domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Queda da arroba do boi em maio é intensificada pela gripe aviária


O mercado brasileiro de boi gordo registrou negócios a preços mais baixos nesta semana, em linha com a boa disponibilidade de animais para o abate no decorrer de maio.

Conforme o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a expectativa ainda é de continuidade do movimento de queda no curto prazo, em meio ao bom posicionamento das escalas de abate pelos frigoríficos.

O mercado de boi se mostrou apreensivo ao longo da semana, acompanhando eventuais desdobramentos do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) registrado em uma granja comercial no munícipio de Montenegro, no Rio Grande do Sul.

Iglesias reforça que o protocolo sanitário tem sido seguido à risca, o que mantém o indicativo de um fluxo comercial restabelecido para a carne de frango no mercado internacional entre 28 e 60 dias.

Impactos na carne bovina

Análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que a cotação da carcaça casada bovina recuou fortemente, em 3,7%, no atacado da Grande São Paulo desde o anúncio da gripe aviária.

“Os preços dos animais para abate e da carne vinham em baixa, mas as quedas a partir da sexta-feira (16) se intensificaram”, diz nota do órgão.

De acordo com pesquisadores do Centro, a desvalorização se dá, principalmente, devido às vendas fracas da proteína na segunda quinzena e também à pressão por parte dos frigoríficos na compra de novos lotes. “Isso sinaliza que o mercado pecuário está refletindo de forma intensa os impactos de eventual aumento da oferta interna de carne de frango.”

Variação de preço do boi na semana

A média de preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil tiveram as seguintes variações entre 16 e 22 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 300, baixa de 1,64% frente os R$ 305
  • Goiás (Goiânia): R$ 290, queda de 1,69% perante os R$ 295
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 290, recuo de 1,69% frente aos R$ 295
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 300, estável
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, inalterado
  • Rondônia (Vilhena): R$ 265, queda de 1,85%

Mercado atacadista

Segundo Iglesias, o mercado atacadista apresentou queda em seus preços no decorrer da semana e o ambiente de negócios ainda sugere novos recuos no curto prazo, considerando o consumo mais discreto durante a segunda quinzena do mês.

Esse fator torna a reposição entre o atacado e o varejo mais lenta. “A preferência de boa parte da população por proteínas mais acessíveis é uma tendência incontestável em 2025”, ressalta.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 23,90 o quilo, queda de 4,40% frente aos R$ 25,00 da semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 19,00 o quilo, recuo de 5,00% frente aos R$ 20,00 registrados na semana anterior.

Exportações de carne bovina

carne bovina exportações Chinacarne bovina exportações China
Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 629,279 milhões em maio (11 dias úteis), com média diária de US$ 57,207 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 123,005 mil toneladas, com média diária de 11,182 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.115,90.

Em relação a maio de 2024, houve alta de 25,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 10,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,6% no preço médio.



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Preços altos freiam demanda por cacau e indústria aumenta uso de substitutos



A moagem global de cacau ampliou 2,6% ao ano desde 1960, enquanto o PIB mundial evoluiu, em média, 3,4% ao ano no mesmo período, conforme dados do Banco Mundial.

Assim, é possível dizer que o histórico de crescimento da amêndoa e da economia tem avançado de maneira compatível. No entanto, a crise de oferta da commodity tem transformado este cenário.

Com base no comportamento recente da moagem de cacau, analistas da StoneX observaram que o período tem sido marcado por uma retração na demanda global.

“O segundo trimestre de 2023 – em meio à quebra de safra 2023/24 – estreou um período de queda no processamento global que se estendeu até o primeiro trimestre de 2025, momento em que a redução registrada foi de 3,5%”, contextualiza Rafael Borges, analista de Inteligência de Mercado da empresa.

Preços elevados

Os principais responsáveis por essa queda foram os preços elevados, que motivaram a redução da utilização do cacau na indústria, além da menor disponibilidade da amêndoa.

Diante deste cenário, a expectativa dos analistas é de uma diminuição de demanda na safra 2024/25 equivalente a 136 mil toneladas (-2,8%). Com isso, o volume estimado permite um superávit aproximado de 96 mil toneladas para o ano-safra, após um déficit estimado em quase 460 mil toneladas no ciclo 2023/24.

