terça-feira, março 10, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Janela de plantio de soja sequeiro termina no dia 15 de janeiro



Produtores rurais têm até cinco dias úteis para fazer o cadastro obrigatório


Foto: Majuh Souza / Governo do Tocantins

O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), orienta os produtores rurais a ficarem atentos ao fim do prazo da janela do plantio de soja sequeiro da safra 2025/2026, que encerra na próxima quinta-feira, 15 de janeiro. Na última safra foram cadastradas junto à Adapec, uma área cultivada de mais de 1,46 milhão de hectares de soja no Tocantins, com 2,7 mil propriedades cadastradas.

O responsável técnico pelo Programa Estadual de Controle da Ferrugem Asiática da Soja no Tocantins, Cleovan Barbosa destacou que a calendarização do plantio de soja é uma das medidas adotadas pelo Tocantins para fazer o controle da ferrugem asiática, principal praga que ataca a cultura da oleaginosa.

Ele também ressaltou a importância do cadastro das áreas cultivadas para as ações de defesa realizadas pela Adapec no controle de pragas. “O cadastro das áreas cultivadas de soja é obrigatório e o produtor tem até cinco dias úteis após o fechamento da janela de plantio para fazer este cadastro na Adapec. É importante que o produtor faça este cadastro, pois é por meio dele que realizamos o monitoramento de pragas como a ferrugem asiática entre outras,” alertou Cleovan Barbosa.

Cadastro

Para realizar o cadastramento, o produtor rural deve apresentar a documentação exigida disponível no endereço eletrônico www.to.gov.br/adapec efetuar o pagamento e entregar a documentação na unidade da Agência do seu município, até cinco dias úteis, após o fim da janela de plantio, ou seja, até o dia 22 de janeiro. O sojicultor que descumprir as normas poderá sofrer as sanções previstas na legislação.





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Acordo consolida Mercosul como potência energética, alimentar e ambiental, diz Abag


bandeiras dos países do Mercosul
Foto: Isac Nóbrega/PR

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) avalia que a aprovação do Acordo Mercosul-União Europeia tem importância estratégica para ambos os blocos, ao ampliar a oferta e reforçar a segurança alimentar e energética dos europeus em um cenário geopolítico global desafiador.

“Para o Mercosul, o Acordo deve impulsionar o crescimento econômico por meio da facilitação de investimentos e da redução ou eliminação de tarifas sobre produtos sul-americanos, além de consolidar o bloco como potência energética, alimentar e ambiental, ampliando sua capacidade de promover o desenvolvimento sustentável”, destaca a nota da entidade.

Segundo a Abag, o acordo também abre novas agendas, como os combustíveis sustentáveis para aviação e o transporte marítimo, além da cooperação em mobilidade híbrida. “Nesse contexto, cria rotas estratégicas de integração com a Europa, que já mantém acordos com o Chile, ampliando oportunidades em tecnologias, logística e na integração bioceânica”, pontua.

Segundo o presidente da Associação, Ingo Plöger, o Brasil, reconhecido como parceiro comercial confiável, tende a ampliar sua contribuição para atender à demanda europeia por cadeias produtivas descarbonizadas e sustentáveis, essenciais para o cumprimento das metas de redução de emissões.

De acordo com ele, o acordo estabelece ainda um arcabouço jurídico favorável ao avanço de novas agendas de cooperação entre blocos democráticos comprometidos com a livre iniciativa.

“Abrem-se oportunidades nas áreas de novos combustíveis e tecnologias de processos industriais, com mais cooperação do que competição, integração de inovações em serviços digitais e fortalecimento dos instrumentos da democracia. Mais mercado, melhor cooperação e maior participação do setor privado no desenvolvimento sustentável. É o momento de, junto às lideranças empresariais do Mercosul e da União Europeia, formalizarmos um Roadmap [roteiro]. Voltamos a visualizar uma agenda União Europeia–Mercosul para mais 25 anos”, afirma o executivo.

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Esquema de furtos de contentores gera prejuízo de R$ 640 mil a produtor rural


furto contentores
Foto: Divulgação/PCMG

Um esquema criminoso que causou prejuízo estimado em R$ 640 mil foi identificado após a apuração de furtos em série de contentores plásticos pela Polícia de Minas Gerais (PCMG) em uma propriedade rural de Rio Paranaíba, na região do Alto Paranaíba, em Minas Gerais.

