segunda-feira, março 16, 2026

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Ferrugem asiática eleva custos da soja e reforça aposta em nova tecnologia de fungicida


fazenda, soja
Foto: Ihara/divulgação

A ferrugem asiática segue como a principal ameaça fitossanitária das lavouras de soja no Brasil. Nos municípios produtores, o controle da doença representa entre 5% e 11% do custo operacional efetivo, podendo responder por mais de 40% dos gastos da lavoura.

Além da ferrugem, outras doenças fúngicas também desafiam o produtor ao longo do ciclo da cultura, como mancha-alvo, oídio, antracnose e anomalias da soja, que podem surgir em diferentes fases do desenvolvimento da planta.

Nesse cenário, especialistas reforçam que planejamento agronômico e manejo adequado são fundamentais para preservar o potencial produtivo das lavouras.

Manejo começa antes mesmo do plantio

Segundo o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Ihara, Andrey Boiko, o sucesso no controle de doenças depende de uma série de decisões tomadas ao longo de todo o sistema produtivo.

“Existem diversas etapas do processo que precisam ser observadas pelo agricultor e ele sabe fazer isso melhor do que ninguém. Desde a escolha da variedade, os tratos culturais iniciais, o preparo do solo, a adubação e o plantio direto”, afirma.

De acordo com o especialista, o controle de pragas e plantas daninhas também faz parte desse conjunto de práticas que contribuem para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento da cultura.

Paraná lidera registros de ferrugem na safra

Na safra atual, o Paraná aparece entre os estados com maior número de casos de ferrugem asiática, com mais de 50 registros confirmados, segundo dados do Consórcio Antiferrugem.

Considerada uma das doenças mais severas da soja, a ferrugem pode provocar perdas de até 90% na produtividade quando não controlada, o que mantém os produtores em constante alerta.

A experiência do produtor Juarez Penz, de Passo Fundo (RS), mostra como o impacto pode ser significativo. Em anos anteriores, a ferrugem comprometeu parte da lavoura e resultou em perdas de cerca de 10 sacas por hectare.

“Tivemos anos com muita ferrugem, principalmente quando tem umidade e temperatura alta. A incidência aumenta e tivemos dificuldade no controle”, relata.

Tecnologia busca ampliar proteção das lavouras

Diante da pressão crescente das doenças, novas tecnologias de proteção têm sido incorporadas ao manejo fitossanitário.

Uma das soluções desenvolvidas pela Ihara é o fungicida Sugoy, formulado com três ingredientes ativos que atuam de forma complementar no controle das principais doenças da soja.

Segundo o gerente de produtos da Ihara, Archimedes Nishida, a proposta é oferecer uma solução completa para o produtor.

“Sugoy é uma grande oportunidade ao agricultor. Ele tem em sua formulação fungicida protetor, sendo uma solução completa, trazendo controle de doenças com alta seletividade”, afirma.

Dez anos de pesquisa até chegar ao campo

O desenvolvimento do produto exigiu uma década de pesquisa e investimento em tecnologia.

De acordo com Boiko, o maior desafio foi reunir diferentes ingredientes ativos em uma formulação estável e eficiente.

“É muito difícil unir três ingredientes ativos em uma formulação estável e seletiva, que permita ao agricultor trabalhar com eficiência e agilidade no campo”, conta.

A formulação em suspensão concentrada permite que os ingredientes ativos sejam rapidamente absorvidos pela planta e permaneçam disponíveis por mais tempo, protegendo a lavoura mesmo sob condições climáticas adversas.

Estratégia no manejo de resistência

Outro desafio no controle de doenças é o manejo da resistência dos fungos aos produtos utilizados no campo.

Segundo o pesquisador Carlos Forcelini, da Agro Tecno Research, a combinação de diferentes grupos químicos aumenta a eficácia da estratégia.

“Mesmo que o patógeno tenha resistência a algum dos ativos, é muito difícil que consiga se defender do fungicida aplicado quando há múltiplos mecanismos de ação”, afirma.

Aplicação no momento certo é decisiva

No manejo fitossanitário da soja, o momento da aplicação também é determinante para o sucesso do controle.

Boiko afirma que a severidade das doenças no Brasil exige mais de uma aplicação ao longo do ciclo da cultura.

“Muitas vezes é necessário lançar mão de várias aplicações para proteger a cultura no período mais sensível, que é a fase reprodutiva, quando a planta está formando os grãos”, destaca.

