domingo, março 29, 2026

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Cânhamo e cannabis: conhece a diferença? Já está tudo liberado? Saiba aqui


Cannabis maconha
A Cannabis já vem sendo utilizada como medicamento em várias partes do mundo. Foto: Pixabay

O mercado de cannabis medicinal no Brasil ainda enfrenta barreiras regulatórias, apesar dos avanços recentes. Com a produção nacional dependendo de regulamentação oficial, o setor tem recebido atenção crescente de órgãos de pesquisa, agências reguladoras e do governo. Nesse cenário, o 3º Cannabis Connection 2025, realizado em São Paulo, reuniu especialistas, pesquisadores, médicos e representantes do setor para debater o desenvolvimento, os desafios e as oportunidades da cannabis medicinal e do cânhamo industrial no país.

Com o tema “O Novo Cenário da Cannabis e do Cânhamo no Brasil: Avanços, Desafios e Oportunidades”, o evento consolidou-se como o principal ponto de encontro da indústria na região, promovendo networking, debates e a apresentação de dados estratégicos sobre o mercado.

Cannabis e cânhamo: qual a diferença?

Durante o Cannabis Connection, foi explicado que a cannabis pertence à espécie Cannabis sativa, que inclui diferentes variedades com composições químicas distintas. A cannabis medicinal possui níveis altos de THC, o composto psicoativo responsável pelos efeitos terapêuticos da planta, como alívio da dor, controle de náuseas, estímulo do apetite e redução de crises convulsivas, sendo utilizada exclusivamente para tratamento clínico.

Já o cânhamo, outra variedade da Cannabis sativa, contém menos de 0,3% de THC, não produz efeito psicoativo e tem aplicações industriais, como fibras, alimentos, cosméticos, biocombustíveis e materiais de construção.

Apesar do potencial econômico e ambiental do cânhamo, no Brasil a lei trata a planta da mesma forma que a maconha recreativa, impedindo o plantio comercial, enquanto países como Canadá, Estados Unidos, China, Argentina e Uruguai já avançam em pesquisa, produção e exportação.

Avanço

Segundo o Mapa, em novembro de 2024, o STJ definiu que não pode ser considerado proibido o cânhamo industrial, variedade da Cannabis com teor de THC inferior a 0,3%, e que, portanto, é lícita a concessão de autorização sanitária para o plantio, o cultivo, a industrialização e a comercialização do cânhamo industrial por pessoas jurídicas.

Essa autorização é limitada a fins exclusivamente medicinais e/ou farmacêuticos, atrelados à proteção do direito à saúde, observada a regulamentação a ser editada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Embrapa e o potencial do país

A Embrapa destaca o papel estratégico da ciência e da tecnologia para impulsionar o setor. Segundo Beatriz Emygdio, o país já possui estrutura científica e agrícola robusta, com 43 unidades de pesquisa, 600 laboratórios e centros internacionais com tecnologia compatível com as exigências da bioeconomia.

Ela reforçou ainda que a cannabis pode gerar benefícios ambientais, ajudar na captura de carbono e fornecer matéria-prima para indústrias de medicamentos, alimentos e biocombustíveis. A instituição aponta que já existe demanda e capacidade produtiva instalada, mas o cultivo comercial ainda depende de regulamentação oficial, prevista para 2026.

Avanços regulatórios da Anvisa

A regulamentação é um dos pilares para o crescimento do setor. A Anvisa vem avançando com a revisão da RDC 327, que já autorizou mais de 50 produtos à base de canabidiol e extratos vegetais, recebendo 1.476 contribuições em consulta pública.

Atualmente, a agência registra 35 produtos à base de cannabis e acompanha mais de 60 mil médicos prescritores, atuando no controle sanitário, registro de medicamentos e importação de produtos. A expectativa é que a nova regulamentação seja aprovada ainda em 2025, consolidando um marco para a segurança e rastreabilidade do setor.

