terça-feira, maio 26, 2026

Autor: Redação

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Soja encerrou a semana sem ritmo


No Rio Grande do Sul, a colheita da soja estava praticamente finalizada em 15 de maio de 2025, com cerca de 98% da área cultivada já colhida, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega maio e pagamento 30/05 na casa de R$ 135,00, marcando manutenção. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 130,00(-1,51%) Cruz Alta – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 130,00(-1,51%) Passo Fundo – Pgto. 30/05 R$ 130,00(-1,51%) Ijuí – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 131,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. meados de junho. Preços de pedra, em Panambi, caíram para R$ 120,00 a saca, para o produtor”, comenta.

Em Santa Catarina, o mercado segue sem ritmo. A retração nos prêmios de exportação e a queda nas cotações internacionais mantêm o cenário travado, sem avanços relevantes nas negociações entre produtores e compradores. Os preços variaram entre R$ 125,00 e R$ 130,00 por saca no interior, com registros de R$ 131,42 no Oeste e R$ 132,52 no porto de São Francisco. Não houve atualizações sobre frete ou armazenamento durante o período analisado.

Limitações na armazenagem preocupam produtores no Paraná mesmo após colheita concluída. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 126,90, marcando baixa de 7,31%. Em Cascavel, o preço foi 115,05(- 8,90%). Em Maringá, o preço foi de R$ 115,47(-8,89%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 114,24(-12,57%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$132,52. No balcão, preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, completa.

A colheita da soja em Mato Grosso do Sul terminou em maio com bom desempenho, apesar de problemas climáticos pontuais como seca e calor. A produtividade média foi considerada positiva, refletindo manejo eficiente e resiliência dos produtores. Os preços variaram entre R$ 111,34 e R$ 115,74 nas principais praças do estado.

Nesse contexto, o Mato Grosso conclui colheita da soja com atenção voltada à comercialização e gargalos logísticos. “A combinação entre superprodução e infraestrutura deficiente impede que os ganhos no campo se traduzem plenamente em rentabilidade para o produtor. Campo Verde: R$ 114,59(+0,04%). Lucas do Rio Verde: R$ 122,51(+12,89%), Nova Mutum: R$ 106,47(-1,89%). Primavera do Leste: R$ 114,59(+0,04%). Rondonópolis: R$ 114,59(+0,04). Sorriso: 108,5”, conclui.

 





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Recordes à vista; confira as projeções da Abiove para a soja



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou novas projeções para o complexo soja de 2025, o que reforça o otimismo em relação ao desempenho do setor. Mesmo com pequenas variações em algumas estimativas, os dados mantêm a expectativa de recordes na produção e nas exportações.

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A produção de soja foi ajustada em alta de 0,1% em relação à projeção anterior, devendo alcançar 169,7 milhões de toneladas. O volume de grãos processados (esmagamento) deve se manter em 57,5 milhões de toneladas, enquanto a produção de farelo e óleo de soja segue estável, com 44,1 milhões e 11,4 milhões de toneladas, respectivamente.

No cenário externo, a exportação de soja em grãos foi ligeiramente revisada para baixo (-0,3%), mas continua em patamar elevado, com expectativa de 108,2 milhões de toneladas. As vendas externas de farelo e óleo permanecem estimadas em 23,6 milhões e 1,4 milhão de toneladas, respectivamente. As importações de óleo devem se manter em 100 mil toneladas, enquanto as de soja devem alcançar 500 mil toneladas para complementar o abastecimento interno.

Processamento em alta no primeiro trimestre

Os dados mensais de março mostram um avanço importante no processamento: foram 4,67 milhões de toneladas, um salto de 29,7% em relação a fevereiro e queda de 6,8% sobre março de 2024, considerando o ajuste pela amostra. No acumulado do ano, o total processado chegou a 11,65 milhões de toneladas, crescimento de 1,3% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Biodiesel cresce, mas não pressiona preços de soja

Um dos destaques do boletim da Abiove é a análise sobre o mercado de óleo de soja e o papel do biodiesel. Mesmo com o aumento de 8,2% na produção do biocombustível no primeiro trimestre e de 10,1% apenas em março (em relação ao mesmo mês de 2024), os preços do óleo de soja refinado seguiram em queda.

Em abril, o produto registrou o quarto mês consecutivo de retração nos preços, acumulando variação negativa de 5,70% desde janeiro. A trajetória de queda começou ainda em dezembro de 2024 e desmonta a tese de que o avanço da mistura de biodiesel poderia impactar negativamente o mercado de alimentos.

