segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores de erva-mate relatam alta no custo da mão de obra


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar, a colheita da erva-mate avança nas regiões administrativas do Rio Grande do Sul, mas a rentabilidade para os produtores continua pressionada pelos preços baixos e pelo custo elevado da mão de obra.

Em Erechim, onde a área plantada é de 7 mil hectares, a abertura oficial da colheita está marcada para o dia 28 de maio, no município de Viadutos. A erva-mate está sendo comercializada a R$ 17,00 a arroba na indústria, o que gera uma margem de lucro entre R$ 8,00 e R$ 9,00 para o agricultor. “A mão de obra para colheita está se tornando muito cara”, informou a Emater/RS-Ascar.

Na região de Soledade, a colheita foi intensificada neste período considerado o mais favorável do ano, devido ao maior volume de folhas maduras. Segundo a Emater, a qualidade do chimarrão é beneficiada nessa época. O preço pago ao produtor varia entre R$ 17,00 e R$ 19,00 a arroba em municípios como Itapuca e Mato Leitão.

Em Passo Fundo, as chuvas recentes favoreceram o desenvolvimento das plantas, permitindo a continuidade normal da colheita. No Polo Ervateiro do Nordeste Gaúcho, os preços variam entre R$ 17,00 e R$ 18,00 a arroba. Em Machadinho, a erva-mate comum é negociada a R$ 18,00 a arroba e a cultivar Cambona 4 a R$ 19,00. A produção de mudas segue normal, com poucas incidências de doenças, e o preço da muda é de R$ 2,00 a unidade.

Já na região de Lajeado, a cultura apresenta boas brotações favorecidas pela umidade recente. Os preços permaneceram estáveis no último mês: erva-mate convencional entre R$ 15,00 e R$ 19,00 a arroba; nativa a R$ 20,00; nativa sombreada a R$ 21,00 e erva-mate orgânica a R$ 22,00 a arroba. “Os produtores seguem desmotivados para investir na cultura devido aos preços baixos e à dificuldade de venda”, apontou o informativo.

A Emater também relatou que muitos produtores estão atentos às práticas de cultivo, realizando adubações, controle de pragas e colheita. No entanto, o período atual é considerado inadequado para a estocagem de erva-mate para chimarrão, em razão do excesso de brotações. A fiscalização sobre o uso de produtos não registrados na cultura foi reforçada pelas ervateiras, que têm descredenciado fornecedores que não seguem boas práticas agrícolas.

No Polo Alto Taquari, onde são cultivados aproximadamente 20 mil hectares, o processo de obtenção da Indicação Geográfica (IG) está em fase de finalização, com a análise das primeiras amostras químicas dos ervais. A cultura tem relevância econômica e social em cinco municípios da região — Arvorezinha, Ilópolis, Anta Gorda, Putinga e Doutor Ricardo —, favorecendo a permanência de jovens no campo e movimentando o setor industrial, que conta com 72 indústrias. Os produtores, no entanto, relatam dificuldades para contratar trabalhadores para a colheita.





Source link

News

Frente fria derruba temperaturas e traz risco de tempestades



A passagem de uma frente fria em alto mar na altura do Sudeste deve impulsionar mais umidade para o continente, estimulando nuvens carregadas sobre áreas do sul e leste paulista, com riscos de temporais no estado de São Paulo.

Na capital paulista a segunda-feira (28) começou mais nublada e há chance para alguma chuva fraca localizada. Porém, com o avanço do sistema, a chuva vai ganhando força no decorrer do dia e se prolonga até à noite. Há possibilidade de raios durante a tarde e de rajadas de vento de 50 a 60 km/h.

A Climatempo adverte para volumes acumulados altos que podem causar alagamentos. Existe risco para problemas no fornecimento de energia, além de queda de galhos e/ou árvores.

O alerta também vale para as regiões do Vale do Ribeira, litoral sul, Baixada Santista, Sorocaba, Campinas e parte da Serra da Mantiqueira e Vale do Paraíba. As demais áreas do estado terminam a última segunda do mês em atenção, com a entrada de mais umidade e chance de chuva forte em regiões como Presidente Prudente, Bauru, São José do Rio Preto e Franca.

Após frente fria, madrugadas ficarão mais frias

Esta frente fria passa em alto mar de forma rápida e já na noite de segunda, chega a altura do Espírito Santo e litoral sul da Bahia. O que vai voltar a chamar atenção é o ar frio que vem na retaguarda do sistema. As mínimas voltam a diminuir bem na cidade de São Paulo, com possibilidade de novos recordes de madrugada mais fria do ano. A Climatempo prevê mínima de 14 °C na quarta (30) e na sexta-feira (2) e apenas 13 °C na quinta-feira, dia 1 de maio.

