quarta-feira, março 11, 2026

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Polícia faz operação em adega suspeita de vender bebida adulterada


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Foto: Pablo Jacob/ Governo do Estado de SP

A Polícia Civil de São Paulo fez uma operação nesta segunda-feira (5) em uma adega em Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista, após a morte de uma adolescente de 15 anos que teria ingerido bebida alcoólica comprada no local com suspeita de ter sido adulterada por metanol.

No entanto, o proprietário da adega acabou sendo preso por “ligação clandestina de energia elétrica e armazenamento irregular de fogos de artifício”, segundo a Polícia Civil. A polícia investiga se as bebidas que ele comercializava no local estavam adulteradas e poderiam ter provocado a morte da adolescente.

No local foram apreendidas bebidas destiladas e também 17 caixas contendo fogos de artifício.

A adolescente morreu neste final de semana, após ter consumido bebidas alcoólicas na virada do ano. A causa da morte ainda está sob investigação no Instituto Médico Legal (IML).

Além da morte dessa adolescente, outros quatro óbitos estão sendo investigados em todo o estado de São Paulo por suspeita de intoxicação por metanol, informou a Secretaria de Saúde.

Um dos casos é de um homem de 39 anos, da cidade de Guariba. Também estão sendo investigadas a morte de uma pessoa de 31 anos, de São José dos Campos, e de duas outras que viviam em Cajamar.

Até este momento já foram confirmados 51 casos de ingestão por metanol no estado de São Paulo, com 11 mortes. Quatro dessas mortes ocorreram na capital paulista. Também foram registrados dois óbitos em São Bernardo do Campo, três em Osasco, um em Jundiaí e outra em Sorocaba.

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Semana reserva chuva de 150 mm para três regiões do país


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Foto: Motion Array

Acumulados de chuva de 150 mm são esperados entre esta segunda (5) e a próxima (12) para áreas de três regiões brasileiras. Acompanhe a previsão do tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet):

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Sul

O Inmet destaca que o começo da semana no Sul é marcado por tempo estável e manhãs de frio. Com a aproximação de sistemas frontais durante a quarta-feira (7), a previsão é de tempestades no Rio Grande do Sul, e nos dias seguintes, em toda a Região. Os maiores acumulados previstos nessa região devem ser de até 150 mm ao longo da semana. Os menores valores de umidade relativa devem ficar inicialmente na faixa dos 40% em todos os estados e, a partir de quinta-feira (8), os valores devem ficar acima dos 50%.

Sudeste

A previsão indica fortes chuvas até a primeira metade da semana devido à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). A chuva prevista ocorrerá, primeiramente, nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Segundo o Inmet, a partir da terça-feira (6), uma convergência de umidade deve trazer acumulados em torno de 50 mm por dia no litoral do Rio de Janeiro, e a partir do dia seguinte, no litoral de São Paulo. No interior paulista também se espera ocorrência de tempestades na terça e quarta-feira. A partir da quinta-feira, o tempo começa a abrir nos demais estados do Sudeste, com menores índices de umidade relativa do ar, entre 40% e 50%. No fim de semana o tempo deve ser firme na maior parte da região, com exceção do sul e oeste de São Paulo.

Centro-Oeste

Devem ocorrer chuvas volumosas entre Goiás e Mato Grosso, principalmente no leste deste estado, onde os volumes acumulados podem ultrapassar os 150 mm. Essa área deve se orientar entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul a partir de sexta-feira (9), deixando o território goiano com tempo mais aberto durante o fim de semana. No Distrito Federal, a previsão é de acumulados abaixo dos 50 mm. O Inmet destaca, também, a previsão de umidade relativa mínima abaixo 30% no oeste de Mato Grosso do Sul ao longo de toda a semana, e abaixo de 40% em todo o estado de Goiás e no sul mato-grossense durante o fim de semana.

Nordeste

A semana começa com Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) no leste da região, deslocando-se lentamente para o oeste da Bahia. A previsão é de precipitação no Maranhão, centro-sul do Piauí, oeste e sul baiano. Nessas áreas, a chuva deve ocorrer sob a forma de pancadas, ocasionalmente acompanhadas de trovoadas e altos índices de umidade relativa do ar nessa parte da região, pelo menos até a quarta-feira (7). Nas demais partes do Sertão, a umidade deve ficar abaixo dos 30%. No litoral, as condições serão de tempo firme na maior parte da semana, com umidade mínima acima dos 45%. De maneira geral, a partir da quinta-feira (8), à exceção do sul do Maranhão, todo o Nordeste deve ter tempo estável.

