sexta-feira, julho 17, 2026

Agro

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pacote fiscal e cenários globais na pauta da semana; ouça análise



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac analisa o fortalecimento do dólar e as declarações do Fed, que reduziram as chances de corte de juros em dezembro.

No Brasil, o mercado segue atento ao pacote fiscal, enquanto o volume de serviços surpreendeu positivamente, reforçando a atividade econômica no trimestre.



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frente fria e pancadas de chuva marcam início da semana no Brasil



Saiba como ficam as condições do tempo e onde há chance de chuva em cada região do país nesta segunda-feira (18), de acordo com a análise dos meteorologistas da Climatempo.

Sul

Uma frente fria avança pela região e ajuda a estimular mais umidade para o centro-norte, litoral e leste do Rio Grande do Sul. Apesar das aberturas de sol pela manhã, volta a chover com força no decorrer do dia em Porto Alegre.

Santa Catarina e Paraná devem registrar sol e chuva. As pancadas podem acontecer com intensidade variando de moderada a forte, de forma mal-distribuída.

Sudeste

A semana começa com características típicas de primavera-verão. A segunda-feira será de sol em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e na maior parte de Minas Gerais.

As temperaturas em elevação e a circulação de ventos favorecem a ocorrência de pancadas de chuva entre a tarde e a noite em toda a eegião, inclusive nas capitais.

Centro-Oeste

O tempo fica instável neste começo de semana em Mato Grosso, área central de Goiás e centro-oeste e noroeste de Mato Grosso do Sul. Com muitas nuvens no céu, há condição para chuva potencialmente forte a qualquer hora.

No Distrito Federal e nas demais áreas da região, o sol aparece e pode chover com moderada a forte intensidade à tarde.

Nordeste

Algumas áreas do interior da região terão tempo firme. O ar fica mais seco no sul do Ceará e no interior da Paraíba e de Pernambuco.

Pode haver pancadas de chuva com intensidade de moderada a forte no litoral do Maranhão, oeste e sul da Bahia e litoral de Alagoas.

Chove de forma mais passageira no litoral do Ceará e do Rio Grande do Norte.

Norte

O tempo fica abafado e há condições para chuva forte em todas as capitais da região. O predomínio é de muitas nuvens e chuva persistente no Acre, Roraima e área central do Amazonas.

Há sol e pancadas de chuva a qualquer momento no Tocantins, litoral do Pará, Amapá e Roraima.



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Acordo entre UE e Mercosul marcou reunião entre Lula e presidente da Comissão Europeia



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu neste domingo (17), no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Segundo o Planalto, o tema da reunião foi o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, mas não deu detalhes.

Mais cedo, Leyen disse por uma rede social que estava no Brasil “para aprofundar nossas parcerias globais e criar novas. Isso importa mais do que nunca”, destacou na postagem.

Além de Lula, participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, e o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento e Indústria, Márcio Elias Rosa.

O presidente Lula ainda tem mais seis reuniões bilaterais agendadas para este domingo com os presidentes de Angola, Turquia, Egito, França e Bolívia, além do primeiro-ministro do Vietnã.



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o que prevaleceu na semana e as perspectivas



O mercado da soja viu uma reação pontual após a divulgação do relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apresentou números de produção e estoques abaixo do esperado.

Segundo a Safras & Mercado, os fundamentos baixistas prevaleceram ao longo da semana, com a ampla oferta norte-americana, o bom desenvolvimento das lavouras no Brasil e os temores de uma demanda menor por óleo pressionando as cotações.

Relatório do USDA

O relatório do USDA, divulgado no dia 8 de novembro, apontou uma produção de soja para a safra 2024/25 nos Estados Unidos de 4,461 bilhões de bushels (121,4 milhões de toneladas), abaixo das expectativas do mercado, que aguardava 4,553 bilhões de bushels (123,9 milhões de toneladas). Esse número gerou uma reação inicial positiva, mas os preços não mantiveram o movimento de alta. A produtividade foi revista para 51,7 bushels por acre, também abaixo da projeção anterior de 53,1 bushels.

Os estoques finais de soja nos EUA para a temporada 2024/25 foram estimados em 470 milhões de bushels (12,8 milhões de toneladas), um recuo em relação ao esperado pelo mercado, que apontava para 535 milhões de bushels (14,56 milhões de toneladas). Apesar dessa redução nos estoques, a previsão de exportações foi ajustada para baixo, de 1,850 bilhão para 1,825 bilhão de bushels, o que indicou uma perspectiva de demanda menos robusta no médio prazo.