Papel do Mapa e parcerias estratégicas

O Mapa tem reforçado sua posição favorável à regulamentação da cannabis medicinal e industrial. Ana Paula Porfírio destacou que o órgão já realizou manifestações sobre sementes e mudas, cumprindo sua função de regulação. Ela também ressaltou a parceria com a Embrapa, garantindo apoio às associações do setor. A pesquisadora Beatriz Emygdio acrescentou que é fundamental alinhar produção, controle de qualidade e pesquisa científica para consolidar uma cadeia produtiva sustentável no país.

Mercado em expansão

O mercado de cannabis medicinal no Brasil mostra sinais claros de crescimento. Filipe Campos, da Close-Up International, destacou que o número médio de prescrições por médico aumentou 9,2%, com neurologistas e psiquiatras liderando os casos, embora clínicos gerais representem a maior quantidade de prescrições.

Até setembro de 2025, cerca de 180 a 185 mil pacientes utilizam produtos via importação, e o total de autorizações válidas nos últimos dois anos supera 320 mil, evidenciando o fortalecimento do setor e o crescente reconhecimento da cannabis medicinal como alternativa terapêutica viável no país.

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diferença, aplicação e cenário regulatório do setor no Brasil



O mercado de cannabis medicinal no Brasil ainda enfrenta barreiras regulatórias, apesar dos avanços recentes. Com a produção nacional dependendo de regulamentação oficial, o setor tem recebido atenção crescente de órgãos de pesquisa, agências reguladoras e do governo. Nesse cenário, o 3º Cannabis Connection 2025, realizado em São Paulo, reuniu especialistas, pesquisadores, médicos e representantes do setor para debater o desenvolvimento, os desafios e as oportunidades da cannabis medicinal e do cânhamo industrial no país.

Com o tema “O Novo Cenário da Cannabis e do Cânhamo no Brasil: Avanços, Desafios e Oportunidades”, o evento consolidou-se como o principal ponto de encontro da indústria na região, promovendo networking, debates e a apresentação de dados estratégicos sobre o mercado.

Cannabis e cânhamo: qual a diferença?

Durante o Cannabis Connection, foi explicado que a cannabis pertence à espécie Cannabis sativa, que inclui diferentes variedades com composições químicas distintas. A cannabis medicinal possui níveis altos de THC, o composto psicoativo responsável pelos efeitos terapêuticos da planta, como alívio da dor, controle de náuseas, estímulo do apetite e redução de crises convulsivas, sendo utilizada exclusivamente para tratamento clínico.

Já o cânhamo, outra variedade da Cannabis sativa, contém menos de 0,3% de THC, não produz efeito psicoativo e tem aplicações industriais, como fibras, alimentos, cosméticos, biocombustíveis e materiais de construção.

Apesar do potencial econômico e ambiental do cânhamo, no Brasil a lei trata a planta da mesma forma que a maconha recreativa, impedindo o plantio comercial, enquanto países como Canadá, Estados Unidos, China, Argentina e Uruguai já avançam em pesquisa, produção e exportação.

Avanço

Segundo o Mapa, em novembro de 2024, o STJ definiu que não pode ser considerado proibido o cânhamo industrial, variedade da Cannabis com teor de THC inferior a 0,3%, e que, portanto, é lícita a concessão de autorização sanitária para o plantio, o cultivo, a industrialização e a comercialização do cânhamo industrial por pessoas jurídicas.

Essa autorização é limitada a fins exclusivamente medicinais e/ou farmacêuticos, atrelados à proteção do direito à saúde, observada a regulamentação a ser editada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Embrapa e o potencial do país

A Embrapa destaca o papel estratégico da ciência e da tecnologia para impulsionar o setor. Segundo Beatriz Emygdio, o país já possui estrutura científica e agrícola robusta, com 43 unidades de pesquisa, 600 laboratórios e centros internacionais com tecnologia compatível com as exigências da bioeconomia.

Ela reforçou ainda que a cannabis pode gerar benefícios ambientais, ajudar na captura de carbono e fornecer matéria-prima para indústrias de medicamentos, alimentos e biocombustíveis. A instituição aponta que já existe demanda e capacidade produtiva instalada, mas o cultivo comercial ainda depende de regulamentação oficial, prevista para 2026.

