quarta-feira, março 18, 2026

Agro

News

Fávaro nega flexibilização nas regras de inspeção da soja e afirma que negociará com a China


Foto: Agência Brasil

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta terça-feira (17) que o governo brasileiro irá negociar os requisitos de inspeção e segurança da soja destinada à China, após reclamações de autoridades e compradores do país asiático.

Segundo informações da Reuters, Fávaro negou que o Brasil tenha flexibilizado as regras de inspeção nos últimos dias. Ele rebateu reportagens que apontavam mudanças para facilitar as exportações.

O ministro confirmou que o país recebeu notificações após a identificação de sementes de plantas daninhas em algumas cargas. Diante disso, as inspeções foram, inclusive, intensificadas.

“Não houve qualquer alteração nas regras. Temos obrigação legal de inspecionar”, afirmou Fávaro.

Ele acrescentou que embarcações com inspeções pendentes só receberão certificação se atenderem aos padrões exigidos pela China, maior importadora mundial de soja. “Se tivesse havido flexibilização, os navios já estariam navegando”, disse.

Autoridades vão à China para negociar protocolo

Fávaro informou que o Brasil enviará dois representantes do ministério à China na próxima semana: Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais, e Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária.

A missão terá como objetivo propor um novo protocolo sanitário que atenda às exigências chinesas, preserve a capacidade operacional da indústria brasileira e reduza riscos.

O ministro ressaltou que a situação não configura embargo. “Se a China quisesse suspender as compras, já teria suspendido. Não é esse o caso”, afirmou.

Inspeções mais rígidas afetam ritmo de embarques

Na semana passada, a Reuters informou que o Ministério da Agricultura intensificou a fiscalização após recorrentes apontamentos de resíduos de pesticidas e fungicidas em cargas brasileiras.

Segundo tradings, o aumento do rigor tem desacelerado os embarques em pleno pico da safra de exportação, elevando custos logísticos.

A demora na emissão de certificados tem mantido navios parados nos portos por mais tempo, gerando despesas adicionais, como multas. A Cargill chegou a suspender temporariamente os embarques de soja do Brasil para a China na semana passada.

Apesar disso, o cronograma de exportações segue relativamente estável. De acordo com a Anec, os embarques de março estão estimados em 16,32 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da previsão anterior, de 16,47 milhões.

O post Fávaro nega flexibilização nas regras de inspeção da soja e afirma que negociará com a China apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Em meio as incertezas da guerra no Oriente Médio, Banco Central decide futuro do juros no país


copom banco central
Foto: Rafa Neddermeyer

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz nesta quarta-feira (18) a segunda reunião do ano. Mesmo com a alta do petróleo, os analistas de mercado acreditam que o comitê decidirá pela primeira redução dos juros em dois anos.

Atualmente em 15% ao ano, a Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro últimas reuniões.

A decisão sobre a Taxa Selic será anunciada no início da noite desta quarta. O Copom estará desfalcado, porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só encaminhará as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional nas próximas semanas.

Na ata da reunião de janeiro, o Copom confirmou que pretendia começar a cortar a Selic em março. No entanto, o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã pôs em dúvida o tamanho do corte, com algumas instituições financeiras chegando a apostar no adiamento da redução dos juros.

Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal que ouve analistas do mercado financeiro, a taxa básica deve ser reduzida em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Antes do início do conflito, a expectativa estava num corte de 0,5 ponto.

O comportamento da inflação continua uma incógnita. A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA), acelerou para 0,7% em fevereiro, pressionada por gastos com educação. No entanto, recuou para 3,81% em 12 meses, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

Segundo o último boletim Focus, a estimativa de inflação para 2026 subiu de 3,8% para 4,1% por causa do conflito no Oriente Médio. Isso representa inflação pouco abaixo do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, podendo chegar a 4,5%, com o intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Taxa Selic

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle.

O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Desse modo, taxas de juros mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, afrouxando o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Meta contínua

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em março de 2026, a inflação desde abril de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância.