A própria Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicou que os preços do biodiesel caíram de R$ 6,50/litro para cerca de R$ 5,00/litro (com PIS e Cofins, sem ICMS) no período analisado.

Previsibilidade e sustentabilidade

Segundo a Abiove, o avanço gradual da mistura de biodiesel segue alinhado às metas de descarbonização assumidas pelo Brasil. A entidade reforça que decisões regulatórias precisam ser baseadas em dados concretos, com previsibilidade para o setor produtivo e equilíbrio entre segurança energética e estabilidade de preços.



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Expedição Soja Brasil chega ao município de Capão Bonito (SP)



No episódio mais recente do programa Soja Brasil, a expedição visitou a região de Capão Bonito, no interior paulista, onde a produção de soja vem ganhando cada vez mais destaque. No município, os investimentos em tecnologia crescem, acompanhados pelo fortalecimento do cooperativismo.

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A vizinha Itapeva é atualmente a maior produtora de soja do estado de São Paulo. Segundo dados do Instituto de Economia Agrícola, o município responde por 21% de toda a produção paulista do grão.

Clima favorável

O principal fator por trás desse desempenho é o clima favorável. A presença da Mata Atlântica e da Serra de Paranapiacaba, localizada a cerca de 25 a 30 quilômetros em linha reta, atua como uma barreira natural. Ao longo do ano, há uma regularidade na ocorrência de chuvas, o que favorece o cultivo.

Como resultado, a região acumula prêmios do Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). Já são cinco conquistas consecutivas, incluindo uma safra com rendimento de 122,9 sacas por hectare.

Com essas condições privilegiadas, Capão Bonito consolidou a produção de soja em cerca de 30 mil hectares cultivados. Diferentemente de outras regiões, no entanto, a expansão da lavoura chegou ao seu limite.

Questão ambiental

O município é cercado por áreas de preservação e reflorestamento. São 45 mil hectares com plantios de eucalipto e unidades de conservação que integram três parques estaduais: Carlos Botelho, Nascente do Rio Paranapanema e Intervales. Nesse cenário, o crescimento dá lugar ao equilíbrio entre produtividade e conservação ambiental.

Sem novas áreas disponíveis, os produtores passaram a apostar em produtividade, gestão eficiente e assistência técnica dentro da porteira. O cooperativismo tornou-se um aliado essencial e, atualmente, São Paulo possui 181 cooperativas agrícolas e cerca de 165 mil cooperados.

Expedição Soja Brasil aborda estratégias

Com essa base estruturada, os produtores direcionam o foco para além da produção no campo. O objetivo é antecipar cenários, planejar com precisão e buscar segurança para enfrentar os altos e baixos do mercado, sempre com responsabilidade ambiental.

A previsibilidade financeira, segundo os técnicos da região, depende de dois pilares principais: conhecer detalhadamente os custos de produção e adotar ferramentas de venda futura. Essa combinação oferece uma proteção estratégica. Também é fundamental revisar os custos após períodos de preços elevados, com atenção especial ao arrendamento de terras.

recomendação importante é avaliar a contratação de seguro agrícola, que, embora dependa de políticas públicas, pode representar mais segurança na tomada de decisões e nas travas de comercialização futuras.



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Produtos agro motivam aumento na estimativa de crescimento do PIB em 2025



A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE) aumentou de 2,3% para 2,4% a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano. Os números foram puxados, principalmente, pelo aumento da produção de soja, arroz e milho.

A previsão consta do Boletim Macrofiscal, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo órgão. Em relação à inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o documento aumentou de 4,9% para 5% a projeção para este ano.

Sobre o desempenho da economia, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) foi revisada após novas estimativas para cima da produção agropecuária e à expectativa de crescimento de 1,6% do PIB no primeiro trimestre, contra estimativa anterior de 1,5%. O resultado do PIB do primeiro trimestre só será divulgado em junho.

Apesar de ter elevado a previsão de crescimento para o PIB, a SPE prevê desaceleração da economia no segundo semestre. Para 2026, a estimativa de crescimento foi mantida em 2,5%.

Em relação ao IPCA, continua acima do teto da meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. Para 2026, a estimativa de inflação avançou de 3,5% para 3,6%.

Segundo a SPE, contribuíram para o crescimento das estimativas para a inflação deste ano “pequenas surpresas nas variações do índice em março” e “alterações marginais nas expectativas nos próximos meses”.

De acordo com o boletim, somente a partir de setembro, a queda da inflação poderá ser sentida de forma regular.

Agropecuária lidera crescimento

Além de elevar a previsão de crescimento da economia, a SPE mudou a estimativa para os setores produtivos. Para a agropecuária, o crescimento esperado para o PIB passou de 6% para 6,3%. De acordo com o documento, a revisão reflete a alta nas estimativas para a safra de soja, milho e arroz.

