terça-feira, junho 16, 2026

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Preços de etanol, diesel e gasolina caem em maio em todo o Brasil, aponta IPTL


Combustíveis caem 1,47% e levam transportes ao recuo no IPCA-15 de maio

Os preços médios de etanol, diesel e gasolina recuaram em maio em todo o Brasil, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), divulgado com base em transações realizadas em 21 mil postos do país. O etanol registrou a maior queda do período, de 6,58%, e fechou o mês a R$ 4,54 por litro. Já o diesel comum caiu 4,42%, para R$ 7,13, o diesel S-10 recuou 3,81%, para R$ 7,32, e a gasolina teve baixa de 1,16%, para R$ 6,82.

De acordo com a Edenred, o movimento de queda acompanhou a retração do petróleo no mercado internacional e a acomodação das cotações. Na sexta-feira (29), o barril do Brent para agosto era negociado a US$ 91,39, com recuo de 1,43%, enquanto o WTI para julho caía 1,46%, para US$ 87,61. A empresa informou que, no mercado brasileiro, os preços ainda seguem influenciados por fatores como logística e ritmo de repasse ao consumidor.

Em nota, o diretor de Unidades de Negócio da Edenred, Vinicios Fernandes, afirmou que maio teve um movimento mais amplo de acomodação dos combustíveis, com destaque para o etanol e para o diesel, produto diretamente ligado ao transporte de cargas.

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No recorte regional, o Norte apresentou as maiores médias. Nessa região, o diesel S-10 terminou maio a R$ 7,72, abaixo do diesel comum, a R$ 7,75. O Sul registrou os menores preços médios para diesel comum, a R$ 6,73, diesel S-10, a R$ 6,95, e gasolina, a R$ 6,63. O Sudeste teve o etanol mais barato do país, a R$ 4,39. O Centro-Oeste foi a única região com alta na gasolina, de 1,32%.

Entre os estados, Roraima concentrou os maiores preços médios, com diesel comum a R$ 8,47, diesel S-10 a R$ 8,36, etanol a R$ 5,95 e gasolina a R$ 7,78. No outro extremo, o Rio Grande do Sul teve os menores valores para diesel comum, a R$ 6,67, diesel S-10, a R$ 6,78, e gasolina, a R$ 6,49. Em São Paulo, o etanol caiu 8,66% ante abril e fechou maio a R$ 4,22.

Para o setor agropecuário, o recuo do diesel reduz a pressão sobre frete e operações de transporte, enquanto a queda do etanol mantém atenção sobre a competitividade do biocombustível em estados produtores. O levantamento também mostrou que o etanol foi financeiramente mais vantajoso do que a gasolina em dez unidades da federação, incluindo Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

A Edenred também informou expectativa de alívio gradual para a gasolina nas próximas semanas após ajuste anunciado pela Petrobras para a gasolina A, mas ressaltou que o repasse ao consumidor ainda dependerá de distribuidoras, postos, tributação e custos logísticos. Sem novos dados oficiais sobre junho, o alcance desse movimento ainda precisa ser acompanhado nas próximas leituras do mercado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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PMI industrial dos Estados Unidos sobe para 54 em maio, informa ISM


PMI industrial dos Estados Unidos sobe para 54 em maio, informa ISM

O índice de gerentes de compras industrial dos Estados Unidos subiu de 52,7 em abril para 54 em maio, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (1º) pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM). O resultado ficou acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam 53,1. Como a leitura permaneceu acima de 50 pontos, o indicador voltou a sinalizar expansão da atividade manufatureira no mês.

O avanço de 1,3 ponto entre abril e maio mostra aceleração do ritmo industrial nos Estados Unidos, uma das principais referências para o mercado global. Na metodologia do ISM, leituras acima de 50 indicam expansão, enquanto números abaixo desse patamar apontam retração.

Além da comparação mensal, o dado surpreendeu positivamente em relação ao consenso do mercado, ao superar em 0,9 ponto a estimativa da FactSet. O material divulgado no conteúdo de origem, no entanto, não detalha os subíndices do levantamento, como novas encomendas, produção, emprego ou preços pagos, o que limita uma análise mais aprofundada sobre a composição do resultado.