“Para o ciclo seguinte, é provável que haja uma recuperação na demanda, porém, ainda limitada pelos preços elevados e as tendências estabelecidas desde 2024. Para o ciclo 2025/26, a primeira estimativa de demanda é de 4.786 milhões de toneladas (+0,8%)”, avalia Borges.

Tendências para a demanda

A demanda do setor enfrenta desafios relacionados aos preços elevados. Conforme relatório divulgado pela StoneX, diante do aumento de preços do cacau e seus subprodutos, o mercado assistiu a um crescimento das tentativas de substituição da amêndoa, além da adoção de estratégias de minimização da utilização nos produtos finais.

Esse movimento de mercado impactou diversas indústrias, como a do chocolate. No caso das barras, tem-se utilizado waffers, frutas, castanhas e outros aditivos na composição. Além disso, esses produtos estão passando por reformulações de tamanho e formato.

O coproduto mais nobre e caro, a manteiga de cacau, também tem visto o uso crescente de equivalentes e substitutos. “Essas alternativas podem ser utilizadas em diferentes proporções no lugar da manteiga, sendo um dos mais comuns os derivados da palma, que podem fornecer textura e consistência semelhante à manteiga”, diz Borges.

Segundo o relatório da companhia, essa movimentação da indústria busca evitar o repasse do aumento dos preços da matéria-prima ao consumidor. Contudo, ao mesmo tempo, pode reduzir o crescimento esperado para a moagem/demanda por cacau nos próximos anos.

“É importante lembrar que regulamentações governamentais exigem que o produto rotulado como ‘chocolate’ contenha uma quantidade mínima de manteiga de cacau ou outros ingredientes específicos, o que varia dependendo da categoria do produto, já que a substituição completa não é possível sem algum prejuízo às características da mercadoria”, conclui o analista.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Wall Street sobe com esperanças comerciais e dados mostram pessimismo de…


Logotipo Reuters

 

Por Sinéad Carew e Pranav Kashyap

(Reuters) – Os principais índices de Wall Street subiram nesta sexta-feira, atingindo sua quinta alta diária consecutiva, impulsionados pela trégua tarifária entre os Estados Unidos e China anunciada anteriormente na semana, mesmo com dados de pesquisas econômicas mostrando uma deterioração na confiança do consumidor norte-americano.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,70%, para 5.958,47 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,51%, para 19.208,89 pontos. O Dow Jones subiu 0,78%, para 42.650,78 pontos.

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Animais estreantes no Freio de Ouro se classificam para a final em Esteio



A grande final da Classificatória Gaúcha Sul, realizada neste sábado (24), na Arena do Cavalo Crioulo, em Esteio, levou ao topo dos pódios os melhores exemplares da região sul gaúcha que estão iniciando suas campanhas no Freio de Ouro.

Foi o caso da égua La Patria Tranca, que já participou de modalidades esportivas como a Paleteada, o Freio Jovem e o Crioulaço. Com a terceira melhor média morfológica, assumiu a liderança já nas primeiras etapas funcionais e de lá não saiu mais.

Já no Freio de Ouro, faz sua estreia nessa temporada, garantindo uma incontestável vitória em sua primeira semifinal. A exemplar, do criador e expositor Rodrigo Castellarin Fialho, foi montada pelo ginete Ricardo Gigena Wrege, também escolhido como Ginete Destaque da categoria.

“Esse resultado é o máximo, pois estamos no Freio de Ouro 2025 com uma égua bonita, boa, muito parelha. O grande atributo dela é não ter errado nunca. Manteve nota sete para cima sempre”, comemorou Fialho.

Já o segundo lugar ficou com a égua Harmonia do Açungui, do criador Luiz Ernesto Wendler e Filhos e do expositor Guilherme Wendler que, montada pelo ginete Fabricio Brinelle Barbosa, disputou ponto a ponto com La Pátria Tranca até o final da prova.

A égua Domingueira do Recanto, do criador Sucessão Carlos Alberto Ruiz Severo e expositor Gleidson Amilton Freitas Alves, cujo ginete foi Luis Gustavo Rodrigues Ruas, conquistou o terceiro lugar.

A quarta posição teve a Quimera de Santa Edwiges, montada por Milton Ivan Pereira Castro, como representante. O exemplar é do criador e expositor Daniel Anzanello.

