terça-feira, abril 7, 2026

News

News

Demanda firme mantém preços do boi gordo; confira o fechamento de mercado



O mercado físico do boi gordo abriu a semana com manutenção do padrão de negócios em grande parte do país, com frigoríficos de menor porte ainda enfrentando escalas de abate encurtadas, o que justifica maior agressividade na compra de gado.

Frigoríficos de maior porte seguem com escalas confortáveis, mantendo boa incidência de animais de parceria. A demanda apresenta sinais de aquecimento, com o consumo doméstico próximo ao auge, enquanto o ritmo dos embarques em 2025 permanece forte, segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado.

Preços da arroba do boi gordo por região

  • São Paulo: R$ 312,92 (modalidade a prazo)
  • Goiás: R$ 301,25
  • Minas Gerais: arroba indicada em R$ 302,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 324,89
  • Mato Grosso: a arroba ficou em R$ 298,11

Mercado atacadista

  • Quarto traseiro: R$ 25,00/kg
  • Quarto dianteiro: R$ 18,20/kg
  • Ponta de agulha: R$ 17,00/kg

Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere elevação de preços no curtíssimo prazo, sustentada pelo auge do consumo doméstico, entrada do décimo terceiro salário, criação de postos temporários de emprego e confraternizações típicas do período.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,65%, sendo negociado a R$ 5,4060 para venda e R$ 5,4040 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,4025 e R$ 5,4595, acumulando desvalorização de 1,78% na semana.



Source link

News

Jacarés, cobras e lagartixas são apreendidos na fronteira entre Brasil e Paraguai



A Receita Federal, em ação conjunta com a Polícia Federal e a Força Nacional, realizou uma apreensão na noite do último sábado (18) na Ponte Internacional da Amizade, que liga Foz do Iguaçu (Brasil) a Ciudad del Este (Paraguai). Os fiscais encontraram dez lagartixas-de-crista, 12 jacarés, uma sucuri e uma píton, todos vivos, transportados em mochilas por um passageiro de um táxi com placas paraguaias.

O responsável pela carga era um homem brasileiro que viajava em direção ao Brasil quando foi abordado pela equipe da Receita Federal. Ao ser questionado, ele afirmou que levaria as espécies para São Paulo, mas não apresentou documentação que autorizasse o transporte.

Ele ainda declarou que comprou as espécies no país vizinho para revenda ilegal no mercado interno, e que já havia realizado esse tipo de transporte outras vezes. De acordo com o homem, as lagartixas-de-crista seriam vendidas por R$ 600,00 cada uma, os jacarés por R$150,00 cada, enquanto a sucuri seria vendida por R$800,00 e a píton por R$3.000,00.

As espécies foram apreendidas e encaminhadas aos órgãos ambientais competentes, que irão avaliar o estado de saúde dos animais e providenciar o destino adequado.

De acordo com a Receita Federal, o transporte irregular de animais silvestres ou exóticos configura crime ambiental, sujeito a sanções penais e administrativas. A instituição mantém ações contínuas de vigilância e controle aduaneiro, em cooperação com outros órgãos públicos, para prevenir o contrabando, o descaminho e o tráfico de espécies nas fronteiras.





Source link

News

Veja como ficou a cotação do boi gordo no começo desta semana, segundo o indicador Datagro



O Indicador do Boi Gordo Datagro mostra que a semana começou com números favoráveis na cotação da arroba do boi gordo em São Paulo, atingindo R$ 311,38, uma alta de 0,21%. No entanto, a maior alta ocorreu na cotação do boi gordo da Bahia, onde houve crescimento de 2,40%, atingindo o preço de R$ 289,50

Por outro lado, houve queda expressiva na cotação do boi em Minas Gerais. O preço da arroba fechou a segunda-feira (20) em R$ 292,12, resultando em uma queda de 2,08%.

