quarta-feira, março 18, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Superior Tribunal de Justiça restringe direito de preferência em arrendamentos rurais


Decisão da Terceira Turma afirma que apenas o arrendatário que exerce atividade rural pessoal e diretamente é que possui assegurado o direito de preferência na compra do imóvel, reforçando a importância de contratos bem elaborados no setor

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou, em recente julgamento do Recurso Especial n.º 2.140.209/SP, entendimento com grande impacto nas relações contratuais agrárias no país, especialmente, no tocante aos contratos de arrendamento rural. Segundo a decisão, o arrendatário que não possui perfil de homem do campo, ou seja, que não exerce pessoal e diretamente a atividade rural, não tem direito de preferência na aquisição do imóvel.

Ao relatar o caso, o ministro responsável destacou que o STJ já havia reconhecido, em decisões anteriores, que a mera existência de um contrato de arrendamento não garante automaticamente o direito de preferência ao arrendatário. O advogado da HBS Advogados, Roberto Bastos Ghigino, esclarece que, de acordo com o voto, o Estatuto da Terra condiciona esse benefício à figura do trabalhador rural que efetivamente cultiva a terra e cumpre sua função social. “Ainda, segundo o relator, a regulamentação do Estatuto reforça essa interpretação ao atribuir seus benefícios apenas aos que exploram a atividade rural de maneira pessoal, direta e eficiente. Nessa linha, o relator concluiu que, na ausência do direito de preferência, deve prevalecer a livre concorrência entre interessados, ficando o imóvel com quem apresentar a melhor proposta financeira”, detalha.

A decisão, embora não tenha caráter vinculante, acende um alerta no setor. Especialistas ressaltam que o posicionamento pode sinalizar uma tendência de restringir a aplicação das normas cogentes do direito agrário apenas aos produtores considerados hipossuficientes, aqueles que trabalham diretamente a terra, deixando de lado a ideia central do Estatuto da Terra, que é garantir a continuidade da exploração agrícola, a função social da propriedade e, em última instância, a segurança alimentar.

Nesse cenário, Ghigino alerta que “cresce a importância de contratos bem redigidos para assegurar direitos e evitar controvérsias. No próprio caso analisado pelo STJ, o desfecho poderia ser diferente caso o contrato de arrendamento previsse expressamente o direito de preferência do arrendatário, independentemente da aplicação das regras do Estatuto”, refere. A recomendação vale também para outros direitos previstos na legislação agrária, como o de retenção por benfeitorias e o de renovação automática do contrato, que podem ser reforçados por cláusulas contratuais claras e específicas.





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O Brasil sem rumo: poderes em guerra e um país à beira da estagnação


Foto: Agência Brasil

O Brasil vive hoje um desequilíbrio institucional que combina tensão, desconfiança e competição aberta entre os poderes. O Executivo governa sob a lógica eleitoral de 2026, mais preocupado com fidelizar sua base social do que com reformas estruturais. Enquanto, o Legislativo reage ampliando privilégios, aprovando medidas de impacto fiscal elevado e blindagens políticas para sobreviver à própria impopularidade. E o Judiciário, percebendo o vácuo de autoridade, avança sobre pautas que antes pertenciam à arena política, assumindo papel de árbitro permanente, e por vezes protagonista.

O resultado é um sistema em que cada poder atua por instinto de sobrevivência, e não por compromisso com um projeto nacional. Não há prioridade comum, coordenação ou visão de futuro. Há apenas movimentos táticos, decisões improvisadas e disputas de território político. Num ambiente assim, qualquer política pública se torna refém do conflito.

A mediocridade como método e a ausência de projeto

A crise não é ideológica. É estratégica. O Brasil não discute produtividade, inovação, educação, infraestrutura, reforma administrativa ou competitividade global. Não se discute sequer como preparar o país para um mundo dominado por tecnologia, transição energética e disputa geopolítica entre grandes potências.

