quarta-feira, março 18, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Preços do trigo divergem entre estados



No Paraná, as cotações seguem em queda



Foto: Canva

De acordo com dados divulgados pelo Cepea, o mercado de lotes de trigo — que envolve negociações entre empresas — apresenta movimentos contrastantes. No Paraná, as cotações seguem em queda, pressionadas principalmente pelo aumento da disponibilidade interna do grão. Já em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os preços estão mais firmes, sustentados pela demanda do mercado consumidor.

No mercado de balcão, que considera os valores pagos diretamente aos produtores, a tendência é de baixa em quase todas as regiões acompanhadas, com exceção de Santa Catarina, onde os preços permanecem relativamente estáveis.

As movimentações internas são acompanhadas de alterações também no comércio exterior. Com o fim da colheita nacional, o Brasil retomou as exportações de trigo em novembro. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foram exportadas 121,16 mil toneladas no mês — o maior volume desde março de 2025.

Por outro lado, as importações apresentaram retração. Em novembro, chegaram aos portos brasileiros 414,56 mil toneladas de trigo, o que representa uma queda de 22,4% em relação a outubro deste ano e de 2,6% frente ao mesmo período de 2024. É o menor volume registrado desde dezembro de 2023.

A dinâmica do mercado é reflexo de fatores sazonais e estruturais. De um lado, a disponibilidade doméstica amplia a pressão sobre os preços pagos ao produtor em algumas regiões. De outro, a demanda do setor moageiro sustenta as cotações em praças mais industrializadas.

 





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Exportações do agro registram queda de 22%


As exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,31 bilhão em novembro de 2025, uma retração de 22% em relação ao mesmo mês de 2024. Em volume, a queda foi de 20%, totalizando 1,92 milhão de toneladas embarcadas. Os dados foram divulgados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) nesta quarta-feira (9/12).

Segundo a Farsul, o principal fator para a redução foi a menor oferta de soja em grão, severamente afetada pela estiagem que atingiu o Estado. Em novembro de 2024, haviam sido embarcadas 2,4 milhões de toneladas, com receita de US$ 1,69 bilhão.

Apesar do recuo, o agronegócio segue como o principal setor exportador do Estado, respondendo por 71% do valor total exportado e por 88% do volume. No acumulado entre janeiro e novembro de 2025, as exportações do agro somaram US$ 13,6 bilhões, retração de 4,1% na comparação anual.

A guerra comercial com os Estados Unidos também continua pesando sobre o desempenho das exportações gaúchas. Houve queda generalizada nas vendas de produtos como carne bovina in natura (100%), carne industrializada (menos 52% em valor e 62% em volume), além de recuos expressivos em couros, pescados, produtos apícolas e madeira serrada.

No total dos produtos afetados pela tensão comercial, a redução foi de 60% no valor e 43% no volume. Entre os destaques negativos, o fumo teve perda de US$ 107,3 milhões apenas nas vendas para o Egito, que foram zeradas em novembro.

Entre as carnes, a bovina foi a única a apresentar crescimento, puxada pelas vendas para a China, Rússia e Índia. O mercado dos Estados Unidos segue restritivo, mas houve recuperação parcial com os embarques para México e Canadá. Já a carne de frango teve retração no Oriente Médio, impactada por atrasos logísticos, o que também afetou a carne suína, apesar do bom desempenho nas Filipinas.

O arroz gaúcho encerrou novembro com queda de 43% no valor exportado, mas com volume praticamente estável (redução de apenas 2%). A situação é semelhante à do fumo e reflete margens mais apertadas para o setor em 2026. Em contrapartida, o trigo teve desempenho positivo, com US$ 21 milhões exportados – valor nulo no mesmo mês de 2024.

A Ásia segue como principal destino do agro gaúcho, com US$ 746 milhões exportados em novembro, seguida pela Europa (US$ 287 milhões) e América do Sul (US$ 86 milhões). A China lidera entre os países compradores, com participação de 33% no valor total exportado pelo setor.





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Exportações do Brasil aos EUA caem pelo 4º mês e déficit comercial se aprofunda


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Foto: Ricardo Botelho/MInfra

As exportações brasileiras para os Estados Unidos voltaram a cair em novembro e completaram o quarto mês seguido de retração. O movimento, combinado ao avanço das importações, ampliou o desequilíbrio comercial entre os dois países em 2025.

