sábado, julho 4, 2026

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Sensação de calor em São Paulo deve piorar; saiba até quando


A Defesa Civil de São Paulo emitiu, neste domingo (16), um alerta de calor intenso para todo o estado, com temperaturas podendo chegar a 38 °C em algumas localidades. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências do órgão, a elevação da temperatura, provocada por uma massa de ar quente, será sentida em várias regiões paulistas até, pelo menos, a próxima quarta-feira (19).

As temperaturas máximas devem atingir 38 °C na região de Itapeva e no Vale do Ribeira; 36 °C na Baixada Santista e nas regiões de São José dos Campos, Araçatuba, Marília e Presidente Prudente e 35 °C no litoral norte e nas regiões de Bauru e Araraquara.

Já no Vale do Paraíba e nas regiões de Presidente Prudente, Barretos e Franca, os termômetros devem chegar à casa dos 34 °C. E aos 33 °C na região metropolitana da capital paulista e nas regiões de Sorocaba e Campinas.

Segundo a Defesa Civil paulista, nessas circunstâncias, é preciso redobrar a atenção com idosos e crianças, que devem ingerir bastante água a fim de se manterem bem hidratados e protegidos do sol.

Animais de estimação também devem ser mantidos em locais com sombra e água fresca disponível.

Veja recomendações da Defesa Civil para enfrentar onda de calor

  • Evite exposição ao sol entre 10h e 16h;
  • Use protetor solar, boné ou chapéu e roupas leves;
  • Mantenha-se hidratado, bebendo bastante água;
  • Evite atividades físicas intensas ao ar livre durante o calor;
  • Mantenha os ambientes ventilados;
  • Nunca deixe crianças ou animais dentro de veículos estacionados, pois a temperatura interna pode subir rapidamente e causar risco de morte.



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Técnica holandesa proporciona bem-estar animal e aumento de produtividade pecuária


Uma técnica desenvolvida nos Países Baixos (popularmente conhecido como Holanda) leva em conta o bem-estar animal e, de forma personalizada, os gargalos em cada propriedade com o objetivo de aumentar a produtividade pecuária. Trata-se da metodologia Cowsignals (sinais da vaca, em tradução livre).

Cada vez mais adotada no Brasil, está diretamente inserida no conceito de sustentabilidade. O gerente de Bovinos da Auster Nutrição Animal, Wiliam Tabchoury, destaca que a metodologia costuma ser bem-sucedida na produção de bovinos de leite e de corte.

Assim, a técnica é baseada em seis fundamentais fatores que interferem, diretamente, na produtividade: alimentação, água, ventilação, iluminação, espaço e descanso.

“A metodologia é prática e científica e identifica os gargalos que podem ser trabalhados e, além disso, priorizar as ações onde elas podem ter mais resultado”.

Nesta linha, Tabchoury aconselha o pecuarista a identificar e a investir em três pontos prioritários que mais são deficitários em sua propriedade para, só então, investir nos outros três.

Identificação de problemas na alimentação

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Foto: Plínio Queiroz/Canal Rural

O gerente de bovinos esclarece que um dos pontos mais críticos entre os seis gargalos da técnica Cowsignals é a alimentação do animal. Isso porque não basta que a dieta seja bem equilibrada, é preciso se assegurar que o animal ingira os nutrientes necessários.

“O ventre do animal, a barriga, [é um desses indicativos], se ela estiver estufada é uma medida de como esse animal ingeriu na última semana. Se a barriga estiver com o rúmen vazio, ela não ingeriu nas últimas 24 horas. Se a barriga estiver ‘chupada’, o animal não vem se alimentando bem na última semana”.

Neste ponto, a avaliação do escore corporal serve para entender a forma como o animal vem se alimentando nos últimos meses.

“O animal que está mais gordo, está recebendo uma dieta superior à demanda nutricional dele, então seria necessário retirá-lo do lote para ter a dieta ajustada. O mesmo vale para o animal que está muito magro. […] Veja que isso acontece com a mesma dieta que está disponível no coxo porque existem outros fatores que interferem na ingestão e, obviamente, no desempenho do animal”.



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Milei é denunciado por escândalo da criptomoeda $Libra


A iniciativa do presidente da Argentina, Javier Milei, ao promover o lançamento de uma criptomoeda por uma empresa privada desencadeou uma nova crise política no país, forçando-o a anunciar uma investigação contra si mesmo.

