sexta-feira, julho 31, 2026

Agro

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Lentidão no e-Título foi causada por grande número de acessos, diz TSE



A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, disse neste domingo (6) que a lentidão relatada por eleitores no aplicativo e-Título foi provocada pelo grande número de acessos simultâneos no início da manhã. 

Neste domingo, eleitores buscaram as redes sociais para reclamar da lentidão da plataforma, que é utilizada principalmente para fazer a justificativa pela ausência na votação. 

Segundo Cármen Lúcia, a demora ocorreu pela alta demanda, e os usuários ficaram em uma fila virtual à espera de atendimento. 

“No início da manhã, nós tivemos um número enorme de pessoas que acessaram ao mesmo tempo. Nós chegamos a ter 7,6 milhões de buscas por minuto. Realmente há uma demora, é como se fosse uma fila. Não há problema algum. O que há é uma demora na resposta considerando o número de acessos que foram feitos”, afirmou a ministra. 

Segundo o TSE, o eleitor que quiser realizar a justificativa ainda hoje tem até as 17h para entrar no aplicativo. 

O prazo para justificativa é de 60 dias após cada turno. Quem não votar no primeiro turno pode votar no segundo ou vice-versa.

Pelas regras, o eleitor que não estiver em seu domicílio eleitoral deverá justificar ausência na votação. A restrição ocorre porque não há possibilidade de voto em trânsito nos pleitos municipais.



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TSE recebe 5,7 mil denúncias de irregularidades durante votação


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou há pouco o número de ocorrências registradas durante a votação em todo o país. 

O aplicativo Pardal, ferramenta oficial do TSE, recebeu 5.795 denúncias neste domingo (6), primeiro turno das eleições municipais. 

As principais irregularidades foram boca de urna (3.401), fixação de faixas e cartazes (230) e distribuição de panfletos (207). 

Urnas quebradas 

Até as 15h30, 2.651 urnas eletrônicas foram substituídas, número equivalente a 0,5% do total de equipamentos. 

O TSE também informou que uma seção eleitoral registrou votação manual. 

A substituição de urnas eletrônicas defeituosas é esperado pela Justiça Eleitoral, que já prepara equipamentos reserva para serem colocados em operação de imediato. 

Justificativas

De acordo com o TSE, foram enviadas ao sistema da Justiça Eleitoral 2,4 milhões de justificativas de ausência na votação por meio do aplicativo e-Título. A plataforma também recebeu 10,4 milhões de consultas do local de votação. 

Primeiro turno

Mais de 155 milhões de eleitores estão aptos a votar em 5.569 municípios. O horário de votação é das 8h às 17h (horário de Brasília) em todo o país.

O eleitor vai votar para vereador e prefeito. Em cinco municípios do país, o eleitorado ainda deve participar de consultas populares

O segundo turno da disputa poderá ser realizado em 27 de outubro em 103 municípios com mais de 200 mil eleitores, nos quais nenhum dos candidatos à prefeitura atinja mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, no primeiro turno.



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Banco do Brasil lança programa de sustentabilidade na pecuária



O Banco do Brasil reformulou um de seus programas de financiamento ao setor agrícola, o Pecuária do Futuro, que passa a se chamar Pecuária Mais Sustentável. Voltado à recuperação de áreas degradadas, o programa usa insumos tecnológicos para auxiliar os produtores participantes. O Pecuária Mais Sustentável está disponível em todas as agências do BB.

De acordo com o banco, o objetivo é unir a concessão de crédito para a recuperação de áreas a iniciativas de tecnologia, rastreabilidade, sustentabilidade e elevação da lucratividade da pecuária.

As iniciativas do banco antecipam ações previstas no Sistema de Autorregulação Bancária (Sarb) número 26 de 2023, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), e que serão válidas a partir de dezembro do ano que vem.

De acordo com o banco, na safra 2023/2024, foram concedidos R$ 6,37 bilhões para a recuperação de áreas degradadas, o que permitiu atender a 1,6 milhão de hectares.

O programa do BB terá a participação de toda a cadeia produtiva da pecuária, de fornecedores diretos e indiretos aos abatedouros, e envolverá iniciativas de diagnóstico, planejamento, auxílio na contratação de operações e comercialização de créditos de carbono, além de bonificação adicional por animal rastreado.

