sexta-feira, maio 22, 2026

Agro

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Exportações de milho e soja pelo Arco Norte crescem 57% com avanço de ferrovias e hidrovias



As exportações de milho e soja pela região Norte mais que dobraram nos últimos anos. De acordo com o Anuário Agrologístico 2025, divulgado nesta quinta-feira (5) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume embarcado pelos portos do Arco Norte saltou de 36,7 milhões de toneladas em 2020 para 57,6 milhões em 2024 — um avanço de 57%.

Esse crescimento é atribuído aos investimentos em infraestrutura logística multimodal, com destaque para o fortalecimento das ferrovias e hidrovias na região Amazônica. A proximidade com as novas fronteiras agrícolas do Matopiba (áreas de Cerrado no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) também tem influenciado a escolha por rotas mais eficientes, como o Arco Norte.

Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, o Brasil caminha para uma nova configuração logística agroindustrial, baseada na integração de diferentes modais e na ampliação da capacidade de armazenagem nas propriedades. “Esses pilares são fundamentais para aumentar a competitividade do agronegócio no cenário internacional”, afirmou.

Em 2024, os portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e os localizados no Arco Norte concentraram 81,2% das exportações brasileiras de milho e soja. Só a região Norte foi responsável por 38% desse volume.

Destaque para os portos de Itaqui (MA) e Barcarena (PA), que registraram crescimento de 80,3% e 70,3%, respectivamente, no escoamento de grãos entre 2020 e 2024. No Maranhão, o avanço é impulsionado principalmente pelo modal ferroviário, que aumentou a agilidade e a segurança no transporte das cargas.

De acordo com o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos, o setor ferroviário vive um momento de expansão, com prorrogações antecipadas de concessões e novas políticas voltadas à participação do capital privado.

Atualmente, cinco grandes projetos estruturantes compõem o núcleo do plano ferroviário nacional:

  • Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol)
  • Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico)
  • Prolongamento da Ferrovia Norte-Sul até Vila do Conde (PA)
  • Anel Ferroviário do Sudeste (Vitória–Itaboraí)
  • Conexão da Transnordestina à malha nacional
  • Ferrogrão, com 933 km para escoar grãos do Centro-Oeste ao Arco Norte

A rede hidroviária também avança. Entre 2017 e 2025, houve aumento de 24% no número de armazéns com acesso hidroviário. A região Amazônica responde por quase dois terços do transporte fluvial brasileiro, com os rios exercendo papel logístico equivalente ao das rodovias e ferrovias.

Para acelerar esse processo, o Novo PAC prevê R$ 4,8 bilhões em investimentos nas hidrovias brasileiras. A meta é ampliar a navegabilidade e reduzir o custo logístico. Segundo a EPL e o Instituto Iema, o transporte por hidrovias reduz em até 95% as emissões de carbono em relação ao modal rodoviário e em 70% frente ao ferroviário.



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O protagonismo da soja e a influência no PIB e na economia; pesquisadora do Cepea comenta o cenário



A economia brasileira iniciou 2025 com sinal verde: o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,4% na passagem do quarto trimestre de 2024 para o primeiro deste ano. O principal motor desse avanço veio do campo. De acordo com a Agência Gov, o setor registrou alta de 12,2%, impulsionado por uma safra recorde de soja e pelo bom desempenho da produção pecuária. O setor de serviços avançou 0,3%, enquanto a indústria teve leve retração de 0,1%, considerada uma estabilidade.

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”A soja foi decisiva para esse resultado”, afirma Nicole Rennó, professora da Esalq/USP e pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). ”É o carro-chefe do PIB agropecuário, e o que acontece com a cultura geralmente se reflete nos números do setor.”

Segundo a especialista, o crescimento já era esperado desde que a Conab passou a divulgar projeções otimistas para a safra 24/25. Com clima favorável e ganho de produtividade, a oleaginosa colheu resultados robustos sem aumento proporcional no uso de insumos, o que impacta diretamente o volume medido pelo PIB.

Soja foi protagonista, mas não atuou sozinha

Embora a soja tenha sido protagonista, a especialista destaca que não foi a única responsável pelo avanço. Outras culturas agrícolas e a pecuária também registraram resultados expressivos, reforçando a expansão da agropecuária no início do ano.

Volume

A pesquisadora lembra que o PIB calculado pelo IBGE mede volume de produção, e não preços ou exportações. ”O crescimento foi resultado direto do aumento da produção. Não tem influência de preço ou câmbio nesse indicador”, explica Rennó.

Ela também chama a atenção para o chamado “efeito base”: como o PIB agropecuário teve queda em 2024 devido a quebras de safra, parte da alta registrada em 2025 reflete uma recuperação. “É um padrão típico da agropecuária brasileira: crescemos com força em anos de clima favorável, e só registramos quedas quando enfrentamos problemas climáticos.”

