quinta-feira, julho 16, 2026

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Derrubada de árvores em risco de extinção mata abelhas e impacta produção de maracujá e café



Áreas da Amazônia com maior concentração de árvores ameaçadas de extinção abrigam uma maior diversidade de abelhas. A derrubada dessas árvores pode afetar a polinização de outras áreas, causando efeito cascata em produções como café, maracujá e outros frutos.

Essa é a conclusão de artigo finalizado neste mês pelo Instituto Tecnológico Vale (ITV) e publicado na revista “Functional Ecology”

A equipe de pesquisa do Instituto Tecnológico da Vale esteve em seis trechos da Floresta Nacional de Carajás, área de conservação ambiental de quase 400 mil hectares localizada no sul do estado do Pará. Eles mediram as características das árvores e coletaram abelhas, por meio de captura e armadilhas instaladas por especialistas em reconhecimento das espécies.

Espécies de abelhas analisadas

No Brasil, são mais de duas mil espécies de abelhas já descritas, e nem todas têm comportamento social, não fazem colmeia nem produzem mel, e por isso elas têm grande variedade de comportamentos.

Segundo Adrian González, principal autor do estudo, foram analisadas sete espécies de árvores com risco de extinção, por serem de regiões que sofrem alteração do ambiente ou que só existem em localidades muito restritas.

González explica que a perda das árvores pode trazer um efeito dominó para culturas que dependem da polinização pelas abelhas (principalmente café e maracujá, mas também outros frutos). Uma dessas perdas poderia ser a das árvores de castanha-do-pará, que depende totalmente da polinização de abelhas.

Como existe uma relação estreita entre a reprodução das árvores e a presença das abelhas que polinizam, os pesquisadores acreditam que as abelhas não estariam atuando como fator de ameaça para as árvores.

Essas árvores são maiores e mais largas, com maior processo de armazenamento de carbono, e atraem abelhas para construir ninhos mais duradouros, o que intensifica a relação de reprodução entre as espécies.

Outra discussão levantada pelos autores do estudo é que a maior presença de madeira mais densa também faz com que as árvores sejam cobiçadas por madeireiros.



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Ambientalistas dizem que acordo da COP29 é insuficiente


O novo acordo global de financiamento climático, estabelecido em US$ 300 bilhões por ano, é insuficiente para dar as respostas que o mundo precisa no enfrentamento à crise do clima. Essa é a visão de diversas entidades ambientalistas que acompanharam as discussões da 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP29), realizada em Baku, no Azerbaijão, e encerrada neste sábado (23).

Os participantes da COP29 fecharam um acordo de US$ 300 bilhões por ano que os países ricos deverão doar a países em desenvolvimento, até 2035, para combate e mitigação das mudanças do clima. O objetivo é promover ações para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C. As nações mais impactadas por eventos climáticos extremos defendiam meta de US$ 1,3 trilhão anuais e consideraram a decisão um insulto.

“A COP29 adotou nova meta de financiamento aquém das necessidades dos países em desenvolvimento e sem nenhuma obrigação clara para os países desenvolvidos. A rota para Belém será difícil, mas temos confiança na liderança brasileira para entregar um resultado que contribua para a justiça climática global”, afirmou a diretora de Campanhas do Greenpeace Brasil, Raíssa Ferreira.

A próxima conferência sobre mudanças climáticas (COP30) será realizada no Brasil, em novembro de 2025, em Belém (PA). Para a Greenpeace, a principal missão do país será articular metas financeiras mais ambiciosas e mobilizar recursos que aproximem os compromissos globais das demandas urgentes dos países insulares e de outras nações em desenvolvimento.

O texto final de Baku determina que o total de recursos a serem financiados pelos países ricos sejam oriundos “de grande variedade de fontes, públicas e privadas, bilaterais e multilaterais, incluindo fontes alternativas”. A medida também é criticada pela entidade que defende que um financiamento público e robusto seria o melhor caminho para enfrentar a emergência climática de maneira justa.

“Recursos entregues por meio de empréstimos ou financiamento privado, em vez do financiamento público baseado em doações, podem aprofundar o endividamento externo dos países que mais precisam de ajuda neste momento e comprometem o princípio poluidor pagador, onde aqueles que mais poluem são financeiramente responsabilizados pela destruição que causam”, diz o Greenpeace.