Por outro lado, com a atuação do ar frio e seco, a condição de chuva diminui. Áreas do litoral, norte e nordeste do estado, assim como a capital, podem começar a terça-feira (29) com um pouco de garoa, condição que vai diminuindo ao longo do dia.

A maioria das regiões, ficam sem previsão de chuva de quarta a sexta-feira e com temperaturas mais amenas durante a tarde. Na cidade de São Paulo, as máximas devem variar entre 21 e 24 °C até o final desta semana.



Source link

News

Milho segue em queda e vendedores estão mais flexíveis



De acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a maior oferta de milho enfraqueceu a demanda pelo cereal, que seguiu em queda na última semana.

Segundo o Centro de Estudos, os consumidores estão afastados do mercado spot nacional à espera de melhores condições de compra. Neste cenário os vendedores estão mais flexíveis para negociações, principalmente diante das boas perspectivas para a segunda safra.

Nesse sentido, a maior parte das lavouras apresenta um bom desenvolvimento, favorecido, principalmente, pelo retorno das chuvas. O que tem contribuído para manter a umidade do solo.

Ainda de acordo com os pesquisadores do Cepea, mesmo com os preços do milho se tornando mais atrativos em comparação com a soja, os negócios seguem em ritmo lento.

*Sob supervisão de Thiago Dantas



Source link

News

Milho segue em queda e vendedores estão mais flexíveis



De acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a maior oferta de milho enfraqueceu a demanda pelo cereal, que seguiu em queda na última semana.

Segundo o Centro de Estudos, os consumidores estão afastados do mercado spot nacional à espera de melhores condições de compra. Neste cenário os vendedores estão mais flexíveis para negociações, principalmente diante das boas perspectivas para a segunda safra.

Nesse sentido, a maior parte das lavouras apresenta um bom desenvolvimento, favorecido, principalmente, pelo retorno das chuvas. O que tem contribuído para manter a umidade do solo.

Ainda de acordo com os pesquisadores do Cepea, mesmo com os preços do milho se tornando mais atrativos em comparação com a soja, os negócios seguem em ritmo lento.

*Sob supervisão de Thiago Dantas



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

clima impulsiona cultivo de couve-flor e repolho



Temperaturas amenas favorecem brássicas no RS




Foto: Pixabay

As condições de temperatura e umidade do solo favoreceram o cultivo de brassicas na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (25). A couve-flor, o repolho verde, o repolho roxo e o brócolis apresentaram crescimento regular, com menor incidência de pragas e plantas mais vigorosas.

“A umidade adequada tem sido fundamental para o desenvolvimento das culturas, contribuindo para a redução de estresses hídricos e promovendo a qualidade dos produtos”, informou a Emater/RS-Ascar no boletim. De acordo com o levantamento, a qualidade das olerícolas permanece estável, o que resultou em aumento do volume comercializado e dos preços na Ceasa, sobretudo para os produtos frescos.

Na região administrativa de Soledade, as temperaturas amenas também beneficiaram o cultivo de brócolis, repolho e couve-flor. A preparação do solo para a implantação de plantios em maior escala, especialmente voltados à indústria, foi intensificada.

Segundo dados levantados pela Emater/RS-Ascar, nas feiras da região de Soledade, o preço do repolho está em R$ 2,00 por quilo, enquanto a unidade de couve-brócolis é comercializada a R$ 3,50.





Source link

News

Queda nos preços faz produtores de soja adiarem vendas



A última semana foi de queda para os preços da soja de acordo com os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A pressão veio devido a uma menor liquidez e ao avanço da colheita no Brasil e na Argentina.

Ainda de acordo com o Centro de Estudos, as variações positivas tanto no preço FOB quanto nos prêmios de exportação não foram suficientes para manter os preços domésticos da soja estáveis. 

Outro fator que limitou os negócios envolvendo a oleaginosa na última semana foi a queda de mais de 3% do dólar. Essa retração na moeda afastou parte dos sojicultores brasileiros do mercado spot nacional.

Os pesquisadores do Cepea explicam essa cautela dos vendedores, que estão apostando em uma recuperação nos preços nas próximas semanas. O que alimenta essa esperança é a possibilidade do aumento das exportações de soja para a China.

