quarta-feira, março 18, 2026

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Produção de ovos no Brasil bate recorde em 2025, aponta IBGE


Linha de produção de ovos
Foto: Interligados – Canal Rural | Linha de produção de ovos

O Brasil registrou, em 2025, mais um recorde na produção de ovos de galinha. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgados nesta quarta-feira (18), foram produzidas 4,95 bilhões de dúzias no ano, volume 5,7% superior ao registrado em 2024.

Este é o 28º ano consecutivo de crescimento da produção, que mantém trajetória contínua de alta desde o início da série histórica, em 1998.

Produção cresce em quase todos os estados

O aumento de 265 milhões de dúzias em relação ao ano anterior foi impulsionado pelo avanço da produção em 25 das 26 unidades da federação com granjas incluídas na pesquisa. A única queda foi registrada no Ceará.

Os maiores incrementos ocorreram em Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte.

São Paulo segue na liderança nacional, com 25,2% da produção total, seguido por Minas Gerais (9,9%), Paraná (9,6%) e Espírito Santo (7,7%).

Maioria da produção é destinada ao consumo

Do total de granjas investigadas, 54,1% produziram ovos para consumo, enquanto 45,9% se dedicaram à produção para incubação.

Na divisão da produção, 82,4% dos ovos foram destinados ao consumo direto, e 17,6% à incubação.

Quarto trimestre também é recorde

No quarto trimestre de 2025, a produção somou 1,26 bilhão de dúzias, o maior volume já registrado para o período.

O resultado representa alta de 4,1% em relação ao mesmo trimestre de 2024 e avanço de 1,5% na comparação com o terceiro trimestre.

Segundo o IBGE, os dados reforçam a expansão contínua da avicultura de postura no país, com crescimento consistente ao longo dos últimos anos.

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Governo federal fará proposta aos estados para alterar ICMS sobre o diesel


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, nesta quarta-feira (18), que o governo federal apresentará proposta aos estados para alterar a incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis. A medida é uma tentativa de conter a pressão nos preços, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio.

A estratégia será mediada durante a reunião de hoje do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão formado pelos secretários de Fazenda de todos os estados e do Distrito Federal e presidido pelo próprio ministro da Fazenda. Haddad não antecipou a proposta, mas afirmou que a política de baixar os preços não compromete a saúde fiscal das unidades federativas.

Para o ministro, deve ser levado em consideração o aumento da arrecadação dos estados com o ICMS após as ações federais contra a sonegação fiscal no setor de combustíveis, como a Operação Carbono Oculto. Além disso, segundo ele, a nova Lei do Devedor Contumaz, que combate a inadimplência fiscal reiterada, se adaptada às legislações estaduais, também deve elevar a arrecadação estadual.

“Isso é um dado positivo, que a arrecadação aumenta sem que o imposto aumente”, argumentou Haddad em entrevista na sede do Ministério da Fazenda.

Apesar de o governo federal já ter zerado o PIS e a Cofins sobre o diesel na semana passada, de forma temporária, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o alívio no bolso do consumidor será limitado sem a colaboração estadual e pediu “boa vontade” dos governadores.

Ainda assim, os estados rejeitam baixar o imposto e dizem que a experiência mostra que reduções tributárias sobre combustíveis não costumam ser repassadas ao consumidor final. Em nota publicada nessa terça-feira (17), o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), que reúne secretários de Fazenda estaduais, afirmou que esse tipo de medida gera uma perda dupla à população, porque o preço do combustível não baixa, mas há perda de dinheiro para políticas públicas.

Fiscalização

Além da subvenção ao diesel, na semana passada, o governo federal também determinou, em caráter permanente, medidas de fiscalização e transparência para combater o aumento abusivo dos preços dos combustíveis para fins de especulação. A abusividade será definida por critérios objetivos a serem desenhados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).

O ministro Fernando Haddad também lembrou que a Polícia Federal abriu inquérito para apurar irregularidades no mercado e garantir o repasse da redução dos impostos federais ao preço do combustível

“Vejam vocês que [o preço da] gasolina não foi alterado, no caso da Petrobras [que elevou o preço do diesel. No entanto, os especuladores estão aproveitando esse clima tenso em função da guerra para tirar proveito da situação, prejudicando a economia popular. Então, isso é grave”, afirmou.

