A Defesa Civil de São Paulo alertou que a partir de quarta-feira (16) volta o período de instabilidade, com pancadas de chuva em várias regiões do estado.
A temperatura deverá manter-se estável esta segunda-feira (14) e na terça-feira (15), sem grandes ocorrências, mas com possibilidade de pancadas de chuva concentradas, principalmente nesta terça-feira.
De acordo com a Defesa Civil, apesar de até o momento não haver previsão de acumulados expressivos, a possibilidade de chuva forte localizada pode causar transtornos, como alagamentos, quedas de árvores e deslizamentos em áreas mais vulneráveis.
A partir de quarta-feira (16) uma nova frente fria vai favorecer a formação de áreas de instabilidade sobre o território paulista.
Com isso, aumentam as condições para pancadas de chuva em diversas regiões, incluindo a capital e região metropolitana.
O mercado físico do boi gordo abriu a semana apresentando, basicamente, o mesmo padrão de negócios dos últimos dias em grande parte do país.
Segundo o o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate seguem encurtadas nas principais praças pecuárias, o que sugere por negócios acima da referência média no curto prazo.
“Às vésperas do feriado prolongado de Páscoa e Tiradentes, o ritmo dos negócios tende a declinar, o que leva a crer em um maior apetite de compra da indústria frigorífica na retomada das negociações, na outra terça-feira (22). As exportações seguem em ótimo nível, também contando com melhora dos preços pagos pela carne bovina no mercado internacional”, acrescentou Iglesias.
Preços médios da arroba do boi
São Paulo: R$ 328,67 – na sexta: R$ 329
Goiás: R$ 321,25 – anteriormente: R$ 320,89
Minas Gerais: R$ 320,29 – no dia 11: R$ 320,88
Mato Grosso do Sul: R$ 322,61 – na sexta: R$ 322,39
Mato Grosso: R$ 330,61 – anteriormente: R$ 330
Mercado atacadista
O mercado atacadista abriu a semana com preços firmes para a carne bovina, e ainda em perspectiva de alta no curto prazo, em linha com o grande potencial de consumo antecipado para a primeira quinzena do mês.
O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 20,00 por quilo, o traseiro segue a R$ 26,00 e a ponta de agulha, permanece a R$ 18,00 por quilo.
Exportação de carne bovina
Foto: Freepik
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 487,535 milhões em abril (9 dias úteis), com média diária de US$ 54,170 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A quantidade total exportada pelo país chegou a 98,194 mil toneladas, com média diária de 10,910 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.965,00.
Em relação a abril de 2024, houve alta de 26,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 15,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 9,6% no preço médio.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,29%, sendo negociado a R$ 5,8513 para venda e a R$ 5,8493 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8276 e a máxima de R$ 5,8741.
Os preços dos produtos mais procurados na semana da Páscoa no país tiveram, na média, queda de 0,43% em comparação ao mesmo período do ano passado. Na Páscoa de 2024, em relação ao feriado de 2023, houve elevação de 20,2%.
Os dados, divulgados nesta segunda-feira (14), foram levantados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dos 11 produtos analisados, seis tiveram alta, e cinco, queda. A diminuição foi verificada nos seguintes itens:
Batata-inglesa (-40,5%);
Cebola (-37,6%);
Tomate (-7,6%);
Arroz (-4,1%); e
Pescados (-0,2%)
Já as elevações ocorreram nesses produtos:
Azeite de oliva (12,6%);
Ovo de galinha (13,2%);
Azeitona (13,2%);
Chocolate e achocolatado em pó (15,1%);
Chocolate em barra e bombom (18,5%); e
Alho (26,3%)
“O aumento dos chocolates acontece, dentre outros fatores, por causa da quebra na safra dos grandes players do produto no mercado internacional, como é o caso de Gana, na África. Por isso, o item disparou em nível mundial”, contextualiza a FecomercioSP, em nota.
As estimativas da entidade para as vendas na data são positivas. A projeção indica que os supermercados devem faturar 5% a mais em abril, no estado de São Paulo, em comparação com o mesmo mês do ano anterior.
“Entra nessa conta não apenas a Páscoa, mas a conjuntura marcada pelo mercado de trabalho aquecido, o crescimento da renda e a disponibilidade de crédito.”
