quinta-feira, julho 9, 2026

Agro

News

Chuva ou sol? Confira como fica o tempo nas lavouras de soja



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil indica cenários variados para os próximos dias, com algumas regiões enfrentando desafios e outras sendo beneficiadas pela chuva. No sul de Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e interior de São Paulo, a falta de chuvas compromete o desenvolvimento das lavouras, enquanto no Centro-Oeste e Minas Gerais, o excesso de umidade atrapalha o trabalho no campo.

Por outro lado, no Nordeste, especialmente no Matopiba, as condições da soja são mais favoráveis, com chuvas previstas para os próximos 5 dias, o que deve beneficiar as lavouras da região, assim como em algumas áreas do Pará. Já no Sul, as expectativas apontam para uma redução nas precipitações, com Piauí e Maranhão recebendo bons volumes de chuva, e a chegada de chuvas também ao norte da Bahia, entre os dias 19 e 23 de janeiro.

Para o Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, a previsão é de chuvas mais intensas, com acumulados superiores a 100 mm em 5 dias, o que pode causar alguns problemas no Norte do Paraná. No entanto, essa precipitação ajudará o produtor a acelerar os trabalhos em campo. No Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, a chuva tende a perder força entre os dias 24 e 28 de janeiro, permitindo que o manejo do solo e tratamentos fitossanitários sejam realizados com mais tranquilidade.

Já em relação à soja no Rio Grande do Sul, a chuva deverá retornar com mais força na última semana de janeiro, acumulando até 50 mm em 5 dias. No entanto, para muitas lavouras, essa chuva pode chegar tarde, não sendo suficiente para reverter os impactos da seca prolongada.



Source link

News

Chuva deve superar os 150 mm em áreas de 3 regiões brasileiras durante a semana


Volume de chuva entre 80 mm em diversas regiões do país marcam a semana. Porém, em áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste (tons em rosa no mapa abaixo), o índice pluviométrico deve ultrapassar os 150 mm.

Confira a previsão do tempo do informativo semanal do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) entre os dias 13 e 20 de janeiro.

Sul

mapa chuva nas 5 regiões do Brasil mapa chuva nas 5 regiões do Brasil
Foto: Reprodução Inmet

A semana começa com tempo firme em quase toda a Região Sul. Porém, chuvas intensas são esperadas a partir do próximo sábado (18) devido às áreas de instabilidade. Os acumulados previstos tendem a ficar entre 30 mm e 50 mm em quase toda a região, com algumas áreas ultrapassando 80 mm.

Sudeste

A convergência de umidade ficará posicionada na porção mais ao norte, proporcionando chuvas com acumulados acima de 50 mm no noroeste de Minas Gerais, podendo ultrapassar 100 mm em algumas localidades. Nas demais áreas do Sudeste, o volume deve variar entre 10 mm e 30 mm.

Centro-Oeste

A convergência de umidade favorecerá a persistência de áreas de instabilidade proporcionando chuvas em toda Região. Estão previstas acumulados acima de 80 mm em áreas de Mato Grosso, centro-norte do Goiás e centro-oeste do Mato Grosso do Sul, podendo atingir 150 mm em algumas localidades (tons de rosa no mapa). No centro-leste de Mato Grosso do Sul e sul de Goiás, as chuvas variarão entre 30 mm e 50 mm.

Nordeste

A previsão indica chuva em quase toda a região, com possibilidade de acumulados acima de 80 mm em áreas da Bahia, oeste de Pernambuco, da Paraíba, do Ceará, Piauí e Tocantins. A partir de sexta-feira (17), a aproximação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) começa a provocar chuva na Região.

Norte

Áreas de instabilidade associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva ao longo da semana, com acumulados acima de 30 mm (tons de verde no mapa) em grande parte da região.

As chuvas podem superar 80 mm em alguns locais (tons de vermelho a rosa) em áreas pontuais do sudeste do Amazonas, sul e leste do Pará e Tocantins. Por outro lado, no noroeste do Pará, sudeste do Amazonas e em grande parte de Roraima, os acumulados deverão ficar abaixo de 20 mm ou com ausência de chuva (áreas em branco).

Temperaturas mínas e máximas

Para os próximos dias, as temperaturas máximas permanecem elevadas em grande parte das Região Norte com valores entre 26°C e 36°C. Na Região Nordeste, as máximas estarão entre 22°C a 36°C.

