sexta-feira, agosto 7, 2026

Agro

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com ajuda das exportações e escalas apertadas, preços continuam a subir



O mercado físico do boi gordo registrou preços em alta ao longo da última semana. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate seguem apertadas, justificando esse comportamento das indústrias frigoríficas.

Segundo o analista, é importante destacar o papel de demanda no atual processo de retomada dos preços da arroba do boi gordo, em especial a demanda por exportação. O Brasil caminha para um recorde histórico nesse quesito. A demanda doméstica também conta com seus predicados e tem contribuído para a recente movimentação de alta de preços, disse Iglesias.

Com isso, os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do país estavam em 22 de agosto:

  • São Paulo – R$ 238,68 a arroba, contra R$ 235,45 a arroba em 15 de agosto, alta de 1,37%.
  • Goiás – R$ 230,79 a arroba, ante R$ 229,00 a arroba (+0,78%).
  • Minas Gerais – R$ 229,41 a arroba, contra R$ 224,18 a arroba (+2,33%).
  • Mato Grosso do Sul – R$ 240,20 a arroba, ante R$ 237,43 a arroba (+1,1%).
  • Mato Grosso – R$ 215,62 a arroba, ante R$ 210,86 a arroba (+2,2%).

Atacado

O mercado atacadista apresentou preços acomodados para a carne bovina. Segundo Iglesias, ainda não há grande apelo para alta nos preços durante a segunda quinzena do mês, período pautado por uma demanda mais fraca.

Há grande otimismo em torno do último bimestre, considerando a taxa de ocupação dentro da economia brasileira, o que sugere um maior impacto do 13º salário na atividade econômica, disse o analista.

Exportações

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 485,397 milhões em agosto (12 dias úteis), com média diária de US$ 40,449 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 109,718 mil toneladas, com média diária de 9,143 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.424,00.

Em relação a agosto de 2023, há alta de 11,3% no valor médio diário da exportação, ganho de 13,5% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 1,9% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.


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Minas Gerais se destaca na produção de vinhos finos, graças à técnica de dupla poda



A produção de vinhos finos está em expansão na região do Campo das Vertentes em Minas Gerais. A atividade, viabilizada pela adoção da técnica de dupla poda da videira, validada e difundida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), tem possibilitado a colheita de uvas finas de qualidade em diferentes regiões do país. E vem mudando, rapidamente, o cenário vitícola do estado que já conta com mais de uma centena de vitivinicultores e uma área plantada de cerca de 1000 hectares.

O pesquisador Paulo Márcio Norberto, que atua no Campo Experimental Risoleta Neves da Epamig, em São João del-Rei, afirma que tem observado um aumento na produção nos municípios do Campo das Vertentes e alguns produtores já estão até produzindo vinhos em Tiradentes e Ritapólis.

Na Unidade, onde antes havia apenas experimentos com uvas de mesa, há uma coleção de seis variedades de uvas finas tintas e brancas. “A Syrah é o carro-chefe, a mais vigorosa, a que melhor se adaptou às áreas de dupla poda e a que atrai o maior número de interessados”, conta o pesquisador, que acrescenta: “Temos recebido visitantes em busca de orientação para começar na atividade. Vale ressaltar que a videira requer diferentes cuidados e aplicações ao longo do ciclo, e que, ainda que possa haver presença de cachos já no primeiro ano, o tempo médio de formação da planta é de três a quatro anos”.

O administrador de empresas Fernando Antônio Carvalho foi um dos que buscaram a Epamig antes de implantar o vinhedo. Morador de Belo Horizonte, ele conheceu os vinhos finos mineiros como consumidor. “Em 2019, fui com minha esposa a um restaurante português próximo da nossa casa. Pedi um vinho chileno para acompanhar o prato e o dono me sugeriu trocar por um exemplar mineiro. Fiquei surpreso: ‘vinho produzido em Minas Gerais? – ‘Sim e de excelente qualidade’. Provei e aprovei. Procurei me informar mais e fiquei conhecendo o trabalho da Epamig e a dupla poda”.

