segunda-feira, maio 25, 2026

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Frente fria baixa temperatura e traz temporais; veja previsão do tempo da semana



A semana entre os dias 14 e 18 de abril será marcada por mudanças no tempo em todas as regiões do país, com destaque para a atuação de uma frente fria no Sudeste, o avanço da umidade no Centro-Oeste e o prolongamento das chuvas na região Norte.

Confira como fica o tempo em todo o Brasil, na análise do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural.

Sul

Com o avanço da frente fria em direção ao Sudeste, a chuva perde força no Sul do Brasil. A previsão é de sol entre nuvens no Rio Grande do Sul, no interior de Santa Catarina e no Paraná.

Ainda pode chover nos litorais catarinense e paranaense, mas sem a ocorrência de temporais. As temperaturas ficam mais amenas nos três estados, com mínimas entre 8 °C e 12 °C, sem risco de geadas nas áreas de baixada.

No Rio Grande do Sul, a ausência de chuva deve favorecer os trabalhos em campo ao longo da semana. Em Santa Catarina, a umidade se concentra no oeste do estado, com acumulados entre 20 e 25 mm, o que beneficia os cultivos sem prejudicar as atividades rurais.

No Paraná, a previsão é de bons volumes de chuva no centro-norte do estado, com acumulados entre 40 e 50 mm, o que contribui para a recuperação das lavouras de milho segunda safra. No centro-sul paranaense, os volumes previstos variam entre 20 e 30 mm.

Sudeste

A frente fria que avança pelo Sudeste aumenta as chances de chuva forte em São Paulo, inclusive na capital. Minas Gerais e Rio de Janeiro também devem registrar temporais, especialmente no período da tarde.

No Espírito Santo, a chuva se concentra no litoral sul, com tempo firme nas demais áreas.

A semana será marcada por maior nebulosidade nas áreas produtoras dos quatro estados, o que pode afetar o fotoperíodo das lavouras. A precipitação prevista, entre 30 e 40 mm, traz alívio para as regiões sob restrição hídrica e melhora as condições para pastagens, cafezais e as lavouras de cana-de-açúcar e milho segunda safra.

A recomendação é aproveitar os intervalos de tempo firme para a realização de tratamentos fitossanitários.

Centro-Oeste

A semana começa com fortes pancadas de chuva e temporais em Mato Grosso, com alerta para Cuiabá. Em Goiás e Mato Grosso do Sul, a previsão é de sol entre nuvens e possibilidade de chuvas isoladas.

O acumulado deve ficar em torno de 50 mm em Mato Grosso, Goiás e centro-norte de Mato Grosso do Sul, favorecendo o desenvolvimento do milho segunda safra e não prejudicando a colheita da soja.

Já no centro-sul de Mato Grosso do Sul, são esperadas chuvas mais intensas, com volumes entre 80 e 100 mm e possibilidade de rajadas de vento acima de 70 km/h entre segunda (14) e terça-feira (15).

Os temporais retornam na sexta-feira (18), com risco de alagamentos nas áreas produtoras e impacto nos trabalhos em campo.

Nordeste

Instabilidades atmosféricas devem provocar chuvas em quase todos os estados da região, com destaque para volumes mais elevados no Maranhão.

A precipitação será mal distribuída e mais concentrada no sul da Bahia, oeste baiano, sul do Maranhão e do Piauí, com acumulados entre 30 e 40 mm. Nessas áreas, a umidade deve se manter em níveis favoráveis para os cultivos.

Nas demais regiões, os trabalhos de campo devem prosseguir normalmente, com colheita da soja, do arroz e finalização do plantio do milho segunda safra.

A previsão indica retorno mais generalizado da umidade apenas na última semana de abril.

Norte

A previsão indica tempo nublado e chuva a qualquer hora no Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. No Tocantins, Pará e Amapá, a chuva deve ocorrer com maior intensidade entre manhã e tarde.

A umidade será mantida em todas as regiões, com previsão de acumulados entre 40 e 50 mm, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

A redução gradual da chuva contribui para a melhora nas condições das estradas e da logística regional.

