domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Frente fria deve mudar o tempo seco em três estados



Depois de vários dias ensolarados e com baixa umidade no ar, a região da Grande São Paulo começou a ver as mudanças no tempo nesta quarta-feira (21). Isso porque a passagem de uma frente fria pelo litoral paulista trouxe mais umidade, estimulando a formação de muitas nuvens.

De acordo com a Climatempo, o sistema avança também para o Rio de Janeiro e também vai causar muitas mudanças no tempo por lá nos próximos dias. Além disso, a umidade e as condições para chuva tendem a aumentar, também, no Espírito Santo.

Frente fria oceânica

A frente fria que começa a impactar grande parte do Sudeste é do tipo oceânica, conforme a Climatempo. Isso significa que seu maior impacto será nas áreas próximas ao mar. O interior da região, por exemplo, quase não sentirá os seus efeitos, onde o ar quente e seco ainda vai predominar.

Ainda assim, mudanças relevantes no clima estão previstas:

  • Volta a chover no leste de São Paulo: durante esta quinta-feira (22), a umidade aumenta ainda mais no leste do estado de São Paulo. No entanto, praticamente todo o interior paulista vai continuar com o sol e tempo seco, sem expectativa de chuva. A quinta e a sexta-feira serão marcadas por muitas nuvens sobre a Grande São Paulo, com expectativa de chuva a qualquer momento. Assim, essas áreas e também o Vale do Paraíba podem ter chuva com moderada a forte intensidade, mas não necessariamente com raios.
  • Risco de chuva forte: a intensificação dos ventos marítimos que acontece nesta quinta-feira estimula muitas nuvens carregadas pelo litoral de São Paulo. A Climatempo alerta para a ocorrência de chuva forte em vários momentos do dia no litoral sul e na Baixada Santista. A chuva se prolonga por várias horas. Já o litoral norte paulista também terá chuva, mas o risco de tempestades é maior durante a sexta-feira (23). A nebulosidade diminui no leste de São Paulo durante o sábado e o sol volta a aparecer. O tempo deve ficar firme durante o domingo, inclusive na Grande São Paulo.
  • Chuva aumenta no Rio de Janeiro: a nova frente fria avança pelo Rio de Janeiro nesta quinta-feira, mas o Grande Rio e a maioria das áreas fluminenses ainda terá predomínio de sol. Durante a noite pode começar a chuviscar em algumas áreas. Contudo, é necessário atenção na região de Paraty e de Angra dos Reis, municípios onde a chuva já pode cair com moderada a forte intensidade. É na sexta-feira e também no sábado que todo estado do Rio de Janeiro ficará com o tempo instável, com muita nebulosidade e chuva a qualquer hora. Há risco de chuva moderada forte durante a sexta-feira, principalmente nas áreas litorâneas, conforme a Climatempo. Ainda deve chover durante o sábado em todo o estado do Rio, mas o sol volta a predominar durante o domingo.
  • Mais chuva no Espírito Santo: o sol deve predominar sobre o Espírito Santo nesta quinta-feira, apenas com uma possibilidade de chuva moderada no litoral norte capixaba. A nova frente fria que avança pela costa do Sudeste nos próximos dias chega ao estado na sexta-feira. Porém, o maior impacto no litoral será sentido durante o fim de semana. O sábado (24) e o domingo (25 ) serão marcados por muita nebulosidade em todo o Espírito Santo e a chuva volta a cair com frequência, a qualquer hora. O risco de chuva de moderada para forte intensidade é maior durante o domingo. Com aumento da nebulosidade e da chuva, a temperatura volta a ter uma ligeira queda no estado.
  • Tempo seco predomina em Minas Gerais: a passagem da nova pente fria pela costa da Região Sudeste praticamente não terá efeito sobre o estado de Minas Gerais. Assim, não há expectativa de chuva para a grande Belo Horizonte e nem para áreas como Triângulo Mineiro ou noroeste de mineiro.



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licenciamento ambiental é avanço para o agro e o país


A recente aprovação do marco do licenciamento ambiental pela Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal reacende uma das discussões mais importantes para o futuro do Brasil: como conciliar desenvolvimento com preservação.

O Projeto de Lei 2.159/2021 não é uma ameaça ao meio ambiente, como afirmam seus críticos. Ao contrário, representa um passo necessário para preparar o país para o protagonismo que o mundo já lhe atribuiu: ser o grande fornecedor de alimentos do planeta nas próximas décadas.