Dados do Monitor do Comércio Brasil–EUA, da Amcham Brasil, mostram que as vendas brasileiras ao mercado norte-americano somaram US$ 2,7 bilhões no mês. O valor representa recuo de 28,1% na comparação anual. Apesar da queda expressiva, o resultado foi melhor do que o registrado em outubro.

A retração perdeu força após a retirada, em meados de novembro, das tarifas adicionais de 40% e 50% sobre parte dos produtos brasileiros. A mudança atingiu, sobretudo, itens do setor agropecuário e ajudou a reduzir o impacto negativo observado meses antes. No acumulado do ano até novembro, as exportações para os Estados Unidos recuaram 6,7%. Esse foi o pior desempenho anual registrado em 2025, segundo a entidade.

Importações em alta ampliam o déficit

Enquanto as exportações perdem ritmo, as importações brasileiras de produtos norte-americanos seguem em trajetória oposta. Em novembro, as compras somaram US$ 3,8 bilhões, alta de 24,5% na comparação anual. O resultado marcou o maior valor mensal do ano.

Esse comportamento em sentidos opostos aprofundou o déficit comercial brasileiro com os Estados Unidos. Entre janeiro e novembro, o saldo negativo se aproximou de US$ 8 bilhões. O valor é o segundo maior da última década para o período analisado.

De acordo com a Amcham, o aumento do déficit reflete distorções provocadas pelas tarifas aplicadas nos últimos meses. As medidas afetaram a competitividade dos produtos brasileiros e alteraram o equilíbrio da corrente de comércio bilateral.

Para o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, o recente contato entre os governos dos dois países indica espaço para diálogo. Ele avalia que há condições políticas para discutir um acordo e reduzir distorções geradas pelas sobretaxas.

Petróleo lidera a retração das vendas

O principal impacto negativo sobre as exportações veio do petróleo bruto. Em novembro, as vendas do produto caíram 65,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A redução está ligada à menor demanda das refinarias dos Estados Unidos.

Esse desempenho explica a forte queda nas exportações de bens isentos de taxação, que recuaram 53,2% no mês.

Já os produtos sujeitos a tarifas adicionais registraram retração de 18,3% na comparação anual. Apesar de ainda negativa, foi a menor queda desde o início da aplicação das sobretaxas. Mesmo assim, itens que continuaram com tarifas de 40% e 50%, em sua maioria industriais, tiveram recuo mais intenso tanto no mês quanto no acumulado do ano.

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Campanha de atualização de rebanhos vai até 15 de dezembro


Vaca rejeita o bezerro? A chave da habilidade materna está no manejo e nutrição. Entenda
Vaca rejeita o bezerro? A chave da habilidade materna está no manejo e nutrição. Entenda

A Campanha de Atualização dos Rebanhos, em vigor desde 1º de novembro, chega ao fim na próxima segunda-feira (15). A partir da retirada da vacinação contra a Febre Aftosa, o produtor rural passou a ter que atualizar seus rebanhos junto ao sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave).

A declaração também vale, além dos bovinos, para búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho da seda. A não declaração pode acarretar o bloqueio da movimentação dos animais e inviabilidade da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) com possibilidade de sanções administrativas.

A atualização pode ser feita diretamente no sistema Gedave. Outra forma de efetuar a declaração é pessoalmente em uma das Unidades da Defesa Agropecuária distribuídas estrategicamente pelo Estado e também, através do envio por e-mail do formulário que está disponível no site da Defesa Agropecuária.

Vacinação contra brucelose

A Campanha de Vacinação contra a Brucelose, que agora vigora durante todo o ano, teve início neste segundo semestre, no dia 1º de julho. A data limite para a vacinação de bovinas e bubalinas de três a oito meses, é até o dia 31 de dezembro.

Se tratando de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado, para garantir a aplicação correta do imunizante, e emitir o atestado de vacinação ao produtor.

A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do estado de São Paulo também está disponível no site da Defesa.

O médico-veterinário responsável pela imunização, ao cadastrar o atestado de vacinação no Sistema Informatizado de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à vacinação, validará a imunização dos animais.

A exceção acontecerá quando houver casos de divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema Gedave.

Em caso de incongruências, o médico-veterinário e o produtor serão notificados das pendências por meio de mensagem eletrônica, enviada ao e-mail cadastrado junto ao Gedave. Neste caso, o proprietário deverá regularizar a pendência para a efetivação da declaração.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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BNDES libera R$ 384 milhões para projeto inovador de captura de CO₂


FS Indústria de Biocombustíveis
Foto: FS Indústria de Biocombustíveis/divulgação

A transição energética brasileira ganha um marco histórico. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 384,3 milhões para viabilizar o primeiro projeto de captura e estocagem geológica de CO₂ do país, desenvolvido pela FS Indústria de Biocombustíveis em Lucas do Rio Verde (MT).