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou cerca de 30 invasões de propriedades rurais somente em 2025, conforme levantamento da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
De acordo com o presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Congresso, o senador Zequinha Marinho, um setor que traz ao Brasil tanto retorno financeiro, com exportações, geração de renda e empregos, como o agronegócio, não pode ficar vulnerável, refém de ações que gerem insegurança jurídica.
Por conta disso, a bancada se reuniu, na última quarta-feira (9), em audiência pública, para cobrar do governo federal um posicionamento contrário às ações empreendidas pelo MST.
“É muito importante que o governo tome providências. Se tiver que fazer reforma agrária, que se compre terra e que se assente e não [se atue] da forma como se trabalha [com invasões de terra]. Isso é é inaceitável. Precisamos rever conceitos, pontos de vista, rever a questão ideológica, porque eu não entendo porque ter que invadir terra para poder, então, comprar essa terra e repassar aos futuros colonos. Não há necessidade para isso. O governo tem toda a condição de fazer isso [a reforma agrária] tranquilamente, de forma planejada, de uma maneira que não haja conflito e nem tampouco a insegurança jurídica que está provocando neste momento”, considera o senador.
Já o comentarista do Canal Rural Miguel Daoud ressalta que, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, não se tinham invasões de terra e a legislação era a mesma. “No governo do presidente Lula, por questões ideológicas, o MST, de certa forma é um braço do Partido dos Trabalhadores ou tem uma representação, acompanhando, muitas vezes, o presidente em algumas viagens, mostra que eles [o MST] estão muito à vontade. Isso mostra a leniência do governo.”
Proposta da FPA
O senador Zequinha Marinho conta que a CRA está trabalhando para priorizar projetos de lei voltados à restrição de benefícios sociais a quem participar de invasões de terra, como a suspenção do pagamento do Bolsa Família, por exemplo.
De acordo com ele, iniciativas dessa natureza estão sendo intensamente discutidas e a expectativa é que avancem. “Todos os projetos que possam criminalizar quem comete tal ação, precisamos colocar na pauta para avançar. Agora o governo, pela questão ideológica, trabalha de uma maneira diferente. Não é preciso invadir terra para que o programa de reforma agrária avance.”
Segundo o parlamentar, existem diversas formas para cadastrar pessoas que queiram trabalhar com a terra sem que elas precisem invadir propriedades.
“Temos várias alternativas de modelo para selecionar famílias sem precisar força-las a ir para um acampamento sem terra. O ministro do MDA [Paulo Teixeira] diz que hoje nós temos no Brasil cerca de 180 acampamentos [do MST]. São pessoas que, de repente, mesmo não concordando com esse tipo de ação, vão forçadamente para o acampamento para tentar ganhar uma terra. Essa estratégia é a que eu considero ruim ou péssima e a gente precisa conversar muito sobre isso para achar uma maneira civilizada de poder atender essa clientela.”
Miguel Daoud, por sua vez, diz acreditar que o modelo de assentamento estabelecido no Brasil não tem condições de dar certo porque muitas famílias levadas aos acampamentos do MST são, na visão dele, utizadas como massa de manobra e não se oferece a elas o mínimo de infraestrutura. “É preciso ser duro e dizer que invasões são crimes, independentemente das circunstâncias.”
Pressão de ONGs
Para Marinho, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Ministério dos Povos Indígenas, criados pela atual administração, foram “turbinados”, sendo que o primeiro está ao lado do MST e o segundo, dos indígenas.
“Eu sou amazônida, sou do Pará. Aqui nós temos muita pressão de ONGs, principalmente as ONGs que recebem recursos externos, [que trabalham] para segurar o avanço da produção”.
De acordo com o senador, há no estado do Pará a requisição para criação de 46 novas áreas indígenas. “Ainda bem que está em fase de requerimento e estudo. Estou preparando as lideranças, os sindicatos [rurais] para que eles entendam como é que funciona esse processo e, na hora da contestação, que é uma etapa na criação da terra indígena, poder entrar não só administrativamente mas também judicialmente para embargar o avanço disso e provar que não há necessidade de se criar uma reserva indígena até porque a gente não tem índigenas para ‘botar’ nessas terras”, salienta.
A previsão do tempo para as principais regiões produtoras de soja do Brasil indica mudanças nos próximos dias. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a retomada das chuvas deve beneficiar especialmente os produtores de milho segunda safra e as lavouras de inverno, aliviando a seca e ajudando na recuperação da umidade do solo. No entanto, ainda existem desafios, especialmente em algumas regiões.