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve manter o padrão de precipitação até o início de junho.



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China e EUA vão acabar negociando e agro do Brasil pode sair perdendo, diz especialista



Quanto mais se intensificar a guerra tarifária entre Estados Unidos e China, mais próximos esses países estarão de um acordo, o que pode afetar diretamente o agronegócio brasileiro. A avaliação é da diretora-executiva da Vallya Agro, Larissa Wachholz,

A especialista já foi assessora especial do Ministério da Agricultura para assuntos relacionados à China, durante a gestão da então ministra Tereza Cristina, e tem larga vivência no país asiático, onde morou de 2008 a 2013 e para onde volta com frequência. Deve participar, inclusive, de um evento em 23 de abril em Xangai.

A guerra comercial entre as gigantes economias se intensificou nesta semana. Neste momento, as tarifas de importação impostas à China pelo presidente dos EUA, Donald Trump, estão em 125%. Já os chineses elevaram as taxas contra os EUA a 84%. Como tal situação é insustentável, já que ambos os países têm uma economia extremamente interconectada, Wachholz avalia que em algum momento Washington e Pequim terão de conversar e firmar acordos. E o Brasil, como maior exportador de produtos agropecuários para a China, pode ser diretamente afetado.

Para ela, grãos e carnes são os principais produtos que os Estados Unidos poderiam fornecer à China – exatamente os mesmos que o Brasil exporta para lá. Por isso, recomenda “cautela” ao agronegócio brasileiro neste momento tão volátil. Embora ela não arrisque dizer quando as negociações ocorrerão, acredita que a intenção da China é sempre manter um ambiente saudável no comércio global, do qual depende enormemente, tanto para vender quanto para comprar. Por isso a tendência seria negociar.

Confira, a seguir, os principais pontos da entrevista.

China e Estados Unidos estão se sobretaxando pesadamente na guerra tarifária imposta pelo país norte-americano. Na sua visão, até onde isso pode ir e como o agronegócio brasileiro deve ser afetado?

Larissa Wachholz – Isso me preocupa muito. Acho que, quanto mais essa guerra tarifária se intensificar, mais perto Estados Unidos e China ficam de um acordo comercial. Acho ser pouco provável que a escalada tarifária dure muito tempo. Uma hora esses países terão de se sentar à mesa e conversar, já que a economia de ambos é extremamente interligada. Sob esta perspectiva, há um potencial de essa negociação, caso ocorra, ser prejudicial ao agronegócio brasileiro, na linha do que já vimos em janeiro de 2020, no acordo comercial Fase 1, assinado no primeiro mandato de Donald Trump. O acordo determinava que a China se comprometeria com compras agropecuárias dos Estados Unidos, o que não foi cumprido porque logo em seguida entramos na pandemia de covid-19, que desestruturou o comércio global. Agora, em uma “reedição” da Fase 1, eu diria que o agronegócio estar na mesa de negociações é algo fundamental. Porque não tem muito para onde correr, em termos do que a China poderia se comprometer a comprar dos Estados Unidos. Não é que a China não vá mais comprar do Brasil, mas ela terá que direcionar determinadas compras para os Estados Unidos. Sob este aspecto, não estão mais em jogo a competência, a competitividade e a produtividade brasileiras.

Em que setores o agronegócio brasileiro poderia ser mais afetado?

Wachholz – Brasil e Estados Unidos exportam exatamente os mesmos produtos alimentares, ou seja, grãos e carnes. Isso nos torna competidores pelos mesmos mercados. E, no atual cenário de guerra tarifária, e com a China figurando como o principal comprador global dessas commodities, a concorrência entre Brasil e EUA pode ser um ponto de preocupação daqui para a frente.

Nem o fato de o Brasil figurar, hoje, como principal fornecedor de grãos e carnes para a China e ser qualificado como um “parceiro confiável” pelo gigante asiático poderia amenizar eventual impacto sobre exportações do agronegócio daqui para lá?