O investimento faz parte do programa BNDES Mais Inovação e permitirá à companhia construir uma unidade pioneira capaz de comprimir, injetar e armazenar dióxido de carbono em grandes profundidades nos reservatórios sedimentares salinos da Bacia dos Parecis.

A iniciativa utiliza a tecnologia Bioenergy with Carbon Capture and Storage (BECCS), versão aplicada a biocombustíveis do já conhecido processo de Carbon Capture and Storage (CCS). Com o sistema em operação, a FS pretende capturar e remover 100% de suas emissões de CO₂, o equivalente a 423 mil toneladas por ano na planta de Lucas do Rio Verde.

A empresa projeta, ainda, tornar-se produtora do combustível com a menor pegada de carbono do mundo, combinando captura geológica com o uso de milho de 2ª safra e biomassa renovável.

BNDES destaca papel na descarbonização

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o financiamento reforça a estratégia nacional de combater as emissões e fortalecer o mercado brasileiro de carbono.

“A remoção de 423 mil toneladas de CO₂ por ano contribui diretamente para o compromisso assumido pelo Brasil no Acordo de Paris. O projeto está totalmente alinhado à agenda de transição energética do governo Lula”, afirmou.

O CEO da FS, Rafael Abud, afirma que a implantação do BECCS representa um passo estratégico para o futuro da companhia e para o protagonismo do país.

“O BECCS é decisivo para alcançarmos a referência global em combustível de pegada de carbono negativa. A tecnologia abre mercados, como o de créditos de carbono, e coloca o Brasil na vanguarda da transição energética”, declarou.

FS: pioneirismo no etanol de milho

A FS é a primeira indústria brasileira a produzir etanol 100% a partir de milho. A companhia opera três unidades em Mato Grosso — Lucas do Rio Verde, Sorriso e Primavera do Leste — com capacidade instalada superior a 2,6 bilhões de litros por ano. Além do biocombustível, a empresa produz coprodutos para nutrição animal, óleo de milho, bioeletricidade e mantém estruturas para comercialização de milho e etanol.

A agenda de sustentabilidade guia as decisões estratégicas da companhia. A FS mantém cinco compromissos de longo prazo até 2030, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e ao Acordo de Paris.

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Safra de laranja 2025/26 em SP e MG é revisada para 294,8 milhões de caixas, aponta Fundecitrus


Laranja pera
Foto: Orlando Passos/Embrapa

A produção de laranja no cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi revisada para baixo na safra 2025/26. A nova projeção indica 294,81 milhões de caixas de 40,8 quilos, segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

O volume representa queda frente às estimativas anteriores divulgadas em maio e setembro. O ajuste reflete, principalmente, o menor tamanho dos frutos e o aumento da taxa de queda ao longo do ciclo.

A segunda reestimativa foi divulgada nesta quarta-feira (10). O cenário climático adverso e o avanço do greening seguem como os principais fatores de pressão sobre a produtividade dos pomares.

Impacto do clima no desenvolvimento dos frutos

A falta de chuvas ao longo de boa parte do ciclo prejudicou o enchimento dos frutos. Entre maio e novembro, o volume médio de precipitação ficou abaixo do padrão histórico em grande parte do cinturão citrícola.

Em São Paulo, apenas a região de Porto Ferreira registrou chuvas levemente acima da média. No Triângulo Mineiro e em Bebedouro, os déficits foram mais intensos, limitando o desenvolvimento das laranjas.

A expectativa inicial era de que parte relevante da colheita ocorresse após a volta das chuvas de primavera. No entanto, setembro foi marcado por precipitações reduzidas e outubro só apresentou melhora mais consistente na segunda quinzena.

Com isso, os frutos chegaram à colheita com peso inferior ao projetado anteriormente. Na média geral, cada laranja ficou cerca de 4 gramas mais leve. Esse ajuste aumenta o número de frutos necessários para completar uma caixa padrão.

As alterações variam entre variedades precoces, Pera, Valência, Folha Murcha e Natal, sempre refletindo frutos menores e maior quantidade por caixa colhida.

