terça-feira, julho 7, 2026

Agro

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estudo desvenda genes de resistência ao fungo


Como o cupuaçuzeiro reage aos estágios iniciais da infecção por Moniliophthora perniciosa, fungo causador da vassoura-de-bruxa, doença que traz grandes prejuízos tanto para a cultura do cupuaçu como para a do cacau? Esse foi o objeto de pesquisa da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF).

O estudo identificou os genes da planta relacionados à sua resistência ou mesmo à sua suscetibilidade ao fungo.

Conduzido pelas pesquisadoras Lucilia Helena Marcellino e Loeni Ludke Falcão, o trabalho é pioneiro no estudo da expressão gênica em grande escala voltado para a cultura do cupuaçu.

De acordo com nota explicativa no site da Embrapa, a pesquisa foi feita a partir do sequenciamento de alta profundidade do transcritoma da planta, particularmente de uma parte que é alvo do ataque do patógeno: as regiões meristemáticas presentes nas pontas dos galhos.

O que é o transcritoma?

Transcritoma é o conjunto completo de transcritos (RNAs mensageiros, RNAs ribossômicos, RNAs transportadores e os microRNAs) de um dado organismo, órgão, tecido ou linhagem celular.

De acordo com as pesquisadoras, a análise de transcritoma é uma ferramenta poderosa para estudar a expressão gênica e, ao examinar os RNAs mensageiros (mRNAs), é possível desvendar os mecanismos moleculares que determinam os diferentes processos biológicos em curso.

Para as cientistas da Embrapa, os resultados da pesquisa representam um avanço no entendimento da interação entre o cupuaçuzeiro e o fungo causador da vassoura-de- bruxa, abrindo novas perspectivas para o desenvolvimento de tecnologias que impulsionem a produção sustentável de cupuaçu no Brasil.

“Diferentemente do cacau, que já conta com um volume considerável de pesquisas, o cupuaçu ainda possui um grande potencial a ser explorado, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento de cultivares resistentes e ao controle de doenças”, assinala Loeni.

Lucilia, por sua vez, afirma que foi o sequenciamento de alta profundidade do transcritoma do cupuaçuzeiro, ao gerar um vasto banco de dados, que permitiu a identificação de genes relacionados à resposta à infecção por M. perniciosa. Assim, foram registrados milhares de genes expressos tanto em plantas suscetíveis como nas resistentes.

“Por meio da análise bioinformática desses dados, foi possível identificar genes relacionados à resposta imune da planta, ao metabolismo secundário e ao crescimento”, conta.

Controle da doença do cupuaçu

Vassoura-de-bruxa no cupuaçuzeiro Vassoura-de-bruxa no cupuaçuzeiro
Vassoura-de-bruxa no cupuaçuzeiro. Foto: Lucilia Helena Marcellino/ Embrapa

A informação detalhada sobre a interação planta-patógeno serve para o desenvolvimento de novas estratégias de controle da doença, como a criação de marcadores moleculares para a seleção de plantas resistentes; a identificação de alvos para o desenvolvimento de fungicidas; bem como a identificação de genes envolvidos na resistência e suscetibilidade à doença.

“Nossa pesquisa é um trabalho básico, que pode ajudar os melhoristas no desenvolvimento de plantas resistentes à doença e disponibilizar genes de interesse para estudos de função. Alguns desses genes, inclusive, foram inseridos no tomate Micro-Tom, uma planta-modelo para estudos com o fungo. Isso permitirá um estudo mais aprofundado sobre a função e potencial uso dos genes”, afirma Loeni.

Em outra frente, Lucilia conta que está em andamento um trabalho em parceria com a Embrapa Agricultura Digital (SP) que visa sintetizar uma molécula capaz de inibir o fungo, ao se ligar a uma proteína presente no microrganismo.

Com isso, a expectativa é de que a tecnologia seja capaz de controlar tanto a M. perniciosa como a M. roreri, praga quarentenária que já está entrando no Brasil.

