terça-feira, maio 26, 2026

Autor: Redação

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Nova frente fria deve baixar termômetros para 2°C neste fim de semana; veja onde


Uma nova frente fria chega ao Brasil nesta sexta-feira (18) e marca o início de um período de mudanças significativas no clima em várias regiões do país.

De acordo com a Climatempo, o sistema começa atuando sobre o Rio Grande do Sul e, ao longo do final de semana, avança rapidamente em direção ao Sudeste, favorecendo o aumento da nebulosidade, de pancadas de chuva e trazendo uma queda gradual nas temperaturas, especialmente no Sul e Sudeste.

Acumulado de chuva entre sexta e segunda
Acumulado de chuva prevista entre sexta-feira 18 de abril e segunda 21 de abril de 2025. Fotos: Climatempo

Apesar de os volumes de chuva não serem elevados em todos os pontos, algumas regiões se destacam, como Mato Grosso do Sul, litoral de São Paulo, além dos estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Nessas áreas, os acumulados de chuva entre sexta e segunda-feira (21) devem variar entre 40 mm (áreas em azul no mapa acima) e 60 mm (áreas em amarelo), com picos que podem atingir até 80 mm (áreas em laranja).

Já o mapa de risco (abaixo) desta sexta-feira mostra áreas em amarelo – que abrangem boa parte dos três estados do Sul – indicam previsão de pancadas de chuva de moderada a forte intensidade. As áreas em vermelho, por outro lado, acendem o alerta para temporais mais severos.

mapa de risco de chuva
Mapa de risco para essa sexta-feira 17 de abril de 2025

Temperaturas em queda

A Climatempo informa que as temperaturas começam a cair de forma mais expressiva no Rio Grande do Sul a partir do sábado (20), acompanhando o avanço da frente fria pelo Sul do Brasil.

Segundo a Defesa Civil, as máximas variam entre 14°C e 26°C, enquanto as mínimas, que devem ser registradas à noite, oscilam entre 4°C e 14°C. Já no domingo (21), com a atuação da massa de ar de origem polar, as mínimas caem ainda mais, ficando entre 2°C e 12°C — com possibilidade de geada na Campanha, Serra e pontos altos do Sul gaúcho.

Os destaques para temperaturas mínimas em cidades gaúchas no sábado são os seguintes: São Francisco de Paula e Vacaria: entre 10°C e 11°C

No domingo, o frio aumenta, com destaque para São José dos Ausentes, onde a mínima prevista é de apenas 7°C. Outras cidades serranas, como Bom Jesus, Canela e São Joaquim, em Santa Catarina, também devem amanhecer com temperaturas entre 7°C e 8°C.

Na segunda-feira (22), o frio se intensifica ainda mais: São José dos Ausentes (RS) deve registrar mínima de apenas 5°C, enquanto diversas cidades da Serra Gaúcha e Catarinense, como Gramado, Cambará do Sul, São Joaquim e Nova Prata, terão mínimas em torno de 6°C.

Semana fria no Centro-Sul

mapa de anomalia de temperatura
Mapa de anomalia (diferença da média) entre o dia 21 de abril de 2025 e 25 de abirl de 2025

Entre os dias 21 e 25 de abril, a Climatempo prevê que a massa de ar polar associada à frente fria vai permanecer sobre o Centro-Sul do Brasil.

O mapa de anomalia de temperatura (acima) mostra que a queda será mais acentuada nas áreas em azul escuro, abrangendo o Rio Grande do Sul, leste de Santa Catarina, norte do Paraná, leste do Mato Grosso do Sul, estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e sul do Rio de Janeiro.

Nessas áreas, as temperaturas devem ficar abaixo da média histórica para o período, trazendo sensação de frio mais intensa, especialmente nas manhãs.



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Produtores ampliam exportação de café especial com foco na qualidade e sustentabilidade



O Brasil, líder mundial na exportação de café, tem visto os pequenos produtores ganharem espaço no mercado internacional. Com foco em qualidade, práticas sustentáveis e rastreabilidade, agricultores familiares estão conquistando nichos valorizados fora do país.

