domingo, agosto 2, 2026

Agro

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Ministério da Agricultura quer priorizar controle de doença do cacau


O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, informou a secretários do Consórcio da Amazônia Legal que a prioridade da pasta é combater e controlar a doença monilíase do cacaueiro (moniliophthora roreri).

“Nossa expectativa é conter a dispersão até que a pesquisa e a ciência desenvolvam um protocolo de manejo adequado. Caso o fungo se espalhe, estaremos preparados para conviver com ele, evitando que ocorra o que aconteceu com a vassoura-de-bruxa no sul da Bahia, anos atrás”, afirmou Goulart, em reunião com os secretários do Consórcio da Amazônia Legal, região produtiva da amêndoa.

De acordo com o secretário, o controle da praga é feito em conjunto com os órgãos de defesa agropecuária estaduais.

“A monilíase é um fungo que leva anos para ser erradicado. O trabalho cooperativo realizado no Acre é um exemplo a ser seguido, pois é essencial para controlar essa doença e proteger os produtores de cacau e cupuaçu do Acre e de todo o Brasil”, disse Goulart na reunião.

Perdas de produção do cacau

cacaucacau
Foto: Divulgação/Agência Pará

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, também presente no encontro, destacou que o país é “eficiente” em resolver questões sanitárias. “Estamos comprometidos com o combate à monilíase para proteger nossos produtores e produtoras”, acrescentou o ministro.

A monilíase é uma doença que afeta plantas do gênero theobroma, como o cacau (theobroma cacao L.) e o cupuaçu (theobroma grandiflorum), causando perdas na produção e elevação nos custos devido à necessidade de medidas adicionais de manejo e aplicação de fungicidas para o controle da praga.

O país está em estado de emergência fitossanitária de 5 de agosto até o mesmo mês de 2025, decretado pelo ministério, em virtude da doença. O primeiro foco da praga no Brasil foi identificado em julho de 2021 em área residencial urbana no município de Cruzeiro do Sul, interior do Acre.

Em novembro de 2022, o segundo foco foi detectado no município de Tabatinga, no estado do Amazonas, dessa vez em comunidades rurais ribeirinhas. Conforme o Ministério da Agricultura, na América do Sul, a praga já se encontra presente no Equador, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Peru.



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Estado aposta em rodovias de concreto para ampliar durabilidade e reduzir custos



Um estado brasileiro está avançando na construção de rodovias de concreto como parte de sua estratégia de melhorar a logística e a segurança no tráfego pesado. A escolha pelo pavimento rígido, feito de concreto, tem sido implementada em diversos trechos importantes, totalizando cerca de 340 quilômetros.

A durabilidade do material é um dos principais atrativos, de acordo com o governo local, já que o concreto possui uma vida útil de pelo menos 20 anos, o dobro das estradas de asfalto, além de exigir menos manutenção ao longo do tempo.

Trata-se do Paraná, que tem entre as rodovias que receberam ou receberão esse tipo de pavimento a PRC-280, entre os municípios de General Carneiro e Pato Branco, e a PR-412, entre Matinhos e Pontal do Paraná.

A inspiração vem das estradas americanas e alemãs, que estão entre as mais eficientes do mundo e utilizam esse tipo de material. “Como um estado forte na produção agrícola e industrial, fomos buscar as melhores soluções de infraestrutura adotadas pelo mundo. As estradas de concreto são opções mais duradouras e que aguentam melhor o tráfego pesado”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex.

As obras, conduzidas pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), também utilizam uma técnica chamada de whitetopping, na qual o concreto é aplicado sobre uma base de asfalto já existente, reduzindo os custos e o tempo de execução das obras.

Segundo o governo paranaense, além da durabilidade, as estradas de concreto oferecem benefícios operacionais, como menor deformação do pavimento e melhor eficiência no consumo de combustível dos veículos, já que o concreto esquenta menos e proporciona mais conforto térmico.

A escolha pelo pavimento rígido também contribuiria para a segurança, evitando aquaplanagem em dias de chuva e melhorando a visibilidade noturna nas estradas.



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Líderes mundiais adotam pacto com 56 ações para o futuro do planeta


Líderes da maioria dos países reunidos na Cúpula do Futuro, da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos, assinaram um documento com 56 ações para o futuro do planeta, neste domingo (22).

