sexta-feira, julho 3, 2026

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Carne processada em maio já pode ser sobretaxada pela China; o que esperar da arroba?


carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

O boi gordo comprado pelos frigoríficos ao longo do mês de maio e a ser processado em carne, embalado e despachado em contêineres já será sobretaxado em 55% por conta do tempo de viagem, entre 45 e 50 dias, para chegar à China. A avaliação é do coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri.

Isso porque diante da cota imposta pelo país asiático em 2026, de 1,1 milhão de toneladas, importadores se apressaram a garantir volumes da proteína, escapando de cobranças adicionais. “Então, agora, o comprador já está mais desacelerado em relação a essa demanda”, contextualiza.

Fabbri também pondera que no mercado interno, os preços do frango e do suíno caíram nas últimas semanas, o que deixa o boi menos competitivo no atacado, levando o mercado a reduzir aquisições.

“Diante desses fatores, a expectativa é de queda para a arroba do boi em maio, um mês que, historicamente, é desfavorável, já que desde 2003, em apenas dois anos tivemos um mês de maio com preços da arroba maiores do que os registrados em abril. Acreditamos que os preços girem entre R$ 340 e R$ 345 na praça-base São Paulo ao longo do mês”, conclui.

Dia das mães não atendeu expectativas

Mesmo diante dos preparativos para o Dia das Mães, data que, historicamente, eleva o consumo interno de carne bovina, o mercado físico do boi gordo registrou uma semana de preços acomodados.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, houve tentativas de compra em patamares mais baixos em estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo. “Por outro lado, em Mato Grosso observou-se um encurtamento das escalas de abate, levando a indústria local a elevar os preços pagos ao pecuarista”, contextualiza.

Variação de preços do boi na semana

Os valores da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 7 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 350, baixa de 2,78% frente aos R$ 360 praticados na
    semana passada;
  • Goiás (Goiânia): R$ 340, queda de 1,45% ante aos R$ 345 registrados no final
    da semana anterior;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 340, inalterado frente ao fechamento da semana passada;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350, sem mudanças em relação ao encerramento da última semana;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360, sem modificações ante ao fechamento da semana passada;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 330, estável perante o fechamento do mês anterior.

Mercado atacadista

No mercado atacadista, o analista de Safras & Mercado ressalta que os preços sinalizaram alguma acomodação, mesmo em meio à entrada de salários na economia e a comemoração do Dia das Mães.

O analista acrescenta que o mercado não oferece espaço para altas contundentes, considerando que o atual nível de preços já assume patamares proibitivos para boa parcela da população.

“A competitividade da carne bovina é menor na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação com a carne de frango”, pontua.

  • Quarto do dianteiro: precificado a R$ 23 por quilo na semana, recuo de 2,13% frente aos R$ 23,50 no final da semana passada;
  • Cortes do traseiro bovino: cotados a R$ 28,00 por quilo, queda de 1,75% frente aos R$ 28,50 encerrados no final da semana anterior.

Exportações de carne bovina

Carne bovina embalada
Foto: Divulgação Iagro

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,572 bilhão em abril (20 dias úteis), com média diária de US$ 78,625 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 251,944 mil toneladas, com média diária de 12,597 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.241,50.

Em relação a abril de 2025, houve alta de 29,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 4,3% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,1% no preço médio.

*Com informações de Safras News

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Carne processada em maio já será sobretaxada pela China; o que esperar do preço da arroba?


boi, China
Foto: Arquivo/Canal Rural

O boi gordo comprado pelos frigoríficos ao longo do mês de maio e a ser processado, embalado e despachado em contêineres já será sobretaxado em 55% por conta do tempo de viagem, entre 45 e 50 dias, para chegar à China. A avaliação é do coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri.

Isso porque diante da cota imposta pelo país asiático em 2026, de 1,1 milhão de toneladas, importadores se apressaram a garantir volumes da proteína, escapando de cobranças adicionais. “Então, agora, o comprador já está mais desacelerado em relação a essa demanda”, contextualiza.

