O governo do Distrito Federal informou nesta terça-feira (3) que foi detectado um caso de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) no Zoológico de Brasília. As amostras foram coletadas no dia 28 de maio, após a notificação de que duas aves haviam morrido no local.
Um pombo e um irerê foram encontrados mortos nas dependências do zoológico. De acordo com o governo do DF, essas aves eram de vida livre, ou seja, não faziam parte do plantel do zoo, mas circulavam pelo local em razão da oferta natural de abrigo, água e alimento. Com a confirmação do foco, o zoológico, que estava fechado temporariamente, permanecerá interditado pelo menos até o dia 12, caso não ocorram novos casos no local.
Após o fechamento do espaço, no último dia 28 de maio, a Secretaria de Agricultura do DF delimitou um raio de três quilômetros ao redor do zoológico e realizou visitas a todas as propriedades rurais com criação de animais.
Equipes técnicas verificaram a saúde das aves e orientaram os produtores sobre sinais clínicos compatíveis com doenças aviárias, reforçando a necessidade de notificação imediata diante de qualquer suspeita.
No mês passado, a gripe aviária foi identificada em uma granja comercial no Brasil. O caso foi registrado em Montenegro (RS) e levou diversos países a suspender a importação de carne de frango produzida no Brasil.
Assim, a pluma passou a operar na média de R$ 4,3950 por libra-peso (lp), a maior desde março de 2023 quando o valor foi de R$ 4,8618/lp. Em termos reais, a média é a mais elevada desde março do ano passado, onde o valor foi R$ 4,5881/lp (deflacionado pelo IGP-DI).
Ainda considerando os dados ajustados pela inflação, a média mensal superou em 2,75% a de abril deste ano e em 6,31% a de maio do ano passado. Segundo o Cepea, as altas foram influenciadas pela posição firme de vendedores que ainda possuem lotes do algodão em pluma, especialmente de qualidade superior.
Por outro lado, os compradores seguiram adquirindo a pluma de forma pontual, atentos ao desempenho das vendas do varejo. Parte das empresas indicou ter dificuldades na aprovação de lotes e no acordo quanto aos preços. Esse foi contexto que limitou as negociações, conforme análise dos pesquisadores do Cepea.
As atividades envolvendo o arábica começaram a ganhar ritmo em maio e as do robusta se intensificaram ao longo do mês.
O indicador Cepea/Esalq para o café arábica do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, operou na média de R$ 2.484,29 por saca de 60 kg em maio. Assim o recuo foi de 1,6% frente ao mês de abril, sendo a menor média desde janeiro de 2025.
A queda no acumulado do mês foi de 10,71%. Os valores do robusta recuaram em maior intensidade que os do arábica, frente ao avanço da colheita da primeira variedade, de acordo com os dados do Cepea. Além disso, a expectativa de uma safra maior de robusta reforça o movimento de desvalorização.
Em maio, o indicador Cepea/Esalq do robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, operou na média de R$ 1.394,45 a saca de 60 kg, sendo 7,1% inferior ao mês de abril. No acumulado do mês, a retração foi de significativos 18%.
A Albaugh, uma das dez maiores companhias globais do setor de defensivos agrícolas, será destaque na Expocitros 2025, de 3 a 6 de junho, em Cordeirópolis (SP). No principal evento da cadeia citrícola da América Latina, a empresa lança o inseticida Afiado, desenvolvido para o controle do psilídeo-dos-citros, vetor do greening, doença que mais preocupa os produtores atualmente.
Segundo Nelson Azevedo, diretor de marketing da Albaugh, o Afiado amplia o portfólio da empresa para citros, que já conta com soluções consolidadas como o acaricida Braver e o fungicida Recop. A recomendação é iniciar as aplicações do novo inseticida ao identificar os primeiros psilídeos, especialmente na vegetação nova dos pomares.
A formulação líquida do Afiado traz vantagens operacionais, como facilidade de dosagem e menor risco de incompatibilidades físico-químicas. A companhia também destaca o Braver como aliado no manejo dos pomares, oferecendo proteção prolongada e seletividade aos inimigos naturais das pragas.
“Afiado® leva conveniência ao citricultor com sua formulação líquida, mais moderna, mais fácil de dosar, manipular e aplicar, frente a produtos com a mesma composição. Evita também problemas de incompatibilidade físico-química e simplifica a logística de tratamento,” afirma Azevedo.
Com presença global e fábricas próprias em nove países, incluindo o Brasil, a Albaugh reforça sua atuação estratégica na citricultura. Na feira, a equipe técnica estará à disposição para apresentar, além do Afiado, outras soluções do portfólio, como Ariete, Ruler, Preciso xK, Azteca e Joya.
Com a participação da sociedade civil e autoridades, as obras de reforma e ampliação do Aeroporto Regional de Barreiras, no Oeste da Bahia, foram autorizadas durante encontro realizado na sede do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do município, nesta terça-feira (3).