No mesmo sentido, o Observatório do Clima avalia que essa previsão de diversidade de fontes dilui a responsabilidade das nações ricas, que dificilmente será revertida no futuro. “O acordo de financiamento fechado hoje em Baku distorce a UNFCCC [Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climática] e subverte qualquer conceito de justiça. Com a ajuda de uma presidência incompetente, os países desenvolvidos conseguiram, mais uma vez, abandonar suas obrigações e fazer os países em desenvolvimento literalmente pagarem a conta”, disse Claudio Ângelo, coordenador de Política Internacional do Observatório do Clima.

A diretora de Clima do WRI Brasil, Karen Silverwood-Cope, lembrou que o novo acordo substituirá os US$ 100 bilhões anuais previstos para o período 2020-2025. “Trata-se de um aumento que meramente cobre a inflação dos US$ 100 bilhões anuais prometidos em 2009 [na COP15, de Copenhague, na Dinamarca]. A lacuna de investimentos no presente aumentará os custos no futuro, criando um caminho potencialmente mais caro para a estabilidade climática”, avaliou.

Para ela, mais financiamento incentivaria que as nações apresentassem novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês) – planos climáticos de cada país – mais ambiciosas no ano que vem. Como país-sede da COP30, o Brasil já apresentou a terceira geração da sua NDC que define a redução de emissões de gases de efeito estufa de 59% até 67%, em 2035. O documento entregue reafirma a meta de neutralidade climática até 2050 e resume as políticas públicas que se somam para viabilizar as metas propostas.

Como destaque da COP29, Karen menciona uma imagem positiva do protagonismo brasileiro. “Agora, ao assumir a presidência da COP30, o Brasil terá o dever de continuar sendo um exemplo positivo e cobrar maior ambição dos demais países, assim como recuperar a confiança das partes após um processo decisório desgastado e em um contexto geopolítico mais desafiador”, afirmou a diretora do WRI Brasil.

Para a organização WWF-Brasil, o acordo “não chega nem perto de atender as necessidades de financiamento dos países em desenvolvimento”, e o resultado da COP29 corre o risco de atrasar a ação climática precisamente no momento em que sua aceleração é mais crítica e necessária. “Insuficiente para as ações de mitigação, o valor anunciado também desconsidera os esforços urgentes e necessários para adaptação e para perdas e danos, o que afeta de forma negativa e desproporcional países menos desenvolvidos e ilhas, que menos contribuíram para a emissão dos gases de efeito estufa”, diz.

Negociações

O WWF-Brasil avalia a “necessidade urgente” de fortalecer o multilateralismo e diz que o Brasil terá papel determinante em 2025, pressionando por um financiamento climático adicional, após o resultado insatisfatório da COP29.

“Embora os negociadores azeris nunca tenham se destacado em conferências anteriores, a concentração das decisões na presidência e a subtração de trechos resultantes de conquistas anteriores – como a menção aos combustíveis fósseis feita no acordo da COP28, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos – abriram espaço para que as divergências entre países desenvolvidos e em desenvolvimento escalassem níveis não vistos pelo menos desde a COP15 em Copenhague”, afirmou a entidade, criticando a presença maciça de representantes das indústrias de petróleo e gás na COP29.

“Responsáveis por dois terços das emissões globais dos gases que estão aquecendo o planeta e alterando o clima, as indústrias fósseis não podem mais ser admitidas nas conferências climáticas dado o evidente conflito de interesses. Esse é um ponto especialmente importante para a próxima COP, a ser realizada no Brasil, onde a exploração de petróleo já é objeto de disputa, criticou o WWF-Brasil.

Em discurso na plenária final da COP29, a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, avaliou a conferência em Baku como uma “experiência difícil”. “É fundamental, sobretudo após a difícil experiência que estamos tendo aqui em Baku, chegar a um resultado minimamente aceitável para todos nós, diante da emergência que estamos vivendo”, disse.

A ministra criticou a proposta inicial das nações mais ricas para o financiamento climático de US$ 280 bilhões até 2035, que avançou para US$ 300 bilhões anuais para custear os compromissos internacionais. “Os países em desenvolvimento não estão buscando esses recursos para benefício próprio, mas em benefício de todos. Então, os países desenvolvidos têm obrigações, conforme o Acordo de Paris, de fazer esses aportes que ajudem a alavancar recursos privados”, reforçou Marina.



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COP29 fecha acordo climático e chefe da ONU critica resultado



Os participantes da 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP29) fecharam um acordo de US$ 300 bilhões por ano que os países ricos deverão doar a países em desenvolvimento, até 2035, para combate e mitigação da crise do clima. O anúncio foi feito na manhã deste domingo (24) em Baku, no Azerbaijão, onde ocorreu o encontro.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou que “esperava um resultado mais ambicioso”, pediu que o acordo seja “honrado integralmente e dentro do prazo” e que os compromissos “se traduzam rapidamente em recursos financeiros”. Ainda assim, para ele, o documento final representa a base para manter vivo o objetivo de limitar o aumento da temperatura global a 1,5 °C.

