segunda-feira, março 16, 2026

Autor: Redação

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CMN amplia crédito rural e apoio a produtores afetados por eventos climáticos


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Dinheiro, Real Moeda brasileira

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta quinta-feira (18), um conjunto de quatro medidas voltadas ao setor agropecuário, apresentadas pelo Ministério da Fazenda, com impacto direto sobre o crédito rural, o Pronaf, os preços de garantia da agricultura familiar e o apoio a produtores afetados por eventos climáticos extremos.

As decisões, segundo o governo, buscam ampliar o acesso ao financiamento, alinhar o crédito às exigências socioambientais e oferecer instrumentos para a renegociação de dívidas de produtores que sofreram perdas recentes na produção.

Crédito rural passa por ajustes ambientais e climáticos

Entre as medidas aprovadas, o CMN atualizou as regras relacionadas a impedimentos sociais, ambientais e climáticos para a concessão de crédito rural. As mudanças visam integrar o financiamento agropecuário às políticas de conservação ambiental, sem restringir o acesso ao crédito de forma imediata.

Uma das principais alterações permite que, até 30 de junho de 2028, agricultores familiares beneficiários do Pronaf e pertencentes a povos e comunidades tradicionais possam acessar crédito mesmo na ausência de plano de manejo publicado em Unidades de Conservação, desde que haja anuência do órgão gestor.

O conselho também definiu exceções para imóveis rurais privados localizados em áreas classificadas como Florestas Públicas Não Destinadas, ajustando critérios fundiários e padronizando a análise técnica.

Já a exigência de verificação de desmatamento ilegal após julho de 2019 foi adiada. Para imóveis acima de quatro módulos fiscais, a regra passa a valer em abril de 2026. Para agricultores familiares e propriedades menores, a exigência será aplicada a partir de janeiro de 2027, dando prazo para adaptação de produtores e instituições financeiras.

Preços de garantia do PGPAF são reajustados

O CMN também aprovou o reajuste dos preços de garantia do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), válido entre janeiro de 2026 e janeiro de 2027. O programa assegura cobertura dos custos variáveis de produção para agricultores familiares que acessam crédito pelo Pronaf.

Quando o preço de mercado fica abaixo do valor de garantia, o produtor adimplente tem direito a desconto nas parcelas do financiamento, limitado a R$ 5 mil por ano agrícola em operações de custeio e R$ 2 mil em investimentos.

Pronaf tem mudanças para ampliar acesso ao crédito

Outra decisão envolve ajustes nas regras do Pronaf, com foco nos beneficiários do Microcrédito Produtivo Rural (Grupo B). Entre as mudanças, está a autorização para que o pagamento de serviços de assistência técnica seja feito diretamente pelas instituições financeiras, desde que previsto no projeto de crédito.

O CMN também reabriu, até 30 de julho de 2027, o prazo para contratação de crédito de custeio agrícola que havia se encerrado em junho deste ano. Além disso, foi ampliado, até 30 de junho de 2026, o limite de financiamento para construção ou reforma de instalações sanitárias, que passa de R$ 3 mil para R$ 5 mil.

Crédito é ampliado para produtores afetados por eventos climáticos

O colegiado ainda ampliou a linha de crédito destinada a produtores rurais prejudicados por eventos climáticos adversos, como secas e enchentes. A medida permite a liquidação ou amortização de dívidas relacionadas a operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPR) contratadas entre julho de 2024 e junho de 2025.

A mudança contempla tanto operações inadimplentes quanto aquelas que já passaram por renegociação, desde que a situação da dívida tenha sido registrada até 15 de dezembro de 2025. O objetivo é oferecer fôlego financeiro aos produtores que enfrentaram perdas significativas na safra recente.

Composição do CMN

O Conselho Monetário Nacional é presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e conta com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

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Brasil conquista quatro novos mercados para a exportação de feijão


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Foto: Ibrafe

O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias que autorizam a exportação de feijão comum e feijão fradinho para Armênia, Belarus, Cazaquistão e Quirguistão. A medida amplia o acesso do produto nacional a mercados da União Econômica Euroasiática.

A abertura foi confirmada nesta quinta-feira (18) em nota conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Com o avanço, o Brasil soma 519 novas oportunidades comerciais desde o início de 2023.

