terça-feira, junho 30, 2026

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Comissão da Câmara debate ilegalidades nos mercados de combustíveis e biocombustíveis na terça-feira


Comissão da Câmara debate ilegalidades nos mercados de combustíveis e biocombustíveis na terça-feira

A Comissão Externa sobre os Atos de Pirataria e a Agenda do “Brasil Legal”, da Câmara dos Deputados, realiza na terça-feira (19), às 15 horas, uma audiência pública para discutir ilegalidades nos mercados de petróleo, gás, derivados e biocombustíveis. O encontro será no plenário 10 e foi solicitado pelo coordenador do colegiado, deputado Julio Lopes (PP-RJ).

Segundo a Câmara, o debate vai tratar de práticas como adulteração de combustíveis, comercialização irregular e contrabando de derivados. De acordo com o parlamentar, essas irregularidades geram efeitos econômicos e regulatórios, com impacto sobre a arrecadação pública, a concorrência entre agentes do setor e a qualidade dos produtos ofertados ao consumidor.

No caso dos biocombustíveis, a discussão inclui possíveis reflexos sobre o Renovabio, política nacional voltada à expansão da produção com menor intensidade de carbono. Conforme o pedido de audiência, falhas na produção, na certificação ou na comercialização podem afetar também o mercado de créditos de descarbonização.

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Em manifestação divulgada pela Câmara dos Deputados, Julio Lopes afirmou que “práticas ilegais como adulteração de combustíveis, comercialização irregular e contrabando de derivados produzem impactos que vão muito além das distorções concorrenciais entre agentes econômicos”.

A audiência pública deve reunir convidados para detalhar a dimensão dessas ilegalidades e seus efeitos sobre fiscalização, regulação e funcionamento do mercado. Até o material de convocação informado no conteúdo-base, não foram divulgados, de forma detalhada, os nomes dos participantes nesta reportagem.

Do ponto de vista prático, a discussão pode subsidiar propostas legislativas e medidas de controle sobre cadeias que incluem combustíveis fósseis e biocombustíveis, segmento de interesse direto para distribuidores, produtores, transportadores e consumidores.

A expectativa é que a audiência amplie o levantamento de informações técnicas e regulatórias sobre fraudes e irregularidades no setor, com potencial de orientar futuras ações da Câmara e de órgãos de fiscalização.

Fonte: camara.leg.br

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Comissão da Câmara debate redução da jornada de trabalho sob visão dos empregadores


Comissão da Câmara debate redução da jornada de trabalho sob visão dos empregadores

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 realiza, nesta segunda-feira (18), uma audiência pública para debater os limites e as possibilidades da redução da jornada de trabalho no Brasil sob a perspectiva dos empregadores. A reunião ocorrerá às 16 horas, no plenário 2, em Brasília. O foco é reunir subsídios técnicos antes do avanço da discussão legislativa.

Segundo a Câmara dos Deputados, o debate foi solicitado por parlamentares da comissão e deve tratar das condições de implementação de uma eventual redução da jornada sem corte salarial. A análise inclui impactos econômicos, sociais e produtivos, tema que envolve custos de mão de obra, organização operacional das empresas e efeitos sobre competitividade e produtividade.

A PEC 221/19 está no centro da discussão sobre o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e descansa um. No Legislativo, a proposta vem sendo discutida em meio a mudanças no ambiente produtivo, com maior adoção de automação, digitalização de processos e ferramentas de inteligência artificial.

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Em um dos requerimentos que embasaram a audiência, o deputado Fernando Mineiro (PT-RN) afirmou que a redução da jornada se tornou tema relevante diante das transformações no modo de produção contemporâneo e do aumento de produtividade associado às novas tecnologias. Segundo o parlamentar, esse conjunto de fatores é essencial para a formação do convencimento dos deputados antes da deliberação da matéria.

Até o momento, o material divulgado informa que haverá convidados para o debate, mas não apresenta, no conteúdo disponibilizado, a lista completa dos participantes. Também não foram detalhados, até aqui, estimativas oficiais de impacto econômico da proposta por setor.

A audiência deve servir como etapa técnica de instrução da PEC 221/19. A partir das contribuições de representantes e especialistas, a comissão poderá ampliar a base de análise sobre custos, produtividade e efeitos regulatórios antes de definir os próximos encaminhamentos.

Fonte: camara.leg.br

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Após reativação da produção na Bahia, Petrobras anuncia nova fabrica de fertilizantes


Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (FAFEN-SE), no município de Laranjeiras (Divulgação/Petrobras).
Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (FAFEN-SE), no município de Laranjeiras (Divulgação/Petrobras).