Greening amplia perdas no campo

Outro fator decisivo para a revisão da safra foi o aumento da taxa de queda de frutos, agora estimada em 23%. A principal explicação está na maior severidade do greening nos pomares.

Dados do Fundecitrus indicam que a severidade média da doença avançou em relação ao ano anterior, reduzindo significativamente o potencial produtivo do parque citrícola. Parte expressiva das plantas apresenta sintomas em grande parte da copa.

Segundo o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, o clima seco potencializa os efeitos da doença. Ele explica que, quando o estresse hídrico se soma ao greening mais severo, a tendência é de maior queda de frutos.

Além disso, ventos fortes registrados em setembro e o maior tempo dos frutos nas árvores, em busca do ponto ideal de maturação, também contribuíram para o aumento das perdas.

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Chuvas retornam às lavouras de soja do RS após mais de 20 dias; ventos fortes causam estragos


Reprodução Canal Rural

No Rio Grande do Sul, a tão esperada chuva retornou após mais de 20 dias de estiagem, trazendo alívio para produtores de soja de várias regiões. No entanto, com a mudança no tempo, vieram também os ventos fortes que derrubaram estruturas na Serra Gaúcha, deixando um rastro de prejuízos.

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A chuva, aguardada há semanas pelos agricultores, chegou na noite passada e já registra altos volumes em diferentes municípios. Alguns ultrapassaram os 70 mm até o meio-dia de hoje. O retorno da umidade anima especialmente os produtores de soja recém-implantada, que dependem desse suporte hídrico para garantir um bom desenvolvimento inicial.

Já as lavouras de milho, espalhadas por todo o estado e bastante prejudicadas pelo longo período de seca, também podem apresentar algum grau de recuperação. Apesar disso, os produtores permanecem atentos aos alertas de temporais, temendo a ocorrência de granizo ou ventos ainda mais intensos, como os registrados na Serra Gaúcha, onde estruturas foram derrubadas pela força das rajadas.

Situação difícil no RS

Embora a previsão aponte para dias seguidos de chuva, agricultores da metade norte do estado reforçam que a estiagem ultrapassou 20 dias, causando prejuízos, sobretudo no milho em fase de floração e na soja recém-implantada.

Em muitas localidades, algumas lavouras já apresentam perdas consolidadas, repetindo um cenário que se arrasta por seis safras consecutivas. Imagens registradas mostram áreas severamente comprometidas, evidenciando o agravamento da situação no campo.

Em Sarandi, o produtor Lauri Cescon relata que a última chuva significativa ocorreu entre os dias 15 e 16 de novembro. Segundo ele, o milho que está em fase de floração já apresenta forte comprometimento, e as áreas que passaram dessa fase sofreram ainda mais.

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IBGE: Abate de bovinos, suínos e frangos registra recorde no 3º trimestre


Embarque de bovinos do sítio Shofar para o abate. Foto: Matheus Roz
Embarque de bovinos do sítio Shofar para o abate. Foto: Matheus Roz

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira (10), mostram que a produção pecuária brasileira avançou no 3º trimestre de 2025 e registrou resultados recordes em diferentes segmentos.

O abate de bovinos, suínos e frangos cresceu no período, assim como a aquisição de leite e de couro. A produção de ovos também superou o volume do mesmo período de 2024, apesar de leve recuo frente ao trimestre imediatamente anterior.

Abate de bovinos mantém ritmo de crescimento

O abate de bovinos somou cerca de 11,28 milhões de cabeças no 3º trimestre de 2025. O volume representou alta de 7,4% frente ao mesmo período de 2024 e crescimento de 7,1% em relação ao 2º trimestre do ano. O avanço ocorreu mesmo com comportamentos distintos entre categorias, como bois, vacas, novilhos e novilhas.

A produção de carcaças bovinas acompanhou esse movimento. O peso total chegou a aproximadamente 2,97 milhões de toneladas, com aumento de 6,5% na comparação anual e avanço de 11,2% frente ao trimestre anterior. O resultado reflete tanto o maior número de animais abatidos quanto a elevação no rendimento médio das carcaças.

Suínos e frangos também registram expansão

O abate de suínos alcançou 15,81 milhões de cabeças no 3º trimestre. O número indica crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período de 2024 e de 4,8% frente ao trimestre anterior. O peso total das carcaças somou cerca de 1,49 milhão de toneladas, mantendo variação positiva nas duas bases de comparação.