“A obtenção de plantas que aliem resistência, boa produção e qualidade de fruto é essencial para o desenvolvimento da cultura. Entretanto, o menor conhecimento a respeito da genética molecular do cupuaçuzeiro é um gargalo para o desenvolvimento de plantas com essas características; daí a importância dessa pesquisa”, declara a pesquisadora.



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CNA promove o agro brasileiro na Europa



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) está realizando, entre os dias 26 e 31 de janeiro, uma missão à Europa com o objetivo de defender os interesses do produtor rural brasileiro e destacar a produção sustentável do setor agropecuário do país.

A comitiva é liderada por importantes representantes do setor, como o vice-presidente de Relações Internacionais da CNA e presidente do Sistema Farsul (RS), Gedeão Pereira, e o presidente da Famasul (MS), Marcelo Bertoni, além de diretores da CNA e membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), como o presidente Pedro Lupion e a senadora Tereza Cristina.

Durante a missão, os integrantes da comitiva da CNA terão a oportunidade de participar de uma série de encontros estratégicos em três importantes capitais europeias: Roma, Bruxelas e Paris. Os encontros envolverão representantes de organizações internacionais, como a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) e a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), além de adidos agrícolas, embaixadores, membros do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia.

A agenda dos encontros abrange uma série de temas de grande relevância tanto para o Brasil quanto para a União Europeia. Entre os principais tópicos, destacam-se o Green Deal e seus impactos diretos sobre a agropecuária, incluindo a implementação da Lei Antidesmatamento (EUDR), que impõe restrições ao comércio de produtos vinculados ao desmatamento ilegal.

Outro ponto importante é a continuidade das negociações do acordo Mercosul-União Europeia, com foco na redução de barreiras comerciais e na ampliação do acesso do agro brasileiro ao mercado europeu. Também será discutida a relação do Brasil com o bloco europeu, com ênfase em estratégias para fortalecer a parceria em áreas como comércio, sustentabilidade e desenvolvimento rural.

Além disso, a missão abordará os preparativos para a COP 30, evento que será realizado no Brasil em 2025, com foco na agenda ambiental e nas questões relacionadas às mudanças climáticas, onde o papel do agronegócio brasileiro será crucial.



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reflexos para o Brasil e o agro



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retirada do país do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. A decisão, revelada durante seu discurso de posse na última segunda-feira (20), reforça sua visão de que o tratado prejudica a economia americana e beneficia outros países.

Essa é a segunda vez que Trump retira os Estados Unidos do acordo. A primeira ocorreu em 2017, mas foi revertida durante o governo de Joe Biden em 2021. Agora, o processo de saída deve levar um ano para ser concretizado, conforme as regras do tratado.

O Acordo de Paris foi criado em 2012, durante a COP21 da Organização das Nações Unidas, realizada na capital francesa. Ele propõe que os governos adotem medidas para conter o aumento da temperatura global em até 2 ºC em relação aos níveis pré-industriais, além de buscar limitar o aquecimento a menos de 1,5 ºC, visando prevenir os efeitos mais severos da crise climática.

Peso global da decisão de sair do Acordo de Paris

Os Estados Unidos são o segundo maior emissor de gases de efeito estufa e desempenham um papel crucial na agenda climática. Na visão de Talita Martins, professora da Trevisan Escola de Negócios, sem esse compromisso da maior economia do mundo, o impacto no esforço coletivo global pode ser significativo.

“A ausência dos Estados Unidos no Acordo de Paris enfraquece a pressão internacional por ações climáticas e compromete a credibilidade do acordo”, alerta.

A especialista cita ainda a necessidade de ações coordenadas para limitar o aquecimento global, após 2024 ser registrado como o ano mais quente da história. De acordo com Martins, a decisão ocorre em um momento crítico e pode gerar um efeito dominó, incentivando outros países a flexibilizar seus compromissos climáticos.

Repercussões para o Brasil e para o agro

Para o Brasil, a saída dos Estados Unidos do tratado climático gera desafios e oportunidades. Como um dos maiores exportadores de commodities agrícolas, o país pode enfrentar maior pressão por sustentabilidade nos mercados internacionais.