As investigações começaram após a identificação de caixas com a logomarca da fazenda sendo vendidas por terceiros sem autorização do proprietário. A apuração levou à localização e recuperação de milhares de contentores em Rio Paranaíba e também em Patrocínio, inclusive em imóveis e estabelecimentos ligados à reciclagem.

De acordo com depoimentos de funcionários, gestores e testemunhas indicaram que a retirada dos contentores ocorria de forma contínua, inclusive em finais de semana e feriados, sempre sem o conhecimento da vítima.

As declarações revelaram ainda que parte significativa do material subtraído estava em perfeito estado de conservação, em desacordo com as normas internas da propriedade, que autorizavam eventual descarte ou venda apenas de caixas danificadas.

Provas

A investigação foi reforçada por provas técnicas e digitais, como imagens de câmeras de segurança, registros fotográficos, vídeos e áudios extraídos de aparelho celular apreendido mediante autorização judicial. O material indicou negociações, carregamentos, transporte e revenda dos contentores, inclusive para fora do estado de Minas Gerais.

O prejuízo foi comprovado por boletim de ocorrência, registros internos de estoque da vítima, dados de recuperação dos bens e laudo pericial, que estimou o valor com base no preço médio de mercado dos contentores não recuperados.

Com as provas reunidas, os investigados foram indiciados por furto qualificado, receptação qualificada e associação criminosa. O caso foi encaminhado à Justiça e ao Ministério Público para as providências cabíveis.

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Como a semana de soja terminou? Confira os negócios do dia


vagens de soja no campo
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com registro de negócios pontuais e baixa movimentação. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, janeiro segue com poucas ofertas, enquanto os compradores permanecem à espera do avanço da colheita e da entrada de produto a preços mais baixos a partir de fevereiro.

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De acordo com Silveira, o ambiente externo apresentou leve volatilidade, com dólar em queda e prêmios positivos. Ainda assim, os preços internos passaram por ajustes limitados, com predominância de ofertas nominais e cotações variando entre estabilidade e leves recuos. “Foi um cenário de poucos ajustes, sem força para sustentar preços mais firmes”, observa.

O analista destaca que a movimentação foi reduzida tanto nos portos quanto no segmento industrial. Nesse contexto, o produtor começa a concentrar sua atenção no andamento da colheita e nas condições climáticas nas próximas semanas.

Preços no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 134,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 135,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 127,00 para R$ 125,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 116,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 116,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 116,50 para R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00

Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a sexta-feira com comportamento misto na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), próximos da estabilidade. As primeiras posições registraram altas, enquanto os vencimentos mais longos recuaram levemente. No balanço semanal, o desempenho foi positivo.

A alta do petróleo e sinais de demanda aquecida pela soja norte-americana, especialmente por parte da China, sustentaram os preços durante boa parte do pregão. No entanto, o cenário de ampla oferta global, com expectativa de boa safra sul-americana, além dos ajustes que antecedem o relatório de janeiro do USDA, limitaram os ganhos no fechamento.

Exportadores privados dos Estados Unidos reportaram ao USDA a venda de 198.000 toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2025/26.

O mercado aguarda que o relatório de janeiro do USDA indique redução na projeção da safra norte-americana 2025/26, enquanto os estoques de passagem devem ser revisados para cima. Analistas internacionais estimam corte na produção dos Estados Unidos de 4,253 bilhões para 4,232 bilhões de bushels, com estoques finais projetados em 301 milhões de bushels.

No cenário global, a expectativa é de estoques finais mundiais de soja em 2025/26 em torno de 123,1 milhões de toneladas, acima das 122,4 milhões indicadas em dezembro. Já os estoques trimestrais norte-americanos em 1º de dezembro devem ficar acima do volume registrado em igual período de 2024, segundo projeções do mercado.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,44%, cotado a R$ 5,3658 para venda e R$ 5,3638 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3527 e a máxima de R$ 5,3982. No acumulado da semana, o dólar registrou desvalorização de 1,00%.

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Feijão tropeiro entra no top 5 dos melhores pratos vegetais do mundo


feijão tropeiro
Imagem gerada por IA

O feijão tropeiro acaba de ganhar destaque internacional ao integrar o ranking da plataforma TasteAtlas, figurando na 5ª colocação entre os melhores pratos da categoria “pratos vegetais” do mundo.