Veja abaixo a cotação do boi gordo nas principais praças:

São Paulo: de R$ 310,73 para R$ 311,38

Goiás: de R$ 297,59 para R$ 297,03

Minas Gerais: de R$ 298,31 para 292,12

Mato Grosso: R$ 300,00 para R$ 296,33

Mato Grosso do Sul: de R$ 318,05 para R$ 317,58

Pará: de R$ 296,61 para R$ 296,55

Rondônia: de R$ 285,84 para R$ 286,11

Tocantins: de R$ 295,57 para RE 296,66

Bahia: de 286,05 para R$ 289,50

O Indicador do Boi Gordo Datagro é a referência utilizada pela B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro.



Source link

News

Soja tem dia de preços mistos no Brasil; confira o fechamento de mercado



O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com poucas novidades. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, os preços apresentaram comportamento misto ao longo do dia, com oscilações discretas e poucas ofertas disponíveis.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Nesta segunda-feira (20), a indústria permaneceu de lado, enquanto o ambiente nos portos se manteve calmo. Os produtores seguem concentrados no avanço do plantio, com pouco interesse nos patamares atuais de preços.

Preços de soja no mercado brasileiro

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 134,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 135,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 126,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 125,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 140,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 140,00

Nos portos, os prêmios recuaram levemente, acompanhando a queda do dólar. Apesar disso, a demanda externa segue firme, principalmente com o aumento das importações chinesas de soja brasileira, que subiram 29,9% em setembro frente ao ano anterior, refletindo temores com a disputa comercial entre EUA e China.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em alta, sustentados pela expectativa de avanço nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China. O presidente Donald Trump afirmou acreditar que Pequim poderia retomar as compras da soja norte-americana

Na CBOT, os contratos de novembro de 2025 subiram de 10,19 para 10,31 3/4, enquanto os de janeiro de 2026 avançaram de 10,37 para 10,50. O farelo de soja com vencimento em dezembro de 2025 registrou alta de 281 para 285, e o óleo de soja para o mesmo período subiu de 51,13 para 51,31.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,66%, negociado a R$ 5,3702 para venda e R$ 5,3682 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,3661 e R$ 5,4141.

No Brasil, o produtor continua de olho nas condições climáticas para o plantio da safra 25/26, mantendo estratégia cautelosa frente a custos elevados, margens apertadas e disponibilidade restrita de crédito.



Source link

News

Falta de crédito e juros travam investimentos e limitam sojicultores de MT



A safra 25/26 de soja em Mato Grosso se inicia sob forte tensão. A falta de crédito e as altas taxas de juros travam investimentos, deixando sojicultores no limite e exigindo decisões estratégicas para manter a colheita e a continuidade da atividade.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Em Primavera do Leste, o agricultor Ari José Ferrari se prepara para cultivar 2.400 hectares da oleaginosa. Com 30% da produção já comercializada, ele aguarda uma umidade segura para iniciar o plantio. “Teria que chover uns 80 mm. Hoje acumulamos 10 a 14 mm. O lucro é pequeno e qualquer erro nos coloca no vermelho”, explica.

O sojicultor também destaca a queda nos preços das commodities. “Quando compramos o maquinário, a soja valia 160. Hoje está a 110. O milho caiu de 80 para 45. A diferença quase corta o valor pela metade”, pontua.

A escassez de crédito atinge ainda cooperativas e revendas, dificultando o abastecimento. Com juros que podem chegar a 20% para financiar o plantio, muitos produtores veem a atividade como inviável, enquanto os bancos concentram cada vez mais riqueza.

Nesse cenário, a compra coletiva surge como solução estratégica. A Coprosoja, que reúne mais de 1.300 produtores e quase 3 milhões de hectares em 86 municípios, facilita o acesso a insumos e maquinários. “A grande formatação é simples: equidade de volume gera equidade de preço. Trabalhando juntos, o setor obtém melhores condições de precificação, aumentando a renda das famílias e garantindo a manutenção da produção”, afirma Fernando Cadore, presidente da cooperativa.