Classificação de machos

Na Arena onde, em pouco mais de três meses, será realizada a grande final do Freio de Ouro 2025, também foram classificados sete machos.

Nesta categoria, o grande campeão foi Rincão da Cabanha Santa Fé, montado por Luis Gustavo Rodrigues Ruas. O animal criado por Gilberto Rodrigues de Freitas, cujo expositor é Parceria Cara Branca. Trata-se de um cavalo novo e inédito no Freio.

“Estamos muito felizes com a classificação do Rincão e com uma expectativa grande para o Freio”, afirmou o gerente da parte de Equinos da Cabanha Santa Fé, Flávio Piegas.

O segundo lugar ficou com Berro Grosso Pampeano, do criador Rodrigo Albuquerque PY e expositor Pedro Duarte Rota. O ginete foi Ricardo Wrege.

O terceiro lugar na categoria machos foi de Campana Estradero, de Mário Moglia Suñe, cujo expositor é Ataide Lycenko e o ginete Rian de Vasconcelos Valadão. Já a quarta posicção foi concedida ao GT Herdeiro, criado e exposto por Marcial Domingos Correio Terra e montado por Fagner Crescencio Espindola.

Conjuntos na disputa do Freio

No total, 83 conjuntos iniciaram a disputa, 44 fêmeas e 39 machos. No entanto, apenas 32 conjuntos chegaram na grande final que classificou oito fêmeas e sete machos, visto que o oitavo lugar não atingiu a pontuação mínima de 18 pontos necessários por regulamento para a classificação.

Para a grande final do Freio de Ouro 2025, que ocorrerá durante a Expointer, em Esteio, entre 30 de agosto e 7 de setembro. Haverá 48 vagas para cada categoria individualmente (fêmeas e machos), além de quatro reservas parque em cada categoria.

O julgamento da classificatória de Esteio ficou a cargo dos trios Fernando Guilherme Horst, Luiz Martins Bastos Neto e Pedro Boemo Ferreira, na categoria Fêmeas, e Darlei Hess, Mauro Raimundo Ferreira e Rodrigo Diaz de Vivar, na categoria Machos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Dia do Milho celebra importância cultural, econômica e nutricional do cereal mais cultivado no mundo


Neste 24 de maio, o Dia Nacional do Milho celebra um dos alimentos mais versáteis e essenciais da agricultura brasileira. Presente em receitas típicas, na alimentação animal, na indústria alimentícia e até farmacêutica, o milho vai muito além das espigas que vemos nas festas juninas. O Brasil é hoje um dos maiores produtores e exportadores mundiais do cereal, com destaque para sua produtividade, potencial de crescimento e inovação tecnológica.

Do grão à espiga: a jornada do milho no campo

Tudo começa com a semente. No Brasil, o melhoramento genético é responsável por até 50% do aumento de produtividade das lavouras, que saltaram de 2,5 para 6 toneladas por hectare em três décadas. Em algumas regiões, essa média chega a ultrapassar 11 toneladas por hectare, e casos pontuais atingem 14 toneladas, evidenciando a eficiência do sistema produtivo e o avanço da pesquisa agrícola.

A expansão da cultura é promissora. Enquanto nos Estados Unidos cerca de 40% da produção é destinada ao etanol, no Brasil esse percentual ainda é de 18%, com 24 usinas em operação e novas unidades em construção. A combinação de clima, solo e tecnologia coloca o país como um dos principais polos de crescimento global do setor.

Um alimento rico em história e nutrientes

De origem indígena caribenha, a palavra “milho” significa “sustento da vida” — e não é à toa. Cada 100 gramas de milho contêm cerca de 360 kcal, aproximadamente 20% das necessidades calóricas diárias de um adulto. Ao contrário do arroz e do trigo, o milho não perde sua casca durante a industrialização, conservando assim suas fibras, fundamentais para a saúde intestinal.

O grão ainda é fonte de vitaminas A e do complexo B, além de ferro, cálcio, óleo vegetal, celulose e açúcares naturais. Tanto que o Ministério da Saúde incorporou ferro e vitamina B9 (ácido fólico) à farinha de milho para combater deficiências nutricionais como a anemia e a mielomeningocele.

