quinta-feira, março 19, 2026

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Senado pode votar marco temporal um dia antes de novo julgamento do STF



O Senado deve votar nesta terça-feira (9) a proposta de emenda à Constituição que institui o marco temporal para a demarcação de terras indígenas, um dia antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) retomar a análise da constitucionalidade da tese. A PEC 48/2023, apresentada pelo senador Dr. Hiran (PP-RR) e relatada por Esperidião Amin (PP-SC) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ainda não passou pelo colegiado, mas pode ir diretamente ao Plenário caso os senadores aprovem um requerimento de calendário especial.

A sessão está marcada para as 16h, com outros três itens na pauta. Se o pedido for aprovado, a PEC pode ser votada em dois turnos no mesmo dia, dispensando o intervalo de cinco dias úteis previsto no rito regimental.

STF retoma julgamento nesta quarta-feira

Enquanto o Senado acelera a tramitação da proposta, o STF volta a discutir o marco temporal nesta quarta-feira (10). Nesta fase do processo, não haverá votação: os ministros ouvirão as sustentações orais das partes envolvidas, e a data da deliberação será definida posteriormente.

O tema chegou novamente ao Supremo após uma série de idas e vindas. Em 2023, a Corte considerou inconstitucional a tese de que os povos indígenas só teriam direito às terras que ocupavam em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição, ou que estavam em disputa judicial à época. No mesmo ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o projeto aprovado pelo Congresso que buscava validar o marco temporal, veto que acabou derrubado pelos parlamentares.

Com o restabelecimento da regra pelo Legislativo, partidos como PL, PP e Republicanos acionaram o STF para manter a validade da lei. Em contrapartida, entidades indígenas e siglas governistas também recorreram à Corte para contestar novamente a constitucionalidade da tese.

O resultado do julgamento poderá impactar diretamente a tramitação da PEC no Congresso e o futuro das políticas de demarcação no país.



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O que é comida regenerativa e o que tem a ver com prato feito


Tem uma briga rolando no mundo da alimentação, mesmo que muita gente nem tenha notado ainda. No mundo de um lado, as grandes empresas fazem barulho: metas de “agricultura regenerativa”, selos verdes cheios de design, relatórios ESG brilhando, celebridades na campanha. Do outro, o produtor brasileiro levanta cedo, cuida do solo, protege a nascente, zela pela reserva ambiental, mistura lavoura com criação de animais e floresta, diversifica o que planta… e, na real, nem sabe que esse jeito de trabalhar agora chama “regenerativo”.

O que é alimento regenerativo e quem vai conquistar o consumidor e puxar essa agenda, de verdade?

Se a gente aceitar os selos criados lá fora, nos países ricos, como regra, o Brasil seguirá o papel que já conhece: exportar matéria-prima barata. O pessoal lá compra nosso produto, coloca numa embalagem bonita, cola um selo verde, inventa uma história bacana e leva a maior fatia do valor na prateleira dos mercados chiques. Só que dá para fazer diferente, e com muito mais inteligência: começando por valorizar o verdadeiro herói do Brasil, o prato feito com Feijão, arroz, proteína e verdura e regenerativo, ou seja produzido, com biológicos, tanto quanto possível.

Esse é o prato que move o país. É o almoço do pedreiro, da moça do caixa, do caminhoneiro na estrada, do jogador de futebol, do estudante na escola, da família no fim de semana. Se esse prato vier de sistemas produtivos regenerativos, com preço justo e sabor de verdade, a transformação pega corpo. Ninguém acorda querendo “alimento com melhor pegada de carbono”. Na hora do almoço ninguém pensa em ESG, o que o povo quer é o PF de sempre, só que vindo de solo vivo, água limpa e gente respeitada no campo.

Por que essa visão tem que ir além da gourmet? Porque ela se apoia em três pilares fortes. O primeiro é escala. A maior parte do que o brasileiro come é básico: arroz, Feijão, raízes, verduras, frutas. Se a lógica regenerativa chegar de verdade na merenda da escola, no PF do restaurante de bairro, no buffet por quilo e na comida de casa, o impacto se multiplica por milhões de refeições diárias. Isso vale muito mais do que restringir regenerativo a meia dúzia de prateleiras gourmet em bairros de elite. A mudança de verdade acontece na panela, não só na etiqueta.