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Para os agentes econômicos, o PMI industrial dos Estados Unidos é acompanhado porque ajuda a medir o nível de atividade da maior economia do mundo. Esse tipo de indicador pode influenciar expectativas sobre juros, comportamento do dólar, fluxo para mercados financeiros e percepção sobre demanda global por bens industriais e matérias-primas.

No caso do agronegócio, a leitura tem relevância indireta por afetar o ambiente macroeconômico internacional. Mudanças nas expectativas para a economia norte-americana costumam repercutir sobre commodities, câmbio e custos financeiros, variáveis que entram na formação de preços, exportações e decisões comerciais de produtores, cooperativas e tradings.

Ainda assim, o dado isolado do PMI não permite concluir, por si só, efeitos imediatos sobre cadeias agropecuárias específicas. Para essa avaliação, é necessário observar também o comportamento do dólar, das bolsas de commodities e de outros indicadores dos Estados Unidos nas próximas sessões.

O resultado de maio reforça a continuidade da expansão industrial nos Estados Unidos, mas o impacto prático sobre mercados ligados ao agro dependerá da leitura conjunta com juros, câmbio e demanda internacional. Sem o detalhamento completo dos componentes do índice, não há base suficiente para projeções mais amplas neste momento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Preço do etanol cai em 20 estados e no Distrito Federal, diz ANP


Etanol recua 5,31% em maio; gasolina e diesel S-10 também caem

Os preços médios do etanol hidratado recuaram em 20 estados e no Distrito Federal na semana passada, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado nesta segunda-feira (1º). No período, o valor médio nacional caiu 1,17% nos postos pesquisados, para R$ 4,22 por litro. O movimento foi acompanhado por estabilidade em dois estados e alta em outros quatro.

Em São Paulo, principal estado produtor e consumidor do biocombustível, o preço médio caiu 2,08%, para R$ 3,93 por litro. Entre os estados com alta, o maior avanço porcentual foi registrado no Amapá, de 2,40%, com preço médio de R$ 5,98 por litro. Também houve elevação no Maranhão, de 0,19%, para R$ 5,17; em Minas Gerais, de 0,24%, para R$ 4,23; e no Pará, de 0,20%, para R$ 5,13.

O menor preço encontrado em um posto foi de R$ 2,95 por litro, em São Paulo. O maior valor individual da semana foi de R$ 6,39 por litro, na Bahia. No recorte por médias estaduais, São Paulo teve o menor preço médio, de R$ 3,93, enquanto o Amapá registrou o maior, de R$ 5,98.

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Na comparação com a gasolina, a ANP apontou que o etanol foi mais competitivo em sete estados e no Distrito Federal. Na média nacional, a paridade ficou em 63,75%, nível considerado favorável ao etanol frente ao derivado de petróleo. Os porcentuais foram de 68,03% na Bahia, 62,73% no Distrito Federal, 66,23% em Goiás, 60,09% em Mato Grosso, 63,38% em Mato Grosso do Sul, 67,25% em Minas Gerais, 64,54% no Paraná e 60,74% em São Paulo.

Esse indicador é acompanhado de perto pelo setor sucroenergético porque ajuda a medir a atratividade do biocombustível no consumo e sua posição relativa no mercado de combustíveis. O levantamento divulgado não detalha, porém, fatores adicionais de oferta, demanda ou distribuição que expliquem as variações regionais da semana.

Os dados da ANP mostram um ambiente de preços mais baixos no curto prazo e manutenção da competitividade do etanol em parte relevante do mercado. Segundo agentes do setor citados no levantamento, o biocombustível pode seguir atrativo mesmo com paridade superior a 70%, a depender da eficiência do veículo utilizado. Sem informações adicionais sobre produção, estoques e logística na semana, não é possível projetar com precisão o comportamento dos preços nas próximas rodadas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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CMN amplia acesso de produtores pessoas físicas a financiamentos para inovação


CMN amplia acesso de produtores pessoas físicas a financiamentos para inovação

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta segunda-feira (1º), a inclusão de produtores rurais pessoas físicas e empresários individuais entre os beneficiários de operações de financiamento à inovação, digitalização e modernização tecnológica com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A medida foi formalizada pela Resolução CMN nº 5.306 e alcança atividades agropecuárias, florestais, de pesca, aquícolas e serviços diretamente relacionados.