Fabbri também pondera que no mercado interno, os preços do frango e do suíno caíram nas últimas semanas, o que deixa o boi menos competitivo no atacado, levando o mercado a reduzir aquisições.

“Diante desses fatores, a expectativa é de queda para a arroba do boi em maio, um mês que, historicamente, é desfavorável, já que desde 2003, em apenas dois anos tivemos um mês de maio com preços da arroba maiores do que os registrados em abril. Acreditamos que os preços girem entre R$ 340 e R$ 345 na praça-base São Paulo ao longo do mês”, conclui.

Dia das mães não atendeu expectativas

Mesmo diante dos preparativos para o Dia das Mães, data que, historicamente, eleva o consumo interno de carne bovina, o mercado físico do boi gordo registrou uma semana de preços acomodados.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, houve tentativas de compra em patamares mais baixos em estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo. “Por outro lado, em Mato Grosso observou-se um encurtamento das escalas de abate, levando a indústria local a elevar os preços pagos ao pecuarista”, contextualiza.

Variação de preços do boi na semana

Os valores da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 7 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 350, baixa de 2,78% frente aos R$ 360 praticados na
    semana passada;
  • Goiás (Goiânia): R$ 340, queda de 1,45% ante aos R$ 345 registrados no final
    da semana anterior;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 340, inalterado frente ao fechamento da semana passada;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350, sem mudanças em relação ao encerramento da última semana;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360, sem modificações ante ao fechamento da semana passada;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 330, estável perante o fechamento do mês anterior.

Mercado atacadista

No mercado atacadista, o analista de Safras & Mercado ressalta que os preços sinalizaram alguma acomodação, mesmo em meio à entrada de salários na economia e a comemoração do Dia das Mães.

O analista acrescenta que o mercado não oferece espaço para altas contundentes, considerando que o atual nível de preços já assume patamares proibitivos para boa parcela da população.

“A competitividade da carne bovina é menor na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação com a carne de frango”, pontua.

  • Quarto do dianteiro: precificado a R$ 23 por quilo na semana, recuo de 2,13% frente aos R$ 23,50 no final da semana passada;
  • Cortes do traseiro bovino: cotados a R$ 28,00 por quilo, queda de 1,75% frente aos R$ 28,50 encerrados no final da semana anterior.

Exportações de carne bovina

Carne bovina embalada
Foto: Divulgação Iagro

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,572 bilhão em abril (20 dias úteis), com média diária de US$ 78,625 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 251,944 mil toneladas, com média diária de 12,597 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.241,50.

Em relação a abril de 2025, houve alta de 29,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 4,3% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,1% no preço médio.

*Com informações de Safras News

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‘Cruzamento industrial com nelore é a grande alavanca para venda de sêmen da raça angus’, diz liderança do setor 


Mateus Pivato, diretor executivo da Associação Brasileira de Angus (Foto: Lucas Nunes).
Mateus Pivato, diretor executivo da Associação Brasileira de Angus (Foto: Lucas Nunes).

As vendas de sêmen da raça angus cresceram 31,2% em 2025, segundo dados apresentados pela Associação Brasileira de Angus. O cenário é bem diferente do observado entre os anos de 2021 e 2023, quando apresentaram uma retração de 38%. Em 2024, o mercado reagiu, subindo 1,5%.

Para o diretor executivo da entidade, Mateus Pivato, o avanço foi impulsionado pelo ciclo pecuário e pela demanda por carne de qualidade. “Quando analisamos os dados, observamos que quando há um aumento no preço do bezerro e do boi gordo, a comercialização de sêmen também sobe”, afirmou.

O desempenho, segundo ele, também acompanha o crescimento do Programa Carne Angus Certificada, que registrou mais de 612 mil animais abatidos em 2025. Há mais de 20 anos, técnicos da entidade, em parceria com a indústria, varejos e restaurantes, acompanham todo o processo de produção dos cortes que levam o selo de certificação da associação, conforme critérios públicos.