Já no Centro-Oeste, as os termômetros também estarão elevados e devem variar entre 20°C e 34°C. Enquanto isso, nas Regiões Sudeste e Sul, os valores estarão entre 20°C e 34°C.

As temperaturas mínimas seguirão entre 22°C e 26°C na Região Norte, enquanto no Nordeste, as mínimas devem variar entre 20°C e 26°C.

No Centro-Oeste, espera-se que as mínimas fiquem entre 20°C e 26°C ao longo da semana. Nas Regiões Sudeste e Sul, as mínimas no início da semana estarão entre 14°C e 22°C, com tendência a aumenta e variar entre 18°C e 28°C.



Source link

News

Como o mercado da soja se comportou? Confira dados atualizados



O mercado de soja passa por um período de ajustes devido à redução nos estoques globais, principalmente nos EUA, com uma queda de 2,58 milhões de toneladas na produção. Segundo a plataforma Grão Direito, o USDA projeta a produção brasileira em 169 milhões de toneladas e a argentina em 52 milhões de toneladas para 2024/25, enquanto a China deve importar 109 milhões de toneladas. Esse cenário de oferta e demanda reflete nas variações dos preços no mercado futuro.

Colheita da soja

A colheita no Brasil já começou em algumas regiões de Mato Grosso, embora com atraso em relação ao ano passado. No entanto, o ritmo da colheita não deve preocupar o mercado. Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros de soja apresentaram expressiva valorização, com o contrato de janeiro/2025 subindo 3,37% e o de março/2025 com alta de 3,43%. O dólar, por sua vez, caiu 1,29%, impactando positivamente os preços internos da soja no Brasil.

A Argentina, terceiro maior produtor mundial, projeta uma safra de 52 milhões de toneladas, com aumento na área plantada. No entanto, a seca nas áreas críticas, agravada pelo fenômeno La Niña, e a substituição de milho por soja devido à cigarrinha-do-milho geram incertezas sobre o rendimento da safra. A previsão de chuvas abaixo da média em algumas regiões pode afetar negativamente tanto a soja quanto o milho.

Exportações do grão

As exportações brasileiras de soja em 2024 somaram 97,2 milhões de toneladas, e as projeções para 2025 são otimistas, com a expectativa de superar 100 milhões de toneladas. Contudo, o ritmo de embarques no início de 2025 está mais lento, com estimativas de exportação de 1,71 milhão de toneladas em janeiro, uma queda em relação ao mesmo mês de 2024. A demanda externa e os desafios logísticos podem influenciar os números finais.

Em relação aos preços, a análise gráfica indica que o mercado pode continuar com tendência de alta, caso o preço ultrapasse os US$10,40/bushel, com o alvo técnico podendo chegar aos US$10,75/bushel. Por outro lado, uma retração para a região dos US$10,15/bushel pode indicar uma possível queda para os US$9,90/bushel. O comportamento do dólar e os prêmios internos serão determinantes para a continuidade dessa movimentação no mercado.



Source link

News

Chuva deixa municípios em estado de emergência na Bahia


Devido às fortes chuvas que atingiram todo o estado nos últimos dias, dois municípios decretaram situação de emergência na Bahia, de acordo com a Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec).

Até o momento, Jaguaquara e Maiquinique, ambos na região Sudoeste do estado foram os mais impactados, outros 55 registraram ocorrências.

A prefeitura de Jaguaquara informou que no último fim de semana, nos dias 10 e 11 de janeiro, foram registrados 36 milímetros de chuva em 20 minutos, chegando a cerca de 95 milímetros em 24 horas.

Ao menos 62 pessoas ficaram desabrigadas e 160 desalojadas no município, 1 ferido e 49 imóveis danificados.

Além disso, em Maiquinique, foram regristrados 75 milímetros em 3 horas na tarde de sábado (11), informou o iBahia. Cerca de 2 mil foram afetadas e 6 desalojadas, disse a Seduc.

Outros municípios que registraram ocorrências por causa das chuvas são, Itapebi com 300 pessoas desalojadas, 50 desabrigadas, 1.000 afetadas e Dias D’Ávila com 100 pessoas afetadas, 2 desalojadas .

“As equipes do órgão estão de plantão, em contato direto com os coordenadores de Defesa Civil Municipal, secretários de Assistência Social, prefeitos e demais autoridades locais, fortalecendo, desta forma, as ações de resposta”, declarou o superintendente da Sudec, Heber Santana.