A decisão não cria uma nova linha de crédito, mas amplia o público elegível para operações já existentes. Na prática, produtores rurais pessoas físicas passam a poder acessar financiamentos voltados à inovação tecnológica, automação, conectividade rural, digitalização e modernização produtiva, desde que atendam aos critérios de enquadramento de cada programa.

Entre as modalidades citadas estão o BNDES Mais Inovação, para projetos de digitalização, automação, inteligência artificial, conectividade e agricultura de precisão; o BNDES Finame, para aquisição de tratores, colheitadeiras, pulverizadores, drones, sensores e outras máquinas com tecnologia embarcada; e o Finame Baixo Carbono, voltado a equipamentos para redução de emissões e ganho de eficiência ambiental.

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A resolução também abrange operações para implantação de internet no campo, monitoramento remoto, infraestrutura digital, telemetria, sensoriamento, rastreabilidade e softwares de gestão agropecuária. Segundo o conteúdo divulgado, a medida foi construída em articulação entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Ministério da Fazenda e o BNDES.

Do ponto de vista operacional, a mudança amplia o acesso de um grupo relevante de produtores a instrumentos já disponíveis no sistema de financiamento, o que pode favorecer investimentos em bens de capital de maior intensidade tecnológica. Isso inclui máquinas, equipamentos e soluções de agricultura de precisão, com potencial de elevar a eficiência produtiva e a capacidade de monitoramento das propriedades.

O alcance efetivo da medida dependerá das condições de cada linha, como critérios de elegibilidade, análise de crédito e regras operacionais do agente financeiro. O material divulgado não informou volume adicional de recursos nem estimativa de número de beneficiários.

Com a ampliação do público elegível, a resolução cria uma base regulatória para maior acesso de pessoas físicas às operações de inovação no campo. A dimensão prática do efeito sobre investimentos, adoção tecnológica e demanda por máquinas dependerá da contratação das linhas já existentes e das condições oferecidas ao produtor.

Fonte: gov.br

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Safra estadual de citros é aberta no Rio Grande do Sul em Montenegro


Safra estadual de citros é aberta no Rio Grande do Sul em Montenegro

A 26ª Abertura Oficial da Safra Estadual de Citros ocorreu nesta sexta-feira (29), na localidade de Fortaleza, no interior de Montenegro, no Vale do Caí. O encontro marcou o início da colheita no Rio Grande do Sul e reuniu produtores, técnicos, lideranças do setor e autoridades estaduais. A expectativa apresentada no evento é de manutenção do desempenho observado na safra de 2025, em uma cadeia que supera 37 mil hectares cultivados no estado.

Segundo dados apresentados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), o estado ocupa a sexta posição nacional na produção de laranjas e a terceira na produção de bergamotas. A citricultura gaúcha tem base relevante na agricultura familiar e presença consolidada em regiões como o Vale do Caí.

Na safra de 2025, as laranjas lideraram em área plantada, com 22,7 mil hectares, produção de 354 mil toneladas e participação de 8.024 produtores. As bergamotas somaram 12,8 mil hectares e 197 mil toneladas. Já os limões alcançaram 1,6 mil hectares e 20 mil toneladas.

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Além do volume produzido, a atividade tem peso econômico na cadeia regional. De acordo com as informações divulgadas no evento, o Valor Bruto da Produção da citricultura gaúcha superou R$ 1 bilhão na safra de 2024. O resultado ajuda a explicar a relevância da cultura para a renda no campo, para o abastecimento e para segmentos ligados ao comércio e à indústria.

No campo sanitário, o principal ponto destacado foi a prevenção ao greening, doença que ainda não integra os pomares gaúchos, segundo a Seapi. Durante a abertura, o secretário Márcio Madalena afirmou que o foco do estado é impedir a entrada da praga por meio da atuação do Departamento de Defesa Vegetal e de parcerias com a assistência técnica. A previsão informada é de mais de R$ 2 milhões em 2026 para ações de assistência aos produtores.