Recuperação após retração

Pivato afirmou que o momento atual difere do cenário observado em 2020, ano recorde para a raça. “O mercado de corte como um todo cresceu na casa dos 8%, enquanto o angus cresceu 31,2%”, afirmou.

Além disso, neste período, a associação observou um aumento na absorção de animais meio-sangue angus pelo mercado. “A gente vê um momento diferente, com muito mais absorção desse animal, tanto pelo Programa Carne Angus Certificada – que praticamente dobrou o abate quando comparado aquela época.”, disse.

Mercado externo amplia demanda

De acordo com o executivo, a redução de rebanhos em países produtores abriu espaço para a carne bovina brasileira. “A própria Europa vem reduzindo seus rebanhos nos últimos anos e isso vem sendo visto como algumas lacunas de oportunidade que o Brasil pode assumir”, afirmou.

Pivato citou ainda Estados Unidos, Austrália e Argentina como mercados relevantes no segmento de carne de qualidade. Para ele, o cenário internacional cria demanda para animais oriundos do cruzamento industrial com angus.

Reprodutor da raça Angus. Foto: ABA
Reprodutor da raça Angus. Foto: ABA.

Cruzamento com nelore lidera demanda

O diretor da associação afirmou que o cruzamento entre angus e nelore segue como principal vetor para o avanço da genética da raça no Brasil. Segundo ele, a combinação entre as duas raças reúne características ligadas à adaptação, qualidade de carne e desempenho produtivo.

“O cruzamento industrial com nelore é a grande alavanca para venda de sêmen da raça angus. É uma dádiva que a gente tem aqui no Brasil, produção em clima tropical de carne de qualidade. Eu acho que a gente tem um diamante na mão. São duas raças que vêm fazendo trabalhos fantásticos”, afirmou.

Pivato também destacou a evolução genética do nelore. “O nelore também vem evoluindo muito em qualidade de carcaça, precocidade. Então cada vez mais esse casamento de interesses vem produzindo um produto melhor”, disse.

Genética ganha espaço na pecuária

Na avaliação de Pivato, a genética tende a ganhar participação nos sistemas de produção voltados à carne de qualidade, e que ela precisa atuar em conjunto com outros pilares da produção pecuária. “Não podemos esquecer dos outros pilares da zootecnia, nutrição, sanidade, manejo, mas a genética se consolida como algo extremamente importante”, disse.

Ele citou o programa de melhoramento genético da associação, o Promebo, como ferramenta para seleção de animais voltados ao mercado de carne premium. “Temos uma seleção do angus Nacional muito bem definida e que tem tudo para entregar o que o mercado deseja”, afirmou.

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Embrapa desenvolve insumo à base de resíduos suínos para substituir fertilizantes fosfatados


Estruvita
Estruvita

A Embrapa Agrobiologia (RJ) realizou uma pesquisa quanto ao uso da estruvita como fertlizante nas plantações de soja e trigo. Cientistas envolvidos no estudo apontam que o uso desse insumo, produzido a partir de resíduos da suinocultura, é uma opção viável para reduzir a utilização e dependência fosfatados importados.

Experimentos realizados mostram que o produto teve capacidade de suprir até 50% da demanda por fósforo, mantendo a quantidade de produção equivalente a realizada com o fertilizante convencional.

Pesquisador da Embrapa, Caio de Teves Inácio, ressalta que a idéia não é apenas substituir fertilizantes. “Estamos criando uma nova rota tecnológica para o campo brasileiro, alinhada à sustentabilidade, à autonomia e à inovação”, afirma o coordenador do estudo.

A estruvita, material usado no novo tipo de fertilização, tem formação feita por cristais de fosfato de magnésio e amônio, além de ser produzido a partir da precipitação química de nutrientes de resíduos da suínocultura. Caio intera que o produto representa o conceito de economia circular na agropecuaria, “Transformamos um passivo ambiental, que são os efluentes animais, em um insumo agrícola de alto valor agregado”, explica.