Na cidade de Monte Santo de Minas (MG), a produtora Juliana Paulino exporta café há 13 anos para o mesmo grupo britânico. A relação começou com o envio de uma amostra e, com o tempo, os pedidos aumentaram.

“Enviamos uma amostra sem expectativas e, aos poucos, os pedidos foram aumentando. Todos os anos, eles vêm pessoalmente nos visitar e ver de perto o que estamos fazendo. Eles gostam de saber da história, saber de onde vem o café. Essa proximidade gera confiança que faz toda a diferença nas negociações”, conta Paulino.

Hoje, a fazenda envia de seis a oito containers por ano para Inglaterra, Irlanda e Nova Zelândia. Segundo Juliana, o diferencial não está apenas na qualidade dos grãos, mas na responsabilidade ambiental e no vínculo com a comunidade local.

 “A qualidade é uma exigência, mas o mercado internacional também valoriza muito a responsabilidade, sustentabilidade em todos os níveis”, acrescenta a produtora rural.

Cooperativas e IG fortalecem a presença internacional

Para muitos produtores, a união em cooperativas tem sido um caminho eficiente para atingir o mercado externo. A valorização de histórias e origens ajuda a construir uma identidade forte para o produto. Isso permite que o café seja visto como exclusivo, o que eleva seu valor.

Juliana participa da Indicação Geográfica (IG) do Sudoeste de Minas, que abrange 21 municípios. O selo, concedido pelo INPI, atesta a procedência e qualidade do café. A certificação funciona como um passaporte para mercados mais exigentes e ajuda a abrir portas no comércio internacional.

Segundo especialistas, agregar valor por meio de diferenciais como história, origem e qualidade sensorial é essencial para os pequenos produtores que querem exportar. O consumidor internacional busca uma experiência completa, que vá além da bebida.

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Cafés fermentados ganham destaque no exterior

Em José Gonçalves, no Vale do Jequitinhonha (MG), a Fazenda Nakamura tem conquistado espaço com cafés de alta pontuação. O produtor Cláudio Nakamura afirma que a produção, antes voltada apenas para a Austrália, agora também atende Estados Unidos, Canadá e países europeus.

A comercialização é feita por meio da Noca Coffee, empresa representante do Sul de Minas. Segundo o produtor Cláudio Nakamura, o principal diferencial são seus grãos fermentados, que atingem acima de 85 pontos.

“Esse tipo de café é muito apreciado pelo pessoal lá fora e já começa a ser mais consumido no Brasil também”, diz Nakamura.

Apesar de adotar maquinário na colheita por falta de mão de obra, o produtor reforça o cuidado com práticas sustentáveis.

“Eu gosto de trabalhar com pessoas. A colheita manual é um trabalho feito com cuidado e carinho com as plantas”, frisa o produtor rural.



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Interior de SP ‘volta a respirar’ com chuvas de até 90 mm; saiba onde também chove



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja em todo o Brasil indica boas condições para o término da colheita da oleaginosa, com tempo favorável para as operações nas principais regiões produtoras. Além de chuvas, a umidade também está adequada para a cultura do milho, especialmente para aqueles que adotaram a rotação de cultivos, beneficiando a soja e o milho.

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Chuvas a caminho

As chuvas serão bem distribuídas ao longo desta semana, com destaque para o estado de São Paulo, que deve registrar entre 80 a 90 mm de precipitação. Este volume de chuva será fundamental para aliviar o quadro de déficit hídrico, especialmente no interior do estado, que enfrentava condições secas nas últimas semanas. No Paraná e em Mato Grosso do Sul, as chuvas devem oscilar entre 50 a 80 mm, favorecendo também a cultura do milho.

O tempo no RS

No Rio Grande do Sul, o tempo deve permanecer mais firme, com poucas chuvas, enquanto o norte de Minas Gerais e a Bahia terão um clima mais estável e seco.

Chuvas Centro-Oeste e Matopiba?