Em 2020, durante o período de isolamento social causado pela pandemia, uma área de dois hectares foi adquirida em Entre Rios de Minas com o objetivo de cultivar uvas finas. No ano seguinte, em 2021, o proprietário procurou a Unidade da Epamig em São João del-Rei, onde conheceu Paulo Norberto. Ele orientou na estruturação da área, na aquisição de mudas e apresentou a equipe da Epamig em Caldas, que contribuiu para o desenvolvimento do projeto.

“Plantamos 600 mudas de uvas Syrah adquiridas na Epamig. Apesar de toda a preparação, tivemos dificuldades e precisamos replantar algumas mudas no primeiro ano. Em 2023, colhemos os primeiros 80 kg de uva e produzimos, minha esposa e eu, 50 garrafas de vinho. A bebida, que oferecemos para alguns amigos, ficou bastante agradável. Faremos o mesmo processo com as uvas colhidas neste ano”, acrescenta Carvalho.

A partir de 2025, a vinificação será realizada na Epamig em Caldas, conforme planejado pelo produtor. Ele acredita que o suporte da Epamig será fundamental para o desenvolvimento tanto da estrutura quanto dos processos de produção. O produtor também planeja expandir o vinhedo e lançar os vinhos da Quinta Dois Carvalhos no mercado. Em 2024, a área plantada deverá ser ampliada, com a inclusão de novas variedades de uvas. Atualmente, o vinhedo ocupa 1.500 metros da propriedade, com margem para expansão. Além disso, haverá investimentos na apresentação dos produtos.

Carvalho integra a recém criada Associação dos Produtores de Uva e Vinho de Minas Gerais (Uva-MG). “O objetivo da Associação é oferecer possibilidades para produtores de diferentes portes. Unir esforços e fomentar a cadeia vitícola para que todos cresçam”, conclui o administrador de empresas.

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EUA 2024/25: Pro Farmer estima safra de soja maior do que a projetada pelo…


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A 32ª edição do Pro Farmer Crop Tour se encerrou nos Estados Unidos e trouxe, nesta sexta-feira (23), suas estimativas nacionais para as safras de soja e milho, bem como suas projeções de produtividades médias para ambas as culturas. As estimativas apontam para uma safra de soja maior do que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) espera, mas menor no caso do milho. 

PF - Tabela Nacional soja e milho

Os números são resultado do cruzamento de dados colhidos nos últimos quatro dias, em sete estados – Illinois, Iowa, Indiana, Ohio, Minnesota, Nebraska e a Dakota do Sul – e com amostras avaliadas de 2 mil a 3 mil campos. Além disso, o Pro Farmer considera a maturidade da safra e as diferenças históricas nos dados do crop tour em relação aos rendimentos finais do USDA para divulgar suas estimativas nacionais de produção.

“Uma das principais questões antes do Crop Tour era se as safras de milho e soja poderiam corresponder às altas expectativas. Das duas culturas, fiquei mais impressionado com a soja do que com o milho, e a safra de milho é estelar”, afirmou o editor do Pro Farmer, Brian Grete. 

SOJA

No caso da soja, o rendimento médio esperado é de expressivas 61,53 sacas por hectare (54,9 bushels por acre), 3,2% a mais do que o estimado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), com 59,63 scs/há. Assim, a projeção de safra norte-americana veio em 129 milhões de toneladas (4,740 bilhões de bushels), bem maior do que estima o departamento, com um número de 124,9 milhões de toneladas. 

PF - soja nacional

Para o milho, a produtividade média estimada pelo Pro Farmer é de 190,28 sacas por hectare (181,1 bushels por acre), contra o número estimado pelo USDA de 191,53 sacas por hectare, com uma ligeira diferença de 1,1% para menos. A equipe estima ainda uma safra de milho nos Estados Unidos de 380,49 milhões de toneladas (14,979 bilhões de bushels), consideravelmente menor do que o estimado pelo departamento norte-americano de 384,79 milhões de toneladas. 

A soja chamou muito a atenção dos participantes do tour nesta edição de bastante positiva. “A soja pode ser espetacular, desde que não haja um evento climático que desvie a safra antes da colheita”, diz Grete. “Normalmente, há alguma preocupação com a safra de milho, a safra de soja ou ambas saindo do crop tour. Não há preocupações este ano”. 