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Atenção, produtor: chuvas exigem cautela
Nos próximos 5 dias, a previsão é de chuvas volumosas no Centro-Oeste, região de destaque na produção de soja. O aumento da umidade do solo será favorável, mas pode interferir na colheita da soja, que já está perto da finalização em algumas áreas. O excesso de umidade pode dificultar a mecanização e o armazenamento, impactando a qualidade do grão.
BA e Norte de MG: seca nas lavouras de soja
A seca continua sendo um desafio em algumas áreas da Bahia e do norte de Minas Gerais, dificultando a recuperação da umidade do solo. A falta de chuvas compromete o desenvolvimento das lavouras, especialmente nas regiões onde a soja foi semeada mais tarde e no milho segunda safra. O setor agrícola local aguarda a chegada das chuvas para evitar perdas.
Norte: precipitações trazem alívio ao Pará
No Norte do Brasil, as previsões para o Pará são positivas, com a volta das chuvas trazendo alívio para os produtores de soja que sofreram com a seca. A umidade renovada será essencial para garantir boas colheitas, especialmente nas áreas mais sensíveis. Caso as chuvas se mantenham regulares, a produtividade pode aumentar, ajudando a região a expandir ainda mais sua produção de soja.
A região Centro-Sul do Brasil encerrou a safra de cana-de-açúcar 2024/2025 (abril de 2024 a março 2025) com moagem de 621,876 milhões de toneladas, queda de 4,98% em comparação com as 654,449 milhões de t registradas na temporada anterior, informou a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), em relatório quinzenal divulgado nesta segunda-feira (14). A produção de etanol, de 34,959 bilhões de litros, foi recorde.
“Apesar da redução da moagem em comparação com a safra anterior, que já era esperada, a safra 2024/2025 registrou a segunda maior moagem na história do Centro-Sul, além de registrar um novo recorde na fabricação de etanol”, disse o diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues.
Os canaviais apresentaram queda na produtividade agrícola no Centro-Sul, após o recorde de produtividade no ciclo 2023/2024. As lavouras registraram rendimento de 77,8 toneladas de cana por hectare colhido, recuo de 10,7% na comparação com o indicador apurado na safra anterior, de acordo com o levantamento do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
O estado de São Paulo, responsável por cerca de 57,5% da moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul, apresentou queda de 14,3% (77,6 toneladas por hectare nesta safra versus 90,6 toneladas por hectare no ciclo anterior), segundo a Unica.
Nos demais estados produtores, a queda variou de 2,7% em Goiás a 12,7% em Mato Grosso do Sul.
A qualidade da matéria-prima colhida na safra 2024/2025, mensurada em kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar processada, apresentou avanço de 1,33% na comparação com o ciclo agrícola anterior, atingindo 141,07 kg de ATR por tonelada. O mix de destino da cana para etanol ficou em 51,95% na safra 2024/25.
“Esse ciclo agrícola foi marcado por uma série de desafios agronômicos, operacionais e climáticos. O estresse hídrico ao longo dos meses de desenvolvimento da lavoura afetou a produtividade agrícola e a pureza do caldo da cana-de-açúcar processada, impactando o rendimento na fabricação de açúcar”, disse Rodrigues.
“No segundo semestre de 2024, ainda tivemos a ocorrência de incêndios criminosos e acidentais em várias regiões produtoras, especialmente no estado de São Paulo, que exigiram esforços das unidades produtoras para minimizar os danos causados”, completou.
Açúcar
A produção final de açúcar atingiu 40,169 milhões de toneladas na safra 2024/2025, queda de 5,31% sobre as 42,423 milhões de toneladas registradas no ciclo passado. Segundo a Unica, 48,05% da cana foi direcionada à fabricação de açúcar.
“A produção de açúcar caiu devido à menor quantidade de cana-de-açúcar processada e, ainda, ao ligeiro aumento de 1,59 ponto percentual na proporção de matéria prima direcionada à fabricação de etanol”, afirmou Rodrigues.
Etanol
No total, as unidades do Centro-Sul produziram 34,959 bilhões de litros de etanol, um recorde histórico. Trata-se de uma alta de 4,06% em relação ao volume da safra anterior, o recorde anterior, com 33,593 bilhões de litros.