Além disso, o mercado acompanha com atenção os desdobramentos sobre o biodiesel nos EUA. Há crescente preocupação de que o governo Trump não implemente políticas de apoio à produção de biodiesel, o que tem levado o mercado a precificar uma demanda menor por óleo de soja.

Brasil, Argentina e China

No Brasil, a semana foi marcada por poucos negócios e as cotações sentiram o impacto das perdas em Chicago. O câmbio, no entanto, ajudou a compensar parcialmente a pressão externa, com o dólar mantendo-se na faixa dos R$ 5,80.

A produção de soja no Brasil foi mantida pelo USDA em 153 milhões de toneladas para a safra 2023/24 e em 169 milhões de toneladas para a temporada 2024/25. Para a Argentina, as estimativas também permaneceram estáveis, com uma leve revisão para cima na safra 2023/24, que agora é projetada em 48,21 milhões de toneladas.

Já as importações chinesas de soja para a temporada 2023/24 foram mantidas em 112 milhões de toneladas, com a previsão para 2024/25 em 109 milhões de toneladas.



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Pecuária pode avançar na reciclagem de resíduos da agricultura, diz diretora da JBS



Bem posicionada na produção em sistemas tropicais, a pecuária no Brasil também tem desempenhado um papel além, ao aliar qualidade e sustentabilidade: a reciclagem de certos resíduos que a agricultura, afirmou Liège Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, na COP29.

O painel ‘Produção Pecuária Sustentável no Cone Sul Americano’, realizado neste sábado (16) em Baku, debateu ações perenes para o desenvolvimento do campo, assim como na qualidade dos produtos e serviços oferecidos ao consumidor final.

Como exemplo dessa contribuição da pecuária, Correia mencionou a produção de etanol de milho, em que o boi tem a capacidade de absorver coprodutos desse processo, com o DDG. Por isso, afirmou a diretora da JBS, torna-se cada vez mais fundamental debater o papel biológico do animal dentro dos sistemas alimentares.

Participaram também do painel Bruno Brasil, diretor de Produção Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura e Pecuária; Silvia Massruhá, presidente da Embrapa; Muhammad Ibrahim, diretor de Cooperação Técnica do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA); Diego Gauna, coordenador da plataforma Gado Sustentável do IICA; Elly Navajas, coordenadora do grupo técnico de Pecuária Sustentável do Programa Cooperativo para o Desenvolvimento Tecnológico Agroalimentar e Agroindustrial do Cono Sul (Procisur); e Hsin Huang, presidente da Agenda Global para a Pecuária Sustentável (GASL) organizada pela FAO.

Para Liège Correia, o setor privado tem avançado nos últimos anos ao perceber o enorme potencial do Brasil na recuperação de pastagens. “Se levarmos em consideração as áreas degradadas que o país pode recuperar para a produção de alimentos, o que também inclui grãos, o potencial do Brasil é gigantesco”, disse.

Segundo ela, para elevar o nível de eficiência no campo, é necessário levar o produtor rural para o centro das discussões. “Muitas vezes a gente acaba falando em nome deles, mas não temos o componente do produtor que vai implementar isso com ciência. Por isso, é preciso integrá-los no dia a dia”, disse.

Em relação ao trabalho desenvolvido pelas indústrias brasileiras do setor para equilibrar os padrões de qualidade e a consistência na entrega de produtos com a adoção de práticas sustentáveis, a diretora defendeu que é fundamental que os dois pontos sejam combinados. “Temos trabalhado incansavelmente para entregar o que o consumidor espera, que é a máxima qualidade dos produtos. Tudo isso com a sustentabilidade necessária para que possamos alcançar as metas climáticas definidas”, afirmou.

Correia também destacou que, além de estimular a ciência, é preciso que as informações sobre a importância da produção tropical cheguem para todos. Segundo ela, o Brasil tem a capacidade de fazer na mesma área até três safras por ano. Por exemplo, um mesmo produtor pode plantar o milho e a soja, depois plantar batata e capim, e o boi fazer o papel de colher o pasto plantado como agricultura, que é como as pastagens devem ser consideradas.



A cobertura do Canal Rural na COP29 tem o apoio de Sistema OCB, Portos do Paraná, Itaipu Binacional, ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Governo Federal.



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Brasil vai assinar com Argentina acordo para importação de gás de Vaca Muerta



O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro da Economia da Argentina, Luis Toto Caputo, assinam nesta segunda-feira (18) acordo para a importação de gás natural de Vaca Muerta, campo localizado entre as províncias de Neuquén e Rio Negro.