PF - soja estados

Estado por estado, o Pro Farmer trouxe:

Indiana: Se a soja receber uma ou duas chuvas, os rendimentos devem terminar fortes .

Illinois: Uniformidade, plantas com muitas vagens e boa umidade do solo — Illinois tem todos os ingredientes para uma grande produção. 

Iowa: Os campos de soja estão consistentes e apresentam pressão mínima de pragas e ervas daninhas em todo o estado, apresentando grandes aumentos de vagens em relação ao ano passado.

Minnesota: A soja parece ter lidado melhor com o excesso de água do que a safra de milho, mas o rendimento terá sorte se ultrapassar 50 bushels por acre (56,04 scs/ha). 

Nebraska: Mais vagens e vagens com três e quatro grãos são bons sinais.

Ohio: A fábrica de vagens ainda está funcionando. As plantas estão muito cheias e as chuvas recentes injetaram umidade nas vagens. A seca parece ter tido pouco impacto no potencial de rendimento.

Dakota do Sul: A soja é inconsistente e pode ir para qualquer lado este ano. A safra ainda está se desenvolvendo e tem muito trabalho a fazer para concretizar seu potencial. 

MILHO

“O USDA colocou uma produção recorde de milho em cinco dos sete estados. Ohio não é um deles — mas se não estivéssemos falando sobre a safra recorde do ano passado em Ohio, este ano estaria lá em cima. Este ano está se comparando ao padrão ouro do ano passado”, afirma Chip Flory, um dos líderes do Pro Farmer Crop Tour e apresentador do programa AgriTalk, do portal norte-americano AgWeb. 

PF - Milho nacional

Estado por estado, o Pro Farmer trouxe:

Indiana: Os pontos problemáticos são poucos e distantes entre si. A safra de milho registrou números mais altos em todos os aspectos para contagem de espigas, comprimento do grão e número de grãos ao redor da espiga em comparação com a safra de 2023.

Illinois: Enquanto foi registrada a desuniformidade em Illinois, os campos de alto rendimento excederam em muito aqueles que ficaram aquém, e o estado está segurando uma grande colheita. A saúde das plantas parece boa, e até mesmo as folhas mais baixas ainda estão verdes.

Iowa: O potencial de rendimento parece promissor, especialmente no sudeste. O milho no centro-leste do estado parece bom, mas a variabilidade é mais perceptível no nordeste.

Minnesota: A safra de milho em Minnesota não parece muito boa. Chuvas recordes durante o plantio prejudicaram a safra desde o início, seguido por um verão seco.

Nebraska: Apesar dos danos causados ​​pelo granizo e menos espigas, a safra de milho de Nebraska parece promissora, com melhores números de comprimento de grão e grãos ao redor da espiga em comparação com 2023. Parte do milho de sequeiro parece tão boa quanto os hectares irrigados graças ao clima cooperativo.

Ohio: Apesar das condições de seca deste ano (59% de Ohio está atualmente enfrentando algum nível de seca), a safra de milho está se mostrando resiliente.

Dakota do Sul: A enchente histórica que ocorreu logo após o Dia dos Pais na parte sudeste do estado deixou sua marca. O tour encontrou campos com menos espigas, mas o comprimento do grão aumentou em comparação com 2023. É óbvio que a safra de milho teve duas datas de plantio muito diferentes, então há duas safras muito diferentes crescendo no estado.

PF - milho estados

Neste sábado, dia 25 de agosto, o Notícias Agrícolas e o Grupo Labhoro dão início ao seu tour de safra pelos EUA – percorrendo oito estados  – e pelo Canadá – em dois estados – para a verificação das lavouras, trazendo informações colhidas in loco sobre a oferta de grãos que está sendo construída na América do Norte. Acompanhe aqui pelo site e também pelas nossas redes sociais informações exclusivas, diariamente chegando das principais regiões produtoras americanas e canadenses. 

>> Clique AQUI e visite a página do Crop Tour 2024!