Estado em alerta laranja

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Correntina no Oeste do estado foi o município que mais choveu no domingo (11), com acumulados de 61,6 mm em 24 horas.

Nesta segunda-feira (13), o Inmet publicou um alerta de perigo com risco de chuvas intensas em todo o Matopiba e grande parte da região central do Brasil.

Até às 10 da manhã desta terça-feira (14), as chuvas podem atingir entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, com ventos intensos que variam entre 60 e100 km/h.

Municípios afetados

De acordo com a Defesa Civil, os municípios que registraram ocorrências entre os dias 10 a 12 de janeiro são:

  1. Campo Formoso
  2. Luis Eduardo Magalhães
  3. Macururé
  4. Catu (Alagamento)
  5. Inhambupe (Alagamento)
  6. Ruy Barbosa (Alagamento)
  7. Barreiras
  8. Alagoinhas
  9. Boa Vista do Tupim
  10. Valença
  11. Jaguarari (Alagamento)
  12. Itaquara (queda de muro de escola)
  13. Jiquiriçá (Alagamento)
  14. Pojuca (Alagamento)
  15. Jaguaquara (pessoas desalojadas, desabrigadas e 01 ferido)
  16. Rio Real (vendaval arranca telhado de marcado)
  17. Salvador
  18. Castro Alves (Alagamento)
  19. Santo Amaro (Alagamento)
  20. Camaçari (Alagamento)
  21. Ubatã (Alagamento)
  22. Itajuipe (Alagamento)
  23. Conde (Pontes e vias de acesso cedendo)
  24. Maragogipe
  25. Itabuna
  26. Ipiaú
  27. Maiquinique (Alagamento, pessoas desabrigadas a confirmar)
  28. Teixeira de Freitas
  29. Itatim
  30. Guaratinga
  31. Pindobaçu
  32. Morro do Chapéu
  33. Jacobina
  34. Cansanção
  35. Caém
  36. ⁠Andorinha (transbordamento no leito do Rio)
  37. ⁠Itiúba
  38. Paulo Afonso
  39. Santa Inês
  40. Itapebi (Alagamento, pessoas desabrigadas a confirmar)
  41. Jucuruçu
  42. Ibicuí
  43. Madre de Deus
  44. Itororó
  45. ⁠Itajú do Colônia
  46. Coaraci (Alagamento no Hospital Municipal)
  47. Quijingue
  48. Euclides da Cunha
  49. Poções
  50. ⁠Amargosa
  51. Dias D’Ávila (Alagamento, pessoas desalojadas)
  52. Santa Cruz Cabrália
  53. Itapetinga (Alagamento)
  54. Rafael Jambeiro
  55. Santo Antônio de Jesus

Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp!





Source link

News

Após relatório do USDA, como os preços do milho devem se comportar?



O último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na sexta-feira (10), mexeu com o mercado global do milho. Confira a análise da Grão Direto sobre as perspectivas de preço no Brasil e a dinâmica de oferta e demanda no mundo:

  • Relatório de oferta e demanda: os estoques finais de milho nos Estados Unidos foram reduzidos para 39,12 milhões de toneladas, conforme o último relatório do USDA. De acordo com o órgão, a produção está estimada em 377,63 milhões de toneladas, abaixo dos 384,64 milhões projetadas anteriormente. Globalmente, a safra caiu para 1,214 bilhão de toneladas, reduzindo os estoques finais para 293,34 milhões de toneladas.
  • Exportações diminuíram: no Brasil, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que o volume de milho exportado em dezembro de 2024 foi 30% menor que o mesmo período de 2023, totalizando 4,2 milhões de toneladas.
  • Safra da Argentina: o calor e a seca estão começando a causar danos às safras de soja e milho 2024/25 na Argentina, principalmente na região sul do país, trazendo preocupações.

O milho encerrou a semana passada cotado a US$ 4,71 por bushel (+4,43%) em Chicago, para o contrato com vencimento em março de 2025.

No Brasil, na B3, o cereal seguiu no mesmo sentido, com variação de +1,95%, encerrando a R$ 74,17 por saca no contrato de janeiro de 2025. Esse cenário foi refletido no mercado físico brasileiro, provocando valorização em várias regiões.

Agora, veja a projeção da plataforma Grão Direto para esta semana:

O que esperar do mercado do milho?