Em abril de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de maio de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2026 em 3,5%, mas a estimativa deve ser revista. A próxima edição do documento, que substituiu o Relatório de Inflação, será divulgada no fim de março.

O post Em meio as incertezas da guerra no Oriente Médio, Banco Central decide futuro do juros no país apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Frente fria avança e espalha temporais pelo país


tempestades - temporais - chuva - previsão do tempo para hoje
Foto: Pixabay

O avanço de uma frente fria e a atuação de sistemas meteorológicos em diferentes níveis da atmosfera colocam o Brasil em alerta para instabilidades nesta quarta-feira (18).

A combinação entre calor, umidade e áreas de baixa pressão favorece a formação de nuvens carregadas em praticamente todas as regiões do país, com previsão de pancadas de chuva, rajadas de vento e risco de temporais em diversos estados.

Enquanto o Sul sente os efeitos mais diretos da frente fria, outras regiões enfrentam chuvas típicas de verão, que ganham intensidade ao longo do dia.

Sul

A quarta-feira começa com tempo instável na região Sul, influenciada pelo avanço de uma frente fria sobre o Rio Grande do Sul. Além disso, um cavado em níveis médios da atmosfera reforça as instabilidades, somado à alta umidade.

Desde cedo, há registro de chuva moderada a forte no norte, nordeste, serra, região central, Região Metropolitana de Porto Alegre e litoral gaúcho.

Ao longo da manhã, as instabilidades avançam também para a Campanha e o oeste do estado.

Em Santa Catarina e no Paraná, a chuva também ganha força, especialmente no oeste, sul e interior catarinense e no sudoeste paranaense. Durante a tarde, a frente fria avança e intensifica as precipitações em grande parte do Rio Grande do Sul.

Há alerta para temporais, principalmente no leste e no litoral. Nos demais estados da região, chove com intensidade moderada a forte, com destaque para áreas do leste e litoral catarinense.

As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h no sul do Rio Grande do Sul e no litoral de Santa Catarina.

Sudeste

No Sudeste, a combinação de calor, umidade vinda do Norte e um cavado meteorológico favorece pancadas de chuva ao longo do dia.

Desde a manhã, chove em áreas do interior, oeste e Triângulo Mineiro, além do norte de São Paulo. Durante a tarde, as instabilidades se espalham e ganham intensidade.

Há previsão de chuva moderada a forte em grande parte de São Paulo, Minas Gerais e sul do Rio de Janeiro. O alerta para temporais é maior no norte paulista e no interior de Minas, incluindo o Triângulo Mineiro.

No Espírito Santo, a chuva atinge principalmente o norte e sudoeste, enquanto outras áreas seguem com tempo mais firme.

À noite, as condições começam a melhorar, mas ainda há risco de pancadas isoladas, especialmente em São Paulo e Minas Gerais. Apesar da chuva, o calor predomina em grande parte da região.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a quarta-feira é marcada por instabilidades desde o início do dia. As pancadas atingem Mato Grosso e Goiás com intensidade moderada a forte já pela manhã.

Em Mato Grosso do Sul, áreas de instabilidade associadas a uma baixa pressão no Paraguai favorecem chuva no oeste e sudoeste. Ao longo do dia, a chuva se intensifica em toda a região.

Há risco de temporais em Mato Grosso, além do leste e sul de Goiás. Em Mato Grosso do Sul, o alerta é maior para o oeste, sudeste e partes do norte e nordeste do estado. As temperaturas seguem elevadas e o calor predomina.

Nordeste

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua influenciando o tempo no Nordeste. Desde cedo, há chuva moderada a forte no Maranhão, Piauí, sul do Ceará e oeste de Pernambuco.

Ao longo do dia, as instabilidades se intensificam e se espalham. Chove com força no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e em grande parte do Maranhão e Piauí.

Há risco de temporais na faixa central do Maranhão e do Piauí, além do litoral entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba.