As nações mais vulneráveis às mudanças do clima chamaram o acordo de “ofensa”, alegando que ele não forneceu o volume necessário de recursos. Inicialmente, a proposta era de US$ 250 bilhões por ano e os países em desenvolvimento defendiam meta de US$ 1,3 trilhão anuais para financiar as ações. O novo acordo substituirá os US$ 100 bilhões anuais previstos para o período 2020-2025.

O texto final da COP29 destaca a urgência de aumentar as ambições e as ações nesta “década crítica” e reconhece que há um “fosso” entre os fluxos de financiamento climático e as necessidades, especialmente para adaptação nos países em desenvolvimento. O entendimento é de que são necessários de US$ 5,1 a 6,8 trilhões, até 2030, sendo US$ 455–584 bilhões por ano para o novo acordo.

“[A conferência] Reitera a importância de reformar a arquitetura financeira multilateral e sublinha a necessidade de remover barreiras e abordar os fatores desfavoráveis ​​enfrentados pelos países em desenvolvimento no financiamento da ação climática, incluindo elevados custos de capital, espaço fiscal limitado, níveis de dívida insustentáveis, elevados custos de transação e condicionalidades para acesso aos recursos para o clima”, diz o acordo.

Para Guterres, o ano de 2024 foi “brutal”, marcado por temperaturas recordes e desastres climáticos, enquanto as emissões de gases de efeito estufa continuam aumentando. Ele destacou que os países em desenvolvimento, “sufocados por dívidas, devastados por desastres e deixados para trás na revolução das energias renováveis, estão em necessidade desesperada por recursos financeiros”.

Mercado de carbono

Os países também concordaram com as regras para um mercado global de carbono apoiado pela ONU. Esse mecanismo facilitará o comércio de créditos de carbono, incentivando os países a reduzir as emissões e investir em projetos ecologicamente sustentáveis.

Guterres afirmou que a negociação sobre o mercado de carbono foi “complexa, em um cenário geopolítico incerto e dividido”. Ele elogiou o esforço para construir consenso, que considerou como uma demonstração de que o multilateralismo pode “encontrar um caminho mesmo nas questões mais difíceis”.

Para o secretário-geral da ONU, o fim da era dos combustíveis fósseis é uma “inevitabilidade econômica”. Ele afirmou que as novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês), que são os planos climáticos de cada país, devem acelerar essa mudança e garantir que ela ocorra com justiça.

O Brasil foi o segundo país a apresentar a terceira geração da NDC que define a redução de emissões de gases de efeito estufa de 59% até 67%, em 2035. O documento entregue reassume a meta de neutralidade climática até 2050.

Além de reunir um resumo de políticas públicas que se somam para viabilizar as metas propostas na NDC, o documento também detalha, por setor da economia brasileira, as ações que vêm sendo implementadas no país para que as emissões de gases do efeito estufa sejam mitigadas.

A próxima conferência sobre mudanças climáticas (COP30) será realizada no Brasil, em novembro de 2025, em Belém (PA).


A cobertura do Canal Rural na COP29 tem o apoio de Sistema OCB, Portos do Paraná, Itaipu Binacional, ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Governo Federal



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Macron reforça que França não vai assinar acordo Mercosul-UE: ‘Defender nossa agricultura’



O presidente francês, Emmanuel Macron, reforçou neste domingo (24) na rede social X o seu compromisso com a agricultura francesa na última semana em que esteve na América do Sul, para a cúpula do G20.

Na postagem, Macron disse: “Uma semana na América do Sul para defender a nossa agricultura, agir pelo clima e lutar contra as desigualdades, mobilizar-se pela paz e segurança para todos… ao mesmo tempo!”.

No vídeo compartilhado no X, Macron diz que a França não vai assinar o acordo com o Mercosul. Ele afirma que o presidente da Argentina, Javier Milei, disse não estar satisfeito com o acordo e com a funcionamento do bloco econômico sul-americano. “Para a Argentina, será muito ruim para sua reindustrialização, e para nós, será muito ruim para nossa agricultura”, afirmou o presidente francês.

tweet foi publicado em meio a protestos de agricultores franceses contra o acordo UE-Mercosul que, segundo eles, beneficiaria produtores dos países integrantes do Mercosul, como o Brasil. Na última semana, o grupo Carrefour anunciou que deixaria de importar carnes do bloco econômico latino-americano.

