domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

News

Mercado melhora expectativa sobre economia com elevação do PIB


O mercado financeiro melhorou as expectativas sobre o crescimento da economia brasileira. Há uma semana, projetava um crescimento de 2,02%, percentual que subiu para 2,14%, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC).

Há quatro semanas, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) estava em 2%.

Com relação ao dólar, o boletim projeta uma cotação de R$ 5,80, ante aos R$ 5,82 projetados na semana passada; e aos R$ 5,90 previstos há quatro semanas. As projeções relativas aos anos subsequentes se mantêm estáveis, em R$ 5,90 (2026); e R$ 5,80 (2027).

O Boletim Focus é uma pesquisa feita semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Inflação e Selic

Tanto as expectativas relacionadas tanto à inflação como à taxa básica de juros (Selic) se mantiveram estáveis, na comparação com a semana anterior, para o ano corrente, bem como para os dois próximos anos.

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – para o ano de 2025 manteve-se em 5,5%. Para 2026, espera-se uma inflação de 4,5%; e, para 2027, o mercado financeiro projeta que o ano feche com uma inflação de 4%.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,75% ao ano. Para os anos subsequentes, o mercado projeta Selic de 12,5% em 2026; e de 10,5% em 2027.



Source link

News

Feijão-carioca tem queda de preço e cotação do feijão-preto se mantém



Os preços dos feijões apresentaram variações distintas na terceira semana de maio, refletindo o avanço das atividades de colheita da segunda safra e a dinâmica da demanda por diferentes padrões de qualidade. É o que aponta levantamento realizado em parceira entre o Centro de Estudos Avançaos em Economia Aplicada (Cepea) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Pesquisadores do Cepea destacam, porém, que as variações negativas foram menos intensas, o que pode sinalizar que os preços teriam alcançado um patamar mínimo aceitável por vendedores.

No caso do feijão-carioca, dados do Cepea mostram que a fraca demanda resultou em queda nos valores, especialmente em Goiás, Bahia e Rio Grande do Sul. Na última sexta-feira (23), a saca do grão no centro/noroeste goiano estava cotada a R$ 256,25.

Já para o feijão-preto, a demanda mais aquecida acabou dando sustentação aos preços. Além disso, produtores estruturados optaram por armazenar os lotes, à espera de valorizações. Na sexta, a cotação da saca de feijão-preto em Itapeva (SP) era de R$ 159,88.

No campo, a colheita da primeira safra está sendo finalizada, somando 97% da área até o dia 17 de maio, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No caso da segunda safra, a colheita tem sido realizada sobretudo na região Sul, totalizando praticamente metade da área cultivada. Segundo pesquisadores do Cepea, chuvas na região, no entanto, interromperam temporariamente as atividades nos últimos dias.



Source link

News

Milho 2ª safra começa a ser colhido e preços seguem em queda


Ainda que de forma localizada e pontual, a colheita da segunda safra de milho foi iniciada no Paraná e em partes de Mato Grosso. Ao mesmo tempo, as atividades envolvendo a safra verão também avançam e se aproximam da reta final. 

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que, diante disso, o volume de cereal disponível para negócios está maior no mercado spot, contexto que vem pressionando as cotações.

Já do lado da demanda, muitos agentes, atentos a esse cenário e a estimativas indicando safra abundante, mantêm-se afastados, à espera de novas desvalorizações. 

Na última sexta-feira (23), de acordo com o indicador Esalq/B3, o preço médio da saca de 60 kg de milho, com referência em Campinas (SP), era de R$ 71,13, uma queda de 11,23% dentro do mês.

Milho no mercado externo

No mercado externo, os preços do cereal avançam, influenciados por relatos de chuvas em excesso na Argentina, por tempestades em regiões produtoras dos Estados Unidos e também por previsões indicando possibilidade de geadas no Centro-Sul do Brasil na próxima semana.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que nem mesmo essa reação no valor externo foi suficiente para conter as quedas de preços do milho no mercado brasileiro. 

Além do clima, o setor brasileiro também está atento aos desdobramentos diante da confirmação de caso de gripe aviária em granja comercial no Brasil, que pode impactar a demanda pelo milho no médio prazo. 