Outro fator fundamental para ser considerado um sucesso o estudo, são resultados que mostram a eficiência desse tipo de fertilizante, se mostrando superior em termos de recuperação do fósforo aplicado no solo.

O solo brasileiro tropical, desgastados pelo clima, costuma fixar o fósforo de forma rápida, o que limita a eficácia do fertilizante convencional. Visto que a liberação do novo tipo de fertlização é feita de forma lenta e gradual, seu aproveitamento é maior.

A recomendação preliminar indica que a estruvita pode ser aplicada sozinha ou em combinação com outros fertilizantes solúveis. As doses podem variar de 50% a 100%, a depender da cultura e do solo.

Através disso, pesquisadores desenvolveram um tipo de fertilização organomineral, combinando nutrientes minerais com matéria orgânica. Em testes, a formulação combinada obteve resultados 50% maiores nos primeiros 28 dias, comparadas com a estruvita pura.

Além dos pontos positivos relacionados a agronomia, outros fatores econômicos e ambientais reforçam o beneficio desse fertilizante.

“Estamos falando de uma tecnologia nacional, que reduz a dependência de insumos importados, reaproveita os nutrientes de resíduos agropecuários e melhora a eficiência do uso do fósforo, um recurso natural não renovável”, comenta Caio.

O uso da estruvita soluciona um problema de reposição inadequada de dejetos animais. Locais com produção suína intensiva, como no Sul e no Centro-Oeste, a precipitação da estruvita da permissão de retirar o excesso de nutrientes antes de aplicar no solo, o que reduz o risco de contaminação de águas subterrâneas. A característica ainda colabora com a ampliação da produção de granjas, limitada pela quantidade de nutrientes (fósforo e nitrogênio) que podem ser despejados no solo.

Outro ponto positivo, é o lado econômico em relação aos produtores, que a partir dos resíduos, passariam a gerar um insumo comercializável dos resíduos. Projeções da Embrapa indicam que o uso dessa tecnologia em propriedades com mais de 5 mil suínos pode gerar cerca de 340 mil toneladas de estruvita por ano no país.

Cenário da estruvita no Brasil ainda é pouco conhecido

A produção de estruvita vinda através da recuperação de nutrientes efluentes é vista como uma tecnologia sustentável na economia circular. A abordagem não só evita a poluição por excesso de nutrientes em cursos d’água, como também gera o fertilizante.

Falando do cenário global, o interesse pela estruvita cresceu exponencialmente na última década. Mais de 80 instalações desse tipo de produção operavam em 2019, principalmente em países mais desenvolvidos que enfrentam excedentes de fósforo oriundos da pecuária intensiva ou da alta densidade populacional. A liderança de países em relação a esse tipo de pesquisa fica entre China, EUA e Alemanha, que são referencia nesse campo.

Caio ainda ressaltou como o produto ainda é desconhecido no Brasil, “É um paradoxo: temos um recurso promissor, mas pouco se sabe sobre seu comportamento nas nossas condições de solo, que são predominantemente ácidas e com alta capacidade de adsorção de fósforo”, completou o pesquisador.

*Com informações da Embrapa Agrobiologia

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Sementes de tamarindo podem ajudar no controle do açúcar no sangue, revela estudo


tamarindo
Foto: Agecom/UFRN

Os alimentos ricos em carboidratos fazem parte do dia a dia da maioria dos brasileiros. No entanto, para pessoas com diabetes mellitus, eles representam um desafio constante: o aumento rápido da glicose no sangue após as refeições.

É nesse contexto que um estudo, desenvolvido na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), apresenta um composto natural extraído da semente de tamarindo como possível aliado no controle da hiperglicemia.

A pesquisa, produto de mestrado da aluna Larissa Souza, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (Ppgnut/UFRN), demonstrou que o inibidor de tripsina (TTI) é capaz de reduzir a atividade da α-amilase, enzima responsável pela quebra de carboidratos em açúcares simples.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores combinaram ensaios laboratoriais com simulações computacionais de alta complexidade, realizadas com apoio do Núcleo de Processamento de Alto Desempenho (NPAD) da UFRN, fundamental para a modelagem molecular envolvida no estudo.