Perspectivas para o ano

Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade no crescimento, embora em ritmo um pouco mais moderado. ”A soja é contabilizada principalmente no primeiro semestre. Essa taxa de crescimento deve se acomodar num patamar um pouco mais baixo, mas o avanço da agropecuária deve continuar em 2025”, conclui Nicole.



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Suínos fecham maio com preços firmes



Os preços médios do suíno vivo em maio superaram os do mês anterior. É o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, as cotações estiveram firmes nas três primeiras semanas de maio na maior parte das regiões acompanhadas, sustentadas pelo tradicional aquecimento na demanda em decorrência do dia das mães. 

No encerramento do mês, porém, a procura mais fraca e o cenário especulativo em razão da gripe aviária pressionaram os valores, conforme explicam pesquisadores do Cepea. Na região SP-5 que compreende as cidades de Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba, o suíno vivo foi negociado à média de R$ 8,55/kg em maio. O valor representa uma alta de 1,5% em relação à de abril. 

Em Arapoti (PR), o avanço foi de 2,9%, para R$ 8,44/kg. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína valorizou 2,4% de abril para maio. Sendo, assim, comercializada à média de R$ 12,74/kg no último mês.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Boi gordo tem valores estabilizados frente à maior procura



A sequência de quedas nos preços do boi gordo na maior parte do mês de maio abriu espaço para estabilidade no mercado pecuário. Assim, desde a semana passada, começaram a ser frequentes os negócios com reajustes para cima, como apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

De acordo com a entidade, o interesse de compradores por animais no spot tem aumentado. Ao mesmo tempo, a oferta está mais restrita devido à resistência dos pecuaristas, que pedem valores maiores. 

Ainda conforme acompanhamento do Cepea, as escalas de abate encurtaram para cerca de uma semana. Algumas compras no início desta semana previam o embarque em um ou dois dias. 

O indicador do boi gordo Cepea/B3, referente à média diária do preço à vista no estado de São Paulo, registra o valor de R$ 307,26 para a arroba nesta quarta-feira (4), uma variação negativa de 1,22% dentro do mês de junho.

No atacado da Grande SP, o centro de pesquisas aponta que as cotações médias da carne de boi seguem estáveis, havendo melhora no ritmo de vendas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Acordo UE-Mercosul ‘comporta risco para agricultores europeus’, diz Macron



O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que o acordo entre a União Europeia e o Mercosul “comporta um risco para os agricultores europeus” e que “os países do Mercosul não estão no mesmo nível de regulamentação” que a imposta na Europa. Esse seria um entrave, na visão do presidente francês, para a assinatura do acordo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu dizendo que nenhum outro presidente no mundo defende mais o meio ambiente que ele.

Lula e Macron concederam entrevista coletiva à imprensa após reunião que tiveram em Paris nesta quinta-feira (5). Macron disse que a França “é a favor do comércio livre e equitativo” e que ele próprio defendeu “acordos que conseguimos melhorar, mas justamente por serem acordos que permitem baixar as tarifas, eles o fazem de uma maneira justa”.

“Agora, esse acordo (UE-Mercosul), nesse momento estratégico, é bom para muitos setores, mas comporta um risco para os agricultores europeus. Na Europa, por princípios que o presidente Lula e seu governo compartilham, a ecologia, reduzir emissão de CO2, proteger a biodiversidade, proibimos aos nossos agricultores utilizar esses agrotóxicos, por exemplo, (para) respeitar mais o meio ambiente. Mas os países do Mercosul não estão no mesmo nível de regulamentação. É uma discrepância. Não é uma discrepância de competitividade e de qualidade, mas uma discrepância na regulamentação”, declarou.

Macron disse ser preciso “aprimorar o acordo, trabalhar para termos cláusulas de salvaguarda, de espelho, para que nesse setor consigamos (avançar)”. O presidente brasileiro, por sua vez, disse que seu governo tem compromisso com o meio ambiente e a redução do desmatamento. Citou sua ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e fez uma brincadeira de que ela está “magrinha” de tanto trabalhar.

“Pode ter no mundo alguém preocupado com o meio ambiente igual ao meu governo, mas não tem ninguém melhor. Pode ter no mundo alguém que tem uma ministra que apanha todo dia da imprensa por tentar cuidar do país e do clima, mas não tem (ninguém) melhor que a ministra Marina. É importante que os agricultores franceses saibam que nossa agricultura possivelmente é complementar”, declarou.