O episódio que parte da imprensa argentina está tratando como o “cripto gate” envolve a suspeita de funcionários do governo federal, incluindo o próprio presidente, em supostas irregularidades envolvendo a criação da $Libra, uma criptomoeda que, segundo Milei, ajudaria a financiar pequenas empresas e empreendimentos argentinos.

As críticas e as reações à iniciativa de Milei se avolumaram depois que o presidente argentino publicou, nas redes sociais, um texto de apoio ao projeto Viva La Libertad, que é encabeçado pelo lançamento da $Libra.

Assim que o presidente tornou público seu apoio à iniciativa, o valor do ativo digital disparou, valorizando-se exponencialmente. Os poucos detentores da criptomoeda começaram então a vendê-la, com lucros altíssimos. Porém, o valor da $Libra voltou a cair tão logo especialistas e oposicionistas a Milei começaram a apontar o risco de fraude no empreendimento.

A primeira reação do presidente argentino foi apagar a publicação promocional de sua conta no X (antigo Twitter), substituindo-a por uma nova mensagem na qual afirmava não ter nenhum vínculo com o “suposto empreendimento privado”, do qual não conhecia os “pormenores”.

O esclarecimento não conteve a escalada da crise, a ponto do jornal La Nacion, um dos mais influentes do país, noticiar que o “escândalo $Libra abriu uma caixa de Pandora”, com acusações de que pessoas próximas a Milei teriam pedido vantagens pessoais a empresários em troca de franquear o acesso ao presidente argentino.

Pressionado, o governo argentino anunciou duas medidas. Em uma nota oficial divulgada neste sábado (15), a equipe de Milei informou que o presidente determinou ao Gabinete Anticorrupção que apure se algum membro do governo nacional, incluindo ele mesmo, agiu de forma imprópria.

Além disso, Milei informou que será criada, no âmbito da própria presidência, uma força-tarefa composta por representantes de vários órgãos e organizações interessadas no tema para que avaliem o projeto Viva La Libertad, a $Libra e todas as empresas ou pessoas envolvidas com a iniciativa.

Ainda na nota, a equipe de Milei esclarece que o primeiro contato do presidente com os representantes da empresa responsável pela $Libra aconteceu em 19 de outubro de 2024, durante um encontro no qual os empresários comentaram a intenção de “desenvolver um projeto para financiar empreendimentos privados na Argentina utilizando  tecnologia blockchain”. O encontro, público, foi devidamente registrado na agenda de Milei, segundo sua equipe.

Cerca de dois meses e meio depois, em 30 de janeiro deste ano, por sugestão dos mesmos empresários, Milei se reuniu com o sócio do empreendimento que forneceria toda a infraestrutura tecnológica necessária.

“Finalmente, nesta sexta-feira, o presidente [Milei] compartilhou uma publicação em suas contas pessoais comunicando o lançamento do projeto, tal como faz cotidianamente em relação a muitos empreendedores que querem lançar um projeto para criar empregos e investir na Argentina”, acrescenta, na nota, a equipe do chefe do executivo da Argentina, reafirmando que ele não participou da criação e do desenvolvimento da criptomoeda.

“Frente as repercussões [negativas] que o anúncio do projeto gerou, para evitar qualquer especulação e para não dar mais publicidade [à iniciativa], [o presidente argentino] decidiu eliminar a publicação [de sua conta pessoal no X]”, finaliza a equipe presidencial, garantindo que todas as informações sobre o assunto que forem reunidas pelo Gabinete Anticorrupção e pela força-tarefa que será criada serão encaminhadas à Justiça, “para que esta determine se alguma empresa ou pessoa vinculada ao projeto cometeu algum delito”.

Na manhã deste domingo, representantes de duas organizações sociais (Observatório do Direito à Cidade e Movimento A Cidade Somos Nós Que A Habitamos) e de um partido político (Unidade Popular) ingressaram na Justiça com uma denúncia contra o presidente argentino, a quem acusam de ter prejudicado a mais de 40 mil pessoas ao se associar a um esquema que, segundo os denunciantes, teriam causado um prejuízo da ordem de US$ 4 bi.



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‘Superenzima’ pode transformar resíduos em biocombustível



Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) divulgaram nesta quinta-feira (13), na revista Nature, o processo e potencial de um biocatalisador isolado a partir de bactérias do solo brasileiro, chamado de CelOCE (do inglês Cellulose Oxidative Cleaving Enzyme).

As amostras são de áreas normalmente cobertas por bagaço de cana-de-açúcar, e as bactérias analisadas não tiveram uma “fase de laboratório” de seleção e criação.