Wachholz – Bem, em um acordo comercial, que deve acontecer, não sei se nos próximos dias ou em um ou dois anos, para que a China compre mais produtos dos Estados Unidos, o agronegócio deve entrar obrigatoriamente nesta negociação, inclusive como protagonista. Afinal, o que os americanos poderiam vender para a China? Ou são os produtos com alta tecnologia, que os chineses até querem comprar, mas os EUA não parecem querer vender por temores quanto à propriedade intelectual, defesa, etc., ou produtos agropecuários. Com commodities agrícolas é que a China poderia pender a balança mais a favor dos Estados Unidos, em um eventual acordo comercial. É o que ela já fez no acordo Fase 1, que não foi levado à frente.

Por que, na sua visão, Estados Unidos e China em algum momento vão sentar para conversar, mesmo no atual cenário de escalada tarifária?

Wachholz – Primeiro, não é do interesse dos chineses estarem permanentemente em uma guerra tarifária, já que eles são o principal parceiro comercial de 140 países. Especificamente em relação à China e aos Estados Unidos, estamos falando das duas maiores economias do mundo, e que estão muito interconectadas, interligadas. Esses dois países têm, inclusive, negócios conjuntos e triangulares – incluindo aí o Brasil, como as grandes multinacionais do agronegócio global, fornecedores de tecnologia, de sementes, de insumos. De forma geral, essas empresas são globais. Então, acho muito pouco provável que eles não cheguem a um acordo.

Em que horizonte de tempo você vê que esta conversa possa começar?

Wachholz – Depende de como é que isso vai ser feito, quanto tempo as empresas, sobretudo as norte-americanas, vão aceitar essa situação sem demonstrarem resistência. Acho que isso vai determinar quanto tempo vai durar essa situação. Vai depender da sociedade americana, como é que ela vai reagir, como ficará a percepção das pessoas em relação ao preço das coisas, a pressão inflacionária, se vai ou não ser muito forte, o tanto que as pessoas vão perceber esses aumentos de custos no dia a dia delas. Em segundo lugar, como as empresas vão se comportar, tendo em vista que elas são muito afetadas por toda essa situação, o quanto vão conseguir mostrar para a administração Trump que estão sendo prejudicadas, e talvez que indiquem caminhos no sentido de atender à demanda de industrialização, que os Estados Unidos apresentaram.

Se há a perspectiva, no horizonte, de que essas duas potências vão se sentar à mesa de negociações, por que a escalada tarifária está chegando a esses níveis de retaliação recíproca?

Wachholz – Para que um acordo aconteça você precisa que as duas partes estejam querendo fazer a mesma coisa. Então, neste momento, se os EUA aplicam tarifas à China, a China precisa responder a isso, porque senão, diante do seu público interno, ela demonstra fraqueza. Como poderia não responder? Mas reforço que em algum momento eles vão negociar. Só acredito que talvez a China não tenha outra opção, até porque EUA e China têm uma relação econômica muito interligada. Então, sim, eles teriam o potencial de se prejudicar economicamente, mutuamente. Agora a questão é, tem interesse de que isso aconteça? Não, pois a China está preocupada em seguir adiante, em continuar garantindo um crescimento mínimo para os seus objetivos de desenvolvimento econômico.

O que mudou na China desde a primeira guerra comercial com Trump para cá?

Wachholz – A situação da China hoje é muito diferente da que vimos nos primeiros anos do governo Trump. A partir da experiência da primeira guerra tarifária com os EUA, os chineses perceberam o quanto eles dependem do comércio internacional para ter uma economia saudável, continuar crescendo, tanto com importação quanto com exportações. Tanto que ela diversificou compradores e fornecedores, o que reduziu sua dependência em relação aos Estados Unidos. Se na primeira guerra tarifária os EUA eram os principais fornecedores de produtos agropecuários para a China, hoje este lugar está ocupado pelo Brasil, que tem cerca de 20% do market share com os chineses. E as importações de produtos norte-americanos pela China caiu para 7%. Já 15% de tudo o que os EUA importam vem da China. Mas mesmo que a importância dos Estados Unidos na balança comercial chinesa tenha diminuído, ainda há muita complexidade nesta relação, as taxas recíprocas aumentaram e há um emaranhado de relações econômicas que torna muito difícil prever exatamente o quanto a China vai perder com tudo isso, quais serão os setores mais afetados.