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra semana em baixa em Chicago


Segundo a TF Agroeconômica, a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sexta-feira (23) em baixa, pressionada pela ameaça do ex-presidente Donald Trump de elevar para 50% as tarifas sobre produtos da União Europeia. Essa possibilidade impacta diretamente o mercado, já que os EUA são o principal fornecedor de soja para o bloco europeu. Até abril, as vendas americanas para a safra 2024/25 somavam 5,28 milhões de toneladas, representando 52,43% do total adquirido pela UE no período.

Nos fechamentos do dia, o contrato de soja para julho, referência para a safra brasileira, recuou 0,68%, equivalente a US\$ 7,25 cents/bushel, cotado a US\$ 1.060,25. O contrato de agosto caiu 0,61%, ou US\$ 6,50 cents/bushel, encerrando em US\$ 1.056,00. No mercado de derivados, o farelo de soja para julho teve baixa de 0,77%, cotado a US\$ 296,2 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,49%, fechando a US\$ 49,35 por libra-peso.

O movimento de baixa nesta sexta foi interpretado pelo mercado como realização de lucros, após uma sequência de altas, especialmente em função do feriado prolongado nos Estados Unidos. A preocupação maior ficou por conta de uma possível ruptura na trégua tarifária entre EUA e União Europeia, o que poderia comprometer os embarques norte-americanos.

Apesar da queda no dia, os contratos acumularam desempenho positivo na semana. A soja fechou com alta semanal de 0,98% (US\$ 10,25 cents/bushel), o farelo avançou 1,47% (US\$ 4,3 por tonelada curta) e o óleo de soja subiu 0,86% (US\$ 0,42 por libra-peso), indicando que, apesar das incertezas comerciais, o mercado segue sustentado por fundamentos favoráveis.

 





Source link

News

Soja mostra reação após perdas em semanas anteriores



Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que o mercado brasileiro de soja parece buscar um melhor direcionamento, diante das recentes notícias sobre as safras na América do Sul, do ritmo de cultivo nos Estados Unidos e da guerra comercial entre o país norte-americano e a China. 

Diante disso, os valores da soja oscilaram na semana passada dentro de uma pequena faixa. Mas, no geral, mostraram reação após as perdas registradas em semanas anteriores. 

Segundo pesquisadores do Cepea, no mercado spot nacional, enquanto o comprador segue tentando adquirir novos lotes a preços menores, produtores estão afastados, à espera de novas reações. 

No mercado externo, os preços da soja estão em alta, impulsionados por condições climáticas adversas nos Estados Unidos e na Argentina.

Na última sexta-feira (23), o indicador Cepea/Esalq, com base no grão a granel tipo exportação, mostrava a saca a R$ 128,69 no Paraná, uma variação de 0,7% dentro do mês.



Source link

News

Semana do MEI 2025 tem ações em todo o estado de São Paulo


O Sebrae-SP realiza a Semana do MEI entre 26 de maio e 1º de junho. A programação reúne atividades online e presenciais em todo o estado de São Paulo.

Os temas incluem marketing, vendas, finanças e gestão de pessoas, entre outros.

Acesse aqui e confira a agenda completa do Sebrae.

Durante o evento, o Sebrae Móvel estará em 34 cidades com 51 ações presenciais.

A iniciativa garante atendimento até mesmo em 14 cidades que ainda não têm unidades fixas. Assim, o Sebrae-SP cobre 100% do estado.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Na capital, equipes estarão em estações do metrô como Sé, Luz, Tatuapé, Itaquera, Barra Funda e Jabaquara.

Em cada ponto, o atendimento será gratuito e em local de fácil acesso. Os horários e locais estão na programação.

Fique atento!

O MEI é a forma mais simples de se formalizar e obter um CNPJ, com acesso a benefícios como nota fiscal, crédito e previdência.

Para o MEI Rural, o limite de faturamento é de R$ 81 mil por ano (ou R$ 6.750 por mês de atividade). Por isso, é essencial manter o controle financeiro em dia.

Formalizar-se é um passo importante e o Sebrae está pronto para ajudar nessa jornada.