“Fortalecer mecanismos de rastreabilidade e combate ao desmatamento é sempre importante para garantir acesso aos mercados internacionais”, ressalta.

Para a professora, o país também precisa liderar pelo exemplo em energia renovável, bioeconomia e restauração florestal, mostrando que é possível crescer economicamente e contribuir para o cenário global de redução das emissões.

Oportunidades no setor privado

Mesmo com a redução esperada de recursos financeiros para ações climáticas, há espaço para o setor privado preencher essas lacunas. Além disso, a ausência americana pode abrir espaço para o setor privado liderar soluções climáticas.

Martins também chama a atenção para a realização da COP30 no Brasil, o que traz uma oportunidade de atrair investimentos e demonstrar liderança em energia renovável e bioeconomia, reafirmando o protagonismo do país na agenda ambiental.

“A inovação pode se tornar um diferencial competitivo, criando novos mercados e fortalecendo a imagem do Brasil como parceiro confiável no comércio global”, afirma Talita Martins.

Sobre a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, a professora ressalta que, embora represente um retrocesso, isso reforça a urgência de liderança responsável em um momento em que as decisões de hoje moldam o futuro climático do planeta.



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Escalas de abate e exportações em alta seguram preços da arroba do boi na semana


O mercado brasileiro de boi gordo registrou acomodação nos preços da arroba em grande parte das praças de comercialização durante a semana.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a mudança se deve ao enfraquecimento dos patamares da carne bovina no mercado interno.

“O padrão de demanda delimitado para o período direciona o consumo para proteínas de menor valor agregado. Por outro lado, as exportações em alto nível e a atual posição das escalas de abate, bastante encurtadas, ainda são variáveis chave a serem consideradas visando a sustentação dos preços internos”, considera.

Preços do boi gordo

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças do país estavam assim no dia 23 de janeiro:

  • São Paulo (capital): R$ 335, estável frente à semana passada
  • Goiás (Goiânia): R$ 325, inalterado frente à última semana
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325, aumento de 1,56% frente ao fechamento da semana anterior, de R$ 320
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 330, sem mudanças frente à última semana
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 320, sem alterações
  • Rondônia (Vilhena): R$ 295, similar ao registrado na semana passada

Mercado atacadista

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

O mercado atacadista apresentou preços acomodados no decorrer da semana. Para Iglesias, o ambiente de negócios sugere queda das cotações no curto prazo.

Ele entende que a baixa maior pode ocorrer nos cortes do traseiro bovino, pelo padrão de consumo delimitado no primeiro bimestre.

O analista de Safras & Mercado destaca que a preferência da população ainda recai sobre as proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovos.

O quarto do dianteiro do boi foi cotado a R$ 18,50 o quilo, sem mudanças frente ao valor praticado na semana passada. Já o quarto do traseiro do boi foi vendido por R$ 26,00 o quilo, queda de 1,89% frente aos R$ 26,50 por quilo registrados na última semana.

Exportações de carne

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 568,186 milhões em janeiro (12 dias úteis), com média diária de US$ 47,348 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 112,731 mil toneladas, com média diária de 9,394 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.040,20.

Em relação a janeiro de 2024, houve alta de 26,8% no valor médio diário da exportação, ganho de 13,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 11,4% no preço médio.



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Frente fria avança sobre a costa da região Sul e atinge SP no domingo



O avanço de uma nova frente fria sobre a costa deverá realizar a manutenção das instabilidades em parte dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A chuva seguirá associada à combinação entre calor e umidade no estado de São Paulo e sul de Minas Gerais. O fluxo de umidade transportado pela circulação de ventos em níveis baixos da atmosfera, o calor e a atuação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai devem estimular o reforço da chuva em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A atuação do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) espalha novamente as instabilidades sobre Pernambuco, Sergipe, Alagoas e interior da Paraíba, que ficam em atenção para a chance de chuva localmente forte. Já a umidade contribui para que as instabilidades sigam ganhando força e se espalhando por praticamente todos os estados. Destaque para a chuva mais expressiva em Roraima, no Amazonas, Pará e no Amapá. Confira os detalhes do tempo em todas regiões do Brasil, segundo a Climatempo:

Sul

Centro-sul e oeste do RS, sem previsão de chuva. Frente fria se desloca e aumenta as instabilidades entre SC e o PR; dia com muitas nuvens e pancadas a qualquer momento com risco de temporais. A chuva em SC, fica mais concentrada sobre leste do PR.