A pesquisa foi desde a bioprospeção, quando se encontraram os microorganismos com potencial, até a produção da enzima em escala industrial, na planta-piloto do CNPEM.

Pequenas enzimas

A CelOCE é uma enzima muito pequena, composta por 115 aminoácidos, o que a torna mais simples de alterar em laboratório do que o tipo de enzima usada atualmente. Essa “flexibilidade” é um dos motivos que a faz ser tratada pela equipe do CNPEM como um avanço, com potencial de mudar a cadeia de produção baseada em biomassa, e pode ser usada em combustíveis, em produtos obtidos por petroquímicos, como plásticos, ácidos orgânicos e outras moléculas.

Dados sob condições industriais mostraram que, ao ser usada junto com enzimas já utilizadas na indústria, a CelOCE aumentou em até 21% a quantidade de glicose liberada a partir de resíduos vegetais.

Ela funciona acelerando a quebra da celulose por desconstrução, etapa necessária para produzir energia no processo de construção de bioquímicos. “Essa descoberta muda o paradigma da degradação da celulose na natureza e tem o potencial de revolucionar as biorrefinarias”, explicou o pesquisador do CNPEM Mario Murakami, responsável por liderar os estudos.

A enzima já teve seu pedido de registro de patente depositado e está em licenciamento para uso industrial. O uso no setor produtivo pode começar entre um e quatro anos após o licenciamento, dependendo da tecnologia aplicada em seu desenvolvimento.

Encontrar as bactérias não foi um acidente, mas parte dos resultados do programa de mapeamento genético da vida microbiana da biodiversidade brasileira, realizado pelo CNPEM com parceiros nacionais e internacionais, como o que isolou compostos com potencial para uso médico em bactérias de uma unidade de conservação na Amazônia.

Essa descoberta teve parcerias com o Instituto Nacional de Pesquisa para Agricultura, Alimentos e Meio Ambiente da França (INRAE, da Universidade Aix Marseille), e com a Universidade Técnica da Dinamarca (DTU).



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Viu esta? Touro sindi é a melhor opção para cruzar com novilhas F1 angus x nelore a pasto?



Com o touro sindi, a escolha da terceira raça para cruzamento com novilhas F1 angus x nelore é uma decisão estratégica para pecuaristas que buscam otimizar o ganho de peso e a adaptabilidade dos animais em regime de pastagem.

A reportagem, originalmente escrita pelo jornalista Fábio Moitinho, foi a mais lida do Giro do Boi, programa que vai ao ar diariamente na tela do Canal Rural. Assista ao vídeo abaixo e confira as recomendações:

No quadro “Giro do Boi Responde”, o zootecnista e especialista em cruzamento industrial Alexandre Zadra esclareceu a dúvida do produtor Eliezer Cardoso, do Sul da Bahia, que considera utilizar o touro sindi sobre essas novilhas para produzir animais de ciclo terminal.

O touro sindi pode ser uma alternativa interessante, pois contribui com heterose, adaptabilidade e rusticidade.

Como é um zebuíno de menor porte, quando cruzado com a F1 angus x nelore, gera bezerros bem adaptados, com bom peso na desmama e fêmeas que podem ser utilizadas como matrizes.

Além disso, a carne produzida pode ser valorizada em programas de qualidade, como o 1953 da JBS, que premia animais jovens e bem acabados.

Outras alternativas

Apesar das vantagens do sindi, Zadra explica que há opções que podem maximizar a complementariedade genética e aumentar o rendimento da produção:

  • Caracu: uma excelente escolha, pois oferece bom ganho de peso, adaptabilidade ao calor e animais com pelo curto, ideais para sistemas a pasto. Além disso, a carne dos tricross caracu pode receber prêmio em programas de qualidade.
  • Outro zebuíno de maior porte: se o objetivo for produzir bezerros com maior peso e rendimento de carcaça, raças zebuínas como tabapuã ou brahman também podem ser opções interessantes.

Independentemente da escolha, o especialista reforça que a decisão deve considerar o tamanho da fêmea F1, o sistema de engorda e as condições climáticas e de manejo da propriedade.

O cruzamento bem planejado pode resultar em animais precoces, produtivos e com alto valor de mercado, otimizando a lucratividade do pecuarista.

Tem dúvidas? Envie sua pergunta

Você também pode obter resposta à sua pergunta sobre qualquer dúvida que tiver na fazenda.

Envie para o quadro Giro do Boi Responde no link do WhatsApp do Giro do Boi, pelo número (11) 93310-7346 ou ainda pelo e-mail [email protected].