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grão de café é utilizado na indústria cosmética



O café é a terceira bebida não alcoólica mais consumida do mundo, de acordo com a International Coffee Organization (ICO). Em 2024 foram comercializadas mais de 168 milhões de sacas de 60 kg da commodity em todo o mundo, crescimento de 1,2% em relação ao ano anterior.

No entanto, o consumo vai além da xícara graças ao pioneirismo global de uma marca de cosméticos de Minas Gerais. A Kapeh utiliza a semente torrada do café em sabonetes, loções hidratantes, esfoliantes e perfumes.

Os frutos utilizados pela empresa são cultivados em Três Pontas, no sul do estado, uma das regiões mais tradicionais da cafeicultura brasileira.

“Quando a semente ainda está imatura, ela preserva uma série de ativos naturais, como antioxidantes e compostos anti-inflamatórios, que são extremamente benéficos para a pele”, diz a farmacêutica e bioquímica Vanessa Vilela, CEO da marca.

Café e beleza

A proposta de transformar a semente torrada em ingrediente estético surgiu a partir de uma pesquisa iniciada por Vanessa. Os testes comprovaram a eficácia do produto na proteção, hidratação, esfoliação e até na regeneração da pele. Agora, a empresa conta com portfólio de mais de 200 itens voltados ao corpo, rosto e cabelos.

A executiva ressalta que a flor do café também é aproveitada, mas em processo muito mais criterioso e manual, uma vez que o uso da inflorescência do cafeeiro, que floresce apenas uma vez ao ano, permanece aberta por apenas cerca de 24 horas.



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Brasil deve focar em estratégia e evitar tomar partido, diz economista da Farsul



O Brasil não deve entrar em guerra comercial, mas tentar se beneficiar dela. Essa é a avaliação do economista-chefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, ao comentar o acirramento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

A declaração foi feita em meio à escalada nas tarifas comerciais por parte das duas maiores potências mundiais. Somente nesta semana, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou dois aumentos sobre as tarifas de importação de produtos da China, com uma taxa de 145% até a atualização da reportagem. O governo chinês anunciou retaliações, com tarifas de 125% sobre os Estados Unidos.

Mais espaço para as exportações brasileiras

Sobre os possíveis benefícios para o Brasil, especialmente o agronegócio, o economista lembra que o setor de grãos brasileiro foi o mais favorecido durante o primeiro mandato de Trump, quando o republicano deu início a uma guerra comercial com a China.

Segundo Antônio da Luz, a imposição de tarifas aos produtos norte-americanos abriu espaço para o Brasil expandir sua participação no comércio internacional.

“Naquele momento, nós exportávamos 60 milhões de toneladas de soja, e os Estados Unidos, 55. De lá pra cá, o Brasil saltou para 105 milhões, enquanto os EUA recuaram para 45”, lembrou.

Brasil deve focar em ações coordenadas

De acordo com o economista-chefe da Farsul, o país deve evitar tomar partido e focar em estratégias comerciais coordenadas entre governo e setor privado. “Nós temos que criar mecanismos para entrar nesses países que estão em guerra comercial e colocar o nosso produto lá, como fizemos da outra vez”, defendeu. Ele citou entidades como CNA, Abiec, ABPA e Apex como peças-chave nesse movimento.

Antônio da Luz também reforçou que aumentar impostos é um erro, especialmente em tempos de desaceleração econômica global. “Se tem uma coisa que atrapalha o desenvolvimento econômico é aumentar a carga tributária”, afirmou.

Para o economista, o Brasil tem tudo para sair ganhando – desde que saiba usar “muito mais a inteligência do que as emoções”.