No restante da região, o tempo segue mais firme, com predomínio de calor. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h podem ocorrer no litoral do Ceará e entre o Rio Grande do Norte e o norte da Bahia.

Norte

Na Região Norte, a alta umidade mantém o tempo instável. Chove com intensidade no Amazonas, Pará, Acre, Rondônia e Tocantins.

A ZCIT também reforça as instabilidades no Amapá e no litoral do Pará. Ao longo do dia, a chuva se intensifica, com risco de temporais em grande parte da região.

Os maiores volumes são esperados no Acre, Rondônia, Amazonas, Pará e Amapá. No norte de Roraima, o tempo segue mais firme, mas com possibilidade de rajadas de vento de até 50 km/h.

As temperaturas permanecem elevadas, mantendo a sensação de calor.

O post Frente fria avança e espalha temporais pelo país apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Cautela global persiste com petróleo em alta e tensões geopolíticas no radar


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o ambiente global segue cauteloso, com foco na política monetária dos EUA e nas incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

O petróleo subiu para a faixa de US$ 103, reforçando riscos inflacionários, enquanto bolsas de NY tiveram ganhos moderados e o dólar global perdeu força. No Brasil, a curva de juros abriu com risco de greve dos caminhoneiros às vésperas do Copom. O Ibovespa subiu 0,30%, aos 180 mil pontos, e o dólar caiu para R$ 5,20.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

O post Cautela global persiste com petróleo em alta e tensões geopolíticas no radar apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Aditivos para bezerros de desmama: como fazer a escolha correta?


bezerros
Foto: Jadir Bison/Emater-MG

A desmama é um dos momentos mais estressantes na vida dos bezerros, e a escolha correta da suplementação pode ser o diferencial entre um animal que “trava” no crescimento e um que decola na recria. O zootecnista e especialista em nutrição de ruminantes, Tiago Felipini, detalha quais aditivos são os mais indicados conforme a estratégia de cocho adotada na fazenda.

Se o objetivo é acelerar a recria com o fornecimento de ração acima de 1% do peso vivo, comum em sistemas de sequestro ou semiconfinamento de bezerros recém-desmamados, a dieta exige segurança digestiva máxima. Para o produtor que busca um ganho moderado, priorizando o custo-benefício em pastagens e utilizando suplementos de baixo ou médio consumo (proteinados), a estratégia de aditivos muda para focar na digestão da fibra.

Confira:

Importância do aditivo na dieta

Tiago Felipini ressalta que não existe uma “bala de prata”. O aditivo ideal depende diretamente do balanceamento total da dieta. Um ajuste fino no núcleo da ração, orientado por um nutricionista animal, pode representar arrobas extras valiosas ao final do ciclo de recria.

O aditivo é uma ferramenta poderosa, mas deve ser casado com a realidade do seu pasto e do seu bolso. Para os bezerros de desmama, a prioridade deve ser manter a saúde ruminal em dia para que o animal não sinta a transição alimentar.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

O post Aditivos para bezerros de desmama: como fazer a escolha correta? apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Boi gordo mantém firmeza acima da média e risco de paralisação acende alerta no setor


Boi gordo no pasto
Foto: Semagro/MS

O mercado físico do boi gordo segue registrando negócios pontuais acima das referências médias nas principais praças do país. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda operam com escalas apertadas, o que sustenta os preços, embora as altas ocorram de forma moderada.

Um fator que entrou no radar do setor é a possibilidade de paralisação dos caminhoneiros. Caso o movimento se confirme e tenha duração prolongada, pode comprometer o escoamento da produção e afetar toda a cadeia do agronegócio brasileiro, desde o transporte de animais até a distribuição de carne.

No mercado atacadista, o cenário segue estável. Mesmo com a entrada dos salários na economia, a demanda não tem sido suficiente para justificar novos reajustes nos preços da carne bovina. Os cortes seguem nos mesmos patamares, indicando consumo ainda contido.

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,58%, cotado a R$ 5,1997 para venda, o que também influencia a competitividade das exportações brasileiras.