De acordo com a ONU, o documento foi adotado por consenso, com apenas sete países resistindo à aprovação do Pacto para o Futuro, entre eles a Rússia.

Entre as medidas previstas no pacto estão agir de forma ambiciosa, acelerada e justa para implementar a Agenda 2030 e atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, “não deixando ninguém para trás”. A erradicação da pobreza está colocada no centro desses esforços, segundo o pacto.

Também estão previstos a erradicação da fome, a proteção de civis em conflitos armados, a busca por soluções pacíficas para conflitos, o combate a ilícitos transnacionais, o avanço no sentido de um mundo livre de armas nucleares, a proteção aos conhecimentos tradicionais e a transformação do sistema de governança global.

Em relação à reforma do Conselho de Segurança da ONU, há um compromisso em ampliar o número de membros e melhorar a representatividade de nações da América Latina, Ásia-Pacífico e África.

“Intensificaremos os nossos esforços no quadro das negociações intergovernamentais sobre a reforma do Conselho de Segurança, como uma questão prioritária e sem demora”, destaca o documento, entre suas ações.

Outra ação do documento é a reforma da arquitetura de financiamento internacional. “Vamos acelerar a reforma da arquitetura do sistema financeiro para que ela possa atender ao desafio urgente das mudanças climáticas”.

O fortalecimento de ações para combater as mudanças climáticas, aliás, é outra das ações previstas no plano.

“Estamos profundamente preocupados com o atual ritmo lento de progresso no combate às mudanças climáticas. Estamos igualmente profundamente preocupados com o crescimento contínuo das emissões de gases de efeito estufa e reconhecemos a importância dos meios de implementação e apoio aos países em desenvolvimento, e a crescente frequência, intensidade e escala dos impactos adversos das mudanças climáticas, em particular nos países em desenvolvimento, especialmente aqueles que são particularmente vulneráveis aos efeitos adversos das mudanças climáticas”, diz o texto.



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Projeto planta 234 mil mudas no Vale do Araguaia com apoio de produtores e aldeias indígenas



A Primavera Máquinas, concessionária do grupo RZK, liderou uma série de iniciativas ambientais no Vale do Araguaia, Mato Grosso, por meio do projeto “Juntos por um Brasil Mais Verde”, promovido pela John Deere. A ação, que inicialmente previa a doação de três mudas para cada máquina vendida, superou as expectativas, com mais de 234 mil mudas nativas plantadas em 2023.

Com o apoio de instituições públicas e privadas, a iniciativa focou na recuperação de áreas degradadas e nascentes, além de promover o engajamento de produtores rurais e comunidades indígenas em ações de reflorestamento.

mudas foram plantadas em diversas regiões, incluindo a Fazenda Boa Esperança, em Nova Xavantina (MT), que recebeu 77 mil mudas para recuperar áreas de proteção permanente.

Parcerias para ações sustentáveis

Para viabilizar a produção de mudas, a concessionária formou parcerias com a Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) e a Aldeia Kisêdjê, promovendo uma imersão entre produtores e comunidades indígenas.

A iniciativa também incluiu a construção de viveiros nas aldeias e o apoio a projetos de retenção de carbono no solo.

O grupo RZK e a Primavera Máquinas planejam expandir essas ações até 2025, envolvendo novas parcerias e o fortalecimento de projetos sustentáveis.



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Preço do etanol cai em 14 Estados, sobe em 9 e no DF e fica estável em 3 na semana



Os preços médios do etanol hidratado caíram em 14 estados, subiram em 9 estados e no Distrito Federal e ficaram estáveis em 3 outros nesta semana. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilados pelo AE-Taxas.

Nos postos pesquisados pela agência em todo o país, o preço médio do etanol caiu 0,49% na comparação com a semana anterior, para R$ 4,07 o litro.

Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média caiu 0,52%, para R$ 3,86. A maior queda percentual na semana, de 3,21%, foi registrada na Bahia, onde o litro passou de R$ 4,67 para R$ 4,52.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,19 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,06, foi registrado em Santa Catarina. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,75, foi observado em Mato Grosso, enquanto o maior preço médio foi registrado no Ceará, de R$ 5,02 o litro.