Bompard afirmou que a decisão foi tomada após ouvir o “desânimo e a raiva” dos agricultores franceses, que têm protestado contra a proposta de acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Os atos de protesto, organizados pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Operadores Agrícolas (FNSEA) e pelos Jovens Agricultores (JA), começaram na última segunda-feira (18), com bloqueios de rodovias e outras manifestações.

Em repúdio, frigoríficos brasileiros pararam de fornecer carnes ao grupo francês. A interrupção no fornecimento já atinge 150 lojas da rede no Brasil e a estimativa do mercado é de que em até três dias haja desabastecimento total dos supermercados do grupo já que se trata de mercadoria resfriada e/ou congelada. Procurado, o Carrefour Brasil negou desabastecimento, mas não se manifestou sobre a suspensão das entregas.





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Doses elevadas de calcário podem elevar produtividade da soja em até 30%


A utilização de altas doses de calcário para cultivo de soja de primeira safra, na região do Matopiba (parte dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), garante um aumento de até 30% na produtividade em relação às doses recomendadas pelos documentos oficiais.

Essa é a principal conclusão dos estudos que vêm sendo conduzidos pela Embrapa Meio-Norte (PI) na região desde o ano de 2019.

De acordo com a pesquisa, a prática não causa desbalanceamento na fertilidade do solo, embora possa ocorrer uma diminuição dos nutrientes, que pode ser corrigida com adubação.

Prática dificultava acesso a crédito bancário

As pesquisas foram iniciadas a partir de uma demanda da Associação dos Produtores de Soja do estado do Piauí (Aprosoja-PI), que identificou, junto a alguns produtores, a utilização de doses de calcário mais elevadas em algumas áreas.

O pesquisador da Embrapa Henrique Antunes explica que a prática tem sido adotada pelo valor dessa commodity.

“Os produtores vêm abrindo áreas com doses mais altas de calcário e já plantando soja, que traz um certo retorno. Em outras situações, começam com forrageiras e no segundo ano entram com a soja”, afirma. 

A adoção dessa prática, sem respaldo técnico-científico, dificulta o acesso dos produtores ao crédito bancário, “por isso, a pesquisa ajuda a gerar novos critérios que tragam mais segurança para o agricultor”, avalia.

Revisão dos documentos oficiais

Antunes afirma que grande parte dos documentos oficiais sobre fertilidade do solo foram elaborados com base em pesquisas das décadas de 1980 e 1990 e que hoje os agricultores utilizam cultivares de soja com características e demandas nutricionais diferentes, sistemas de manejo do solo mais intensivos e maior quantidade de insumos biológicos e nutricionais.

“Tudo isso justifica a necessidade de revisão das documentações oficiais, sobretudo para regiões de fronteira agrícola com condições peculiares”, defende.

O primeiro estudo da Embrapa sobre o tema, realizado em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI), buscava avaliar os efeitos da aplicação de altas quantidades de calcário e gesso em áreas de abertura, na fertilidade do solo, no estado nutricional das plantas e na produtividade da soja no Cerrado piauense.

O gesso combinado com o calcário ajuda na melhoria das características do solo reduzindo sua acidez.

Cultivar de soja utilizada

CalcárioCalcário
Foto: Doze Batista/Embrapa

O experimento foi conduzido por duas safras agrícolas (2019/2020 e 2020/2021) utilizando a cultivar de soja BRS 9180. Foram testadas cinco doses de calcário (zero, 5, 10, 15 e 20 toneladas por hectare) e quatro de gesso (zero, 1, 2 e 4 toneladas por hectare), em parcelas com dimensões de 13,2 m x 6,6 m.

As doses de 5 toneladas por hectare de calcário e 1 tonelada por hectare de gesso são as mais próximas do padrão atualmente recomendado. Os resultados indicam que doses de calcário próximas a 15 toneladas por hectare praticamente neutralizam a toxicidade do solo por alumínio.

Doses entre 10 e 15 toneladas por hectare aumentaram as concentrações de fósforo e potássio, mas quantidades maiores (entre 15 e 20 toneladas por hectare) reduziram as concentrações desses elementos e de micronutrientes, o que ocasionou perda de rendimento dos grãos.

Ajuda do calcário na produtividade

O engenheiro-agrônomo Doze Batista de Oliveira, que escreveu sua tese de doutorado na UFPI a partir dos resultados do projeto, explica que a aplicação de uma dose de 10 toneladas de calcário por hectare resultou em aumentos significativos na produtividade da soja, com incrementos de 18% e 12% nas safras de 2019/2020 e 2020/2021, respectivamente.