Avanços regulatórios da Anvisa

A regulamentação é um dos pilares para o crescimento do setor. A Anvisa vem avançando com a revisão da RDC 327, que já autorizou mais de 50 produtos à base de canabidiol e extratos vegetais, recebendo 1.476 contribuições em consulta pública.

Atualmente, a agência registra 35 produtos à base de cannabis e acompanha mais de 60 mil médicos prescritores, atuando no controle sanitário, registro de medicamentos e importação de produtos. A expectativa é que a nova regulamentação seja aprovada ainda em 2025, consolidando um marco para a segurança e rastreabilidade do setor.

Papel do Mapa e parcerias estratégicas

O Mapa tem reforçado sua posição favorável à regulamentação da cannabis medicinal e industrial. Ana Paula Porfírio destacou que o órgão já realizou manifestações sobre sementes e mudas, cumprindo sua função de regulação. Ela também ressaltou a parceria com a Embrapa, garantindo apoio às associações do setor. A pesquisadora Beatriz Emygdio acrescentou que é fundamental alinhar produção, controle de qualidade e pesquisa científica para consolidar uma cadeia produtiva sustentável no país.

Mercado em expansão

O mercado de cannabis medicinal no Brasil mostra sinais claros de crescimento. Filipe Campos, da Close-Up International, destacou que o número médio de prescrições por médico aumentou 9,2%, com neurologistas e psiquiatras liderando os casos, embora clínicos gerais representem a maior quantidade de prescrições.

Até setembro de 2025, cerca de 180 a 185 mil pacientes utilizam produtos via importação, e o total de autorizações válidas nos últimos dois anos supera 320 mil, evidenciando o fortalecimento do setor e o crescente reconhecimento da cannabis medicinal como alternativa terapêutica viável no país.



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O paradoxo da economia e a força do prato feito


A economia brasileira vive um momento curioso e desafiador. De um lado, o país carrega problemas estruturais sérios, com dívida pública ultrapassando 75% do PIB, juros altos e gastos governamentais que continuam crescendo acima da arrecadação. De outro, o Brasil apresenta crescimento econômico superior ao esperado, desemprego no menor nível histórico e consumo firme de alimentos.

O economista Ricardo Amorim definiu isso como um verdadeiro paradoxo. “O Brasil vive um paradoxo: problemas fiscais sérios e, ainda assim, crescimento econômico acima das previsões.”

Esse contraste ajuda a explicar por que a cesta básica e os alimentos essenciais seguem com volume de vendas em alta, mesmo num contexto de desequilíbrio fiscal e crédito caro.

De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o consumo nos lares subiu 2,67% em 2025 (até setembro), em valores reais deflacionados, e ficou 2,79% acima do mesmo período de 2024. O IBGE mostra que o varejo total cresceu 1,6% no acumulado do ano e atingiu, em fevereiro, o maior patamar da série histórica. Dentro desse grupo, o segmento de “hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo” foi um dos que mais contribuíram, com avanço de 1,1% em agosto.

Outro indicador importante, da NIQ (antiga NielsenIQ), confirma a resiliência: em 2023, a cesta de alimentos e bebidas cresceu 7,4% em volume, superando a média de todas as categorias, que foi de 1,9%.

Mesmo em meses de oscilação, como agosto de 2025, quando os dados de PDV mostraram uma queda de 4,4% em volume, mas aumento de 2,5% em receita, o comportamento do consumidor reforça uma tendência estrutural: a prioridade continua sendo o alimento.

A razão é simples e poderosa: emprego e renda real. Hoje, há 23 milhões de brasileiros a mais empregados do que há quatro anos, e a massa salarial, ajustada pela inflação, aumentou cerca de R$ 80 bilhões. Esse dinheiro adicional, distribuído mensalmente, sustenta o consumo de itens essenciais como feijão, arroz, óleo, farinha, açúcar, pães e biscoitos, garantindo movimento ao comércio, à indústria e ao campo.