Norte

Áreas de instabilidade com maiores volumes de chuva deverão se concentrar no Amapá, Acre, Amazonas, em Rondônia, no sul do Pará e do Tocantins devido à disponibilidade de calor, umidade e favorecimento da circulação local, além da proximidade da ZCIT, com acumulados entre 80 e 150 mm em sete dias. As demais áreas encontram uma distribuição maior de chuvas de baixos volumes, com acumulados abaixo de 50 mm. No sul do Amapá, norte do Pará e na maior parte de Roraima, deve haver chuvas localizadas. Em linhas gerais, chove especialmente no Amazonas, Pará (sul), Acre e nordeste do Amapá. Já a umidade relativa do ar mínima, de maneira geral, seguirá com índices elevados na maior área da Região Norte (igual ou superior a 70%), à exceção do norte do Pará, sul do amapá e Roraima, onde pode atingir mínimos em torno dos 35% ao longo da semana.

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Preço do boi gordo inicia janeiro em alta: confira as cotações de hoje


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Foto: Giro do Boi/ Reprodução

O mercado físico brasileiro do boi gordo inicia a primeira semana útil de janeiro de 2026 com preços maiores.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos retomam as negociações com cotações mais altas por conta do encurtamento das escalas de abate.

“Esse movimento foi bastante perceptível em São Paulo. Vale destacar que a oferta de animais terminados a pasto é pouco representativa neste momento, o que pode dificultar na composição das escalas de abate”, avalia.

Para o especialista, o impacto das salvaguardas anunciadas pela China no último dia 31 de dezembro tende a ser diluído ao longo do ano, com o terceiro trimestre marcando o ponto em que a cota brasileira será totalmente preenchida.

Média da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 321
  • Goiás: R$ 312,86
  • Minas Gerais: R$ 314,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 312,50
  • Mato Grosso: R$ 300,70

Mercado atacadista

O mercado atacadista abre a semana apresentando acomodação em seus preços. De acordo com Iglesias, o padrão de consumo traçado para o primeiro trimestre sinaliza para o consumo amplo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, dos ovos e embutidos.

Esse movimento é compreensível diante de despesas tradicionais presentes neste período, como IPTU, IPVA, compra de material escolar, entre outros.”

  • Quarto dianteiro: ainda está precificado a R$ 17,85 por quilo;
  • Quarto traseiro: segue a R$ 25,40 por quilo;
  • Ponta de agulha: permanece no patamar de R$ 17,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,4045 para venda e a R$ 5,4025 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3950 e a máxima de R$ 5,4525.

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Brasil lança selo que certifica origem e qualidade da pesca artesanal


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Foto: Pixabay

O governo federal instituiu o selo da pesca artesanal no Brasil, uma identificação de origem criada para certificar produtos capturados por comunidades tradicionais e valorizar o trabalho de pescadores e pescadoras artesanais.

A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

Segundo o coordenador-geral de cadeias produtivas, fomento e inovação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Quêner Chaves, o selo é uma garantia que o consumidor está comprando um pescado de qualidade, que cumpre inspeções sanitárias e que respeita o conjunto de normas e regulamentos que tratam da pesca artesanal no país.

Exigências para obtenção do selo

Para solicitar o selo da pesca artesanal, o pescador ou a pescadora precisa ter o Registro Geral da Pesca (RGP) ativo e o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF). Além disso, é necessário cumprir exigências sanitárias e regulatórias.

Cooperativas e associações também podem solicitar o selo, desde que tenham, em sua maioria, pescadores e pescadoras na composição da diretoria.

Garantia ao consumidor e abertura de mercados

O selo funciona como uma garantia de origem e qualidade para o consumidor final, assegurando que o pescado passou por inspeções sanitárias e respeita as normas da pesca artesanal.

Além disso, a certificação facilita o acesso a mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Com o selo, pescadores, cooperativas e associações ganham vantagem em editais de compras públicas, ampliando as oportunidades de comercialização.

O selo também amplia o acesso a mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Pescadores, pescadoras, cooperativas e associações que conquistarem a certificação passam a ter uma garantia adicional para participar de editais e acessar esses mercados.

A solicitação do selo é feita por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura, e funciona como um facilitador para a comercialização do pescado artesanal.

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Como ficaram as cotações de soja? Saiba os números no Brasil e em Chicago


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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja segue travado nesta segunda-feira (5), sem movimentação consistente de lotes e com preços majoritariamente nominais. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente continua marcado por baixa liquidez e pouca disposição para novos negócios.