Apesar do tom bem humorado em alguns momentos de sua fala, Lula foi enfático ao pedir a Macron que não haja dúvidas do compromisso do governo brasileiro com a redução do desmatamento. Citou produtos importados da França pelo Brasil que também são produzidos em solo brasileiro – e nem por isso inviabilizam o acordo com a União Europeia. “Embora o Brasil esteja se transformando em um país produtor de vinho, estamos facilitando a exportação de vinhos franceses. Embora o Brasil seja produtor de queijos, não queremos competir com os franceses. Enquanto estejamos produzindo boas champanhes, a gente não quer proibir a champanhe francesa”, declarou.

“Queria pedir ao Macron uma coisa muito séria. Não permita que nenhum país europeu coloque dúvida sobre a defesa que o Brasil faz para diminuir o desmatamento no Brasil. Vocês conhecem o território brasileiro, temos cinco biomas muito importantes, e os tratamos como nossa própria cama, queremos bem cuidados e bem preservados. Agora, é um território de 8,5 milhões de km2. Não é fácil de controlar. Meu país tinha sido quase destruído. O Ibama tinha 700 funcionários a menos do que em 2010”, afirmou.

Lula disse que “não está difícil fazer o acordo”. Afirmou que ele próprio se dispõe a conversar com agricultores franceses “para mostrar que eles vão ganhar com o acordo UE-Mercosul, estou convencido de que vão ganhar”.

Ainda afirmou que ele próprio era contra a globalização e o livre comércio em 1980, quando iniciou sua carreira política, mas foi convencido do contrário. “(Esse acordo) é uma resposta àqueles que não querem mais o multilateralismo. Nós não queremos voltar ao protecionismo. Nos 1980, me convenceram que era preciso ter livre comércio. Eu era contra. De que era preciso a globalização. Eu era contra. Depois que o Brasil entra, agora os que propuseram não querem mais porque ficamos competitivos? Isso não vale”, afirmou.



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Fávaro propõe R$ 135 milhões extras para combater crises sanitárias no agro



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, revelou que será enviada uma proposta à Casa Civil para a liberação de R$ 135 milhões de recursos extras, em meio ao avanço da gripe aviária e outras crises fitossanitárias. O objetivo, segundo ele, é reforçar a capacidade de resposta do país diante de quatro emergências sanitárias simultâneas.

De acordo com o ministro, a pasta já vinha lidando com emergências dentro das restrições orçamentárias, mas a recente contenção de recursos – que atingiu todos os ministérios – pode comprometer a continuidade das ações.

“Tivemos 53% de contingenciamento, e uma proposta de 23% até o fim do ano. Isso pode comprometer o fluxo financeiro necessário para combater essas crises”, disse ele, nesta quarta (4), em entrevista coletiva. Por isso, a pasta prepara uma medida provisória com pedido de recursos adicionais.

“Não apenas para a gripe aviária, mas também para as outras três emergências sanitárias que estamos enfrentando”, afirmou.

Além da gripe aviária, o Brasil enfrenta atualmente outros três focos de alerta: mosca-da-carambola, monilíase do cacaueiro e vassoura-de-bruxa na mandioca – todas no Norte do país.

O ministro também defendeu uma comunicação transparente dos riscos sanitários, ressaltando a importância da confiança internacional no sistema brasileiro. “Todos os países, todos os consumidores, todas as pessoas têm o direito de compartilhar dúvidas, e vocês, da imprensa, nos ajudam muito. Isso gera confiança. E com confiança, conseguimos mostrar a força do nosso sistema”, afirmou.

Segundo ele, o Brasil conseguiu conter por muito mais tempo que outros países a entrada da influenza aviária em granjas comerciais. “Quando efetivamente ocorreu, o vírus não conseguiu sair da granja. Ficou restrito, porque o sistema é muito forte”, disse.



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RS coleta amostras em frigorífico



A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) informou que realizou na última terça-feira (3) coleta de amostras em um frigorífico no município de Westfália e em aves de subsistência em Capela de Santana. De acordo com a pasta, trata-se de rotina de monitoramento contra a gripe aviária no estado.

Segundo o Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), as coletas foram realizadas pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO-RS) durante ações preventivas. Até o momento, não há confirmação de novo foco da doença, e os locais seguem sob monitoramento. As amostras estão em análise laboratorial.

A granja de origem das aves, localizada em Teutônia, também foi inspecionada e não apresentou indícios de contaminação.

A diretora do DDA, Rosane Collares, disse que as coletas são parte do protocolo de vigilância ativa e permanente mantido pela Seapi. “As equipes estão capacitadas para monitorar, investigar e responder rapidamente a qualquer suspeita. O setor produtivo também tem colaborado com responsabilidade”, destacou.

Ela afirmou ainda que o sistema de vigilância está atualmente em estado de hipersensibilidade, com número elevado de notificações para gripe aviária, o que exige atenção redobrada dos órgãos sanitários.