Alternativas naturais

O interesse por alternativas naturais no controle da glicemia cresce à medida que a diabetes se consolida como um dos principais problemas de saúde pública no país e no mundo.

Nesse sentido, compostos bioativos de origem vegetal ganham espaço por apresentarem potencial terapêutico associado a menor agressividade ao organismo, além de possibilidades de aplicação preventiva e complementar às terapias convencionais.

“Esses resultados revelam o potencial funcional de compostos naturais aplicados à nutrição e à saúde”, afirma a professora Ana Heloneida de Araujo Morais, líder do grupo de pesquisa Nutrição e Substâncias Bioativas (NutriSBioativoS), da UFRN.

Além disso, nos testes realizados, tanto a proteína original extraída da semente de tamarindo quanto os pequenos fragmentos dela apresentaram capacidade de se ligar à α-amilase, reduzindo sua atividade em mais de 37%.

A interação entre as moléculas foi observada por meio de modelagem molecular in silico — simulações feitas por meio de computadores —, que permitiu visualizar, em nível detalhado, como esses compostos se “encaixam” na enzima, interferindo em sua função digestiva.

Essas análises computacionais foram complementadas por ensaios in vitro — realizados fora de um organismo vivo — de atividade enzimática, reforçando a confiabilidade dos resultados.

De acordo com a pesquisadora, os dados obtidos dialogam com estudos anteriores do grupo, que já indicavam efeitos sacietogênicos, anti-inflamatórios e impactos positivos sobre parâmetros metabólicos, como a glicemia, em modelos experimentais animais.

Implicações do estudo

Sendo assim, as implicações do estudo são amplas. Do ponto de vista social, a pesquisa contribui para o desenvolvimento de estratégias voltadas à prevenção e ao controle de distúrbios metabólicos, como obesidade e diabetes.

No campo científico, fortalece o conhecimento sobre a bioatividade de proteínas vegetais. Já sob a perspectiva tecnológica, os resultados abrem caminho para o desenvolvimento futuro de alimentos funcionais, nutracêuticos e aplicações biotecnológicas, ainda que não existam produtos consolidados no mercado.

O suporte do NPAD permitiu acelerar as análises, ampliar a robustez dos resultados e fortalecer parcerias com pesquisadores de outras áreas, como a química.

Para os próximos anos, o estudo aponta novos caminhos. Entre eles, estão a investigação mais aprofundada dos mecanismos moleculares de ação, a avaliação de segurança e eficácia em modelos mais complexos, o desenvolvimento de sistemas de nanoencapsulação e a exploração de possíveis aplicações clínicas e tecnológicas dos compostos estudados.

Com a pesquisa, a semente de tamarindo amplamente conhecida na cultura alimentar brasileira ganha protagonismo no campo científico, revelando como a combinação entre biodiversidade, ciência e tecnologia pode gerar soluções promissoras para desafios contemporâneos da saúde pública.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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SP exige atualização de rebanhos para transporte de animais; saiba como fazer


Foto: Divulgação/Governo de SP.
Foto: Divulgação/Governo de SP.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo iniciou o recebimento da atualização de rebanhos por meio do sistema de Gestão de Defesa Vegetal e Animal (GEDAVE). A medida passa a ser exigida para a movimentação de animais a partir desta segunda-feira (11).

A ação é conduzida pela Defesa Agropecuária e integra a campanha de atualização de rebanhos no estado.

Atualização passa a ser obrigatória

Segundo a secretaria, produtores já começaram a enviar as informações de forma antecipada. Mais de mil declarações foram registradas antes do início oficial da campanha.

A partir de segunda, a atualização cadastral será condição para o trânsito de animais, com impacto direto sobre bovinos e bubalinos.