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De acordo com ele, o mercado atravessa um momento de transição nas cotações. Ainda há regiões com referências da safra velha, especialmente no Paraná e no Rio Grande do Sul, enquanto nos portos os preços começam a buscar paridade com a safra nova, que passa a ser tratada como safra atual. A expectativa é de que, com o avanço mais consistente da colheita e maior disponibilidade de produto, ocorra uma inversão completa das referências.

Apesar da alta registrada na Bolsa de Chicago e de momentos de valorização do dólar ao longo do dia, os preços internos seguem pressionados. O analista destaca que a queda recente das cotações tem afastado o produtor, que evita negociar diante de ofertas consideradas muito abaixo do esperado. Com isso, o mercado permanece fraco em volume de negócios e com baixa participação dos agentes.

Mercado físico de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 137,00 para R$ 136,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 110,00 para R$ 113,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 125,00 para R$ 116,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 125,00 para R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 128,00 para R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 132,00 para R$ 135,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira (5) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após cinco sessões consecutivas de perdas, o mercado apresentou recuperação técnica, impulsionada por compras de barganha e reposicionamento de carteiras por parte dos investidores.

O cenário fundamental, no entanto, segue negativo, diante da expectativa de ampla oferta global. A safra sul-americana se desenvolve de forma satisfatória, indicando produção cheia. Pelo lado da demanda, o mercado segue atento ao ritmo das compras chinesas de soja dos Estados Unidos, sem novidades relevantes no início da semana.

USDA

As inspeções de exportação norte-americanas de soja somaram 980.518 toneladas na semana encerrada em 1º de janeiro, conforme relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, o volume havia sido de 773.600 toneladas.

Já as exportações líquidas da temporada 2025/26 totalizaram 1,177 milhão de toneladas, enquanto para a safra 2026/27 ficaram em 66,4 mil toneladas.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com vencimento em março fecharam com alta de 16,25 centavos de dólar, ou 1,55%, a US$ 10,62 por bushel. A posição maio encerrou o dia cotada a US$ 10,74 1/4 por bushel, com valorização de 15,75 centavos, ou 1,48%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para março subiu US$ 3,90, ou 1,31%, a US$ 299,90 por tonelada. O óleo de soja, com vencimento em março, fechou a 49,87 centavos de dólar, com ganho de 0,57 centavo, ou 1,15%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,28%, cotado a R$ 5,4045 para venda e R$ 5,4025 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3950 e a máxima de R$ 5,4525.

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Entenda como o calor intenso pode impactar a saúde de cavalos de alto rendimento


cavalo, milho, agricultor, freepik
cavalo, milho, agricultor, freepik

O verão impõe cuidados especiais no manejo de cavalos, principalmente daqueles de alto rendimento. Alimentação adequada, hidratação constante e estratégias para reduzir o estresse térmico são fundamentais para garantir a saúde, o bem-estar e o desempenho dos animais em treinamentos e competições.

Criador do Haras Rosa Mystica, Nilson Leite destaca que as altas temperaturas afetam diretamente os cavalos, que são animais de grande porte e sensíveis ao calor. Segundo ele, cada animal reage de forma diferente, o que exige acompanhamento individualizado, especialmente nesta época do ano.

“É importante proporcionar locais com sombra, ventilação e banhos estratégicos. Tem que ter uma atenção bastante grande, porque prevenir vai ser sempre muito melhor do que remediar”, explica Leite.

Alimentação e hidratação

No período mais quente, o manejo alimentar também passa por ajustes. De acordo com Leite, a alimentação deve ser oferecida em horários mais frescos, evitando o pico de calor, para reduzir riscos como cólicas.

Segundo Leite, os animais precisam ter acesso contínuo à água fresca, além de reposição de eletrólitos e vitaminas, principalmente aqueles que suam mais durante o calor intenso.

Genética, manejo e preparação

O Haras Rosa Mystica é reconhecido pela criação e preparação de cavalos de alto rendimento que participam de grandes competições nacionais e internacionais. Animais do criatório já estiveram presentes nos dois últimos Jogos Pan-Americanos e na última Olimpíada, em Paris.

Entre os principais resultados estão títulos como o Grande Prêmio Rolex de Roma, os Grandes Prêmios de Fontainebleau, Hamburgo e Aachen, além de vitórias nos Jogos Centro-Americanos e do Caribe.