“Isso demonstra que a calagem promoveu melhorias na fertilidade do solo, o que impulsionou a produção de grãos. O uso combinado de gesso e calcário proporcionou uma rápida melhoria nas características químicas do solo, com a redução da acidez em profundidade”, detalha o agrônomo. 

Após os estudos iniciais em parceria com a IFPI, Antunes vem conduzindo outras ações de pesquisa na região do Matopiba e no Pará com o apoio da Rede FertBrasil e recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Segundo ele, dados posteriores revelam um aumento de 20% e até 30% na produção da soja em áreas onde foram utilizadas altas doses de calcário e gesso.

Ele explica que, quando se corrige as características do solo com a aplicação desses corretivos e há uma boa incorporação, as raízes das plantas conseguem explorá-lo melhor, atingindo camadas nas quais não conseguiam chegar anteriormente. Ali elas encontram água e nutrientes e passam pelo período sem chuvas sob uma condição de estresse menor.

“O uso de corretivos cria um ambiente propício para o pleno desenvolvimento das plantas, algo fundamental principalmente em regiões de fronteira agrícola, como o Matopiba, que tem uma condição climática um pouco mais sensível, e onde ainda se está criando a fertilidade do solo”, ressalta Antunes. 

Experiências de produtores

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Foto: R.R. Rufino/Embrapa

O pesquisador chama a atenção para a diminuição das concentrações de fósforo, potássio e micronutrientes no solo, quando se utiliza elevadas doses de calcário. Isso se reflete na redução de macro e micronutrientes nas plantas; assim, é necessário que o produtor se atente para uma adubação que corrija essas deficiências. 

A experiência do consultor Diógenes Brandalize tem sido positiva. Ele trabalha com uma propriedade de 3 mil hectares no município de Água Branca (PI), na qual planta soja, milho, sorgo e milheto e costumava utilizar 4 toneladas de calcário e meia tonelada de gesso por hectare. Há três anos, passou a empregar doses mais elevadas visando maior produção. O resultado foi um ganho de 20% na produtividade.

Há agricultores que participam do projeto, seguem com o manejo tradicional e aguardam os resultados definitivos das pesquisas. É o caso de Luís Fernando Devicari, que produz soja e milho, além de criar bovinos e ovinos numa propriedade de 1.020 hectares, na Fazenda Barbosa, em Brejo (MA).

Devicari relata que costuma utilizar cerca de três toneladas de calcário por hectare, em áreas de abertura e, a cada dois ou três anos, acrescenta uma tonelada por hectare.

“Em algumas áreas mais deficitárias aqui na região, os produtores usam doses maiores. Aqui na fazenda, fazemos análise do solo todos os anos e, quando necessário, a gente coloca calcário”, conta.

O engenheiro-agrônomo e consultor Christofer Andre Garanhani, de Paragominas (PA), afirma que os estudos têm ajudado o produtor a tomar decisões sobre o volume de calcário a ser utilizado nas propriedades.

“Com a extensão de áreas bastante argilosas que a gente tem, as doses de calcário precisam ser revistas. E os trabalhos aqui têm comprovado que a gente precisa de doses crescentes, principalmente para a composição, formação do perfil e depois, logicamente, para as reposições.”

“Doses baixas de calcário já não fazem efeito”

Ele conta que havia uma expectativa para o uso de doses até mais elevadas, mas com os resultados das pesquisas compreenderam como deve ser utilizado o calcário, buscando equilíbrio para a qualidade do solo. Garanhani acredita que a maior barreira para a adoção dessa prática é o custo mais alto.

“Em uma região de fronteira, a gente tem muito custo de abertura, construção e infraestrutura, mas acredito que a maioria dos produtores sabe que doses baixas já não fazem o mesmo efeito, principalmente quando a gente trata de cultivares que já têm alto potencial genético”, analisa.

Brandalize acredita que os produtores da região estão começando a adotar essa prática. “Está ocorrendo uma migração lenta e gradual; em alguns casos, os produtores parcelam a dose total mais alta. A dificuldade de acesso ao crédito atrapalha de certa forma”, conta. 



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Artesãos usam fibra de bananeira e planta invasora para produzir cestos e chapéus


Artesãos de Santo Antônio do Aventureiro, na Zona da Mata de Minas Gerais, estão utilizando fibras de bananeira e taboa, considerada uma planta invasora, para produzir itens como cestos, bolsas, chapéus e embalagens para cachaça.