“No caso do diesel, nós fizemos a compensação, tirando PIS e Cofins e subvencionando a diferença para que não houvesse aumento na bomba. E aqueles que estavam especulando antes das medidas do governo, eles não baixaram de preço ainda, pelo menos não todos”, acrescentou Haddad.

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Brasil abre mercado para castanhas na Turquia e carne suína em Singapura


Brasil abre mercado para castanhas na Turquia e carne suína em Singapura
Fotos: Freepik

O Brasil concluiu negociações para exportar novos produtos agropecuários à Turquia e a Singapura, ampliando o acesso a mercados estratégicos e diversificando a pauta de vendas externas.

As autorizações incluem o envio de macadâmia e castanha de caju para a Turquia e de carne suína resfriada para Singapura, conforme nota conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Turquia amplia demanda por castanhas

A abertura do mercado turco deve impulsionar as vendas brasileiras de castanhas, em um país que figura entre os dez maiores importadores mundiais de castanha de caju.

Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 3,2 bilhões em produtos agropecuários para a Turquia, com destaque para soja em grãos, algodão e café.

Singapura busca produtos de maior valor

No caso de Singapura, a liberação para carne suína resfriada tende a elevar o valor agregado das exportações brasileiras.

O país asiático importou mais de US$ 710 milhões em produtos agropecuários do Brasil em 2025, com predominância de carnes, café e itens de origem vegetal.

Avanço nas aberturas de mercado

Com as novas autorizações, o agronegócio brasileiro soma 548 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Segundo o governo, os resultados são fruto da atuação conjunta entre Mapa e MRE nas negociações internacionais.

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Mesmo com mercado travado, preços do arroz avançam no RS, diz Cepea


Indústria lança primeiro arroz rastreado com tecnologia da Embrapa
Foto: Paulo Lanzetta

O valor de mercado do arroz, no Rio Grande do Sul, está em alta na parcial de março. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o motivo dessa crescente decorre da alta demanda recente, tanto no varejo, quanto no atacado. Industrias estão a procura do arroz em casca, o que faz as disputas pelo produto serem mais acirradas, elevando os preços.

Apesar do aumento na procura pelo cereal, pesquisadores relatam que a liquidez do mercado segue baixa. Isso ocorre porque, em algumas regiões, as colheitas ainda não tem bons números, além das preocupações com a alta do diesel e as incertezas geopolíticas. Diante disso, a postura dos produtores é mais retraída, aguardando um melhor momento para negociar.

Ao enxergar o cenário atual do mercado, industrias têm sido mais ofensivas em suas ofertas aos vendedores, na expectativa de aumentar seu estoque. O receio de um aumento nos preços do diesel e nos fretes também tem influenciado na decisão desses compradores, a estratégia é comprar em grade volume agora, antes que as cotações disparem.

Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Clima favorável aumenta a expectativa de safra recorde do café, aponta Cepea


Café
Foto: Pixabay

Após um final de ano de 2025 preocupante por ter poucas chuvas e por altas temperaturas, o clima nas últimas semanas tem favorecido a produção do café brasileiro em boa parte das regiões. A boa expectativa para a safra 2026/27, principalmente do café arábica, em que são esperados volumes recordes do grão, parece estar próximo de se confirmar.

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) relatam que as boas condições climáticas do mês de março tem auxiliado no enchimento dos grãos do café arábica, o que aumenta a possibilidade de produções mais elevadas para os próximos meses.

Ainda de acordo com o Cepea, o café robusta, que tinha projeções menores, também se recuperou nesse início de ano sob influencia do bom clima. Agentes já apostam em colheitas próximas à observada safra passada do grão.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Captação de leite cresce em 2025, mas preço médio cai, aponta IBGE


Produção de leite, produtor, leite, vacas, pecuária
Foto: Freepik

O Brasil registrou recorde na captação de leite em 2025. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os laticínios sob inspeção sanitária adquiriram 27,51 bilhões de litros ao longo do ano, volume 8,5% superior ao registrado em 2024.

O resultado marca o terceiro ano consecutivo de crescimento, após as quedas observadas em 2021 e 2022, e supera o recorde anterior, registrado em 2020, quando a captação somou 25,64 bilhões de litros.

Na comparação mensal, todos os meses de 2025 apresentaram aumento frente ao mesmo período do ano anterior. O maior avanço foi registrado em outubro, com incremento de 276,65 milhões de litros.