 

 





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Menor tamanduá do mundo simboliza preservação de manguezal nordestino


O tamanduaí cyclopes didactylus, a menor espécie de tamanduá do mundo, virou símbolo de conservação do manguezal no litoral nordestino. O programa do Instituto Tamanduá identificou mais de 30 animais do tipo no Delta do Parnaíba.

Estudos e ações de preservação têm avançado desde a criação de uma base de pesquisa na região há quatro anos, com laboratório de campo completo. Reflorestamento, conservação de áreas e turismo de base comunitária são estratégias adotadas para proteger a biodiversidade local.

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“Esse esforço para a conservação do tamanduaí é emblemático. Demonstra a importância de ampliarmos os esforços para a promoção do conhecimento científico para a proteção da biodiversidade e, também, a necessidade de ampliação das unidades de conservação para que espécies como essa tenham áreas seguras e extensas destinadas ao seu desenvolvimento”, diz a bióloga e gerente de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário, Marion Silva.

O tamanduaí mede cerca de 30 centímetros e pesa até 400 gramas. Ele é solitário, de hábitos noturnos e passa a maior parte do tempo no alto das árvores. Na classificação da International Union Conservation of Nature (IUCN), o animal aparece com o status “dados deficientes”, por ainda se conhecer pouco sobre a espécie.

As pesquisas iniciadas em 2008 têm melhorado a compreensão sobre a ocorrência do tamanduaí nas Américas Central e do Sul. Existem sete espécies do animal.

“Acreditava-se, até recentemente, que esses pequenos tamanduás só ocorriam na floresta amazônica. Estudos genéticos indicam que os indivíduos do Delta do Parnaíba estão separados há 2 milhões de anos daqueles que vivem na Amazônia”, explica a médica veterinária coordenadora do Instituto Tamanduá e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), Flávia Miranda,.

“Desde estão, evoluem separados pela formação do delta e da Caatinga, que separou a Mata Atlântica da Amazônia há milhões de anos”, desenvolve Miranda.

O Delta do Parnaíba tem mais de 80 ilhas em uma área de quase 3 mil km². A área de manguezais é considerada berçário da vida marinha e habitat para diversas espécies, como o peixe-boi, o guará e outros peixes de valor comercial. Apesar de ainda pouco conhecida, a região já é considerada vulnerável.

Os principais problemas são o turismo predatório, a presença de animais domésticos em áreas de manguezal e o interesse das usinas eólicas.

“Como toda região de conexão marinha, os manguezais enfrentam os desafios globais do oceano, como o aquecimento das águas, a acidificação, o excesso de plástico, entre outras ameaças”, afirma a médica veterinária.

Os pesquisadores têm procurado criar soluções em conjunto com a população local.

“Conseguimos cercar algumas áreas de manguezal para evitar a entrada de animais domésticos, facilitando a regeneração natural do ecossistema, e já restauramos quase 2 hectares com vegetação nativa. Pode não parecer uma área tão significativa para o tamanho do Delta do Parnaíba, mas o reflorestamento de manguezais é uma tarefa bastante desafiadora. Também estamos buscando alternativas econômicas e sustentáveis para a população local, como o desenvolvimento do turismo de base comunitária”, diz Miranda.

“Também realizamos, pela primeira, vez a coleta de sêmen dessa espécie”, destaca a médica veterinária.

“Agora, temos a possibilidade de fazer pesquisa reprodutiva monitorada, contribuindo para evitar a extinção e, se necessário, promover a reintrodução dos animais no habitat natural”, acrescenta.

Outra ação importante para a proteção do tamanduaí foi o início do processo de criação de uma unidade de conservação da Resex Casa Velha do Saquinho, no limite territorial da Resex Marinha do Delta do Parnaíba.



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Brasil registra primeiro caso da doença vassoura-de-bruxa


A partir de análises biológicas e moleculares, a Embrapa Amapá e a Embrapa Mandioca e Fruticultura confirmaram ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) o primeiro relato da presença, no Brasil, do fungo Ceratobasidium theobromae, também conhecido como Rhizoctonia theobromae, causador da doença “vassoura-de-bruxa” da mandioca. O patógeno foi confirmado por laudo do Mapa, por meio de análise de identificação da espécie realizada por equipe deste Ministério.     