Abrangência da declaração

Além de bovinos e búfalos, a exigência inclui rebanhos de equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos. Também devem ser declaradas colmeias de abelhas e criações de bicho-da-seda.

O procedimento pode ser feito pelo sistema GEDAVE ou presencialmente nas unidades da Defesa Agropecuária (confira os endereços).

Contribuição ao fundo sanitário

Em 2026, produtores de bovinos e bubalinos também passam a contribuir com o Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC). O valor previsto é de R$ 1,06 por animal.

Além da atualização, será necessário quitar o Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais (DARE) para manter a regularidade.

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Código para mineração em alto-mar avança sob comando de brasileira


ISA avança em código para mineração em alto-mar sob comando de brasileira

A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla em inglês), órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), está na fase final de elaboração do código que vai regular a mineração em águas profundas.

Presidida pela oceanógrafa brasileira Letícia Carvalho desde 2025, a entidade administra recursos minerais em áreas que correspondem a 54% dos oceanos e reúne 171 países-membros mais a União Europeia.

Segundo Letícia, em entrevista à Agência Brasil, o texto em negociação é a etapa final de um processo regulatório discutido há mais de dez anos. Até aqui, a ISA consolidou normas voltadas à prospecção e à pesquisa exploratória, com foco em viabilidade econômica, levantamento de dados e avaliação dos ecossistemas marinhos.

A próxima fase prevê a criação das regras para a explotação comercial, isto é, a extração de recursos minerais no leito oceânico. De acordo com a secretária-geral, os países voltarão a discutir o tema na segunda etapa da 31ª sessão da ISA, marcada para junho e julho, com o objetivo de concluir o código.

A dirigente afirmou que a regulação é necessária para permitir a atividade com exigências ambientais obrigatórias. Segundo ela, sem esse marco normativo, a autoridade não tem base completa para regular a mineração comercial em áreas sensíveis fora das jurisdições nacionais. Essas zonas incluem profundidades entre 2 mil metros e 11 mil metros abaixo do nível do mar.

Letícia também destacou que a governança do fundo do mar envolve usos simultâneos, como cabos submarinos, biodiversidade e recursos pesqueiros. Nesse contexto, a ISA criou um biobanco e ampliou o sistema Deep Data, repositório que reúne amostras e informações geradas por contratantes interessados em mineração. As amostras biológicas deverão começar a ser enviadas a partir do próximo ano, quando for inaugurado um laboratório na Coreia do Sul.

Se aprovado, o código deverá estabelecer os critérios técnicos, ambientais e operacionais para a transição da fase de pesquisa para a exploração comercial. O cronograma final de adoção, porém, ainda depende de consenso entre os membros da ISA.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Temperatura abaixo de 0°C e chuva de 100 mm; confira a previsão para a semana


frio, previsão do tempo, frente fria
Foto: Pixabay

O início da semana reserva temperaturas baixíssimas para o Sul do país e pouca chuva para as demais regiões, mas o tempo muda no decorrer dos dias. Confira a previsão:

Sul

A semana começa com tempo predominantemente firme em toda a região Sul devido à atuação da massa de ar polar associada a um sistema de alta pressão. O sol aparece entre poucas nuvens e o frio segue intenso pela manhã, com mínimas próximas ou abaixo de 0°C em algumas áreas e chance de geada no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no sul do Paraná. O ciclone extratropical continua afastado, mas ainda mantém o mar agitado no litoral da região. A partir de quinta-feira (14) a tendência é de que a temperatura volte a se elevar em toda a região. No geral, a semana será ensolarada e sem previsão de chuva significativa.

Sudeste

A frente fria continua atuando no Espírito Santo e no litoral de todo o Sudeste, favorecendo chuva de moderada a forte intensidade em grande parte do território capixaba, no litoral norte paulista, Rio de Janeiro e na Zona da Mata mineira. Ao longo de segunda-feira (11), as instabilidades aumentam também no interior e oeste de Minas Gerais. A massa de ar polar
favorece o amanhecer mais frio, inclusive com chance de geada fraca no oeste paulista. No decorrer de terça-feira (12) a tendência é que a temperatura volte a se elevar em todas as áreas do Sudeste, com a máximas de até 35°C em Minas. Porém, o avanço da frente fria traz chuvas irregulares sobre o estado de São Paulo, sul mineiro, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com volumes entre 10 mm e 15 mm.