Sudeste

Frente fria ajuda a aumentar a condição de chuva em SP, no Triângulo e sul de MG e no RJ. Pancadas a qualquer momento, redução do calor mais intenso. Tempo firme no ES e pancadas isoladas no norte e nordeste de Minas.

Centro-Oeste

O tempo fica instável com condições de pancadas de chuva a qualquer momento. Dia abafado com risco de pancadas fortes e temporais localizados entre MT e MS.

Nordeste

Não chove em áreas do centro-norte e nordeste da Bahia, mas, a umidade que vem do mar, estimula um pouco mais de nuvens de chuva no litoral. Dia de sol, calor, nas demais áreas e pancadas de chuva forte entre MA, PI, CE e o RN.

Norte

O sol aparece entre nuvens em Manaus, Belém, Macapá e Boa Vista; pode chover a qualquer momento com risco alto de temporais. Chuva típica de verão em forma de pancadas com trovoadas no AC, em RO e no TO.



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São Paulo pretende criar centros de referência para produção de queijos



Um encontro dedicado ao desenvolvimento de um novo tipo de queijo! Esse foi um dos objetivos da reunião entre representantes da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) e a Embaixada Francesa, no Brasil. O grupo também quer desenvolver centros de referência queijeiras no estado de São Paulo

No evento os participantes discutiram o conteúdo pedagógico, a relação com as instituições, a infraestrutura necessária, e explicaram os erros e acertos na experiência das Écoles Nationales d’Industries Laitères (ENIL) francesas e o treinamento dos técnicos paulistas – todos tiveram a oportunidade de conhecer as tecnologias aplicadas a queijos macios e prensados, incluindo semeadura, maturação do leite, coagulação e drenagem.

Durante três dias, a Comissão Francesa apresentou os conhecimentos da produção do queijo azul, explorando os principais pontos a serem dominados nos diferentes estágios da fabricação. “O encontro proporcionou uma experiência prática e enriquecedora para todos os envolvidos, que puderam “pôr a mão na massa” para produzir os queijos”, explicou Maria Izabel Merino de Medeiros, diretora da Apta Regional de Bauru, que esteve acompanhando todas as atividades, representando a SAA durante as visitas.

As instituições de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta): Apta Regional, Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e Instituto de Zootecnia (IZ), a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), além de acadêmicos do Centro Paula Souza e membros do setor agroindustrial acompanharam a reunião da missão francesa no ITAL com a presença do professor Maxence Virelaude, juntamente com o presidente da Associação Paulista do Queijo Artesanal (APQA) Christophe Faraud e do presidente da Câmara Setorial do Queijo Paulista Martin Breuer.

Criação de Centros de Referência Queijeira

O presidente da APQA, Christophe, destacou que São Paulo conta com mais de cinco mil produtores de queijos. “É muito relevante esse projeto para a capacitação e melhoria da produção local”.

Para Maxence a criação das “escolas de queijos” deve respeitar o ecossistema e a microbiota específica de cada região, com foco no controle de riscos sanitários. “O conhecimento sobre a produção de leite de qualidade é essencial e deve ser parte do curso”, acrescentou.

O professor também apresentou o modelo das seis escolas leiteiras francesas (ENILs), que oferecem formação tanto industrial quanto artesanal, ressaltando a importância de um setor de zootecnia para produzir leite de qualidade. E ainda disse que na França existem três grupos distintos de produtores – de queijos industriais, de queijos artesanais e os produtores de leite.