Segundo projeções da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a produção de alimentos precisará crescer cerca de 60% até 2050 para atender à demanda global. E não há outro país com as condições naturais, tecnológicas e produtivas que o Brasil possui para liderar esse esforço. Afinal, temos água, clima, conhecimento técnico, produtores resilientes e uma agropecuária que, mesmo com adversidades, bate recordes ano após ano.

Mas não haverá futuro sem segurança jurídica, agilidade e racionalidade nos processos de licenciamento. A atual legislação é fragmentada, burocrática, ineficaz e muitas vezes paralisante. Em vez de proteger, ela emperra, afasta investimentos e marginaliza pequenos produtores — sobretudo aqueles que vivem em áreas remotas e dependem da regularização para acessar crédito, assistência técnica e mercados.

Licenciamento inteligente, sem ideologia

O novo marco traz um caminho equilibrado. Preserva rigor para empreendimentos de alto impacto, mas propõe mecanismos simplificados e tecnológicos, como a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), para atividades de baixo risco ambiental. Estimula a transparência, a responsabilidade dos entes federativos e o respeito à legislação. E o mais importante: promove a sustentabilidade com gestão inteligente, não com ideologia.

A crítica de que essa lei abre brechas é, em grande parte, um discurso ancorado no passado. O mundo já entendeu que é possível crescer e preservar. Países desenvolvidos, que no passado devastaram seus recursos, hoje incentivam modelos produtivos sustentáveis — muitos deles inspirados no Brasil, como o Código Florestal e a integração lavoura-pecuária-floresta.

É hora de agirmos com a mesma coragem que tivemos para desbravar fronteiras agrícolas e construir uma agropecuária de vanguarda. Não podemos aceitar que o país que mais preserva seja o que mais se autossabota com barreiras internas criadas por desinformação ou interesses ideológicos. O futuro do Brasil — e do mundo — passa pelo campo.

Por isso, defender o novo marco do licenciamento ambiental é, acima de tudo, um ato patriótico. É defender a sustentabilidade com responsabilidade, sem travas inúteis. É garantir que o Brasil siga alimentando bilhões sem comprometer suas florestas, rios e biomas. Porque o verdadeiro nacionalismo hoje é produzir com consciência, crescer com equilíbrio e preservar com inteligência.

Miguel DaoudMiguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural

Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Goiás lidera produção nacional de girassol


O estado de Goiás se consolida, mais uma vez, como o maior produtor de girassol do Brasil, sendo responsável por cerca de 70% da produção nacional do grão, segundo dados divulgados na última quinta-feira (15/05) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A previsão é que sejam produzidas 71,0 mil toneladas na safra 2024/2025, crescimento de 58,8% em relação ao ciclo 2023/2024, que foi de 44,7 mil toneladas. O bom desempenho do Estado é resultado direto de uma combinação entre fatores naturais, uso de tecnologia e, principalmente, de um forte trabalho de defesa sanitária conduzido pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), órgão do Governo de Goiás.

O girassol é cultivado, preferencialmente, em sucessão à cultura da soja, no período de safrinha. No entanto, não existem herbicidas seletivos para a cultura do girassol, registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Isso torna as plantas voluntárias de soja um problema fitossanitário, já que a presença de plantas vivas de soja nas lavouras de girassol mantém o inóculo do fungo Phakopsora pachyrhizi, agente causal da ferrugem asiática, ativo.

O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, ressalta que a cultura do girassol tem ganhado espaço no calendário agrícola goiano como uma alternativa viável entre as safras de verão e de inverno. Contudo, ele explica que para garantir a sanidade das lavouras e evitar riscos à produtividade da soja, a atuação da Agrodefesa tem sido essencial. “A Agência estabelece e fiscaliza um calendário de semeadura específico para o girassol, que define os períodos adequados de plantio e de colheita e orienta a eliminação de plantas voluntárias de soja que podem servir de hospedeiras para pragas, como a ferrugem asiática”.

Além disso, o gerente reforça que o cultivo do girassol em Goiás exige o cadastro obrigatório das lavouras no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). Com essa medida, a Agrodefesa consegue monitorar as áreas plantadas, acompanhar possíveis focos de plantas voluntárias de soja e implementar ações rápidas de controle, contribuindo para manutenção do controle da ferrugem asiática no Estado.