Na mesa, no copo e até na farmácia

O milho está presente de inúmeras formas no cotidiano. No Nordeste brasileiro, por exemplo, ele reina absoluto nas lavouras e na culinária, com pratos típicos como canjica, pamonha, cuscuz, polenta, mingaus e bolos. No Brasil, apenas cerca de 5% da produção é consumida diretamente pela população, mas o restante chega ao prato de forma indireta, principalmente através da carne bovina, suína, de aves e peixes alimentados com ração à base de milho.

A versatilidade do milho também se reflete nos produtos industrializados. Ele está presente em balas, biscoitos, pães, chocolates, cervejas, uísques (como o Bourbon), salsichas, geleias, maioneses, sorvetes e até em medicamentos, com mais de 85 antibióticos diferentes utilizando o milho como base na indústria farmacêutica.

A cultura do milho como patrimônio cultural e econômico

Mais do que alimento, o milho é parte da cultura brasileira. Ele é estrela das festas juninas e símbolo da agricultura familiar. Cada “cabelo” da espiga — que, na verdade, são estruturas responsáveis pela polinização — representa o processo natural de reprodução e riqueza biológica do cereal.

Além disso, o potencial produtivo do milho pode ultrapassar 26 toneladas por hectare, o que reforça o papel estratégico do grão na segurança alimentar e no desenvolvimento econômico do país.

 





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Você viu? Sindi transforma fazenda de Ribeirão Preto em referência nacional


A raça Sindi tem revolucionado a pecuária em diversas regiões do Brasil e transformou a Fazenda Porangaba, localizada em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, em referência nacional na criação zebuína.

Leia a reportagem do projeto do Canal Rural Giro do Boi — originalmente escrita por Fábio Moitinho — e assista ao vídeo abaixo com os detalhes dessa história:

A propriedade, liderada pela médica-veterinária Helena Curi, vem se destacando com resultados consistentes tanto em corte quanto em leite, graças à aposta certeira no cruzamento do Sindi com o Nelore.

A trajetória de sucesso começou em 2004, quando a família de Helena — apaixonada por zebuínos — decidiu experimentar o cruzamento das duas raças.

Na época, a fazenda enfrentava os desafios típicos do manejo extensivo, com escassez de alimento na seca, ausência de suplementação e monta natural.

Foi o vigor do F1 Sindi x Nelore, apelidado de “SindiNel”, que despertou o entusiasmo: mesmo sob condições adversas, os bezerros apresentaram precocidade, rusticidade e desempenho superiores aos cruzamentos anteriores.

Campeã nacional e rebanho adaptado à seca

Grande campeã da Raça Sindi na Expozebu 2024Grande campeã da Raça Sindi na Expozebu 2024
Izzy Porangaba, a Grande Campeã da Raça Sindi na ExpoZebu 2024, em Uberaba. Foto: Reprodução

Do cruzamento ao trabalho com animais puros de origem (PO), a raça Sindi cresceu na Porangaba e conquistou títulos nacionais, como a recente grande campeã da ExpoZebu 2024, em Uberaba, Minas Gerais.

Segundo Helena, esse desempenho é fruto da genética adaptada e de um sistema produtivo que exige eficiência a campo.

“Eu mesma fiz a cura do umbigo da campeã quando ela nasceu. Ela é cria nossa, HLCS. É um orgulho ver que esse animal rústico, dócil e funcional está provando o seu valor”, destacou Helena.

A rusticidade do Sindi ficou evidente em condições extremas, como nas geadas que atingiram a região de Ribeirão Preto. Mesmo com a pastagem seca, os animais mantiveram bom escore corporal, mostrando resistência ao estresse ambiental.

Cruzamento que dá retorno rápido

Fêmeas SindiNel cruzamento de Sindi e NeloreFêmeas SindiNel cruzamento de Sindi e Nelore
Fêmeas SindiNel, cruzamento de Sindi e Nelore. Foto: Divulgação Fazenda Porangaba

O Sindi é altamente eficiente em sistemas de baixa tecnologia, permitindo ganho de peso com menor custo.

“Em 60 dias de cocho, conseguimos abater animais SindiNel com 18 a 20 arrobas. Em confinamento mais longo, chegamos a 24 arrobas com 59% de rendimento de carcaça em animais com até dois dentes”, revelou Helena.

Esse ciclo mais curto e econômico é uma das grandes vantagens para quem busca produtividade com sustentabilidade.

