





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Safra de verão e juros moldam cenário do milho no Brasil



Mercado monitora riscos climáticos e exportações de milho



Foto: Pixabay

A atenção do mercado passou a se concentrar no desenvolvimento da primeira safra de milho no Sul do Brasil. Segundo a análise divulgada pela Grão Direto nesta segunda-feira (15), as lavouras de Rio Grande do Sul e Santa Catarina encontram-se em fases consideradas sensíveis, diferentemente da soja. “As previsões de calor e chuvas abaixo da média para a semana acendem um alerta”, aponta o especialista, ao destacar que eventuais problemas na safra de verão podem pressionar a oferta regional e dar sustentação aos preços no curto prazo, inclusive na B3.

Outro fator acompanhado de perto é o ritmo das exportações. De acordo com a análise, a manutenção do dólar acima de R$ 5,40 mantém a janela de embarques atrativa. “Se os dados da Anec e da Secex confirmarem volumes robustos, isso ajudará a enxugar a oferta doméstica antes da entrada da safrinha”, avalia a Grão Direto, ressaltando que esse movimento pode criar uma barreira contra novas quedas de preços no mercado interno.

O planejamento da safrinha de 2026 também começa a influenciar as expectativas. Com a colheita da soja se aproximando em Mato Grosso, o mercado monitora o ritmo de compra de insumos e a intenção de plantio. A análise destaca que “rumores sobre redução de tecnologia devido aos custos podem começar a precificar uma produtividade menor para o ciclo de inverno”, fator que tende a exercer pressão altista no médio prazo.

No cenário macroeconômico, a Grão Direto chama atenção para o recente movimento dos juros. O Federal Reserve reduziu as taxas nos Estados Unidos para a faixa de 3,50% a 3,75%, enquanto o Comitê de Política Monetária manteve a Selic em 15% ao ano. Segundo a análise, “esse diferencial gigantesco de juros mantém o Brasil atrativo para o capital especulativo, segurando o dólar na faixa de R$ 5,40”. Para o produtor, o alerta é direto: “com a Selic a 15%, o custo de carregar estoque é altíssimo, superior a 1% ao mês”.

Diante desse contexto, a Grão Direto reforça a necessidade de atenção às oscilações do mercado e aos custos de produção. “Em um cenário de juros altos e margens apertadas, a proteção de preços é essencial”, afirma o especialista. A orientação é acompanhar as cotações e aproveitar oportunidades quando os valores estiverem alinhados à margem sustentável do produtor, reduzindo o risco financeiro.





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Como será o clima na segunda quinzena de dezembro?


As previsões meteorológicas indicam uma semana marcada por instabilidade em grande parte do Brasil, com a atuação de uma nova frente fria e a formação de um corredor de umidade sobre a porção central do país. De acordo com informações do Meteored, “ao longo desta semana, chuvas se espalham pela porção central do país”, com possibilidade de mudança no padrão do tempo na semana do Natal.

Entre segunda-feira (15) e terça-feira (16), a frente fria avança pelo território nacional e provoca chuvas intensas e tempestades em praticamente todos os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Segundo o Meteored, o sistema traz “riscos de grandes transtornos para a população”, incluindo alagamentos, transbordamentos de rios, deslizamentos de terra, interrupções no fornecimento de energia elétrica, além de danos a plantações e queda de árvores.

Após a passagem inicial da frente fria, o sistema atmosférico deve organizar um corredor de umidade sobre o Brasil central, favorecendo a ocorrência de chuvas frequentes e volumosas em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Norte. Estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso devem concentrar os maiores volumes, com acumulados que podem se aproximar de 200 milímetros em diversos municípios ao longo da semana.

Para a semana seguinte, que inclui o período do Natal, os modelos indicam uma reorganização da circulação de ventos e umidade. A faixa de precipitação tende a se deslocar para a região Sul, associada à formação de um rio atmosférico que se estende desde o Sul da Amazônia, passando pelo Centro-Oeste e países vizinhos, até alcançar Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Com essa mudança, áreas que devem registrar volumes elevados de chuva nesta semana, como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e partes de Goiás e São Paulo, passam a ter previsão de tempo mais firme e redução das precipitações durante a semana do Natal.

Apesar das chuvas, não há indicação de queda generalizada nas temperaturas. Conforme aponta o Meteored, os termômetros devem permanecer dentro ou acima da média em grande parte do país. A exceção ocorre em áreas do centro do Brasil, especialmente no Mato Grosso, onde a maior nebulosidade e as chuvas podem manter as temperaturas ligeiramente abaixo da média, sem provocar sensação de frio intenso.





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Fávaro assina contrato para banco de antígenos da febre aftosa


Carlso Fávaro
Foto: Mapa/divulgação

O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, assina, nesta quinta-feira (18), às 10h, o contrato que viabiliza a implantação do repositório brasileiro de antígenos da febre aftosa.