Os quatro países concentram cerca de 36 milhões de habitantes e já mantêm fluxo comercial com o Brasil. Em 2024, as exportações brasileiras para esses destinos totalizaram aproximadamente US$ 38 milhões.

Requisitos sanitários viabilizam exportações

As negociações envolveram a definição de exigências fitossanitárias, que são regras sanitárias voltadas à prevenção de pragas e doenças agrícolas. Esses critérios são obrigatórios para o comércio internacional de produtos vegetais.

Com a conclusão do processo, exportadores brasileiros passam a ter segurança jurídica para atender os mercados da Armênia, Belarus, Cazaquistão e Quirguistão. A Armênia aparece como principal destino atual das vendas brasileiras ao grupo, com compras superiores a US$ 26 milhões no último ano.

Segundo o Mapa, a habilitação reforça a estratégia de diversificação de mercados e reduz a dependência de destinos tradicionais. O trabalho técnico envolveu análises documentais, trocas de informações sanitárias e alinhamento de protocolos entre as autoridades.

Potencial do feijão brasileiro no mercado externo

O feijão comum é um dos alimentos mais tradicionais da produção agrícola brasileira. Além do consumo interno, o produto apresenta ampla aceitação em diferentes regiões, atendendo tanto o varejo quanto a indústria de alimentos.

Já o feijão fradinho tem peso relevante nas regiões Norte e Nordeste do país. A cultura é associada à geração de renda para pequenos produtores e à valorização de sistemas produtivos regionais.

Para o governo, a ampliação de mercados cria novas possibilidades comerciais para produtos com oferta consolidada no Brasil. A expectativa é que a abertura estimule o escoamento da produção e gere oportunidades ao longo da cadeia.

Atuação conjunta do governo

O avanço é resultado da atuação coordenada entre o Mapa, responsável pelas negociações sanitárias, e o MRE, que conduz o diálogo diplomático. A estratégia busca alinhar interesses comerciais e técnicos.

Segundo a nota oficial, a agenda de abertura de mercados segue como prioridade. O objetivo é ampliar a presença do agronegócio brasileiro em diferentes regiões, com foco em previsibilidade, regras claras e acesso sustentável ao comércio internacional.

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Presidente da Comissão Europeia está ‘confiante’ sobre acordo com o Mercosul em janeiro


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Foto:
European Parliament

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que trabalha para viabilizar a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul em janeiro. A declaração ocorre após o adiamento da decisão, motivado por protestos de agricultores em países do bloco europeu.

O tratado, negociado há mais de duas décadas, enfrenta resistência interna, especialmente na França e na Itália. Ainda assim, a cúpula da União Europeia avalia que há espaço para avançar na busca por apoio político suficiente.

Apoio político dentro da União Europeia

Segundo Ursula von der Leyen, a expectativa é alcançar a chamada maioria qualificada necessária para a aprovação do acordo. Esse mecanismo exige o voto favorável de pelo menos 15 países, que representem 65% da população da União Europeia.

Para barrar o tratado, seria necessário reunir países que somem ao menos 35% da população do bloco. A presidente da Comissão Europeia afirmou, em entrevista coletiva, que acredita ser possível formar essa maioria nos próximos meses, mesmo diante das pressões contrárias.

A decisão estava prevista para ser formalizada nesta semana, mas acabou adiada após manifestações de produtores rurais. Eles alegam que o acordo pode afetar a competitividade do setor agrícola europeu.

Resistência francesa e pressão do setor agrícola

Na França, o presidente Emmanuel Macron reconheceu que ainda é cedo para afirmar se o país apoiará o acordo em janeiro. A oposição envolve tanto agricultores quanto grupos políticos, que cobram mudanças no texto negociado.

Macron indicou que a França espera avanços concretos antes de assumir uma posição definitiva. Para o governo francês, eventuais ajustes são necessários para alterar o que chamou de “natureza” do acordo.

Produtores europeus demonstram preocupação com a entrada de produtos agrícolas do Mercosul, considerados mais competitivos. Entre os itens citados estão carne, arroz, mel e soja, que poderiam ganhar espaço no mercado europeu.

Impactos previstos do acordo UE-Mercosul

Se aprovado, o tratado criaria a maior área de livre comércio do mundo. O acordo prevê a ampliação das exportações europeias de veículos e máquinas para os países do Mercosul, que inclui Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Em contrapartida, o mercado europeu seria mais aberto a produtos agropecuários sul-americanos. Esse ponto concentra boa parte das críticas de agricultores europeus, que temem impactos sobre renda e produção local.