A expectativa é de que, com a compra de gás argentino, o preço do insumo caia no mercado brasileiro.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o gás de Vaca Muerta custa US$ 2 por milhão de BTU e deve chegar ao Brasil ao custo de US$ 7 a US$ 8 o milhão de BTU, abaixo do preço médio de cerca de US$ 11/US$ 12 por milhão de BTU praticado no Brasil.

O custo porém dependerá da rota escolhida, entre as cinco disponíveis, o que ainda não foi definido, sendo que pelo Gasoduto Bolívia-Brasil a expectativa é de que o Brasil possa importar 2 milhões de metros cúbicos diários (m3/d), com a inversão do gasoduto que leva gás da Bolívia para a Argentina.

Outras possibilidades seriam via Paraguai, construindo uma gasoduto novo pelo Chaco Paraguaio; ligando a Argentina direto em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul; ligando com o Rio Grande do Sul pelo Uruguai; ou convertendo o gás de Vaca Muerta em Gás Natural Liquefeito (GNL), o que encarece o produto.

A expectativa do ministro Alexandre Silveira é de que inicialmente o Brasil importe 2 milhões de m3/d; 10 milhões de m3/d nos próximos três anos; e atingir 30 milhões de m3/d até 2030, mesmo volume que a Bolívia exporta para o Brasil, mas que foi sendo reduzido devido ao esgotamento da produção boliviana.



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Brasil vai assinar com Argentina acordo para importação de gás de Vaca Muerta



O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro da Economia da Argentina, Luis Toto Caputo, assinam nesta segunda-feira (18) acordo para a importação de gás natural de Vaca Muerta, campo localizado entre as províncias de Neuquén e Rio Negro.

A expectativa é de que, com a compra de gás argentino, o preço do insumo caia no mercado brasileiro.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o gás de Vaca Muerta custa US$ 2 por milhão de BTU e deve chegar ao Brasil ao custo de US$ 7 a US$ 8 o milhão de BTU, abaixo do preço médio de cerca de US$ 11/US$ 12 por milhão de BTU praticado no Brasil.

O custo porém dependerá da rota escolhida, entre as cinco disponíveis, o que ainda não foi definido, sendo que pelo Gasoduto Bolívia-Brasil a expectativa é de que o Brasil possa importar 2 milhões de metros cúbicos diários (m3/d), com a inversão do gasoduto que leva gás da Bolívia para a Argentina.

Outras possibilidades seriam via Paraguai, construindo uma gasoduto novo pelo Chaco Paraguaio; ligando a Argentina direto em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul; ligando com o Rio Grande do Sul pelo Uruguai; ou convertendo o gás de Vaca Muerta em Gás Natural Liquefeito (GNL), o que encarece o produto.

A expectativa do ministro Alexandre Silveira é de que inicialmente o Brasil importe 2 milhões de m3/d; 10 milhões de m3/d nos próximos três anos; e atingir 30 milhões de m3/d até 2030, mesmo volume que a Bolívia exporta para o Brasil, mas que foi sendo reduzido devido ao esgotamento da produção boliviana.



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PF investigará incêndio na casa de autor de atentado em Brasília



A Polícia Federal (PF) vai investigar o incêndio que aconteceu neste domingo (17), na casa de Francisco Wanderley Luiz, o homem que morreu na noite da última quarta-feira (13), em Brasília, ao detonar explosivos na Praça dos Três Poderes. Às 6h57, a equipe do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina foi acionada para o atendimento da ocorrência em Rio do Sul (SC), onde residia Francisco.

O local foi isolado e os bombeiros realizaram perícia no local para apontar as causas do incêndio. O laudo deverá ser divulgado em alguns dias, com prazo máximo de 30 dias.

De acordo com a corporação, uma mulher havia sido retirada da residência por populares e apresentava queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus em 100% do corpo. Ela foi atendida, estabilizada na ambulância e conduzida ao pronto socorro do Hospital Regional Alto Vale pelos bombeiros.

No local, os militares verificaram que o fogo já havia destruído parcialmente a residência de 50 metros quadrados. A equipe, então, controlou as chamas e fez o rescaldo, para apagar todos os focos remanescentes.

Atentado

Por volta das 19h30 de quarta-feira (13), o chaveiro Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, conhecido como Tiu França, tentou entrar com explosivos na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi abordado pelos seguranças do local. Vídeo das câmeras de segurança mostram o homem atirando os artefatos em direção à escultura A Justiça, que fica em frente ao prédio da Corte e, em seguida, acendendo um explosivo no próprio corpo.

Também foram encontrados artefatos explosivos na casa onde Francisco estava hospedado, há quatro meses, em Ceilândia, região administrativa a cerca de 30 quilômetros do centro de Brasília, e em um carro no estacionamento próximo de um prédio anexo da Câmara dos Deputados.