Centro-Oeste

As instabilidades diminuem bastante na região. Há apenas chuva fraca no extremo norte e noroeste de Mato Grosso. Nas demais áreas, o tempo segue firme. A massa de ar polar favorece amanhecer mais frio em Mato Grosso do Sul, sudoeste de Mato Grosso e sul de Goiás na segunda, com mínimas entre 10°C e 12°C. A partir de quarta-feira (13) a temperatura volta a subir em todas as regiões com a máxima voltando para cerca de 35°C em territórios mato-grossense e goiano. Com o avanço da frente fria a chuva na semana se
concentra em Mato Grosso do Sul e noroeste mato-grossense, com previsão de 15 mm a 20mm.

Nordeste

A circulação marítima mantém chuva fraca a moderada nesta segunda entre Rio Grande do Norte e Sergipe, além da região de Salvador (BA). A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua atuando no litoral norte. Ao longo do dia, as instabilidades aumentam no Maranhão, Piauí, Ceará e litoral do Nordeste, com chuva moderada a forte e risco de temporais. No restante da região, o tempo segue firme e quente. Ondas de leste atuam levando chuvas de 20 mm a 30 mm em toda faixa litorânea leste. Chuvas mais volumosas continuam na porção norte maranhense, norte piauiense, no Ceará e Rio Grande do Norte, com volumes de 50 mm a 60 mm. Atenção para o risco de focos de incêndio no sul do Maranhão, centro-sul do Piauí e centro-oeste de Bahia, localidades sem previsão de chuva significativa, com temperaturas acima dos 36ºC e umidade do ar em torno de apenas 30%.

Norte

A alta umidade mantém pancadas de chuva desde cedo no Amazonas, Pará, Roraima e norte do Tocantins, enquanto a ZCIT continua atuando no Amapá e litoral do Pará. Ao longo do dia, as instabilidades aumentam em grande parte da região, com chuva moderada a forte e risco de temporais. No Acre, Rondônia e sul do Amazonas, o tempo fica mais firme devido à
influência do ar frio. De forma geral, o abafamento segue predominando. As chuvas seguem intensas na faixa norte da região com os acumulados em torno dos 100 mm em Roraima, Amapá, centro-norte do Pará e centro-norte do Amazonas. Tempo quente e seco deve predominar no Acre, em Rondônia, no extremo-sul do Pará e centro-sul do Tocantins, o que potencializa o risco para focos de incêndio.

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Cidade do interior de SP se destaca como polo produtor de goiaba


goiaba
Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN

A produção de goiaba segue em expansão em São Paulo e consolida o estado como principal polo nacional da fruta. Dados do levantamento de safra 2025 do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) mostram avanço tanto no cultivo destinado à indústria quanto na produção de goiaba de mesa, com destaque para a região de Jaboticabal, no interior paulista.

Segundo o levantamento, a goiaba voltada para a indústria soma 953,4 mil pés em produção no estado, além de 215,2 mil novos pés plantados. A estimativa é de uma colheia de 83 mil toneladas.

Já a goiaba de mesa contabiliza 579,5 mil pés produtivos e 28,9 mil novos pés, com previsão de produção de 45,5 mil toneladas.

Jaboticabal lidera os dois segmentos e se mantém como principal polo produtor paulista da fruta. Na produção de goiaba de mesa, a região registrou mais de 24 mil toneladas neste ano. Já na produção destinada à indústria, usada na fabricação de doces, sucos e polpas, o volume ultrapassou 75 mil toneladas.

O desempenho coloca Jaboticabal em posição de destaque no estado, com produção até 15 vezes superior à da segunda regional mais forte na goiaba para indústria, Araraquara.