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Soja retoma fôlego em Chicago: menos tensão comercial, mais reação do mercado



A semana foi marcada por uma recuperação expressiva nos preços da soja no mercado internacional. Depois de semanas de instabilidade causadas pela guerra comercial deflagrada pelo governo dos Estados Unidos, o saldo se mostrou positivo.

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Segundo a consultoria Safras & Mercado, um movimento de compras ganhou força e garantiu uma reversão técnica em Chicago, com ganhos acumulados de cerca de 5% até a manhã desta sexta-feira, após os contratos atingirem os menores patamares em quatro meses.

A reviravolta foi impulsionada por uma decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de suspender por 90 dias a vigência de tarifas, com exceção da China. A medida reduziu a aversão ao risco entre os investidores e trouxe alívio, especialmente nas commodities agrícolas, após a União Europeia também ter recuado nas retaliações comerciais.

No entanto, Trump intensificou as medidas contra a China, elevando tarifas para 145%. Em contrapartida, Pequim anunciou tarifas de 125% sobre produtos norte-americanos. O embate acirrado levanta preocupações quanto à possível migração da demanda chinesa para a América do Sul, especialmente no segundo semestre.

USDA

Além do fator geopolítico, o relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também influenciou o mercado. Segundo o órgão, a safra norte-americana de soja em 2024/25 deve alcançar 4,366 bilhões de bushels (118,82 milhões de toneladas), com produtividade estimada em 50,7 bushels por acre – números que se mantêm iguais aos divulgados em fevereiro.

Os estoques finais foram projetados em 375 milhões de bushels (10,2 milhões de toneladas), levemente abaixo da expectativa do mercado, que era de 381 milhões. O USDA também elevou a estimativa de esmagamento de 2,410 para 2,420 bilhões de bushels. Já as exportações permanecem previstas em 1,825 bilhão de bushels.

Safra de soja

A safra mundial de soja em 2024/25 foi revisada para 420,58 milhões de toneladas, um leve recuo frente aos 420,76 milhões de março. Para o ciclo 2023/24, a estimativa segue em 396,4 milhões de toneladas. Os estoques globais finais foram projetados em 122,47 milhões de toneladas – acima da expectativa do mercado, mas ainda dentro do intervalo previsto.

No cenário sul-americano, o USDA revisou para cima a estimativa de produção brasileira para 2023/24, passando de 153 milhões para 154,5 milhões de toneladas. Para 2024/25, o número foi mantido em 169 milhões. No caso da Argentina, as previsões seguem estáveis: 48,21 milhões de toneladas para 2023/24 e 49 milhões para 2024/25.

Importações da China

Por fim, as importações chinesas também não sofreram alterações. A previsão para 2023/24 continua em 112 milhões de toneladas, enquanto para 2024/25 o número permanece em 109 milhões.



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Agronegócio da Amazônia ganha força com feira de produtos regionais


O Sebrae-AM realiza, no Mercado de Origem da Amazônia, o Empório de Agronegócio, entre os dias 15 e 17 de abril, das 8h às 19h, e pretende destacar a produção regional e impulsionar Manaus como candidata ao título de “Cidade Criativa da Gastronomia” título que será concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O Empório de Agronegócio deve atrair cerca de 1 mil visitantes e capacitar 150 pessoas, movimentando produtores rurais, agroindústrias, piscicultores e consumidores interessados em produtos da terra como frutas nativas, hortaliças, laticínios e, principalmente, pescados serão os grandes destaques da edição, que antecede a Semana Santa, período estratégico para o consumo de peixe.

Pescado amazônico será protagonista do evento

Nesta edição, o pescado regional ganha evidência com mais estandes dedicados ao tambaqui, matrinxã, filé de pirarucu e aruanã.

A decisão segue a lógica da sazonalidade, favorecendo o consumo consciente e a valorização do que é produzido de forma sustentável.