A região Centro-Oeste, por sua vez, terá chuvas mais localizadas no sul de Goiás, com volumes entre 30 a 50 mm, ajudando a mitigar o período mais quente e seco enfrentado pelos produtores goianos. O tempo deve ser mais firme em grande parte de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas com algumas chuvas intermitentes.

Já no Matopiba, a previsão aponta para boas chuvas no sul do Piauí e no norte da Bahia, regiões que podem acumular até 50 mm em até 5 dias. No entanto, o tempo mais quente e seco deve prevalecer nas demais áreas da Bahia, com menos precipitações no estado.

Norte

No Norte do Brasil, os produtores podem esperar boas chuvas, com destaque para Rondônia, Roraima e o estado do Pará, onde as precipitações devem atingir entre 50 a 60 mm ao longo de 5 dias. Essa chuva vai contribuir para o desenvolvimento das lavouras e manter a umidade do solo adequada para as culturas em crescimento.

Última semana de abril

A tendência para o final de abril e início de maio é que não ocorram grandes mudanças, com exceção da intensificação das chuvas no norte de Minas Gerais, que pode ter mais precipitação, embora sem grandes volumes para a Bahia.

Já no Centro-Oeste, a previsão é de mais 50 mm de chuva em 5 dias, com condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de milho e soja. No norte da Amazônia, Rondônia, Roraima e Pará também podem esperar chuvas adicionais.



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Boi gordo tem dia de queda, mas mercado deve mudar; veja cotações



O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando tentativas de compra em patamares mais baixos, movimento observado em estados como São Paulo, Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, isso é consequência da estratégia das indústrias, que elevaram de forma agressiva seus preços na compra de gado durante a última terça-feira (15), conseguiram avançar suas escalas e no restante da semana passaram a pressionar preços.

“Já esta quinta-feira foi pautada por inexpressivo fluxo de negócios. É importante mencionar que o escoamento da carne durante o feriado prolongado ocupa um papel relevante para a formação de tendência no curto prazo”, assinalou.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 330,25 – ontem: R$ 331,83
  • Goiás: R$ 326,25 – na quarta: R$ 320,36
  • Minas Gerais: R$ 325,29 – anteriormente: R$ 324,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,32 – ontem: R$ 319,77 
  • Mato Grosso: R$ 329,26 – na quarta: R$ 329,73

Mercado atacadista

O mercado atacadista registra alguma elevação de preços da carne bovina no decorrer da quinta-feira.

Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, vislumbrando a perspectiva de bom consumo no decorrer do feriado prolongado. As exportações seguem em ótimo nível ao longo da atual temporada.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 20,00 por quilo, o traseiro segue a R$ 26,00 e a ponta de agulha agora é cotada a R$ 18,50 por quilo, alta de R$ 0,50.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,01%, sendo negociado a R$ 5,8069 para venda e a R$ 5,8049 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7964 e a máxima de R$ 5,8884. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,06%.



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pesquisa identifica 6 espécies tolerantes às mudanças climáticas



Estudo do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) identificou espécies de árvores na Grande São Paulo com maior capacidade de resistência aos efeitos das mudanças climáticas.

A pesquisa analisou folhas de 29 espécies nativas em fragmentos urbanos e periurbanos da Mata Atlântica, revelando seis espécies potencialmente tolerantes.

De acordo com os pesquisadores, essas espécies poderão ser consideradas para a arborização urbana no futuro, desde que atendam a outros critérios, como resistência a patógenos e pragas, além de características de crescimento da copa e das raízes.

Árvores tolerantes às mudanças climáticas

Os autores da pesquisa identificaram, até o momento, essas seis espécies como as mais tolerantes :

  • Cupania vernalisCamboatá ou Camboatã
  • Croton floribundusCapixingui ou Tapixingui
  • Eugenia cerasifloraGuamirim
  • Eugenia excelsaPessegueiro-bravo
  • Guapira oppositaMaria-mole
  • Myrcia tijucensisGuamirim-ferro

A pesquisadora do Instituto de Pesquisas Ambientais Marisa Domingos, que supervisionou o estudo, ressalta a importância dos resultados para a gestão ambiental das cidades. “Compreender quais espécies são mais resistentes aos estressores ambientais é fundamental para o planejamento urbano e a conservação da biodiversidade em regiões metropolitanas.”