“Temos a missão de auxiliar na aceleração do PNCPD Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistema de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis, que tem por objetivo recuperar o total de 40 milhões de hectares em um prazo de 10 anos”, diz em nota o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Luiz Gustavo Braz Lage.

Os produtores participantes terão acesso a serviços da Traive, fintech investida do BB e que usa inteligência artificial e modelos especializados para apoiar a análise de crédito, o que, segundo o banco, reduz a probabilidade de inadimplência.

Além disso, os empreendimentos terão gestão da startup iRancho, que auxilia na tomada de decisões e no controle de animais, insumos e custos. A rastreabilidade dos animais utiliza a plataforma SafeBeef, com tecnologia blockchain, que permite ao produtor entrar no protocolo exigido pela indústria compradora.

Em outra mudança, a empresa de monitoramento via satélite e radares IDGEO disponibilizará mapas de aptidão para a tomada de decisões dos pecuaristas em relação a áreas que precisam ser recuperadas ou que podem ser convertidas. Outra adição é a da MyCarbon, subsidiária da Minerva que ajudará em projetos de créditos de carbono avaliando a área e os critérios de elegibilidade.



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Frente fria com temporais intensos e até 150 mm de chuva; veja previsão do tempo da semana



A semana começa com diferentes condições climáticas em todo o Brasil, marcadas por chuvas, temporais, ventos intensos e altas temperaturas. Confira a previsão detalhada por região para o período de 7 a 11 de outubro.

Sul

A segunda-feira (7) inicia com pancadas de chuva no norte e noroeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Nessas áreas, o céu estará nublado e as temperaturas permanecem amenas. Não há previsão de chuva nas demais áreas, da região incluindo as capitais.

Uma nova frente fria associada a um cavado trará chuvas e temporais para os três estados entre segunda e quarta-feira (9). Há possibilidade de rajadas de vento superiores a 100 km/h e queda de granizo em todas as áreas, o que pode causar danos em lavouras e estruturas agrícolas, além de queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia.

A chuva acumulada na semana varia entre 100 e 150 mm, inviabilizando trabalhos no campo e atrasando a colheita do trigo e a semeadura do arroz, feijão, milho e soja.

Há também risco de alagamentos e deslizamentos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Sudeste

Na região, a semana começa com mais nebulosidade no sul e litoral de São Paulo e em algumas áreas do sul e oeste do Espírito Santo. Apesar disso, não há previsão de chuva no início da semana.

Em regiões como o norte, noroeste e Triângulo de Minas Gerais, assim como no extremo norte de São Paulo, a umidade permanece baixa.

Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva deve variar entre 40 e 60 mm devido à chegada de uma frente fria na quarta-feira. O fenômeno deve elevar a umidade do solo e diminuir o risco de incêndios. Entretanto, produtores devem ficar alertas para a possibilidade de ventos fortes, acima de 100 km/h, e queda de granizo, o que pode prejudicar lavouras e estruturas agrícolas.

As chuvas previstas ajudarão na recuperação de pastagens e aliviarão as altas temperaturas nos quatro estados da região.

Centro-Oeste

A umidade que vem da região Norte, aliada às altas temperaturas, favorecerá a formação de nuvens de chuva no noroeste, norte e oeste de Mato Grosso. Em Cuiabá, o dia será de sol com pancadas de chuva e possíveis trovoadas.

Não há previsão de chuva em Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal.

Entre quarta e sexta-feira (11), a atuação de um cavado na região trará temporais com risco de queda de granizo e ventos acima de 80 km/h, podendo causar danos em lavouras e interrupções no fornecimento de energia.

Nos próximos cinco dias, os volumes de chuva devem variar entre 25 e 40 mm, o que aumentará a umidade relativa do ar e ajudará a reduzir os riscos de incêndio.

A tendência é que as chuvas persistam até a semana seguinte, acumulando até 100 mm em 14 dias, o que permitirá o início da semeadura da safra 2024/2025.