A iniciativa tem proporcionado renda extra aos profissionais, além de estimular a inovação e o resgate de práticas artesanais tradicionais na região.

A extensionista da Emater-MG, Ana Paula Sérvulo de Andrade, conta que o uso das fibras foi incentivado por um curso realizado em abril deste ano, fruto de uma parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MG) e a prefeitura municipal.

Assim, dez artesãos foram capacitados e agora utilizam os materiais para criar novas peças e preservar o conhecimento local.

Potencial sustentável

Artesãos inovam com produtos feitos com fibra de bananeira e taboaArtesãos inovam com produtos feitos com fibra de bananeira e taboa
Foto: Emater-MG/Agência Minas

Entre os artesãos que adotaram as fibras em suas produções estão Raquel Lima Nogueira, que misturou as fibras com couro em bolsas e cintos, e Victor Queiroz, que incorporou as técnicas na confecção de luminárias e jardineiras. Ambos destacaram o potencial sustentável da prática e seu papel no resgate de uma tradição que estava desaparecendo.

As vendas dos produtos ocorrem em feiras e eventos no município, e a Emater-MG planeja criar um espaço exclusivo na Feira da Agricultura Familiar, denominado “Aventureiros de Fibra”, para reunir os artesãos e ampliar a divulgação dos trabalhos.

O instrutor do curso, Gildeon Santo Porto, destacou a sustentabilidade da atividade. Segundo ele, a fibra de bananeira é extraída de caules descartados após a colheita, enquanto a taboa é reaproveitada na produção de artesanatos. Essa abordagem contribui para a preservação ambiental e agrega valor às peças produzidas.



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Chuvas deixam uma pessoa morta em Uberlândia, no Triângulo Mineiro



A Defesa Civil de Minas Gerais confirmou, neste domingo (24), a morte de uma pessoa em decorrência das chuvas no estado. Durante a madrugada, chuvas intensas, acompanhadas de vendaval, atingiram o município de Uberlândia, no Triângulo MIneiro, onde uma mulher de 28 anos foi arrastada pela enxurrada após sair do seu veículo, que estava sendo alagado.

Vários pontos da Avenida Rondon Pacheco foram danificados, diversos carros foram arrastados pela enxurrada, houve a queda de um muro e pequenos deslizamentos. A situação, no momento, está sob controle. “Os serviços de energia elétrica, abastecimento de água, internet e telefonia não foram afetados. Não há comunidades ilhadas nem rodovias obstruídas”, diz comunicado da entidade.

Além do óbito registrado hoje, desde o dia 22 de setembro 140 pessoas ficaram desabrigadas e 293 foram desalojadas de suas residências em 13 municípios de Minas Gerais.

A Defesa Civil orienta que a população se inscreva no sistema de alertas meteorológicos. Basta enviar uma mensagem de texto (SMS) com o CEP do local desejado para o número 40199.

Previsão para próximas 24 h

Nas próximas 24 horas, a previsão é de céu encoberto a nublado, com pancadas de chuva e trovoadas nas regiões do noroeste, norte e Vale do Jequitinhonha. No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e na Central Mineira, o céu ficará nublado a parcialmente nublado, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Nas demais regiões, o céu será nublado a parcialmente nublado, com possibilidade de chuva isolada nas regiões do Rio Doce, Mucuri, Zona da Mata e Metropolitana.

As temperaturas permanecerão estáveis, com máxima de 32 °C. A mínima terá ligeiro declínio, chegando a 10 °C. Em Belo Horizonte, a previsão é de céu nublado a parcialmente nublado, com possibilidade de chuva isolada. As temperaturas também se manterão estáveis na capital, com máxima de 27 °C e mínima de 15 °C.

“A Defesa Civil de Minas Gerais monitora todos os eventos associados ao período chuvoso e está pronta para apoiar os municípios nas ações de resposta, como a decretação de situação de anormalidade, distribuição de ajuda humanitária, elaboração de planos de trabalho para captação de recursos para reconstrução, entre outras medidas”, disse o órgão.



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Inflação e gastos públicos: o que esperar do próximo ano?


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Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A inflação brasileira tem mostrado sinais de persistência, com o IPCA acumulando alta de 4,76% nos últimos 12 meses. Embora a política restritiva do Banco Central esteja em vigor, encaminhando-se para mais uma alta da taxa básica de juros, os preços continuam pressionados. A última reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) está marcada para ocorrer entre os dias 10 e 11 de dezembro.