O reconhecimento coloca a cozinha mineira ao lado de tradições gastronômicas consagradas da Itália, Portugal e Índia, e reforça a projeção global dos sabores de Minas Gerais.

Com avaliação de 4,29, o prato é apresentado pela plataforma como uma receita tradicional de Minas Gerais, associada à história dos tropeiros que cruzavam o interior do Brasil transportando mercadorias e saberes.

Preparado com feijão cozido, farinha de mandioca e temperos como alho, cebola, couve e cheiro-verde, o feijão tropeiro reúne simplicidade, sustância e identidade, marcas registradas da cozinha mineira. A TasteAtlas também destaca as diferentes variações regionais da receita, reflexo da diversidade cultural e territorial do estado.

“Nossa cozinha é feita de história, afeto e saberes transmitidos de geração em geração. Esse reconhecimento valoriza não apenas um prato, mas toda uma cultura alimentar que expressa a identidade do nosso povo e fortalece Minas como destino gastronômico no cenário internacional”, destaca a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), Bárbara Botega

Herdeira de influências indígenas, africanas e portuguesas, a cozinha de mineira é conhecida pelo aproveitamento integral dos alimentos, do saber transmitido entre gerações e da criatividade diante das condições do interior do país.

Outro reconhecimento

Recentemente, Minas Gerais também foi citada pela revista Condé Nast Traveler como um dos destinos gastronômicos de 2026, reforçando o interesse internacional pela culinária do estado e pelos seus modos de fazer.

A presença em rankings e publicações especializadas amplia a visibilidade dos pratos, dos produtores locais, dos chefs, das cozinheiras tradicionais e dos territórios que dão origem a esses sabores.

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Colheita da safra brasileira 2025/26 atinge 1% da área, aponta consultoria


Cascavel, colheita de Soja, safra
Foto: Gilson Abreu/AEN

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 alcançou 1% da área plantada até o dia 9 de janeiro, de acordo com levantamento divulgado pela consultoria Safras & Mercado. Na semana anterior, encerrada em 2 de janeiro, os trabalhos ainda não haviam sido iniciados no país.

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Comparação com a colheita do ano passado

O percentual colhido supera o registrado em igual período da safra passada, quando apenas 0,2% da área havia sido colhida.

Ainda assim, o avanço permanece levemente abaixo da média histórica para o período, estimada em 1,2%.

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ABPA esclarece os benefícios do acordo Mercosul-UE para o complexo carne e ovos


complexo carne exportações
Foto: Pixabay/ Montagem: Canal Rural

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebra, em nota, o aceite do Bloco Europeu e a concretização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, resultado de um processo de negociação de mais de 25 anos e de elevada complexidade técnica.

“O acordo representa um avanço relevante para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos, com impactos graduais e bem delimitados para o setor de proteínas animais”, destaca.

A entidade ressalta que no caso da carne de frango, o acordo não interfere, não altera e não substitui o sistema de cotas já em vigor entre o Brasil e a União Europeia, que permanece plenamente válido.

De acordo com a ABPA, o que o acordo acrescenta é a criação de um novo contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa, a ser compartilhado entre os países do bloco.

“Esse volume será composto por 50% de produtos com osso e 50% de produtos sem osso e terá implantação gradual em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total anual no sexto ano de vigência. A partir desse momento, o contingente passa a se repetir anualmente”.

Carne suína e ovos

Já para a carne suína, o acordo cria, pela primeira vez, um contingente tarifário preferencial específico para o Mercosul, inexistente até então para o Brasil. A cota final prevista é de 25 mil toneladas anuais, com tarifa intracota de € 83 por tonelada, substancialmente inferior à tarifa aplicada fora da cota.

“Assim como na carne de frango, a implantação ocorrerá em seis etapas anuais iguais, com crescimento progressivo do volume até o atingimento do teto anual. A efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia para a abertura do mercado, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional”, diz a nota.

No segmento de ovos, o acordo estabelece contingentes tarifários específicos, também no âmbito do Mercosul, isento de tarifa intr­a-cota. Estão previstos 3 mil toneladas anuais para ovos processados e 3 mil toneladas anuais para albuminas, criando uma oportunidade concreta para a ampliação das exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado.