Nordeste

Há previsão de chuva rápida no litoral da Bahia, enquanto Salvador terá um dia de sol e tempo firme. A umidade proveniente do mar pode trazer chuvas isoladas na costa leste da região, enquanto o interior começa a semana mais quente e seco.

Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva ficará entre 10 e 15 mm no sul da Bahia e do Maranhão, sem previsão de acumulados significativos nas demais áreas. O interior nordestino segue com restrição hídrica e risco elevado de incêndios.

A umidade relativa do ar deve permanecer abaixo de 20%, o que contraindica tratamentos fitossanitários.

Recomenda-se que os produtores evitem o uso de fogo para manejo e mantenham a hidratação, pois as temperaturas podem atingir 42 ºC no Piauí.

Norte

A semana começa com possibilidade de chuvas fortes no Acre, Rondônia, Amazonas e no sul do Pará, com potencial para temporais e ventos moderados a fortes.

O tempo permanece firme no Amapá e no norte do Pará, enquanto Palmas, no Tocantins, terá um aumento nas chances de pancadas de chuva.

Os acumulados de chuva nos próximos dias variam entre 40 e 50 mm em todos os estados da região, elevando a umidade relativa do ar e reduzindo os riscos de incêndio, além de contribuir para a reposição hídrica do solo. No entanto, as chuvas podem vir acompanhadas de temporais e rajadas de vento superiores a 50 km/h, causando possíveis transtornos.

A situação dos rios na região continua preocupante, com níveis críticos que afetam a logística e a produção de energia nas hidrelétricas locais. A normalização desse cenário está prevista somente para dezembro ou janeiro.



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Número de presos por crimes eleitorais sobe para 84; 10 são candidatos



O primeiro turno das eleições municipais acontecem neste domingo (6) e, de acordo com o Ministério da Justiça, subiu para 84 o número de pessoas presas em todo o país por crimes eleitorais.

Os crimes mais cometidos foram propaganda irregular e corrupção eleitoral (compra de votos). O número inclui os 56 detidos pela Polícia Federal (PF) até 12h de hoje.

Entre os presos estão 10 candidatos: três na Paraíba, dois em Mato Grosso do Sul, dois no Paraná, um no Amazonas, um no Amapá e um em Roraima.

De acordo com o Ministério, os estados com mais detenções são Roraima, com 23, e Rio de Janeiro, com 24. No estado do Sudeste, as prisões partiram de mandados de operação em Nilópolis, na Baixada Fluminense, que prendeu grupo que realizava compra de votos.

A lei eleitoral veda prisão por cumprimento de mandado neste domingo, mas permite detenção por flagrante de crime inafiançável.

Neste domingo, eleitores de 5.569 municípios vão às urnas para escolher os prefeitos e vereadores que os representarão pelos próximos quatro anos.

O que não caracteriza crime

A preferência do eleitor pode ser manifestada no dia da eleição de forma individual e silenciosa por meio de:

O que não pode

  • Reunião de pessoas ou o uso de instrumentos de propaganda que identifiquem partido, coligação ou federação.
  • Uso de alto-falantes e amplificadores de som
  • Realização de comício ou carreata
  • Persuasão do eleitorado e propaganda de boca de urna

Além disso, em todo o território nacional, passa a ser crime o transporte de armas e munição por colecionadores, atiradores e caçadores nas 24 horas antes e nas 24 horas depois das eleições, inclusive para civis com porte ou licença estatal.

As exceções são para agentes em serviço, como os que estejam trabalhando no policiamento ou na segurança de estabelecimentos penais e unidades de internação de adolescentes.



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FGV Agro aponta impactos no agronegócio



No programa Canal Rural Entrevista, Felippe Serigati, pesquisador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro), abordou temas críticos para o setor agrícola, como juros, inflação e câmbio. A conversa trouxe uma análise sobre como o cenário econômico atual impacta a vida dos produtores rurais e que estratégias podem ser adotadas para enfrentar esses desafios.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Aumento da taxa de juros e o cenário da inflação

Serigati destacou o recente aumento da taxa Selic em 0,25 ponto percentual pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Segundo ele, essa alta reflete a preocupação com a inflação acelerada e um mercado interno aquecido, que não tem sido acompanhado pela produção. “O Banco Central está preocupado com a inflação que está fugindo da meta e, por isso, teve que iniciar um novo ciclo de alta dos juros”, explicou Serigati.