Nas principais praças, os preços da arroba ficaram da seguinte forma:

  • São Paulo (SP): R$ 350,17
  • Goiás (GO): R$ 337,68
  • Minas Gerais (MG): R$ 340,29
  • Mato Grosso do Sul (MS): R$ 337,39
  • Mato Grosso (MT): R$ 339,80

Atacado

No mercado atacadista, o padrão de negociações segue estável. De acordo com Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, nem mesmo a entrada dos salários na economia foi suficiente para impulsionar novos reajustes nos preços da carne bovina, indicando demanda ainda moderada. O quarto dianteiro permanece cotado a R$ 20,50 por quilo, o quarto traseiro a R$ 27,00 por quilo e a ponta de agulha segue no mesmo patamar de R$ 20,50 por quilo.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial fechou a sessão em queda de 0,58%, sendo negociado a R$ 5,1997 para venda e R$ 5,1977 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1765 e a máxima de R$ 5,2420.

O post Boi gordo mantém firmeza acima da média e risco de paralisação acende alerta no setor apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Creep feeding é estratégia eficaz para maximizar rentabilidade na cria; saiba mais


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A Semana Especial sobre Bezerros no Giro do Boi destacou nesta terça-feira (17) o creep feeding como a estratégia mais eficaz para maximizar a rentabilidade na cria.

Com o mercado valorizado e a comercialização focada no “quilo vivo”, o zootecnista Vicente Buarque, supervisor técnico da Connan, explicou como este manejo consolida o ganho de peso e prepara o animal para um ciclo produtivo de alta performance.

O sistema de creep feeding consiste em uma suplementação alimentar privativa para o bezerro durante a fase de amamentação, através de um cercado projetado que permite apenas a passagem dos animais jovens. Assim, eles têm acesso a um cocho exclusivo com ração concentrada, complementando a dieta com proteínas e minerais que o pasto e o leite não conseguem suprir após os primeiros meses.

Confira:

Benefícios do creep feeding

Como o bezerro se sacia no cocho, a exigência nutricional sobre a vaca diminui, permitindo que a fêmea mantenha seu escore corporal. Isso facilita o retorno ao cio e aumenta o índice de prenhez da fazenda. O sistema também reduz drasticamente o estresse do desmame, pois o animal já está adaptado ao consumo de concentrado e possui um rúmen mais desenvolvido.

Em um cenário de preços recordes para a reposição, o investimento no creep feeding apresenta um retorno financeiro sólido e de curto prazo. Para implementar o sistema, o cercado deve ser seguro, ter cocho coberto e estar localizado em pontos estratégicos da pastagem.

Planejamento nutricional

Março é o mês decisivo para planejar a suplementação dos animais que enfrentarão a seca após o desmame. O planejamento nutricional evita o “efeito sanfona” e permite que o vaqueiro monitore o consumo, ajudando a identificar precocemente problemas de saúde. Vicente Buarque afirmou: “É quase impossível ter prejuízo com o creep hoje”.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

O post Creep feeding é estratégia eficaz para maximizar rentabilidade na cria; saiba mais apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

‘Se não conseguirmos diesel, provavelmente não terei colheita daqui a três meses’, diz produtor


óleo diesel foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O aumento no preço do diesel já impacta diretamente o bolso dos produtores rurais no país. Levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostra que, da primeira para a segunda semana de março, o valor do litro subiu cerca de R$ 0,80.

Na prática, há casos em que o combustível ficou até R$ 2 mais caro, elevando significativamente os custos no campo.

O fruticultor José Benedito de Lacerda, produtor de laranja, abacate e manga na região de Mogi Guaçu, em São Paulo, relata que enfrenta preços baixos para o que produz, tanto na laranja quanto no abacate, e que, nos últimos 10 dias, também passou a lidar com o problema do diesel.