A Petrobras intensificou o processo de retomada da produção nacional de fertilizantes nitrogenados com a reativação das fábricas da Bahia e de Sergipe e o avanço das negociações para concluir a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS). O movimento faz parte da estratégia do governo federal para reduzir a dependência externa de insumos utilizados pelo agronegócio brasileiro.

Nesta quinta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), que retomou as operações em janeiro deste ano após permanecer hibernada desde 2019. A unidade recebeu investimentos de R$ 100 milhões e possui capacidade de produzir 1.300 toneladas diárias de ureia, volume equivalente a cerca de 5% da demanda nacional.

Durante o evento, Lula destacou que a produção nacional de fertilizantes é estratégica para o país, principalmente diante da forte dependência das importações.

“O Brasil é um país agrícola e precisa de fertilizantes. O país não pode importar 90% dos fertilizantes de que a nossa agricultura necessita”, afirmou o presidente.

Além da unidade baiana, a Petrobras também retomou as operações da Fafen Sergipe e da Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA), no Paraná. Segundo a presidente da estatal, Magda Chambriard, o próximo passo é concluir a construção da UFN-III, em Mato Grosso do Sul, considerada estratégica para ampliar a produção nacional de ureia.

“Estamos em tratativas para a finalização da construção da UFN III, no Mato Grosso do Sul. É o esforço da Petrobras em prol da segurança alimentar do Brasil e da geração de emprego e renda”, afirmou Magda.

Com a retomada das unidades da Bahia, Sergipe e Paraná, a Petrobras estima atingir cerca de 20% do mercado interno de ureia. Com a entrada em operação da UFN-III, a expectativa é elevar essa participação para aproximadamente 35% nos próximos anos.

O governo federal avalia que a retomada das fábricas reduz a vulnerabilidade do agro brasileiro diante de crises internacionais, como os conflitos envolvendo Rússia e Ucrânia, que impactaram fortemente o mercado global de fertilizantes nos últimos anos. Antes da reativação das plantas do Nordeste, toda a ureia utilizada no Brasil era importada.

Além do impacto para o agronegócio, a retomada das operações deve gerar empregos e movimentar a economia regional. Somente a Fafen-BA deverá responder por cerca de 900 empregos diretos e 2.700 indiretos.

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Acciona vence PPP de esgotamento da Paraíba em leilão realizado na B3


Acciona vence PPP de esgotamento da Paraíba em leilão realizado na B3

A Acciona venceu, nesta sexta-feira (15), a parceria público-privada (PPP) de esgotamento sanitário da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), no primeiro leilão de saneamento de 2026. A empresa espanhola foi a única a apresentar proposta no certame, realizado na sede da B3, em São Paulo, e ofereceu desconto de 1% sobre a contraprestação pública máxima definida em edital.

O projeto reúne um bloco único com 85 municípios das Microrregiões de Água e Esgoto do Alto Piranhas e do Litoral. A previsão é de R$ 3 bilhões em investimentos ao longo de 25 anos de contrato.

Pelo edital, o desconto incide sobre a contraprestação a ser paga pelo Estado da Paraíba. Essa remuneração é formada por uma parcela fixa máxima de referência de R$ 483,6 milhões e por uma parcela variável vinculada ao volume de esgoto coletado, limitada a R$ 1,91 por metro cúbico.

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A concessionária ficará responsável pela modernização e pela expansão dos sistemas de esgoto nas cidades atendidas. A meta contratual é elevar a cobertura para 90%. Hoje, o atendimento urbano está em 6,7% no Alto Piranhas e em 46,4% no Litoral, segundo os dados do projeto.

Com o resultado, a Acciona amplia a presença no saneamento brasileiro. A companhia já mantém PPPs no Paraná, no Espírito Santo e em Pernambuco. Fora do setor, atua também na Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo.

O leilão da Paraíba havia sido inicialmente marcado para o fim de março, mas foi adiado após pedidos de interessados por mais prazo para análise dos documentos e estruturação das propostas, conforme informou a Cagepa à época. Em 2026, o calendário do setor ainda inclui a PPP de esgoto do Ceará, prevista para segunda-feira (30), com quase 130 municípios e estimativa de R$ 7 bilhões em investimentos.

O resultado da Paraíba mantém ativa a agenda de concessões e PPPs de saneamento, mas o histórico recente indica seletividade dos investidores. Em Goiás, por exemplo, a PPP da Saneamento de Goiás (Saneago) foi cancelada após desclassificação do único interessado em um dos blocos e ausência de propostas nos demais, sem nova data definida.