Etanol x gasolina

O etanol seguiu mais competitivo em relação à gasolina em sete estados e no Distrito Federal nesta semana. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 66,83% ante a gasolina no período, portanto, favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

O etanol era mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados:

  • Acre (68,33%),
  • Goiás (68,49%),
  • Mato Grosso (61,58%),
  • Mato Grosso do Sul (65,25%),
  • Minas Gerais (68,67%),
  • Paraná (68,60%) e
  • São Paulo (65,09%), além do Distrito Federal (69,08%).

No restante dos estados, continua mais vantajoso abastecer o carro com gasolina.



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Quando começa o horário de verão em 2024?



O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica – recomendou na última semana que o o Brasil volte a adotar o horário de verão.

No entanto, o governo federal ainda vai avaliar o cenário, antes de efetivamente optar pela medida.

Segundo declarou na semana passada o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, uma decisão deve ser tomada em alguns dias.

Se for adotada, a medida valeria ainda para 2024, porém não necessariamente em todo o período do verão, que vai de 21 de dezembro deste ano a 20 de março de 2025.

Alexandre Silveira disse que, apesar da indicação da ONS, não há risco energético em 2024 graças ao planejamento adotado. No entanto, o ministro destacou que é preciso pensar a longo prazo, com o olhar em 2025 e 2026.

Silveira apontou o horário de verão como uma medida que contribui para a sustentabilidade energética e citou o Canadá como exemplo de outro país que adota o mecanismo.

“O horário de verão é uma possibilidade real, mas não é um fato porque tem implicações, não só energética, tem implicações econômicas. É importante para diminuir o despacho de térmicas nos horários de ponta, mas é uma das medidas, porque ela impacta muito a vida das pessoas”, reconheceu o ministro.

Instituído em 1931 no Brasil, o horário de verão funcionou continuamente de 1985 até 2019, quando o governo passado decidiu revogá-lo, alegando pouca efetividade na economia energética.

O que acha a população sobre o horário de verão

A volta do horário de verão no território brasileiro não é uma unanimidade entre a população. No entanto, um levantamento feito pelo portal Reclame Aqui e pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que sua adoção é bem-visto pela maioria. De acordo com a pesquisa, feita com três mil pessoas, 54,9% dos entrevistados são favoráveis à mudança nos relógios ainda este ano.

Desse total, 41,8% dizem ser totalmente favoráveis ao retorno do horário de verão, e 13,1% se revelam parcialmente favoráveis. Ainda segundo o estudo, 25,8% se mostraram totalmente contrários à implementação; já 17% veem com indiferença a mudança; e 2,2% são parcialmente contrários.

Os maiores índices de apoio foram observados nas regiões onde o horário era adotado: Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Sudeste, 56,1% são a favor da mudança, sendo 43,1% favoráveis e 13% parcialmente favoráveis.

No Sul, 60,6% são favoráveis, 52,3% totalmente favoráveis e 8,3% parcialmente favoráveis; e, no Centro-Oeste, 40,9% aprovariam a mudança – com 29,1% se dizendo totalmente favoráveis e 11,8% parcialmente a favor. Nas três regiões somadas, 55,74% são favoráveis ao adiantamento dos relógios em uma hora.

Para 43,6% dos entrevistados, a mudança no horário ajuda a economizar energia elétrica e outros recursos. Para 39,9%, a medida não traz economia e 16,4% disseram que não sabem ou não têm certeza.

Por regiões

Segundo a pesquisa da Abrasel, a região Sul é a que apresenta maior parcela da população (47,7%) que acredita que o adiantamento do relógio resulta em economia de recursos. Para 51,8%, a mudança do horário é benéfica para o comércio e serviços, como lojas, bares e restaurantes. Já 32,7% dizem não ver vantagem; e 15,5% afirmam não ter opinião formada.

A pesquisa revela, ainda, que, para 41,7%, a cidade onde moram fica mais atrativa para o turismo quando o horário de verão está vigorando. “Apenas 9,4% disseram que [a cidade] fica menos atrativa, enquanto 43,6% não sentem diferença”, diz o levantamento.