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produção de ‘limão-tahiti’ no Semiárido rende 17 toneladas por hectare


A limeira ácida tahiti (popularmente conhecida como limão-tahiti) tem ganhado destaque no semiárido nordestino, especialmente no Vale do São Francisco, como uma alternativa promissora para os fruticultores da região.

Por meio de um convênio entre a Embrapa Semiárido e a Eletrobras, foram implantadas áreas demonstrativas de 0,5 hectare em propriedades de agricultura familiar no município de Casa Nova, na Bahia.

A iniciativa, que também conta com o apoio da prefeitura, busca demonstrar o potencial da cultura e incentivar sua adoção por pequenos produtores.

Pesquisas indicam que a limeira ácida tahiti se adapta bem às condições climáticas locais, produzindo frutos de alta qualidade, mediante o uso de técnicas de manejo mais simples em comparação com outras espécies cítricas.

“Estamos trabalhando para que essas áreas sirvam como vitrine tecnológica. Os resultados observados até agora mostram que a cultura pode ser uma excelente opção para a diversificação de renda no Semiárido”, afirma a pesquisadora Débora Bastos, da Embrapa Semiárido.

Interesse pela cultura tem crescido

A limeira ácida tahiti se destaca pela rusticidade e facilidade de manejo, possibilitando sua adoção tanto por grandes produtores quanto pela agricultura familiar, contribuindo para a diversificação da produção regional.

Nos últimos anos, o interesse pela cultura cresceu, impulsionado pela crise enfrentada por outros estados produtores de citros, como São Paulo e Minas Gerais, devido ao greening (HLB), doença que tem dizimado pomares no país.

De acordo com Bastos, o clima do Semiárido oferece um ambiente menos propício para o desenvolvimento do greening e outras doenças, garantindo maior segurança fitossanitária. Isso, aliado à qualidade dos frutos, torna a região atrativa para os mercados interno e externo.

Produtividade da limeira ácida tahiti

Limão TahitiLimão Tahiti
Foto: Vinícius Braga

Com o uso do manejo adequado e da irrigação por gotejamento, a limeira ácida tahiti tem alcançado altos índices de produtividade no Semiárido. Em uma área experimental de 0,5 hectare, cultivada com a cultivar copa Cnpmf 02 e o porta-enxerto San Diego, foram colhidas 341 caixas de 25 kg entre setembro de 2024 e janeiro de 2025, totalizando 25,52 kg por planta e 17 toneladas por hectare.

Os dados econômicos também empolgam: a receita bruta em 0,5 hectare alcançou R$ 29 mil, com preços variando entre R$ 70 e R$ 100 por caixa. “Isso demonstra o grande potencial da cultura para agricultores da região”, destaca a pesquisadora.

Além disso, o escalonamento da produção possibilita atender às épocas de maior demanda e melhores preços, como entre agosto e novembro. Essa estratégia amplia as oportunidades de comercialização, tanto no Brasil quanto no exterior.

Parcerias que geram resultados

Um dos produtores do município de Casa Nova beneficiados pelo projeto é Domingos Castro. Em sua propriedade, foram plantadas 300 mudas da limeira ácida tahiti.

Para ele, a parceria com a Embrapa tem sido fundamental para ampliar o conhecimento técnico e melhorar a condução da cultura.

“Quando você tem o apoio de profissionais dedicados e competentes como os da Embrapa, Eletrobras e os técnicos da prefeitura, o retorno é praticamente garantido”.

Castro ressalta que, financeiramente, a limeira ácida tahiti é uma cultura promissora. “Uma das principais vantagens do cultivo do tahiti é a regularidade do retorno financeiro: toda semana há uma renda, o que ajuda bastante na gestão da propriedade.

Ele explica que, em comparação com outras culturas, como a manga, que exige um tempo maior para começar a gerar retorno, o “limão tahiti” apresenta uma vantagem.

“Assim que começa a produzir, você tem uma safra e um pico de produção. Depois, com as plantas adultas, a produção se mantém constante, garantindo uma entrada semanal de recursos”, destaca.

Para a pesquisadora Débora Bastos, transferir tecnologias adaptadas à região é um dos focos de atuação da Embrapa Semiárido.

“Por meio de projetos como o Eólicas de Casa Nova, buscamos fortalecer a sustentabilidade da produção agrícola, criando oportunidades e gerando renda para os produtores locais. O cultivo da limeira ácida tahiti é uma dessas alternativas promissoras que queremos incentivar”, ressalta a pesquisadora.