O momento exige união e planejamento. Produtores que não se organizarem coletivamente podem ser absorvidos por grupos que atuam em escala, reforçando a necessidade de estratégias conjuntas para viabilizar a safra diante de crédito restrito, custos altos e clima incerto.



Source link

News

Logística: “há necessidade urgente de investimento”


Screenshot

A primeira edição do Momento AGRO, projeto multiplataforma do Canal Rural, traz uma entrevista com Neivor Canton, diretor-presidente da Aurora Coop, falando sobre cooperativismo, sucessão familiar, inclusão, infraestrutura e expansão. O Momento AGRO, projeto realizado em parceria com a Aurora Coop e o Sebrae, tem o objetivo de levar informação e conteúdo de mobilização, conscientização e auxílio a toda a cadeia produtiva, abordando para isso temas necessários para a conexão entre o campo e o mercado como competitividade, inovação e sustentabilidade.

Neivor Canton, presidente da Aurora Coop, em entrevista para o Momento Agro.| Screenshot

Durante a entrevista, o diretor-presidente de um dos maiores grupos agroindustriais de proteína animal do Brasil, que reúne 14 cooperativas e mais de 85 mil famílias de produtores rurais, defendeu a urgência de um plano de investimento na infraestrutura ferroviária do estado, como forma de abreviar o sofrimento que o estado de Santa Catarina enfrenta hoje para transportar sua produção.

Canton destacou que o cooperativismo é um meio que dá suporte ao produtor rural e que a Aurora investe há mais de 30 anos em transformar o produtor em verdadeiro empresário rural, o que influencia na sucessão na propriedade, na inclusão de todos da família, facilitando e profissionalizando o planejamento dos negócios.

Veja a entrevista na íntegra:

Sobre o Momento AGRO:

O Momento Agro é uma iniciativa do Canal Rural em parceria com Aurora Coop e Sebrae-SC. O projeto coloca em pauta temas como competitividade nas propriedades rurais, gestão de negócios mercado, inovação e sustentabilidade.

Os conteúdos são exibidos multiplataforma (TV, Youtube, www.canalrural.com.br). Na TV os programas inéditos e as reprises são veiculados nos intervalos dos telejornais e principais programas da grade de programação do Canal Rural.

Ao longo de seis meses serão produzidas e exibidas reportagens no formato de entrevistas de estúdio e matérias com captações externas a campo. Entre as fontes de informação, lideranças e dirigentes do setor, produtores rurais, técnicos e profissionais do sistema cooperativo e do Sebrae.

Em 2026 também está prevista a realização de um fórum para discutir as temáticas tratadas durante o projeto, com transmissão ao vivo pelo Canal Rural para todo o Brasil.

O post Logística: “há necessidade urgente de investimento” apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Manejo correto das pastagens pode reduzir emissões de metano



As emissões de metano da pecuária brasileira atingiram um recorde histórico em 2023, segundo levantamento do Observatório do Clima. O país liberou 20,8 milhões de toneladas de metano na atmosfera, 6% a mais que em 2020, e 75% desse total veio da agropecuária, especialmente da fermentação entérica, popularmente conhecida como o “arroto do boi”.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

O resultado preocupa, uma vez que o Brasil se comprometeu, durante a COP26, a reduzir em 30% o volume de metano até 2030, tomando como base o nível de 2020. Para pesquisadores, o desafio é grande, mas há soluções concretas ao alcance do produtor rural.

Manejo sustentável e aumento da produtividade

De acordo com especialistas ouvidos pelo Jornal da Unesp, o caminho mais eficiente para mitigar as emissões de metano passa pela intensificação sustentável da pecuária — ou seja, produzir mais carne e leite com menos animais.

O professor Ricardo Reis, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp de Jaboticabal, afirma que o manejo das pastagens é uma das chaves para equilibrar produtividade e sustentabilidade.

“O grande problema é que muitos pecuaristas ainda não entendem a pastagem como uma cultura”, diz. “Quando o capim é tratado como uma lavoura, com correção de solo, adubação e manejo adequado, o gado come melhor, emite menos metano e o solo passa a estocar carbono.”