Source link

News

Brasil tem 18 investigações de suspeita da doença em andamento



O Brasil segue com 18 investigações de suspeita de gripe aviária em andamento, conforme atualização feita na noite deste domingo (25), às 19h, na plataforma do Ministério da Agricultura. O balanço da tarde, divulgado às 13h, já apontava o mesmo número de investigações em andamento, cujas coletas de amostra ainda não têm resultado laboratorial conclusivo.

Até a manhã deste domingo, eram 20 casos de investigação. Essas investigações são corriqueiras no sistema de defesa agropecuária nacional, já que a notificação é obrigatória. A influenza aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) é uma doença de notificação obrigatória imediata aos órgãos oficiais de defesa sanitária animal do país.

Produtores rurais, técnicos, proprietários, prestadores de serviço, pesquisadores e demais envolvidos com a criação de animais devem notificar imediatamente os casos suspeitos da doença ao Serviço Veterinário Oficial (SVO).

O Brasil já realizou mais de 2.500 investigações de suspeitas de gripe aviária desde maio de 2023, quando houve a primeira ocorrência em ave silvestre, segundo o Ministério da Agricultura.

No Rio Grande do Sul, onde foi confirmado, no município de Montenegro, o primeiro caso de gripe aviária em granja comercial do país, propriedades rurais dentro de um raio de dez quilômetros do foco receberam, neste fim de semana, a segunda visita da vigilância feita por fiscais estaduais agropecuários e técnicos agrícolas.

No total, o Brasil já registrou 164 casos da doença em animais silvestres e três focos em produção de subsistência, de criação doméstica, além de um em produção comercial.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Confira como a soja encerrou a semana


No estado do Rio Grande do Sul, o mercado da soja reagiu com prêmios mais firmes, mas incertezas sobre dívidas limitam avanço dos negócios, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega maio e pagamento 13/06 na casa de R$ 135,80, marcando alta de 2,11%. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 132,00 Cruz Alta – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 132,00 Passo Fundo – Pgto. 04/07 R$ 132,00 Ijuí – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 131,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 04/07. Preços de pedra, em Panambi, caíram para R$ 118,50 a saca, para o produtor”, comenta.

Em Santa Catarina a colheita acabou e o mercado segue travado. “No mercado, a comercialização permanece travada, afetada pela retração nos prêmios de exportação e queda dos preços internacionais, o que limita a liquidez dos produtores e pode provocar acúmulo de estoques. Os preços no estado variam entre R$ 125,00 e R$ 132,50 por saca, sem avanços significativos nas negociações. Não há dados recentes sobre custos de frete, o que dificulta a análise da rentabilidade total para os produtores. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 133,66”, completa.

No Paraná, a aproximação do vazio sanitário limita o tempo para escoamento, aumentando a necessidade de uma gestão eficiente dos estoques para evitar perdas e garantir rentabilidade aos produtores. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 134,26, marcando baixa de 0,04%. Em Cascavel, o preço foi 118,57. Em Maringá, o preço foi de R$ 118,97. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 119,90(+0,59%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$133,76(+0,07%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, indica.

No Mato Grosso do Sul, a venda precoce do produto pode comprometer a rentabilidade dos produtores diante de uma safra histórica. “Em Dourados, o spot da soja ficou em 119,82(+0,33%), Campo Grande a 119,82(+0,33%), Maracaju a 119,82(+0,33%), Chapadão do Sul a 116,65(-0,51%), Sidrolândia a 119,42”, indica. Mato Grosso colhe safra histórica de soja, mas enfrenta desafios com frete e comercialização lenta. “Campo Verde: R$ 113,41(-0,78%). Lucas do Rio Verde: R$ 109,62(+1,61%), Nova Mutum: R$ 109,62(+1,61%). Primavera do Leste: R$ 113,41(-0,78%). Rondonópolis: R$ 113,41(-0,78%). Sorriso: R$ 109,62(+1,61%)”, conclui.

 





Source link

News

Inflação, PIB e surpresas globais; saiba o que mexe com os mercados nesta semana


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta como a alta dos juros nos EUA e as novas ameaças tarifárias de Trump aumentaram a aversão ao risco, pressionando bolsas globais e elevando o índice de volatilidade (VIX).