A doença foi constatada nos plantios de mandioca das terras indígenas de Oiapoque, município do estado do Amapá, localizado na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. A presença de Ceratobasidium theobromae representa risco de significativa redução na produtividade das plantas de mandioca afetadas. Até o momento, este fungo não foi detectado em outros hospedeiros no Brasil.    

A “vassoura-de-bruxa” tem este nome porque deixa os ramos das plantas secos e deformados incluindo nanismo e proliferação de brotos fracos e finos nos caules, parecidos com uma vassoura velha. Com a evolução da doença é comum a ocorrência de clorose, murcha e seca das folhas, morte apical e morte descendente das plantas.

A dispersão de Ceratobasidium theobromae pode ocorrer por meio de material vegetal infectado, ferramentas de corte, além de possível movimentação de solo e água. “A movimentação de plantas e produtos agrícolas entre regiões pode facilitar a dispersão do patógeno, aumentando o risco de infecção em novas áreas”, alerta a Nota Técnica da Embrapa.

Pesquisadores do Centro Francês de Pesquisa Agrícola para o Desenvolvimento Internacional (Cirad/França), em parceria com o Centro Internacional de Agricultura Tropical (Ciat/Colômbia), coletaram e isolaram Ceratobasidium theobromae em áreas afetadas com sinais similares na Guiana Francesa, próximas à fronteira com o Brasil e o Suriname.

A Embrapa destaca também que a detecção de Ceratobasidium theobromae no Brasil requer cooperação imediata entre agentes de assistência técnica, órgãos de defesa vegetal estaduais, pesquisadores, agricultores e autoridades governamentais, como uma prática fundamental para implementar medidas efetivas de contenção, manejo e controle, a fim de garantir a segurança e sustentabilidade da produção agrícola.

A descoberta pode contribuir com o avanço científico das pesquisas relacionadas para o melhoramento genético da mandioca e recomendação de medidas para o controle da doença.

Foto: Adilson Lima/Embrapa

Histórico de coleta do material infectado

Em março de 2023, uma equipe da Embrapa Amapá participou da 29ª Assembleia de Avaliação e Planejamento dos Povos e Organizações Indígenas do Município de Oiapoque (Apio), evento realizado pelo Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO).

A instituição de pesquisa foi demandada para avaliar e realizar ações, dentro das suas atribuições, visando amenizar a ocorrência de doenças que atingem os plantios de mandioca. Na semana seguinte, uma equipe constatou in loco os sinais compatíveis com a doença ‘vassoura de bruxa’ da mandioca nas aldeias indígenas Ahumãm, Anawerá, Tuluhi e Tukay.

Posteriormente, os mesmos sinais foram detectados nas aldeias Kuahí, Ywawká, Karibuen, Kuai Kuai, Ariramba, Galibi, Lençol, Manga, Zacarias e Japiim. De acordo com a Nota Técnica da Embrapa Amapá, por ocasião da detecção dos primeiros sinais da doença, hastes de mandioca infectadas foram transportadas para o laboratório de Proteção de Plantas da Embrapa Amapá, visando o isolamento do provável agente etiológico da doença em condições de laboratório.


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Feridas em equinos podem desencadear doenças graves como pitiose e habronemose



Lesões cutâneas em equinos, comuns na rotina de criadores, podem servir como porta de entrada para doenças graves que afetam a saúde e o bem-estar dos animais, causando perdas produtivas significativas. A Ceva Saúde Animal destaca que entre as patologias mais preocupantes estão a pitiose equina e a habronemose cutânea, ambas com potencial de provocar sérios danos aos animais.

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A pitiose equina é causada pelo fungo Pythium insidiosum, encontrado em áreas alagadiças e de alta umidade. Os equinos são infectados ao entrar em contato com águas contaminadas, e o fungo utiliza feridas pré-existentes para invadir o organismo, causando lesões progressivas e debilitantes. O tratamento inclui higienização das feridas e o uso de medicamentos, como anti-inflamatórios e antibióticos. Estudos recentes, destacados pela Ceva, mostram o uso promissor de Acetonido de triancinolona, um retardoesteroide, no tratamento da pitiose, com resultados positivos na recuperação dos animais.