Apesar das resistências, a Comissão Europeia segue defendendo o acordo como estratégico. A expectativa agora é que as negociações políticas avancem nas próximas semanas, com uma nova tentativa de decisão em janeiro.

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Tocantins dará largada à colheita da soja no Brasil; inscreva-se para o evento!


soja - grãos
Colheita de soja | Foto: Wenderson Araujo/Trilux

O estado de Tocantins será palco da Abertura Nacional da Colheita da Soja safra 2025/26, evento que marca oficialmente o início dos trabalhos de colheita no país. A cerimônia será realizada no dia 30 de janeiro de 2026, a partir das 8h, na Fazenda Alto da Serra, do Grupo Wink, em Porto Nacional. As inscrições já estão abertas e para participar é fácil: basta acessar o link, preencher as informações e pronto!

* Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Para a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Schneider, sediar a abertura nacional representa um marco para o estado e para o setor produtivo. Segundo ela, o Tocantins se consolidou como referência em produtividade, sustentabilidade e integração entre o campo e a cidade, e o evento reconhece o trabalho dos produtores que impulsionam o desenvolvimento do país.

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, também ressalta a relevância do Tocantins na produção de soja e milho. Na avaliação dele, a cada safra o estado se fortalece como referência em tecnologia, gestão e sustentabilidade no campo.

Programação da abertura da colheita

A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais a partir das 9h, permitindo que produtores e o público de todas as regiões acompanhem o início simbólico da colheita. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink.

Entre os convidados confirmados está o economista e biólogo Richard Rasmussen, que participará de um dos painéis, além de autoridades políticas que irão debater políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do estado.

Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 reforça o protagonismo da cultura da soja e celebra o início de mais uma safra estratégica para o agro brasileiro.

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Queda de arroz, leite, carne bovina e açúcar ajuda a conter custo da cesta básica em novembro


Indústria lança primeiro arroz rastreado com tecnologia da Embrapa
Foto: Paulo Lanzetta

A redução nos preços de arroz, leite, carne bovina e açúcar em novembro foi decisiva para conter o avanço do custo da cesta básica em diversas capitais brasileiras. Levantamento da Cesta de Consumo Básica Neogrid & FGV IBRE aponta que a deflação desses itens essenciais compensou, em parte, a pressão exercida por produtos processados, resultando em quedas relevantes em cidades como São Paulo e Curitiba.

Apesar do alívio proporcionado pelos alimentos básicos, o comportamento da cesta foi desigual entre as oito capitais analisadas. Quatro cidades registraram alta no mês, três apresentaram queda e uma permaneceu praticamente estável, refletindo a volatilidade recente nos preços de alimentos.

São Paulo e Curitiba puxam recuos com alívio em alimentos básicos

Em São Paulo, a cesta básica caiu 1,72% em novembro, passando para R$ 924,53. O resultado foi influenciado principalmente pela queda nos preços do arroz (-2,26%), da carne bovina (-3,05%) e do leite (-1,53%). No acumulado de seis meses, a capital paulista registra a maior retração entre todas as cidades monitoradas, com queda de 4,32%.

Curitiba teve o recuo mais intenso do mês (-1,87%), com a cesta custando R$ 773,49. A redução foi impulsionada, sobretudo, pela queda da carne bovina (-2,86%), do leite (-2,03%) e dos ovos (-2,28%). Ainda assim, no acumulado semestral, a capital paranaense apresenta leve alta de 0,83%.

Em Belo Horizonte, a retração foi mais discreta (-0,24%), com destaque para a queda do açúcar (-4,48%), da carne bovina (-3,67%) e do leite UHT (-1,00%).

Altas pontuais persistem em outras capitais

Mesmo com o alívio nos itens básicos, algumas capitais registraram aumento no custo da cesta em novembro. O Rio de Janeiro manteve a posição de capital com a cesta mais cara do país, com alta de 1,37%, alcançando R$ 995,76. No acumulado de seis meses, a alta chega a 2,72%, puxada principalmente por produtos processados, como margarina, óleo e molho de tomate.

Brasília teve a maior alta do mês (1,94%), com a cesta passando para R$ 817,74. Apesar disso, a capital federal ainda acumula queda de 1,82% no semestre, indicando arrefecimento após picos anteriores.