  • Exportações ameaçadas: o USDA revisou novamente para baixo a projeção de importação de milho pela China, agora estimada em 13 milhões de toneladas (o menor volume desde a safra 2019/20). Esse cenário vem ao encontro de uma oferta abundante dos Estados Unidos e expectativas positivas para a segunda safra brasileira. “Embora o consumo interno no Brasil deva aumentar, as exportações continuam a representar uma parcela significativa na balança comercial, podendo pressionar os preços ao longo do ano”, diz a análise da Grão Direto.
  • Mais milho nos Estados Unidos: nos Estados Unidos, a definição da área de plantio para a safra 2025/26 será influenciada pela relação de preços entre soja e milho, que atualmente está em torno 2,30 sacas de milho por cada saca de soja, favorecendo, assim, o cereal. A previsão de redução nos preços da soja, impulsionada pela grande safra na América do Sul, aliada à alta demanda por milho, pode levar os produtores a expandirem a área destinada ao cultivo do grão.
  • Segunda safra de milho: a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a segunda safra de milho de 2025 terá um aumento de 1% na área plantada e um crescimento de 1,8% na produção, atingindo 92,6 milhões de toneladas. “Com uma janela de plantio favorável e a normalização do ciclo da soja, há otimismo para o próximo ciclo, com expectativas de recuperação após um 2024 desafiador.”
  • Análise gráfica: as cotações do milho em Chicago apresentam uma tendência de alta considerando as movimentações desde setembro de 2024. Na sexta feira, o mercado refletiu o relatório do USDA, elevando o preço da região dos US$ 4,55/bushel para acima dos US$ 4,72/bushel, em poucos minutos, fechando a semana nos US$ 4,70/bushel no contrato de março de 2025.

“O rompimento da região dos US$ 4,60/bushel pode trazer otimismo ao mercado e refletir em continuidade das altas, podendo ocorrer o teste da região dos US$ 4,90 caso o preço consiga romper os US$ 4,80/bushel. Caso a região dos US$ 4,80 seja marcada por uma zona de resistência, impossibilitando a continuação das altas, o preço poderá ter um retorno de teste da região dos US$ 4,60/bushel”, consideram os analistas da Grão Direto.

Com base nas informações acima, a plataforma enxerga que as cotações de milho poderão continuar seu movimento de alta durante a semana, podendo romper a região dos R$ 75,00 na B3, o que deve continuar impactando os preços do mercado físico brasileiro em diversas regiões.



Source link

News

Projeto da maior obra logística do Brasil recebe R$ 400 milhões do Governo



A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) autorizou a liberação da primeira parcela de R$ 400 milhões do aditivo de R$ 3,6 bilhões para as obras da ferrovia Transnordestina, que ligará os estados do Ceará e do Piauí.

Considerada o maior projeto nacional de infraestrutura logística, a ferrovia é estratégica para o transporte de alimentos e insumos, atendendo tanto o mercado interno quanto a exportação. Segundo o Ministério dos Transportes, o empreendimento é uma prioridade do Governo Federal.

“As obras da Transnordestina retomaram o ritmo em 2023, com a volta de investimentos federais. O empenho do governo é para que a entrega da Fase 1 da ferrovia ocorra até 2027 e até 2029 a Fase 2”, informou a pasta.

A Transnordestina, quando concluída, cruzará os estados do Piauí, Ceará e Pernambuco. O repasse de recursos será realizado por meio de crédito do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE).

Retomada no ramal pernambucano

O Ministério dos Transportes também destacou que, em 2021, por inviabilidade financeira, o governo da época excluiu o ramal pernambucano da Transnordestina do contrato de concessão. No estado, as obras haviam avançado até Custódia, no Sertão.

Agora, o governo federal planeja retomar o trecho entre as cidades de Salgueiro e o Porto de Suape como uma obra pública, integrando o projeto ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com prioridade na destinação de recursos.

A Infra S.A. é a responsável pela elaboração do projeto executivo. Segundo o Ministério dos Transportes, a previsão é de que o planejamento seja concluído até o segundo semestre de 2025. “O Governo Federal destinou inicialmente R$ 450 milhões ao segmento, com possibilidade de ajustes após a finalização do projeto”, informou a nota oficial.



Source link

News

Soja em MT: a proliferação de capim-pé-de-galinha



As lavouras de soja no Brasil, especialmente nas regiões do Centro-Oeste, enfrentam uma série de desafios que podem impactar diretamente a produtividade e a sustentabilidade da cultura. Em Mato Grosso, um dos maiores obstáculos enfrentados pelos produtores é o controle de plantas daninhas, como o capim pé de galinha, que tem se espalhado rapidamente, exigindo estratégias cada vez mais sofisticadas.