Segundo Leite, o sucesso é resultado de três pilares: genética, manejo e preparação psicofísica. “Apesar de serem animais grandes e fortes, os cavalos são muito sensíveis. É necessário uma preocupação com o seu desenvolvimento psíquico e social, para que ele não tenha nenhum tipo de trauma, nenhum tipo de estresse”, destaca.

No verão, os cuidados são intensificados, com atenção ao resfriamento após os exercícios e à redução da carga de treinos nos dias mais quentes.

“Não exagerar nos treinamentos, principalmente agora no calor. Toda essa preocupação individualizada com o animal é que, na minha opinião, vai fazer com que ele se torne campeão e se desenvolva”, orienta Leite.

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Ciclone se forma no fim de semana e leva chuvas de até 100 mm em apenas cinco dias; saiba onde


Freepik

A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja do país mostra um cenário, em geral, favorável em relação à umidade do solo. Os mapas indicam que grande parte das regiões produtoras apresenta bons níveis de umidade, embora ainda seja necessária a ocorrência de novas chuvas, especialmente nas lavouras do interior de São Paulo, em Mato Grosso do Sul, no sul de Goiás e em áreas do oeste da Bahia.

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Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS)

Nos próximos cinco dias, as precipitações devem se concentrar principalmente no Centro-Norte do Brasil, em razão da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). O sistema deve provocar volumes entre 50 e 80 milímetros, abrangendo áreas de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Rondônia, favorecendo de forma significativa a reposição hídrica do solo nessas regiões.

Já no Centro-Sul do país, a tendência é de tempo mais firme até o próximo fim de semana. Com a diminuição das chuvas, as temperaturas voltam a subir, o que exige atenção dos produtores, sobretudo nas áreas que ainda apresentam déficit hídrico pontual.

Ciclone extratropical chega no final de semana

A partir do fim de semana, a formação de um novo ciclone deve alterar o padrão atmosférico e trazer chuvas para São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul. Nessas regiões, os acumulados podem superar 80 a 100 milímetros em um período de cinco dias, contribuindo para a recuperação das lavouras.

11 a 15 de janeiro

No médio prazo, entre os dias 11 e 15 de janeiro, a previsão indica um período mais seco desde Minas Gerais até áreas do interior da Bahia e do Piauí.

Já entre os dias 16 e 20 de janeiro, a tendência é de manutenção das chuvas principalmente sobre o Sul do país, mantendo condições mais favoráveis para as lavouras da região.

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Morre pesquisador do IAC conhecido por consolidar feijão-carioca no Brasil


Luiz D’Artagnan de Almeida, pesquisador do IAC
Foto: Divulgação/IAC

A comunidade científica se despediu, na última sexta-feira (2), do pesquisador aposentado do Instituto Agronômico (IAC), Luiz D’Artagnan de Almeida. Ele teve papel central na avaliação e no lançamento do feijão-carioca, hoje predominante no consumo brasileiro.

Por causa do seu trabalho no setor, o pesquisador ficou conhecido no meio técnico como o “pai do Carioquinha” e recebeu homenagens ao longo da carreira.

Atuação no Instituto Agronômico

Luiz D’Artagnan de Almeida ingressou no IAC em 1967 e atuou no órgão até 2002, quando de aposentou. Durante a trajetória, o pesquisador integrou a antiga Seção de Leguminosas. Nesse período, participou de avaliações agronômicas voltadas ao desempenho produtivo e à adaptação de materiais genéticos.

O trabalho técnico contribuiu para decisões institucionais sobre o avanço da variedade no sistema produtivo paulista.

Avaliação do material carioca

O feijão-carioca teve origem a partir de grãos enviados ao IAC em 1966. O material foi encaminhado pelo engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe de uma Casa da Agricultura da CATI.

As análises iniciais ficaram a cargo de Luiz D’Artagnan de Almeida, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho. O grupo avaliou características agronômicas e aspectos culinários do material.

Os resultados indicaram potencial de adoção. A partir dessas avaliações, o feijão avançou para etapas formais de validação.

Lançamento e consolidação

Em 1969, a variedade carioca foi oficialmente lançada. D’Artagnan assumiu a responsabilidade direta pelo processo. O material passou a integrar o projeto de produção de sementes básicas da CATI.

Na década de 1970, o IAC estruturou o Programa de Melhoramento Genético do Feijão. A variedade carioca se consolidou como padrão no mercado.

Com o avanço da adoção, o feijão-carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional. O resultado alterou o perfil produtivo da cultura no país.

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