Em Salvador, o avanço mensal foi de 0,83%, mas o acumulado de seis meses segue negativo (-2,19%), reforçando a tendência de acomodação dos preços. Fortaleza apresentou variação leve (+0,39%) e praticamente não teve alteração no semestre.

Manaus segue mais pressionada no acumulado do ano

Manaus registrou estabilidade em novembro, com leve retração de 0,08%. No entanto, a capital amazonense segue como a mais pressionada no horizonte mais longo. No acumulado de seis meses, a cesta básica subiu 11,15%, refletindo custos mais elevados com alimentos processados, proteínas e desafios logísticos.

Mesmo em Manaus, itens como arroz (-1,38%) e leite (-0,10%) ajudaram a conter uma alta maior no mês.

Produtos processados continuam como principal fator de pressão

No balanço do semestre, os produtos processados e derivados de grãos seguem como os principais responsáveis pelas altas da cesta básica. A margarina aparece como o item de maior impacto em praticamente todas as capitais, refletindo o encarecimento de insumos, energia e embalagens.

Óleos, massas secas e itens industrializados à base de grãos também apresentaram elevações em novembro, especialmente no Sul e Sudeste, limitando um recuo mais amplo do custo da cesta.

Cesta ampliada sobe com higiene e industrializados

A cesta de consumo ampliada, que inclui alimentos, produtos de higiene e limpeza, apresentou alta na maioria das capitais em novembro. O Rio de Janeiro liderou novamente, com valor médio de R$ 2.273,86, após avanço de 3,81% no mês.

Mesmo onde os alimentos básicos ficaram mais baratos, produtos como desodorantes, xampus, snacks e chocolates continuaram pressionando os preços, indicando que a inflação dos industrializados ainda é um fator de atenção para o orçamento das famílias.

Alívio parcial, mas cenário ainda exige atenção

O levantamento mostra que a queda nos preços de arroz, leite, carne bovina e açúcar foi fundamental para evitar um avanço mais forte da cesta básica em novembro. Ainda assim, a pressão persistente de produtos processados e de higiene sugere que o cenário segue instável no curto prazo, especialmente em capitais mais dependentes de cadeias logísticas longas.

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STF concluí julgamento e decide pela derrubada do marco temporal


Após recesso, Supremo retoma sessões nesta quinta-feira
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por 9 votos a 1, na noite quinta-feira (18), reconhecer a inconstitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas. André Mendonça foi o único ministro da Corte a não acompanhar o voto do relator Gilmar Mendes.

Com o resultado da votação, foi invalidado o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Contudo, não houve consenso em relação a diversos pontos apresentados pelo relator, ministro Gilmar Mendes, como regras para indenizações a produtores rurais que ocupam propriedades que forem reconhecidas como terras indígenas, entre outros pontos. Os detalhes serão conhecidos quando a Corte publicar a decisão do julgamento virtual

Entenda

Dois anos após o STF declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a analisar o tema.

Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701/2023, na qual o Congresso Nacional validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Após a votação do veto presidencial, os partidos PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.

Em paralelo ao julgamento no Supremo, o Senado Federal aprovou, na semana passada, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/23 que insere a tese do marco temporal na Carta Magna.

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Estação das águas: plantas daninhas exigem ação rápida do pecuarista; saiba mais


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

Na pecuária, a estação das águas é um período crítico, pois, além de ser o momento de máxima produção, também é quando as plantas daninhas se proliferam.

No último episódio da série “Dicas do Scoton”, o zootecnista Maurício Scoton alerta que a ação rápida contra essas invasoras é fundamental para garantir que o investimento em adubação e a umidade do solo sejam aproveitados exclusivamente pelo capim, resultando em maior lucro.

O surgimento das plantas daninhas ocorre pela quebra de dormência. Ao preparar o solo ou com o início das chuvas, sementes enterradas são expostas ao sol e germinam rapidamente. Elas competem agressivamente por espaço, luz e, principalmente, por nutrientes, já que suas raízes costumam ser mais profundas e eficientes que as do capim recém-formado.

Confira:

Importância do controle efetivo

O erro mais comum cometido pelo pecuarista é esperar o tempo passar. Para um controle efetivo, o produtor deve seguir uma regra clara: nunca deixar a planta daninha sementear. O controle deve ser realizado preferencialmente entre os meses de dezembro, janeiro e fevereiro.