Mesmo com a taxa Selic ainda alta e o crédito para bens duráveis em retração, a renda corrente permite que o consumidor mantenha o básico no carrinho e, em muitos casos, até melhore a qualidade dos produtos adquiridos. É o fenômeno da “substituição positiva”: trocam-se supérfluos e lazer por comida de verdade, mais nutritiva e com origem conhecida.

O agronegócio brasileiro, mesmo enfrentando desafios de custo e logística, vive um dos seus ciclos mais produtivos da história, com safra recorde de grãos estimada em +17%. Essa abundância ajuda a manter os preços dos alimentos relativamente estáveis, mesmo com o aumento da demanda, e fortalece a economia rural. O agro é, mais uma vez, a âncora que sustenta o consumo interno e evita desequilíbrios mais severos.

Além disso, o Brasil se beneficia de um ambiente externo peculiar. As tensões geopolíticas, como a guerra na Ucrânia, conflitos comerciais entre Estados Unidos e China e instabilidade em países emergentes, fazem com que fluxos de capital busquem refúgio em economias mais previsíveis, como a brasileira. Isso ajuda a atrair investimento direto, ampliar a geração de empregos e reforçar o círculo virtuoso do consumo.

Por outro lado, há um alerta importante: esse ciclo não é infinito. Se o cenário global se deteriorar, ou se o país continuar postergando os ajustes nas contas públicas, o capital pode migrar e o consumo perder fôlego. O desafio está em transformar essa fase de bonança aparente em crescimento sustentável, com produtividade, eficiência fiscal e valorização dos setores que realmente alimentam e empregam o país.

Enquanto isso, o prato feito brasileiro, composto por arroz, feijão, proteína e salada, segue sendo torpedeado pelo marketing dos ultraprocessados. O crescimento dos problemas de saúde mostra que é preciso reagir.

A comida de verdade é mais que uma questão nutricional: é uma força econômica e cultural que conecta campo e cidade, produtor e consumidor. É ela que dá condições físicas e até mesmo psíquicas à nossa população para suportar o estresse de um mundo polarizado que busca nos manipular política e economicamente.

Por isso, movimentos como o Viva Feijão, liderado pelo Ibrafe, ganham importância. Eles mostram que o futuro da alimentação e da economia pode e deve passar por uma agricultura mais consciente, regenerativa e valorizada. O feijão, alimento acessível, saudável e de forte identidade nacional, está no centro dessa transformação. Em tempos de incerteza fiscal e política, é o alimento de verdade que dá estabilidade ao país.

O Brasil pode ter uma economia desequilibrada, mas tem algo que o mantém em movimento: a confiança do povo no prato cheio e o trabalho incansável de quem produz cada grão que o compõe. O desafio agora é transformar esse consumo em desenvolvimento com propósito, onde produzir e comer bem continuem caminhando juntos.

Afinal, como mostra a história recente, a força do Brasil começa no campo e termina no prato, de preferência, com muito feijão.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Preços da mandioca têm movimentos distintos e cotações estabilizam



As cotações da mandioca seguiram em alta na última semana em parte das regiões acompanhadas. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Por outro lado, algumas regiões se enfraqueceram pressionadas pela menor demanda por derivados. Nesse cenário, a média ficou praticamente estável no período. 

Entre 3 e 7 de novembro, o valor nominal a prazo para a tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 572,04 (R$ 0,9948/grama de amido), leve recuo de 0,2% sobre o intervalo anterior. No acumulado de quatro semanas, registra-se elevação de 0,44%.

No mercado de fécula, conforme o centro de pesquisas, parte dos compradores, principalmente dos segmentos atacadista e industrial, reduziu os volumes adquiridos no spot.

A baixa liquidez pressionou as cotações do derivado, sobretudo nas negociações entre as próprias fecularias. De acordo com dados consolidados do Cepea, em outubro, a produção de fécula cresceu 39%, atingindo o maior patamar desde julho deste ano.