O estudo mostra também que as pessoas se sentem mais seguras durante os períodos de adoção do horário de verão. Isso ocorre em especial com relação ao horário de saída para o trabalho. Segundo a pesquisa, 35,2% se sentem mais seguros com a mudança, enquanto 19,5% se dizem menos seguros. Para 41,9% a mudança não traz influência.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou menos, considerando um nível de confiança de 95%.

*Com informações da Agência Brasil



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Pesquisadores criam filme biodegradável que economiza fertilizante



Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram, em parceria com um produtor de antúrios (planta de vaso ou flor de corte) de Holambra, no interior de São Paulo, um filme à base de algas e nanocelulose que substitui, com vantagens, o material importado usado pelo agricultor como recipiente para reproduzir a planta.

Isso porque o filme criado pelos brasileiros é capaz de liberar fertilizante lentamente no substrato. Com adaptações, poderá ser utilizado na reprodução de diversas culturas, além do ornamental antúrio.

“No caso do antúrio, nosso parceiro usa um recipiente fabricado por uma empresa estrangeira para reproduzir o tecido vegetal em laboratório. Essa empresa produz um papel e uma máquina. Outros empreendedores compram o papel e a máquina e fornecem esses vasinhos que, segundo ele, são muito caros”, explica Claudinei Fonseca Souza, do Grupo de Pesquisa em Engenharia de Água, Solo e Meio Ambiente da UFSCar, à Agência Fapesp.

Diferencial em relação ao importado

Em busca de um diferencial em relação ao produto importado, a equipe da UFSCar teve a ideia de usar a carragena (substância extraída de algas vermelhas) e o alginato (obtido de algas marinhas marrons) como meio para armazenar um fertilizante, o MAP (fosfato monoamônico, composto químico de fórmula NH₄H₂PO₄), amplamente empregado em diversas culturas.

“O desafio na utilização de polímeros como a carragena e o alginato está na obtenção de materiais com resistência, já que eles tendem a se dissolver rapidamente em contato com a água. Por isso, adicionamos nanofibras de celulose ao material, em diferentes concentrações, na expectativa de melhorar suas propriedades mecânicas, físicas, químicas e térmicas”, conta o pesquisador.

Assim, a equipe obteve um filme com o qual moldou vasinhos (de 4 centímetros de altura por 3,5 cm de diâmetro) que podem substituir aqueles tradicionalmente usados na reprodução da planta.

“Esse filme tem de manter a estrutura da planta, mas não pode oferecer resistência ao sistema radicular. Ou seja, tem de ser resistente, mas não muito. Por isso, fizemos o teste agregando de 1% até 5% de nanocelulose ao material. Obtivemos o melhor resultado com 4%. Nossa intenção agora é patentear o material e partir para testes com outras culturas”, adianta Souza.

Ele ressalta que a raiz tem dupla importância para a planta: primeiro, de suporte, e segundo na absorção de água e nutrientes.

“Ao conceber o material, não podemos esquecer de nenhuma delas. A partir desse filme com 4% de nanocelulose, passamos para o teste em campo, que ainda não foi publicado. Usamos uma técnica que consegue dar uma ideia do material liberado a partir da condutividade elétrica do solo. Fizemos também um teste de degradação. A cada 30 dias íamos até Holambra, coletávamos as plantas e fazíamos uma avaliação. E observamos que o material desaparece após 90 dias.”

De acordo com Souza, a liberação dos nutrientes acontece por diferença de potencial entre o material enriquecido com fertilizante e o substrato da planta, que não contém a substância.

“Estamos testando numa condição real, no campo, fazendo igualzinho o agricultor. Com amparo, portanto, da agronomia. Há técnicas pelas quais se consegue monitorar a liberação do material quase em tempo real.”

O trabalho, publicado na revista Cellulose, teve apoio da Fapesp por meio de Auxílio à Pesquisa Regular concedido à professora Roselena Faez, segunda autora do artigo.

Vantagens do filme

Em laboratório, os cientistas fizeram placas de 10×20 centímetros do material em uma impressora 3D de filamentos ABS (resina termoplástica derivada do petróleo, obtida a partir da combinação de três monômeros: acrilonitrila, butadieno e estireno). Depois, enrolaram o filme em um gabarito de aço redondo e colaram para formar os vasinhos.