Ao mesmo tempo, a ABPA ressalta que os contingentes criados pelo acordo são cotas do Mercosul, e não exclusivas do Brasil, o que demandará coordenação intrabloco para definição dos critérios de alocação entre os países membros. Os impactos econômicos positivos serão graduais, acompanhando o cronograma de implantação e condicionados ao cumprimento rigoroso dos requisitos sanitários, regulatórios e às regras de aplicação de salvaguardas, que devem permanecer estritamente técnicas e excepcionais.

Por fim, a ABPA ressalta que a concretização do acordo Mercosul–União Europeia reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais, em complementariedade à produção local, com base em sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva.

“O pleno aproveitamento das oportunidades abertas dependerá de uma implementação técnica, previsível e transparente, em linha com os princípios do comércio internacional e da segurança alimentar global”, finaliza a entidade.

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Empresário é denunciado por fraude envolvendo café avaliado em R$ 132 milhões em cooperativa


Divulgação Cocapil

Pelo menos 30 produtores rurais procuraram a polícia para denunciar o empresário Elvis Vilhena Faleiros, de Franca (SP), pelo desaparecimento de cerca de 21 mil sacas de café que estavam armazenadas nos barracões da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil). Faleiros é presidente da cooperativa, que tem sede em Ibiraci, no sul de Minas Gerais.

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De acordo com as investigações, o número de vítimas pode ser ainda maior e chegar a aproximadamente 180 produtores. O prejuízo estimado é de, no mínimo, R$ 132 milhões, considerando o volume de café que teria sumido dos armazéns da cooperativa.

Além de cafeicultores de Ibiraci, há relatos de produtores afetados em municípios de Minas Gerais e de São Paulo, como Claraval e Cássia (MG), além de Franca e Cristais Paulista (SP), o que amplia o alcance do caso e reforça a dimensão do impacto financeiro sobre o setor.

A Justiça decretou a prisão de Elvis Vilhena Faleiros, que segue foragido. No âmbito do processo, ele e dois diretores da Cocapil tiveram os bens penhorados como forma de garantir eventual ressarcimento às vítimas. As investigações continuam para apurar responsabilidades e o destino do café desaparecido.

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Exploração de petróleo cresce, mas riscos ambientais preocupam


Petróleo - opep
Foto: Pixabay

O petróleo ultrapassou a soja e assumiu a liderança entre os produtos mais exportados pelo Brasil, refletindo o avanço da exploração e da produção no país. O movimento, no entanto, reacende o debate sobre os desafios de conciliar crescimento econômico, segurança energética e preservação ambiental.

De acordo com o comentarista do Canal Rural, Daoud, o Brasil passou por uma mudança estrutural ao longo das últimas décadas. Antes dependente da importação, o país se tornou um grande exportador de petróleo, considerado por muito tempo um dos principais gargalos da economia brasileira.

Ao mesmo tempo, o avanço da atividade ocorre em um cenário em que o Brasil se apresenta internacionalmente como potência ambiental, guardião da maior biodiversidade do planeta e protagonista nas discussões sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.

Segundo Daoud, a matriz energética mundial ainda depende fortemente do petróleo, o que dificulta uma transição imediata para fontes totalmente limpas. “O petróleo, do ponto de vista climático, é um desastre. Mas o mundo ainda precisa dele”, afirmou.

O comentarista explicou que o governo brasileiro tem defendido a exploração como parte de um processo de transição energética, com foco na redução das emissões de CO₂ e no avanço gradual de fontes mais sustentáveis. Nesse contexto, o petróleo segue sendo tratado como um recurso estratégico, inclusive para financiar essa transição.

Preocupação ambiental

O debate ganhou novos contornos após o registro de um vazamento de fluido utilizado na perfuração de poços de petróleo. Embora não se trate de vazamento de óleo, o episódio reforçou as preocupações ambientais. De acordo com Daoud, o risco de contaminação é menor do que no caso do petróleo, mas ainda assim representa impacto ao meio ambiente.

Para o comentarista, o Brasil enfrenta um dilema complexo. De um lado, a necessidade de preservar o meio ambiente, essencial para a produção de alimentos e para a imagem do país no cenário internacional. De outro, a exploração de uma riqueza natural relevante em um país que ainda enfrenta desafios socioeconômicos.

“O Brasil ainda é um país pobre. Essa riqueza vai ficar enterrada até quando? O desafio é conciliar a exploração do petróleo com a preservação ambiental”, concluiu.

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