Se as plantas conseguirem soltar sementes, a infestação no solo aumentará drasticamente, gerando problemas e custos elevados nos anos seguintes.

Existem duas formas principais de lidar com as invasoras, mas com níveis de eficácia distintos. Para otimizar o custo-benefício, o uso de tecnologias modernas, como drones para aplicação de herbicidas, tem transformado o manejo nas fazendas. Essa ferramenta de alta precisão facilita o trabalho em condições de terreno difíceis, garantindo que o produto atinja o alvo com exatidão.

Consulta a técnicos especializados

Scoton reforça a necessidade de consultar um técnico especializado. Somente um profissional pode identificar as espécies invasoras e recomendar o princípio ativo correto, evitando desperdício de dinheiro e garantindo um pasto limpo e vigoroso para o gado.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Inflação nos EUA abaixo do esperado impulsionam bolsas


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta sexta-feira (19), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o CPI dos EUA abaixo do esperado reduziu a pressão por aperto monetário, impulsionando bolsas de NY e derrubando os Treasuries.

Na Europa, BoE cortou juros e BCE manteve tom neutro. No Brasil, ativos reagiram após melhora no noticiário político, com Bolsa em leve alta e dólar devolvendo parte da valorização. Hoje, atenção à Nota do Setor Externo e indicadores de confiança e consumo nos EUA e Europa.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Tempo muda e fim de semana terá chuva forte e risco de temporais no Brasil


chuva frente fria
Foto: Pixabay

Fim de semana será marcado por calor, períodos de tempo firme e o avanço de instabilidades que aumentam o risco de pancadas de chuva fortes e temporais em diversas regiões do país, de acordo com a Climatempo. Há atenção para rajadas de vento, baixa umidade do ar e volumes elevados de chuva em pontos do Brasil.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Nesta sexta-feira, o tempo segue firme na maior parte da Região Sul. Há chance de chuviscos apenas no leste do Paraná, devido à influência marítima, e no norte paranaense, por instabilidades vindas de São Paulo. O sol predomina e as temperaturas ficam elevadas em grande parte dos estados. A umidade relativa do ar entra em atenção no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e interior do Paraná, com índices entre 21% e 30%. Rajadas de vento podem variar entre 40 e 50 km/h no litoral de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, além de áreas do interior.

No sábado, a chuva ocorre de forma fraca a moderada no litoral do Paraná e de Santa Catarina, além de áreas do interior paranaense e do oeste catarinense. No Rio Grande do Sul, pancadas atingem as regiões dos Pampas e Missões entre a tarde e a noite, influenciadas por uma área de baixa pressão. As temperaturas seguem elevadas.

No domingo, as instabilidades ganham força. O Rio Grande do Sul deve ter chuva desde cedo, com pancadas de moderada a forte intensidade e risco de temporais, avançando ao longo do dia para a metade leste de Santa Catarina e do Paraná.

Sudeste

Nesta sexta-feira, as instabilidades seguem atuando. Chove de forma moderada a forte na metade norte de São Paulo, no Rio de Janeiro, no sul e oeste de Minas Gerais e no sul do Espírito Santo, com risco de temporais em áreas do interior paulista, serra fluminense, Zona da Mata Mineira e Triângulo Mineiro. As temperaturas sobem gradativamente, mas seguem mais amenas no litoral paulista, no Rio de Janeiro e no sul de Minas. Rajadas de vento podem chegar a 50 km/h em áreas de São Paulo.

No sábado, as pancadas diminuem em boa parte de Minas Gerais, mas continuam em São Paulo e no Rio de Janeiro, ainda com risco de temporais isolados. As temperaturas sobem um pouco mais.

No domingo, a chuva perde intensidade, mas ainda ocorre de forma fraca a moderada em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e em áreas do norte, oeste e leste paulista. Em grande parte do interior de São Paulo, o tempo fica mais firme.

Centro-Oeste

Nesta sexta-feira, as instabilidades provocam chuva de moderada a forte intensidade no norte e leste de Mato Grosso do Sul, em Mato Grosso e em Goiás, com risco de temporais, especialmente no norte mato-grossense e em áreas de Goiás e do Distrito Federal. No sul e sudeste de Mato Grosso do Sul, o tempo fica mais firme. O calor predomina, e há rajadas de vento de até 50 km/h no sul do estado.