O grupo de pesquisa do IPA está começando um novo projeto que visa aprimorar o protocolo de métodos, incluindo novos biomarcadores para classificar o nível de tolerância de árvores nativas da floresta atlântica ao estresse urbano.

Segundo Marisa, o estudo também ampliará o número de espécies analisadas, incluindo aquelas utilizadas em projetos de restauração florestal, e realizará experimentos em câmaras de crescimento para avaliar a resistência das árvores à deposição de poluentes e a eventos climáticos extremos.

Os pesquisadores do IPA ressaltam que o estudo proporciona três principais contribuições:

  • Orientação para ações de reflorestamento: os dados auxiliam na escolha das espécies mais adequadas para a recuperação de áreas urbanas, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar e a mitigação do efeito das ilhas de calor.
  • Preservação da biodiversidade: a identificação de espécies resistentes auxilia na conservação da biodiversidade local, garantindo a manutenção dos serviços ecossistêmicos essenciais para o bem-estar da população.
  • Apoio à formulação de políticas públicas: as informações geradas podem embasar estratégias de adaptação às mudanças climáticas e conservação ambiental.

O coordenador do Instituto de Pesquisas Ambientais, Marco Aurélio Nalon, destaca a importância desse tipo de estudo no enfrentamento das mudanças climáticas. “Investir em pesquisa científica e inovação é essencial para desenvolver soluções sustentáveis e eficazes que garantam a resiliência das cidades e a conservação da biodiversidade”, finaliza.



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AgroNewsPolítica & Agro

Feriado de Páscoa e Tiradentes será marcado por chuvas e frente fria, alerta Inmet



Minas, Espírito Santo e Bahia terão chuvas intensas no feriadão




Foto: Freepik

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o feriadão de Páscoa e Tiradentes será marcado por chuvas intensas em diversas regiões do Brasil. A previsão do tempo aponta que os maiores acumulados devem atingir estados como Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia. Uma frente fria em deslocamento pelo oceano também deve provocar instabilidades na Região Sul.

As chuvas começam nesta quinta-feira (17), com forte intensidade em áreas do Vale do Rio Doce e Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, além do litoral norte do Espírito Santo. Segundo o Inmet, essas regiões podem registrar até 100 mm de precipitação até sexta-feira (18), com risco de alagamentos e transtornos pontuais. O alerta se estende ao sul da Bahia.

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Já no centro-sul de Mato Grosso do Sul e em parte do Paraná e São Paulo, as instabilidades ganham força, com previsão de chuvas significativas e rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h. A tendência é que as chuvas mais volumosas ocorram entre sexta-feira (18) e sábado (19), especialmente no oeste e centro-norte paulista. No litoral de São Paulo, a precipitação tende a persistir de forma mais moderada no sábado, enquanto o interior do estado deve apresentar céu com poucas nuvens já na segunda-feira (21).

A passagem de um sistema frontal pelo oceano deve impactar o tempo no Sul do país. O centro-norte do Rio Grande do Sul será o primeiro a sentir os efeitos da nova frente fria a partir desta sexta-feira (18), com previsão de avanço sobre o oeste de Santa Catarina e Paraná durante o final de semana. O Inmet destaca que, embora as chuvas previstas sejam de intensidade moderada, são consideradas importantes para reabastecer a umidade do solo, que esteve abaixo da média durante o verão.

Além disso, uma massa de ar frio deve derrubar as temperaturas em parte da Região Sul entre sábado (19) e segunda-feira (21), favorecendo a formação de geadas fracas em áreas mais elevadas.





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Abiec avalia que impacto das tarifas sobre exportações de carne bovina será limitado



Apesar do novo cenário tarifário imposto pelos Estados Unidos, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) acredita que os impactos para o Brasil tendem a ser limitados. Em entrevista ao Canal Rural, o presidente da entidade, Roberto Perosa, afirmou que o país segue como um dos principais fornecedores globais e mantém uma posição estratégica diante da disputa comercial entre EUA e China.