A manutenção da sanidade dos pomares, somada ao suporte técnico, tende a ser um dos fatores centrais para o desempenho da nova safra.

Com área superior a 37 mil hectares e produção distribuída entre laranjas, bergamotas e limões, a citricultura do Rio Grande do Sul inicia a colheita com foco em continuidade produtiva e vigilância fitossanitária. Sem estimativa consolidada de volume para 2026 no conteúdo disponível, o acompanhamento da safra dependerá da evolução da colheita e do controle sanitário nos pomares.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Guilherme Coelho assume presidência do Conselho de Administração da Embrapa


Embrapa Pecuária Sul abre edital para bolsas de iniciação científica e tecnológica

O engenheiro agrônomo Guilherme Coelho assumiu, na última sexta-feira (29), a presidência do Conselho de Administração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A posse ocorreu durante reunião de gestores da estatal em Maceió (AL). A indicação foi feita pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), segundo informações divulgadas pela própria empresa e pela pasta.

Coelho passa a comandar o colegiado responsável por acompanhar diretrizes estratégicas da Embrapa, empresa pública vinculada ao Mapa e voltada ao desenvolvimento de pesquisa agropecuária. A mudança ocorre em um momento em que a instituição mantém atuação em áreas como agricultura, pecuária, sistemas produtivos regionais, inovação tecnológica e adaptação climática no campo.

Produtor rural e engenheiro agrônomo, Guilherme Coelho presidiu a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) por dois mandatos consecutivos, entre 2020 e 2026. Segundo o material oficial, sua trajetória esteve ligada à fruticultura e à ampliação da presença do setor brasileiro no mercado internacional.

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Após a posse, o novo presidente conduziu sua primeira reunião à frente do conselho ao lado da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e dos demais conselheiros. No encontro, unidades da Embrapa Semiárido, da Embrapa Algodão e da Embrapa Alimentos e Territórios apresentaram resultados, desafios e perspectivas de atuação no Nordeste.

Em manifestação divulgada pela Embrapa, Coelho afirmou que pretende ampliar a aproximação entre a pesquisa e o produtor rural. A declaração reforça um ponto central para o setor: a capacidade de transformar desenvolvimento técnico em tecnologia aplicada no campo, com alcance para pequenos, médios e grandes produtores, além da agricultura familiar.

A composição do conselho também inclui representantes do Mapa, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Ministério da Fazenda, membros independentes e representante dos empregados da empresa. Renato Bigliazzi exercerá a presidência substituta do colegiado.

A mudança no comando do Conselho de Administração tem relevância institucional porque a Embrapa ocupa posição estratégica na geração de tecnologias para a agropecuária brasileira. Os efeitos práticos da nova gestão sobre prioridades, governança e direcionamento da pesquisa dependerão das decisões futuras do colegiado e da execução das agendas já em andamento na empresa.

Fonte: gov.br

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Focus reduz projeção do dólar no fim de 2026 para R$ 5,16


Dólar fecha acima de R$ 5,05 e acumula alta de 3,55% na semana

A mediana das projeções do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (1). Há um mês, a estimativa era de R$ 5,25. O levantamento também mostrou revisão para baixo nas projeções de 2027, enquanto os números para 2028 e 2029 ficaram estáveis na comparação semanal.

Considerando apenas as 31 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, recorte mais sensível a mudanças recentes de cenário, a mediana para o dólar no fim de 2026 passou de R$ 5,20 para R$ 5,10. O movimento indica ajuste das expectativas de curto prazo entre os agentes consultados pelo Banco Central.

Para 2027, a projeção mediana recuou de R$ 5,26 para R$ 5,25. Quatro semanas antes, a estimativa estava em R$ 5,30. Já para 2028, a mediana foi mantida em R$ 5,30, abaixo dos R$ 5,39 observados há um mês. No caso de 2029, a projeção permaneceu em R$ 5,40 pela quarta semana consecutiva.

