terça-feira, março 10, 2026

Agro

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Como a semana de soja terminou? Confira os negócios do dia


vagens de soja no campo
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com registro de negócios pontuais e baixa movimentação. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, janeiro segue com poucas ofertas, enquanto os compradores permanecem à espera do avanço da colheita e da entrada de produto a preços mais baixos a partir de fevereiro.

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De acordo com Silveira, o ambiente externo apresentou leve volatilidade, com dólar em queda e prêmios positivos. Ainda assim, os preços internos passaram por ajustes limitados, com predominância de ofertas nominais e cotações variando entre estabilidade e leves recuos. “Foi um cenário de poucos ajustes, sem força para sustentar preços mais firmes”, observa.

O analista destaca que a movimentação foi reduzida tanto nos portos quanto no segmento industrial. Nesse contexto, o produtor começa a concentrar sua atenção no andamento da colheita e nas condições climáticas nas próximas semanas.

Preços no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 134,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 135,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 127,00 para R$ 125,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 116,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 116,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 116,50 para R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00

Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a sexta-feira com comportamento misto na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), próximos da estabilidade. As primeiras posições registraram altas, enquanto os vencimentos mais longos recuaram levemente. No balanço semanal, o desempenho foi positivo.

A alta do petróleo e sinais de demanda aquecida pela soja norte-americana, especialmente por parte da China, sustentaram os preços durante boa parte do pregão. No entanto, o cenário de ampla oferta global, com expectativa de boa safra sul-americana, além dos ajustes que antecedem o relatório de janeiro do USDA, limitaram os ganhos no fechamento.

Exportadores privados dos Estados Unidos reportaram ao USDA a venda de 198.000 toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2025/26.

O mercado aguarda que o relatório de janeiro do USDA indique redução na projeção da safra norte-americana 2025/26, enquanto os estoques de passagem devem ser revisados para cima. Analistas internacionais estimam corte na produção dos Estados Unidos de 4,253 bilhões para 4,232 bilhões de bushels, com estoques finais projetados em 301 milhões de bushels.

No cenário global, a expectativa é de estoques finais mundiais de soja em 2025/26 em torno de 123,1 milhões de toneladas, acima das 122,4 milhões indicadas em dezembro. Já os estoques trimestrais norte-americanos em 1º de dezembro devem ficar acima do volume registrado em igual período de 2024, segundo projeções do mercado.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,44%, cotado a R$ 5,3658 para venda e R$ 5,3638 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3527 e a máxima de R$ 5,3982. No acumulado da semana, o dólar registrou desvalorização de 1,00%.

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Feijão tropeiro entra no top 5 dos melhores pratos vegetais do mundo


feijão tropeiro
Imagem gerada por IA

O feijão tropeiro acaba de ganhar destaque internacional ao integrar o ranking da plataforma TasteAtlas, figurando na 5ª colocação entre os melhores pratos da categoria “pratos vegetais” do mundo.

O reconhecimento coloca a cozinha mineira ao lado de tradições gastronômicas consagradas da Itália, Portugal e Índia, e reforça a projeção global dos sabores de Minas Gerais.

Com avaliação de 4,29, o prato é apresentado pela plataforma como uma receita tradicional de Minas Gerais, associada à história dos tropeiros que cruzavam o interior do Brasil transportando mercadorias e saberes.

Preparado com feijão cozido, farinha de mandioca e temperos como alho, cebola, couve e cheiro-verde, o feijão tropeiro reúne simplicidade, sustância e identidade, marcas registradas da cozinha mineira. A TasteAtlas também destaca as diferentes variações regionais da receita, reflexo da diversidade cultural e territorial do estado.

“Nossa cozinha é feita de história, afeto e saberes transmitidos de geração em geração. Esse reconhecimento valoriza não apenas um prato, mas toda uma cultura alimentar que expressa a identidade do nosso povo e fortalece Minas como destino gastronômico no cenário internacional”, destaca a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), Bárbara Botega

Herdeira de influências indígenas, africanas e portuguesas, a cozinha de mineira é conhecida pelo aproveitamento integral dos alimentos, do saber transmitido entre gerações e da criatividade diante das condições do interior do país.