“O Empório tem como principal objetivo conectar empreendedores ao mercado consumidor. Mais do que um espaço de vendas, o evento oferece uma oportunidade única para que pequenos produtores apresentem e lancem seus produtos. É o momento perfeito para empreendedores divulgarem suas marcas, alcançarem novos públicos e realizarem vendas diretamente aos consumidores”, falou o gestor de projetos do Sebrae Leocy Cutrim dos Santos.

A feira contará ainda com aulas-show de gastronomia amazônica, abertas ao público e sem necessidade de inscrição. Nelas, chefs convidados vão ensinar receitas usando ingredientes da floresta, promovendo o uso criativo e sustentável dos produtos da região.

“Queremos incentivar os pequenos negócios a enxergarem a gastronomia como oportunidade de transformação. Com conhecimento e apoio, eles podem gerar emprego, renda e reconhecimento para a região”, acrescentou Leocy.

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Selo de Cidade Criativa da Gastronomia da Unesco

A edição da feira contará com a presença de 30 expositores apoiados pelo Sebrae Amazonas. Foto: Wellington Mamud / Sebrae/AM

Em fevereiro, Manaus foi escolhida pelo Comitê de Seleção do Governo Federal como representante brasileira na categoria Gastronomia. A decisão, que contou com a participação dos Ministérios do Turismo, da Cultura e das Relações Exteriores, envolveu mais de 20 cidades de todo o país.

Desde 2004, a Rede de Cidades Criativas promove a cooperação global entre cidades que fazem da criatividade um pilar para o desenvolvimento sustentável.

Ao pleitear o título, Manaus reafirma sua relevância cultural e econômica, evidenciada por sua culinária única e expressões criativas. A iniciativa tem apoio técnico do Sebrae Amazonas, destacando o compromisso local com a economia criativa, que impulsiona geração de empregos e transformação social.

A candidatura da cidade é embasada em critérios rigorosos da Unesco, como alinhamento aos ‘Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030’, viabilidade financeira e engajamento das autoridades locais.

“Essa oportunidade eleva Manaus a um novo patamar, destacando o impacto transformador de sua gastronomia no cenário global”, ressalta a diretora-superintendente do Sebrae Ananda Carvalho Normando Pessôa.

“Seguimos firmes na disputa, e iniciativas como o Empório Agronegócio, promovido pelo Sebrae Amazonas, reforçam ainda mais a candidatura da nossa cidade, valorizando produtos regionais e fomentando conexões entre cultura, inovação e sustentabilidade.

A conquista do selo da Unesco tem o potencial de posicionar Manaus como uma referência mundial em gastronomia criativa, consolidando seu protagonismo no mercado internacional”, finaliza Pessôa.



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Final do prêmio que reconhece geleias acontece em Brasília



Neste sábado (12), acontece a grande final do Prêmio CNA Brasil Artesanal – Geleia, com a participação do júri popular em Brasília. A degustação ocorre ao longo do dia na cafeteria Jardim Bom Demais, localizada no Jardim Botânico, próxima ao estacionamento principal do parque.

Os visitantes podem degustar e avaliar as 10 geleias finalistas, produzidas por pequenos e médios agricultores de seis estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Pará, Minas Gerais e Maranhão. Os produtos concorrem nas categorias simples e mista, e a prova acontece às cegas, sem identificação das marcas.

Após o voto do público, o concurso segue com a análise das histórias dos produtores, que também conta pontos para o resultado final. Os vencedores recebem prêmios em dinheiro, certificados e selos de qualidade.

Reconhecimento de geleias

O prêmio é promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL/SAA-SP) e o Sebrae. A iniciativa integra o Programa Nacional de Alimentos Artesanais e Tradicionais, que valoriza e profissionaliza a produção artesanal brasileira.

Desde 2019, o Prêmio CNA Brasil Artesanal contempla produtores de diversos segmentos, como queijos, salames, chocolates, azeites, cafés especiais, mel e cerveja. Neste ano, também seguem abertas as inscrições para a edição voltada ao queijo artesanal.