O especialista ressaltou que a inflação está sendo impulsionada principalmente pelo aquecimento da economia e pela política fiscal expansionista. “Estamos vivendo o período de política fiscal mais acelerada desde 2010. Isso aquece a economia e faz com que os salários subam acima da produtividade”, afirmou. Ele observou que o aumento dos salários é positivo para o consumo, mas também representa um custo maior para a produção, impactando diretamente setores como o de proteína animal.

Estratégias para os produtores rurais

Diante de um cenário de juros elevados, Serigati recomenda que os produtores rurais repensem seus investimentos. “Cada produtor deve analisar sua situação específica. Há setores com margens mais confortáveis, como a pecuária, que pode ver uma reversão positiva em 2025. Já outros, como o milho, enfrentam margens apertadas e precisam tomar decisões mais cautelosas”, comentou.

O pesquisador sugere que os produtores avaliem alternativas, como reduzir o nível tecnológico aplicado nas lavouras ou diminuir a área plantada para equilibrar os custos. “Cada decisão deve ser baseada em informações e gestão cuidadosa. É hora de planejar e ajustar as estratégias conforme a situação de cada mercado”, acrescentou.

Inflação dos alimentos e os impactos do câmbio

A inflação dos alimentos, que durante parte do ano foi vista como uma “vilã” do bolso do consumidor, agora parece estar se estabilizando. No entanto, Serigati alerta que essa estabilidade depende de vários fatores, como condições climáticas e oscilações no mercado internacional.

O pesquisador ressaltou a influência do câmbio sobre os custos e preços das commodities agrícolas. “Uma coisa é exportar um contêiner de carne com o dólar a R$4,90, outra é com o dólar a R$5,60. Isso afeta diretamente a rentabilidade das exportações”, afirmou. Ele destacou que a taxa cambial pode ser um fator positivo ou negativo, dependendo do momento em que a desvalorização do real ocorre e como isso se alinha com as operações de compra de insumos pelos produtores.

Brasil no cenário internacional

No contexto global, Serigati afirmou que o Brasil se encontra em uma posição de destaque entre as economias emergentes, mas ainda precisa “fazer a lição de casa” em termos de gestão econômica para aproveitar ao máximo seu potencial. “Temos um grande potencial, mas é preciso subir a vela de forma organizada para aproveitar o vento favorável”, disse o pesquisador.

Apesar das incertezas e dos desafios, o especialista expressou otimismo em relação ao agronegócio brasileiro. Segundo ele, com boas práticas de gestão e uma visão estratégica, o setor tem condições de superar os obstáculos e continuar crescendo, mesmo em um ambiente econômico adverso.



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Você viu? Lista com azeites adulterados é divulgada


Na última quinta-feira (3), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) tornou pública a lista com marcas e lotes de azeite de oliva que foram desclassificadas, sendo, portanto, impróprias ao consumo.

Esta foi uma das reportagens mais lidas do Canal Rural na última semana.

Ao todo são 11 marcas:

  • Málaga;
  • Rio Negro;
  • Quinta de Aveiro;
  • Cordilheira;
  • Serrano;
  • Oviedo;
  • Imperial;
  • Ouro Negro;
  • Carcavelos;
  • Pérola Negra; e
  • La Ventosa

Segundo a pasta, os produtos foram analisados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária e foram desclassificados por estarem em desacordo com os parâmetros estabelecidos pela Instrução Normativa nº 01/2012.

Além disso, as empresas responsáveis por esses produtos estão todas com CNPJ baixado junto à Receita Federal, o que também reforça a ocorrência de fraude.

O Ministério avisa que outras marcas ainda estão sendo analisadas e assim que os resultados forem concluídos, nova lista será divulgada. Saiba mais detalhes aqui.

Apreensão de azeites adulterados

marcas de azeites adulteradosmarcas de azeites adulterados
Foto: Polícia Civil do Espírito Santo

Já na última quarta-feira (2), em operação conjunta com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Polícia Civil do Espírito Santo, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), realizou uma operação de combate ao comércio de azeites adulterados.