Outro reconhecimento

Recentemente, Minas Gerais também foi citada pela revista Condé Nast Traveler como um dos destinos gastronômicos de 2026, reforçando o interesse internacional pela culinária do estado e pelos seus modos de fazer.

A presença em rankings e publicações especializadas amplia a visibilidade dos pratos, dos produtores locais, dos chefs, das cozinheiras tradicionais e dos territórios que dão origem a esses sabores.

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Colheita da safra brasileira 2025/26 atinge 1% da área, aponta consultoria


Cascavel, colheita de Soja, safra
Foto: Gilson Abreu/AEN

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 alcançou 1% da área plantada até o dia 9 de janeiro, de acordo com levantamento divulgado pela consultoria Safras & Mercado. Na semana anterior, encerrada em 2 de janeiro, os trabalhos ainda não haviam sido iniciados no país.

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Comparação com a colheita do ano passado

O percentual colhido supera o registrado em igual período da safra passada, quando apenas 0,2% da área havia sido colhida.

Ainda assim, o avanço permanece levemente abaixo da média histórica para o período, estimada em 1,2%.

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ABPA esclarece os benefícios do acordo Mercosul-UE para o complexo carne e ovos


complexo carne exportações
Foto: Pixabay/ Montagem: Canal Rural

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebra, em nota, o aceite do Bloco Europeu e a concretização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, resultado de um processo de negociação de mais de 25 anos e de elevada complexidade técnica.

“O acordo representa um avanço relevante para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos, com impactos graduais e bem delimitados para o setor de proteínas animais”, destaca.

A entidade ressalta que no caso da carne de frango, o acordo não interfere, não altera e não substitui o sistema de cotas já em vigor entre o Brasil e a União Europeia, que permanece plenamente válido.

De acordo com a ABPA, o que o acordo acrescenta é a criação de um novo contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa, a ser compartilhado entre os países do bloco.

“Esse volume será composto por 50% de produtos com osso e 50% de produtos sem osso e terá implantação gradual em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total anual no sexto ano de vigência. A partir desse momento, o contingente passa a se repetir anualmente”.

Carne suína e ovos

Já para a carne suína, o acordo cria, pela primeira vez, um contingente tarifário preferencial específico para o Mercosul, inexistente até então para o Brasil. A cota final prevista é de 25 mil toneladas anuais, com tarifa intracota de € 83 por tonelada, substancialmente inferior à tarifa aplicada fora da cota.

“Assim como na carne de frango, a implantação ocorrerá em seis etapas anuais iguais, com crescimento progressivo do volume até o atingimento do teto anual. A efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia para a abertura do mercado, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional”, diz a nota.

No segmento de ovos, o acordo estabelece contingentes tarifários específicos, também no âmbito do Mercosul, isento de tarifa intr­a-cota. Estão previstos 3 mil toneladas anuais para ovos processados e 3 mil toneladas anuais para albuminas, criando uma oportunidade concreta para a ampliação das exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado.

Ao mesmo tempo, a ABPA ressalta que os contingentes criados pelo acordo são cotas do Mercosul, e não exclusivas do Brasil, o que demandará coordenação intrabloco para definição dos critérios de alocação entre os países membros. Os impactos econômicos positivos serão graduais, acompanhando o cronograma de implantação e condicionados ao cumprimento rigoroso dos requisitos sanitários, regulatórios e às regras de aplicação de salvaguardas, que devem permanecer estritamente técnicas e excepcionais.

Por fim, a ABPA ressalta que a concretização do acordo Mercosul–União Europeia reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais, em complementariedade à produção local, com base em sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva.