“Nessas placas, conseguimos fazer umas ranhuras que facilitam a saída das raízes. E a própria raiz, depois que vai crescendo, faz uma espécie de reforço do material”, diz Souza.

Para ele, é perfeitamente possível produzir o filme em grande escala, pois o Brasil tem facilidade de acesso a algas e é o maior produtor de celulose do mundo.

“Só que, para chegar em escala, precisamos desenvolver essa parte final, analisar os resultados do trabalho de campo e patentear o material. Estamos procurando matérias-primas que existam em abundância e tenham preço bom, porque não adianta nada desenvolver um filme excelente e muito caro, que não chega ao agricultor.”

Souza ressalta que o filme à base de algas e nanocelulose tem diversas vantagens:

  • Promove a economia de fertilizante, pois há menos perda por lixiviação (a alga segura os compostos, que não são levados pela chuva ou irrigação);
  • Pode evitar a utilização de plástico, pois o filme também se presta a substituir as esferas de microplástico usadas pela agricultura em larga escala para liberação de fertilizantes.

“Utiliza-se a mesma técnica de inserção de fertilizante nas esferinhas de plástico, só que nosso material é biodegradável. Depois de 90 dias, ele praticamente desaparece.”

O artigo “Enhancing marine algae composites with cellulose nanofibrils for sustainable nutrient management” pode ser acessado aqui



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saiba as causas e como tratar



O pecuarista João José Ribeiro, de Palmas, Tocantins, busca entender melhor o “mal do caruara” ou “mal da junta inchada”, uma condição que afeta bezerros nos primeiros dias a até 30 dias de vida, deixando-os com as pernas fracas e dificultando seus movimentos.

Essa foi uma das reportagens mais lidas do Giro do Boi, projeto de Pecuária do Canal Rural.

Em resposta, o médico-veterinário e consultor Guilherme Vieira esclarece as causas e os tratamentos eficazes para essa condição. Assista ao vídeo abaixo e confira:

Vieira identifica duas causas principais do “mal do caruara”. A primeira é a má colostragem, que ocorre quando os bezerros não recebem adequadamente o colostro – um leite rico em nutrientes e anticorpos crucial nas primeiras 72 horas de vida.

A segunda causa é a poliartrite infecciosa, que se desencadeia a partir de um umbigo mal cicatrizado. Esta condição permite que bactérias entrem na corrente sanguínea e se alojem nas articulações, causando dores, febres e juntas inchadas, conhecidas como “da junta inchada”.

Tratamento e prevenção do “mal do caruara”

O tratamento envolve uma intervenção veterinária de confiança, utilizando antibióticos e anti-inflamatórios específicos.

É fundamental prevenir, garantindo que os bezerros mamem colostro imediatamente após o nascimento e cuidando bem do umbigo com tintura de iodo a 10%, além da aplicação de doramectina no primeiro dia de vida.

Pasto maternidade na fazenda

Vieira recomenda o uso de um pasto maternidade, onde as vacas, 30 a 40 dias antes do parto, são mantidas com seus bezerros.

Isso facilita a supervisão dos bezerros pelos colaboradores, permitindo intervenções rápidas em caso de complicações. Além disso, ajuda a garantir que os tratamentos necessários sejam administrados em um ambiente seguro e controlado.

Ao seguir essas orientações, os produtores podem proteger seus rebanhos contra o “mal do caruara”, assegurando a saúde e o desenvolvimento adequado dos bezerros.

Tem dúvidas? Envie sua pergunta

Você também pode obter resposta à sua pergunta sobre qualquer dúvida que tiver na fazenda.

Envie para o quadro Giro do Boi Responde no link do WhatsApp do Giro do Boi, pelo número (11) 93310-7346 ou ainda pelo e-mail [email protected].



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Algodão colorido e agroecológico conquista passarelas no Brasil e no exterior


O algodão colorido desenvolvido pela Embrapa foi mais uma vez atração em desfile de moda na Itália.

A coleção Calunga, da empresa Natural Cotton Color, confeccionada a partir do algodão colorido orgânico produzido da Paraíba, esteve presente em um dos principais eventos de moda sustentável, Beyond the Claim, nesta sexta-feira (20).