Atualmente, os Estados Unidos representam cerca de 13% das exportações brasileiras de carne bovina, atrás apenas da China, que responde por 42% do total. Para Perosa, o Brasil está em uma situação neutra, sem grandes impactos.

Ele lembra que os Estados Unidos elevaram de forma considerável as importações de carne do Brasil. Isso se explica devido ao ciclo pecuário mais baixo dos últimos 75 anos que os americanos enfrentam.

“Falando o português claro, o que está faltando nos Estados Unidos é carne! E quem tem isso para oferecer é o Brasil. Por isso, nós vamos aumentar as exportações para os EUA e manter também as exportações para China”, avaliou o presidente da ABIEC.

Perguntado se o tarifaço do presidente Donald Trump pode mudar o mercado interno, Perosa foi enfático, informando que a quantidade de carne destinada ao mercado interno é de 70%. “O que o país exporta são cortes que não são consumidos pelos brasileiros, ou pouco consumidos. Nós exportamos a parte dianteira do boi, os miúdos para composição da indústria internacional”, afirmou.

Perosa também disse que a indústria da carne bovina mantém cautela e espera as próximas medidas do governo americano.

“Eu costumo dizer que o brasileiro não vive sem o arroz e feijão, e o americano não vive sem hambúrguer! E para fazer o hambúrguer, há necessidade da carne local e precisa da carne magra produzida pelo Brasil”, pontuou.

Perosa também tratou da inspeção que auditores norte-americanos farão nos frigoríficos brasileiros em maio que, na visão dele, é uma etapa técnica e rotineira.

Assista à entrevista completa com Roberto Perosa, presidente da Abiec em nosso canal do Youtube.



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Fórum de Sustentabilidade da 18a ExpoFrísia debate nova legislação europeia que afeta produtores brasileiros


A programação da 18a ExpoFrísia, que acontece entre 24 e 26 de abril, vai contar com o Fórum de Sustentabilidade, espaço de debate e apresentação de novidades para uma produção agropecuária que promova o equilíbrio entre o meio ambiente, a sociedade e a economia. Entre os principais assuntos está a nova legislação na Europa, que envolve diretamente os produtores do Brasil. O Fórum acontecerá na manhã de 24, primeiro dia da feira, a partir das 9h30. Promovida pela Cooperativa Frísia, a ExpoFrísia acontece em Carambeí (PR), com a entrada e o estacionamento gratuitos.

O gerente de Sustentabilidade e Assistência Técnica da Frísia, Francis Bavoso, explica que o Fórum de Sustentabilidade será dividido em três temáticas focadas em estratégias e certificações de boas práticas no mercado do agronegócio. “Os temas são gestão de pessoas para processos na propriedade voltados às boas práticas agrícolas, a certificação RTRS e a nova certificação europeia, já que os produtores precisam se adequar para atendê-la”, conta. 

A partir de 2026, a União Europeia vai implementar o Regulamento Europeu sobre Desmatamento (EUDR), que proíbe a importação de produtos provenientes de áreas com qualquer nível de desmatamento identificado até dezembro de 2020, sendo legal ou ilegal. A medida é parte do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento e tem impacto direto sobre produtos brasileiros, como soja, carne bovina, cacau, café, borracha e seus derivados.

“A grande novidade do Fórum é a palestra sobre a nova regulamentação da União Europeia, que pegou muitos produtores de surpresa. Trouxemos um profissional para contextualizar essa nova legislação que era para ser aplicada neste ano, mas foi adiada para 2026”, destaca o gerente da Frísia.

Outras temáticas

A Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) vai apresentar no Fórum de Sustentabilidade o programa de certificações nas propriedades. A Frísia já tem um trabalho consolidado e bem-sucedido com iniciativas que impulsionam o cooperado a obter certificações que garantam atender o mercado com produção de qualidade que se concilia com o meio ambiente. O programa Fazenda Sustentável Frísia incentiva as práticas sustentáveis no meio rural, com os cooperados recebendo orientação com avaliação dos critérios de sustentabilidade, trabalhando com módulos e enquadrando as propriedades em níveis. 