“O pleno aproveitamento das oportunidades abertas dependerá de uma implementação técnica, previsível e transparente, em linha com os princípios do comércio internacional e da segurança alimentar global”, finaliza a entidade.

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Empresário é denunciado por fraude envolvendo café avaliado em R$ 132 milhões em cooperativa


Divulgação Cocapil

Pelo menos 30 produtores rurais procuraram a polícia para denunciar o empresário Elvis Vilhena Faleiros, de Franca (SP), pelo desaparecimento de cerca de 21 mil sacas de café que estavam armazenadas nos barracões da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil). Faleiros é presidente da cooperativa, que tem sede em Ibiraci, no sul de Minas Gerais.

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De acordo com as investigações, o número de vítimas pode ser ainda maior e chegar a aproximadamente 180 produtores. O prejuízo estimado é de, no mínimo, R$ 132 milhões, considerando o volume de café que teria sumido dos armazéns da cooperativa.

Além de cafeicultores de Ibiraci, há relatos de produtores afetados em municípios de Minas Gerais e de São Paulo, como Claraval e Cássia (MG), além de Franca e Cristais Paulista (SP), o que amplia o alcance do caso e reforça a dimensão do impacto financeiro sobre o setor.

A Justiça decretou a prisão de Elvis Vilhena Faleiros, que segue foragido. No âmbito do processo, ele e dois diretores da Cocapil tiveram os bens penhorados como forma de garantir eventual ressarcimento às vítimas. As investigações continuam para apurar responsabilidades e o destino do café desaparecido.

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Exploração de petróleo cresce, mas riscos ambientais preocupam


Petróleo - opep
Foto: Pixabay

O petróleo ultrapassou a soja e assumiu a liderança entre os produtos mais exportados pelo Brasil, refletindo o avanço da exploração e da produção no país. O movimento, no entanto, reacende o debate sobre os desafios de conciliar crescimento econômico, segurança energética e preservação ambiental.

De acordo com o comentarista do Canal Rural, Daoud, o Brasil passou por uma mudança estrutural ao longo das últimas décadas. Antes dependente da importação, o país se tornou um grande exportador de petróleo, considerado por muito tempo um dos principais gargalos da economia brasileira.

Ao mesmo tempo, o avanço da atividade ocorre em um cenário em que o Brasil se apresenta internacionalmente como potência ambiental, guardião da maior biodiversidade do planeta e protagonista nas discussões sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.

Segundo Daoud, a matriz energética mundial ainda depende fortemente do petróleo, o que dificulta uma transição imediata para fontes totalmente limpas. “O petróleo, do ponto de vista climático, é um desastre. Mas o mundo ainda precisa dele”, afirmou.

O comentarista explicou que o governo brasileiro tem defendido a exploração como parte de um processo de transição energética, com foco na redução das emissões de CO₂ e no avanço gradual de fontes mais sustentáveis. Nesse contexto, o petróleo segue sendo tratado como um recurso estratégico, inclusive para financiar essa transição.

Preocupação ambiental

O debate ganhou novos contornos após o registro de um vazamento de fluido utilizado na perfuração de poços de petróleo. Embora não se trate de vazamento de óleo, o episódio reforçou as preocupações ambientais. De acordo com Daoud, o risco de contaminação é menor do que no caso do petróleo, mas ainda assim representa impacto ao meio ambiente.

Para o comentarista, o Brasil enfrenta um dilema complexo. De um lado, a necessidade de preservar o meio ambiente, essencial para a produção de alimentos e para a imagem do país no cenário internacional. De outro, a exploração de uma riqueza natural relevante em um país que ainda enfrenta desafios socioeconômicos.

“O Brasil ainda é um país pobre. Essa riqueza vai ficar enterrada até quando? O desafio é conciliar a exploração do petróleo com a preservação ambiental”, concluiu.

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Acordo UE-Mercosul beneficiará agro, mas indústria terá de otimizar produção


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Foto: Ivan Bueno/AnP

A plena consolidação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que se arrasta há mais de 25 anos, parece mais perto do que nunca. O tratato criará a maior área de livre comércio do mundo, com potencial de atingir 718 milhões de consumidores e somar um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões.