A agenda nacional está sequestrada por:

  • Manobras regimentais,
  • Pautas de blindagem,
  • Trocas fisiológicas,
  • Batalhas entre partidos e corporações,
  • Narrativas eleitorais vazias.

Enquanto Brasília gira em torno de si mesma, o país real, pobre, desigual, com serviços públicos colapsados, segue sem direção, sem liderança e sem horizonte. O problema não é apenas moral. É econômico. Um país sem projeto não cresce.

Impactos econômicos imediatos: o risco real de fuga de capitais

Mercados não convivem bem com o improviso. A disputa permanente entre os Poderes cria o pior cenário possível para quem investe:

  • Incerteza sobre regras,
  • Imprevisibilidade sobre decisões,
  • Falta de coordenação entre instituições,
  • Sinais contraditórios sobre política fiscal e monetária.

Investidores, domésticos e internacionais, observam que o Brasil está preso em um ciclo de autopreservação política, sem reformas, sem clareza e sem estabilidade.

O efeito é direto:

  • Empresas adiam decisões de expansão.
  • Projetos estratégicos são congelados.
  • Fundos reduzem exposição ao risco Brasil.
  • Investidores estrangeiros preferem esperar, ou sair.

E em países emergentes, a saída de capitais acontece de forma súbita.
Basta um gatilho político, um conflito entre Poderes, uma decisão judicial controversa, uma ruptura fiscal, para desencadear fuga em massa.

O resultado é conhecido:

  • Câmbio dispara,
  • Juros sobem,
  • Crédito encarece,
  • Inflação pressiona,

Toda economia produtiva é penalizada, incluindo o agro, que sente imediatamente a pressão sobre os custos e a desvalorização de receitas.

Nenhum país cresce com poderes em guerra. E nenhum investidor permanece onde o próprio Estado parece caminhar sem rumo.

O país tem potencial extraordinário: energia barata, agro competitivo, matriz limpa, recursos naturais únicos, população empreendedora. Mas falta o essencial: projeto nacional, liderança estável e coordenação mínima entre os poderes. Enquanto Brasília trava guerras internas, o Brasil real,o que produz, trabalha e investe, fica à deriva.

Se o país não recuperar previsibilidade institucional, pode perder mais do que o futuro.
Pode perder o presente: crescimento, empregos, investimentos e até a confiança que ainda resta. E sem confiança, nenhum país se sustenta.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Setores da economia criticam manutenção da Taxa Selic pelo Banco Central


juros câmbio
Foto: Agência Senado

A manutenção da Taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano recebeu críticas do setor produtivo. Apesar de a decisão ter sido amplamente esperada pelo mercado, entidades empresariais e sindicais veem na postura do Banco Central (BC) um entrave ao crescimento econômico num cenário de inflação em queda, desaceleração da economia e perda de fôlego do mercado de trabalho.

CNI: decisão ignora desaceleração

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que o BC desconsiderou “evidências robustas” de que a economia já permitiria iniciar um ciclo de redução da Selic. O presidente da entidade, Ricardo Alban, afirmou que a manutenção dos juros “é excessiva e prejudicial”, intensificando a perda de ritmo da atividade, encarecendo o crédito e inibindo investimentos. Para ele, há espaço para um ajuste gradual sem comprometer a convergência da inflação para a meta.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) recebeu com preocupação a manutenção dos juros em níveis altos. Em comunicado, o presidente da CBIC, Renato Correia, afirma que a continuidade do crescimento do setor em 2026 depende da queda dos juros o mais rápido possível.

Comércio

O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, considerou que o BC mantém uma política desconectada da conjuntura nacional e internacional. Ele lembrou que países como os Estados Unidos iniciaram cortes enquanto o Brasil conserva uma das maiores taxas reais do mundo. Segundo Queiroz, a postura atual “prejudica investimentos, consumo e agrava entraves estruturais”, além de dificultar a condução da política fiscal.