“Há 10 dias atrás eu pagava R$ 5,64 L de diesel. Hoje eu consegui um pouco para mim trabalhar a R$ 7,49. Semana passada não tive como trabalhar. Já tive perca de frutas no chão. Agora se não conseguirmos diesel, provavelmente nem colheita eu vou ter daqui três meses. O dono do posto me avisou hoje que ele me arrumou um pouco hoje para mim, mas semana que vem nem sabe se terá” relata.

Com o combustível mais caro, o jeito foi reduzir a pulverização na propriedade, no interior paulista. Mas reduzir o uso do pulverizador também significa perder parte da produção, pois as frutas estragam e as que ficam no pé não tem garantia de que serão colhidas.

Abastecimento nas próximas semanas

Segundo o Lacerda, há dúvidas sobre o abastecimento nas próximas semanas, o que pode afetar não só a produção, mas também o transporte. Caminhoneiros que fazem o escoamento da safra já sinalizam a possibilidade de paralisação diante dos preços elevados.

“O motorista do caminhão que puxa para mim para a Cagesp me falou: ‘Pode colher hoje; no final de semana nem sei se vou carregar, porque vou ter que parar o caminhão também, pois não vou ter condições de abastecer ou nem vai ter diesel’”, relata.

Lacerda também demonstra preocupação com a continuidade da atividade no campo e avalia que o cenário pode inviabilizar a produção. “Eu acho que é o fim de nós ficarmos aqui na roça, do produtor produzir, porque não vai haver mais condições. Ninguém vai conseguir, mesmo que queira, produzir”, conta.

Reflexo da guerra no Oriente Médio

A alta no preço do diesel é reflexo da guerra no Oriente Médio. Embora o governo tenha isentado o combustível de PIS e Cofins, o litro do combustível não para de subir.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, na primeira semana de março, o litro do diesel comum custava em média R$ 5,96 e o diesel S10 R$ 6,16. Já na segunda semana do mês, os valores subiram para R$ 6,76 o litro do diesel comum e R$ 6,87 o diesel S10. 

O post ‘Se não conseguirmos diesel, provavelmente não terei colheita daqui a três meses’, diz produtor apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Impasse entre produtor e comprador trava mercado de soja no Brasil; saiba os preços do dia


Fonte: Andre Penner

O mercado brasileiro de soja teve mais um dia de pouca movimentação, marcado por indicações nominais e fretes elevados. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário segue travado por um impasse entre vendedores e compradores. De um lado, o produtor mantém a soja retida à espera de preços melhores; do outro, a demanda tenta ajustar as ofertas, o que reduz o volume de negócios no país.

No mercado físico, as cotações tiveram comportamento misto. Confira:

  • Em Passo Fundo (RS): estável em R$ 122,00
  • Em Santa Rosa (RS): estável em R$ 123,00
  • Em Cascavel (PR): subiu de R$ 116,00 para R$ 117,00
  • Em Rondonópolis (MT): estável em R$ 106,00
  • Em Dourados (MS): estável em R$ 110,00
  • Em Rio Verde (GO): estável em R$ 107,00
  • Em Paranaguá (PR): subiu de R$ 127,00 para R$ 128,00
  • Em Rio Grande (RS): estável em R$ 128,00

Soja em Chicago

No cenário externo, a Bolsa de Chicago Board of Trade registrou variações discretas, sem uma direção definida. O movimento acabou sendo neutralizado pela queda do dólar, enquanto os prêmios apresentaram leve melhora. Ainda assim, faltam fatores mais consistentes no curto prazo. Nos portos, o ritmo segue lento, e a indústria compra de forma pontual, diante da postura mais firme dos produtores.

Entre os fatores que influenciaram o mercado internacional, esteve o adiamento da viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China para encontro com Xi Jinping. A mudança ocorre em meio às tensões envolvendo o Irã e adia possíveis avanços em um acordo comercial entre as duas potências, que poderia incluir compras de soja americana pelos chineses.