Dessa forma, a maior disponibilidade no estoque nacional do grão, proveniente do aumento na safra 2024/25, pode facilitar  o escoamento do produto para a Ásia, em um cenário onde a guerra comercial com os Estados Unidos se prolongue.

*Sob supervisão de Thiago Dantas



Source link

News

ExpoZebu tem agenda cheia, com julgamento das raças gir leiteiro, nelore e girolando



O terceiro dia da programação oficial da 90ª ExpoZebu está com agenda extensa para os participantes da feira e para os visitantes do Parque Fernando Costa, na cidade de Uberaba (MG). Um dos momentos mais aguardados começou neste domingo (27), com os julgamentos de animais. No primeiro dia, foram avaliadas as raças gir leiteiro, nelore e girolando.

Hoje (28), entram em pista exemplares das raças gir leiteiro, guzerá leiteiro, nelore, nelore pelagens, sindi, tabapuã e girolando. A programação completa está disponível em expozebu.com.br/agenda-julgamentos.

O Recinto de Avaliação das Raças Zebuínas Torres Homem Rodrigues da Cunha recebe 2.900 animais ao longo da semana. Os julgamentos seguem até sábado (3), quando serão revelados os Grandes Campeões da feira.

Programação da 90° ExpoZebu

Hoje cedo houve o lançamento da nova edição da Revista Turma do Zebuzinho e a edição deste ano do projeto Zebu na Escola, no Museu do Zebu.

Na sequência teve o início o Encontro Reprodução e Genética da GlobalGen, no Salão Nobre da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), com palestras e uma mesa-redonda com autoridades e especialistas do setor.

Também houve a assinatura do termo de cooperação técnica do Pró-Genética e Sicoob.

Por volta das 10h30, no Museu do Zebu, acontecerá o Mérito Institucional Fazu 50 Anos, parte das comemorações do aniversário de cinco décadas das Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu). O evento contará com homenagens a ex-presidentes, diretores e conselheiros da instituição.

A 90ª ExpoZebu, maior feira da pecuária zebuína do mundo, é organizada pela ABCZ, com apoio da Prefeitura de Uberaba, Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), CNA, Faemg/Senar, Sebrae, Banco do Brasil e Fazu 50 anos.



Source link

News

Meta da inflação estoura mais uma vez e atinge 5,55%



A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,57% para 5,55% este ano. A estimativa está no Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação variou de 4,5% para 4,51%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,78%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em março, a inflação fechou em 0,56%, pressionada principalmente pelos preços dos alimentos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar dessa pressão, o IPCA perdeu força em relação a fevereiro, quando marcou 1,31%. No acumulado em 12 meses, a inflação soma 5,48%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,25% ao ano. A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros em um ponto percentual na última reunião, em março, o quinto aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.

Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação na expansão. Segundo o BC, a inflação cheia e os núcleos – medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia – continuam em alta.

O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços permaneça alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo.

Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a taxa Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso.

Até dezembro próximo, a estimativa do mercado financeiro é que a taxa básica suba para 15% ao ano. Para 2026, 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida para 12,5% ao ano, 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permanece em 2%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) também ficou em 1,7%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,90 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,95.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

autoridades discutem medidas contra a seca na Expoagri


Segundo o informado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri BA), durante a 24ª Exposição Agropecuária de Irecê e Região (Expoagri), foi realizada na sexta-feira (25) uma audiência pública conjunta da Comissão de Agricultura e Infraestrutura da Assembleia Legislativa da Bahia. O encontro reuniu autoridades estaduais e federais, incluindo o vice-governador Geraldo Júnior, os secretários estaduais Pablo Barrozo (Agricultura) e Osni Cardoso (Desenvolvimento Rural), o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deputados, produtores rurais e gestores locais.

O objetivo da audiência foi apresentar ações para mitigar os efeitos da seca na região de Irecê. Segundo a Seagri, o vice-governador Geraldo Júnior destacou que estão em andamento a distribuição de mais de 250 mil sacas de milho para pequenos agricultores, beneficiando cerca de 25 mil famílias, e a operação de carros-pipa para abastecimento de água em comunidades afetadas.

O secretário Pablo Barrozo chamou a atenção para a gravidade da estiagem, que resultou na perda de 1.818 bovinos no estado e reduziu em mais de 50% a produção informal de leite. “Sob a coordenação do governador Jerônimo Rodrigues, o Comitê Governamental de Convivência com o Semiárido tem priorizado municípios em emergência, com base em indicadores como índices pluviométricos, disponibilidade hídrica e perdas agropecuárias”, explicou Barrozo.