Além disso, o Fórum terá o case de uma produtora que tem uma nova forma de gestão da propriedade agrícola, com foco nas pessoas, processos e recursos. “O evento traz bastante conexão com o que a Frísia já pratica. Acreditamos que a sustentabilidade é o presente e o futuro da cooperativa, e incentivamos muito essas práticas, sendo esse o momento de revisar novas tendências para que a gente mapeie e veja se nosso posicionamento atual está compatível com as tendências do mercado”, conclui Bavoso.

Serviço

Fórum de Sustentabilidade da 18ª ExpoFrísia

Data:      24 de abril (quinta-feira), a partir das 9h30

Local:    Pavilhão de Exposições Frísia

              Anexo ao Parque Histórico de Carambeí

              Avenida dos Pioneiros, 4.050

              Carambeí (PR)

Saiba mais em www.expofrisia.com.br





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Vender ou ‘segurar’ a soja? Especialista aponta qual a melhor decisão neste momento



Diante das incertezas no cenário atual da soja, produtores da commodity enfrentam um dilema: vender agora ou aguardar um momento mais favorável no mercado? A resposta, no entanto, exige cautela e análise de diversos fatores, desde o custo de armazenagem até alternativas como o barter (troca de grãos por insumos).

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Para o consultor Vlamir Brandalizze, engenheiro agrônomo formado pela UFPR e um dos maiores especialistas em mercados agrícolas do Brasil, o momento exige atenção redobrada. “Se o produtor estiver com o caixa em dia, pode ser vantajoso segurar a venda até setembro ou outubro, quando a demanda tende a aumentar. No entanto, é fundamental acompanhar de perto a movimentação dos insumos, que também podem se valorizar”, orienta o especialista, que também atua como analista de commodities e palestrante do setor agro.

Apesar da possibilidade de valorização da soja nos próximos meses, Brandalizze ressalta que não se espera uma alta expressiva. “A expectativa é de aumento entre R$ 4 e R$ 8 por saca no segundo semestre. Isso não é suficiente, por si só, para justificar o custo de armazenar o grão por muito tempo”, alerta.

China, EUA e os reflexos no mercado da soja

Outro fator decisivo no comportamento do mercado é a atuação da China, principal compradora da soja brasileira. Segundo Brandalizze, os negócios com os chineses têm fluido bem desde o início do ano, sustentando prêmios positivos.

No entanto, ele faz um alerta: um eventual acordo comercial entre China e Estados Unidos pode mudar esse panorama. “Se houver um acordo, os chineses podem ser obrigados a comprar mais soja americana, reduzindo a demanda pela brasileira e pressionando os preços”, explica. Isso tornaria o cenário mais competitivo e exigiria rápida adaptação por parte dos produtores brasileiros.

Vale a pena armazenar a soja?

O custo de carregamento é outro ponto apontado. Em um contexto de juros elevados, a armazenagem pode pesar no bolso do produtor. “Hoje, a taxa real de juros pode ultrapassar os 20% ao ano. Somando o custo de armazenagem, esse valor pode chegar a 30%. Para quem segura o grão por seis meses, o custo chega a 15%. Ou seja, a soja teria que se valorizar 15% nesse período só para empatar o custo”, explica o consultor.

Diante disso, Brandalizze considera que, para a maioria dos produtores, não vale a pena manter estoques por longos períodos. A alternativa mais viável tem sido o barter — troca da produção por insumos da próxima safra. “Essa estratégia pode garantir uma rentabilidade melhor do que simplesmente segurar a soja esperando por uma alta que pode não compensar”, afirma.

Vai faltar soja até o final do ano?

Circulam boatos sobre uma possível escassez de soja no mercado até o fim de 2025, mas Brandalizze minimiza a preocupação. “Temos uma supersafra estimada em cerca de 170 milhões de toneladas. Desses, aproximadamente 100 milhões já foram negociados. Ainda restam 70 milhões disponíveis. Não vejo risco de desabastecimento”, assegura.