Para a indústria, a expectativa de crescimento foi mantida em 2,2%. Segundo a SPE, o setor continua resistindo apesar dos juros altos. A projeção para a expansão dos serviços também subiu, passando de 1,9% para 2%.



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Sebrae propõe protagonismo das MPEs na COP30



O presidente do Sebrae, Décio Lima, reuniu-se com o presidente da COP30, André Correa do Lago, na sede nacional da instituição, em Brasília.

O encontro aconteceu na última quinta-feira (15) e teve como foco a inclusão das micro e pequenas empresas na agenda climática da COP30, que acontecerá em novembro, em Belém (PA).

Durante a conversa, Décio anunciou a criação de um espaço exclusivo, em parceria com o Sebrae do Pará, para mostrar ao mundo a força dos pequenos negócios.

Segundo ele, a iniciativa “vai se transformar no marco regulatório dos eventos das COPs do futuro mostrando que as pequenas economias estão inclusas no conceito da sustentabilidade e que elas são fundamentais”.

Por sua vez, o embaixador André Correa do Lago destacou a importância da colaboração.

“Vamos trabalhar juntos… e assegurar também que o Sebrae tenha uma atuação muito significativa durante a própria COP30”, afirmou.

Com isso, a proposta reforça a estratégia do Sebrae de posicionar os pequenos negócios no centro das discussões globais sobre sustentabilidade.

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Além disso, o presidente do Sebrae, entregou oficialmente ao embaixador André Corrêa do Lago o posicionamento institucional do Sebrae em relação à agenda. Décio apresentou as principais diretrizes de atuação voltadas à inclusão das micro e pequenas empresas na COP30.



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Estado recebe alerta de perigo para chuva de 100 mm e ventania de 100 km/h



Um sistema frontal que avança desde o final de semana traz estado de atenção para o noroeste do Rio Grande do Sul, de acordo com aviso laranja (perigo) emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Assim, chuvas volumosas são esperadas para esta segunda-feira (19), com mais intensidade entre a tarde e a noite e a madrugada de terça (20). A previsão indica que os volumes podem chegar a 100 mm, acompanhados de rajadas de vento em torno de 100 km/h.

As áreas mais afetadas por essas instabilidades são os municípios da Região das Missões, como Ijuí, São Borja, Santo Ângelo e Santiago.

Vale lembrar que, no final de semana, essas áreas registraram temporais, a exemplo de São Borja, que contabilizou 46 mm até às 8h de hoje.

O Inmet destaca que as chuvas também serão persistentes em outras áreas do Rio Grande do Sul a partir do final da tarde desta segunda, mas com grau de severidade menor, como no sudeste do estado e na região serrana.

Com dois avisos amarelos (perigo potencial), o volume poderá variar entre 30 mm e 50 mm, atingindo cidades como Bagé, Pelotas, Uruguaiana, Dom Pedrito, Caxias do Sul, Erechim, Três Cachoeiras e Arroio do Sul.

Nessas áreas, as precipitações podem ser acompanhadas de rajadas de vento de até 60 km/h e devem atingir também o sul de Santa Catarina.



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Brasil pode deixar de exportar até R$ 1,1 bilhão em frango



A suspensão das exportações de carne de frango e derivados, em razão da confirmação de foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) no Rio Grande do Sul, deve resultar em uma queda entre 100 milhões de dólares e 200 milhões de dólares nos embarques do setor (entre R$ 565 milhões e R$ 1,1 bilhão, na cotação atual).

A estimativa foi divulgada à Agência Estado pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua.

A projeção considera um período de restrição de 30 dias, mas o prazo dos embargos tende a superar esse intervalo de tempo. Em território gaúcho, onde a primeira detecção foi confirmada, o embargo terá duração de, pelo menos, 60 dias, de acordo com o decreto número 58.169/25, assinado pelo governador Eduardo Leite no último sábado (17).

O foco localizado em um estabelecimento de produção de matrizes, em Montenegro, no Vale do Caí, é o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial no país. Um segundo foco foi confirmado no Parque Zoológico de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Redução das exportações de frango

O cálculo do prejuízo nos embarques destacado pelo secretario projeta um impacto de 50 mil a 100 mil toneladas que podem deixar de ser exportadas ao preço médio praticado no mercado internacional de dois mil dólares por tonelada.

“É provável que haja um impacto de redução de exportação de 10% a 20% em relação à média de 465 mil toneladas por mês que vem sendo registrada em 2025. Ainda é difícil prever um número fechado, porque vai depender de quais países restringirão as compras e por quanto tempo”, disse Rua.