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O Banco Central informa que a projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média da taxa no mês de dezembro, e não no valor estimado para o último dia útil de cada ano, metodologia adotada até 2020.

Para o agronegócio, o câmbio é uma variável central porque influencia a competitividade das exportações, a formação dos preços internos de commodities e o custo de itens importados, como fertilizantes, defensivos, máquinas e combustíveis. No entanto, o relatório divulgado nesta segunda-feira (1) traz apenas as medianas das expectativas e não detalha, por si só, os fatores que levaram às revisões nem os efeitos setoriais por cadeia produtiva.

Na prática, mudanças nas projeções do dólar costumam ser acompanhadas por produtores, cooperativas, tradings e agroindústrias, especialmente em momentos de definição de compra de insumos, comercialização antecipada e travamento de câmbio.

As novas estimativas do Focus indicam leve acomodação nas expectativas para a moeda americana nos próximos anos. O efeito efetivo sobre o setor agro dependerá da trajetória do câmbio à vista, do comportamento das commodities e dos custos dolarizados ao longo dos próximos meses, pontos que o levantamento não detalha.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Fundos reduzem posição comprada em soja e milho na Bolsa de Chicago


Fundos reduzem posição comprada em soja na Bolsa de Chicago

Fundos de investimento reduziram suas apostas na alta da soja e do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) na semana encerrada em terça-feira (26), segundo dados divulgados pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos (CFTC). Na soja, a posição líquida comprada caiu 7%, de 198.037 para 184.229 lotes. No milho, a redução foi de 28%, de 293.342 para 211.337 lotes.

Os números indicam uma diminuição da exposição comprada dos fundos nos dois principais grãos negociados em Chicago. No caso da soja, a retração de 13.808 lotes mostra ajuste mais moderado que o observado no milho. Já no cereal, a queda foi de 82.005 lotes na comparação semanal, movimento mais amplo entre os produtos informados.

No trigo, o comportamento foi diferente. Os fundos ampliaram em 423% as apostas na queda dos preços até terça-feira (26). A posição líquida vendida passou de 3.089 para 16.154 lotes, aumento de 13.065 lotes no período.

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As posições da CFTC são acompanhadas pelo mercado por indicarem o grau de exposição de investidores financeiros aos contratos futuros agrícolas. Quando há redução da posição líquida comprada, o dado sinaliza menor convicção na continuidade de alta dos preços. No caso do aumento da posição líquida vendida, o movimento aponta reforço nas apostas de baixa.

Os dados divulgados não detalham, por si só, os fatores que motivaram a alteração das posições entre soja, milho e trigo. Também não há, no material informado, atualização simultânea das cotações dos contratos ou indicação de eventos climáticos, logísticos ou comerciais que tenham influenciado diretamente a decisão dos fundos.

Para o setor agropecuário, esse tipo de ajuste é relevante porque interfere na leitura de humor do mercado internacional e pode influenciar a volatilidade dos preços futuros das commodities.

Sem informações adicionais sobre câmbio, clima ou demanda externa no período, a leitura técnica imediata é de reposicionamento dos fundos nos três mercados. Novos dados da CFTC e o comportamento dos contratos em Chicago serão necessários para confirmar se o movimento representa apenas ajuste semanal ou mudança mais duradoura na direção das apostas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Juros futuros sobem com petróleo, Treasuries e revisão da inflação


Juros futuros caem com recuo do petróleo e alívio externo

As taxas dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) operavam em alta na manhã desta segunda-feira (1º), em meio à elevação do petróleo no mercado internacional, ao avanço dos rendimentos dos Treasuries e às revisões para cima da inflação no Boletim Focus. O movimento ocorreu enquanto o dólar recuava frente ao real. O pano de fundo externo foi a ausência de acordo entre Estados Unidos e Irã, fator que manteve pressão sobre os preços da energia.

Às 9h10, o contrato de DI para janeiro de 2027 subia a 14,120%, ante 14,083% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2029 avançava a 13,895%, de 13,841%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passava a 13,930%, frente a 13,884% na sexta-feira (29).