Sob supervisão de Victor Faverin



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Frente fria traz chuva de 100 mm e onda de calor supera 40°C: a semana promete! Confira



A semana entre 17 e 21 de fevereiro será marcada por chuvas intensas nas regiões Sul e Norte , além de uma onda de calor no Sudeste e Centro-Oeste.

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e uma frente fria estacionária influenciam as condições climáticas nas diferentes regiões do país.

Confira a previsão do tempo para o período, com dados da Climatempo e análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Sul

Uma frente fria continua atuando sobre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, provocando chuvas acima de 100 mm e temporais ao longo da semana. Os volumes elevados ajudam a repor a umidade do solo e a recuperar as lavouras, mas inviabilizam os trabalhos em campo.

No sul do Paraná, a chuva pode acumular 50 mm, garantindo boas condições para o desenvolvimento das lavouras. No norte do estado, os volumes serão menores, em torno de 20 mm, reduzindo o estresse hídrico das plantações. Há previsão de rajadas de vento superiores a 70 km/h e queda de granizo, com risco de danos a estruturas.

Sudeste

A onda de calor persiste na região, com temperaturas acima de 40 °C no interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-norte de Minas Gerais.

As pancadas de chuva serão passageiras e isoladas, com 20 a 30 mm no sul de São Paulo e regiões próximas ao Paraná, podendo vir acompanhadas de rajadas de vento de até 50 km/h.

No nordeste de Minas Gerais e no Espírito Santo, há previsão de trovoadas no fim da tarde, favorecendo a umidade para os cafezais. No restante da região, o tempo seco acelera os trabalhos em campo, mas exige atenção com a baixa umidade do ar, inferior a 30%.

Centro-Oeste

A semana será quente e seca em Goiás, centro-norte de Mato Grosso do Sul e leste de Mato Grosso, com chuvas de apenas 5 a 10 mm, favorecendo a colheita da soja e o plantio do milho safrinha.

No oeste de Mato Grosso, a precipitação será maior, entre 60 e 70 mm, desacelerando as operações agrícolas. No sul de Mato Grosso do Sul, a chuva retorna com 50 mm, e há risco de rajadas de vento intensas.

Apesar das chuvas irregulares, a semeadura da safra de algodão 2024/2025 será finalizada em Mato Grosso e Goiás.

Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical provoca chuvas intensas no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, com acumulados superiores a 70 mm. A umidade favorece o desenvolvimento das lavouras, mas prejudica a semeadura do algodão no Maranhão.

Nos estados de Pernambuco, Sergipe, Alagoas e centro-leste da Bahia, pancadas de chuva de 10 a 20 mm devem melhorar as condições para os produtores. No restante da Bahia, o tempo firme favorece a realização dos tratos culturais.

Norte

A ZCIT também mantém chuvas fortes no Amapá, Pará, Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia, com volumes acima de 100 mm.

Os altos acumulados dificultam a semeadura da safra de verão, além de aumentar os riscos de doenças fúngicas nas lavouras e proliferação de parasitas no gado em confinamento. Apesar do volume de chuva, os níveis dos rios seguem abaixo do esperado para o período, mas ainda garantem a navegação fluvial.



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produtores familiares quadruplicam produtividade de robustas amazônicos


O cultivo de variedades de café clonal conhecidas como robustas amazônicos, associado a outras tecnologias recomendadas pela Embrapa, tem possibilitado lavouras mais produtivas e grãos de qualidade em propriedades rurais familiares da Amazônia.

Produtores do Acre, Rondônia, Amazonas e Roraima têm conseguido quadruplicar a produção, em relação a cultivos seminais, saindo de uma produtividade de 20 a 30 sacas de 60 quilos de café em grãos por hectare para até 120 sacas. Esse resultado garante mais renda e qualidade de vida para as famílias rurais.

Os cafés robustas amazônicos são cultivados há décadas na Amazônia e, nos últimos dez anos, ganharam visibilidade no mercado e a preferência dos cafeicultores da região. A atividade iniciou com agricultores de Rondônia e se expandiu entre produtores de outros estados, que passaram a renovar antigos cafezais seminais e implantaram novos plantios com variedades clonais.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Acre Aureny Lunz, os cafés seminais apresentam alta variabilidade genética, fator que limita a produção e torna a cultura pouco competitiva.

“Já os cafés clonais robustas amazônicos, além de altamente produtivos, proporcionam maturação uniforme, essencial para obtenção de grãos de qualidade, e o uso de variedades precoces ou tardias permite planejar a colheita. Esses materiais genéticos, aliados a tecnologias de manejo, conferem à cafeicultura expressiva capacidade de gerar renda e agregar valor à produção familiar e elevam o potencial de transformação da cultura, ainda mais visível na vida de pequenos produtores”, destaca.