Segundo: saúde pública. O Brasil tá enfrentando uma enxurrada de obesidade, diabetes, doença do coração, tudo empurrado por ultraprocessados baratos e em todo lugar. O SUS sente o baque. E a ciência já mostrou: Feijão, grãos integrais e comida de verdade protegem o corpo, ajudam a manter o peso, melhoram o intestino e reduzem o risco de um monte de doenças. Quando a gente conecta produção regenerativa com comida de verdade que faz bem, não é modinha — é estratégia nacional. Faz diferença para família e paro sistema de saúde.

Terceiro: identidade. O PF faz parte da nossa história coletiva. Feijão tá nas expressões populares, nas lembranças da casa da avó, nas reuniões em volta da mesa, na feijoada do final de semana. Um movimento que respeita essa memória tem tudo pra se espalhar sozinho, porque fala com o que o brasileiro já conhece e gosta. Não precisa forçar cardápio exótico nem inventar comida de laboratório. É o PF nosso de cada dia, com Feijão, só que feito com responsabilidade ambiental e social.

Tudo isso só anda com comunicação bem feita. E comunicar, nesse caso, não é enfeite, é infraestrutura. A gente precisa trocar o papo técnico por linguagem que qualquer pessoa entende. Em vez de falar em “sequestro de carbono em sistemas ILPF”, é mais direto: “Esse Feijão veio de solo vivo, que segura melhor a chuva e tem minhoca protege os rios e garante colheita hoje e amanhã.” Ao invés de gráfico, mostrar gente: o produtor na lavoura, a família rural, a nascente protegida, o caminhão chegando no restaurante popular.

No delivery ou na lanchonete da esquina, a mensagem tem que ser simples: “Feijão vindo de fazendas que recuperam a terra e fortalecem comunidades.” Assim, o regenerativo deixa de ser coisa distante e vira o novo normal — e, de quebra, o produtor pode receber um prêmio justo pelo esforço extra.

E olha, o potencial econômico é gigante.

No mercado interno, dá pra criar programas que paguem melhor para quem prova que faz regenerativo; contratos longos com prefeituras e governos para abastecer escolas e hospitais; parcerias com restaurantes e empresas de alimentação coletiva. Ainda dá para juntar agroturismo, dias de campo, feijoadas e receitas inéditas que aproximam quem mora na cidade da origem do Feijão que está no prato.

Lá fora, pulses brasileiros — tipo feijão e gergelim — podem ganhar novo status: ingredientes regenerativos pra bowls, saladas, sopas, curries e pratos veganos no mundo inteiro. A busca por comida com origem clara e impacto positivo só cresce.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Etanol é mais competitivo em relação à gasolina em quatro estados



O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em quatro estados na semana encerrada no sábado (6). Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 70,66% ante a gasolina no período, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

O etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados: Mato Grosso (69,94%); Mato Grosso do Sul (66,68%); Paraná (68,73%) e São Paulo (69,09%).



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Etanol sobe em boa parte do Brasil; saiba onde o combustível ficou mais barato



Os preços médios do etanol hidratado subiram em 14 estados, caíram em outros 7 e no Distrito Federal (DF) e ficaram estáveis em 5 na semana encerrada no sábado (6). Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol subiu 0,69% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,36 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 0,72% na comparação semanal, a R$ 4,18 o litro.

A maior alta porcentual na semana, de 5,16%, foi registrada em Pernambuco, a R$ 4,48 o litro. A maior queda, de 2,34%, ocorreu na Bahia, para R$ 4,59 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,49 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,02, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 5,54 o litro.



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plantio da safra de soja 25/26 no Brasil alcança 94%



O plantio da safra brasileira de soja 2025/26 alcançou 94% da área prevista até a última quinta-feira (4), segundo a AgRural. O avanço supera os 89% registrados na semana anterior, mas fica ligeiramente abaixo dos 95% do mesmo período de 2023.

                                      Fique por dentro das notícias mais recentes sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil! 

Em Mato Grosso, onde a semeadura já foi concluída, as chuvas mais regulares da última semana contribuíram para melhorar as condições das lavouras. As precipitações também aceleraram o ritmo de plantio no Matopiba, que apresentava atraso em algumas regiões. Já no estado do Rio Grande do Sul, a baixa umidade mantém os produtores em alerta.

Na revisão mensal da safra 2025/26, a AgRural manteve a projeção de produção brasileira de soja em 178,5 milhões de toneladas. A estimativa considera um aumento de 3,7% na área plantada, que deve atingir 49,1 milhões de hectares, além de linhas de tendência ajustadas para produtividade. A consultoria informou que, na segunda quinzena de dezembro, essas projeções passarão a incorporar avaliações diretas das condições das lavouras.