Contratos futuros de soja

Na CBOT, os contratos da soja com entrega em maio fecharam em leve alta de 0,15%, a US$ 11,57 por bushel, enquanto julho subiu 0,32%, a US$ 11,71 1/4. Entre os derivados, o farelo recuou 0,16%, para US$ 311,70 por tonelada, enquanto o óleo avançou 3,17%, a 65,97 centavos de dólar por libra-peso, impulsionado pela alta do petróleo.

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,58%, cotado a R$ 5,1997 para venda, o que ajudou a limitar ganhos no mercado interno. A moeda chegou a oscilar entre R$ 5,1765 e R$ 5,2420 ao longo da sessão.

O post Impasse entre produtor e comprador trava mercado de soja no Brasil; saiba os preços do dia apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Colheita da Soja avança, mas alta do diesel aperta margens do produtor


Colheita da Soja avança, mas alta do diesel aperta margens do produtor
Imagem: Marca Comunicação

Após semanas de chuvas intensas que desafiaram as máquinas no campo, a colheita da soja no Oeste da Bahia ganha ritmo, mas traz também uma nova preocupação para o produtor rural: a volatilidade do mercado internacional. Com a intensificação dos trabalhos — que já atingiram mais de 50% da área plantada, segundo a Aiba (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia) — o foco agora recai sobre o aumento expressivo no preço dos combustíveis e os impactos da geopolítica global no custo de produção.

A alta nos preços do petróleo, impulsionada por conflitos no Oriente Médio, reflete diretamente no dia a dia das fazendas do Oeste baiano. Para Gabriel Araújo, diretor de produção de um grupo de fazendas, o cenário atual é de “margens estreitas”.

“Estamos tendo uma implicação negativa, pois o custo dos combustíveis tem tido acréscimos praticamente semanais. Isso gera um clima de instabilidade que onera nosso custo final”, explica Araújo.

O produtor rural Jarbas Bergamaschi reforça que, embora o produto esteja disponível nas bombas, o peso no bolso é o que assusta.

“Por enquanto não falta combustível, estamos comprando normal, mas o preço aumentou consideravelmente. Na colheita, que é quando mais usamos diesel, isso eleva muito o custo”, pontua.

Risco de desabastecimento é descartado

Apesar do receio de alguns produtores de que a alta demanda e as incertezas globais possam levar à falta de insumos, a Associação Nacional dos Distribuidores de Combustíveis (ANDC) tranquiliza o setor.

Segundo o presidente da entidade, Francisco Neves, a infraestrutura brasileira é robusta o suficiente para suportar os “solavancos” geopolíticos.

“Não há risco de falta de produto. O Brasil tem uma estrutura gigantesca de produção, armazenamento e terminais de importação. Essa infraestrutura suporta as variações decorrentes dos conflitos no Oriente Médio. O agricultor não precisa se preocupar em não encontrar óleo diesel”, garante Neves.

O presidente da ANDC explica ainda que a alta percebida nas bombas é reflexo direto da valorização da matéria-prima. Entre o final de fevereiro e meados de março, o barril de petróleo saltou de US$ 70 para cerca de US$ 100 — uma alta superior a 40%. Como o Brasil adota o regime de preços livres, essa variação é repassada conforme a oferta e a demanda.

Gestão e cautela no campo

Para o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt, o momento exige que o produtor mantenha o monitoramento constante sobre todos os insumos, desde fertilizantes até a tecnologia empregada.

“É um momento de muita atenção em todos os sentidos. O produtor está sempre atento, interferindo diretamente na gestão desses insumos que vão para a produção”, destaca.

Ainda de acordo com a ANDC, a recomendação de especialistas é evitar compras por impulso motivadas pelo pânico, o que poderia gerar um desequilíbrio artificial no mercado local.

Enquanto o cenário internacional não se estabiliza, a ordem no Oeste Baiano é seguir com as máquinas no campo, mantendo o olho no clima e o outro nas tabelas de preços globais.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.

O post Colheita da Soja avança, mas alta do diesel aperta margens do produtor apareceu primeiro em Canal Rural.





Source link