Fonte: Estadão Conteúdo

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MBRF registra lucro líquido de R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2026


MBRF registra lucro líquido de R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2026

A MBRF encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 111 milhões, alta de 26% na comparação com igual período de 2025. Os dados foram divulgados pela companhia nesta quinta-feira (15). No período, a receita líquida consolidada somou R$ 39,5 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado atingiu R$ 3,1 bilhões, com margem de 7,8%.

Apesar do avanço do lucro, os indicadores operacionais mostraram acomodação em relação ao ano anterior. O Ebitda ajustado recuou 3,2%, e a margem caiu de 8,1% para 7,8%. No resultado financeiro, a empresa registrou saldo negativo de R$ 1,39 bilhão, ante resultado também negativo de R$ 1,35 bilhão no primeiro trimestre de 2025.

Segundo a companhia, parte do desempenho operacional foi sustentada pelo avanço na integração entre Marfrig e BRF. No trimestre, foram capturados R$ 126 milhões em sinergias, o equivalente a cerca de 20% da meta prevista para 2026. O programa de eficiência MBRF+ adicionou outros R$ 296 milhões em ganhos. “A união dos negócios já contribuiu com uma captura de R$ 126 milhões no primeiro trimestre”, afirmou o CEO da MBRF, Miguel Gularte, em entrevista coletiva.

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Na estrutura de capital, a dívida financeira consolidada caiu de R$ 74,6 bilhões no fim de 2025 para R$ 72,7 bilhões ao final de março. Já o caixa e as aplicações financeiras recuaram de R$ 25,3 bilhões para R$ 23,1 bilhões. A geração operacional de caixa foi de R$ 1,45 bilhão, queda de 52,9%, movimento atribuído pela empresa ao maior consumo de capital de giro, ao avanço dos estoques e aos investimentos na operação. A alavancagem em reais passou de 2,69 vezes para 3,37 vezes em 12 meses.

No mercado externo, a companhia informou recorde de exportações diretas de aves e suínos em março, favorecido pela retomada dos embarques de aves para a União Europeia e pela volta das exportações de frango do Rio Grande do Sul para a China. No Oriente Médio, a participação nas exportações para os países do Golfo avançou 12 pontos porcentuais entre fevereiro e março.

Por operação, a BRF teve receita líquida de R$ 15,1 bilhões, alta de 8,4%, com Ebitda de R$ 2,5 bilhões. Na América do Sul, a receita cresceu 23,1%, para R$ 6,6 bilhões, e o Ebitda subiu 34,9%, para R$ 730 milhões. Já a National Beef, nos Estados Unidos, manteve pressão do ciclo pecuário, com Ebitda de US$ 10 milhões e margem de 0,3%, refletindo a menor oferta de gado no mercado norte-americano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Índice Empire State sobe para 19,6 em maio nos Estados Unidos


Índice Empire State sobe para 19,6 em maio nos Estados Unidos

O índice de atividade industrial Empire State, que mede as condições da manufatura no Estado de Nova York, subiu para 19,6 em maio, ante 11 em abril. Os dados foram divulgados pelo Federal Reserve de Nova York nesta sexta-feira (15). O resultado também superou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que projetavam recuo do indicador para 5,4 no mês.

O avanço de 8,6 pontos entre abril e maio indica melhora no ritmo de atividade industrial na região pesquisada. Como o índice opera acima de zero quando há expansão das condições de negócios, a leitura de 19,6 sinaliza fortalecimento da manufatura no Estado de Nova York em relação ao mês anterior.

Além da comparação mensal, o dado chama atenção por destoar das estimativas do mercado. A diferença entre o resultado divulgado e a projeção da FactSet foi de 14,2 pontos. Esse desvio sugere que a atividade industrial regional apresentou desempenho mais forte do que o esperado por analistas.

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A pesquisa é acompanhada por agentes financeiros e setores produtivos porque funciona como um dos primeiros termômetros mensais da indústria nos Estados Unidos. Embora o levantamento seja regional, ele costuma ser usado como referência inicial para avaliar o comportamento da produção, da demanda e das condições de negócios no país.

Do ponto de vista prático, números mais fortes da indústria norte-americana podem influenciar a leitura do mercado sobre o nível de atividade dos Estados Unidos. Esse tipo de sinalização tende a repercutir em expectativas para juros, dólar e preços internacionais, variáveis que afetam cadeias exportadoras e a formação de preços de commodities.