O volume adicional de 2,15 bilhões de litros em relação a 2024 foi impulsionado pelo crescimento em 21 das 26 unidades da federação que participam da pesquisa.

Os principais aumentos foram observados no Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. Por outro lado, houve recuo em cinco estados, com destaque para Mato Grosso, Espírito Santo e Distrito Federal.

Minas Gerais segue como principal produtor do país, com 23,9% da captação nacional, seguido por Paraná (15,6%) e Rio Grande do Sul (12,8%).

Preço do leite recua em 2025

Apesar do aumento na produção, o preço médio pago ao produtor apresentou queda. Em 2025, o valor médio ficou em torno de R$ 2,56 por litro, recuo de 1,9% em relação a 2024.

A retração foi ainda mais intensa no último trimestre do ano. Entre outubro e dezembro, o preço médio caiu para R$ 2,21 por litro, uma queda de 19,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Quarto trimestre reforça alta na captação

No quarto trimestre de 2025, a aquisição de leite somou 7,36 bilhões de litros, com aumento de 8,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Na comparação com o terceiro trimestre, também houve crescimento, de 3,9%, consolidando o melhor desempenho já registrado para o período.

Segundo o IBGE, os dados são preliminares, mas indicam manutenção do ritmo de expansão da produção leiteira no país.

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Brasil bate recorde no abate de bovinos, frangos e suínos em 2025, diz IBGE


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

O Brasil registrou, em 2025, novos recordes na produção pecuária. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgados nesta quarta-feira (18), o abate de bovinos, frangos e suínos atingiu os maiores níveis da série histórica.

Abate de bovinos cresce e lidera avanço

Foram abatidas 42,94 milhões de cabeças de bovinos no ano, o que representa alta de 8,2% em relação a 2024, até então o maior valor da série. O resultado mantém a trajetória de crescimento observada desde 2022.

O avanço foi registrado em 26 das 27 unidades da federação, com destaque para São Paulo, Pará, Rondônia, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O Mato Grosso segue na liderança nacional, com 17,1% de participação, seguido por São Paulo (11,1%) e Goiás (9,9%).

O crescimento foi impulsionado, principalmente, pelo abate de fêmeas, que avançou 18,2% e registra alta pelo quarto ano consecutivo.

Frango mantém ritmo e renova recorde

O abate de frangos somou 6,69 bilhões de cabeças em 2025, crescimento de 3,1% em relação ao ano anterior e novo recorde da série iniciada em 1997.

O resultado foi influenciado pelo aumento do abate em 23 unidades da federação, com destaque para Paraná, São Paulo, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O Paraná permanece como líder nacional, com 34,4% de participação.

Suínos avançam pelo segundo ano seguido

O abate de suínos atingiu 60,69 milhões de cabeças, alta de 4,3% na comparação com 2024, também estabelecendo novo recorde da série histórica.

Santa Catarina lidera o ranking nacional, com 28,2% do total, seguida por Paraná (21,2%) e Rio Grande do Sul (17,9%).

Segundo o IBGE, os dados de 2025 são preliminares, mas indicam um cenário de crescimento consistente da pecuária brasileira, com aumento da produção e manutenção do ritmo de expansão observado nos últimos anos.

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Guerra no Irã muda cenário de juros no Brasil e pressiona Plano Safra


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Foto: Mapa

As atenções do mercado financeiro estão voltadas para Brasília, onde o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define, nesta quarta-feira (18), o rumo da taxa básica de juros, a Selic.

As expectativas indicam alívio nos juros, mas o tamanho do corte segue incerto, com o mercado dividido entre corte moderado e manutenção da taxa em 15%.

No campo, essas incertezas se traduzem em um possível impacto no Plano Safra, principal instrumento no financiamento da produção agropecuária no Brasil. A Selic é fundamental na referência para o custo do dinheiro na economia, impactando diretamente o crédito rural.

Segundo Hulisses Dias, mestre em Finanças pela Universidade de Sorbonne, quando a taxa de juros sobe, o custo de captação dos bancos aumenta e esse movimento é repassado ao produtor, tanto nas linhas livres quanto nas subsidiadas.

“Juro mais alto não machuca só o consumidor urbano, ele também encarece o capital de giro, o custeio e o investimento no campo”, afirma.