Outra patologia preocupante é a habronemose cutânea, conhecida como “ferida de verão”, causada pelo verme Habronema sp. A transmissão ocorre através de moscas que depositam as larvas em feridas na pele do animal. A doença causa prurido intenso e feridas que não cicatrizam, afetando o bem-estar dos equinos e podendo levar à perda de valor comercial.

A empresa de saúde animal enfatiza a importância de um manejo adequado, incluindo a vermifugação regular e o controle de moscas, como medidas essenciais para prevenir a habronemose. O tratamento envolve cuidados com as lesões, higienização e o uso de medicamentos específicos, com o objetivo de garantir o bem-estar dos equinos e minimizar as perdas produtivas.



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setor em SP gerou 10% mais empregos na safra 2023/24, com mais de 45 mil vagas



Mesmo com o aumento da incidência da doença greening nos pomares, a citricultura no estado de São Paulo gerou 10% mais vagas de emprego na safra 2023/24 em relação à passada, somando, agora, 45.112 vagas, informou hoje, em nota, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento paulista, com base em números da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

No Brasil como um todo, a atividade citrícola gerou 57.368 vagas no mesmo período, alta de 2,22%, acrescentou a pasta, citando dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “Ou seja, 78% dos empregos gerados pela citricultura estão no estado de São Paulo”, ressaltou.

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A pasta comentou também que, no mais recente levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à secretaria, a produção de laranja paulista se situou entre os cinco principais produtos do agro do estado na balança comercial, responsável por 8,2% de tudo que foi exportado por São Paulo, em um montante de US$ 1,15 bilhão.

“A citricultura é um importante setor gerador de empregos, que colabora com contratações ao longo do ano, com todas as proteções legais aos trabalhadores em regiões que são carentes de vagas formais, o que gera renda e desenvolvimento para o interior de São Paulo”, explicou, na nota, o diretor executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.



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São Paulo celebra Dia do Feirante com 960 feiras e milhares de empregos



Neste domingo (25), é comemorado o Dia do Feirante, celebrando a importância das feiras livres, uma tradição em em diversas cidades do Brasil. São Paulo, que deu início à primeira feira livre do país, hoje conta com 960 feiras apenas na capital, gerando aproximadamente 70 mil empregos. Esses eventos não apenas trazem produtos frescos do campo para os grandes centros urbanos, mas também criam conexões e fortalecem laços comunitários.

“Às vezes estamos descontraídos, e a feira é assim mesmo. A gente brinca que a fruta é joia, o abacaxi é doce. É uma forma de atrair os clientes”, compartilhou Milton Soares dos Santos, que tem 40 anos de experiência como feirante.

O trabalho do feirante é semelhante ao do produtor rural: faça chuva ou faça sol, ambos precisam acordar cedo para levar produtos frescos à mesa da população. Dona Judite Barros, de 83 anos, exemplifica essa dedicação. “Tenho cliente que eu vi nascer, já casou e traz os filhos para mim ver. Graças a Deus sou feliz. Levanto 1 hora da manhã e não tem hora para chegar nem para sair”, conta ela, que atua em feiras há 45 anos.

História das feiras livres

A história das feiras livres em São Paulo começou em 1914, quando a cidade enfrentava uma crise no abastecimento de frutas e verduras. Desde então, as feiras se tornaram um símbolo da cidade, movimentando a economia local e colaborando para hábitos alimentares mais saudáveis.

As feiras são geridas pelos municípios e, segundo os feirantes, uma das principais demandas é por maior reconhecimento oficial. “O que a gente pede é que a feira se torne lei. Hoje, ela é apenas um decreto. Se virar lei, ganhamos mais força e reconhecimento, para que a alegria nunca saia daqui”, afirmou Katia Mourão, diretora de Comércio Varejista no Sindicato dos Feirantes de São Paulo.