Foram assinadas ordens de serviço para obras que totalizam um investimento de R$ 63,4 milhões. Aguardada há mais de 20 anos pela população, sobretudo pelos produtores rurais, o prazo para conclusão é de 330 dias.
Participaram do anúncio o governador da Bahia Jerônimo Rodrigues, a secretária nacional de Aviação Civil, Thairyne Oliveira, o superintendente de infraestrutura de transportes, Saulo Pontes, lideranças políticas e do movimento “Decola Oeste”, além de empresários e representantes da sociedade civil.
Foto: Joá Souza/GOVBA
A Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), por meio do Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR), foi autorizada a dar início às obras de reforma e ampliação da Pista de Pouso e Decolagem (PPD) do Aeroporto Dom Ricardo Weberberger, reforma e adequação da taxiway, construção do novo pátio de aeronaves e execução de serviços complementares, como drenagem e infraestrutura para balizamento noturno e auxílios à navegação. O investimento nesta etapa, de acordo com o governo, é de mais de R$ 44 milhões.
Também foi autorizada pelo governador a construção do novo Terminal de Passageiros (TPS) do Aeroporto Regional de Barreiras. A obra, que será executada com recursos do Governo do Estado, tem investimento estimado em R$ 19,4 milhões. As intervenções visam modernizar a estrutura aeroportuária da região, promovendo mais conforto, segurança e eficiência para os usuários.
“Uma obra do governo federal em parceria com o Governo do Estado, uma obra do Programa de Aceleração e Crescimento (PAC), e aí uma parceria entre os entes federativos, entre o governo federal e o governo estadual. É uma obra que a região já clamava há muito tempo. Esse projeto começou a ser gestado em 2016, então a gente está falando de nove anos aí para desenvolver projetos etc. Mas, hoje foi um dia fundamental aqui, com a parceria com o governador Jerônimo, com o prefeito, e conseguimos assinar a ordem de serviço que dá início à implantação desse novo aeroporto”, explicou Thairyne Oliveira.
“O investimento não só irá desenvolver o turismo de negócios para uma região tão promissora como a região do Oeste, como também facilitar que os moradores daqui possam entrar na escala e na conexão dos voos nacionais, com a ampliação da pista”, pontuou o superintendente de infraestrutura de transportes, Saulo Pontes.
Foto: Joá Souza/GOVBA
“O Oeste baiano tem um papel estratégico no desenvolvimento do nosso estado, e Barreiras é uma cidade-polo que precisa estar cada vez mais conectada com o Brasil e o mundo. Essas obras no aeroporto são fundamentais para impulsionar a economia local, atrair novos investimentos e melhorar a vida de quem vive aqui. Estamos fazendo entregas concretas, com planejamento e diálogo com a população”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.
De acordo com o governo do estado, o município de Barreiras já recebeu entre 2023 e 2025 investimentos da ordem de R$ 500 milhões entre obras das áreas da educação, saúde, saneamento básico, segurança, infraestrutura, entre outras.
Ainda em Barreiras, a Seinfra foi autorizada a celebrar com o Consórcio Público Intermunicipal de Municípios do Oeste da Bahia (CONSID) convênio para elaboração de projeto e acordo consorcial para pavimentação na BA-827, no acesso ao povoado de Cantinho, uma extensão de 4,10 km.
Texto com informações do repórter Joci Santana.
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O governo de São Paulo anunciou nesta terça-feira (3), durante a abertura da 50ª Expocitros em Cordeirópolis, a abertura de edital público para a contratação de 28 profissionais que irão atuar no combate ao greening ou huanglongbing (HLB), uma das principais ameaças à citricultura mundial.
Os contratados irão integrar equipes técnicas da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e atuarão em ações de monitoramento, fiscalização e orientação sanitária nos pomares paulistas. A iniciativa será viabilizada por meio de um termo de cooperação com uma Organização da Sociedade Civil (OSC), com vigência de um ano e possibilidade de prorrogação.
“Essa é uma medida fundamental para a preservação da cadeia da citricultura em nosso estado. Mais monitoramento é sinônimo de maior produtividade e segurança para os pomares paulistas”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai. Segundo ele, São Paulo concentra cerca de 80% da produção nacional de citros e gerou quase 50 mil empregos em 2024.
As equipes serão formadas por quatro técnicos agropecuários, dois engenheiros agrônomos e dois profissionais da área administrativa, divididos em seis grupos. As regiões de atuação ainda serão definidas, mas devem abranger pontos estratégicos do estado com foco na regionalização das ações e no controle do psílideo, inseto transmissor da doença.
“Teremos profissionais focados em inspeções de greening, o que nos permitirá adaptar as ações conforme a incidência da doença em cada região”, destacou Alexandre Paloschi, diretor do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Vegetal (DDSIV).
A CDA também atua com fiscalizações, educação sanitária e canal direto para denúncias sobre pomares abandonados ou com manejo inadequado. Em 2024, foram realizadas 1.743 fiscalizações de HLB, com a eliminação de mais de 4,5 milhões de mudas cítricas irregulares e 37 palestras educativas.