No exterior, a reação dos mercados esteve associada ao impasse entre Estados Unidos e Irã, que sustentou a valorização do petróleo. Em paralelo, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também subiam, reforçando a pressão sobre a curva de juros. No mercado doméstico, os agentes acompanharam ainda a revisão para cima das expectativas de inflação divulgadas no Boletim Focus, documento de referência do Banco Central.

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A combinação entre petróleo mais caro e expectativas inflacionárias mais elevadas tende a influenciar a precificação dos juros futuros, porque amplia a percepção de risco para a trajetória da inflação e, por consequência, para o custo do dinheiro. Para o setor agropecuário, esse ambiente tem relação direta com despesas financeiras, capital de giro e crédito para custeio e investimento, além de possível reflexo sobre combustíveis e fretes.

O recuo do dólar ante o real atuava em direção oposta, reduzindo parte da pressão cambial sobre preços internos. O material disponível, no entanto, não informa a magnitude da queda da moeda norte-americana nem a variação do petróleo e dos Treasuries ao longo da sessão.

O comportamento da curva de juros deve seguir condicionado aos desdobramentos do cenário externo, à evolução das expectativas de inflação e à leitura do mercado sobre a política monetária. Sem informações adicionais sobre novos indicadores ou sinalizações do Banco Central nesta sessão, não há base suficiente para projetar a duração do movimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Cultivar de eucalipto adaptada ao frio é apresentada em dia de campo no Paraná


Cultivar de eucalipto adaptada ao frio é apresentada em dia de campo no Paraná

Produtores, viveiristas, técnicos e representantes do setor florestal participaram, na quarta-feira (28), de um dia de campo em Candói, no Paraná, para conhecer a cultivar BRSGTR 0701 Versátil, de Eucalyptus benthamii. O material foi desenvolvido para regiões sujeitas a geadas no Sul do Brasil e tem como principal aplicação a produção de biomassa para fins energéticos. A cultivar é resultado de um programa de melhoramento genético conduzido ao longo de 19 anos pela Embrapa Florestas em parceria com a Golden Tree Reflorestadora.

Durante o evento, os participantes acompanharam palestras técnicas pela manhã e, à tarde, visitaram a área de produção de sementes. Segundo a Embrapa Florestas, a cultivar reúne características como elevada sobrevivência em áreas com ocorrência de geadas, manutenção do crescimento em baixas temperaturas, boa forma de fuste e madeira voltada principalmente para energia.

De acordo com o pesquisador Paulo Eduardo Telles dos Santos, da Embrapa Florestas, os experimentos aos 7 anos registraram diâmetro à altura do peito (DAP) médio de 35,2 centímetros, altura média de 29,8 metros e produção de 1,43 metro cúbico por árvore. A recomendação técnica é para áreas com altitude acima de 700 metros, solos bem drenados e plantio entre setembro e março.

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A principal destinação do material é a produção de lenha, carvão, bio-óleo, cavacos e vapor, além do uso da madeira em construções rurais. Segundo a Embrapa, a cultivar também pode contribuir para maior eficiência no uso da área e para regularidade no fornecimento de biomassa em sistemas produtivos.

O desenvolvimento incluiu seleção fenotípica, genética e genômica, além de avaliações dendrométricas, análises de DNA, estudos tecnológicos da madeira e levantamentos multiespectrais com drones. Segundo o pesquisador Estefano Paludzyszyn Filho, a propagação clonal ainda não é viável, mas a cultivar seminal oferece segurança genética e produtividade.

A pesquisa contou ainda com apoio da Cooperativa Agrária e do Grupo Illich em testes de campo. O trabalho de melhoramento segue em andamento, com validações em outras regiões e uso de seleção genômica ampla, segundo a pesquisadora Ananda Aguiar.

Para o setor florestal do Sul do país, a apresentação da BRSGTR 0701 Versátil amplia a base técnica para plantios comerciais em áreas frias, sobretudo onde a limitação climática reduz opções de espécies. Novos resultados dependerão da continuidade das validações regionais e do desempenho da cultivar em diferentes ambientes de produção.

Fonte: embrapa.br

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