Com humor e determinação, os feirantes enfrentam desafios diários como acordar cedo, carregar peso e manter o bom humor, mesmo com clientes pedindo descontos. Eles são celebrados pela sua resiliência e pela importante contribuição que fazem para a sociedade.




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Fazendeiros bloqueiam estradas na fronteira entre França e Espanha


Grupos de fazendeiros da Espanha e França bloquearam estradas na fronteira entre os dois países nesta segunda-feira (3), em protesto contra as regras de produção agrícola vigentes na União Europeia.

Manifestação antes das eleições europeias

A mobilização ocorreu a poucos dias das eleições para o Parlamento Europeu, previstas para o período de 6 a 9 de junho. Os agricultores aproveitaram o momento para pressionar candidatos e eleitores a votarem em representantes que defendam as causas do coletivo.

Centenas de tratores foram levados à região dos Pirineus, a cordilheira que separa naturalmente França e Espanha. Várias vias ficaram bloqueadas, inclusive algumas abertas excepcionalmente a veículos pesados para facilitar o acesso.

Reivindicações dos produtores

Os manifestantes reclamam das leis agrícolas da União Europeia, que consideram injustas, e da concorrência desleal. Eles exigem a priorização de produtos locais, restrições às importações, redução de impostos sobre energia utilizada na produção de alimentos, menos burocracia e o afrouxamento das regras sobre o uso de pesticidas.

Os produtores temem que acordos comerciais, como o recentemente firmado entre Mercosul e União Europeia, possam afetar suas atividades com a entrada de produtos da América Latina. Por isso, pressionam para que esses acordos não avancem e as regras já existentes sejam flexibilizadas.

Na Europa, existe um forte incentivo à produção local, o que fortalece a mobilização dos agricultores. Ao longo deste ano, diversos protestos semelhantes já ocorreram em vários países do bloco.



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Agricultores realizam protesto em Bruxelas contra políticas ambientais da UE


Agricultores dirigiram centenas de tratores a Bruxelas nesta terça-feira (4) para protestar contra as políticas ambientais da União Europeia, mas a ação foi rejeitada pelos principais grupos agrícolas do continente, que disseram que a manifestação não refletia as preocupações de seus membros.

Poucos dias antes da eleição para o Parlamento Europeu, de 6 a 9 de junho, agricultores de Holanda, Bélgica, Polônia e Alemanha viajaram para Bruxelas para protestar contra as políticas verdes da UE que, segundo os organizadores, prejudicam a competitividade dos agricultores europeus.

“Viemos da Polônia porque sabemos que a origem do nosso problema está em Bruxelas. Porque queremos mudar, mudar profundamente, o Acordo Verde”, disse o agricultor Damian Murawiec à Reuters durante o protesto em Laeken, ao norte de Bruxelas.

Essa é a mais recente movimentação de uma onda de protestos de agricultores que já dura meses em toda a Europa, onde trabalhadores agrícolas têm denunciado os baixos preços dos alimentos, a regulamentação excessiva e os acordos de livre comércio que, segundo eles, os deixam lutando para competir com importações baratas.

O protesto foi organizado pelo grupo de lobby holandês Força de Defesa dos Agricultores e apoiado por grupos de direita e de extrema-direita. Com a polícia contando cerca de 500 tratores, o protesto foi menor do que manifestações anteriores de agricultores realizadas em Bruxelas neste ano.

“Queremos que a Europa acabe com o Acordo Verde porque ele não é realista”, disse Bart Dickens, presidente da filial belga do grupo holandês.

A Força de Defesa dos Agricultores — cuja secretária Sieta van Keimpema tem descrito as preocupações com as mudanças climáticas como “histéricas” — disse que políticos do partido belga de extrema-direita Vlaams Belang e do grupo de direita Reformistas e Conservadores Europeus discursarão no protesto.

O maior lobby agrícola da Europa, Copa Cogeca, e a associação agrícola La Via Campesina, disseram à Reuters que seus membros não participarão da ação.

“Rejeitamos essa tentativa de pequenos grupos, que não têm propostas concretas para lidar com os problemas dos agricultores, de sequestrar as preocupações dos agricultores para promover seus próprios interesses partidários”, disse um porta-voz da Via Campesina.



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