Fungicidas se tornam indispensáveis

Produtores que acompanham a evolução da cultura da soja relatam que o cenário atual exige cada vez mais atenção ao manejo fitossanitário.

O produtor Sergio Pierdoná, terceira geração de agricultores no Sul do país, afirma que a realidade mudou nas últimas décadas.

“Até o começo dos anos 2000 a gente praticamente não tratava a soja. Com a ferrugem, isso mudou. Hoje é indispensável fazer o tratamento com fungicida”, diz.

Ele destaca que soluções prontas também facilitam a operação no campo. “Em vez de colocar três produtos no pulverizador, você coloca um só. Fica muito mais prático e ágil.”

Eficiência e segurança na aplicação

Além da proteção da lavoura, a tecnologia também busca reduzir riscos operacionais no momento da aplicação.

Segundo Nishida, a formulação do fungicida elimina a necessidade de misturas adicionais no tanque.

“O produtor tem uma solução completa, que minimiza o risco operacional e traz maior consistência no controle”, afirma.

A expectativa da Ihara é continuar investindo em inovação para a proteção de cultivos nos próximos anos.

“Nós podemos garantir que a Ihara vai trazer ainda mais inovação e novos produtos para o agricultor brasileiro”, conclui Boiko.

Com a expansão da área de soja e a pressão crescente de doenças, especialistas avaliam que manejo integrado, monitoramento constante e tecnologias avançadas serão cada vez mais essenciais para manter a produtividade e a sustentabilidade das lavouras brasileiras.

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Receita Federal divulga calendário para declaração de imposto de renda 2026


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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O prazo para envio da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) de 2026 começa na próxima segunda-feira (23) e segue até o dia 29 de maio.

As informações, referentes ao ano-calendário de 2025, foram publicadas nesta segunda-feira (16) pela Receita Federal por meio de instrução normativa no Diário Oficial da União.

De acordo com o texto, devem apresentar a declaração contribuintes residentes no Brasil que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584 em 2025.

Também estão obrigadas a enviar a declaração pessoas que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil.

A obrigatoriedade também vale para investidores que fizeram operações de alienação em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, cuja soma foi superior a R$ 40 mil ou que tiveram ganhos líquidos sujeitos à tributação.

No caso da atividade rural, devem declarar os contribuintes que registraram receita bruta superior a R$ 177.920.

De acordo com o texto, a declaração deve ser elaborada, exclusivamente, por meio dos seguintes canais:

Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao exercício de 2026, disponível para download no site da Secretaria Especial da Receita Federal;
serviço Meu Imposto de Renda, também disponível no site da secretaria e em aplicativo da secretaria para dispositivos móveis como tablets e smartphones.

Tira-dúvidas

No ar desde 2023, a série Tira-Dúvidas do IR, da Radioagência Nacional, terá 22 episódios em 2026. Os áudios serão exibidos pela Rádio Nacional e estarão disponíveis na Radioagência Nacional e Agência Brasil. De hoje até o último dia da declaração, os veículos publicam episódios às segundas e sextas-feiras.

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Preço do feijão tem queda, mas média de março segue mais alta que a de fevereiro, aponta Cepea


feijão-carioca ou carioquinha
Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

A última semana foi marcada pela queda nos preços do feijão na maior parte das regiões brasileiras. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o recuo está ligado à baixa demanda observada nos últimos dias.

Apesar disso, o feijão carioca de nota 9 ou superior manteve, em março, cotações 8,72% acima das registradas em fevereiro. No caso do feijão preto, os preços também permaneceram 1,1% maiores que no período anterior, mas a maior oferta de vendedores acabou pressionando os valores no mercado.

Oscilações de preços já chegam ao consumidor

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as variações de preço do feijão já começaram a ser sentidas pelo consumidor em fevereiro.

O feijão carioca registrou alta de 11,73% no segundo mês do ano, enquanto no acumulado de 12 meses a elevação foi de 11,5%.

Já o feijão preto apresentou comportamento diferente. Em fevereiro, houve alta de 2,84%, mas no acumulado de 12 meses as cotações registraram queda de 22,78%.

De acordo com o Cepea, no campo o feijão carioca acumula valorização significativa em 12 meses, com alta de 42,2% para grãos de nota 9 ou superior e de 55,7% para os classificados entre 8,0 e 8,5. No caso do feijão preto, o avanço foi bem mais modesto, de apenas 1% no mesmo período.