E mais: o Sindi também tem excelente potencial leiteiro, com produção elevada mesmo em sistemas a pasto, sendo ideal para cruzamentos com raças como Jersey e Holandês.

Sindi conquista novos criadores

Reconhecida pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) como a raça zebuína que mais cresce no país, o Sindi vem ganhando espaço inclusive entre pequenos e médios produtores.

Sua origem paquistanesa garante rusticidade, resistência a parasitas, tolerância ao calor e capacidade de conversão alimentar com eficiência.

A Fazenda Porangaba, hoje com base genética consolidada, promove a raça por meio de redes sociais, vídeos e projetos de extensão rural, incentivando novos criadores a testarem o potencial do Sindi.



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agro emprega 26% do país


Reconhecido como o Dia do Trabalhador Rural, 25 de maio foi instituído em homenagem à data de morte do ex-deputado gaúcho Fernando Ferrari, autor do Estatuto do Trabalhador Rural, na década de 1960.

Atualmente, o agronegócio brasileiro segue como um dos principais motores da economia nacional, empregando 28,4 milhões de pessoas, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Esse número representa 26% do total de ocupações no país entre julho e setembro de 2024 — dado que reforça a relevância do setor para a geração de renda em todas as regiões.

Para efeito de comparação, o estado de São Paulo, maior centro econômico do Brasil, registrou 24,7 milhões de empregos no mesmo período, conforme dados do Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra), ou seja, o agro, sozinho, emprega mais pessoas do que todo o estado paulista.

Ainda assim, o setor precisa atenuar a grande informalidade dos trabalhadores que lidam diretamente com a produção rural, dos que seguem na linha de frente no trato com a terra.

Digitalização do agro

Tecnologias no campo - tendências para 2025
Foto: Divulgação

Além da força no campo impulsionada por cada trabalhador rural, o agronegócio vive um novo ciclo impulsionado pela digitalização e pela valorização de áreas como logística, tecnologia, gestão e serviços técnicos.

Essa transformação tem multiplicado as oportunidades de trabalho, exigido novos perfis e impulsionado os salários em posições-chave do setor.

“O avanço da digitalização no setor agrícola tem sido um dos principais fatores para esse crescimento, conectando toda a cadeia produtiva a novas possibilidades de negócios e criando novas demandas por profissionais especializados. Esse processo de transformação digital tem impulsionado não apenas a produtividade no campo, mas também a ampliação das oportunidades de atuação em diferentes áreas do agronegócio”, afirma o chief commercial officer da Orbia, Robson Rizzon.

Segundo o Guia Salarial de Agro 2024, elaborado pela consultoria Fox Human Capital, os salários no setor refletem essa nova fase de maturidade e profissionalização. Um CEO do agro pode receber de R$ 60 mil a R$ 200 mil mensais, com média de R$ 130 mil.

Já os representantes técnicos de vendas, que atuam na linha de frente com os produtores, recebem entre R$ 8 mil e R$ 18.645, com média de R$ 13.842,50.

A área comercial, por sua vez, mantém-se aquecida independentemente das oscilações econômicas, com alta demanda contínua por profissionais. “Esse é um dos poucos segmentos que seguem contratando mesmo em tempos de retração, pois estão diretamente ligados ao desempenho das empresas”, destaca Rizzon.

Segundo ele, um exemplo do impacto da digitalização nesse cenário são os marketplaces agrícolas, que revolucionaram o acesso a insumos, benefícios e soluções financeiras. Além de facilitar a rotina dos produtores, essas plataformas criam novas oportunidades de negócios para distribuidores, cooperativas, técnicos, consultores e representantes.

“Esse modelo de negócio não só impulsiona a produtividade no campo, mas também gera novas possibilidades para diferentes perfis profissionais dentro e fora da porteira”, ressalta o executivo. Ele destaca que distribuidores e cooperativas passaram a atuar de forma mais estratégica, enquanto os RTVs ampliaram sua atuação.

Força de trabalho multidisciplinar

A maior complexidade das operações no campo e nas indústrias do setor tem exigido equipes multidisciplinares e fortalecido a criação de empregos nas pontas mais técnicas da cadeia, algo ressaltado em todos os eventos e feiras agrícolas do setor.

“Com o avanço da tecnologia, o agronegócio brasileiro não apenas fortalece sua posição como um dos maiores empregadores do país, mas também diversifica as funções disponíveis e cria novas oportunidades, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento econômico. É esse protagonismo que celebramos no Dia do Trabalhador Rural”, finaliza Rizzon.