Nos últimos anos, a soja tem se beneficiado de avanços tecnológicos que permitem aumentar a produtividade, mas a resistência das plantas daninhas aos herbicidas convencionais tem dificultado o trabalho nas lavouras. O capim-pé-de-galinha, por exemplo, é uma das plantas que mais tem causado prejuízos, uma vez que sua resistência ao glifosato e a outros graminicidas torna seu controle mais complicado e dispendioso.

Para combater esse problema, os produtores têm investido em novos manejos, como o uso de produtos pré-emergentes e o controle mecânico das plantas daninhas. Além disso, técnicas como a integração lavoura-pecuária têm sido adotadas para otimizar o uso da terra e minimizar a infestação de plantas daninhas, criando um ambiente mais equilibrado e produtivo.

Além disso, a pesquisa continua a ser uma aliada fundamental para o agronegócio, com centros de pesquisa e instituições acadêmicas buscando constantemente novas soluções. O Centro de Tecnologia de Plantas Daninhas (CTEC) , por exemplo, tem realizado estudos sobre herbicidas mais eficazes para controlar o pé de galinha e outras plantas resistentes. A combinação de novos produtos e tecnologias de aplicação tem mostrado resultados promissores, permitindo uma abordagem mais eficiente no combate às ervas daninhas.

A gestão eficiente da lavoura de soja também inclui o monitoramento constante do desenvolvimento das plantas, a rotação de culturas e o uso de técnicas de aplicação precisas. Além disso, a adoção de boas práticas agronômicas, como a utilização de sementes geneticamente modificadas que oferecem resistência a pragas e doenças, também tem sido uma estratégia adotada para reduzir a pressão sobre as lavouras.

Embora os desafios no campo sejam grandes, a soja continua a ser uma das culturas mais importantes para o Brasil, sendo vital para a economia agrícola do país. A adaptação às mudanças, o investimento em pesquisa e o uso inteligente das tecnologias disponíveis são fundamentais para garantir que as lavouras de soja sigam sendo produtivas e competitivas no mercado global.

As informações são do Canal Rural MT.



Source link

News

Inmet avança com nova política para impulsionar inovação na meteorologia



Com o objetivo de aprimorar tecnologias, produtos, processos e serviços meteorológicos que atendam às necessidades do setor produtivo e da sociedade, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União, a Portaria nº 752. A medida aprova a nova Política de Inovação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), visando transformar o órgão em um centro de excelência e inovação na área.

“A inovação é essencial para o avanço da meteorologia no país. A aprovação dessa nova política reflete nosso compromisso com a modernização da infraestrutura e o avanço tecnológico do setor meteorológico”, afirmou o ministro Carlos Fávaro.

Diretrizes para o futuro da meteorologia

A nova política busca alinhar as ações do Inmet às demandas atuais e futuras, incentivando a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico e a colaboração com diferentes instituições. Entre os principais objetivos estão:

  • Estabelecer diretrizes para a gestão de inovação no Inmet;
  • Criar um ambiente colaborativo com agentes públicos e privados, nacionais e internacionais;
  • Proteger a propriedade intelectual de produtos e processos desenvolvidos;
  • Definir metas e mecanismos para parcerias que promovam pesquisa aplicada e soluções inovadoras.

“O objetivo é transformar o Inmet em um hub de pesquisa aplicada, integrando a academia e o setor produtivo. Com essa política, teremos mais agilidade e eficiência para enfrentar os desafios meteorológicos e climáticos que estão por vir”, destacou o diretor interino do Inmet, Luís Fernando Magnani de Oliveira.

Impactos esperados

A política também estabelece mecanismos para modernizar a infraestrutura do Instituto e fomentar soluções tecnológicas que beneficiem o setor agrícola, o manejo de recursos naturais e a segurança climática. O Inmet, que já desempenha papel estratégico no monitoramento climático e na previsão do tempo, espera ampliar sua capacidade de atender com precisão às necessidades da sociedade e do agronegócio.



Source link

News

Confira a projeção de soja estimada no país



A safra de soja do Brasil 2024/2025 foi estimada em 173,7 milhões de toneladas, um volume recorde, de acordo com o levantamento divulgado nesta sexta-feira pela Safras & Mercado. A nova estimativa da produção de soja representa um ajuste em relação à última projeção para o país, impulsionada pelas condições favoráveis das lavouras, especialmente no Centro-Oeste do país, com destaque para o estado de Mato Grosso, que é um dos maiores produtores da oleaginosa.