Em tom mais moderado, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) avaliou que a manutenção era esperada e reflete um ambiente ainda delicado. Para o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, a inflação e as expectativas continuam acima da meta, e o contexto inclui expansão fiscal, resiliência do mercado de trabalho e incertezas internacionais. Ele afirmou que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) será decisivo para entender a sinalização dos próximos passos.

Centrais sindicais

Em nota, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou a decisão como um “descumprimento das necessidades da população e do setor produtivo”. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, disse que a Selic elevada desvia recursos do investimento produtivo para o “rentismo”. Economistas ligados à central afirmam que a inflação está controlada e que o aperto monetário já provoca queda no consumo, desaceleração do PIB e perda de dinamismo no mercado de trabalho.

A Força Sindical criticou de forma contundente a decisão, classificando-a como “vergonha nacional”. Para o presidente da entidade, Miguel Torres, o Copom favorece especuladores e estrangula a economia ao insistir em juros elevados. Ele afirma que a política atual prejudica campanhas salariais, limita o consumo e impõe obstáculos ao desenvolvimento. “Estamos vivendo a era dos juros extorsivos”, afirmou em comunicado.

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Decisão sobre juros do Fed e Banco Central refletem nos ânimos do mercado nesta quinta


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quinta-feira (11), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o Fed cortou os juros em 25 pontos-base para 3,50%–3,75%, sinalizando pausa cautelosa e apoiando alta das bolsas nos EUA, com avanço de bancos e tecnologia.

No Brasil, Ibovespa subiu a 159 mil pontos, mas o dólar fechou a R$ 5,47 e juros futuros avançaram após Copom manter Selic em 15% com tom duro. Hoje, destaque para dados do varejo e agrícolas do IBGE e indicadores globais nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de algodão crescem e retomam ritmo



China volta a liderar compra de algodão de MT



Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (8), os primeiros meses do ciclo de exportações da safra 2024/25 apresentaram “volumes mais baixos registrados nos últimos anos”. No entanto, o instituto afirma que novembro de 2025 interrompeu essa tendência, ao registrar “o segundo maior volume para um mês em toda a série histórica para as exportações nacionais”, ficando atrás apenas de janeiro de 2025.

O Imea destaca que Mato Grosso respondeu por 58,37% dos embarques nacionais no período, com 234,93 mil toneladas. O relatório aponta ainda que “a China voltou a liderar as exportações de algodão do estado, com 52,48 mil t”, fato que não ocorria desde novembro de 2024.

Por fim, o documento da Secex indica “perspectiva positiva em relação ao cenário futuro da demanda pelo algodão mato-grossense”, após um início de ciclo mais lento, e reforça a expectativa de um novo recorde nas exportações de pluma.





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Chuva forte afeta três regiões do país; confira a previsão de hoje


chuva previsão do tempo
Foto: Pixabay

O ciclone extratropical que afetou fortemente o Sul do país deve se afastar e deixar o tempo mais firme na região. As instabilidades também diminuem no Sudeste, enquanto pancadas fortes de chuva se fazem presentes no restante do país. Confira:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O tempo deve seguir mais firme ao longo do dia na Região Sul. Entre o fim da tarde e o início da noite, novas pancadas de chuva avançam pelo sul, sudeste e litoral sul do Rio Grande do Sul, além de áreas do leste do Paraná, com chuvas fracas a moderadas. As temperaturas começam a se elevar e as rajadas de vento ainda podem ocorrer com maior intensidade no litoral e nordeste gaúcho, além do leste de Santa Catarina e do Paraná.

Sudeste

As instabilidades diminuem em grande parte da Região, mas a presença de umidade na atmosfera ainda favorece pancadas de chuva no norte e nordeste paulista, além da metade norte e oeste de Minas Gerais, de maneira fraca a moderada, podendo ocorrer de forma mais forte em alguns pontos. Em algumas áreas do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, também há chance de chuva.