No Brasil, além do impacto externo, o mercado reagiu às sinalizações do BC sobre juros altos por mais tempo e às medidas fiscais anunciadas pelo governo, como aumento do IOF e bloqueios no orçamento.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

saiba identificar os sinais e como recuperar a área com eficiência


A degradação das pastagens é um dos principais gargalos da pecuária brasileira, afetando diretamente a produtividade e a sustentabilidade das propriedades rurais. Segundo o engenheiro agrônomo Ronaldo Trecenti, sinais claros como a perda da capacidade de produção forrageira, surgimento de plantas daninhas, aparecimento de cupins e até erosão do solo indicam que a pastagem entrou em um processo de degradação que exige intervenção urgente.

“Quando a pastagem para de crescer, a lotação diminui e os animais começam a emagrecer, é hora de acender o alerta”, afirma o especialista. “Em estágios mais avançados, aparecem falhas no solo, rebrota de vegetação nativa e até erosão. Aí o sistema já está em fase terminal”, reforça.

Diagnóstico é o primeiro passo para recuperar pastagens degradadas

Antes de pensar em insumos ou tecnologias, o primeiro passo para recuperar uma pastagem degradada é fazer um diagnóstico técnico preciso da área. O processo começa com a identificação do estágio de degradação – que pode variar em seis níveis segundo a Embrapa – e segue com a análise de solo e levantamento zootécnico do rebanho.

“Assim como na medicina, antes de qualquer tratamento, precisamos de exames. É fundamental entender como está o solo, o desempenho dos animais, a taxa de natalidade, o peso ao nascer e ao desmame”, explica Trecenti.

Com base nesse levantamento, o agrônomo pode recomendar corretivos de solo como calcário, gesso e adubação fosfatada e potássica. Em muitos casos, também é indicada a renovação da pastagem com espécies mais produtivas e adaptadas às novas condições do solo.

Espécies forrageiras devem respeitar o bioma local

Outro ponto destacado por Ronaldo Trecenti é a importância da escolha correta das forrageiras conforme o bioma e as condições climáticas de cada região. No Sul, por exemplo, espécies como azevém e aveia se adaptam melhor. Já no Cerrado, predominam as braquiárias e os pânicos.

“O Brasil é um país continental. No Norte, as espécies devem tolerar encharcamento. No semiárido do Nordeste, devem ser resistentes à seca. A orientação técnica é essencial para que a escolha seja assertiva”, pontua.

Benefícios ambientais e econômicos da recuperação de pastagens

A recuperação de áreas degradadas gera impactos positivos não apenas no desempenho do rebanho, mas também na sustentabilidade da atividade pecuária. De acordo com o especialista, pastagens bem manejadas reduzem emissões de gases de efeito estufa e aumentam o sequestro de carbono.

“Um animal bem alimentado emite menos metano. E uma pastagem vigorosa atua como sumidouro de carbono. Isso contribui para neutralizar as emissões da fermentação entérica”, explica Trecenti.

Além disso, o manejo adequado favorece a infiltração da água da chuva, contribuindo para a recarga dos aquíferos. Isso abre espaço para que o produtor seja reconhecido como provedor de serviços ambientais, podendo receber inclusive incentivos financeiros por isso.

Entraves culturais e falta de informação ainda travam o avanço da pecuária sustentável

Apesar dos benefícios econômicos e ambientais, muitos produtores ainda resistem à adoção de práticas mais sustentáveis. Para Trecenti, a principal barreira ainda é cultural.

“O lavoureiro, pela dinâmica da atividade, busca mais conhecimento. Já o pecuarista, por vezes, se acomoda na escala e esquece que a degradação está corroendo os lucros”, analisa.

Outro entrave é a falta de informação técnica de qualidade. Nesse sentido, o especialista reforça a importância de buscar assistência técnica qualificada e de se apoiar em programas públicos e privados de fomento à recuperação de pastagens.

“Com planejamento e orientação, o investimento se paga. E se houver integração lavoura-pecuária-floresta, o retorno pode ser ainda maior. Você coloca o boi na sombra e melhora o conforto do animal e do dono também”, finaliza.

Veja a entrevista na íntegra

Portal Agrolink – Quais sinais indicam que a pastagem entrou em processo de degradação e precisa ser recuperada com urgência?