“O sucesso de Goiás na produção de girassol não seria possível sem as medidas fitossanitárias visando um bom manejo de plantas daninhas. As ações da Agrodefesa dão segurança ao produtor e garantem a integridade da cadeia produtiva”, destaca o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos.

O titular da Agência enfatiza que a produção de girassol no Estado é destinada principalmente à extração de óleo e também à alimentação animal, sendo valorizada por sua adaptabilidade e pelo bom desempenho agronômico.

“As medidas legislativas estabelecidas pela Agrodefesa viabilizam o cultivo do girassol no Estado, sem comprometer o manejo fitossanitário na cultura da soja, visto que as plantas voluntárias são hospedeiras da ferrugem asiática. Com ações integradas entre fiscalização, orientação técnica e uso de tecnologia, a Agrodefesa reafirma seu papel estratégico no desenvolvimento sustentável do agronegócio em Goiás, contribuindo diretamente para que o Estado siga na liderança da produção de girassol no Brasil”, finaliza.





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Fim da reeleição para cargos do Executivo é aprovada em Comissão



A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a reeleição no Brasil para presidente, governadores e prefeitos foi aprovada, nesta quarta-feira (21), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

A PEC 12/2002 ainda aumenta os mandatos do Executivo, dos deputados e dos vereadores para cinco anos. Agora, o texto segue para análise do plenário do Senado.

A PEC previa o aumento do mandato dos senadores de oito para dez anos, mas a CCJ decidiu reduzir o tempo para cinco anos, igual período dos demais cargos. A proposta ainda unifica as eleições no Brasil para que todos os cargos sejam disputados de uma única vez, a partir de 2034, acabando com eleições a cada dois anos, como ocorre hoje.

Período de transição

A proposta prevê um período de transição para o fim da reeleição. Em 2026, as regras continuam as mesmas de hoje. Em 2028, os prefeitos candidatos poderão se reeleger pela última vez e os vencedores terão mandato estendido de seis anos. Isso para que todos os cargos coincidam na eleição de 2034.

Em 2030, será a última eleição com possibilidade de reeleição para os governadores eleitos em 2026. Em 2034, não será mais permitida qualquer reeleição e os mandatos passarão a ser de cinco anos.

Após críticas, o relator Marcelo Castro (MDB-PI) acatou a mudança sugerida para reduzir o mandato dos senadores.

“A única coisa que mudou no meu relatório foi em relação ao mandato de senadores que estava com dez anos. Eu estava seguindo um padrão internacional, já que o mandato de senador sempre é mais extenso do que o mandato de deputado. Mas senti que a CCJ estava formando maioria para mandatos de cinco anos, então me rendi a isso”, afirmou.

Com isso, os senadores eleitos em 2030 terão mandato de nove anos para que, a partir de 2039, todos sejam eleitos para mandatos de cinco anos. A mudança também obriga os eleitores a elegerem os três senadores por estado de uma única vez. Atualmente, se elegem dois senadores em uma eleição e um senador no pleito seguinte.

Os parlamentares argumentaram que a reeleição não tem feito bem ao Brasil, assim como votações a cada dois anos. Nenhum senador se manifestou contra o fim da reeleição.

O relator Marcelo Castro argumentou que o prefeito, governador ou presidente no cargo tem mais condições de concorrer, o que desequilibraria a disputa.

“Foi um malefício à administração pública do Brasil a introdução da reeleição, completamente contrária a toda a nossa tradição republicana. Acho que está mais do que na hora de colocarmos fim a esse mal”, argumentou Castro.

A possibilidade de reeleição foi incluída no país no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1997, mudança que permitiu a reeleição do político em 1998.



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Prorrogação de dívidas dos produtores do RS é aprovada em Comissão



A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou nessa terça-feira (20) o Projeto de Lei 320/25, que propõe a prorrogação das dívidas dos produtores do Rio Grande do Sul por até 20 anos, com três anos de carência, em virtude das enchentes sofridas pelo meio rural e urbano em maio do ano passado.

Agora, o texto segue para apreciação na Comissão de Assuntos Econômicos, ao passo que uma emenda foi feita para estender a medida para as empresas cerealistas. Para pressionar por aprovação e reivindicar outras soluções de securitização, os protestos de agricultores ganham força: mais de dez regiões produtoras do estado concentram acampamentos em beira de estradas estratégicas. A manifestação pacífica completa uma semana nesta quarta.