Milho

Para o milho verão (primeira safra) 2025/26, a área estimada estava praticamente toda plantada no Centro-Sul até quinta-feira passada, restando apenas alguns poucos talhões em Goiás. Com o plantio encerrado, a atenção se volta ao clima mais seco e quente no Rio Grande do Sul, onde produtores já temem perdas de produtividade em lavouras em fase reprodutiva.

Estimativa da AgRural

No fim de novembro, a AgRural também divulgou sua primeira estimativa completa para a área e a produção total de milho em 2025/26. A safra somada (primeira, segunda e terceira) é projetada em 135,3 milhões de toneladas, abaixo do recorde de 141,1 milhões obtido em 2024/25.



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Focus reduz inflação para 2025 e 2026 e melhora projeção do PIB



O mercado financeiro ajustou as projeções para 2025 e 2026, com revisões pontuais para inflação, crescimento econômico e juros. Os dados constam do Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (8), pelo Banco Central, com base nas expectativas de instituições financeiras.

Inflação segue acima da meta em 2025

A estimativa para o IPCA em 2025 recuou para 4,40%, abaixo dos 4,43% registrados na semana anterior. Para 2026, a projeção também caiu e passou para 4,16%.

Para os anos seguintes, o mercado manteve estabilidade. A inflação esperada é de 3,80% em 2027 e de 3,50% em 2028.

PIB tem revisão positiva para 2025 e 2026

A expectativa para o crescimento da economia brasileira em 2025 subiu para 2,25%, ante 2,16% quatro semanas atrás.

Em 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto também avançou, passando para 1,80%. Para 2027, o crescimento esperado é de 1,84%, enquanto 2028 segue com previsão de 2,00%.

Câmbio segue estável nas projeções

A mediana do mercado mantém o dólar em R$ 5,40 ao fim de 2025. Para 2026, 2027 e 2028, a expectativa é de R$ 5,50 por dólar, sem alterações em relação às semanas anteriores.

Juros permanecem elevados no curto prazo

A taxa básica de juros deve encerrar 2025 em 15,00% ao ano, segundo o Focus. Para 2026, houve ajuste para cima na projeção, agora em 12,25%.

As estimativas indicam Selic de 10,50% em 2027 e de 9,50% em 2028.

Cenário fiscal mostra deterioração gradual

A dívida líquida do setor público está estimada em 65,95% do PIB em 2025. Para 2026, a projeção avançou para 70,27% do PIB.

O resultado primário deve registrar déficit de -0,50% do PIB em 2025 e de -0,60% em 2026. Já o resultado nominal segue negativo, com previsão de déficit de -8,40% do PIB em 2025 e de -8,68% no ano seguinte.

Setor externo mantém superávit comercial

A balança comercial brasileira deve registrar superávit de US$ 62,10 bilhões em 2025. Para 2026, a projeção subiu para US$ 66,00 bilhões.

Mesmo assim, a conta corrente segue deficitária. O mercado espera déficit de US$ 73,20 bilhões em 2025 e de US$ 67,00 bilhões em 2026.

Entrada de capital estrangeiro

O investimento direto no país foi revisado para US$ 75,00 bilhões em 2025. Para 2026, a expectativa é de US$ 72,15 bilhões, segundo o levantamento do Banco Central.



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Inmet emite alerta de chuva forte com ventos acima dos 100km/h



O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu aviso de tempestade, com grau de severidade classificado como de grande perigo, para boa parte da região Sul do país. O alerta começa a valer a partir das 12h desta segunda-feira (8) e segue até as 23h59 de terça-feira (9).

A previsão é chuva superior a 60 milímetros por hora (mm/h) ou maior que 100 milímetros por dia (mm/dia), além de ventos superiores a 100 quilômetros por hora (km/h) e queda de granizo.

Ainda de acordo com o aviso, há grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.

As áreas afetadas incluem região serrana, oeste catarinense, sudoeste rio-grandense, Vale do Itajaí, noroeste rio-grandense, centro ocidental rio-grandense, centro ocidental paranaense, região metropolitana de Porto Alegre, noroeste paranaense, sudeste rio-grandense e sudoeste paranaense.

Também serão afetados o oeste paranaense, nordeste rio-grandense, sudeste paranaense, norte central paranaense, centro oriental rio-grandense, norte catarinense, centro-sul paranaense, centro oriental paranaense e a região metropolitana de Curitiba.