Os próximos indicadores industriais regionais e nacionais dos Estados Unidos devem mostrar se a alta do Empire State em maio foi pontual ou se há continuidade no fortalecimento da manufatura. No material consultado, não houve detalhamento adicional dos subíndices da pesquisa.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Boletim prevê tempo estável no Rio Grande do Sul até sábado e chuva a partir de domingo


Boletim prevê tempo estável no Rio Grande do Sul até sábado e chuva a partir de domingo

O Rio Grande do Sul deve ter tempo estável e temperaturas baixas entre esta sexta-feira (15) e sábado (16), segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 20/2026. A partir de domingo (17), um sistema de baixa pressão, com evolução posterior para frente fria, deve provocar chuva em parte do estado, sobretudo na metade Norte e em regiões próximas ao litoral.

As informações foram divulgadas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

De acordo com o boletim, a massa de ar frio que atua sobre o território gaúcho mantém as temperaturas baixas e sem previsão de chuva significativa entre esta sexta-feira (15) e sábado (16). No domingo (17), o avanço de um sistema de baixa pressão começa a alterar as condições do tempo, com previsão de chuva em algumas regiões e leve elevação das temperaturas.

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Na segunda-feira (18), esse sistema deve seguir influenciando o estado. A previsão indica continuidade da chuva, principalmente na metade Norte e em áreas próximas ao litoral, além de possibilidade de rajadas de vento pontuais no litoral gaúcho. As temperaturas devem permanecer levemente mais elevadas em relação aos dias anteriores.

Entre terça-feira (19) e quarta-feira (20), a tendência é de afastamento gradual do sistema. Com isso, a chuva deve ficar mais isolada na terça-feira (19), enquanto as temperaturas voltam a cair de forma gradual em grande parte do estado.

Os acumulados previstos ao longo do período variam entre 0 e 30 milímetros (mm) na maior parte do Rio Grande do Sul. Em pontos isolados do litoral Norte, os volumes podem superar esse patamar. Já na metade Oeste, a previsão indica volumes abaixo de 10 mm.

Segundo o boletim, o comportamento do tempo ao longo dos próximos dias exige atenção maior nas áreas da metade Norte e do litoral, onde a chuva deve se concentrar. A atualização semanal também monitora reflexos das condições meteorológicas sobre culturas e criações no estado.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais


Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais

O mercado de juros iniciou esta sexta-feira (15) sob pressão, em meio ao ambiente de aversão a risco no exterior. A alta do petróleo, associada à falta de sinal de acordo entre Estados Unidos e Irã, elevou a preocupação com a inflação global e reforçou a leitura de juros mais altos nos Estados Unidos. No Brasil, o movimento reduz espaço para cortes adicionais da taxa Selic.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries e de títulos soberanos de outros países avançam. Segundo a precificação do mercado, há 60% de chance de alta de 25 pontos-base nos juros do Federal Reserve (Fed) até o fim de 2026. Esse ajuste nas curvas internacionais tende a ser transmitido aos ativos brasileiros, com elevação dos prêmios exigidos pelos investidores.

Além do cenário externo, os agentes acompanham nesta sexta-feira (15) a divulgação da pesquisa de serviços no Brasil, prevista para as 9 horas. A mediana das estimativas aponta recuo de 0,1% no volume de serviços prestados em março, na comparação mensal, após alta de 0,1% em fevereiro. O dado é observado por seu peso na atividade econômica e por sua influência nas expectativas para a política monetária.

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No mercado doméstico, a leitura é que a combinação entre pressão inflacionária externa e aumento do prêmio de risco limita o espaço para o ciclo de cortes da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Também permanecem no radar desdobramentos políticos internos, que podem influenciar a inclinação da curva de juros ao longo do dia.

No cenário internacional, após encontro entre Estados Unidos e China, ainda não há detalhamento oficial sobre novos acordos comerciais. Para a consultoria Capital Economics, a reunião serviu principalmente para consolidar a trégua comercial em vigor no curto prazo. Já o Indicador de Comércio Exterior (Icomex), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), avalia que as negociações entre EUA e China e a guerra no Irã têm potencial para afetar as exportações brasileiras.

Ao longo do dia, o comportamento da curva de juros deve seguir condicionado aos dados de atividade, à fala do diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, e à trajetória dos rendimentos dos títulos americanos. Sem sinal claro de alívio no cenário externo, a referência para os juros locais permanece de cautela.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Boi gordo segue em queda com aumento da oferta de fêmeas e consumo fraco de carne


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Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

O mercado do boi gordo encerrou a quinta-feira (14) com negociações mais lentas e sem pressão imediata de compra ou venda nas principais praças pecuárias do país. Segundo dados do Cepea/Esalq-USP, o indicador do boi gordo fechou cotado a R$ 344,60 por arroba, com queda diária de 0,40% e recuo acumulado de 2,78% no mês.