Pelo projeto de lei, cada produtor poderia renegociar até R$ 5 milhões contratados até 30 de junho deste ano. Assim, a medida permitiria novas tomadas de crédito para o setor voltar a produzir.

“[O projeto de lei é] importante porque vai nos dar a possibilidade da retomada do desenvolvimento das nossas atividades, porque devido a sucessivos eventos climáticos, onde nos roubaram a produção, em função de quedas significativas e impactantes, não estamos conseguindo pagar as nossas contas de custeio e, muito menos, de investimento”, declara o presidente do Sindicato Rural de Getúlio Vargas, Luiz Silva.

Perdas na soja

Trata-se da quarta safra de perdas – para alguns, já é a quinta temporada – devido às adversidades climáticas, seja de estiagem ou enchente. A Emater-RS, por exemplo, divulgou o balanço final da safra 2024/25.

Na soja, a média estadual foi reavaliada para 1.957 kg por hectare, representando uma redução de 38,4% ante o ciclo anterior. Com esses resultados, o Rio Grande do Sul cai da vice-liderança entre os maiores produtores da oleaginosa no Brasil (posição que, tradicionalmente, divide com o Paraná) para o quinto lugar.

O produtor rural Lucas Gelinski ressalta a espera por soluções e o drama das perdas: “Estamos sangrando, esperando que as medidas paliativas do Conselho Monetário Nacional saiam e que a securitização entre na pauta do Congresso, do governo federal, para salvar nós produtores gaúchos. Aqui em nossa propriedade, perdemos mais da metade da soja este ano e mais de 80% no ano passado.”



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presidente da Aprosoja-RS explica como a securitização de dívidas pode ajudar os sojicultores



Em meio às perdas acumuladas por cinco safras consecutivas afetadas por desastres naturais, sendo quatro causadas por seca e uma por inundação, o Senado deu um novo passo que pode aliviar a situação dos sojicultores atingidos pelas adversidades climáticas. Nesta terça-feira (20), a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou o Projeto de Lei 320/2025, que busca amparar produtores rurais cuja continuidade do trabalho no campo está ameaçada.

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Segundo o presidente da Aprosoja-RS, Ireneu Orth, a proposta que permite a securitização de dívidas rurais acumuladas entre 2021 e 2025 representa uma chance real de sobrevivência para milhares de produtores no Rio Grande do Sul. Ele ressalta que não se trata de um benefício, mas de uma medida necessária, já que muitos agricultores colheram abaixo do mínimo necessário para cobrir os custos da lavoura. Com a possibilidade de parcelar as dívidas em até 20 anos, a medida pode viabilizar a permanência desses produtores na atividade.

Orth estima que entre 35% e 50% dos sojicultores do estado já não conseguem mais honrar seus compromissos financeiros. ”Sem conseguir pagar, muitos acabam negativados, perdem o acesso ao crédito e ficam impedidos de seguir plantando. Isso leva ao abandono da atividade ou à redução drástica da área cultivada, com reflexos diretos em toda a cadeia produtiva, do comércio e indústria à arrecadação pública”, comenta o presidente.

Mais do que uma simples reestruturação de dívidas, a securitização funciona como uma ponte para reabrir o acesso ao crédito e restabelecer o fluxo de financiamento no setor agrícola. Com essa ferramenta, os sojicultores inadimplentes recuperam a capacidade de contratar recursos e planejar novas safras.

Enquanto o projeto tramita no Congresso, entidades do agro gaúcho articulam com o governo federal uma solução emergencial: a prorrogação imediata, por quatro anos, das dívidas com vencimento entre maio e julho deste ano. A medida depende de um voto do Conselho Monetário Nacional (CMN), ainda pendente.

Além da reestruturação das dívidas, o projeto também prevê medidas voltadas à recuperação da capacidade produtiva. Está prevista a criação de uma linha de crédito específica com recursos do BNDES, voltada à recuperação do solo e a investimentos em irrigação, com juros de até 5% ao ano. A proposta também assegura que os produtores mantenham acesso ao crédito, mesmo com dívidas securitizadas, e inclui prorrogação automática de 12 meses em caso de novos eventos climáticos. Parcelas já cobertas por seguro agrícola ou Proagro serão descontadas do valor total da dívida.