Ele ressalta que o efeito não é imediato nem uniforme, mas tende a encarecer capital de giro, custeio e investimentos no campo, já que o crédito fica mais caro ao longo de toda a cadeia.

Para Marcelo Bassani, economista e sócio da Boa Brasil Capital, o impacto varia conforme a origem dos recursos.

Nas linhas livres, que dependem da captação de mercado, o custo acompanha o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e já supera 20% o ao ano em alguns casos, o que encarece principalmente operações fora dos programas oficiais.

Linhas subsidiadas também sentem efeito da Selic

Mesmo nas linhas controladas, com taxas definidas pelo governo, a pressão dos juros aparece. Isso ocorre por meio da equalização, mecanismo que cobre a diferença entre a taxa de mercado e a cobrada do produtor.

Bassani explica que, com a Selic elevada, o custo dessa conta aumenta para o Tesouro, o que reduz a capacidade de oferta de crédito subsidiado. “Com o mesmo orçamento, o governo consegue bancar um volume menor de crédito”, diz.

Na prática, isso tende a forçar produtores a migrarem para linhas livres, historicamente mais caras.

Guerra pressiona inflação e muda cenário de juros

O avanço do conflito no Oriente Médio trouxe novas incertezas para a política monetária. Dias afirma que o principal impacto vem da alta do petróleo, que encarece energia, combustíveis e frete, com efeito disseminado sobre a inflação.

Segundo ele, o risco está na contaminação das expectativas, o que exige maior cautela dos bancos centrais.

Já Bassani classifica o cenário como um choque de oferta com potencial estagflacionário. “O aumento dos combustíveis eleva os custos de frete e de produção de alimentos”, afirma.

Diante disso, a tendência é de manutenção de juros elevados por mais tempo ou cortes mais lentos, mesmo com impacto sobre o crescimento econômico.

Mercado reduz apostas e Plano Safra entra no radar

A decisão do Copom desta semana ocorre em um ambiente de maior incerteza. Antes do ataque de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, a expectativa do mercado girava em torno de um corte de meio ponto percentual na Selic. Portanto, um quadro mais otimista.

Dias avalia que o mercado ainda vê espaço para queda da taxa básica de juros ao longo de 2026, mas agora com ritmo mais moderado. A discussão, segundo ele, deixou de ser apenas sobre o início dos cortes e passou a incluir o tamanho e a velocidade desse movimento.

Já Bassani aponta que o mercado se divide entre um corte menor ou a manutenção da taxa, após a piora nas expectativas de inflação.

“O financiamento tende a ficar mais sensível, mais caro e mais dependente da capacidade do Tesouro de sustentar subsídios”, afirma.

Na prática, isso pode resultar em maior pressão sobre o orçamento, disputa por recursos subsidiados e maior dependência de linhas livres por parte do produtor, em um cenário de custos ainda elevados.

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Câmara aprova projeto que define percentual de cacau em chocolates e elimina ‘meio amargo’


cacau e chocolate
Foto: Pixabay

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (17) um projeto de lei que estabelece regras para a quantidade mínima de cacau em produtos como chocolate e cacau em pó.

O texto também determina que o percentual de cacau seja informado na parte frontal da embalagem, ocupando pelo menos 15% da área, com caracteres legíveis e de fácil visualização.

A proposta aprovada é um substitutivo do relator, o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), ao Projeto de Lei 1769/19, de autoria do Senado. Como houve alterações, o texto retorna para nova análise dos senadores.

Regras definem composição do chocolate

O projeto estabelece parâmetros técnicos para os derivados do cacau.

Entre as definições, o texto determina que:

  • A massa ou liquor de cacau é obtida da moagem das amêndoas torradas
  • A manteiga de cacau corresponde à fração de gordura extraída dessa massa
  • Os sólidos totais de cacau resultam da soma da manteiga com os sólidos secos

No caso do chocolate ao leite, o produto deverá conter, no mínimo:

  • 25% de sólidos totais de cacau
  • 14% de sólidos de leite ou derivados

Já o cacau em pó deve ter:

  • mínimo de 10% de manteiga de cacau
  • máximo de 9% de umidade

O texto também limita em até 5% o uso de outras gorduras vegetais autorizadas.

Nova categoria e mudança no “meio amargo”

O substitutivo cria ainda a categoria “chocolate doce”, com regras próprias de composição.