Os dados indicam que os aumentos observados no campo ainda foram repassados apenas parcialmente ao consumidor final.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Com guerra no radar, mercado eleva projeção de inflação e juros em 2026


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Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O mercado financeiro elevou a projeção para a inflação em 2026 e manteve praticamente estável a expectativa de crescimento da economia brasileira. Os dados constam no boletim Focus divulgado pelo Banco Central, com base nas estimativas de instituições financeiras.

A mediana das projeções indica inflação de 4,10% neste ano, acima dos 3,91% estimados na semana anterior e dos 3,95% registrados há quatro semanas.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa é de crescimento de 1,83% em 2026, ligeiramente superior aos 1,82% da semana passada e aos 1,80% projetados há um mês.

Juros sobem novamente para 12,25%

As projeções para a taxa básica de juros foram ajustadas novamente. A estimativa do mercado indica Selic em 12,25% ao ano ao final de 2026, mesma taxa observada há quatro semanas, mas acima dos 12,13% previstos na semana passada.

Para 2027, a expectativa segue em 10,50%, enquanto para 2028 e 2029 as projeções são de 10,00% e 9,50%, respectivamente.

O reajuste nas estimativas ocorre em meio à guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã. O conflito, que completou três semanas no último sábado (14), tem causado uma escala nos preços do petróleo — aumentando o risco de inflação e de juros elevados em todo o globo.

Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central irá decidir sobre o futuro da Selic.

Câmbio projetado em R$ 5,40

A expectativa para o dólar ao final de 2026 recuou levemente. A mediana do mercado passou de R$ 5,41 para R$ 5,40, abaixo também dos R$ 5,50 estimados há quatro semanas.

Para os anos seguintes, as projeções indicam R$ 5,47 em 2027, R$ 5,50 em 2028 e R$ 5,51 em 2029.

Superávit comercial maior em 2026

No setor externo, o mercado elevou a estimativa para o saldo da balança comercial brasileira neste ano.

A projeção passou para US$ 69,56 bilhões em 2026, acima dos US$ 69,09 bilhões estimados na semana anterior e dos US$ 68 bilhões projetados há quatro semanas.

Para os anos seguintes, o mercado prevê superávit de US$ 72,85 bilhões em 2027, US$ 74 bilhões em 2028 e US$ 74,95 bilhões em 2029.

Conta corrente e investimentos

A estimativa para o déficit em conta corrente do Brasil em 2026 foi revisada para US$ 67,40 bilhões, ligeiramente acima da previsão de US$ 67,70 bilhões da semana anterior.

Já a projeção para investimento direto no país permanece em US$ 75 bilhões neste ano, sem alteração nas últimas semanas.

Dívida pública e resultado fiscal

As estimativas para a dívida líquida do setor público indicam 70% do PIB em 2026, mesma projeção da semana passada.

Para o resultado primário, o mercado mantém expectativa de déficit de 0,5% do PIB neste ano, enquanto o resultado nominal deve registrar déficit de 8,5% do PIB.

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Milho segue em alta com setor de olho na guerra no Oriente Médio


De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. Foto: Pixabay.
De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. Foto: Pixabay.

O mercado do milho tem registrado alta nas últimas semanas. Segundo o Cepea, apesar de manterem bons estoques do cereal, muitos produtores estão concentrados em outras atividades no campo, o que acaba reduzindo o ritmo de comercialização.

Dados recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a safra colhida em fevereiro conta com estoque inicial de 12,68 milhões de toneladas. O volume é superior ao registrado na temporada passada, quando o estoque era de 11,88 milhões de toneladas.

O que acontece é que a venda dessa mercadoria tem ficado em segundo plano, visto que a prioridade dos agentes neste período tem sido a comercialização da soja e a semeadura da segunda safra do milho. Outro fator que colabora para a crescente nos preços é a procura dos compradores para repor os estoques do produto, gerando alta demanda para pouca oferta.