A iniciativa tem como objetivo permitir que o país se antecipe aos desafios sanitários, com disponibilidade imediata de antígenos e vacinas de emergência.

“Com a assinatura do contrato, o Brasil reafirma seu compromisso com a sanidade animal e a segurança alimentar, fortalecendo a confiança internacional nos produtos pecuários brasileiros”, destaca a pasta, em nota.

Segundo o Ministério, o projeto é resultado de anos de trabalho e dedicação de técnicos, pesquisadores e servidores públicos do Mapa em parceria com outras instituições.

Serviço

Lançamento do repositório brasileiro de antígenos de febre aftosa
Data: 18 de dezembro
Horário: 10h
Local: Auditório Moacir Micheletto, sede do Ministério da Agricultura e Pecuária – Esplanada dos Ministérios, Bloco D.

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Frente fria traz riscos de tempestades e ventos no Sudeste


A atuação de uma nova frente fria e um corredor de umidade vindo do Norte do Brasil vão aumentar os riscos de tempestades, descargas elétricas, rajadas de vento e queda de granizo na Região Sudeste do país entre terça e quarta-feira.

A atuação conjunta de uma nova frente fria próximo à costa da Região Sudeste com um corredor de umidade vindo da região Amazônica vão reforçar as condições para chuvas intensas, tempestades, descargas elétricas (raios), rajadas de vento e até possível queda de granizo no Sudeste do país entre a terça-feira (16) e a quarta-feira (17).

Em ambos os dias, essas condições do tempo trazem riscos de transtornos à população, como alagamentos, enxurradas, destelhamentos e quedas de energia. 

Não são esperados acumulados expressivos de chuva de forma generalizada, porém, por se tratarem de temporais isolados, recomenda-se bastante atenção em áreas mais vulneráveis. Veja abaixo mais detalhes da previsão do tempo.

A terça-feira (16) de manhã será de muitas nuvens e chuvas isoladas em todo o Sudeste. Nas áreas litorâneas, podem ocorrer pancadas de chuva isoladas e trovoadas.

Contudo, a partir da tarde, o céu continua com muita nebulosidade mas as instabilidades aumentam, como observamos no mapa abaixo.

No período da tarde, são esperadas chuvas de até forte intensidade e tempestades de forma mais generalizada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e grande parte de Minas Gerais (com exceção do extremo norte).

Durante a noite de terça (16), pancadas de chuva e tempestades ainda podem acontecer, mas de forma mais isolada, e especialmente nos estados mineiro e carioca.

Ao longo da terça-feira (16) são esperadas rajadas de vento moderadas entre 50 e 60 km/h no leste paulista e mineiro e no Rio de Janeiro, mas junto com as tempestades podem superar este valor.

Mas é na quarta-feira (17) que os ventos ficam mais abrangentes. As rajadas alcançam os 60 km/h em São Paulo, especialmente em áreas do interior, e no sudeste de Minas Gerais; e podem chegar aos 70 km/h no Rio de Janeiro.

Para a quarta-feira (17), permanecem as mesmas condições de tempo, contudo, a frente fria já vai estar localizada mais para norte e perde um pouco da sua influência sobre o estado de São Paulo.

A manhã de quarta-feira (17) começa com chuvas fracas e isoladas na faixa leste de São Paulo e centro-oeste de Minas Gerais, enquanto pancadas de chuva ocorrem no Rio de Janeiro e no leste do sul mineiro, regiões mais afetadas pelo sistema nesta quarta-feira (17).

Durante a tarde de quarta-feira (17), as instabilidades ganham força e aumentam as condições para chuvas de até forte intensidade e tempestades em grande parte de Minas Gerais (exceção do norte mineiro), no centro-norte do Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo.

Há possibilidade de queda de granizo em Minas Gerais, especialmente em áreas localizadas do leste, oeste e do Triângulo Mineiro.

Em São Paulo, a tarde da quarta-feira (17) deve registrar chuvas mais fracas em áreas litorâneas e pancadas de chuva em áreas do extremo norte e do noroeste.

Já no período da noite da quarta-feira (17), as chuvas reduzem e o tempo tende a ficar estável em grande parte do estado paulista, mas podem ocorrer chuviscos no litoral. E ainda são esperadas fortes pancadas de chuva e trovoadas bem isoladas em boa parte de Minas Gerais (com exceção do extremo norte), no norte do Rio de Janeiro e no centro-sul do Espírito Santo.





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Mercado do boi gordo hoje: veja como fecharam os preços da arroba


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Foto: Governo de Mato Grosso

O mercado físico do boi gordo se depara com algumas tentativas de compra em patamares mais baixos, com destaque para o movimento deflagrado no Pará.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias aponta que em São Paulo também foi evidenciada queda, mas de maneira mais comedida.