Duas novas resoluções publicadas em maio reforçam o combate à doença. A resolução nº 23/2025 proíbe o plantio de plantas hospedeiras da bactéria em áreas da Secretaria de Agricultura. Já a Resolução nº 24/2025 veta a produção, plantio e uso de mudas de murta em paisagismo urbano, com exceção para fins científicos cadastrados na CDA.
No Cerrado piauiense, a startup Caryonutri transforma a casca do pequi em farinha nutritiva, promovendo sustentabilidade e geração de renda para comunidades extrativistas.
O que antes era descartado como resíduo agora pode se tornar um produto valioso, fortalecendo a economia local e incentivando práticas ambientais responsáveis.
Deyse Mascarenhas, médica veterinária, professora da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e CEO da empresa, apresentou o produto no evento promovido pelo Sebrae/AP, Inova Amazônia Summit 2025, realizado em Macapá (AP), em maio.
Ela explicou que o processo envolve a coleta, higienização, desidratação e transformação da casca do pequi em farinha. Além de agregar valor ao pequi, a iniciativa conscientiza produtores sobre o potencial econômico desse recurso.
“Nós compramos a casca por R$0,20 a unidade. Porém, como muitas comunidades extrativistas ainda não têm consciência do valor nutritivo, elas acabam doando as cascas”, conta Mascarenhas.
A startup busca ampliar essa percepção, mostrando que a comercialização da casca pode ser uma alternativa viável para aumentar a renda dos produtores.
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O impacto da Caryonutri vai além da economia. A startup também promove ações educativas, incentivando práticas sustentáveis e o reaproveitamento dos recursos naturais.
“Nosso papel é mostrar que esse trabalho gera renda e preserva o Cerrado”, destaca Mascarenhas, ressaltando que o produto é fruto de pesquisas realizadas no Colégio Técnico de Teresina, instituição vinculada à UFPI, no curso técnico em agropecuária.
A farinha de pequi desenvolvida pela Caryonutri tem alto valor nutricional, sendo rica em fibras e vitaminas, contribuindo para uma alimentação mais equilibrada e saudável.
Com o mercado cada vez mais voltado para produtos sustentáveis, a expectativa é envolver mais comunidades e fortalecer a cadeia produtiva do pequi.
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Os agricultores estão mais protegidos – Foto: Agencia Brasil
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (2), o Projeto de Lei nº 3.339/2024, que altera a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). A proposta endurece a punição para crimes como incêndio em florestas e poluição, além de incluir novas circunstâncias agravantes, como atos que dificultem a prestação de serviços públicos ou praticados em concurso de pessoas.
O texto também prevê que condenados pelo uso irregular do fogo, em terras públicas ou privadas, fiquem proibidos, por cinco anos, de firmar contratos com o poder público ou receber recursos públicos. A medida busca coibir práticas criminosas que geram grandes prejuízos ambientais e econômicos.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) acompanhou de perto a tramitação da proposta e defendeu alterações para garantir segurança jurídica ao setor. Segundo Lupion, após diversas rodadas de negociação, o relatório final acolheu os principais pontos defendidos pela bancada.
“O texto inicial do relator era mais abrangente e gerava insegurança jurídica ao permitir a penalização de produtores que, muitas vezes, são vítimas dos incêndios e não seus causadores. Por isso, a FPA fechou questão em torno da necessidade de o projeto tratar exclusivamente de incêndios criminosos, com garantias legais claras. O produtor rural não é o causador dos incêndios, ele é vítima e, cada vez mais, parte essencial da solução. Punir os responsáveis é um passo importante para evitar que tragédias como as da última seca se repitam”, destacou Lupion. O projeto segue agora para análise do Senado Federal.
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Foto: Canva
A região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa projeta uma produtividade média de 52 toneladas por hectare na atual safra de cana-de-açúcar. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (29), a área cultivada na região soma 2.256 hectares.
De acordo com o levantamento, as temperaturas mais amenas registradas nas últimas semanas continuam favorecendo o acúmulo de matéria seca nas lavouras. Esse fator deve contribuir para o aumento da disponibilidade de forragem durante os períodos de vazio forrageiro, especialmente em propriedades de menor escala.
A cana-de-açúcar também tem papel relevante na agricultura familiar local, particularmente entre produtores que fabricam derivados como melado, rapadura e mel de cana. Com o acúmulo de biomassa favorecido pelo clima, a expectativa é de maior rendimento para esses produtos.
O preço pago ao produtor pelo produto in natura está em R$ 116,89 por tonelada, segundo os dados mais recentes da Emater/RS-Ascar.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o alívio nos mercados com possível acordo fiscal no Brasil e avanço das bolsas globais, mesmo com tensões entre EUA e China.
O Ibovespa subiu 0,56%, enquanto o dólar caiu 0,70%, refletindo expectativa por medidas estruturais. Apesar disso, a produção industrial decepcionou e o cenário segue de desaceleração gradual. Hoje, destaque para o fluxo cambial, dados do IC-Br e PMIs globais.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.