O cenário levanta questionamentos sobre o papel da política fiscal e os impactos dos gastos públicos sobre a inflação. Quais as estratégias para equilibrar as contas públicas neste contexto? Segundo o professor de economia da USP, Simão Silber, o controle das despesas é essencial para conter pressões inflacionárias, que seguirão relevantes em 2024 e 2025.

“Aumento de gastos públicos, especialmente em um cenário de economia aquecida, é como jogar gasolina na fogueira da inflação”, alerta. Ele destaca que, com o crescimento econômico acima do potencial (3,2% ao ano) e uma taxa de desemprego baixa, o governo deve evitar ampliar despesas.

De acordo com Silber, o cenário internacional também contribui para o agravamento. Com o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, o aumento dos gastos públicos no país e a alta de impostos de importação podem pressionar o Federal Reserve (Fed) a elevar juros, fortalecendo o dólar e depreciando moedas emergentes, como o real.

E o arcabouço fiscal?

O governo enfrenta o desafio de equilibrar as contas públicas enquanto mantém programas sociais essenciais. A “queda de braço”, inclusive, foi um dos entraves para o anúncio de um pacote efetivo no corte de gastos.

Outro ponto relevante é o impacto do arcabouço fiscal, que, na visão do economista, perdeu a eficácia. “O arcabouço morreu. Não tem efeito nenhum”, afirma Silber. O novo arcabouço fiscal foi aprovado no ano passado e estabelece limites para o resultado primário e o crescimento dos gastos públicos.

Para Silber, medidas estruturais, como as reformas administrativa e previdenciária, são as únicas capazes de viabilizar um controle inflacionário sustentável. “Atualmente, 97% da receita tributária já possui destinação constitucional, limitando o espaço para cortes ou ajustes significativos”, explica.

Futuro dos juros

No curto prazo, o mercado já projeta que o Copom deve elevar a taxa básica de juros de 11,25% para 11,75% ao ano na última reunião de 2024. Na avaliação do professor de economia da USP, o movimento busca reduzir a demanda agregada, mas “há uma inconsistência simultânea da política fiscal e monetária do país”.

Para 2025, o cenário será desafiador, com pressões internas e externas exigindo coordenação entre política fiscal e monetária. Silber conclui que o principal desafio está no campo fiscal: evitar o crescimento das despesas e negociar com o Congresso e o Judiciário reformas que contenham a expansão de gastos obrigatórios.

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Frente fria traz tempo severo na semana e há alerta de temporais; veja previsão



Confira a previsão do tempo para a semana de 25 a 29 de novembro em todas as regiões do Brasil. Frente fria traz possibilidade de temporais em diversas áreas. A análise é da Climatempo e do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Sul

A semana começa sem chuvas significativas na maior parte da região. Ventos úmidos provocam garoa isolada no litoral de Santa Catarina e Paraná, enquanto o sol predomina nas capitais, com temperaturas mínimas mais baixas no início do dia, subindo gradativamente à tarde.

A partir de quarta-feira (27), uma frente fria avança, trazendo acumulados de 50 a 70 mm em cinco dias, com risco de tempo severo, incluindo queda de granizo e rajadas de vento acima de 70 km/h entre quarta e quinta-feira (28).

Após a passagem do sistema, o clima será mais frio, mas sem formação de geadas. A precipitação favorece a umidade do solo, mas dificulta tratamentos fitossanitários.

Sudeste

A semana será marcada por pouca chuva na maior parte da região. As temperaturas começam mais baixas no sul de Minas Gerais e em São Paulo, mas sobem ao longo da semana.

Pancadas isoladas devem ocorrer no leste e noroeste de Minas, sul do Espírito Santo e sul e litoral norte do Rio de Janeiro.

Uma frente fria deve atingir São Paulo e o Triângulo Mineiro a partir de quinta-feira, com acumulados de até 50 mm, contribuindo para a umidade do solo.

No Rio de Janeiro, Espírito Santo e restante de Minas Gerais, os volumes de chuva serão menores (20 a 30 mm), favorecendo o trabalho no campo.

Centro-Oeste

A segunda-feira (25) será de mais períodos de sol na região, com pancadas de chuva e sensação de abafamento em Mato Grosso.

Sol e pancadas à tarde podem vir acompanhadas de trovoadas no norte e noroeste de Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.

Nos próximos cinco dias, a chuva deve variar entre 40 e 80 mm, mantendo a umidade do solo e beneficiando produtores, especialmente em Mato Grosso do Sul, que enfrentou clima mais seco anteriormente.