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Cana-de-açúcar e negro de fumo podem substituir plástico em mercado bilionário


Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) desenvolveram uma nova embalagem antiestática e sustentável, feita a partir do bagaço da cana-de-açúcar e de negro de fumo – material produzido pela combustão incompleta de carvão e outros produtos -, para proteção dispositivos eletrônicos sensíveis, como chips e semicondutores.

Esses produtos, presentes em computadores, celulares, TVs e até automóveis, têm alto valor comercial e precisam ser acondicionados em embalagens especiais para evitar danos por descargas eletrostáticas.

Chamado de criogel condutivo, o composto é feito a partir da celulose extraída de plantas e resíduos agroindustriais e é um material alternativo às espumas plásticas, derivadas de petróleo, atualmente usadas para a proteção dos componentes.

Mercado milionário

Relatório do Departamento de Comércio dos Estados Unidos aponta que o mercado global de embalagens de produtos sensíveis a descargas eletrostáticas deve atingir US$ 5,1 bilhões até 2026.

“Nosso objetivo é oferecer uma alternativa sustentável para a indústria de embalagens de produtos eletrônicos sensíveis, substituindo materiais plásticos por opções menos poluentes e de alto desempenho”, diz a coordenadora do estudo, Juliana Bernardes.

Eficiência do material

Foto: Gabriele Polezi/CNPEM

O material tem capacidade de conduzir eletricidade ajustada conforme a necessidade: em baixas concentrações de negro de fumo (1% a 5%), dissipa cargas eletrostáticas lentamente; em concentrações mais altas (acima de 10%), torna-se um condutor eficiente e pode ser usado em aplicações mais avançadas para proteger equipamentos eletrônicos altamente sensíveis.

Apesar de os custos de produção ainda não estarem precificados, o criogel condutivo tem uma série de vantagens ambientais e competitivas. Oferece maior resistência ao fogo, versatilidade e usa matérias-primas abundantes.

A celulose, por exemplo, pode ser obtida do bagaço de cana-de-açúcar e outros resíduos agroindustriais, como palha de milho e cavacos de eucaliptos. O negro de fumo, por sua vez, é usado na produção de pneus e na indústria.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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estudo mapeia segredos do sucesso de pecuaristas



Um estudo realizado Cargill identificou hábitos de sucesso de 233 pecuaristas do Brasil e de países vizinhos. As propriedades avaliadas representam um rebanho bovino superior a 2,348 mil milhões de cabeças em confinamento.

Trata-se da 9ª edição do Benchmarking Confinamento Probeef, levantamento que, neste ano, contou com o maior universo já analisado desde sua criação, segundo a empresa. Os rebanhos analisados no estudo estão localizados no Brasil, Bolívia e no Paraguai.

A grande maioria dos animais está situada no Centro-Oeste brasileiro (mais de 977 mil machos), seguido da região Sudeste (576 mil machos), contemplando todas as faixas de peso – aproximadamente 30% do mercado nacional.

Práticas de sucesso no confinamento de gado

O levantamento deste ano mostra algumas práticas de sucesso no confinamento, com a adoção de tecnologias se mostrando cada vez mais como diferencial do negócio. Entre os participantes:

  • 81,5% utilizam software específico para gestão do confinamento;
  • 50% contam com análise avançada dos dados;
  • 49% adotam sistemas individuais de rastreabilidade;
  • 37% utilizam automação no trato;
  • 35% fazem uso integrado do software ERP

“O Benchmarking Confinamento Probeef tem se tornado uma referência no mercado ao trazer insights valiosos para todos os perfis de pecuaristas. Ele contribui diretamente para uma produção mais eficiente, rentável e sustentável”, afirma André Brichi, gerente nacional de bovinos de corte da Cargill.

Nelore lidera a pesquisa

Do total analisado, 89,75% dos animais são machos, com peso de entrada médio de 374 quilos, permanência média no cocho de 108 dias e rendimento de carcaça de 55,6%. A produção apresentou uma conversão alimentar média de 6,63 kg. As principais raças analisadas foram nelore (64,27%) e anelorado (14,20%).