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AgroNewsPolítica & Agro

Alta nos insumos eleva custo do algodão em abril



Custo do algodão sobe e pressiona produtores do Mato Grosso




Foto: Canva

O custo de produção do algodão para a safra 2025/2026 apresentou nova alta em abril, segundo levantamento do projeto CPA-MT, divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (19). O avanço foi puxado principalmente pelos preços dos defensivos agrícolas, fertilizantes e corretivos.

De acordo com o Imea, os custos com defensivos subiram 0,20% no mês, enquanto a classe dos fertilizantes e corretivos registrou aumento de 0,19%. A soma dessas variações elevou o custo total estimado de produção para R$ 10.751,50 por hectare, o que representa um acréscimo de 0,19% em relação ao mês anterior.

O Custo Operacional Efetivo (COE), que inclui gastos diretos da lavoura, também teve alta e passou a ser calculado em R$ 15.363,73 por hectare. Esse valor representa um aumento de 0,47% sobre o apurado em março e uma elevação de 17,36% quando comparado com os dados consolidados da safra 2024/2025.

“O custo atual é o segundo mais alto da série histórica”, aponta o relatório do CPA-MT. Diante disso, o instituto alerta que a próxima safra exigirá atenção redobrada por parte dos produtores. “A produção futura ainda é incerta, e um planejamento mais preciso é indispensável diante dos desafios de rentabilidade”, ressalta o Imea.

O cenário reforça a necessidade de os cotonicultores acompanharem de perto as variações de mercado e adotarem estratégias para mitigar riscos, em especial em um ambiente de custos crescentes e margens pressionadas.





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Construtora negocia imóveis de luxo à beira-mar com base no ciclo de produção



A expectativa de mais uma safra recorde de grãos, apontada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 332,9 milhões de toneladas, 11,9% superior ao ciclo passado, tem motivado alguns produtores a apostar no mercado de imóveis de alto padrão, especialmente em regiões litorâneas valorizadas.

Em Itapema, Santa Catarina, cidade que está entre as líderes em valorização imobiliária do país, uma das mais tradicionais construtoras da região, a Gandin, tem percebido um aumento considerável desse perfil de público. Atualmente, 70% dos seus clientes são empresários rurais.

Para atender o fluxo financeiro de quem lida com a terra, a empresa desenvolveu planos de negócios que acompanham o ciclo da safra agrícola. Assim, em vez de parcelas mensais, o valor dos imóveis é concentrado em períodos com maior disponibilidade de capital, como na hora da venda da produção, por exemplo.

“A maioria de nossos clientes é procedente desse setor do agro que busca uma opção de segunda ou terceira moradia em um local paradisíaco ou garantir um negócio seguro para manter e proteger seu patrimônio, além do excelente potencial de rentabilidade. Aqui no litoral catarinense, índices de valorização anual superam 20% em localizações nobres, perto da praia especialmente”, afirma o sócio-proprietário da construtora, Marcos Gandin Junior.

De acordo com ele, no caso do plano baseado na safra, além do cliente negociar diretamente com a empresa, sem intermediações bancárias, tem a flexibilidade de efeturar o pagamento nos períodos mais favoráveis da produção agrícola, geralmente duas vezes ao ano.

Nestes casos, os juros até a entrega das chaves são baseados no Custo Unitário Básico de Construção (CUB), índice que reflete o custo por metro quadrado de construção, considerando fatores como materiais, mão de obra, despesas administrativas e equipamentos.

Em Santa Catarina, o valor do CUB residencial médio é de R$ 2.923,52/m², conforme divulgado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-SC) para maio de 2025. Esse valor não inclui terreno, projetos ou acabamentos personalizados.

Já de acordo com o índice FipeZAP de Venda Residencial, divulgado em janeiro deste ano, as duas cidades mais caras do Brasil para se adquirir imóveis ficam, exatamente, no litoral catarinense: em Balneário Camboriú, o preço médio do metro quadrado de um imóvel chega a R$ 13.911; já em Itapema, atinge R$ 13.721.

Ao se tratar de imóveis de luxo e à beira-mar, os preços do metro quadrado superam os R$ 14,5 mil nas duas cidades.