O cenário reflete um mercado mais cauteloso, com produtores retraídos nas negociações e frigoríficos operando com escalas de abate consideradas confortáveis em diversas regiões.

Na B3, o contrato futuro do boi gordo para maio também registrou baixa, encerrando o dia em R$ 338,30 por arroba, com desvalorização de 0,35%.

Oferta elevada de fêmeas pressiona preços

Em Mato Grosso do Sul, principalmente na região de Três Lagoas, o mercado segue abastecido, com frigoríficos trabalhando com escalas próximas de uma semana ou mais. Os preços do boi gordo variam entre R$ 335 e R$ 345 por arroba.

Já em Mato Grosso, na região de Rondonópolis, a maior disponibilidade de fêmeas continua pressionando o mercado, embora os preços do boi permaneçam relativamente estáveis, oscilando entre R$ 340 e R$ 350 por arroba. As escalas de abate também giram em torno de sete dias.

Na região de Colíder (MT), o fim do período chuvoso aumentou a oferta de animais terminados, o que provocou recuo de R$ 5 no preço das fêmeas. A vaca foi negociada, em média, a R$ 313,34 por arroba, enquanto o boi gordo teve média de R$ 341,79 por arroba.

O movimento se repetiu em Goiás. Em Rio Verde, a entrada maior de fêmeas resultou em queda de R$ 10 no valor pago pela categoria. O boi gordo, por outro lado, permaneceu estável frente aos últimos dias. A vaca ficou cotada, em média, a R$ 300,53 por arroba, e o boi gordo a R$ 321,78 por arroba.

Consumo de carne limita reação do mercado

Segundo relatos do setor, o consumo de carne bovina segue enfraquecido em importantes mercados consumidores, como Rio Grande do Sul e Cuiabá. Esse cenário reduz o apetite dos frigoríficos, que preferem trabalhar com escalas já preenchidas antes de avançar em novas compras.

Além disso, a maior oferta de fêmeas no mercado continua ajudando a alongar as escalas de abate, o que limita uma reação mais consistente nos preços da arroba no curto prazo.

De acordo com os dados do Cepea, o indicador do bezerro em Mato Grosso do Sul fechou o dia em R$ 3.430,49/cabeça, com alta de 0,10% no dia e valorização de 0,64% no mês. Já o boi magro em São Paulo foi cotado a R$ 4.364,70/cabeça, acumulando queda mensal de 1,10%.

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Seapi apresenta Serviço Veterinário Oficial a estudantes durante a Fenasul Expoleite 2026


Seapi apresenta Serviço Veterinário Oficial a estudantes durante a Fenasul Expoleite 2026

Estudantes de graduação e pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) acompanharam, nesta quinta-feira (14), uma apresentação sobre o funcionamento do Serviço Veterinário Oficial durante a Fenasul Expoleite 2026. A atividade foi conduzida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e teve foco no sistema de notificação de suspeitas de doenças em animais.

A palestra foi ministrada por Felipes Lopes Campos, fiscal estadual agropecuário e coordenador de Educação Sanitária da Seapi. Segundo ele, a apresentação detalhou os canais de comunicação disponíveis para notificações, além de relacionar o fluxo dessas informações com a defesa agropecuária estadual, nacional e internacional.

De acordo com Campos, o conteúdo também buscou mostrar como a comunicação entre produtores, profissionais, sociedade e Serviço Veterinário Oficial sustenta a vigilância sanitária animal. “Apresentei os diferentes canais de comunicação que temos para notificação e trouxe o panorama do estado, do Brasil e do mundo. Também expliquei como essas notificações se comunicam e o que isso garante para a gente em relação à sanidade”, afirmou.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Antes da atividade, o coordenador informou ter realizado um diagnóstico educativo inicial para identificar o perfil do público e a percepção dos participantes sobre o serviço oficial. A partir disso, a apresentação foi ajustada ao nível de conhecimento dos estudantes e profissionais presentes.

A abordagem técnica sobre notificação é relevante porque a comunicação rápida de suspeitas integra os protocolos de monitoramento sanitário e contribui para a resposta do poder público diante de possíveis ocorrências. A Seapi não divulgou o número de participantes da atividade.

A apresentação integrou um ciclo de palestras promovido pelo Setor de Grandes Ruminantes da Faculdade de Veterinária da UFRGS.

A tendência, segundo a lógica dos programas de educação sanitária, é de que ações desse tipo ampliem o conhecimento sobre os protocolos de notificação e reforcem a articulação entre universidade, profissionais e serviço oficial de defesa animal.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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