Frete

A concorrência nos valores do frete, que já está acirrada, pode aumentar nos próximos dias. Agentes do setor acompanham com atenção o desenrolar dos conflitos no Oriente Médio, já que o bloqueio de rotas marítimas pode impactar as cotações do transporte.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Festa do Peão de Barretos inicia pré-venda de ingressos nesta segunda-feira


Foto: Divulgação/ Alisson Demetrio

A Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos inicia nesta segunda-feira (16), a partir do meio-dia, a pré-venda de ingressos para a edição de 2026, que será realizada entre 20 e 30 de agosto, no tradicional Parque do Peão, em Barretos (SP).

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Nesta primeira fase de vendas, a compra é exclusiva para cooperados do Sicoob que possuem cartão de crédito da instituição financeira. O período especial ocorre entre 16 e 18 de março, ou enquanto durarem os ingressos disponibilizados neste lote.

A venda para o público em geral começa na quarta-feira (19), também a partir das 12h. A comercialização é realizada exclusivamente pela internet, por meio da plataforma Total Acesso.

Evento chega à 71ª edição em 2026

A Festa do Peão de Barretos chega em 2026 à 71ª edição, consolidada como o maior evento do gênero na América Latina. A programação reúne competições de rodeio, shows musicais e diversas atrações culturais que celebram a tradição sertaneja.

Entre os destaques estão os principais campeonatos nacionais de rodeio e o Barretos International Rodeo, além de uma agenda com mais de 100 apresentações musicais distribuídas em diferentes palcos.

O evento também conta com feira comercial, espaço infantil e ampla oferta gastronômica, atraindo milhares de visitantes de todo o país.

Gusttavo Lima será embaixador da edição

A programação musical já confirmou o cantor Gusttavo Lima como embaixador da edição de 2026, papel que ele assume pela terceira vez.

O artista tem duas apresentações previstas, ambas aos sábados, nos dias 22 e 29 de agosto.

Serviço

Evento: 71ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos
Data: 20 a 30 de agosto de 2026
Pré-venda exclusiva (Sicoob): 16 a 18 de março
Venda geral: a partir de 19 de março
Ingressos: barretos.totalacesso.com

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Anvisa proíbe comercialização de marca de azeite após identificar irregularidades


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira (16) a proibição da comercialização dos azeites da marca San Olivetto em todo o território nacional após a identificação de inconsistências relacionadas à origem do produto e às empresas envolvidas na sua cadeia comercial.

Com a medida, ficam vetadas a venda, distribuição, fabricação, importação, publicidade e uso do azeite de oliva extra virgem da marca, além da determinação de apreensão de todos os lotes disponíveis no mercado.

Segundo informações da Anvisa, o rótulo do produto aponta como importadora a empresa Agro Indústria e Cerealista Norte Paraná Ltda. No entanto, o CNPJ da companhia está suspenso na Receita Federal desde 22 de maio de 2025, devido a inconsistências cadastrais.

A situação também envolve a empresa indicada como distribuidora, Comercial Alimentícia e Cerealista Capixaba Ltda, cujo registro foi baixado em 6 de novembro de 2024 após processo de liquidação voluntária.

Diante das inconsistências identificadas, a Anvisa afirmou que não foi possível comprovar a procedência do produto, o que motivou a adoção das medidas sanitárias.

De acordo com a agência reguladora, a decisão segue normas da legislação sanitária brasileira voltadas à segurança alimentar e à regularização de produtos comercializados no país.

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Com petróleo acima de US$ 100, Trump propõe coalizão para reabrir o Estreito de Ormuz


Foto: World Economic Forum/Benedikt von Loebell

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu a formação de uma coalizão internacional para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás. A iniciativa ocorre em meio à escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã, que já entrou na terceira semana e tem provocado forte volatilidade nos mercados de energia.

Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% da energia comercializada globalmente. Desde os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, grande parte dos petroleiros enfrenta dificuldades para atravessar a região.

Segundo Trump, o governo norte-americano entrou em contato com sete países, incluindo China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido, para pedir apoio na garantia da segurança da rota marítima.

Apesar da pressão de Washington, alguns aliados importantes já sinalizaram cautela. Japão e Austrália afirmaram que não pretendem enviar navios de guerra para escoltar embarcações na região neste momento.

Pressão sobre a China

Trump também elevou o tom nas negociações com Pequim. Em entrevista ao Financial Times, o presidente norte-americano afirmou que pode adiar sua visita oficial à China, prevista para o fim do mês, caso o país não demonstre disposição em participar da coalizão.

Segundo ele, a China deveria contribuir para a segurança da rota por depender fortemente do petróleo proveniente do Oriente Médio.