Segundo ele, apenas uma reviravolta nas relações comerciais entre China e Estados Unidos com a China evitando compras nos EUA e mantendo foco total no Brasil, poderia apertar a oferta. “Mas isso, neste momento, parece improvável”, completa.

Conclusão: vender ou segurar?

A decisão de vender agora ou esperar depende da situação financeira de cada produtor. Para quem tem caixa e pode esperar, o segundo semestre tende a ser mais comprador. Porém, o ganho pode ser limitado, e o custo de armazenagem pesa. Para muitos, a melhor alternativa está na negociação estratégica via barter, que pode trazer segurança e rentabilidade para a próxima safra.



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Abiove reduz estimativa da safra de soja, mas exportações atingem recorde



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) reduziu a projeção da safra brasileira de soja para 2025, mas elevou a projeção de exportação da soja em grão. A produção foi ajustada de 170,9 milhões para 169,6 milhões de toneladas, uma queda de 0,8% em relação à previsão de março. Ainda assim, o volume segue como recorde, superando os 154,4 milhões de toneladas colhidos em 2024.

A projeção de embarques foi elevada de 106,1 milhões para 108,5 milhões de toneladas, alta de 2,3%, o que também representa um novo recorde anual, acima dos 98,8 milhões de toneladas de soja exportados em 2024. Segundo a entidade, o aumento reflete uma maior disponibilidade para exportação, com estoques finais mais baixos e esmagamento doméstico em linha com o esperado.

A previsão de estoque final de soja em grão caiu de 9,1 milhões para 5,4 milhões de toneladas (-40,6%), indicando escoamento mais intenso da safra ao longo do ano.

A Abiove manteve a projeção de esmagamento da oleaginosa em 57,5 milhões de toneladas, volume 3% superior ao de 2024. As estimativas de produção de derivados também foram mantidas: 44,1 milhões de toneladas de farelo de soja e 11,4 milhões de toneladas de óleo de soja.

Exportações

A entidade manteve as previsões anteriores: 23,6 milhões de toneladas para o farelo e 1,4 milhão de toneladas para o óleo. As importações de óleo seguem projetadas em 100 mil toneladas, volume que havia sido revisado em março.

O consumo interno de óleo de soja está mantido em 10,1 milhões de toneladas, abaixo dos 10,5 milhões de toneladas estimadas anteriormente, refletindo o impacto do adiamento da elevação da mistura obrigatória de biodiesel (B15), que passaria de 14% para 15% em março.

Com menor consumo interno, o estoque final de óleo permanece estimado em 516 mil toneladas, o maior volume desde 2022, quando o setor encerrou o ano com 520 mil toneladas. Para o farelo, o consumo doméstico continua previsto em 19,5 milhões de toneladas, e o estoque final em 3,579 milhões de toneladas.

A Abiove também atualizou os dados mensais de processamento. O esmagamento em fevereiro foi de 3,54 milhões de toneladas, alta de 5,2% em relação a janeiro e queda de 2,9% frente a fevereiro de 2024, considerando o ajuste amostral. No acumulado de janeiro e fevereiro, o processamento somou 6,9 milhões de toneladas, retração de 3% ante igual período do ano passado.

Grão, farelo e óleo de soja

As exportações totais devem alcançar 133,5 milhões de toneladas em 2025, avanço de 6,3% sobre o ano anterior. Apesar do crescimento em volume, a Abiove estima queda na receita cambial.

As vendas externas devem gerar US$ 51,57 bilhões em 2025, recuo de 4,4% ante os US$ 53,94 bilhões de 2024 e bem abaixo dos US$ 67,32 bilhões registrados em 2023, devido à desvalorização internacional das commodities.

As importações de soja seguem estimadas em 500 mil toneladas, destinadas principalmente ao abastecimento regional nas Regiões Norte e Nordeste.

Uma nova atualização das projeções está prevista para meados de maio, com base nos números consolidados da colheita e no desempenho das exportações no primeiro quadrimestre.



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