Até agora, estão suspensas as exportações para China, União Europeia, Argentina, Uruguai, Chile e México. O mesmo deve ocorrer com Coreia do Sul e Rússia.

Conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o México lidera a aquisição de ovos do Rio Grande do Sul. Entre janeiro e abril, os gaúchos enviaram 560 toneladas para aquele país, o que representou 2,328 milhões de dólares.

O presidente da entidade, Ricardo Santin, acrescenta que o Brasil vende carne de franfo e derivados para 150 países e que 15 devem fechar as portas para os produtos brasileiro em virtude de certificados sanitários. “Outros 35 vão depender da ação de cada país, mas tem 100 que não vão fechar”, assegurou.



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impactos e resposta rápida reacendem debate sobre defesa sanitária no país



Com o caso confirmado de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul e a reação imediata de alguns países importadores, cresce a apreensão com os reflexos para a avicultura brasileira. O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, já enfrenta restrições por parte de importantes parceiros comerciais — um cenário que acende o alerta para o setor, responsável por 37% da carne de frango vendida no mundo.

Em entrevista ao Canal Rural, o ex-ministro da Agricultura e comentarista Francisco Turra reforçou que, apesar da complexidade do momento, o país está reagindo com responsabilidade e rapidez. Segundo ele, a adoção de medidas rigorosas como o descarte de ovos, a incineração de materiais e o abate sanitário de aves mostram o compromisso do setor com os protocolos internacionais de contenção da gripe aviária.

Turra lembrou que o Brasil conquistou o protagonismo no mercado global justamente por manter-se livre da doença durante as últimas duas décadas, mesmo quando os grandes produtores mundiais foram atingidos. “Não foi sem sacrifício”, destacou, ao mencionar o esforço contínuo do setor privado e a união dos agentes envolvidos para garantir a biosseguridade.

A estratégia brasileira, segundo o ex-ministro, passa também pela defesa do conceito de regionalização. Ou seja, ao invés de embargos generalizados ao país, as suspensões deveriam se restringir apenas ao estado afetado, neste caso o Rio Grande do Sul. Países como Japão, China e membros da União Europeia já aplicaram esse princípio em outras ocasiões, e a expectativa é de que o façam novamente.

O ex-ministro também defendeu maior clareza na comunicação com a população e com os mercados internacionais, ressaltando que o Brasil está fazendo a “lição de casa” com seriedade. No primeiro dia após a confirmação do foco de gripe aviária, mais de 17 mil aves foram eliminadas, e os trabalhos seguem intensivos no interior do estado, com apoio do Ministério da Agricultura e dos governos locais.

Apesar dos impactos imediatos, Turra acredita que a retomada do mercado pode ocorrer dentro de 30 a 60 dias, desde que não surjam novos focos. Ele alerta, no entanto, que o retorno será gradual e exigirá paciência e resiliência por parte do setor.

A entrevista do ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra, assim como todo o conteúdo do Canal Rural está em nosso Youtube, confira!



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Milho segue em queda: E agora?



Nem a demanda externa nem a interna têm sustentado os preços



Nem a demanda externa nem a interna têm sustentado os preços
Nem a demanda externa nem a interna têm sustentado os preços – Foto: Pixabay

Segundo análise da TF Agroeconômica, as cotações do milho continuam em queda acentuada, tanto no mercado físico (com recuo de 0,19% no dia e 8,99% no mês, de acordo com o CEPEA) quanto no mercado futuro da B3. Diante da ampla oferta atual de matéria-prima, a consultoria recomenda que produtores fixem os preços imediatamente, antes da intensificação da colheita em julho, período sazonalmente marcado por pressões de baixa. A TF destaca que já vem orientando essa estratégia há mais de dois meses, e quem seguiu a recomendação estaria obtendo um ganho de cerca de R\$ 14,00 por saca até o momento.

Entre os poucos fatores que podem limitar a queda, a consultoria aponta a valorização dos preços de proteínas animais no Brasil: o frango subiu 6,14% e o suíno 10,06% no ano, o que pode estancar a queda do milho ao elevar a demanda interna. No entanto, a elevação da safra brasileira de milho pela Conab — de 124,74 para 126,88 milhões de toneladas — segue pesando negativamente sobre os preços.

Do lado da pressão baixista, destaca-se a continuidade da desvalorização internacional: os contratos futuros de milho em Chicago completaram a quinta semana consecutiva de queda, enquanto no Brasil já são dez semanas de baixa. Nem a demanda externa nem a interna têm sustentado os preços, reflexo também de um cenário global incerto.