Impacto da metodologia de cálculo do rebanho

Reis reforça que pastagens de qualidade reduzem a digestão de fibras pobres, principal causa da liberação de metano pelos ruminantes. Além de diminuir as emissões, o manejo correto evita a degradação ambiental e melhora o desempenho zootécnico do rebanho.

Outro ponto levantado pelos pesquisadores é a metodologia usada para calcular o rebanho nacional, que impacta diretamente nas estimativas de emissões. O engenheiro agrônomo Abmael Cardoso, da Unesp, contesta os números oficiais do IBGE, que estimam 238,2 milhões de cabeças de gado no país. Segundo ele, os cálculos oficiais não refletem os ganhos de produtividade alcançados nas últimas décadas e acabam superestimando o número real de animais.

“Há um descompasso entre as metodologias usadas pela política fundiária e pela política ambiental. Isso distorce as emissões e ignora os avanços obtidos com sistemas integrados e o uso de tecnologias no campo”, afirma Cardoso.

Mesmo reconhecendo o esforço dos órgãos públicos, o agrônomo defende estratégias de mitigação focadas na fase de cria, do nascimento ao desmame do bezerro. “Com bezerros mais pesados e produtivos, teremos menos animais para produzir o mesmo volume de carne e, consequentemente, menos emissões de metano”, conclui.

A combinação de melhor manejo de pastagens, nutrição equilibrada e planejamento produtivo tem se mostrado o caminho mais promissor para que o Brasil cumpra sua meta de reduzir as emissões de metano.

Na prática, isso significa que o produtor é peça central da solução climática, com o poder de transformar o rebanho em uma ferramenta de mitigação, e não apenas de emissão. “Pastagem verde é sinônimo de boi saudável, solo fértil e futuro sustentável”, resume Ricardo Reis.

Com informações de: canaldocriador.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



Source link

News

Embrapa inaugura banco de sêmen para conservação do tambaqui



A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas/TO) deu mais um passo importante para a conservação e melhoramento genético do tambaqui (Colossoma macropomum), uma das espécies mais relevantes da aquicultura brasileira. Nesta segunda-feira (20), foi inaugurado o Banco de Sêmen de Peixes Nativos, que visa conservar, por meio de congelamento, material genético de tambaquis selecionados.

Esse projeto foi desenvolvido ao longo de sete anos e contou com um investimento de R$ 3 milhões na formação de uma população de peixes com variabilidade e pureza genética. O objetivo é garantir a preservação e a qualidade genética da espécie, fundamental para a sustentabilidade da aquicultura no país.

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



Source link

News

Doença viral em rebanhos preocupa pecuaristas na França



O governo francês soou o alerta na sexta-feira (17) ao confirmar novos casos da doença da pele nodular, enfermidade viral altamente contagiosa que atinge bovinos e ameaça o setor pecuário do país. A França enfrenta a primeira disseminação da doença na Europa Ocidental, e o avanço dos surtos preocupa autoridades e pecuaristas.

Segundo a ministra da Agricultura, Annie Genevard, o país vive “um momento crítico” e o futuro da pecuária francesa está em jogo. Em visita à região de Jura, onde o primeiro caso foi identificado recentemente, ela anunciou a suspensão das exportações de gado por 15 dias como medida preventiva.

“É essencial mantermos nossos esforços para proteger o rebanho bovino francês. Vamos enfrentar o desafio juntos, como temos feito desde junho passado”, afirmou Genevard.

A dermatose nodular contagiosa causa lesões na pele, queda na produção de leite e prejuízos econômicos significativos, embora não represente risco à saúde humana. O vírus é transmitido por insetos e pelo contato direto entre animais infectados.

Nesta semana, três novos surtos foram confirmados em municípios dos Pirineus Orientais, La Bastide, Oms e Valmanya , a cerca de 30 quilômetros da fronteira com a Espanha. As autoridades determinaram vacinação obrigatória nas áreas afetadas e investigam uma possível ligação com casos registrados em território espanhol.