A ação suspendeu a venda de três marcas (Pérola Negra, Carcavelos e Serrano) e culminou na apreensão de 428 garrafas de azeite que eram vendidas em supermercados dos municípios capixabas de Cariacica e Vila Velha.

De acordo com a investigação, a venda dos três rótulos estava proibida por conta de fraudes e infrações sanitárias.

“A venda de uma dessas marcas já havia sido suspensa pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na semana passada. As outras duas são marcas possivelmente têm ligação, pois são distribuídas pela mesma fabricante da marca que estava proibida”, diz o delegado Eduardo Passamani, titular da Decon

Segundo ele, a proibição dos rótulos ocorreu porque o fabricante não se identifica e, portanto, não é possível saber a procedência dos produtos.

Preços muito baixos: desconfie

O delegado alerta para que o consumidor se atente ao preço dos produtos vendidos. “Esse produto estava abaixo do preço médio que o azeite está sendo vendido atualmente nos mercados. É um indicativo de que o produto é fraudado. É importante se atentar a essa discrepância no valor se comparado a produtos de qualidade reconhecida”, destacou.

De acordo com ele, os itens apreendidos estavam sendo vendidos a uma média de R$ 26 a R$ 28, enquanto o preço dos demais gira em torno de R$ 40.

“O criminoso pega um produto falsificado, coloca um preço muito baixo para vender rápido e joga em pequenas redes [de supermercados] para que a gente não consiga identificar”, relata Passamani.

Azeites passarão por análise

As garrafas apreendidas serão encaminhadas ao laboratório do Ministério da Agricultura, em Brasília, e passarão por análises para identificar a composição do produto.

“Vamos identificar o que tem dentro dessas garrafas. Em um primeiro momento, em uma análise sensorial, foi possível perceber uma possível presença de óleo”, disse o delegado.

De acordo com ele, em ações anteriores, já foi identificada a presença de óleo de lamparina dentro de garrafas de azeite no estado. Leia a reportagem completa.



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Uso de tecnologia e manejo no confinamento de gado fortalecem pecuária brasileira



O Brasil ocupa a segunda posição mundial em confinamento de gado, e com isso, a implementação de tecnologias avançadas e protocolos de manejo torna-se fundamental para garantir a rentabilidade e a saúde dos rebanhos. Especialistas e empresas do setor têm buscado soluções para melhorar a eficiência produtiva e fortalecer a competitividade do país no mercado global. Esse foi o tema abordado por Bruno Di Rienzo, médico veterinário, durante o quadro “Raio-X da Pecuária“.

Di Rienzo destacou que as principais demandas dos produtores, quando se trata de nutrição animal em confinamento, incluem garantir que o fornecimento de nutrientes planejados chegue de forma eficaz ao coxo. “Tudo começa com um bom planejamento nutricional, considerando ingredientes, custos, conservação e logística”, explicou. Segundo ele, é preciso manter uma rotina rígida, já que qualquer alteração pode gerar estresse nos animais e impactar negativamente sua produtividade.

O veterinário ressaltou a importância da integração entre sanidade e nutrição na eficiência da produção animal. “A sanidade é o pilar que suporta a nutrição. Sem um status imunológico adequado, os animais não atingem o desempenho esperado”, afirmou. Di Rienzo mencionou que manter a saúde do rebanho é essencial para que eles tenham um ganho médio diário adequado e alcancem uma boa carcaça, que é o que remunera os pecuaristas.

Ainda sobre os cuidados sanitários, ele alertou para a necessidade de se observar a transição entre as dietas de adaptação e de engorda, já que essa mudança pode abrir portas para infecções oportunistas, como a pneumonia. “É preciso utilizar suplementos injetáveis, como antioxidantes, para manter a imunidade dos animais e garantir a eficiência do confinamento”, disse.

Além disso, Di Rienzo falou sobre o papel das empresas do setor na colaboração com os confinadores. Ele destacou que a indústria investe em pesquisa e desenvolvimento para identificar oportunidades e solucionar lacunas nos sistemas de produção. “A pesquisa nos ajuda a encontrar o melhor posicionamento dos produtos e a avaliar o efeito positivo de diferentes doses, sempre visando maximizar a performance dos animais”, afirmou.