Salto na produtividade

De acordo com Enrique Alves, pesquisador da Embrapa Rondônia, a cafeicultura na Amazônia evoluiu de um modelo quase extrativista para uma produção tecnológica sustentável. A atual média de produção de estados como Acre (45 sacas por hectare) e Rondônia (52 sacas), em nada lembra a produtividade de um passado recente, que raramente superava 10 sacas por hectare.

“Alcançamos avanços significativos na cultura e dispomos de tecnologias que possibilitam aproveitar todo o potencial agronômico dos clones de cafés robustas amazônicos e elevar a produção. Por isso, é comum encontrar propriedades familiares com produtividade de 120 a 150 sacas de café por hectare e algumas lavouras superam 200 sacas”, ressalta o pesquisador.

O agricultor Wanderlei de Lara, morador de Acrelândia, principal polo de produção de café do Acre, plantou os primeiros clones de robustas amazônicos em 2016, depois de conhecer, junto a outros produtores, a experiência de cafeicultores de Nova Brasilândia, em Rondônia. Ele conta que esses cafés possibilitaram um salto na produtividade, resultado da qualidade genética dos materiais clonais e adoção de práticas adequadas de manejo e irrigação das lavouras.

“Saímos de 20 sacas de 60 quilos, com os cafés seminais, para 100 sacas por hectare. Na safra de 2024 produzimos 120 sacas por hectare, comercializadas entre R$ 1.200 e R$ 1.300, cada”, relata o produtor, informando que o retorno econômico na atividade possibilitou modernizar a produção e a infraestrutura da propriedade.

“Hoje, vendemos o nosso café todo torrado e moído, pronto para ser embalado. Minha família tem melhores condições de trabalho e uma vida mais confortável, graças à cafeicultura clonal”, enfatiza Lara, que também investe na produção de café fermentado, produto vendido pelo dobro do preço do café em coco.

Negócio familiar rentável

No Juruá, uma das regionais do Acre, o café é cultivado há mais de duas décadas, mas a produção ganhou força a partir de 2021, com a criação da Cooperativa dos Cafeicultores do Vale do Juruá (Coopercafé), iniciativa que reúne 92 produtores familiares e incentiva o uso de clones robustas amazônicos em pequenas propriedades.

Na propriedade do agricultor Romualdo da Silva, em Mâncio Lima (AC), a produção chama a atenção pelo vigor do cafezal e os resultados alcançados possibilitaram a criação do café Vô Raimundo, já disponível em mercados locais.

“Somente com o uso de clones adequados, manejo nutricional baseado nas necessidades das plantas e um sistema de irrigação eficiente, a cultura evoluiu. Produzimos 120 sacas de grãos em uma área de 1,2 hectares, um desempenho produtivo excelente. Com o apoio da cooperativa, adequamos a propriedade para um processo de produção que vai do campo à xícara e transformamos a atividade em um negócio familiar rentável. Ver o nosso café nas prateleiras de supermercados é a realização de um sonho”, declara o agricultor.

Para a agrônoma da Secretaria de Agricultura do Acre (Seagri), Michelma Lima, a cafeicultura é uma atividade em expansão na Amazônia, processo fruto de investimentos em tecnologias.

“No Acre, o aumento da área cultivada e da eficiência produtiva na cafeicultura é prioridade do programa de fortalecimento da produção agrícola do estado. Além de excelentes ganhos no rendimento dos cafezais, o acesso dos produtores a clones adaptados à região e à assistência técnica continuada reduz custos na produção”, avalia.

Café robusta amazônicoCafé robusta amazônico
Foto: Rafael Rocha/Embrapa

Cafeicultura gera turismo rural sustentável

Outro exemplo de como a cafeicultura tem ajudado a transformar a produção familiar e a vida no campo é a família Bento, de Cacoal (RO), que mantém uma produtividade de 100 sacas de café por hectare, desempenho que gera renda para cinco famílias no Sítio Rio Limão.

O trabalho compartilhado e os investimentos em tecnologias de cultivo e para melhoria da qualidade dos grãos tornaram a propriedade uma referência em cafés robustas amazônicos de excelência e em turismo rural sustentável na Amazônia.