O ministro Carlos Fávaro, em participação por videoconferência, anunciou que o governo federal estuda a prorrogação das dívidas rurais por até quatro anos e pretende reforçar o abastecimento de água com caminhões-pipa. Ele informou que receberá deputados e produtores em Brasília, na próxima terça-feira (29), para detalhar as medidas de apoio.

João Gonçalves, presidente da Cooagri, elogiou as ações propostas e defendeu a necessidade de assistência técnica para que os agricultores adotem práticas mais resistentes à seca. O evento também contou com a presença do prefeito de Irecê, Murilo Franca, lideranças sindicais e representantes de órgãos como a Cerb e a Faeb.





Source link

News

Chuva favorece o cultivo do algodão e do milho, aponta boletim de monitoramento da Conab



As chuvas que caíram entre 1º e 21 de abril no Centro-Oeste do país foram suficientes para a manutenção da umidade do solo na maioria das áreas, o que beneficiou o desenvolvimento do milho de segunda safra, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu mais recente Boletim de Monitoramento dos Cultivos de Verão.

O milho e o algodão cultivados no Centro-Oeste têm sido beneficiados com o bom volume de chuvas registrado em abril, diz a Conab. Mesmo que no início do mês tenha havido certa restrição hídrica em algumas áreas por causa da temperatura elevada no meio do dia, as chuvas retornaram na segunda quinzena, repondo o déficit hídrico e garantindo a recuperação das lavouras que ainda estavam em estágio vegetativo.

“A média diária do armazenamento hídrico no solo permaneceu elevada em quase toda a região, com exceção de algumas áreas em Goiás e Mato Grosso do Sul, onde o intervalo sem chuva ao longo do período restringiu o potencial produtivo de parte das lavouras”, diz a Conab.

Quanto ao Sudeste, a Conab diz que poucas chuvas em importantes regiões produtoras de São Paulo e Minas Gerais afetaram o desenvolvimento do milho segunda safra. Com exceção do sul de Minas e dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, onde houve chuvas no início do mês, as precipitações só ocorreram de forma mais abrangente na terceira semana.

Desta forma, o boletim relata que a média diária do armazenamento hídrico no solo ficou abaixo do necessário para a demanda hídrica das lavouras durante a maior parte do período no centro e norte de São Paulo e no centro-norte de Minas, além de algumas áreas do Triângulo Mineiro, onde lavouras de milho segunda safra foram afetadas, pois já se encontravam em floração e enchimento de grãos.

No Sul do país, a Conab relata que as chuvas ocorreram principalmente na primeira e segunda semanas do mês no sul do Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. “Com exceção de algumas áreas no centro e norte do Paraná, as temperaturas máximas mais amenas mantiveram a umidade no solo em níveis suficientes para o desenvolvimento da maioria das lavouras de feijão e milho segunda safras, além da soja ainda em enchimento de grãos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul”, informa.

“No geral, as condições em abril foram favoráveis para o manejo e o desenvolvimento dos cultivos de segunda safra. Assim como, para a maturação e colheita dos cultivos de primeira safra, devido ao tempo mais estável na terceira semana do mês”, finaliza.

O Norte, por sua vez, foi a região que recebeu o maior volume de chuvas, o que favoreceu os cultivos de primeira e segunda safras no Pará, Tocantins e Rondônia. Houve, porém, atraso pontual na colheita de soja e milho verão por causa do excesso de umidade. Já as lavouras tardias têm sido beneficiadas com a redução nas precipitações.

“Em Roraima, as chuvas da primeira quinzena do mês possibilitaram a antecipação da semeadura da soja, devido à recuperação do armazenamento hídrico do solo”, diz a Conab.

No Nordeste, os maiores acumulados ocorreram no Norte do Maranhão e do Ceará. “Houve restrição hídrica em algumas áreas, principalmente no Semiárido”, acrescenta. Nesta região, as chuvas ocorreram em maior intensidade no início de abril, tanto no centro-norte do Maranhão quanto no Ceará.

Nas demais áreas, as chuvas foram irregulares, mantendo baixo o nível de armazenamento hídrico do solo principalmente no centro-sul e no centro-norte da Bahia, “mantendo o déficit hídrico nas lavouras de feijão e milho”. Em algumas áreas do Nordeste, além disso, como no sudeste do Piauí e no Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, embora tenha havido ligeira recuperação do armazenamento hídrico do solo, os níveis ainda estão aquém do necessário para a semeadura e o desenvolvimento das lavouras.



Source link