Para Di Rienzo, a adoção de tecnologias e um manejo adequado são fundamentais para enfrentar os desafios da intensificação da produção pecuária no Brasil, garantindo mais saúde aos rebanhos e maior rentabilidade aos produtores.



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Alimentos e conta de luz devem estourar meta de inflação, dizem economistas


A adoção da bandeira tarifária vermelha nas contas de energia elétrica e os efeitos do clima seco e da estiagem sobre os preços de alguns alimentos devem fazer com que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estoure o teto da meta, de 4,5%, em 2024.

Se o cenário de estouro da meta for confirmado, seria a oitava vez, desde a adoção do regime, em 1999, que a inflação fica fora do intervalo de tolerância, e a terceira só nos últimos quatro anos (2021, 2022 e 2024), período em que o Banco Central está sob o comando de Roberto Campos Neto.

Quando a inflação fica acima do teto ou abaixo do piso estabelecido, o presidente do BC deve escrever uma carta ao Conselho Monetário Nacional (CMN) com a descrição detalhada das razões que levaram ao rompimento do limite.

Instituições elevaram estimativas

Na sexta-feira, a XP Investimentos e o Santander Brasil elevaram suas estimativas para o IPCA de 2024, de 4,4% para 4,6%, e de 4,1% para 4,4%, respectivamente.

Em relatório, ambas as instituições atribuíram o cenário às condições climáticas, com efeito altista tanto nos preços da energia quanto dos alimentos.

“O período seco está se aproximando do fim, com chuvas abaixo da média e temperaturas mais altas, que podem durar por mais algumas semanas ainda”, escreveu o Santander.

Conta de luz

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Foto: Pixabay

A bandeira tarifária da energia passou de verde em agosto para vermelha 1 em setembro e para vermelha 2 (o nível mais crítico possível) em outubro.

Tanto Santander quanto a XP preveem que a bandeira ao final do ano ficará ao menos em vermelha 1, perspectiva que também é corroborada por técnicos da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O economista da Quantitas João Fernandes também aponta a bandeira vermelha como um dos vetores que corroboram o cenário de estouro do teto da meta em 2024. Ele projeta IPCA de 4,7% no final do ano e considera um cenário em que há 70% de chance de bandeira tarifária vermelha 2 em dezembro e 30% de chance de bandeira vermelha 1.

Preços dos alimentos

Fernandes destaca, porém, que o maior risco para a alta da inflação no curto prazo são os preços dos alimentos.

“A principal vilã do momento é a carne bovina”, diz o economista, observando que a cotação da arroba do boi gordo tem subido consistentemente nas últimas semanas.

Ele não descarta a possibilidade de um IPCA abaixo dos 4,5% ao final do ano, caso haja um volume de chuvas mais forte do que o esperado para este mês, trazendo alívio tanto para os reservatórios quanto para a produção agropecuária. “Mas seria um cenário onde as coisas surpreendem no sentido benigno”, reforça.

A projeção da economista do BNP Paribas para Brasil, Laiz Carvalho, é de IPCA em 4,4% em 2024. A estimativa considera a adoção da bandeira tarifária vermelha 1 para o final do ano e inflação de alimentos de 6% no acumulado de 2024, mas Laiz reconhece que o viés é de alta.

“Já estamos considerando uma retomada dos preços de alimentos para os próximos meses, pelo efeito das secas recentes e pelo comportamento sazonal mais alto de alimentos no final do ano”, diz a economista.

Caso a vigência para dezembro seja de bandeira tarifária vermelha 2, Laiz calcula IPCA de 4,67%, acima do teto.

O Itaú Unibanco também ainda prevê inflação abaixo do teto da meta (4,4%), mas reconhece que os riscos hoje são de alta.

“O balanço de riscos é majoritariamente altista com chance de a seca pressionar ainda mais os preços de energia (via acionamento de bandeira vermelha 1 em dezembro) e de alimentos”, alerta o banco, em relatório do economista-chefe, Mario Mesquita, divulgado na última sexta-feira (4).