O destaque foi a produção de etanol de milho, que atingiu 8,19 bilhões de litros, avanço de 30,70% na comparação com igual período do ciclo 2023/24, representando 23,43% da produção do renovável no Centro-Sul.
Do volume total produzido, foram fabricados 12,366 bilhões de litros foram de etanol anidro, queda de 5,63% em relação ao total do último ciclo. A produção de etanol hidratado foi de 22,592 bilhões de litros, aumento de 10,27%.
Os golpes do WhatsApp, das falsas vendas e da falsa central/falso funcionário de banco foram as principais armadilhas aplicadas em clientes de bancos no ano passado, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
“Em um mundo cada vez mais digital e interconectado, a criatividade dos criminosos não conhece limites. A cada dia, novas tentativas de golpes surgem, visando enganar e prejudicar a população”, alerta a entidade.
Golpes que clientes de bancos relataram terem sofrido com maior frequência:
Golpe do WhatsApp, com 153 mil reclamações
Falsas vendas, com 150 mil reclamações
Falsa central, com 105 mil reclamações
Pescaria digital, o chamado phishing, com 33 mil reclamações
Falso investimento, com 31 mil reclamações
Troca de cartão, com 19 mil reclamações
Envio de falso boleto, com 13 mil reclamações
Devolução de empréstimo, com 8 mil reclamações
Mão fantasma, com 5 mil reclamações
Falso motoboy, com 5 mil reclamações
Golpe do Whatsapp
O golpe do WhatsApp acontece quando criminosos tentam clonar a conta de WhatsApp da vítima. A Febraban orienta a habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas”. Desta forma, é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo aplicativo.
Nesse tipo de golpe, o criminoso tenta cadastrar o WhatsApp da vítima em outro aparelho. Para obter o código de segurança que o aplicativo envia por SMS sempre que é instalado em um novo dispositivo, o falsário envia uma mensagem se fazendo passar por algum tipo de serviço de atendimento ao cliente. Nessa mensagem é solicitado o código para a vítima.
Falsa venda
No golpe de falsa venda, os criminosos criam páginas falsas que simulam e-commerce, enviam promoções inexistentes por e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp e investem na criação de perfis falsos de lojas em redes sociais.
A orientação é ficar atento a falsas promoções ou a preços praticados muito abaixo dos cobrados pelo comércio. Também é importante tomar cuidado com links recebidos em e-mails e mensagens e dar preferência aos sites conhecidos para as compras.
Falsa central bancária
Já no golpe da falsa central bancária ou falso atendente, os criminosos se passam por funcionários do banco ou empresa com a qual o cliente tem um relacionamento ativo. Geralmente, nesse contato, o estelionatário diz haver algum tipo de problema na conta ou relata alguma compra irregular.
A partir daí, solicita os dados pessoais e financeiros da vítima e orienta que realize transferências alegando a necessidade de regularizar problemas na conta ou no cartão.
Nesses casos, a Febraban orienta o cliente a sempre verificar a origem das ligações e mensagens recebidas contendo solicitações de dados.
“Os bancos podem entrar em contato com os clientes para confirmar transações suspeitas, mas nunca solicitam dados pessoais, senhas, atualizações de sistemas, chaves de segurança, ou ainda que o cliente realize transferências ou pagamentos alegando estornos de transações. Ao receber uma ligação suspeita, o cliente deve desligar, e de outro telefone, deve entrar em contato com os canais oficiais de seu banco”, diz a entidade.
Phishing
No caso do phishing, ou pescaria digital, a fraude é praticada mediante o envio de links suspeitos contendo vírus que capturam os dados pessoais das vítimas. Esse envio pode ser feita por meio de e-mails de mensagens falsas que induzem o usuário a clicar em links suspeitos.
A orientação é nunca clicar em links recebidos por mensagens e manter os aplicativos de antivírus sempre atualizados.
Falso investimento
O golpe do falso investimento geralmente é praticado por meio da criação de sites de empresas de fachada e perfis em redes sociais para atrair as vítimas e convencê-las a fazerem investimentos altamente lucrativos e rápidos. Por isso, é importante desconfiar de promessas de rendimentos ou retornos muito acima daqueles praticados no mercado.
Troca de cartão
O golpe da troca de cartão geralmente ocorre quando golpistas que trabalham como vendedores trocam o cartão na hora de devolvê-lo, após uma compra. Eles prestam atenção na senha digitada na maquininha de compra e depois fazem compras com o cartão do cliente.