O evento ocorreu no Museo Nazionale Scienza e Tecnologia Leonardo da Vinci, durante a Semana de Moda de Milão.

Inspirada no maracatu, herança cultural afro-brasileira, a coleção é composta por 35 peças que integram alfaiataria com detalhes artesanais, incluindo a técnica do labirinto, um patrimônio imaterial da Paraíba.

Desfile no Rio Grande do Norte

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Foto: Divulgação Embrapa

Na semana passada, foi a vez do algodão agroecológico subir às passarelas no Rio Grande do Norte. A maior fábrica têxtil da América Latina, a Guararapes, foi palco do lançamento da nova coleção de verão da Riachuelo, com roupas produzidas a partir de matéria-prima do projeto Pró-Sertão.

O Pró-Sertão é uma iniciativa do Instituto Riachuelo, que visa fortalecer a cadeia produtiva do algodão no Rio Grande do Norte, com ações que vão desde o campo, por meio do incentivo do cultivo agroecológico, até a indústria têxtil e o artesanato local.

A Embrapa Algodão é parceira deste projeto que beneficia centenas de agricultores no sertão potiguar e gera 4 mil empregos diretos no estado.

Algodão colorido

O algodão colorido é um produto diferenciado para a agricultura familiar, com foco na sustentabilidade econômica e ambiental.

Além de gerar renda para o pequeno produtor, o algodão colorido natural não necessita de tingimento, reduzindo a utilização de água e de produtos químicos no processo de obtenção do tecido.

Por meio do melhoramento genético convencional, a Embrapa Algodão desenvolveu as cultivares de algodão colorido BRS Jade, BRS Safira, BRS Topázio, BRS Verde, BRS Rubi e BRS 200 Marrom.

O algodão colorido subiu às passarelas pela primeira vez em 2004, na São Paulo Fashion Week, com o estilista Ronaldo Fraga. Desde então, as peças confeccionadas com as variedades de algodão colorido vêm abrindo caminho no mundo da moda. O produto também esteve presente na Fashion Rio, além de desfiles em Paris e Milão.

Algodão em consórcios agroecológicos

O cultivo do algodão agroecológico consorciado com outras culturas alimentares como milho, feijão, gergelim e amendoim, mandioca, dentre outras, por agricultores familiares, com certificação orgânica participativa, tem sido outra alternativa disponibilizada pela Embrapa e instituições parceiras para promover a segurança alimentar e a preservação do meio ambiente.

A metodologia de capacitação dos produtores se dá por meio das Unidades de Aprendizagem e Pesquisa Participativa, respeitando os saberes locais e promovendo a consciência ambiental. O aprendizado vai desde a produção (com foco conservacionista), certificação e comercialização da pluma no comércio justo, com preços acima do algodão convencional.

Agenda 2030

O algodão colorido e agroecológico são tecnologias voltadas para a sustentabilidade econômica, ambiental e social, alinhados à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Nesta agenda foram estabelecidos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que abordam os principais desafios de desenvolvimento enfrentados no Brasil e no mundo. As tecnologias se alinham especialmente ao Selo ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Frente fria e chuva de mais de 150 mm nesta semana; veja previsão do tempo



Confira como ficam as condições do tempo e veja em pode ter chuva em todas as regiões do Brasil, na semana entre 23 e 28 de setembro.

Sul

A semana começa com pancadas de chuva forte em todo a região. Há, risco de temporais em Santa Catarina; no sudoeste e oeste do Paraná; e no centro-leste, nordeste e na serra do Rio Grande do Sul.

Nos próximos cinco dias, a chuva se concentra no centro-sul gaúcho, com volumes
podendo ultrapassar 150 mm. Pode haver alagamentos e deslizamentos na região.

No centro norte do Rio Grande do Sul e nos dois outros estados, o acumulado de chuva da semana varia entre 15 e 40 mm, ajudando a manter a boa umidade do solo, sem prejudicar as operações em campo.

Alerta para tempo severo na segunda (23) e terça-feira (24) no sul gaúcho, por conta da presença de um cavado (área de baixa pressão na atmosfera).