O produtor Ronaldo Bento afirma que a colheita no tempo certo e os processos de secagem e fermentação bem orientados, além de procedimentos adequados no armazenamento, transformaram o perfil sensorial dos grãos, resultando em um café especial, premiado em concursos estaduais e nacionais. A qualidade e notoriedade do produto chamou a atenção de turistas e, nos últimos cinco anos, a propriedade já recebeu visitantes de mais de 20 países.

“Atendemos cerca de dois mil turistas por mês, que buscam conhecer as lavouras e o processo produtivo e degustam um típico café colonial. Vendemos uma média de 200 quilos de café por semana, somente na propriedade. Cada embalagem com 500 gramas de café comum ou 250 gramas de café gourmet custa 25 reais. Além disso, nosso café abastece mercados locais e de outros estados. Produzir café está no nosso sangue. Não imagino minha família em outra atividade”, enfatiza Bento.

Café indígena

Os cafés robustas amazônicos também são cultivados em diferentes terras indígenas e se destacam como vitrine da sociobioeconomia amazônica. Em Rondônia, o “Projeto Tribos”, iniciativa do Grupo 3 Corações, apoiada pela Embrapa, implementa um modelo de produção sustentável que gera renda para cerca de 150 famílias, de oito etnias que habitam as terras indígenas Sete de Setembro e Rio Branco.

“O trabalho se baseia na transferência de tecnologias que preconizam a preservação das florestas, o protagonismo indígena e a qualidade da produção. Entre os resultados alcançados está um café especial, produzido por uma família Suruí, avaliado com nota 100, máxima pontuação atribuída a cafés robustas em premiações, no mundo”, explica o pesquisador Enrique Alves.

Em Roraima, a produção de robustas amazônicos envolve agricultores de diferentes municípios, incluindo indígenas da comunidade Kauwê, na Terra indígena Raposa Serra do Sol, localizada em Pacaraima, onde os primeiros cafezais foram implantados em 2020, com apoio da Embrapa.

Idauto Pedrosa Lima cultiva 10 variedades desses cafés, com a participação de toda a família, e o rigor na atividade, especialmente na colheita, seleção e torra dos grãos, resultou em um café indígena com qualidade aprovada por consumidores de diversas partes do mundo.

“Testamos a bebida com a comunidade e a aceitação foi muito positiva. A partir desse resultado, buscamos um nome e uma identidade visual que refletissem a sua origem e batizamos o produto de Café Uyonpa (‘café família’ na língua Macuxi). A produção é vendida para turistas que visitam a Terra Indígena e pela internet e gera uma renda média mensal de R$ 4 mil. Queremos expandir o cultivo e aprimorar ainda mais a produção porque acreditamos que com a cafeicultura podemos melhorar a vida da família e garantir um futuro próspero para filhos e netos”, declara o agricultor.

O analista da Embrapa Roraima, Lourenço Cruz, que acompanha as atividades na Terra Indígena, considera o apoio às famílias indígenas essencial para viabilizar uma atividade econômica sustentável. “Os produtores são comprometidos com a produção de café de qualidade e já estão gerando renda para suas famílias. O projeto tem potencial para ser replicado em outras comunidades indígenas de Roraima”, afirma.

Aproveitamento de áreas degradadas

Segundo o pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental (AM) Edson Barcelos, o cultivo de cafés clonais no Amazonas começou há pouco mais de uma década e tem se tornado uma alternativa para o aproveitamento e conversão de áreas alteradas em espaços produtivos.

“A cafeicultura é uma importante atividade econômica para dez municípios amazonenses; a maioria dos cultivos tem até dois hectares e predominam clones Robustas Amazônicos”, destaca.

No município de Silves (AM), a atividade teve início, a partir de 2015, com Unidades de Referência Tecnológica (URTs) implantadas com apoio da Embrapa, na área da Associação Solidariedade Amazonas (ASA), na estrada da Várzea.

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A família Lins, uma das primeiras a aderir à parceria, passou a colher dez vezes o que produzia com o café seminal. Além de boa produtividade e qualidade diferenciada, a atividade, realizada somente em áreas de capoeira, permite conservar a floresta em pé.

Conciliar produção de qualidade e conservação ambiental rendeu à família o prêmio Florada Premiada, na categoria Campeãs Regionais Canéfora, em 2024. Para a matriarca Maria Karimel Lins (a dona Vanda), a conquista é resultado do conhecimento adquirido em capacitações sobre diferentes aspectos da cafeicultura.

“Melhoramos procedimentos de colheita, pós-colheita e os cuidados para manutenção da qualidade dos grãos”, relata a produtora, que acredita que a premiação pode inspirar outros agricultores a valorizar a qualidade e o meio ambiente na produção de café.