Centro-Oeste

As chuvas continuam ocorrendo em Mato Grosso e em Goiás, e devem ficar mais concentradas no norte dos estados, com chance de chuva moderada a forte e risco de temporais. Já em Mato Grosso do Sul, as instabilidades voltam a aumentar devido à presença de uma baixa pressão sobre o Paraguai, e as temperaturas seguem elevadas.

Nordeste

Há chance de chuva em boa parte do Maranhão, sul do Piauí e oeste da Bahia, de moderada a forte intensidade. Já no nordeste do Maranhão, norte do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, há chance de chuvas mais fracas, enquanto no restante da Região o tempo segue mais firme. As temperaturas continuam elevadas.

Norte

Em áreas da metade norte do Pará, além de Roraima, o tempo segue mais firme. Já no Amazonas, metade sul do Pará e em Tocantins, as pancadas de chuva seguem ocorrendo. No Amapá, as instabilidades aumentam, podendo ocorrer de maneira mais moderada.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi registra estabilidade e alta nas exportações



Oeste da Bahia tem alta no boi gordo



Foto: Pixabay

De acordo com a análise divulgada nesta terça-feira (9) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou estabilidade nas praças paulistas. O boletim aponta que “uma parte dos compradores estava com escalas prontas para o começo da segunda semana de janeiro e testavam preços menores, mas sem negócios concretizados”. As empresas que não contavam com escalas longas “mantinham as ofertas dentro das referências”, o que resultou em preços estáveis para todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, em 11 dias.

Na Bahia, o cenário variou conforme a região. No Sul do estado, parte da indústria ficou fora das compras e houve redução na oferta de bovinos, mas o informativo ressalta que “ainda sem alterar o preço de todas as categorias”. As escalas de abate estavam, em média, em cinco dias. No Oeste baiano, a retração dos vendedores reduziu a oferta e elevou em R$ 3,00/@ a cotação do boi gordo. Já a cotação da vaca e da novilha permaneceu inalterada.

Em Alagoas, a análise registra que não houve mudanças nos preços.

O boletim também destaca o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina in natura. Até a primeira semana de dezembro, o volume embarcado chegou a 76,7 mil toneladas, com média diária de 15,3 mil toneladas, “aumento de 59,1% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024”. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 13,4% na comparação anual.





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AgroNewsPolítica & Agro

Mato Grosso cresce 4,5% e bate recorde de exportações



China volta a liderar compras e MT bate recorde



Foto: Divulgação

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (8), Mato Grosso registrou em novembro de 2025 o maior volume já exportado de carne bovina in natura, alcançando 112,81 mil toneladas em equivalente carcaça. O instituto afirmou que o resultado representa “alta de 4,52% em relação a outubro de 2025”. No acumulado de janeiro a novembro, o estado embarcou 867,72 mil TEC, o que corresponde a “acréscimo de 23,87% em relação ao mesmo período de 2024”, ano considerado recorde para as exportações mato-grossenses.

O Imea destacou que o desempenho foi impulsionado pelo aumento dos envios para China, Rússia e Chile. Segundo o instituto, esses países “ampliaram significativamente sua participação no total exportado” ao longo de 2025, reforçando a relevância do mercado externo para a cadeia produtiva estadual.

Para o instituto, o avanço nas exportações foi resultado da abertura de novos mercados e do ganho de competitividade do produto local. O relatório afirmou que esses fatores “permitiram ao estado atender uma demanda internacional aquecida”, consolidando Mato Grosso como principal fornecedor de carne bovina do país.