Outro ponto discutido foi a criação de unidades de treinamento para queijeiros, com cinco locais inicialmente propostos no estado de São Paulo: Pindamonhangaba (Apta Regional), Santa Cruz do Rio Pardo (Centro Paula Souza), Cerqueira César (Centro Paula Souza), Presidente Prudente (Centro Paula Souza) e Campinas (Ital).

“Há o interesse em estabelecer mais cinco unidades de irradiadores de tecnologia queijeira da iniciativa privada, cobrindo áreas do Estado ainda não contempladas pelas unidades governamentais. Os produtores dessas unidades serão treinados pelos Institutos de Pesquisa da Apta em parceria com os técnicos franceses, acrescentou Daniel.

“A parceria entre a Embaixada Francesa, SAA e iniciativa privada trará um grande impacto na produção de queijos no estado de São Paulo, impulsionando a diversidade e qualidade dos produtos”, ressaltou.

Queijos azuis

Com variados métodos e ferramentas, o grupo acompanhou as técnicas de coagulação e drenagem de massas de veios azuis, focando no acabamento de massas marmorizadas, maturação e defeitos na fabricação, específicos desses queijos, finalizando com uma sessão de debates sobre as produções dos queijos especiais.

Com informações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.



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novas variedades aumentam rendimento e lucratividade em até 37%



A adoção de novas variedades de cana-de-açúcar pode aumentar o rendimento agrícola em pelo menos 20% e gerar ganhos de até 2 toneladas de açúcar por hectare. Essa é a conclusão de um estudo realizado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), com base em sua Plataforma de Benchmarking, que reúne dados de mais de 175 usinas, representando 80% da moagem da região Centro-Sul do Brasil.

De acordo com Luciana Castellani, gerente de Melhoramento Genético do CTC, o aprimoramento contínuo no desenvolvimento genético das variedades de cana tem sido essencial para alcançar esses resultados.

“Variedades mais recentes apresentam maior produtividade devido a processos modernos de seleção, que as tornam mais resistentes a pragas, doenças e mudanças climáticas, além de atenderem às demandas de mercado de forma mais eficiente”, afirmou Castellani.

Avanços no melhoramento genético

Um dos principais fatores que impulsionam os ganhos genéticos é a redução do ciclo de recorrência de novos genitores, permitindo maior agilidade na introdução de cultivares com melhores desempenhos e adaptadas a diferentes condições edafoclimáticas.

“O manejo correto, alinhado ao potencial produtivo de cada ambiente, é crucial para maximizar a produtividade”, destacou Ricardo Neme, gerente de Marketing do CTC. Ele reforça que o manejo adequado, seguindo as bulas das novas variedades, pode gerar ganhos adicionais de 14% ou 1,2 toneladas de açúcar por hectare.

Impacto financeiro

A pesquisa aponta que variedades desenvolvidas após os anos 2000 apresentam uma performance 20,6% superior em toneladas de açúcar por hectare (TAH) em relação às variedades lançadas na década de 1980. Já as variedades elite, lançadas mais recentemente, superam em 36,6% o rendimento de cultivares mais antigas, em toneladas de açúcares totais recuperáveis por hectare (ATR).

Quando analisado o impacto financeiro, a escolha de uma variedade moderna pode gerar um lucro bruto adicional de R$ 3 milhões em um ciclo de cinco anos. Ao dobrar a área de cultivo com essas variedades, o lucro sobe para R$ 6 milhões, evidenciando a importância da antecipação da adoção dessas cultivares.

Biotecnologia como aliada

As variedades Bt, resistentes à broca-da-cana, também desempenham um papel estratégico, principalmente em áreas mais suscetíveis à praga, protegendo a produtividade e ampliando os resultados.

Os dados do estudo reforçam o papel da biotecnologia e da inovação genética no aumento da eficiência e rentabilidade do setor sucroenergético, destacando o impacto positivo das novas variedades na sustentabilidade e competitividade da produção canavieira no Brasil.

As informações foram fornecidas pela assessoria de imprensa do CTC.