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Musk anuncia novo chatbot de IA e promete ser o ‘mais inteligente do mundo’



O bilionário dono da Tesla, Elon Musk, disse neste domingo (16) que lançará a terceira geração de seu chatbot de inteligência artificial (IA), o Grok 3, na segunda-feira (17).

Em publicação no X, rede social de sua propriedade, ele prometeu que a ferramenta será a “mais inteligente do mundo”.

O anúncio acontece em uma crescente concorrência de empresas no mercado de tecnologia, também de olho no ChatGPT, da Open IA, e na chinesa DeepSeek.

Na última semana, também na China, o Baidu afirmou que planeja disponibilizar seu chatbot de IA, Ernie Bot, gratuitamente para usuários de desktop e dispositivos móveis.





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Tarifas de Trump e os impactos na economia mundial



O anúncio de novas tarifas de importação por Donald Trump reacendeu preocupações sobre o protecionismo americano e seus efeitos no comércio global. Entre as medidas, destaque para as taxações sobre aço e alumínio, que podem afetar diversos países, incluindo o Brasil. Mas até que ponto essas políticas realmente representam uma nova guerra comercial?

Embora algumas análises apontem que as tarifas são uma estratégia para pressionar a China, o economista Caio Augusto Rodrigues, do Terraço Econômico, avalia que o impacto no país asiático é indireto.

“Os maiores exportadores de aço e alumínio para os Estados Unidos são Canadá, México e Brasil. Além disso, esses produtos são insumos para a indústria, não bens manufaturados. Isso afetaria bem mais a China”, explica.

Rodrigues lembra que, no primeiro mandato de Trump, tarifas semelhantes entraram em vigor, mas perderam força pouco tempo depois. “Por pressão da própria indústria americana, essas tarifas de 25% foram suavizadas em questão de meses”, afirma.

Nova guerra comercial?

O uso de tarifas por Donald Trump reflete uma estratégia central de sua política comercial, a exemplo das “tarifas recíprocas” anunciadas na última quinta-feira (13). A ideia é impor taxas equivalentes às aplicadas por outros países sobre produtos americanos, como é o caso do etanol brasileiro.

Para o economista, o histórico de Trump sugere que as tarifas funcionam como ferramenta de negociação, em vez de um movimento para uma guerra comercial propriamente dita.

“Baseando-se na gestão anterior de Trump, é mais provável que isso sirva para renegociar acordos e tentar posicionar os EUA em situação mais favorável do que necessariamente uma guerra comercial”, avalia.

Ele também destaca a mudança no tom do discurso do presidente dos Estados Unidos, visto que anteriormente a promessa previa pelo menos 100% de tributação, mas o percentual diminuiu. “Esse começo de Trump II parece ter um certo desespero por entregar promessas mais do que realmente colocar questões relevantes na mesa”.

Efeitos para o Brasil

O Brasil, que tem a China e os Estados Unidos como seus principais parceiros comerciais, precisa adotar uma postura equilibrada para evitar prejuízos. 

“A melhor pedida para o Brasil é agir como o país da diplomacia dos tempos da criação da ONU: baixar a temperatura, falar em união e cooperação com os parceiros”, sugere.

O setor de commodities pode sentir os reflexos da disputa, seja pela queda nos preços devido à menor demanda externa, seja pelo aumento das exportações caso um dos parceiros decida ampliar suas compras. No entanto, Rodrigues alerta para os riscos de uma dependência excessiva de um único mercado.

“Independente de qual seja o parceiro, é sempre melhor diversificar. Aumentar a dependência é aumentar risco”, ressalta o economista.

Impacto global e no consumidor

Com o aumento dos custos de insumos produtivos, os consumidores americanos podem pagar mais caro por itens manufaturados, mesmo que produzidos internamente.

“Só trazer a indústria do mundo todo para a América não será suficiente, porque eles não conseguem produzir todo esse insumo internamente”, explica.

O efeito cascata tende a encarecer produtos ao redor do mundo, atingindo também o Brasil. “O comércio global começa a dar uma reduzida ao passo que seus custos aumentam, o que significa que o mundo inteiro vai acabar pagando mais caro em itens diversos”.

Sobre a postura protecionista do presidente dos Estados Unidos, Rodrigues acredita que dificilmente se manterá no longo prazo.

“Os EUA avançaram muito mais do pós-Segunda Guerra para cá com presença internacional do que com isolacionismo, então é difícil imaginar que essas tarifas amplas como são anunciadas ficarão para sempre”, conclui.



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