A Polícia Federal (PF) investiga as explosões como ato terrorista e apura se o chaveiro agiu sozinho ou recebeu algum tipo de apoio.

Francisco foi candidato a vereador pelo PL em Rio do Sul, cidade catarinense do Alto Vale do Itajaí, nas eleições de 2020. Em entrevista à TV Brasil, um de seus irmãos disse que ele estava obcecado por política nos últimos anos, participou de acampamentos em rodovias contra a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e estava com comportamento irreconhecível.

Para o ministro do STF Alexandre de Moraes, o atentado teve como fonte de estímulo à polarização política instalada no país nos últimos anos e o “gabinete do ódio”, montado durante o governo do presidente Jair Bolsonaro. O presidente da Suprema Corte, Luís Roberto Barroso, também afirmou que as explosões ocorridas na frente da sede do tribunal revelam a necessidade de responsabilização de quem atenta contra a democracia.

Moraes foi escolhido por Barroso para ser o relator do inquérito que vai apurar as explosões. A escolha foi feita com base na regra de prevenção, pois Moraes já atua no comando das investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.



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vivo renova máxima nominal, diz Cepea



Os preços do suíno vivo continuam subindo, renovando as máximas nominais da série histórica do Cepea – em termos reais, as médias atuais são as mais altas desde 2020.

Segundo pesquisadores do Cepea, a maior liquidez no mercado de carne tem levado frigoríficos a buscarem mais lotes de suínos para abate.

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Além disso, o cenário é de baixa disponibilidade interna, reforçado pelo bom desempenho das exportações de carne suína.

Foram 129,7 mil toneladas (entre produtos in natura e industrializados) embarcadas em outubro, o segundo maior volume da série histórica da Secex, iniciada em 1997, atrás somente da quantidade escoada em julho deste ano.



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Viu esta? País ultrapassa China e torna-se maior comprador de carne suína do Brasil; saiba qual é



As Filipinas se consolidaram como o maior importador de carne suína do Brasil em 2024, com um total de 206 mil toneladas adquiridas entre janeiro e outubro deste ano. Essa foi uma das reportagens mais lidas do Canal Rural na semana passada.

Esse volume representa um crescimento de 103,3% em comparação ao mesmo período de 2023, e marca a primeira vez que o país asiático ultrapassa a China, que até então era o principal destino do produto brasileiro.

Com um território de 300 milhões de km2 – pouco maior do que o do Rio Grande do Sul -, distribuído em milhares de ilhas, as Filipinas reúnem uma população de 117 milhões de pessoas.

Exportações de carne suína do Brasil

No total, o Brasil exportou 130,9 mil toneladas de carne suína em outubro, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é o segundo maior saldo mensal da história do setor, superando em 40,7% o volume registrado em outubro do ano passado, de 93 mil toneladas.

A receita de outubro também foi recorde, alcançando US$ 313,3 milhões, um aumento de 56,4% em relação ao mesmo período de 2023, quando somou US$ 200,3 milhões.

No acumulado de janeiro a outubro de 2024, as exportações brasileiras de carne suína alcançaram 1,121 milhão de toneladas, com uma alta de 10,7% em volume em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita no período foi de US$ 2,482 bilhões, representando um aumento de 5,2% frente ao mesmo período de 2023.

Além das Filipinas e da China, outros países que importaram carne suína brasileira de forma significativa em 2024 foram o Chile, com 92,5 mil toneladas (+33,9%), Hong Kong, com 89,4 mil toneladas (-11,8%), e o Japão, com 75,8 mil toneladas (+137,2%).

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destaca que a expansão do mercado é uma conquista importante para a sustentabilidade das exportações brasileiras de carne suína, já que diversos países ampliaram suas compras em outubro.

“A China cedeu lugar para as Filipinas, em um momento em que vemos o setor ampliar significativamente a capilaridade de suas exportações. Dos dez principais importadores, apenas dois não registraram crescimento expressivo, o que coloca a suinocultura exportadora do Brasil em um novo quadro, com maior sustentabilidade comercial”, afirma Santin.

Estados exportadores

Entre os estados brasileiros, Santa Catarina manteve sua posição de líder nas exportações de carne suína, com 68,6 mil toneladas exportadas em outubro, um aumento de 45,7% em comparação ao mesmo mês do ano passado.

Na sequência estão o Rio Grande do Sul, com 27,6 mil toneladas (+25,6%), Paraná, com 20,6 mil toneladas (+44,5%), Mato Grosso, com 3 mil toneladas (-19,2%) e Mato Grosso do Sul, com 2,9 mil toneladas (+54,6%).



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