“Os frigoríficos passam a operar com escalas de abate mais confortáveis, em um período de maior ociosidade. Sob o prisma da demanda, as exportações ainda são o grande destaque para o mercado no Brasil”, disse.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 320,80 — ontem: R$ 322,10
  • Goiás: R$ 313,75 — R$ 314,64
  • Minas Gerais: R$ 307,94 — R$ 308,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 310,68 — R$ 311,23
  • Mato Grosso: R$ 298,27 — R$ 298,48

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados para a carne bovina, ainda em viés de alta no curtíssimo prazo, considerando o bom momento de consumo no mercado interno por conta da entrada do 13º na economia e as festas de fim de ano.

  • Quarto traseiro: R$ 26,25 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 18,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 18,20 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,05%, sendo negociado a R$ 5,5215 para venda e a R$ 5,5195 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4845 e a máxima de R$ 5,5305.

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Comissão de Agricultura e Reforma Agrária comemora 28 propostas aprovadas em 2025


Câmara aprova urgência de texto sobre impostos da reforma tributária
Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal concluiu o ano de 2025 com 28 propostas legislativas aprovadas entre projetos de lei e de decreto legislativo, além da deliberação sobre 54 requerimentos e a realização de 15 audiências públicas.

“O agronegócio é mais do que um segmento econômico, trata-se de um vetor estratégico de desenvolvimento nacional. Estamos falando de um dos setores mais dinâmicos da nossa economia”, destaca o deputado Zequinha Marinho, presidente da Comissão.

As estimativas para 2025 indicam que o agro deve representar cerca de 24% do PIB brasileiro, consolidando-se como um dos principais motores da economia. “Nessa perspectiva, a CRA tem buscado destravar o setor, tornando-o menos burocrático, mais produtivo e alinhado aos critérios de sustentabilidade”, afirmou o parlamentar.

De acordo com ele, vale lembrar que, nos últimos anos, investimentos em tecnologia, biotecnologia e práticas agrícolas modernas promoveram um salto de produtividade sem ampliar a área cultivada, preservando recursos naturais e reduzindo impactos ambientais.

Principais avanços no ano

Entre as matérias aprovadas pela CRA em 2025, o Novo Marco do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021), transformado na Lei 15.190/2025 após mais de duas décadas de tramitação no Congresso, foi uma das vitórias mais comemoradas pela bancada.

Apesar de 63 vetos presidenciais, o Parlamento derrubou 52 deles. Na opinião de Marinho, o trabalho do Legislativo restituiu dispositivos que simplificam e desburocratizam o licenciamento ambiental.

Outro projeto relevante destacado pela CRA foi o PL 3.684/2024, que cria o Programa Nacional de Cooperativas de Crédito e Seguros para Agricultores Familiares, oferecendo suporte econômico e estrutural às cooperativas e ampliando o acesso ao crédito para pequenos produtores.

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Medicilândia pode se tornar capital nacional do cacau


Medicilândia
Foto: Arquivo Prefeitura Municipal de Medicilândia/PA

O município de Medicilândia, no oeste do Pará, pode receber o título de capital nacional do cacau. A proposta foi debatida nesta semana na Comissão de Agricultura do Senado e reconhece a importância da cidade, responsável por cerca de 50 mil toneladas do fruto por ano, quase metade da produção estadual.

Segundo dados da Fiesp, o Pará soma mais de 169 mil hectares de cacau em produção, com volume superior a 150 mil toneladas, movimentando cerca de R$ 5,7 bilhões na economia.

A cultura se destaca não apenas pelo peso econômico, mas também pelo papel ambiental, já que o cacau é cultivado, em grande parte, em sistemas agroflorestais.

De acordo com representantes do setor, a legislação ambiental no estado exige a preservação de 80% das propriedades rurais, e os 20% destinados à sistemas agroflorestais utilizam sistemas que mantêm a floresta em pé. Por isso, o cacau é conhecido como uma “cultura que permanece”, conciliando produção e conservação ambiental.

Durante audiência no Senado, produtores e lideranças locais destacaram que a cacauicultura vai além da lavoura. A atividade impulsiona a economia regional, gera emprego e renda, fortalece a agroindústria e contribui para a preservação ambiental na região.

Medicilândia, que nas últimas duas décadas consolidou-se como a maior produtora de amêndoas secas de cacau do Brasil, também avança no processo de verticalização da cadeia. O município já conta com diversas mini indústrias de chocolate e uma unidade de maior porte voltada à moagem do cacau.

O trabalho de organização da produção e de melhoria da qualidade das amêndoas, realizado em conjunto com produtores e entidades representativas, tem permitido a ampliação da presença do cacau de Medicilândia nos mercados nacional e internacional.

“Os produtores de Medicilândia já têm conquistado prêmios nacionais e internacionais, sendo reconhecidos pela excelência das suas amêndoas. Isso comprova que o cacau da Transamazônica compete entre os melhores do mundo resultado de dedicação, trabalho familiar, inovação e pesquisa aplicada”, afirma a vice-presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cacau, Eunice Gutzeit.

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