Além disso, no mercado internacional, há apreensão com a falta de acordos comerciais entre os EUA e países importadores, às vésperas de uma safra recorde esperada na temporada 2025/26. O ex-presidente Donald Trump afirmou que será impossível atender a todas as demandas por tratamento tarifário diferenciado, e que notificações sobre os custos comerciais serão enviadas nas próximas semanas. 

 





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Acordo entre China e EUA ‘muda o jogo’ e agita o mercado de soja



O mercado de soja registrou uma semana marcada por volatilidade, com a influência de fatores externos, como o novo acordo comercial entre China e Estados Unidos e mudanças na política de biocombustíveis norte-americana. Segundo a plataforma Grão Direto, a combinação desses elementos, somada ao ritmo acelerado do plantio da nova safra nos EUA, desenhou um cenário complexo e dinâmico para os preços do grão, do óleo e do farelo.

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O anúncio de um novo entendimento comercial entre as duas maiores economias do mundo trouxe impacto imediato nos mercados globais, elevando os preços da soja, do óleo e do farelo. A medida reacendeu expectativas de aumento na demanda pela soja norte-americana, especialmente em um momento crucial do plantio da safra 2025/26 nos Estados Unidos.

Apesar do otimismo gerado pelo acordo, o mercado também foi afetado por especulações sobre mudanças na política de biocombustíveis dos EUA. Caso se concretizem, tais alterações podem reduzir a demanda por óleos vegetais no curto prazo. Além disso, a baixa nos preços do petróleo ajudou a exercer pressão negativa sobre as cotações da soja na Bolsa de Chicago.

Plantio de soja nos EUA

Outro fator de influência foi o ritmo acelerado do plantio nos EUA. Com clima favorável, a semeadura da soja avançou de forma mais rápida que a média histórica, aumentando as projeções para uma safra robusta. Esse cenário adicionou mais um elemento de pressão sobre os preços internacionais.

Na Bolsa de Chicago, o contrato da soja para maio de 2025 fechou a US$10,51 por bushel, uma leve alta de 0,67% na semana. Já o contrato para março de 2026 subiu 0,76%, encerrando a US$10,56 por bushel. O dólar teve variação moderada, cotado a R$5,67 (+0,35%). No mercado físico, os preços refletiram o movimento nos prêmios portuários, impulsionados pela possível migração da demanda para os EUA.

Brasil se destaca nas exportações de soja

Enquanto os Estados Unidos avançam no plantio, o Brasil continua se destacando no cenário internacional com números expressivos de exportação. Segundo dados da Secex, o país embarcou 37,4 milhões de toneladas de soja entre janeiro e abril deste ano — um aumento de 1,6% em relação ao mesmo período de 2024.

O desempenho foi impulsionado pela tensão comercial entre China e EUA, o que abriu espaço para a soja brasileira no mercado chinês. Só em abril, foram 15,3 milhões de toneladas exportadas, o segundo maior volume da história. As projeções para maio apontam para um possível novo recorde, com estimativas de até 16,5 milhões de toneladas. Caso os EUA reduzam a área plantada ou enfrentem adversidades climáticas, o Brasil poderá manter a dianteira nas exportações.

Até 11 de maio, os Estados Unidos já haviam plantado 48% da área estimada para a soja, superando em 14 pontos percentuais o ritmo do ano anterior. Os estados de Iowa (64%), Nebraska (62%) e Illinois (51%) lideram o avanço. Além disso, 17% das áreas já apresentavam emergência, sinal de bom desenvolvimento inicial.

Apesar do progresso, cerca de 23% da área plantada ainda enfrenta condições de seca, especialmente no centro-norte do Meio-Oeste. A previsão de continuidade das chuvas pode melhorar a umidade do solo, mas também trazer atrasos pontuais na semeadura. As temperaturas abaixo da média podem desacelerar o crescimento inicial das lavouras, levantando incertezas sobre a produtividade final — ainda que sem gerar grandes preocupações no curto prazo.

Dólar

O dólar segue volátil, influenciado por fatores internos e externos. A perspectiva de juros altos nos EUA e o retorno de Donald Trump ao centro das negociações comerciais geram instabilidade no mercado cambial. No Brasil, as incertezas fiscais persistem, mesmo diante dos esforços do governo para sinalizar compromisso com o equilíbrio das contas públicas.

A expectativa é que o dólar possa seguir em queda e romper a barreira dos R$5,60. Essa tendência, aliada ao bom ritmo das exportações e à demanda externa aquecida, pode favorecer os embarques da soja brasileira, ainda que represente um desafio para a competitividade nos preços internos.



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