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Preços da cebola sobem até 50% na semana



Levantamentos da equipe Hortifrúti do Cepea apontam que os preços da cebola subiram com força na última semana, nas regiões catarinenses de Ituporanga e em Lebon Régis. Ambas as praças estão findando os seus estoques e devem encerrar as atividades até o final deste mês.

Segundo os pesquisadores do órgão, a alta nas cotações está atrelada tanto à baixa oferta nacional quanto a dificuldades na entrada de produtos estrangeiros, sobretudo os argentinos.

Entre 12 e 16 de maio, na região de Ituporanga, a cebola vermelha fechou à média de R$ 2,67/kg na roça, aumento de 43,7% ante à semana anterior. Em Lebon, o preço pago pela beneficiada (cx 3) subiu 50% no mesmo período, para R$ 60,00/sc de 20 kg.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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AgroNewsPolítica & Agro

Estiagem e solo úmido reduzem produtividade da soja


A colheita da soja avança para a reta final no Rio Grande do Sul, marcada por perdas de produtividade em diversas regiões do estado. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (15), o ciclo 2023/2024 será encerrado com resultados abaixo do esperado, especialmente em áreas afetadas pela estiagem.

Na região administrativa de Bagé, a colheita está próxima da conclusão. Nos municípios de Uruguaiana e Santa Margarida do Sul, os trabalhos já foram finalizados, com perdas que variam entre 40% e 83% em relação às projeções iniciais. Em Manoel Viana e Maçambará, restam cerca de 2 mil hectares a serem colhidos. Nessa área, lavouras irrigadas implantadas após o cultivo do milho apresentam rendimentos entre 2.000 e 2.400 kg/ha, enquanto lavouras de sequeiro, com produtividade inferior a 200 kg/ha, foram abandonadas por inviabilidade econômica.

Na Campanha, a colheita foi interrompida pelas chuvas em 8 de maio. Onde o volume de precipitação foi menor, as atividades foram retomadas em 11 de maio, ainda sob solo úmido, o que dificultou o andamento das operações. Em Bagé, Candiota e Hulha Negra, 90% da área já foi colhida. A produtividade é considerada instável. Segundo a Emater, “há relatos de cultivares de ciclo longo com bom desempenho em áreas de baixa fertilidade”, com rendimentos pontuais de até 3.000 kg/ha, embora predominem produtividades entre 1.800 e 2.000 kg/ha. Algumas lavouras não passaram dos 600 kg/ha.

A área total efetivamente plantada no estado é de 1.097.601 hectares na região de Bagé, com produtividade média de 1.388 kg/ha. Isso representa uma queda de 44% em relação aos 2.480 kg/ha estimados no início da safra.

Na região de Caxias do Sul, a colheita foi concluída com produtividade média de 3.235 kg/ha, redução de 11% em relação à expectativa inicial. A área cultivada totalizou 256.612 hectares. Em Erechim, resta menos de 0,5% da área a ser colhida. A produção média alcança 2.284 kg/ha, uma redução de 35%. Segundo o informativo, apenas 40% da safra foi comercializada até o momento, pois os produtores aguardam melhora nas cotações.

Em Frederico Westphalen, restam apenas 2% das lavouras a serem colhidas, referentes àquelas semeadas em segunda safra. A produtividade ficou em 2.410 kg/ha, cerca de 25% abaixo do projetado. A área cultivada na região foi de 439.240 hectares.

Na regional de Ijuí, os trabalhos se concentram nas lavouras de segundo cultivo, que representam 4% da área e estão em maturação. A produtividade média é de 2.158 kg/ha, o que representa queda de 40% em relação ao esperado. Os agricultores realizam correções de solo e reparos em áreas afetadas por erosão. A área plantada é de 1.009.524 hectares.

Em Lajeado, a produtividade caiu 26%, ficando em 2.507 kg/ha em uma área de 24.669 hectares. Já em Passo Fundo, onde a colheita foi encerrada em 660.847 hectares, a produtividade média é de 2.346 kg/ha, redução de 36%.

Na região de Pelotas, 87% da colheita foi concluída. Em Santa Vitória do Palmar, metade da área ainda aguarda colheita. A produtividade média é de 2.546 kg/ha, queda de 13% sobre a projeção inicial. A área total é de 503.385 hectares.

Em Porto Alegre, a produtividade foi estimada em 2.359 kg/ha, com decréscimo de 23% frente à expectativa inicial. A área cultivada na regional soma 181.791 hectares.





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