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Chuva superior a 100 mm e temperaturas de 3°C marcam a semana



A previsão do tempo entre a segunda (26) e sexta (30) indica chuva forte para diversas áreas, com volumes de 100 mm, além de baixas temperaturas em algumas partes do país. Confira e comece a semana bem informado sobre o clima.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O Rio Grande do Sul deve ter o início da semana com instabilidades, com destaque para fortes pancadas de chuva entre as porções central e oeste do estado. Isso acontece por conta de um sistema de baixa pressão posicionado sobre o interior do continente e a circulação de ventos em baixos níveis da atmosfera. Condição para chuva também no extremo sul de Santa Catarina e Paraná. O restante do território paranaense segue com predomínio de tempo firme.

Atenção para o risco de queda de granizo e rajadas de ventos intensas acima de 70 km/h nos três estados entre terça e quarta (27 e 28). Alerta de frio intenso a partir de quarta-feira até o final de semana em toda a Região devido ao avanço de uma massa de ar polar proveniente do bombeamento de ar frio de um ciclone extratropical que se formará entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul.

Risco de geada entre quarta e sexta nas áreas de baixada gaúcha e catarinense, bem como no centro-sul paranaense, locais onde a temperatura mínima deve ficar abaixo de 3°C. Em cinco dias, o volume de chuva no oeste gaúcho pode ultrapassar os 100 mm. Para o restante do estado, para Santa Catarina e Paraná, o volume de chuva gira em torno de 50 mm.

Sudeste

São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais seguem com predomínio de tempo firme, com sol entre algumas nuvens durante o dia. Contudo, temperaturas são esperadas à tarde nos três estados. Já no Espírito Santo, a circulação de ventos úmidos vindos do oceano deve estimular a ocorrência de pancadas de chuva sobre a faixa litorânea capixaba. Não estão descartados episódios de chuva forte mais localizada.

A frente fria avança na região entre quarta e quinta-feira, levando chuva para áreas produtoras. O acumulado da semana fica entre 30 mm e 40 mm em São Paulo, centro-sul mineiro, no Rio de Janeiro e Espírito Santo, ajudando a elevar a umidade do ar e do solo. Atenção para queda de temperatura no centro-sul paulista, onde a temperatura mínima pode ficar abaixo dos 10°C entre quinta e sexta-feira (29 e 30), mas sem risco para geada.

Centro-Oeste

Pancadas de chuva com raios no extremo noroeste de Mato Grosso devem ocorrer pela circulação de umidade e algumas perturbações em níveis mais elevados da atmosfera. Nas demais regiões do estado, assim como em Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal, predomínio de tempo firme. Atenção para tempestades entre terça e quarta-feira devido ao avanço de uma frente fria na região, que levará umidade para o três estados, com acumulados que devem chegar até 80 mm.

Atenção para queda brusca de temperatura a partir de quinta-feira (29), quando o sul de Mato Grosso do Sul fica sob risco de geada, com mínimas abaixo de 4°C. Nas demais áreas do estado, bem como no sul goiano e mato-grossense, a mínima deve ficar abaixo de 10°C. Atenção para o risco de hipotermia no gado.

Nordeste

O começo da semana ainda ficará marcado pela ocorrência de chuva na faixa litorânea da costa leste nordestina. Destaque para precipitações mais expressivas no litoral da Bahia, de Sergipe e Alagoas. Condição para chuva isolada entre o litoral do Maranhão e do Piauí. Áreas do sertão e agreste com predomínio de tempo mais aberto.

O acumulado de chuva nos próximos dias ainda se concentra na faixa leste dos estados da Bahia, de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Paraíba e do Rio Grande do Norte, com cerca de 50 mm. Nos próximos cinco dias, tempo quente e seco no oeste baiano e firme no Maranhão, Piauí e Ceará.

Norte

Chuva pesada no Amapá e litoral do Pará pela aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Entre o Amazonas e Roraima, a presença de umidade também mantém instabilidades, com previsão fortes precipitações na região. Rondônia com condições para pancadas de chuva isoladas, Acre e Tocantins com maior predomínio de tempo aberto.