Após uma redução dos surtos em agosto, resultado de uma campanha de vacinação em massa, os casos voltaram a crescer neste mês, avançando do leste para o sudoeste francês.

Além da doença da pele nodular, a França também enfrenta a língua azul, outro vírus que atinge bovinos e ovinos e vem se espalhando pela Europa. Itália e Espanha também registraram, pela primeira vez neste ano, a presença da dermatose nodular em seus rebanhos.



Source link

News

exportação recorde e demanda aquecida dão fôlego a preços no último trimestre do ano



Após um período de quedas nos preços, o mês de setembro foi favorável em relação à demanda por animais no mercado, o que tem trazido certo ânimo para negociações no último trimestre de 2025. 

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP (Cepea), ao todo, 348 mil toneladas de carne bovina (produtos in natura quanto industrializados) foram embarcadas no mês passado, o maior volume mensal da série da secretaria, iniciada em 1997.

Para o doutor em economia e coordenador do mestrado profissional em agronegócio do FGVAgro, Felippe Serigati, o resultado é puxado por uma condição de mercado que gera sustentação nos preços da pecuária, sobretudo em um momento em que a demanda pela carne brasileira no setor externo está aquecida.

“Sazonalmente, o quarto trimestre é um período mais forte mesmo. A gente não pode esquecer que a preferência sempre na média do brasileiro é a carne bovina. Tendo renda, é fila no açougue. Tem condições, tanto da oferta como da demanda, para gerar sustentação desses preços”, disse.

Exportações em recorde histórico

Ao todo, de acordo com a Secex, o total exportado de janeiro a setembro alcançou 2,41 milhões de toneladas, superando em 15,4% o resultado do mesmo período de 2024 e estabelecendo um novo recorde. 

China e Hong Kong foram os grandes protagonistas desse movimento, respondendo por 56,7% do total da carne vendida pelo Brasil. A demanda segue aquecida pela necessidade de formar estoques para o Ano-Novo Chinês que, em 2026, ocorrerá em 17 de fevereiro. 

“O grande mercado de carne bovina brasileira é o interno, mas no processo de formação de preços, quem forma muito mais esse preço é justamente o setor externo. Ele é o grande driver de formação. E um setor externo aquecido tende a gerar as condições para sustentar o preço da carne bovina brasileira”, disse Serigati.

Efeito do clima

Nesse contexto, vale destacar ainda que o cenário climático para o fim de outubro e o mês de novembro será marcado pela atuação do fenômeno La Niña, principal motor para o retorno das chuvas volumosas, com precipitações acima da média para as regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. 

Em entrevista recente ao programa Giro do Boi, o meteorologista Arthur Miller afirmou que a previsão de chuva acima da média se estende também para o Matopiba – região formada pelo estado do Tocantins e partes dos estados do Maranhão, Piauí e Bahia – e Pará.

No entanto, de acordo com Serigati, apesar da maior quantidade de precipitações em relação aos meses anteriores, elas devem ficar abaixo do normal para o período. 

“Se comparado à média histórica das diversas regiões do país, somente ali da porção mais central e Sudeste do país, estamos falando de um volume de chuva abaixo da média histórica. Isso, naturalmente, pode vir a comprometer a qualidade das pastagens com os todos os efeitos que isso tem, naturalmente, sobre os preços da pecuária”, destacou.

Projeções para o trimestre

Para o intervalo entre outubro e dezembro de 2025, o economista acredita que o cenário para a pecuária deve ser confortável, impulsionado por um consumo mais aquecido e expectativa de volumes recordes de carne bovina exportada.

“Olhando para 2026, o governo está mantendo a política fiscal extremamente expansionista. O ritmo dos embarques deve prosseguir. Deve ter só aquela pausa devido ao Ano Novo Chinês, mas isso é sazonal, o mercado já se prepara para isso. Acho que os fundamentos para sustentação dos preços da pecuária de corte são bem sólidos”, finalizou.



Source link