Além disso, o relator retirou do texto a classificação “amargo” e “meio amargo”, mantendo apenas os critérios técnicos de composição.

A mudança ocorre após estudos indicarem distorções no mercado. Pesquisa da Universidade de São Paulo apontou que chocolates rotulados como “meio amargo” podem ter proporção de cacau semelhante à de produtos ao leite.

Fiscalização e punições

Empresas que descumprirem as regras estarão sujeitas às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor e na legislação sanitária. As novas exigências passam a valer 360 dias após a publicação da lei.

Segundo o relator, o objetivo da proposta é garantir mais clareza nas informações e evitar confusão no momento da compra.

“Não são raros os casos de produtos com baixo teor de cacau que se apresentam como chocolate de verdade”, afirmou Daniel Almeida.

Para o parlamentar, a medida permite que o consumidor compare produtos de forma mais consciente. De acordo com a Abicab, cada brasileiro consome, em média, 3,9 quilos de chocolate por ano.

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Pesquisador da Embrapa transforma moto em ‘mini trator’ para ajudar pequenos produtores


Foto: Arquivo pessoal/ Odilon Reny Ribeiro

Uma solução simples e acessível pode mudar a realidade de pequenos produtores rurais no Brasil: a adaptação de uma moto em um “mini trator”.

A tecnologia foi desenvolvida pelo pesquisador da Embrapa Algodão, Odilon Reny Ribeiro, e tem se mostrado uma alternativa viável e de baixo custo para mecanizar atividades no campo, especialmente em regiões onde o acesso a máquinas agrícolas ainda é limitado.

A inovação foi um dos destaques da primeira edição da Feira Nacional de Máquinas e Tecnologias para Agricultura Familiar, realizada até esta quarta-feira (18), na Expo Dom Pedro, em Campinas (SP).

A proposta é aproveitar um equipamento já presente na rotina de muitos agricultores, principalmente no Nordeste, e transformá-lo em uma fonte de potência para diversas atividades na propriedade.

“Esse equipamento substitui a tração animal e transforma a moto em uma fonte de potência. Com essa adaptação, é possível trabalhar com diferentes implementos e atender praticamente todas as atividades da lavoura. É uma inovação que já vem sendo utilizada por agricultores e que atende à demanda por mecanização, já que muitos não têm condições financeiras de adquirir um trator”, explica Odilon.

Com a adaptação, a motocicleta passa a operar como um pequeno trator, capaz de acionar diferentes implementos agrícolas. Na prática, a solução amplia o acesso à mecanização, reduz custos operacionais e aumenta a eficiência das atividades no campo.

Tecnologia acessível e foco na produtividade

A mecanização é apontada como um dos principais caminhos para elevar a produtividade e reduzir custos na agricultura familiar.

Durante a feira, outras soluções também chamaram atenção, como pulverizadores de menor porte e versões elétricas, desenvolvidas para reduzir gastos com combustível.

Os equipamentos são projetados para tratores de baixa potência, mais compatíveis com a realidade dos pequenos produtores.

Outro destaque foi uma colheitadeira de açaí desenvolvida pela empresa Kaatech para atender produtores da região amazônica.

O equipamento foi criado para reduzir a penosidade e os riscos da atividade, tradicionalmente realizada de forma manual e em altura elevada.

“Há cinco anos desenvolvemos pesquisas na Amazônia para chegar a esse equipamento, enfrentando os desafios da colheita, como o risco e o esforço físico. A tecnologia reduz a penosidade do trabalho, diminui a exposição a acidentes e também contribui para reduzir o trabalho infantil, além de permitir a inclusão da mão de obra feminina”, afirma Marcelo Feliciano, CEO da Kaatech.

Além de melhorar as condições de trabalho, a tecnologia pode elevar significativamente a produtividade. Segundo o executivo, a colheita pode saltar de cerca de 120 kg por período para até 500 kg, podendo chegar a 1 tonelada por dia.

Programa aposta em mecanização e capacitação

A feira também foi palco da apresentação do programa Mecaniza Mais, iniciativa voltada à ampliação do acesso a máquinas na agricultura familiar.

O projeto, idealizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com instituições de ensino, combina a oferta de equipamentos com capacitação técnica para os produtores.

A proposta é acelerar a adoção de tecnologias no campo e fortalecer a produção de alimentos com mais eficiência e sustentabilidade.

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