Contudo, ainda há resistência de países-membros do bloco europeu, como França e Irlanda. Além disso, a imprensa internacional destaca que cerca de 150 deputados europeus são contrários ao acordo e ameaçam judicializar a questão.

O mestre em Direito Internacional Werner Grau lembra que essa é a terceira vez que o Mercosul tenta concluir o tratato: a primeira em 2019 e a segunda em 2024.

“O agronegócio brasileiro é, desde 2020, o maior exportador de commodities do mundo. Então é um dado que assusta e é natural que tenha uma resistência do outro lado. É esperada essa resistência, essa tentativa de obter novos benefícios”, diz, em referência aos países europeus que apenas aceitaram o acordo após obterem salvaguardas, a exemplo da Itália.

O especialista lembra que, da mesma forma que a proposta necessita ser aprovada pelos parlamentares europeus, precisa ser chancelada internamente pelos Congressos de todos os países-membros do Mercosul, casos de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia.

O acordo isenta de tarifas o trânsito de importação e exportação entre os blocos, estimando-se que 90% dos produtos não tenham qualquer tipo de sobretaxa para chegar à União Europeia ou ao Mercosul.

“Para o Brasil há um ganho gigantesco na exportação de commodities. Já na indústria, alguns segmentos vão precisar otimizar a produção e competitividade em relação aos produtos que chegarão mais baratos também, então é uma via de mão dupla”, salienta.

“Nós temos uma oportunidade de crescimento gigantesco nesse nosso já pujante mercado que é o agronegócio. E vamos ter de outro lado uma oportunidade também e, nesse sentido, o Estado brasileiro tem que ser muito diligente para viabilizar a otimização de determinados segmentos que vão ter uma competição maior de produtos estrangeiros”, conclui.

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Retorno do El Niño e La Niña ‘ainda no jogo’: verão pode ter calorão e chuvas; saiba onde


efeito la niña - entrevista nadiara pereira
Foto: Reprodução/Canva

A previsão do tempo para as regiões produtoras de soja do Brasil indica mudanças no padrão climático ao longo das próximas semanas. De acordo com o mais recente boletim National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), a atual condição de La Niña já dá sinais de enfraquecimento e deve perder força a partir de fevereiro, caminhando para um cenário de neutralidade climática.

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Na prática, esse movimento significa que as chuvas típicas do verão tendem a não se estender com a mesma regularidade em direção ao outono. Esse ponto acende um alerta especialmente para os produtores que pretendem semear o milho segunda safra mais tardiamente, já que a redução da umidade pode comprometer o desenvolvimento das lavouras.

Retorno do El Niño

O cenário projetado indica um outono e um inverno sob neutralidade climática, mas com atenção redobrada para a primavera. Os modelos apontam crescimento da probabilidade de retorno do El Niño, com mais de 50% de chance de atuação do fenômeno nesse período. Caso se confirme, a próxima safra exigirá planejamento cuidadoso, principalmente durante a semeadura, diante da expectativa de ondas de calor mais intensas e chuvas irregulares no início da janela ideal.

Ciclone extratropical

No curto prazo, o destaque fica para a formação de um ciclone extratropical na Região Sul neste fim de semana. O sistema deve provocar volumes significativos de chuva no Sul do país, no interior de São Paulo e em Mato Grosso do Sul, com acumulados entre 50 e 70 milímetros em cinco dias. Há risco de temporais mais fortes, o que pode prejudicar os trabalhos em campo.

Em contraste, produtores de Goiás, Minas Gerais e do interior do Matopiba devem seguir com condições mais favoráveis para as atividades agrícolas nos próximos cinco dias, com tempo mais estável.