No sábado, a chuva continua em Mato Grosso e Goiás, com volumes elevados no oeste de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul, as pancadas ocorrem de forma fraca a moderada.

No domingo, as instabilidades começam cedo e ganham força ao longo do dia em grande parte da região, com risco de temporais em Mato Grosso, Goiás e no norte e leste de Mato Grosso do Sul.

Nordeste

Nesta sexta-feira, as pancadas aumentam no Maranhão e no Piauí, com risco de temporais, especialmente no sudoeste maranhense, onde a situação é de perigo para volumes elevados de chuva. No oeste da Bahia, chove de forma moderada a forte. No litoral da Bahia, em Sergipe, Paraíba, oeste de Pernambuco e no Ceará, a chuva ocorre de forma mais fraca. No restante da região, o tempo segue firme e quente, com rajadas de vento entre 40 e 50 km/h no leste do Nordeste e no litoral do Maranhão.

No sábado, o tempo permanece firme em grande parte da Bahia. Já no Maranhão e no oeste e sul do Piauí, a chuva continua moderada a forte. No Ceará e no oeste baiano, as pancadas seguem mais fracas.

No domingo, a chuva se espalha pelo Maranhão e pelo Piauí, com risco de temporais. No oeste da Bahia e no Ceará, as pancadas podem ser moderadas, enquanto no restante da região o tempo fica mais estável.

Norte

Nesta sexta-feira, o tempo segue instável, com chance de temporais no Pará, Tocantins, Amazonas, Amapá, Rondônia e no extremo sul de Roraima. Em grande parte do Pará, norte do Tocantins e leste do Amazonas, há alerta para volumes elevados de chuva. No Acre, as pancadas aumentam, enquanto em Roraima o tempo fica mais firme em boa parte do estado.

No sábado, as instabilidades diminuem no Acre e em Roraima, mas seguem fortes no Pará, Tocantins, Amazonas, Rondônia e Amapá.

No domingo, a chuva perde intensidade no Amazonas e no Acre, mas continua mais forte no Pará, Tocantins, Amapá e Rondônia. Em Roraima, o tempo segue firme e abafado.

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AgroNewsPolítica & Agro

Medida provisória libera R$ 6 bilhões para renovação de frota de caminhões


O governo federal editou uma medida provisória que autoriza a destinação de até R$ 6 bilhões para a criação de linhas de financiamento para a aquisição de caminhões novos ou seminovos, com foco na renovação da frota de transporte de cargas. A medida provisória (MP 1.328/2025) foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União de terça-feira (16). 

Os recursos devem ser usados para financiar pessoas físicas e jurídicas do setor de transporte rodoviário de cargas — o que inclui, por exemplo, transportadores autônomos, cooperados, empresários individuais e empresas.

A gestão dos recursos ficará a cargo do Ministério da Fazenda. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atuará como agente financeiro.

A MP 1.328/2025 já está em vigor (já que todas as medidas provisórias começam a valer assim que são editadas pela Presidência da República). Mas, conforme prevê a Constituição, terá de ser analisada e aprovada pelo Congresso Nacional para se converter definitivamente em lei.

Os financiamentos previstos na MP 1.328/2025 são reembolsáveis, ou seja, os valores têm de ser devolvidos. O texto estabelece que, no caso de caminhões novos, apenas veículos de fabricação nacional poderão ser financiados.

Para caminhões seminovos, o texto determina que o crédito será restrito a transportadores autônomos e cooperados. Além disso, as linhas de financiamento devem prever critérios de conteúdo nacional mínimo e de sustentabilidade ambiental, social e econômica, que ainda têm de ser detalhados em ato do Poder Executivo.

A medida provisória também permite condições diferenciadas — relacionadas a taxas, prazos e carência — para quem entregar como contrapartida veículos antigos (com mais de 20 anos de fabricação) ou optar por modelos mais eficientes e de menor impacto ambiental. 

Além da renovação de frota, a MP 1.328/2025 altera regras de outra medida provisória, a MP 1.314/2025, com a ampliação das possibilidades de liquidação ou amortização de dívidas rurais.

A mudança permite o uso de linha de crédito rural para quitar operações contratadas entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025, inclusive aquelas renegociadas ou prorrogadas, desde que atendam às condições de adimplência previstas no texto.

 





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