A Seapi e o DDA reforçam que as medidas de controle seguem os protocolos nacionais e internacionais e orientam produtores e população a manter práticas de biossegurança. Em caso de suspeita, a recomendação é comunicar imediatamente as autoridades sanitárias.

O consumo de carne de frango e ovos continua seguro, conforme ressaltado pelas autoridades.



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Tarifas dos EUA aceleram clima favorável para acordo Mercosul-União Europeia


A recente onda de medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos reacendeu a urgência de reconfigurações nas cadeias globais de comércio — e o acordo entre Mercosul e União Europeia, há anos em compasso de espera, pode finalmente sair do papel. Diante da escalada protecionista norte-americana, que ameaça produtos europeus com tarifas de até 50%, ganha força a lógica de diversificação de mercados e alianças comerciais por parte da Europa.

A União Europeia, ciente dos riscos geopolíticos e econômicos desse novo cenário, já deu um importante passo ao aprovar institucionalmente o acordo. Falta agora a ratificação pelos parlamentos nacionais dos 27 países-membros. A maior resistência vem da França, onde setores agrícolas pressionam contra o pacto temendo competição com produtos sul-americanos — notadamente da agropecuária brasileira.

Nesse contexto, a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Paris ganha contornos estratégicos. A diplomacia brasileira tem buscado construir pontes com o governo de Emmanuel Macron, tentando desfazer percepções negativas sobre o Brasil em áreas como meio ambiente, rastreabilidade e sustentabilidade no campo. Lula leva consigo não só compromissos com práticas sustentáveis, como também a narrativa de que o Brasil precisa de mercados e parceiros — não de obstáculos.

Mais do que uma coincidência, a convergência de interesses é clara: enquanto a Europa enfrenta uma ameaça comercial concreta dos EUA, o Mercosul oferece acesso a um dos mercados mais dinâmicos do mundo em alimentos, energia e matérias-primas. A assinatura do acordo seria uma resposta concreta ao isolacionismo americano — e uma sinalização clara de que o multilateralismo ainda tem força no século 21.

Além disso, o momento é politicamente oportuno. Com eleições no horizonte europeu e crises internas nos EUA, firmar um acordo ambicioso com o Mercosul permite à União Europeia demonstrar protagonismo estratégico, tanto econômico quanto diplomático.

O Brasil, por sua vez, reforça seu papel como ator global confiável e defensor do comércio livre com responsabilidade ambiental. O agro brasileiro, motor da nossa economia, pode ser o grande beneficiado com o avanço do tratado, desde que haja contrapartidas estruturais que assegurem competitividade e valorizem os produtores nacionais.

Nesse xadrez global, a pressão externa pode ser justamente o fator que faltava para que o jogo vire a favor da integração entre Europa e América do Sul. A janela de oportunidade está aberta — e o Brasil tem em mãos as cartas certas para jogar.

Miguel DaoudMiguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Lula pede que Macron ‘abra coração’ para acordo com Mercosul



Após se reunir com o presidente da França, Emmanuel Macron, nesta quinta-feira (5) em Paris, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu a hospitalidade que, segundo ele, “somente um grande amigo pode oferecer” e pediu apoio do mandatário francês para um acordo entre a União Europeia e o Mercosul.

Em entrevista coletiva, Lula lembrou que o Brasil assume a presidência do bloco sul-americano no próximo semestre, para um mandato de seis meses.

“Quero lhe comunicar que não deixarei a presidência do Mercosul sem concluir o acordo com a União Europeia”, disse, ao se dirigir diretamente a Macron.

“Portanto, meu caro, abra o seu coração para a possibilidade de fazer esse acordo com o nosso querido Mercosul”, completou Lula. “Essa é a melhor resposta que nossas regiões podem dar diante do cenário de incertezas criado pelo retorno do unilateralismo e do protecionismo tarifário.”



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Agência ambiental multa empresas que derramaram corantes que tingiram aves de azul



A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou ter multado a fabricante e a transportadoras envolvidas no vazamento de corantes que atingiu um córrego e chegou ao Rio Jundiaí, em 13 de maio. Cada empresa foi autuada em R$ 370,2 mil.

O acidente causou o derramamento de 2 mil litros de corante azul no bairro Jardim das Tulipas, em Jundiaí, no interior paulista, após uma carreta perder os freios e colidir com um poste. Peixes, aves e capivaras foram afetados e tingidos de azul.

O corante também chegou ao Rio Jundiaí, alterando a coloração da água e gerando alerta em municípios da região, que dependem dessas águas para o abastecimento.

A Cetesb orientou as ações emergenciais para conter e diluir o produto.

“Além das multas, o fabricante deverá adotar medidas de segurança para prevenir novos acidentes, incluindo sistemas de contenção e protocolos de carga e descarga, processo que será acompanhado pela Companhia”, diz a nota da empresa.



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