Dentre as instruções para a população, listadas pelo Inmet, estão:

  • desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia;
  • em caso de enxurrada ou situação similar, colocar documentos e objetos de valor em sacos plásticos;
  • em caso de situação de grande perigo confirmada, procurar abrigo e evitar permanecer ao ar livre.

Mais informações podem ser obtidas junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

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Trump busca conter disparada do preço da carne bovina e estuda ampliar importações



O governo de Donald Trump intensificou as ações para frear a disparada dos preços da carne bovina nos Estados Unidos, que atingiram níveis recordes em meio à combinação de baixa oferta e demanda aquecida. A Casa Branca reuniu assessores de alto escalão, autoridades estaduais e representantes da indústria para discutir caminhos que possam aliviar o mercado. Trump também pediu investigações antitruste para apurar possíveis práticas anticoncorrenciais no setor de alimentos, segundo informações da agência Dow Jones.

Escassez de gado pressiona preços e preocupa o governo

O principal fator por trás da alta é a queda histórica no número de cabeças de gado, resultado de anos de dificuldades financeiras enfrentadas por produtores no pós-pandemia. Com rebanhos enxutos e ciclo longo de recuperação, a oferta não acompanha a demanda, sustentando preços elevados ao consumidor e pressionando a inflação de alimentos.

Saída pode incluir mais importações

Uma força-tarefa instalada no governo discute alternativas emergenciais, entre elas:

  • Reabrir a fronteira para importações de gado mexicano;
  • Ampliar a compra de carne de países como a Argentina;
  • Apoiar pequenos frigoríficos;
  • Flexibilizar regulamentações para estimular a oferta doméstica.

De acordo com a Casa Branca, a estratégia envolve várias agências federais e busca uma solução ampla para reduzir a pressão sobre o mercado. Apesar do cenário de margens maiores, pecuaristas afirmam que é impossível reduzir preços no curto prazo, já que a reconstrução dos rebanhos é lenta e exige anos de investimento.

Organizações de produtores, especialmente a influente R-Calf, pressionam o governo por menos importações, fiscalização mais rígida sobre grandes empacotadoras e mudanças nas regras de rotulagem de origem. A relação entre Trump e o setor ficou tensa depois que o presidente defendeu a necessidade de queda nos preços e sinalizou apoio a compras externas adicionais.

Mesmo em meio às divergências, a administração norte-americana segue negociando com diferentes elos da cadeia produtiva na tentativa de estabilizar o mercado.



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Maior interesse comprador mantém preços do milho em alta



Os preços do milho seguiram em alta no mercado interno na última semana, com o Indicador Esalq/BM&FBovespa se aproximando dos R$ 70/saca de 60 kg. Patamar nominal que não atingia desde maio/25.

Segundo levantamento do Cepea, o impulso veio sobretudo do maior interesse de compradores somado à retração de vendedores. Produtores estão focados na semeadura e atentos ao desenvolvimento da safra.

Em algumas regiões, conforme o centro de pesquisas, agricultores estão preocupados com o clima quente e, em outras, com os impactos das chuvas de meados de novembro. Nesse contexto, agentes limitam os lotes disponibilizados no spot, à espera de novas valorizações.

Do lado da demanda, pesquisadores do Cepea explicam que compradores buscam recompor os estoques para o final do ano e início do próximo, mas esbarram nos maiores preços pedidos por vendedores.

Alguns compradores seguem afastados do spot, à espera de queda nas cotações, fundamentados na aproximação da colheita da safra verão, que deve levar produtores a liberarem armazéns e/ou fazer caixa, no maior excedente interno e nas exportações em ritmo abaixo do esperado.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Negócios da soja iniciam dezembro em ritmo lento



As negociações envolvendo soja e derivados estão em ritmo lento neste começo de dezembro. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores, o fator limitante para as negociações foi a disparidade entre os preços ofertados por compradores e os pedidos por vendedores. Enquanto boa parte dos consumidores está abastecida e à espera de queda nas cotações, muitos produtores se mostram capitalizados e pouco dispostos a ofertar novos lotes no spot.

Esses sojicultores estão focados nas atividades de campo e preocupados com possíveis perdas de produtividade, especialmente em regiões que enfrentam déficit hídrico.

Inclusive, colaboradores consultados pelo Cepea acreditam ser pouco provável que a safra 2025/26 alcance as 177 milhões de toneladas previstas pela Conab.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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