Nesta edição, a maioria dos participantes possui entre 1 mil e 3 mil cabeças de gado, seguida daqueles que possuem de 3 mil a 10 mil animais. O estudo também engloba confinamentos maiores, com rebanhos entre 10 mil e 40 mil cabeças.

O levantamento é realizado desde 2016 e já avaliou mais de 9,14 milhões de cabeças.



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‘Tratoraço’ na Bahia reúne produtores contra mudanças no Proagro



Cerca de 190 máquinas tomaram as ruas de Adustina, no interior da Bahia, durante o ‘tratoraço’ realizado nesta sexta-feira (11) por produtores da região da SEALBA, fronteira agrícola formada por municípios de Sergipe, Alagoas e Bahia. A região é reconhecida pela forte produção de milho.

A manifestação faz parte do movimento nacional #VamoSalvarOProagro e teve como principal alvo as recentes alterações no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), que, segundo os produtores, encarecem o seguro, reduzem a cobertura e comprometem a continuidade da produção agrícola.

As mudanças, que deveriam proteger o setor diante de perdas climáticas, vêm sendo vistas como um desamparo à classe produtora, gerando apreensão e revolta entre agricultores de diversas regiões do Brasil, que clamam por soluções urgentes e mais sensíveis à realidade do campo.

De acordo com o produtor de milho, Gleiton Medeiros, as novas regras estão tornando a atividade inviável. Na região da SEALBA, são utilizados aproximadamente 300 mil hectares cobertos pelo Proagro tradicional. Com as mudanças, as alíquotas subiram de 8% para até 23%, o que encarece de forma significativa o seguro.

Ele também criticou os critérios técnicos adotados. Com as alterações, a cobertura do seguro passou a considerar o zoneamento agrícola de risco, o que prejudica muitos municípios da região onde o risco é superior a 40%, limitando a apenas 50% do valor assegurado.

Em alguns casos, foi aplicado um fator de correção que reduz ainda mais a indenização. No município de Jeremoabo (BA), por exemplo, mesmo com uma cobertura de 40%, foi aplicado um fator de correção de menos de 20%. O produtor, portanto, paga 23% de seguro e tem direito a apenas 30% em caso de perda.

As críticas se concentram em diferentes pontos: o aumento das alíquotas do seguro agrícola, redução da cobertura da área plantada, a redução do limite de contratação do Proagro tradicional, que caiu de R$ 335 mil para R$ 270 mil, e a impossibilidade de contratar o seguro em áreas localizadas em mais de um município, o que é comum na região devido ao alto custo da terra.

Para os produtores, as novas regras desconsideram a realidade da SEALBA, onde é comum plantar em áreas arrendadas em cidades vizinhas. Essa limitação territorial representa mais um entrave para os pequenos e médios agricultores que dependem do Proagro para viabilizar a produção.

Mobilização do ‘tratoraço’

A mobilização teve a participação de autoridades locais, como o prefeito de Adustina, Juninho Professor, e o secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia, Osni Cardoso. Também estiveram presentes vereadores, lideranças rurais e representantes de mais de dez municípios afetados.

Brisa Luana Correia, presidente da Câmara Municipal de Adustina, reforçou que a luta dos produtores é legítima e necessária, e que as recentes medidas colocam em risco a produção agrícola e o sustento de milhares de famílias no semiárido baiano.

Com cerca de 300 mil hectares plantados com milho apenas na região da SEALBA, os reflexos das mudanças já são sentidos. A estimativa é de uma redução de até 50% na área plantada ainda este ano. Caso as regras não sejam revistas, a previsão dos produtores é de aumento no endividamento rural e abandono da lavoura nos próximos ciclos.

Além de Adustina, participaram do ‘tratoraço’ os produtores dos municípios baianos de Cícero Dantas, Sítio do Quinto, Paripiranga, Fátima, Jeremoabo, Pedro Alexandre, Coronel João Sá, Euclides da Cunha, Novo Triunfo e Antas, além das cidades sergipanas de Poço Verde, Poço Redondo e Carira.



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