Previsão do tempo indica frente fria

Na próxima semana, o avanço de uma frente fria deve levar chuva novamente para São Paulo e para o centro-sul de Minas Gerais, incluindo o Triângulo Mineiro. As precipitações ajudam lavouras semeadas mais tarde, mas também podem atrapalhar os trabalhos no campo, já que os volumes também podem variar entre 50 e 70 milímetros em cinco dias.

O tempo em 20 a 24 de janeiro

Já no período entre 20 e 24 de janeiro, a tendência é de intensificação das chuvas, principalmente no oeste e no norte de Mato Grosso. Em alguns pontos, os acumulados podem ultrapassar os 100 milímetros em cinco dias, reforçando a necessidade de monitoramento constante das condições climáticas.

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Brasil terá novas regras para entrada de produtos agropecuários; veja quais


Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

A partir do dia 4 de fevereiro, o Brasil terá novas regras para o transporte de produtos agropecuários nas bagagens de passageiros que estejam fazendo viagens internacionais. A medida está prevista em portaria publicada em dezembro pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

A meta é impedir a entrada de “agentes causadores de doenças e pragas que possam colocar em risco a saúde pública, o meio ambiente e o patrimônio agropecuário brasileiro”, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

A fiscalização será feita por meio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), a quem caberá analisar os riscos que alguns itens podem implicar, caso entrem no país.

Lista de produtos

Entre os itens estão: animais, vegetais, bebidas, fertilizantes, corretivos, agrotóxicos, alimentos, produtos de madeiras, estimulantes e biofertilizantes.

Também integram a lista materiais genéticos para uso na reprodução animal e na propagação de vegetais; produtos de uso veterinário e destinados à alimentação animal; e inoculantes – produtos que contêm bactérias ou fungos destinados a favorecer o desenvolvimento das plantas.

“A lista de produtos agropecuários estabelecida na portaria poderá ser atualizada a qualquer momento, em decorrência de eventos sanitários, da produção de conhecimento para a gestão do risco zoofitossanitário (relativo à segurança da saúde animal e vegetal), bem como de alterações nos procedimentos aduaneiros”, informou a Secom.

Documentação

Quem estiver transportando, durante a viagem, produtos desses tipos, que necessitem de autorização de importação, terá de preencher um documento emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária Mapa, “que será encaminhado eletronicamente pelo serviço técnico emissor às unidades do Vigiagro nos locais de ingresso”.

A Secom explica que o documento deverá conter informações descrevendo os bens agropecuários a serem importados, incluindo quantidade, forma de acondicionamento, país de origem e de procedência; modal de transporte (que poderá ser aéreo, marítimo, fluvial, lacustre, rodoviário ou ferroviário); via de transporte autorizada; e local de ingresso no território nacional.

Também será necessária a apresentação do prazo de validade da autorização de importação, além da dados do viajante que transportará os produtos. A declaração será por meio do documento e-DBV – Declaração Eletrônica de Bens do Viajante, a ser entregue na unidade do Vigiagro por meio do canal “Bens a Declarar”.

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Governo comemora acordo comercial entre Mercosul e União Europeia


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Foto: Camex

Após a aprovação pelos países-membros da União Europeia do acordo com o Mercosul nesta sexta-feira (9), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma nota celebrando a decisão dos europeus.

A nota destaca que será um dos maiores acordo comerciais do mundo, pois abrange 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto de US$ 22 trilhões. O comunicado ainda informa que não há, por enquanto, uma data e local para a assinatura do tratado. Veja abaixo a íntegra da nota:

Brasil saúda a decisão, em reunião do Conselho da União Europeia realizada hoje (9/1), de aprovar a assinatura do Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia. A cerimônia de assinatura deverá ocorrer em data e local a serem acordados em conjunto entre os países do Mercosul e o lado europeu.

A aprovação pelas instâncias comunitárias europeias permitirá que o Acordo de Parceria seja assinado após mais de 26 anos do início das negociações. O Acordo integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões de dólares. Trata-se do maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores dentre aqueles pactuados pela União Europeia com parceiros comerciais.”

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