No segmento de aves, foram abatidas aproximadamente 1,69 bilhão de cabeças de frango no período. O resultado ficou 2,9% acima do registrado no 3º trimestre de 2024 e 3,0% superior ao observado no trimestre imediatamente anterior. A produção de carcaças totalizou cerca de 3,60 milhões de toneladas.

Leite e couro puxam recordes na indústria

A aquisição de leite cru pelos estabelecimentos sob algum tipo de inspeção sanitária somou 7,01 bilhões de litros no 3º trimestre de 2025. O volume cresceu 10,2% em relação ao mesmo período de 2024 e 7,9% na comparação trimestral. O leite efetivamente industrializado acompanhou esse avanço.

No mercado de couro, os curtumes receberam 11,42 milhões de peças de couro cru bovino no período. O volume representa aumento de 8,2% frente ao 3º trimestre de 2024 e de 6,2% na comparação com o trimestre anterior.

Produção de ovos segue elevada

A produção de ovos de galinha alcançou aproximadamente 1,24 bilhão de dúzias no 3º trimestre de 2025. O resultado ficou 2,6% acima do volume registrado no mesmo período de 2024, embora tenha recuado 0,5% em relação ao 2º trimestre do ano.

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Exportações de algodão podem atingir novo recorde


Algodão Mato Grosso pluma
Foto: Viviane Petroli/Canal Rural Mato Grosso

Os preços domésticos do algodão em pluma estão oscilando neste início de dezembro. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, os momentos de baixa vêm sendo influenciados pela necessidade de alguns vendedores de captar recursos e/ou de liquidar certos lotes. Por outro lado, as altas estão atreladas à firmeza de vendedores, especialmente aqueles capitalizados e/ou com lotes de qualidade superior.

Do lado comprador, pesquisadores do Cepea explicam que indústrias se preparam para o recesso de fim de ano e realizam aquisições pontuais. Preocupações logísticas também entram no radar de agentes neste período, o que reforça a lentidão dos negócios. Além de cumprir contratos a termo, players têm realizado novas programações, sobretudo para o primeiro semestre de 2026.

Quanto às exportações, o setor nacional deve alcançar uma nova marca histórica em 2025. Até então, o recorde anual fica com 2024, de 2,77 milhões de toneladas, conforme dados da Secex.

Em novembro, os envios somaram 402,5 mil toneladas, o maior volume para o período, além de superar em 36,9% o de outubro/25 e em 34,4% o de novembro/24. No ano, já acumulam 2,57 milhões de toneladas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Comércio exterior soma US$ 12,9 bilhões no início de dezembro


A balança comercial brasileira iniciou dezembro de 2025 com superávit de US$ 1,9 bilhão, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) nesta segunda-feira (8). De acordo com o órgão, a corrente de comércio da primeira semana do mês alcançou US$ 12,9 bilhões, resultado de US$ 7,4 bilhões em exportações e US$ 5,5 bilhões em importações.

A Secex informou que, no acumulado do ano, “as exportações totalizam US$ 325,3 bilhões e as importações, US$ 265,5 bilhões”, o que gera saldo positivo de US$ 59,8 bilhões e corrente de comércio de US$ 590,7 bilhões.

Nas vendas externas, a comparação entre a média diária da primeira semana de dezembro de 2025 e a de dezembro de 2024 mostra alta de 25,4%, passando de US$ 1,184 bilhão para US$ 1,486 bilhão. As importações também cresceram: “houve aumento de 14,3%”, com a média diária subindo de US$ 964,06 milhões para US$ 1,101 bilhão.

Até a primeira semana do mês, a média diária da corrente de comércio somou US$ 2,587 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 384,67 milhões. Na comparação com dezembro de 2024, “houve crescimento de 20,4% na corrente de comércio”, aponta o informe.

No desempenho por setores, as exportações mostram avanço em todas as áreas. A Secex destacou que, até a primeira semana de dezembro de 2025, houve crescimento de 58,9% na Agropecuária, equivalente a US$ 111,59 milhões na média diária. A Indústria Extrativa registrou alta de 42,8% (US$ 103,3 milhões), enquanto a Indústria de Transformação aumentou 11,3% (US$ 84,28 milhões).

Nas importações, também houve expansão. A Agropecuária cresceu 13,3% (US$ 3,01 milhões), a Indústria Extrativa avançou 33,3% (US$ 12,88 milhões) e os produtos da Indústria de Transformação tiveram alta de 14,1% (US$ 126,07 milhões) na média diária.





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