Ronaldo Trecenti – Existem vários sinais que indicam a degradação da pastagem. O primeiro deles é a perda de capacidade produtiva. Se uma forrageira que produzia 20 toneladas de matéria seca por hectare ao ano passa a produzir 15 ou 10 toneladas, isso já é um alerta. Isso se reflete na menor lotação de animais por área, no capim que cresce menos e nos animais que começam a perder peso.

Com o tempo, surgem falhas no campo, plantas começam a morrer, e o banco de sementes de plantas invasoras se manifesta. Em cada região aparecem diferentes tipos de invasoras. No Cerrado, por exemplo, a vegetação nativa começa a rebrotar. Mais adiante, surgem cupins, sinal de degradação avançada. O estágio final é a erosão do solo — quando o “paciente” já está na UTI.

Portal Agrolink – Quais tecnologias e insumos hoje são considerados aliados fundamentais para recuperar pastagens de forma eficiente?

Ronaldo Trecenti – O primeiro passo é fazer um bom diagnóstico. É como ir ao médico: você precisa de um profissional de confiança para avaliar a situação. Começamos identificando os pastos e o grau de degradação — são seis estágios, segundo a Embrapa.

Em seguida, realizamos a análise de solo e avaliamos o desempenho animal: número de cabeças, ganho de peso, taxa de natalidade, peso ao desmame, entre outros. Com os dados em mãos, definimos os corretivos: calcário, gesso, fosfatagem, potassagem e adubação.

Na maioria das vezes, a recomendação é renovar a pastagem. Se vamos investir na melhoria do solo, é melhor optar por uma forrageira mais exigente, mais responsiva, que entregue maior produção e melhor qualidade para os animais.

Portal Agrolink – A adubação tem papel central nesse processo. O que o produtor precisa considerar ao escolher os produtos e as doses corretas para o tipo de solo?

Ronaldo Trecenti – A adubação precisa ser baseada na análise de solo. É ela que vai apontar se há acidez, deficiência de fósforo, potássio, cálcio ou enxofre. A recomendação técnica deve ser específica para cada gleba.

Não existe espaço para improviso: a aplicação correta, com base técnica, evita desperdícios e garante resposta positiva da pastagem. O solo precisa estar equilibrado para que a planta absorva os nutrientes de forma eficiente.

Portal Agrolink – Como as soluções para recuperação de pastagens variam entre diferentes regiões e biomas brasileiros?

Ronaldo Trecenti – O Brasil é um país continental, com grande diversidade de solos, climas e biomas. No Sul, usamos forrageiras como azevém e aveia, adaptadas ao clima mais frio. No Cerrado, o foco são os capins tropicais, como braquiárias e pânicos.

No Norte, é preciso forrageiras que tolerem encharcamento, devido à umidade. Já no semiárido do Nordeste, precisamos de espécies resistentes à seca. Por isso, é essencial contar com a orientação técnica da Embrapa, da Emater, de consultores e empresas do setor. Só assim é possível fazer escolhas seguras e eficientes.

Portal Agrolink – Quais os benefícios ambientais da recuperação das pastagens, especialmente no contexto atual de preocupação com as emissões e a sustentabilidade?

Ronaldo Trecenti – Os benefícios são diversos, tanto ambientais quanto econômicos. Ao recuperar a pastagem, o produtor aumenta sua renda, melhora a eficiência do sistema, consegue manter mais animais por hectare e aumenta o ganho de peso — em arrobas de carne ou litros de leite.

Do ponto de vista ambiental, ao intensificar a produção, evitamos a abertura de novas áreas. Além disso, pastagens degradadas emitem mais gases de efeito estufa. Um animal mal alimentado, por exemplo, emite mais metano. Já uma pastagem bem manejada sequestra carbono, tanto na parte aérea quanto nas raízes.

Esse balanço ambiental positivo pode levar à produção de carne carbono neutro ou leite carbono zero. Também pode gerar bonificações — um adicional na arroba, no litro de leite ou até mesmo o pagamento por serviços ambientais. E tem mais: uma pastagem bem manejada ajuda na produção de água, aumentando a infiltração da chuva no solo e recarregando aquíferos, como reconhece a Agência Nacional de Águas.





Source link