Esses riscos relacionados com questões climáticas, porém, podem ser compensados, ainda que parcialmente, por uma redução no preço da gasolina, na esteira da defasagem entre o preço doméstico e a cotação internacional do combustível, ressalta o Itaú.



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Conta de luz e alimentos devem estourar meta de inflação, dizem economistas


A adoção da bandeira tarifária vermelha nas contas de energia elétrica e os efeitos do clima seco e da estiagem sobre os preços de alguns alimentos devem fazer com que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estoure o teto da meta, de 4,5%, em 2024.

Se o cenário de estouro da meta for confirmado, seria a oitava vez, desde a adoção do regime, em 1999, que a inflação fica fora do intervalo de tolerância, e a terceira só nos últimos quatro anos (2021, 2022 e 2024), período em que o Banco Central está sob o comando de Roberto Campos Neto.

Quando a inflação fica acima do teto ou abaixo do piso estabelecido, o presidente do BC deve escrever uma carta ao Conselho Monetário Nacional (CMN) com a descrição detalhada das razões que levaram ao rompimento do limite.

Instituições elevaram estimativas

Na sexta-feira, a XP Investimentos e o Santander Brasil elevaram suas estimativas para o IPCA de 2024, de 4,4% para 4,6%, e de 4,1% para 4,4%, respectivamente.

Em relatório, ambas as instituições atribuíram o cenário às condições climáticas, com efeito altista tanto nos preços da energia quanto dos alimentos.

“O período seco está se aproximando do fim, com chuvas abaixo da média e temperaturas mais altas, que podem durar por mais algumas semanas ainda”, escreveu o Santander.

Conta de luz

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Foto: Pixabay

A bandeira tarifária da energia passou de verde em agosto para vermelha 1 em setembro e para vermelha 2 (o nível mais crítico possível) em outubro.

Tanto Santander quanto a XP preveem que a bandeira ao final do ano ficará ao menos em vermelha 1, perspectiva que também é corroborada por técnicos da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O economista da Quantitas João Fernandes também aponta a bandeira vermelha como um dos vetores que corroboram o cenário de estouro do teto da meta em 2024. Ele projeta IPCA de 4,7% no final do ano e considera um cenário em que há 70% de chance de bandeira tarifária vermelha 2 em dezembro e 30% de chance de bandeira vermelha 1.

Preços dos alimentos

Fernandes destaca, porém, que o maior risco para a alta da inflação no curto prazo são os preços dos alimentos.

“A principal vilã do momento é a carne bovina”, diz o economista, observando que a cotação da arroba do boi gordo tem subido consistentemente nas últimas semanas.

Ele não descarta a possibilidade de um IPCA abaixo dos 4,5% ao final do ano, caso haja um volume de chuvas mais forte do que o esperado para este mês, trazendo alívio tanto para os reservatórios quanto para a produção agropecuária. “Mas seria um cenário onde as coisas surpreendem no sentido benigno”, reforça.

A projeção da economista do BNP Paribas para Brasil, Laiz Carvalho, é de IPCA em 4,4% em 2024. A estimativa considera a adoção da bandeira tarifária vermelha 1 para o final do ano e inflação de alimentos de 6% no acumulado de 2024, mas Laiz reconhece que o viés é de alta.

“Já estamos considerando uma retomada dos preços de alimentos para os próximos meses, pelo efeito das secas recentes e pelo comportamento sazonal mais alto de alimentos no final do ano”, diz a economista.

Caso a vigência para dezembro seja de bandeira tarifária vermelha 2, Laiz calcula IPCA de 4,67%, acima do teto.

O Itaú Unibanco também ainda prevê inflação abaixo do teto da meta (4,4%), mas reconhece que os riscos hoje são de alta.

“O balanço de riscos é majoritariamente altista com chance de a seca pressionar ainda mais os preços de energia (via acionamento de bandeira vermelha 1 em dezembro) e de alimentos”, alerta o banco, em relatório do economista-chefe, Mario Mesquita, divulgado na última sexta-feira (4).

Esses riscos relacionados com questões climáticas, porém, podem ser compensados, ainda que parcialmente, por uma redução no preço da gasolina, na esteira da defasagem entre o preço doméstico e a cotação internacional do combustível, ressalta o Itaú.



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