Devido aos menores estoques de passagem (de setembro para outubro), a disponibilidade do derivado no mercado doméstico aumentou 9,4%. O consumo aparente de fécula avançou 42,2%, superando em 6,7% a quantidade produzida no período.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preço do milho segue firme e retoma patamar de junho



Os preços do milho seguem firmes no mercado doméstico, retomando os patamares verificados em junho deste ano. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, produtores continuam focados na semeadura da safra verão. Em algumas regiões do país, fortes chuvas deixam agentes em alerta. Quanto às negociações, vendedores priorizam o cumprimento dos contratos já firmados e aguardam novas valorizações para voltar ao spot.

Por outro lado, pesquisadores explicam que o movimento de alta de preços acaba sendo limitado pela menor demanda. Compradores relatam ter estoques suficientes para o curto prazo e, com isso, adquirem novos lotes de forma pontual. Esses agentes estão de olho na produção recorde desta temporada e na possibilidade de que vendedores precisem liberar armazéns e/ou fazer caixa.

Quanto às exportações brasileiras de milho, dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que foram embarcadas 6,5 milhões de toneladas em outubro, volume 14% abaixo do de setembro e apenas 1,5% acima do verificado em outubro/24.

Dessa forma no acumulado de 2025, os envios totalizam 29,82 milhões de toneladas, 3,2% a menos do que no mesmo período do ano passado.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Durante a COP30, Embrapa lança glossário sobre agricultura e mudanças climáticas



A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançará, nesta segunda-feira (10), o Glossário sobre Agricultura e Mudança Climática, uma ferramenta de apoio destinada a jornalistas e comunicadores que vão cobrir a COP30, evento que acontece no Brasil e debate questões climáticas e sustentabilidade.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: 

A publicação tem como objetivo qualificar a cobertura jornalística e ampliar o entendimento público sobre conceitos centrais do debate climático, destacando o papel da ciência brasileira na construção de soluções sustentáveis para a agropecuária e a segurança alimentar.

O glossário reúne termos relacionados à adaptação e mitigação climática, agricultura sustentável, uso racional de recursos, segurança alimentar e tecnologias de produção de baixa emissão de carbono.

“A publicação organiza e explica, de forma clara e objetiva, conceitos que permeiam o debate sobre agricultura, sustentabilidade e mudanças climáticas, auxiliando não apenas a cobertura da COP30, mas também de temas científicos e agroambientais”, afirmou a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

O chefe-geral da Embrapa Cerrados, Sebastião Pedro, coeditor do glossário, ressaltou a importância da imprensa na divulgação da ciência. “A imprensa é parceira fundamental da Embrapa na missão de aproximar a ciência da sociedade. Este glossário oferece uma fonte confiável e acessível para qualificar a cobertura das discussões da COP30 e do debate sobre sustentabilidade”, afirmou.

A produção do glossário utilizou Processamento de Linguagem Natural (PLN), combinando linguística, ciência da computação e validação especializada para selecionar e definir termos a partir do uso real na língua. A obra conta com 51 verbetes em 30 páginas, elaborados por profissionais da Linguística em parceria com especialistas em Comunicação, Ciência da Informação e pesquisadores de diversas áreas.

O material digital será distribuído a jornalistas e ficará disponível no portal da Embrapa para toda a sociedade. O projeto integra as comemorações dos 50 anos da Embrapa Cerrados e reforça o compromisso da instituição em fortalecer o diálogo entre ciência e sociedade.

Acesse aqui o Glossário sobre Agricultura e Mudança Climática.

Com informações de: embrapa.br.



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Exportação de feijão segue registrando desempenho recorde



As exportações brasileiras de feijão seguem apresentando desempenho recorde, tanto no volume mensal quanto no acumulado de 12 meses. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com dados da Secex, o Brasil embarcou 91,1 mil toneladas de feijões em outubro, a maior quantidade mensal registrada pela Secretaria desde o início da série histórica, em 1997.

Em 2025, já foram exportadas 452,9 mil toneladas e, no acumulado de 12 meses, o volume soma 537,17 mil toneladas, ambos recordes históricos. Da mesma forma, no mercado interno, levantamentos do Cepea mostram que prevaleceram variações positivas nos preços do feijão carioca na última semana; já no caso do feijão preto, as cotações oscilaram entre estabilidade e leve queda. 