A partir de quarta-feira (25), esse cavado avança com uma nova frente fria sobre demais áreas do Rio Grande do Sul e pelo restante da região, deixando estas áreas também em atenção para tempo severo. Há possibilidade de queda de granizo e rajadas de vento mais intensas, que podem danificar lavouras e estruturas agrícolas, provocar queda de árvores e trazer risco de corte de abastecimento de energia.

Sudeste

Pancadas de chuva irregulares atingem São Paulo no início da semana, mas com manutenção do calor, deixando o dia abafado na segunda-feira.

O tempo fica firme em Minas Gerais e faz calor no Rio de Janeiro, com temperaturas altas à tarde. Não chove e o sol brilha forte no Espírito Santo.

Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva varia de 10 a 20 mm no litoral de São Paulo, onde as pancadas será registradas principalmente entre quinta (26) e sexta-feira (27).

No restante do Sudeste, praticamente não chove durante toda a semana. O predomínio de tempo firme associado ao calorão continua prejudicando os cafezais em fase de floração nos quatro estados. Não se recomenda o início da semeadura da safra 2024/25 devido à alta temperatura do solo e à falta de umidade.

O risco para focos de incêndio continua aumentando nos próximos dias, principalmente em Minas e no interior de São Paulo. Assim, o produtor deve ficar atento em relação ao manejo com fogo.

Centro-Oeste

A segunda-feira tem pancadas de chuva no noroeste de Mato Grosso, graças à umidade que vem do Norte, e nos extremos leste e sul de Mato Grosso do Sul. Já Goiás e o Distrito Federal continuam sem umidade e com temperaturas bem altas, na casa
de 42 ºC/43 ºC.

Nos próximos cinco dias, os volumes de chuva variam entre 5 e 35 mm, de forma mal distribuída, em Mato Grosso do Sul, oeste de Mato Grosso e sul de Goiás, elevando a umidade relativa do ar e ajudando a diminuir o risco para o surgimento de incêndios.

Porém, a água no solo ainda não é suficiente para o inicio da semeadura da safra 2024/25. Lavouras e pastagens seguem prejudicadas no leste de Mato Grosso e em Goiás, pela falta de umidade.

Como a umidade relativa do ar deve ficar abaixo de 20%, não se recomenda o tratamento fitossanitário nesta semana. O produtor deve evitar o manejo com fogo no período.

Nordeste

Algumas pancadas mais irregulares ainda podem ocorrer nas capitais da costa leste da região no início da nova semana, mas sem alertas.

A maior parte do Nordeste inicia o período sem chuva, mas com ventania. Rajadas mais fortes devem atingir a costa norte, entre o Piauí e o Ceará.

Em cinco dias, o acumulado de chuva fica entre 10 e 15 mm no litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. No interior, segue a restrição hídrica e o risco de incêndio.

Com da , não se recomenda nesta semana o tratamento fitossanitário, por conta da baixa umidade relativa do ar, que deve ficar abaixo de 20%. O produtor deve evitar o manejo com fogo e se hidratar bastante ao realizar os trabalhos em campo, pois a temperatura pode chegar a 40 ºC em áreas como o centro-sul do Maranhão, no Piauí e no interior da Bahia.

Norte

Na segunda-feira, há risco de chuva forte em Manaus (AM) e de temporal no norte e noroeste do Amazonas e no noroeste do Pará. A chuva ocorre em forma de pancadas no Acre e em Rondônia, mas o calor continua.

O tempo fica firme e seco no Tocantins. Nesse estado, assim como em Rondônia, Pará e Acre, as máximas podem passar de 41 ºC, causando estresse térmico nas
lavouras e no gado em confinamento.

O acumulado de chuva nos próximos dias varia entre 20 e 40 mm no Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima e sudoeste do Pará. Essa condição deve ajuda a elevar a umidade relativa do ar, e diminuindo o potencial para o surgimento de focos de incêndio.

Nas demais áreas do Norte, a semana será ensolarada, com tempo firme, mas mantendo o alerta para possíveis focos de incêndio no Tocantins.

A situação dos rios na região continua preocupante, pois os baixos volumes de água afetam a logística e têm impacto direto na produção de energia nas hidrelétricas. A projeção é que essa situação se normalize é somente entre dezembro e janeiro.



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