O produtor rural e empresário, Odacil Ranzi, recebeu na manhã da última sexta-feira (11), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o Título de Cidadão Baiano, em sessão especial de outorga que contou com a presença de amigos, familiares e companheiros de luta pelo desenvolvimento agropecuário da região.
A homenagem, de autoria do deputado Eduardo Salles (PP), marcou a história do empreendedor, que há 45 anos investe na produção de alimentos e apoia pequenos produtores rurais.
“Com o coração cheio de gratidão subo hoje a essa tribuna para agradecer com toda humildade a concessão do Título de Cidadão Baiano, um gesto que recebo não apenas como uma homenagem, mas como um símbolo de pertencimento, de acolhimento e de reconhecimento à trajetória que construí ao longo de 45 anos nesta terra tão generosa. Sou gaúcho de nascimento, é verdade, mas sou baiano de alma há muito tempo”, disse emocionado.
O título foi entregue ao homenageado pelas mãos da esposa Ediana, e das filhas Ana Carolina, Vanessa e Lívia, juntamente com os netos.
Foto: Foto: JulianaAndrade/Agência ALBA
De acordo com a Alba, segundo o deputado, Eduardo Salles, Odacil Ranzi é diretor do Departamento do Agro na Câmara do Comércio Brasil/Portugal, já foi reconhecido como uma das 100 personalidades responsáveis pelo crescimento de Barreiras no Centenário do município; o título de Barreirense;
Também recebeu o diploma de honra ao mérito pela contribuição para a instalação da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob); o título de associado do ano pela Câmara do Comércio do Brasil; e o título de Cidadão Honorário Anjiquense.
Ele também presidiu a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), entre 2021 e 2024.
Natural de Espumoso, no Rio Grande do Sul, o produtor rural, Ranzi, chegou ao Oeste da Bahia em 1980 na esperança de prosperar em uma região, até então desconhecida. Com a vocacação pela agricultura.
Eu cheguei na Bahia no dia 3 de julho de 1980, e aqui em Luís Eduardo Magalhães tinha apenas um morador. Foi um desbravamento com muita dificuldade, porque não tínhamos estrada, não tínhamos energia elétrica, água para beber, lavar roupa, tomar banho. Era 20, 30 quilômetros de distância da onde a gente estava.”, contou Ranzi.
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As exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram US$ 15,64 bilhões em março de 2025, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em nota.
O valor é o segundo maior para o mês e 12,5% superior ao obtido em mesmo período de 2024, o equivalente a um aumento de US$ 1,74 bilhão ante os US$ 13,09 bilhões registrados um ano antes.
O setor representou 53,6% dos embarques totais do país no último mês, em comparação com 50,3% de março de 2024.
O resultado positivo da balança comercial foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento do volume exportado, de 10,2%, e da alta do índice de preços dos produtos embarcados, de 2,1%, disse o ministério.
“Esses números confirmam que estamos promovendo o crescimento do agro com responsabilidade, sustentabilidade e com os olhos voltados para novos mercados e oportunidades para produtos com maior valor agregado”, ressaltou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
Principais produtos embarcados
Os principais produtos agropecuários exportados no mês foram:
Soja em grãos (US$ 5,7 bilhões, +7%);
Café verde (US$ 1,4 bilhão, +92,7%);
Carne bovina in natura (US$ 1,1 bilhão, +40,1%);
Celulose (US$ 988 milhões, +25,4%); e
Carne de frango in natura (US$ 772,3 milhões, +9,6%)
Juntos, representaram 83,9% de tudo o que foi exportado pelo agronegócio brasileiro no último mês.
O desempenho das exportações do agronegócio de março foi puxado pelo aumento no valor exportado de soja em grãos, café verde, carne bovina in natura, celulose, carne de frango in natura, açúcar de cana, farelo de soja, algodão, suco de laranja e carne suína in natura.
O ministério ressaltou, ainda, a exportação recorde no mês de café solúvel, miúdos bovinos, óleo essencial de laranja, pimenta-do-reino e rações para animais domésticos. “São produtos que podem ganhar maior protagonismo nos próximos meses, especialmente em mercados da Ásia, Europa e América do Norte”, observou a secretaria.