O aumento na produção reflete um cenário otimista para o setor, com boas perspectivas para o desenvolvimento da soja nas principais regiões produtoras. O volume recorde de soja, se confirmado, consolidará o Brasil como um dos maiores produtores e exportadores mundiais da commodity.

Em contraste com o bom desempenho na soja, as cotações dos ovos iniciaram o ano em queda, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A redução nos preços está relacionada à demanda enfraquecida e ao aumento nos estoques de ovos, o que tem pressionado o mercado, principalmente no setor de ovos in natura e processados.

Ainda em relação às exportações, o Brasil registrou, em dezembro, o segundo maior volume do ano, com 2.000 toneladas de ovos in natura e processados, um resultado expressivo no último mês do ano. Esse desempenho nas exportações reflete a força do Brasil como fornecedor global de alimentos, mas também aponta para os desafios enfrentados pelo setor de aves, que precisa lidar com oscilações nos preços e nas demandas externas.



Source link

News

selo social fortalece agricultura familiar



Nesta segunda-feira (13), o Brasil comemora 20 anos do marco legal do biodiesel, instituído pela Lei 11.097/2005, que introduziu o combustível renovável à matriz energética do país. Desde então, o biodiesel se tornou um pilar da sustentabilidade nacional, promovendo benefícios econômicos, sociais e ambientais.

Um dos destaques dessas duas décadas é o Selo Biocombustível Social, que fomenta a inclusão de agricultores familiares na cadeia produtiva. O selo concede benefícios fiscais e incentivos comerciais às empresas que utilizam matérias-primas fornecidas por pequenos produtores, promovendo a sustentabilidade e a transformação social no campo.

Inclusão no agronegócio e geração de renda

Em 2024, o Selo Biocombustível Social passou por uma atualização significativa. Além dos benefícios já existentes, foram lançadas linhas de financiamento para projetos de pesquisa, estruturação de cadeias produtivas e fortalecimento das organizações de agricultura familiar. Essa reformulação busca ampliar a participação dos pequenos produtores na cadeia do biodiesel, garantindo mais oportunidades e geração de renda para o campo.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o selo simboliza um compromisso estratégico do governo com o desenvolvimento sustentável e a inclusão social, integrando a agricultura familiar a uma cadeia de valor sustentável e com forte impacto econômico.

Avanços do biodiesel em duas décadas

Nessas duas décadas, a produção nacional de biodiesel alcançou 77 bilhões de litros, evitando a emissão de 240 milhões de toneladas de gás carbônico e gerando uma economia de R$ 38 bilhões com a redução da importação de diesel. Em 2024, o Brasil produziu 9 bilhões de litros, marcando um crescimento de 19% em relação ao ano anterior.

Desde março, o mercado opera com o diesel B14, que inclui 14% de biodiesel na mistura. Segundo o Atlas da Eficiência Energética 2024, o biodiesel tem sido um grande aliado na redução de emissões e no fortalecimento da segurança energética do país.
Agricultura familiar no centro das políticas públicas

O uso de matérias-primas sustentáveis, como óleo de soja, óleos residuais e gorduras animais, integra os planos do governo para diversificar e fortalecer a cadeia produtiva do biodiesel. Em dezembro de 2024, o Conselho Nacional de Política Energética aprovou uma resolução para estimular o uso de óleos e gorduras residuais, com o objetivo de ampliar a base de matérias-primas e reduzir a dependência de commodities tradicionais.

As mudanças trazidas pelo selo também reforçam o papel da agricultura familiar como um motor para o desenvolvimento sustentável promovendo não apenas a transição energética, mas também uma economia mais justa e resiliente, que valoriza o trabalho no campo e assegura alimentos e energia limpa para o país.

O futuro do biodiesel

Com a diversificação das matérias-primas e o avanço de novas tecnologias, como o Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e o diesel verde, o Brasil segue como referência global em biocombustíveis.

“As políticas públicas adotadas no Brasil para a mobilidade sustentável no transporte contribuem para o desenvolvimento de soluções tecnológicas alinhadas ao reconhecimento de que os biocombustíveis desempenham um papel estratégico crucial em um dos maiores desafios do século XXI que é a transição energética. Esse desafio não envolve apenas a redução das emissões de gases de efeito estufa, mas também a promoção de uma economia mais resiliente e sustentável”, conclui.



Source link