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Nigéria entra no Brics e fortalece laços econômicos com o Brasil



A Nigéria, maior economia da África e o país mais populoso do continente, é o mais novo parceiro do Brics – grupo de nações com mercado emergente composto por Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul (titulares). O anúncio foi feito no dia 17 pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Com sua adesão, o agrupamento passa a contar com nove países parceiros adicionais, além dos cinco membros titulares.

A Nigéria tem grande relevância econômica, figurando entre os 30 maiores PIBs do mundo, e é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) desde os anos 1970. Suas riquezas naturais, como petróleo e gás, e a forte conexão histórica e cultural com o Brasil, reforçam o potencial para cooperação econômica, especialmente no setor de energia.

Atualmente, o Brasil ocupa a presidência do Brics e, segundo o Itamaraty, a Nigéria possui interesses alinhados ao bloco, atuando no fortalecimento da cooperação do Sul Global e na reforma da governança global. A inclusão amplia as oportunidades de integração econômica e de mercado para o Brasil e os demais membros do agrupamento.



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Lenny Kravitz tem fazenda milionária no Brasil com produção orgânica



O astro internacional Lenny Kravitz, conhecido por sucessos na música e no cinema, possui uma fazenda de 400 hectares no município de Duas Barras, no interior do Rio de Janeiro. Avaliada em cerca de R$ 12 milhões, a propriedade foi adquirida em 2007 e oferece um refúgio para o cantor, que a descreve como um lugar perfeito para sua criatividade.

Além de gado e cavalos, Kravitz mantém plantações 100% orgânicas na fazenda, que também já foi cenário de uma antiga plantação de café no século 18. O local conta com uma infraestrutura impressionante: piscina, campo de futebol oficial, academia, sala de massagem, sauna, jacuzzi, estúdio de música e até um heliponto.

“Qualquer um que vier aqui vai comer belos produtos orgânicos, da terra à mesa”, revelou Kravitz ao site Architectural Digest, destacando o cuidado com a sustentabilidade e a conexão com a natureza.

A sede da fazenda é um casarão colonial português datado de 1850, complementado por uma casa de hóspedes e uma vila, que podem acomodar até 26 pessoas. Em suas redes sociais, Kravitz frequentemente compartilha momentos na fazenda, mostrando o espaço onde recebe familiares e amigos para relaxar e se reconectar com a terra.



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Suínos brasileiros de elite agora voam para a Colômbia



Pela primeira vez, o Brasil realizou a exportação de suínos reprodutores de alta genética para a Colômbia por via aérea. A operação, conduzida pela Granja Elite Gênesis, da Agroceres PIC, com sede em Paranavaí (PR), ocorreu a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), o único no país autorizado para entrada e saída aérea de suínos.

Nos últimos dois anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) articulou ajustes importantes nos procedimentos de importação e exportação, com foco no bem-estar animal e na segurança sanitária. O protocolo adotado foi inspirado no modelo utilizado em 2021 para a distribuição de vacinas e insumos contra a Covid-19, considerado referência internacional.

Ajustes aceleram processos

Antes das mudanças, o desembaraço das cargas importadas de animais poderia levar até 24 horas. Agora, com os aprimoramentos, o processo é concluído em apenas 8 horas, garantindo agilidade e maior conforto aos suínos de altíssimo valor genético.

Em 2023, o Brasil recebeu 7.500 animais de elite em oito voos provenientes dos Estados Unidos e Canadá, destinados às empresas Agroceres PIC e Topigs. Após o desembarque em Viracopos e a inspeção pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), os animais foram transportados em caminhões lacrados até a Estação Quarentenária de Cananéia (EQC), no litoral paulista. Ali, os animais passaram por um período de observação antes de serem liberados para integração aos plantéis.

Parceria

A estação quarentenária é resultado de uma parceria firmada em 2016 entre o Mapa, a Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (Abegs) e a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). A iniciativa permitiu ampliar e modernizar as instalações para receber os animais importados.

Essas iniciativas fortaleceram a base genética nacional, possibilitando que o Brasil alcance novos patamares no setor de criação suína e inicie exportações de animais de altíssimo valor genético para outros países, como a Colômbia.



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