Destinos das exportações
Entre os destinos, a China se manteve como a principal importadora de produtos do agronegócio brasileiro em março, seguida por União Europeia e Estados Unidos.
Os embarques brasileiros à China cresceram 13,6% em março, com as vendas externas avançando para US$ 5,7 bilhões. A China respondeu por 36,5% dos embarques de produtos agropecuários brasileiros no último mês, sendo a soja o principal produto da pauta, representando quase 80% do total exportado ao país asiático.
Importação de itens agrícolas
Foto: AEN
Em março, o Brasil desembolsou US$ 1,7 bilhão com a importação de produtos agropecuários, aumento de 10,8% ante igual mês de 2024.
Assim, os principais produtos agropecuários comprados pelo Brasil no último mês foram trigo (US$ 152,6 milhões, +21,4% em relação a março/2024); cacau inteiro ou partido (US$ 108,2 milhões, +807,1% em um ano); salmões (US$ 84,9 milhões, +5,4% em relação a março/2024); e papel (US$ 74,2 milhões, -0,5%).
“O aumento nas importações de cacau inteiro ou partido, trigo, borracha natural, uísque e óleo de dendê ou de palma foi o que mais contribuiu para a elevação nas importações de produtos do agronegócio na comparação com o mesmo mês de 2024”, destacou a secretaria na nota.
Acumulado do ano
De janeiro a março, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 37,831 bilhões, crescimento de 2,1% ante o primeiro trimestre do ano passado.
“Essa foi a maior cifra registrada para períodos de janeiro a março em toda a série”, citou a secretaria na nota técnica. Já a participação do agronegócio nas exportações brasileiras avançou de 47,7% nos três meses de 2024 para 48,9% no acumulado até março deste ano.
Juntos, complexo soja (US$ 11 bilhões), carnes (US$ 6,7 bilhões), produtos florestais (US$ 4,4 bilhões), café (US$ 4,1 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 3 bilhões), cereais, farinhas e preparações (US$ 1,9 bilhão) representaram 82,2% das vendas externas do agronegócio brasileiro entre janeiro e março deste ano.
China, União Europeia e Estados Unidos seguiram como os principais destinos, respondendo juntos por mais da metade das exportações do setor, segundo a secretaria. Países asiáticos como Vietnã, Turquia, Bangladesh e Indonésia também registraram aumento expressivo nas compras de produtos como soja, algodão, celulose e carnes”, observou a secretaria.
As importações de produtos agropecuários cresceram 11,9% nos três meses do ano em relação a igual período do ano anterior, para US$ 5,185 bilhões, equivalente a 7,7% do total internalizado pelo país no período. No primeiro trimestre deste ano, foram destaques os crescimentos das importações do complexo sucroalcooleiro, produtos florestais e lácteos.
O saldo da balança comercial do setor ficou positivo em US$ 32,646 bilhões, 2,1% acima dos US$ 32,414 bilhões de igual período de 2023.
O governo federal aumentou de R$ 2.259,20 para R$ 2.428,80 a faixa de isenção do Imposto de Renda para Pessoa Física (IPRF). Com isso, o tributo só incidirá em valores acima da nova faixa, conforme prevê a medida provisória 1.294 publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (14).
Assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a medida valerá a partir de maio (ano-calendário de 2025).
Além dessa isenção, a legislação que instituiu em 2023 a nova política de valorização do salário mínimo autoriza desconto de 25% sobre o valor de limite de isenção, no caso, de R$ 607,20. Somado aos R$ 2.824,80, o valor resulta em R$ 3.036 – equivalente a dois salários mínimos.
Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.518.
As demais faixas previstas na medida provisória publicada hoje foram mantidas. Portanto, salários com valores entre R$ 2.428,80 e R$ 2.826,65 pagarão alíquota de 7,5%. Entre esse valor e R$ 3.751,05, a alíquota aplicada será de 15%.
Salários entre R$ 3.751,06 e R$ 4.664,68 pagarão alíquota de IR de 22,5%. Acima desse valor terão alíquota de 27,5%.
Promessa de campanha
Uma das principais promessas de campanha feitas pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva foi a de, até o fim de seu mandato, em 2026, ampliar para R$ 5 mil a faixa de isenção.
Para isso, o governo federal apresentou em março ao Congresso Nacional projeto de lei que, por meio de descontos parciais para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, isenta aqueles que recebem até o valor prometido durante a campanha.