No campo, a semeadura da primeira safra 2025/26 brasileira avançou para 34,2% da área estimada até o dia 1º de novembro, segundo dados da Conab. O Paraná lidera as atividades, com 85% da área cultivada, seguido por Santa Catarina (68,3%), Rio Grande do Sul (50%), Bahia (30%), Minas Gerais (25%) e Goiás (3%). 

Em MG e GO, as chuvas recentes favoreceram o avanço das operações, à medida que melhoraram as condições de umidade do solo.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Na COP30, Brasil assume liderança no mercado de carbono


Donald Trump voltou a atacar as políticas climáticas globais, desta vez mirando a COP 30 que é realizada em Belém, no Pará. Em suas redes, o presidente dos EUA afirmou que “a Amazônia foi destruída para construir uma estrada de quatro faixas” destinada aos ambientalistas que participarão do evento.

A declaração reacende o embate entre ceticismo climático e política ambiental. De fato, existe no Pará uma obra de grande porte: a Avenida Liberdade, via expressa de cerca de 13 a 14 quilômetros, planejada para melhorar o acesso à capital e aliviar o trânsito da BR-316. O governo estadual confirma a construção, mas nega que tenha sido criada especificamente para a COP 30.

A Secretaria de Infraestrutura do Pará afirma que a avenida segue a faixa de um linhão de energia já existente, com vegetação previamente suprimida. A obra possui licença ambiental e prevê 57 condicionantes, incluindo passagens de fauna e ciclovia. Críticos, no entanto, contestam o impacto e apontam a derrubada de trechos de floresta ainda preservada.

Enquanto o governo argumenta que se trata de um projeto antigo e com mitigação ambiental, Trump usa o caso para reforçar seu discurso contra conferências climáticas e políticas ambientais globais.

O episódio revela como temas ambientais se transformaram em armas políticas globais. A crítica de Trump mistura fatos e distorções, mas expõe uma verdade incômoda, o Brasil será observado sob lupa durante a COP 30. Entre o dever de proteger a floresta e a necessidade de investir em infraestrutura, o país precisa mostrar equilíbrio e transparência, porque, no cenário  internacional, qualquer passo em falso na Amazônia tem repercussão mundial.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Exportação de farelo de soja é recorde na parcial do ano



De janeiro a outubro, o Brasil exportou 19,6 milhões de toneladas de farelo de soja, um recorde para o período. Isso é o que indicam os dados da Secex analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, a demanda está aquecida, sobretudo por parte de novos países e/ou de destinos pouco tradicionais, como Espanha, Dinamarca, Bangladesh e Portugal. No Brasil, consumidores também estão mais ativos nas aquisições do derivado. 

Quanto à soja em grão, na parcial deste ano, o País embarcou 100,6 milhões de toneladas, 6,7% acima do volume escoado em igual intervalo de 2024. Desse total, 78,8 milhões de toneladas foram enviadas à China, ainda conforme números da Secex analisados pelo Cepea.

No campo, chuvas generalizadas beneficiaram as atividades em grande parte do Brasil. Segundo a Conab, a semeadura de soja atingiu 47,1% da área estimada até 1º de novembro, abaixo dos 53,3% observados no mesmo período de 2024 e da média de 54,7% dos últimos cinco anos.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Plantio de soja alcança 57,68% de área no Brasil, diz consultoria


Segundo a consultoria Pátria Agronegócios, até o momento, 57,68% da área prevista para soja no Brasil em 2025 já foi plantada. No mesmo período de anos anteriores, os percentuais eram de 68,36% em 2024, 50,67% em 2023, e a média dos últimos cinco anos é de 58,90%.

Confira o gráfico por região:

Fonte: Pátria Agronegócios
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Avanço da safra 25/26 de soja

As chuvas no leste do país aceleraram os trabalhos de campo em estados como Goiás, Minas Gerais e Bahia. No entanto, segundo a consultoria, precipitações ainda se mostram irregulares em partes do Nordeste, Tocantins e do centro-oeste, limitando avanços mais consistentes.

O ritmo de semeadura segue abaixo do registrado em 2024, mas, na última semana, se igualou à média dos últimos cinco anos.



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