As declarações ocorreram enquanto o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, se reunia em Paris com o vice-premiê chinês He Lifeng, em mais uma rodada de negociações comerciais entre as duas potências.

Pequim, no entanto, evitou comentar diretamente o pedido de Washington. Em coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, reiterou apenas o apelo do país por uma redução das tensões e o fim dos combates no Oriente Médio.

Irã diz que rota não está totalmente fechada

O governo iraniano afirmou que o Estreito de Ormuz não está completamente bloqueado.

Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, a passagem marítima continua aberta para outros países, mas está restrita a embarcações dos Estados Unidos, de Israel e de seus aliados, considerados pelo governo iraniano como participantes da ofensiva militar contra o país.

A tensão na região já provoca impactos diretos nos mercados globais de energia. O petróleo Brent superou os US$ 104,50 por barril, refletindo o receio de investidores sobre possíveis interrupções no fornecimento.

Além do transporte marítimo, o conflito também tem causado restrições no tráfego aéreo e ataques com drones na região do Golfo, aumentando a instabilidade geopolítica.

Autoridades norte-americanas avaliam que o confronto pode ser resolvido em algumas semanas, o que ajudaria a reduzir os preços da energia. Já o governo iraniano afirmou que está preparado para manter o conflito “pelo tempo que for necessário”.

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Guerra no Oriente Médio eleva preço da soja, mas exigências fitossanitárias travam exportações


Reprodução Aprosoja Brasil

Os preços internacionais da soja registraram alta na última semana, impulsionados principalmente pelo aumento das tensões no Oriente Médio. O cenário geopolítico elevou as preocupações sobre o fluxo de petróleo na região e sustentou as cotações das commodities energéticas, refletindo também no mercado de grãos.

De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização externa contribuiu para elevar a paridade de exportação da soja brasileira, o que ajudou a sustentar as cotações no mercado doméstico.

Apesar desse movimento de alta, o ritmo de negócios nos portos brasileiros foi limitado nos últimos dias. Segundo o Cepea, novos protocolos de exigências fitossanitárias têm gerado incertezas no comércio internacional da oleaginosa.

Esse cenário levou à devolução de cargas destinadas à exportação, o que acabou reduzindo o volume de negociações nos portos.

Diante das dúvidas sobre a aplicação das novas regras, parte dos agentes do mercado passou a priorizar negociações no mercado interno, especialmente entre diferentes regiões produtoras.

A estratégia busca reduzir riscos enquanto exportadores e compradores aguardam maior clareza sobre os procedimentos sanitários exigidos nas operações internacionais.

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Congresso promulga acordo comercial Mercosul–União Europeia nesta terça-feira


Senado
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O Congresso Nacional deve promulgar nesta terça-feira (17), em sessão solene, o decreto legislativo que ratifica o Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A cerimônia está marcada para as 15h30 e formaliza a aprovação do texto pelo Parlamento brasileiro.

O acordo foi firmado em janeiro, em Assunção, no Paraguai, e aprovado pelo Senado no início de março, encerrando um processo de negociação que se estendeu por mais de duas décadas.

O tratado prevê a redução de tarifas para cerca de 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela União Europeia, ampliando o acesso entre os mercados dos dois blocos.

Juntos, Mercosul e União Europeia representam um mercado de aproximadamente 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 22,4 trilhões, equivalente a cerca de R$ 115 trilhões.

Dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) indicam que a União Europeia é atualmente o segundo principal parceiro comercial do Brasil.

Em 2025, o fluxo de comércio entre Brasil e o bloco europeu somou cerca de US$ 100 bilhões (R$ 520 bilhões) em bens, com ligeiro superávit para os países europeus.

Entrada em vigor depende de ratificação

Para que o acordo passe a valer plenamente, é necessário que os países envolvidos comuniquem formalmente a ratificação do tratado.

A Comissão Europeia anunciou em 27 de fevereiro que pretende iniciar a aplicação provisória das regras comerciais, mesmo antes da ratificação completa por todos os parlamentos nacionais da União Europeia.

No caso brasileiro, a promulgação do decreto legislativo pelo Congresso era uma das etapas necessárias para formalizar a adesão do país ao acordo.

Segundo o governo brasileiro, a expectativa é de que o tratado entre em vigor em até 60 dias após a promulgação.

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