Há risco de temporais, com rajadas de vento de 40 a 60 km/h, podendo afetar lavouras.

Nordeste

Na segunda-feira, haverá chuva forte no sul do Maranhão, centro-leste e sul do Piauí, e no norte e noroeste da Bahia. A umidade aumenta em Pernambuco, Alagoas e Sergipe; Salvador (BA) segue com chuva persistente.

Em cinco dias, os maiores volumes (até 100 mm) se concentram na Bahia, centro-sul do Maranhão e Piauí, favorecendo a safra 2024/2025. No interior de Pernambuco, sul do Ceará e faixa litorânea leste, os acumulados ficam entre 15 e 20 mm, ajudando a aliviar o calor e reduzindo o risco de incêndios.

Outras áreas devem ter clima quente e seco, com máximas de até 38 °C.

Norte

A semana começa com tempo abafado e pancadas de chuva em todos os estados da região. Há risco de temporais no Acre, sul do Amazonas e Tocantins.

No centro-norte do Amazonas, Roraima, Amapá e litoral do Pará, há previsão de pancadas mais fortes.

O acumulado em cinco dias deve variar entre 50 e 70 mm em Rondônia, Amazonas, Acre, Roraima, centro-sul do Pará e Tocantins, ajudando na umidade do solo e nas safras de verão.

No centro-norte do Pará e no Amapá, a previsão é de acumulados entre 20 e 25 mm. A situação dos rios melhora gradativamente, mas ainda está longe da normalidade.



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News

Armazenagem cresce no Brasil, mas Abimaq alerta para risco de colapso pós-colheita


A capacidade de armazenagem agrícola nacional avançou nos seis primeiros meses do ano. O crescimento registrado foi de 5,4%, chegando a 222,3 milhões de toneladas, de acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de estabelecimentos de armazenagem cresceu 3,5% em relação ao último semestre de 2023, totalizando 9.424 unidades armazenadoras mapeadas.

A pesquisa também revelou que, dentre os produtos agrícolas, cinco concentram 96,1% do total estocado (em toneladas):

  • soja: 43,3 milhões
  • milho: 32,7 milhões
  • arroz: 5 milhões
  • trigo: 2,6 milhões e
  • café: 0,8 milhão
silo, armazém, armazenagem
Foto: Agência IBGE Notícias

Safra cheia pode levar a colapso na armazenagem

Apesar do acréscimo identificado pelo IBGE, a infraestrutura de estocagem brasileira continua deficitária. O presidente da Câmara Setorial de Equipamentos para Armazenagem de Grãos (CSEAG), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Paulo Bertolini, revela a gravidade do cenário para o agronegócio.

“A Abimaq tem avisado isso para o governo, principalmente, num risco de um colapso logístico pós-colheita e isso é muito iminente. E, se São Pedro der um empurrãozinho, de ter uma colheita boa no Brasil inteiro, há um risco muito sério de um colapso”, afirma.

Nesta safra 2024-2025, as condições climáticas devem ser favoráveis às culturas no campo. A última estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a produção de grãos aumentará 8%, totalizando 322,5 milhões de toneladas. Isso pode agravar o déficit da armazenagem. Para amenizar o quadro, é necessário um plano robusto de financiamento.

“Só para acompanhar o crescimento da produção brasileira, que cresce em média 10 milhões de toneladas a cada ano, seria necessário investir R$ 15 bilhões anualmente em armazenagem, isso é só para acompanhar, não é para tirar o déficit que já existe e está aí na casa dos R$ 120 bilhões”, afirma Bertolini.

O governo federal destinou R$ 7,8 bilhões do atual Plano Safra ao Programa para a Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), os recursos superaram em 17,4% o montante da temporada 23-24, quando foram liberados R$ 6,6 bilhões. A iniciativa foi elogiada por diversos setores do agronegócio, mesmo que ainda distante do ideal.

Para Bertolini, as linhas de crédito devem estimular a instalação de silos dentro das propriedades, o que reduz a dependência dos produtores rurais por armazéns da indústria. Ele ressalta também a importância da redução da burocracia para implantação dessas estruturas nas fazendas.

“Às vezes, você tem um trator que custa R$ 2 milhões, uma colheitadeira de R$ 2 milhões e para você conseguir um financiamento nesse valor, basta um aval. Já para construir uma estrutura de silo é (preciso) hipoteca, licença de instalação ambiental, licença prévia de instalação e, depois, licença de operação. É uma complicação enorme que dificulta muito a vida desse agricultor”, diz o presidente da câmara setorial.



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