Em cinco dias o volume de chuva no Acre, Rondônia, centro norte do Pará e centro do sul do Amazonas deve ficar em torno dos 50 mm. Atenção para chuva volumosa no norte amazonense, Roraima, noroeste paraense e no Amapá, com mais de 100 mm nos próximos dias, prejudicando trabalhos em campo e danificando rodovias.

Tempo quente e seco no estado do Tocantins, o deve continuar deixando as lavouras sob restrição hídrica e estresse térmico. Não há projeção do retorno de umidade para o estado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Delegação da China visita AgroBrasília durante Dia Internacional


A 25ª edição da Feira AgroBrasília recebeu, nesta sexta-feira (23), uma delegação oficial da Embaixada da China para uma visita de campo ao Parque Tecnológico Ivaldo Cenci. A comitiva, formada por 29 integrantes, contou com a presença da embaixatriz da República Popular da China no Brasil, além de secretários e conselheiros da representação diplomática. A visita integrou a programação do Dia Internacional AgroBrasília, promovido no terceiro dia da feira.

Durante o encontro, os diplomatas participaram de um tour guiado por instalações estratégicas do evento, como a sede da Embrapa Cerrados, os espaços da Aprosoja e da Emater-DF. A atividade buscou apresentar a estrutura do agronegócio regional e ressaltar o papel da feira como vitrine internacional de tecnologias aplicadas ao campo e de soluções sustentáveis desenvolvidas no Planalto Central.

Além da China, representantes de mais de 20 embaixadas compareceram à feira, participando de cerimônia oficial e de uma caminhada pelo Parque Tecnológico. Na ocasião, os diplomatas visitaram estandes de empresas, produtores e instituições de pesquisa. Entre os países presentes estavam Argentina, Camboja, Israel, Myanmar, Nepal, Nigéria, República Democrática do Congo, Nova Zelândia, República Dominicana, República Tcheca, Rússia, Alemanha, El Salvador, Belarus, Uruguai, Haiti, Turquia, Venezuela, Trinidad e Sri Lanka.

A coordenadora da área internacional da AgroBrasília, Ana Paula Cenci, destacou o objetivo da ação. “A AgroBrasília busca proporcionar às delegações internacionais uma imersão na tecnologia e na realidade do campo brasileiro, reforçando laços institucionais e comerciais”.

O Dia Internacional foi promovido pela AgroBrasília com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), da Embrapa Cerrados, da Secretaria de Relações Internacionais do Governo do Distrito Federal e da Emater-DF.





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Preços reagem, sojicultor negocia e alta do dólar impulsiona mercado no Brasil



A semana foi marcada por uma recuperação nos preços internos da soja e por maior movimentação no mercado brasileiro. A combinação entre a valorização do dólar e o avanço dos contratos futuros em Chicago estimulou a retomada dos negócios no país.

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Segundo Rafael Silveira, consultor da Safras & Mercado, os produtores aproveitaram os momentos favoráveis para fechar novas vendas. ”O produtor tem se mostrado mais ativo, aproveitando para abrir espaço nos armazéns visando o milho que vem pela frente. As negociações ocorreram tanto no porto quanto com a indústria, que segue com boa demanda por soja”, afirma.

Em diversas regiões, os preços superaram a paridade de exportação, indicando maior competitividade entre os compradores. “No oeste do Paraná, por exemplo, os valores praticados estão acima do esperado para o nível de paridade”, destaca Silveira.

Confira a variação semanal de preços de soja em algumas praças:

  • Passo Fundo (RS): de R$ 129,50 para R$ 130,00
  • Rondonópolis (MT): de R$ 114,50 para R$ 115,00
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 134,00 para R$ 134,50

Mercado de soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em julho subiram 0,9% na semana, cotados a US$ 10,59 1/2 por bushel nesta sexta-feira, 23. O movimento foi impulsionado por preocupações com o clima na Argentina, incertezas em torno do mandato do biodiesel nos Estados Unidos e atrasos no plantio norte-americano.

Câmbio

O câmbio também contribuiu. O dólar comercial teve valorização de 0,79% na semana, chegando a R$ 5,7132 na manhã desta sexta. A alta foi influenciada por dúvidas fiscais no Brasil e pela possibilidade de novas tarifas dos Estados Unidos contra a União Europeia, o que sustentou a moeda americana e, por consequência, a competitividade da soja brasileira no exterior.



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