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AgroNewsPolítica & Agro

Planejamento indica rota mais prudente para 2026



A digitalização também ganhou espaço


A digitalização também ganhou espaço
A digitalização também ganhou espaço – Foto: Pixabay

O agronegócio encerra 2025 diante de um cenário que mistura expectativas positivas e cautela, marcado por volatilidade nos custos, juros elevados e mudanças regulatórias. Esse ambiente reforça a necessidade de planejamento mais profundo, baseado em dados e alinhado às condições externas. A partir dessa leitura, a Horsch ajustou sua preparação para 2026 com foco em eficiência, testes de cenários e decisões sustentadas por indicadores concretos.

Segundo Stefan Vorwerk, a empresa incorporou aprendizados recentes para aprimorar gestão de estoques, capital de giro, previsão de demanda e qualidade. A ampliação do portfólio e o avanço em pesquisa e desenvolvimento reforçam a aposta em máquinas mais modernas, conectadas e voltadas à agricultura de alta performance, incluindo equipamentos autônomos já operando no país. A digitalização também ganhou espaço para elevar a eficiência industrial.

O acompanhamento das mudanças tributárias, ambientais e trabalhistas tem sido contínuo, em alinhamento com a matriz alemã. A proteção de recursos naturais integra a estratégia, com máquinas voltadas à economia de insumos, conservação do solo e redução de emissões. O plano de 2026 incorpora práticas de ESG, com atenção ao impacto ambiental, à valorização de colaboradores e ao fortalecimento de controles internos.

“O Brasil é estratégico para o Grupo Horsch, e o Paraná tem protagonismo nesses planos. A região oferece uma base industrial sólida, mão de obra qualificada e condições logísticas e fiscais favoráveis, o que nos levou a investir em um terreno de 400.000 m² em Curitiba, onde está localizada a nossa primeira fábrica no país. Esse investimento reflete nossa confiança de que o maior crescimento do Grupo Horsch nos próximos anos virá do Brasil. E temos certeza de que o Paraná é o lugar certo para isso”, conclui.

 





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Inflação da comida em casa cai 0,2% em novembro, sexto recuo seguido


Arroz e feijão - prato feito
Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

O preço dos alimentos consumidos em casa recuou 0,2% em novembro. Esse resultado é a sexta queda mensal seguida apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país.

O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação como um todo fechou novembro em 0,18%, fazendo o IPCA voltar para o limite da meta do governo.

Com os dados de novembro, a inflação da alimentação no domicílio chega a 1,29% no ano e a 2,48% no acumulado de 12 meses – menor patamar desde fevereiro de 2024, quando marcava 1,76%. Em novembro de 2024, a inflação anual da comida em casa chegou a 8,41%.

Confira os itens que mais recuaram em dezembro:

  • Tubérculos, raízes e legumes: -2,77%
  • Leites e derivados: -2,27%
  • Cereais, leguminosas e oleaginosas: -2,22%
  • Bebidas e infusões: -0,45%
  • Aves e ovos: -0,39%

Outros destaques de baixa no mês são os subitens:

  • Tomate: -10,38%
  • Leite longa vida: -4,98%
  • Arroz: -2,86%
  • Café moído: -1,36%
  • Alimentos e bebidas

Os dados de novembro mostram também que a alimentação fora do domicílio subiu 0,46% no mês e soma 7,60% em 12 meses.

Juntos, a alimentação no domicílio e a fora do domicílio formam o grupo alimentos e bebidas, que caiu 0,01% em novembro, sendo a quinta queda nos últimos seis meses – de junho a novembro, só não caiu em outubro.

Em 12 meses, o grupo atinge 3,88%. Ao longo do ano, os alimentos foram um dos grandes vilões da inflação, com os preços empurrados para cima por questões ligadas a questões climáticas e quebra de safra.

Em abril de 2025, a inflação chegou a 7,81% no acumulado de 12 meses.

O IPCA apura o custo de vida das famílias com renda de um a 40 salários mínimos. O IBGE pesquisa o preço de 377 produtos e serviços. O grupo alimentos e bebidas responde por 21,5% da cesta de consumo das famílias, segundo o Instituto.

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