De acordo com o técnico da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) em Jaboticabal, Francisco Maruca, a combinação entre condições climáticas favoráveis, estrutura agroindustrial e agricultura familiar ajuda a explicar a força da cultura na região.

“Jaboticabal e região consolidam-se como referência na produção de goiaba, unindo condições naturais privilegiadas a um parque industrial moderno e idôneo”, afirmou.

A CATI realiza acompanhamento técnico das propriedades, com orientação sobre manejo do solo, adubação, irrigação, poda e controle de pragas e doenças. Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o suporte técnico tem contribuído para elevar a produtividade e a qualidade dos frutos.

Dados do Levantamento Censitário das Unidades de Produção Agropecuária (Lupa) apontam que a regional de Jaboticabal possui 549 propriedades dedicadas ao cultivo de goiaba.

Produtor da fruta há mais de 30 anos em Cândido Rodrigues, José Donizete de Grande afirma que a cultura se tornou uma importante fonte de renda na região.

“Sempre vi nessa cultura uma boa fonte de renda, pois frutos de qualidade sempre encontram mercado”, disse.

Ele destacou ainda a importância da assistência técnica para o desenvolvimento da produção. Segundo o produtor, a introdução da variedade tailandesa Suprema, apresentada pela CATI em 2009, ajudou a ampliar a qualidade e a competitividade da lavoura.

Com o avanço da produção e da estrutura de apoio técnico, o setor segue fortalecendo a cadeia da goiaba paulista, que ganha espaço tanto no mercado in natura quanto na indústria de alimentos.

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Fenasul Expoleite 2026 reúne mais de mil animais inscritos


Ovinos vão estar pela primeira vez na Fenasul Expoleite
Foto: Fernando Dias/Seapi

A Fenasul Expoleite 2026 terá 1.453 animais inscritos, entre bovinos leiteiros, bubalinos, equinos, coelhos, chinchilas, pássaros, caprinos e ovinos. O total representa alta de 4,76% em relação à edição de 2025, quando participaram 1.387 exemplares. A feira ocorre de terça-feira (13) a sábado (17), em Esteio (RS), no Parque de Exposições Assis Brasil.

Segundo o zootecnista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e comissário-geral da feira, Pablo Charão, a principal novidade desta edição é a presença dos ovinos. Pela primeira vez na história do evento, a exposição contará com 483 exemplares da espécie.

De acordo com Charão, a inclusão dos ovinos está ligada à realização da Feira Nacional dos Ovinos (Fenovinos) dentro da programação da Fenasul Expoleite. “A realização da Feira Nacional dos Ovinos (Fenovinos) este ano dentro da Fenasul Expoleite é a grande novidade que engrandece o evento”, afirmou.

A distribuição dos animais inscritos inclui 310 bovinos leiteiros, sendo 121 da raça Holandesa, 124 Jersey, 44 Gir Leiteiro e 21 Girolando. A feira também terá 10 bubalinos, 235 equinos — 25 Mangalarga, 60 Árabe e 150 Crioulo —, 335 coelhos, com 167 adultos e 168 filhotes, além de 45 caprinos, 10 chinchilas e 25 pássaros de exposição.

Na programação técnica, os cavalos Árabes e Mangalarga participarão de provas, enquanto os Crioulos terão uma classificatória para a próxima Expointer. No segmento leiteiro, as raças Holandesa e Jersey terão competições nacionais. Charão também informou aumento no número de animais das raças Girolando e Gir Leiteiro em relação ao ano passado.

A programação inclui ainda um curso de inseminação artificial em caprinos, promovido pela Associação dos Caprinocultores do Rio Grande do Sul (Caprisul), voltado a produtores e inscritos. Segundo Charão, a entidade informa que o estado não recebe um curso dessa área há pelo menos 30 anos.

Com maior número de inscritos e ampliação das espécies expostas, a edição de 2026 reforça o foco da feira em genética, competições técnicas e capacitação de produtores, com integração entre diferentes cadeias da pecuária.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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